História NIRRTY (dirty!liam) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Liam Payne, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Igreja, Kinky, Niam, Religião, Smut, Ziam
Exibições 253
Palavras 4.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - I Wanna Do Bad Things With You


Fanfic / Fanfiction NIRRTY (dirty!liam) - Capítulo 2 - I Wanna Do Bad Things With You

O barulho da porta soa poucos minutos após eu ter voltado para o porão. Depois da nossa brincadeirinha, Zayn e eu arrumamos tudo direitinho, parece até que nada aconteceu. Jogamos duas partidas de futebol no vídeo game, mas o ronco em nossas barrigas fez com que a gente saísse para comer algo por perto. Na volta para casa, deixei-o na parada de ônibus e voltei.

Fico parado em pé, escutando os passos sobre minha cabeça. Dá pra ouvir tudo que se passa lá em cima. Alguém caminha calmamente pela cozinha e vem até as escadas que levam ao porão. Com um meio sorriso no rosto, fico aguardando ele descer e aparecer. Logo, Niall surge e me olha de maneira tímida antes de desviar o olhar.

“Oi, Liam.”

“E aí, Niall? O que achou do restaurante?”

“É… legal”, ele olha para o sofá e começa a corar. “É-é… é muito bonito. Eu g-gostei…”

“Tá nervoso?” Chego perto de Niall e toco seu braço. Sinto ele tremer um pouco. Ele se vira bruscamente para mim e nega, mesmo gaguejando um pouco.

“Vou te ensinar como montar a cama.”

Niall não sabe onde colocar as mãos. Ele faz menção de enfia-las no bolso, mas logo quer cruzar os braço e, então estica-os ao lado o corpo, ou põe a mão na cintura. Ele está completamente envergonhado. Tento não rir, mas isso é muito divertido.

Mostro rapidamente como ele deve fazer para montar e desmontar a cama. Viro-me para ele e pergunto se ele entendeu tudo. Dessa vez, ele nem arrisca dizer nada, apenas assente nervosamente. Seu rosto está mais vermelho que um tomate. Aproximo-me dele.

“Olha Niall, o que você viu…” sussurro. “Nada aconteceu aqui, ok? Não precisa ficar sem jeito. Aquilo foi só por diversão, sabe? Não fizemos nada.”

“N-não precisa se explicar”, ele consegue dizer.

“Eu sei”, dou um passo adiante e toco seu ombro. “Mas eu quero.”

“Liam, trouxe um burrito pra você!” Meu pai grita da cozinha.

“Já tô indo!” Grito de volta e olho para Niall.

“Ah, é. Eu deveria ter… deveria ter dito…” Ele se solta de mim e quase tropeça. “Seu pai t-trouxe um… sua janta… pra você.”

“Ok. Eu vou subir, então. Mas, Niall…”

“Hum?”

“Relaxa!” Dou meu melhor sorriso e subo as escadas de dois em dois degraus até chegar na cozinha. Um burrito se encontra sobre a mesa.

“Obrigado, pai, mas eu já comi!”

“Já? Aonde?”

“KFC.”

“Você foi até lá? A pé?”

“Não é tão longe assim, pai. Eu estava com Zayn.”

“Você que devia ter trazido comida, então”, ele pega o burrito e dá uma mordida. “Um balde de frango agora seria massa!”

Reviro os olhos. 

“Cuidado com o demônio glutão.”

Uma luz forte e amarelada entra pela janela da cozinha. Isso é o suficiente para sabermos que minha mãe acabou de chegar do trabalho. Ela precisa sair muito cedo e sempre volta muito tarde, pois ela trabalha na cidade vizinha. Somente a vejo a noite e nos finais de semana.

“Niall, venha conhecer Karen, minha esposa. Ela já chegou!” Meu pai grita.

Mamãe entra em casa com um largo sorriso, como é de costume, mesmo que seus olhos mostrem o quanto ela está cansada. Ela me abraça carinhosamente e beija meu pai.

