História No amor e na guerra - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~aldinemendes

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Visualizações 80
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olha eu aqui de novo pessoal.

Como prometido, agora começarão os momentos de mudanças.
Espero que gostem e comentem, sugestões são sempre bem vindas.

Ótima leitura a todos!

Capítulo 4 - Capítulo 3



Massachusetts General Hospital, Boston

Após o memorável jantar na casa de Natalie, Piper não poderia estar mais feliz. Conhecer o Dr. Richard Figueroa não foi apenas a realização de um sonho, mas excedeu até suas melhores expectativas.

Richard era um homem amável e de um caráter incontestável. Piper soube por ele que, além de estar a  frente do corpo médico do exército americano, ele estava ligado à grandes centros de pesquisa apoiados pelo departamento de segurança nacional, e ainda mantinha projetos de apoio aos veteranos de guerra, além de recrutar médicos voluntários para atuarem em regiões de conflito.

Piper ficou impressionada com o trabalho do cirurgião e viu alí a oportunidade perfeita para se dedicar ainda mais ao trabalho que já realizava com os veteranos, e poder fazer isso realmente significava muito para Piper e tudo o que ela acreditava.

Thomas por outro lado não estava nada contente com as novas ocupações de Piper, já que seu tempo juntos se tornou ainda mais escasso. Além de quase não encontrar a noiva, quando conseguia um tempo com ela, a mesma estava sempre esgotada demais para lhe dar a devida atenção.

Para a infelicidade de Thomas, Piper não tinha olhos e nem tempo para nada além de seu trabalho, mas para Piper este era o momento mais incrível de sua carreira, às vezes chegava a sentir aquele momento como o mais fantástico de sua vida. Mas nada disso se compara ao que estava por vir…

- Alô. - Atende Piper seu celular enquanto caminha apressadamente para a Porta do Hospital.

Ao virar a direita no corredor, acabou por esbarrar em alguém e praticamente arremessar a pessoa ao chão, porém salvando seu celular, Piper olhou para ver quem era a criatura distraída e virou os olhos ao ver que se tratava de Polly, que a essa altura a olhava furiosa.

O dia de Piper tinha sido bastante tumultuado, dois acidentes de trânsito e um deslizamento garantiram que a cirurgiã não tivesse tempo de sair da sala de operação por mais de 40 minutos naquele dia, logo, almoçar estava fora de questão.

Fazendo sinal para Polly pedindo por um instante para atender a ligação, Piper foca seu olhar no display do celular e ao perceber de quem se tratava o rosto de Piper se iluminou. Isso é claro, não passou despercebido por Polly que arqueou imediatamente as sobrancelhas e continuou a olhar para Piper avaliativamente.

- Olá Richard! Sim, eu estava indo para a clínica neste momento, você não acreditaria no dia que tive hoje. - Ouvindo o que o homem dizia do outro lado da linha, de repente o semblante de Piper se torna mais sério.

- Claro, estarei aí em alguns minutos, mas aconteceu alguma coisa? - Ouvindo por mais alguns instantes Piper encerra a ligação. - Tudo bem, nos vemos já.

Piper já estava saindo novamente pelo corredor quando Polly entra em sua frente bloqueando sua passagem.

- Por favor, me diga que estou ficando maluca e você não está transando com o “Dr. Fig Mãos Mágicas”. - Disse Polly com olhar suplicante para a amiga.

- O que?! - Diz Piper com os olhos arregalados e descrentes para a amiga.

- Por favor, me diga que estou errada. - Insiste Polly.

- Você está completamente louca! - Diz Piper ainda indignada. - Pronto, agora que já te diagnostiquei, tenho que ir.

- Piper espera. O que está acontecendo? Eu sei que já ha algum tempo você não é a mais presente das pessoas, mas desde que conheceu esse homem você excluiu de sua vida toda as outras coisa e pessoas que não fazem parte da bolha de vocês.

- Polly, por favor, de novo com esse papo não. Não aguento mais discutir o mesmo assunto com você, Thomas, Carol… isso está ficando cansativo. - Diz Piper suspirando e deixando evidente todo os cansaço do dia.

- Nós somos seus amigos e sua família e às vezes parece que não te conhecemos mais. Não sabemos mais como chegar até você. Thomas está chegando no limite de sua paciência, você não acha... - Polly é interrompida por Piper.

- Poll, eu realmente tenho que ir, Richard disse que ele e Natalie tem um assunto importante para tratar comigo. Depois nos falamos, eu prometo. - Piper diz, já se afastando.

Apesar do trânsito bastante congestionado na cidade, Piper levou apenas 25 minutos até a clínica no VA Boston Healthcare, onde Richard a esperava.