“Ah, Niall! É tão, tão bom finalmente poder te conhecer!” Ela abre os braços quando Niall surge na cozinha e parte para abraça-lo. Ela carinhosamente esfrega as mãos em sua costa e o acolhe com palavras de boas vindas. Minha mãe é pessoa mais calorosa que existe.

“DEIXA O BICHINHO RESPIRAR, MÃE!” Minha irmã, Ruth, sai de seu quarto aos gritos. Ela é meio retardada.

“Não grite com sua mãe, Ruth!” Adverte meu pai.

“Não, não, ei, está tudo bem, está tudo bem!” Minha mãe diz com um largo sorriso. “Ela está certa. Seja muito bem vindo, Niall. Nós somos a sua segunda família agora! Se não se importa, vou me jogar de baixo do chuveiro e já volto. O que tem aí, xuxu?” Ela mira no burrito esfriando na mão de meu pai e o surrupia.

“Ei, eu ia comer isso!”

“Seja um cavalheiro e deixe isso comigo, sim?”

Minha mãe vai até o quarto e meu pai a segue. Eles disputam pelo burrito e brincam com isso.

“Sua mãe é muito legal”, Niall comenta. Viro-me para dizer algo, mas aí percebo que ele está falando com minha irmã, não comigo.

“Continue assim e vai virar o próximo coala dela!” Ruth responde.

“Aposto que já sou e você nem sabe!”

Fico observando o quanto eles conversam e riem. Ele não parece ficar nervoso perto dela, assim como também não fica nervoso com meu pai. Qual o preconceito comigo?

“Vocês se dão muito bem, hein?” Comento fingindo desinteresse.

“Niall é a coisa mais fofa e engraçada que eu já vi!” Ruth aperta as bochechas dele.

“Sua irmã é gente fina”, Niall diz com um tom de voz um pouco mais baixo. “Nos conhecemos no restaurante.”

“E Niall se ofereceu para me ajudar! Ele não é um fofo?”

“É…” aproximo-me e aperto a bochecha de Niall. “Ele é muito fofo”, dou meio sorriso e olho bem fundo nos olhos do loiro. Ele logo começa a corar. Solto uma risadinha fraca e os deixo a sós.

“Own, você ficou vermelho? Não ligue pro meu irmão, ele…” Escuto minha irmã tagarelar enquanto desço as escadas.

Vejo que Niall já começou a arrumar suas coisas. Praticamente metade delas estão fora da mala, organizadas nas gavetas abertas da mesinha de centro e sobre ela. Ligo o video game e jogo algumas partidas de jogo de luta. Não demora muito, Niall vem até o porão também e tenta não olhar para mim. Ele vai até sua mala e continua a arrumar as coisas.

O jogo fica rolando na tela da TV, mas eu não presto mais atenção. Estou jogado no canto do sofá, observando Niall tirar sua roupa cuidadosamente da mala para guardar nas gavetas. Ele separa alguns itens e deixa em cima da mesinha.

Ele tem um jeito muito engraçado. E é mesmo muito fofo. Não há nada de muito sexy nele, mas sua maneira de ser faz com que eu tenha vontade de envolve-lo. Ele é tão quieto e bonzinho que me dá vontade de estraga-lo.

Niall pega as coisas que separou em cima da mesinha e as organiza na estante. Ele toma cuidado para não passar na minha frente e acabar me atrapalhando. Nem reparou que não estou mais com os olhos no jogo, mas nele. E ele é tão educado. Fico me perguntando se ele é assim na cama também e acabo soltando um riso malicioso.

“Niall, Liam, vai começar a reza!” Ruth grita. Ninguém desce até o porão a não ser que seja extremamente necessário, o que é bom.

“Já estamos indo!” Aviso.

“Reza?” Niall pergunta enquanto eu desligo o video game.

“É uma tradição familiar. Nós lemos uma passagem da bíblia e oramos juntos todas as noites antes de dormir.”

“Legal”, Niall diz gentilmente.

Não, não é legal, penso. Mas tudo bem, não tem problema. É só fingir que está escutando. Logo, logo acaba.

Niall e eu subimos juntos. Deixo que ele vá na frente para que eu possa olhar para o seu traseiro enquanto ele sobe os degraus. Chegamos na sala de estar e encontramos todos acomodados nos sofás e poltronas. Niall senta-se ao lado de Ruth e eu me sento ao lado dele. O móvel não é muito grande, então ficamos bem próximos um do outro. Passo meu braço pelos ombros de Niall para ficar mais confortável e admiro sua reação. Ele não chega a corar, mais fica sem graça.

Minha mãe pede para que todos fechem os olhos e, então, reza o Pai Nosso. Ao fim da oração, ela conta a Niall sobre esse costume — basicamente a mesma coisa que disse a ele minutos atrás, só que com uma explicação melhor e mais bonita — e, então, pede para que ele escolha uma passagem da bíblia e leia para nós. 

Niall recebe a bíblia das mãos de minha mãe e sorri. A primeira coisa que ele faz é agradecer a todos pela hospitalidade. Diz que já se divertiu muito logo no primeiro dia e que está feliz de estar conosco. Por causa disso, ele lê o salmo cento e dezoito e finaliza a leitura no vigésimo quarto versículo:

“Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia.”

“Que coisa mais linda, Niall!” Minha mãe põe a mão em seu coração. “Muito obrigada!”

“É mesmo muito lindo”, digo e me viro para Niall. “Bem vindo a sua segundo família, mano!” Dito isso, puxo-o para mim e o abraço. Sinto que ele fica surpreso, mas me abraça mesmo assim.

“É! Bem vindo a sua segunda família, parça!” Escuto meu pai dizer e Niall ri contra minha orelha. Todos se levantam e nos abraçam também. 

Considerando que Niall é como um irmão postiço para mim agora, seria incesto fode-lo no meio da madrugada? Porque, se for… perdoe-me senhor. Perdão adiantado, pois mais cedo ou mais tarde, eu vou acabar fazendo isso acontecer.

 

>>>>

 

Liam: Já te disse, mano, relaxa!

Liam: Ele não falou nada nem vai falar

Liam: De boas

Zayn: Se tu diz…

Zayn: Ei, o que vai fazer hoje?

Liam: Já quer que eu te foda de novo?

Zayn: Não

Zayn: Eu que quero te foder!

Liam: Ainda to pensando nisso

Niall surge na sala. Ele está bem vestido, parece que vai sair.

“Pronto, garoto?” Meu pai sai do quarto e se direciona a Niall.

“Pronto, senhor!”

“Ah, não! ‘Senhor’ não!”

“Desculpa, não me acostumo…” Niall ri. “Já estou pronto, Geoff!”

“Vão a algum lugar?” Me intrometo.

“Vamos até a escola concluir a matrícula de Niall.”

“Eu vou também”, levanto-me do sofá imediatamente.

“Boa ideia, filho. Você pode mostrar a escola a Niall enquanto resolvo a parte burocrática.”

“Claro”, sorrio para Niall e aperto seu braço.

“Então vamos!”

Saímos juntos de casa e caminhamos até o carro. Sinto o celular vibrar e dou uma olhada.

Zayn: Para de fazer cu doce

Zayn: Eu sei que você quer me dar

Liam: Vem em casa hoje

Abro a porta da frente do carro, mas não entro. Convido Niall a se sentar lá, mas ele se nega.

“Ni, vem cá”, puxo-o pelos ombros e o empurro para dentro do carro.

“Não, Liam, esse é o seu lugar.”

“Nada a ver! Você é novo aqui. Tem que conhecer a paisagem.”

“Tem certeza?”

“Claro, maninho”, aperto a bochecha dele e Niall esconde o rosto. Adorável.

Sento-me sozinho no banco de trás no momento em que meu pai liga o carro. Meu celular vibra algumas vezes e o pego para conversar com Zayn no caminho até a escola.