Ao chegar Piper notou o homem, normalmente calmo e ponderado, um tanto ansioso, mas preferiu não fazer alarde a respeito, embora isso a deixasse ainda mais curiosa e até mesm um pouco apreensiva em relação à sua conversa com ele.

Após finalizar o atendimento de alguns de seus pacientes, Richard foi até Piper, que também estava finalizando seu trabalho, e cumprimentando-a amigavelmente.

- Que bom que veio Piper. Natalie deverá me buscar para jantarmos em alguns minutos, gostaria de convidá-la se juntar a nós.

- Claro, só preciso terminar este prontuário e estarei livre. - Diz a loira.

- Ótimo, nos vemos já.

Pouco tempo depois os três jantavam em um restaurante simples nas proximidades da clínica. Piper, embora estivesse à vontade na companhia do casal, naquele momento em especial estava se sentindo observada por ambos, até que, para alívio de Piper, Natalie finalmente se manifesta.

- Piper você tem acompanhado os noticiários sobre a situação de nosso país no que se refere ao conflito no Oriente Médio? - Pergunta Natalie sem muito rodeio.

- Estou por dentro do que é noticiado. Não consigo deixar de me sentir péssima ao ver o que aquelas pessoas estão, o que estão sofrendo. - Diz Piper com uma expressão triste.

- Sim, é uma situação bastante delicada. - Diz Natalie. - Como foi noticiado, no início de agosto dois grupos americanos de combate naval foram enviados às fronteiras do Kuwait, juntamente com um porta aviões, alguns caças, enfim, o intuito é especialmente patrulhar a fronteira saudita-iraquiana.

Após avaliar a reação de Piper por alguns instantes Natalie continua.

- Algumas unidades também foram sigilosamente enviadas por terra para operarem bases estratégicas de apoio e comunicação, e claro, dentro possível tentar evitar atrocidades como vimos há algumas semanas com o ataque ao hospital e morte de 320 crianças. Embora este não seja o principal objetivo destas patrulhas.

- A crueldade humana nunca para de me surpreender. - Diz Piper com os olhos marejados. Levou mais de uma semana para Piper conseguir dormir após ter visto a notícia do ataque iraquiano ao hospital. Mais uma vez sua impotência diante desse tipo de situação a colocava em desespero.

- Infelizmente, esta manhã tivemos a notícia de que uma patrulha iraquiana atacou na noite passada duas de nossas unidades que estavam próximas à base de Al Jahra, não deixando sobreviventes. - Diz Natalie com pesar.

Piper apenas abaixa a cabeça. Era impossível não pensar na família dessas pessoas que estavam lá em nome de seu país combatendo a opressão e terror que eram espalhados pelo país invadido.

- A unidade americana que foi abatida deve ser urgentemente reposta até o início da próxima semana. Era a única unidade médica em milhares de quilômetros e foi completamente dizimada. - Comenta Natalie enquanto passa as mãos por suas têmporas.

Neste momento, e pela primeira vez durante todo o jantar Richard se manifesta.

- Piper… - Ele diz levantando a cabeça e encarando a loira. - A clínica estará a partir da próxima semana sob sua responsabilidade. - Diz Richard.

- O que? - Diz Piper parecendo perdida.

- É isso mesmo, gostaria que assumisse a clínica durante minha ausência. Eu me juntarei ao corpo médico que será enviado à fronteira saudita na próxima semana, e sei que você tem total condição para dar continuidade ao nosso trabalho até meu retorno. - Afirma o homem de forma confiante.

Piper continua a olhá-lo intensamente sem pronunciar uma palavra sequer.

- Natalie cuidará das burocracias, você não tem que preocupar, durante… - Richard é interrompido por Piper.

- Richard… - Ela começa a dizer, olhando para suas mãos que brincam com o guardanapo em seu colo.

- Eu sei que é repentino Piper, mas estou certo que você… - Ele é mais uma vez interrompido por Piper.

- Eu não posso fazer isso. - Diz Piper levantando o olhar de suas mãos.

- Piper, não há com o que se preocupar, você terá todo o suporte de Natalie e de todos na clínica, eu prometo. - Ele a tranquiliza.

Piper por sua vez toma uma respiração profunda e encara Natalie, se virando para Richard em seguida e com firmeza em sua voz diz.

- Richard, eu não posso fazer isso, porque eu quero ir com você.

 

O homem do outro lado da mesa encara Piper com seriedade, e em seguida olha para Natalie, que assente com o esboço de sorriso orgulhoso nos lábios.

 


Notas Finais


Já já as peças vão se encaixando.
;)


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