Zayn: Sério?

Zayn: Vai rolar?

Zayn: Mano

Zayn: Responde

Zayn: Não me deixa de pau duro de graça

Sorrio.

Liam: Hoje acho que não rola

Liam: Mas…

Liam: Amanhã?

Liam: Sua casa?

Zayn: Não sei…

Zayn: Tem que ver

Zayn: Vou aí

Liam: Agora não

Liam: Não tô em casa

Zayn: Ta onde?

Liam: Chegando na escola

Zayn: Pra fazer o que?

Liam: Só acompanhando

Liam: Niall vai se matricular

Zayn: Ele vai pra mesma escola que a gente?

Liam: Chegamos

Liam: Quando eu tiver voltando te aviso

A escola é um prédio de dois andares, extenso e claro. Na parte de fora, dá pra ver as montanhas ao fundo e as bandeiras balançando diante do estacionamento. Há apenas uns dois ou três carros estacionados. Paramos bem na frente da porta principal.

“Animado pra conhecer sua nova escola?” Meu pai pergunta.

“Demais!” Niall sorri.

Apresso-me a sair do carro e abro a porta para Niall. Ele me olha estranho, mas agradece o gesto ao se levantar. Juntos, atravessamos a porta dupla e nos vemos em um hall. À esquerda, o balcão de informações, a recepção e a entrada para a diretoria. À direita, o financeiro e algumas outras áreas afins. Diante de nós, os corredores e o mural de prêmios.

“Meninos, vou resolver logo essa parada”, meu pai anuncia, tentando ser maneiro. Aposto que ele treinou essa fala a manhã inteira.

“Vou com o senhor”, diz Niall. “Quer dizer, com você!”

“Não precisa, cara. Aproveite para conhecer a escola!”

“Isso. Vamos lá, Ni. Eu te mostro!”

“Ni?” Pergunta meu pai. “Legal!” Ele me mostra o polegar e entra na diretoria.

“Enfim, a sós”, digo no ouvido de Niall e suspiro. A pele dele estremece. Ele caminha até o mural e observa os prêmios. “Tá vendo aquele trofeu ali?” Aponto para um deles. “Ganhamos no ano passado. Esse é o nosso time.” Mostro a foto que tiramos antes do jogo.

“Legal. Parabéns! Você é bom?” Niall me encara. “Em basquete, quero dizer.”

“Sim, sou bom em basquete, futebol, beisebol… Sou ótimo em manusear bolas… melhor ainda com o taco”, sorrio maliciosamente. Nem preciso olhar para Niall para saber que ele corou um pouco. “Vem, vou te mostrar a escola.”

Passo o braço pelo ombro de Niall e caminhamos juntos pelo corredor. Mostro a ele as salas principais, a entrada da biblioteca, da sala de informática e o ginásio. É uma escola pequena, não tem muito o que se oferecer em uma tour. Isso serve apenas para Niall saber por onde está andando na segunda feira e não se perder. Mesmo assim, estarei com ele, então, sem chances.

“Que mais você quer conhecer?” Pergunto.

“Tem laboratório de química?”

“Tem, mas duvido que esteja aberto. É por aqui”, mantenho o braço em seus ombros e ele não se incomoda. Andamos pela escola inteira assim. “Tá pensando em se inscrever pra química laboratorial?”

“Talvez… Sempre quis ter aula em laboratório.”

“Mesmo que não consiga, você vai ter outras oportunidades de fazer… experimentos”, acaricio seu ombro levemente. “Bom, é aqui.” Solto Niall e planejo fingir que vou arrombar a porta, mas não é preciso. Alguém esqueceu a sala aberta. “Ops”, começo a rir. Niall faz o mesmo e me segue até a parte de dentro da sala. “Mesmo que você não faça a disciplina, pelo menos vai poder conhecer a sala, não é?” Fecho a porta enquanto Niall olha para os químicos, equipamentos e utensílios.

Caminho vagarosamente pelas bancadas, seguindo cada movimento de Niall. Ele simplesmente se perde do mundo enquanto observa essas coisas — nesse momento, órgãos humanos conservados em vasilhames preenchidos por algum líquido. Ele passa a olhar para a tabela periódica na parede e eu passo a olhar para seu corpo. Ele está com uma bermuda jeans e uma camiseta branca, deixando exposto seu braço magro, porem definido. Aproximo-me mais dele e sou atraído por um cheiro doce e suave. Eis que a porta de abre.

“Ah, vocês estão aí?” Meu pai diz e nós dois nos viramos para ele.

“Deu tudo certo?” Pergunta Niall.

“Tudo resolvido”, ele balança uma pasta de papeis no ar. “Já acabou a tour?”

“Mostrei tudo que dava pra mostrar. Ou quase isso”, encaro-o.

“Obrigado, Liam.”

“Não foi nada.”

“Quem está com fome?” Meu pai pergunta. “O que acham de almoçarmos no restaurante?”

“Uma ótima maneira de economizar”, brinco.

Vamos até o carro e faço com que Niall sente no banco de carona novamente enquanto eu vou atrás. Aviso a Zayn que vou demorar um pouco para voltar. Chegamos no restaurante de meu pai e somos recebidos por minha irmã, que trabalha no restaurante como recepcionista e atendente. Meu pai quer treina-la para que ela se torne administradora do restaurante algum dia.

“Ooooi, meninos”, Sophia, uma das atendentes contratadas pelo meu pai aparece no momento em que nos sentamos à mesa. “Oi, Liam!”

Aceno para ela e sorrio.

“Já almoçou, Sophia?” Pergunta meu pai.

“Já, tava tudo ótimo. Obrigado, senhor!”

“Outra que me chama de senhor…” Ele passa a mão na testa e Niall sorri. “Já conhece o mais novo membro de nossa família?”

“Não, ainda não! Olá, tudo bem?” Ela sorri para o loiro.

“Esse é Niall. Vai estudar na mesma escola que Liam e Ruth esse ano.”

“Ah, seja bem vindo, Niall. De onde você é?”

“Mullingar. Você não deve conhecer, ninguém conhece!” Todos riem. “Fica na Irlanda.”

“Que bonitinho. Lindo seu sotaque!”

Sorrio divertido, pois sei o que Sophia está fazendo. Já percebi que sou o crush dela. Ela está querendo usar Niall para me fazer ciúmes. Suspiro com isso e finjo que está dando certo. Todos fazemos nossos pedidos e, após a refeição, envio uma mensagem para Zayn, avisando-o que estou voltando para casa.

Zayn: Aleluia

Liam: Miss me much? :)

Zayn: Miss your piroca

Liam: Hahahah

Liam: Eu miss a tua também

Zayn: Miss your boca

Zayn: Miss your corpo

Liam: Miss your ass

Zayn: Para

Zayn: Tá me deixando duro

Liam: Eu gosto

Liam: De te deixar duro

Zayn: Mas não tem graça

Zayn: Se você não for me tocar

Liam: Mas eu vou te tocar

Liam: Talvez não do jeito que você quer, mas…

Chegamos em casa, Niall entra junto com meu pai. Vou para o quintal e fico chutando uma bola contra a árvore enquanto Zayn não chega. Fico algum tempo pensando na nossa relação.

Zayn e eu viramos amigos faz pouco tempo. Provavelmente, pouco mais de um ano. Temos muitos gostos em comum: quadrinhos, animes, Batman, video game, séries, esportes e etc. Acho que a única diferença entre a gente é que eu vou pra igreja todo domingo e ele não. Nem lembro direito como a gente se conheceu, mas eu lembro que chamei ele pra vim jogar video game e nos divertimos muito nesse dia. Desde então, viramos grandes amigos.

Às vezes, a gente tirava umas brincadeiras de duplo sentido um com o outro. Eu adoro maliciar as coisas. Nunca pensei que fossemos chegar tão longe com esse lance. Claro, Zayn é um garoto sexy. Sinto tesão só de olhar pra ele. Não sei como eu me contentava apenas em ficar abraçado com ele e passar a mão por suas partes íntimas, de vez em quando. Tudo no clima de “brincadeira”, pois eu não imaginava que ele realmente gostasse da fruta.

Recentemente, apimentamos um pouco mais as coisas. Enquanto jogávamos vídeo game, ficamos esfregando a perna um no outro e falando sacanagem. Apertei o volume de Zayn para tirar uma graça e imagine minha surpresa quando vi que ele estava duro. Caralho, começo a suar só de lembrar.

Ele ficou morrendo de vergonha e quis ir embora, mas eu não deixei nem ele se levantar do sofá. Eu me aproximei dele e disse:

“Você quer… sei lá… dar uns pegas? Só pra ver como é…”

Zayn assentiu lentamente e eu o beijei. Tudo era muito bestial. Ambos estávamos tímidos. Ninguém teve coragem de abrir a boca, nem meter a língua, mas ambos estávamos excitados, e isso ia ter que servir. Continuei beijando Zayn e, quando passei a mão pelo seu corpo, ele simplesmente perdeu o controle. Sua língua invadiu minha boca e aí começamos um beijo mais selvagem e realmente gostoso. A gente não se soltava nem para respirar, somente nos desgrudamos porque alguém chegou em casa. Zayn ficou um pouco vermelho, aposto que eu também. 

“E aí?” Perguntei meio tímido.

“E aí?” Ele repetiu. “Gostou?”

Aproximei-me do seu ouvido e sussurrei:

“Eu quero fazer coisas sujas com você”, disse lentamente enquanto passava o dedo indicador em seu peito até a barriga.

Deu certo. Decidimos fazer algo mais sério dessa vez (que foi o que aconteceu ontem). Agora, Zayn e eu temos esse lance secreto entre nós — e eu adoro isso. Não somos um casal. Não cobramos nada um do outro, a não ser putaria, o que, convenhamos, é muito bem vindo.

Abaixo-me para pegar a bola e sinto mãos firmes se apoderando da minha cintura. Passo a língua pelos lábios ao sentir um membro se encostando em minhas nádegas. Levanto-me com a bola nas mãos e me deixo ser envolvido. A voz de Zayn soa baixo em meu ouvido, a respiração batendo em minha nuca.

“Oi, gostosão. Tava me esperando?”

“Tava”, viro-me para ele e apalpo seu pênis por cima da roupa. “Mas pensei que você estava duro.”

“Continua fazendo isso e eu fico rapidinho.”

“É mesmo?” Aperto mais um pouco.

“É”, ele geme.

“Não posso”, solto-o e ele reclama. “Não estamos a sós. Niall e meu pai estão na casa.”

“Dispensa eles.”

“O que você quer que eu diga? ‘Pai, vai trabalhar. Niall, vai com ele!’?”

“Mais ou menos isso!” Zayn pede a bola e eu jogo para ele. “Então, como ele é?”

“Niall?” Afasto-me de Zayn. “Gente fina.”

“Só isso?” Zayn chuta a bola pra mim e eu a recebo. Dessa maneira, começamos uma brincadeira de passe. Uma brincadeira saudável, dessa vez.

“Ele é educado. Meio tímido.”

“Que nem eu antes de te conhecer.”

“O que quer dizer com isso?”

“Não quero dizer nada, é só um fato.”

“Sei…”

“Ele vai estudar com a gente?”

“Sim, mesmo ano. E, falando nele…”

Niall sai pela porta dos fundos da casa com duas sacolas de lixo. Ele as logo no latão e, antes que possa voltar para dentro de casa, chuto a bola em sua direção.

“Pensa rápido, Niall!”

Ele podia ter matado a bola no peito, mas ao invés disso, ele usa as mãos para se proteger. A bola o acerta e quica no chão. Ele a recolhe e se aproxima de nós para devolve-la.

“Foi mal, cara”, diz Zayn ao receber a bola.

“Não foi nada. Sou péssimo em esportes”.

“Esse é Zayn, Niall”, chego mais perto.

“Bom te conhecer”, Niall responde sem jeito.

“Bom te conhecer também! E bem vindo! Não quer jogar com a gente?”

“N-não… eu sou péssimo mesmo, vou só atrapalhar vocês!”

“É só por diversão, cara”, Zayn diz e Niall cora.

“Vem jogar com a gente, Ni!” Chamo-o e Zayn me encara estranho. Ignoro o olhar dele e puxo Niall. Ele não pode recusar. “Gol entre a árvore e a varanda. Zayn, você é o goleiro!”

“Ah, claro”, Zayn reclama.

“Cê tem que tentar roubar a bola de mim, Ni. Vem!”

Coloco a bola no pé e saio correndo com ela, mas sem muito esforço. Quero dar chance a ele. Niall me alcança e tenta, roubar a bola, mas eu o driblo e chuto contra o gol. Zayn apanha.

“Vamos tentar diferente. Deixa eu roubar a bola de você!” Comando e Zayn passa a bola para Niall. Corro em sua direção e o marco. Ele vira de costa para mim e enfio meu pé pelo meio de suas pernas. Ele é péssimo para roubar a bola, mas a defende muito bem. Minha marcação não está funcionando.

Niall se mantém de costas para mim enquanto se aproxima do gol. Eu o sigo de perto, mas não consigo impedi-lo. Ele faz um gol. Zayn joga a bola para mim e Niall reage de maneira mais voraz do que da primeira vez, o que me surpreende. Mesmo assim, ele não consegue roubar a bola e eu faço gol.

Zayn joga a bola para Niall e, dessa vez, começamos a suar de verdade, pois Niall faz de tudo para manter a bola e eu faço de tudo para roubar dele, mas não consigo. Sua bunda acaba batendo em minha coxa e eu sinto vontade de colocar a mão nele, o que não é algo fácil de evitar, então é isso que eu faço.

“Ei, sem trapaça!” Niall ri.

“Não to trapaceando!” Percebo que ele gosta, então mantenho as mãos em seu corpo e o puxo.

“Já vale mão agora?” Ele pergunta.

“Vale tudo!”

Niall coloca a mão no meu peito e me empurra. Disputamos a bola com os pés, mas ficamos passando a mão no corpo um do outro enquanto isso. Niall se vira de costa para mim e eu puxo pela cintura. Colo minha coxa na dele e sinto um pouco de tesão. Minha mão deslizam pelo seu torso. Ele tenta se soltar, mas não consegue, então acaba perdendo o equilíbrio. Ele cai no gramado e eu caio junto com ele. Ambos estamos rindo. Ele me empurra e corre atrás da bola. Quando me levanto, ele já marcou gol.

“Você não é tão ruim quanto acha”, comento.

“Você me deixou ganhar!”

“Eu jamais faria isso!” Arfo.

“Minha garganta está seca!”

“Ei, preciso ir nessa!” Zayn joga a bola para mim.

“Já vai? Fica pra jantar com a gente!” Peço.

“Não, não posso. Prometi que ia sair com meu pai hoje.”

“Ele ainda existe?”

“Ele aparece de vez em quando…”

“O que aconteceu?” Niall pergunta.

“Os pais dele se separaram”, respondo.

“Digamos que ele não era lá muito presente”, Zayn comenta.

“Ah, foi mal… eu não devia me intrometer”, Niall diz. Ele estava tão solto ainda pouco, agora já está voltando a ficar tímido.

“Relaxa, tá de boa!” Zayn responde. “Não tem nada demais!”

“Eu vou entrar…” Niall avisa. “Bom te conhecer, Zayn. Até a próxima.”

“Até mais, Niall!”

Jogo a bola para o lado e me aproximo do meu amigo. Niall entra em casa e minha mão vai até a nuca de Zayn automaticamente. Faço-lhe um carinho e olho em seus olhos. Que vontade de beija-lo…

“Se bem me lembro, não estamos a sós”, ele diz.

“As coisas que eu queria fazer com você agora…”

“Comigo? Você parecia bem íntimo do seu inquilino agora a pouco.”

“Não me diga que está com ciúmes!?”

“Tu é fresco, é?”

“Ah, Z, você tá com ciúmes! Que bonitinho”, faço voz de bichinho e o abraço.

“Não, você tá suado! Me larga!” Mesmo que ele tente se soltar, eu insisto e ele me abraça de volta.

“Pensei que gostasse do meu corpo suado”, sussurro em sua orelha. 

“Só quando o meu está suado também”, ele responde baixinho enquanto nos mantemos abraçados. “E quando estamos nus.”

“Podemos ficar nus na sua casa amanhã?”

“Acho que sim…”

“Acha…?” Passo a língua pela orelha de Zayn.

“Quase certeza”, ele geme.

“Ótimo”, sorrio e o solto. “Vem, eu te levo na parada.”

No caminho até lá, conversamos sobre o início das aulas e sobre algumas sacanagens também. Planejamos o que iremos fazer amanhã: tem que rolar de qualquer jeito, pois é impossível olharmos um para o outro sem malícia. Estamos morrendo de desejo de reviver o que aconteceu ontem e a impossibilidade disso é estressante.

“Me avisa”, peço quando o ónibus de Zayn chega e me despeço dele.

“Te mando mensagem”, ele dá um tapa na minha bunda e sobe no veículo.

Estou louco por um banho. Volto para casa e vou direto para o banheiro. Deixo a água levemente fria e sinto uma ardência refrescante. Felizmente, tem toalha limpa no gabinete, pois eu não trouxe absolutamente nada para cá. Enxugo-me levemente e enrolo a toalha na cintura. Dessa maneira, vou até o porão e vejo Niall ali, sentado no sofá com um tablet em suas mãos. Ele levanta a cabeça para me ver e logo abaixa o olhar.

“Ei, Ni… Eu nem perguntei, posso te chamar assim?” Pergunto ao me aproximar dele.

“Sim, sem problemas, Liam”, ele responde sem me olhar.

“Como está se sentindo?”

“Está tudo bem. Estou feliz por estar aqui.”

“Que bom. O que está fazendo?”

“Tentando falar com meus pais.”

“Ah, legal”, ele mantém a cabeça baixa e eu fico sem assunto.

“Foi divertido”, ele comenta quando estou prestes a me retirar. “Jogar bola com vocês. Foi legal!”

“Sabe o que foi legal mesmo?” Fico diante de Niall.

“Hm?” Ele tenta levantar a cabeça, mas não consegue.

“Quando você se soltou. Você é muito maneiro, Ni, não precisa ficar tímido.”

“Eu sei”, ele responde. “Obrigado.”

“Niall…” tiro o tablet da mão dele e o coloco no braço do sofá. “Olha pra mim”. Nervosamente, ele consegue levantar a cabeça e procura focar o olhar no meu. Abaixo-me um pouco e seguro seu rosto. “Se você precisar de alguma coisa — qualquer coisa”, enfatizo, “é só me falar. Tô aqui pro que você precisar”, pisco para ele. “Ok?”

“O-ok, Liam.”

“Ok mesmo?”

“S-sim…”

“Então levanta. Me dá um abraço!”

“Qu—?”

“Me dá um abraço!” Puxo-o com força e lhe abraço. Niall, timidamente, coloca os dedos em minha costa e relaxa a cabeça em meu ombro. Passo a mão levemente pelo corpo dele e sinto seus músculos ficarem tensos.

Seria impressão minha ou Niall está ficando excitado?


Notas Finais


E ae, até agora? Tão gostando, tão enjoando? auhsuahhsa
Deixa a opinião de vocês nos comentários, ela é muuuuitooooo importante.
Vou tentar não demorar muito pra att * tentar *

Um beijo & um cascudo
A.G.


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