História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 8
Palavras 3.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - O Plano


O santuário ainda estava um caos, a guerra contra o imperador do inferno mal tinha acabado e Atena estava a todo vapor. Para poder por seu plano em prática, ela primeiro ressuscitou Shion, pois não havia ninguém mais habilitado para administrar o santuário do que o velho ariano. Cecyllia deu pulos de alegria ao ver seu mestre.

-Carneirão, então é verdade mesmo, a senhorita Atena te trouxe de volta a vida. – A amazona abraçava Shion apertado, que tossiu.

-Calma Cilly, eu posso ter voltado à vida, mas ainda estou um pouco fraco. Sabe onde Atena está? – O muviano vestia os habituais trajes de mestre do santuário, mas sua aparência era jovem.

-Sim, ela está descansando eu seus aposentos, pois amanhã meu pai, meu tio e minhas primas virão para uma reunião com ela, e o senhor deveria fazer o mesmo. – A leonina falava cantarolando, o que vez o velho ariano sorrir.

-Entendo, mas e Seiya como está? – Shion perguntou preocupado.

-Sua situação é crítica, mas a senhorita Saori acredita que destruindo a espada de Hades ele se livrará da maldição, embora eu acredite que a senhorita Perséfone possa ajudar, mas enfim, vamos dar nosso melhor, pois esse não é o único propósito da minha missão. –Cecyllia respondeu normalmente.

-Como assim? – O velho ariano estava um pouco confuso. –A propósito, como você está? Onde esteve nesses últimos anos? Dohko me disse que você desapareceu antes dessa guerra santa começar.

-A guerra contra Hades pode ter acabado, mas outra infinitamente pior está a caminho. A razão do meu desaparecimento está intimamente ligada com essa nova guerra, além de ter ficado responsável por treinar minhas primas, o senhor se lembra delas? – Cilly perguntou, e o ariano confirmou com a cabeça. –Então, além de nossos pais não quererem que participássemos da última guerra santa, já que nós estamos incumbidas de comandar a próxima guerra, por isso eu precisava protegê-las a todo custo, e sabe como é titio, qualquer erro e eu estaria tipo Bela Adormecida agora.

-Sim, seu tio não mede esforços para cuidar daquelas duas, embora a diferença de idade entre vocês seja pequena. E quem são esses deuses? O que mais você sabe? –O velho ariano estava muito afobado, o que deixou a amazona feliz.

-Ei carneirão, guarda toda essa agitação pra amanhã. Atena e os deuses gêmeos querem contar tudo em detalhes amanhã, vá para o seu quarto e descanse. –Cecyllia pediu gentil, e Shion aceitou com certa relutância.

No dia seguinte...

Atena tomava uma xícara de chá em seu quarto quando se escutaram batidas na porta. Era Shun.

-Olá Shun, já está tudo pronto? E como está Seiya? –A deusa esboçou um pequeno sorriso, um tanto forçado. O cavaleiro de Andrômeda disse que sim e ficou um pouco triste.

 -Está sim, e nossos convidados devem chegar a qualquer momento. Seiya continua na mesma, Ikki está lhe fazendo companhia. –O jovem de cabelos respondeu choroso. –Se apresse senhorita, mestre Shion está ansioso para vê-la.

-Tem razão, avise que já estou indo, e assim que nossos convidados chegarem leve-os para a sala de reunião, está bem? – A deusa da guerra pediu meiga e gentil, Shun apenas fez uma reverência e saiu do aposento, permitindo que Saori terminasse de se arrumar.

Cecyllia andava distraída pela casa de sagitário, local que visitava com frequência depois que voltou ao santuário. Ela apertava com carinho o pingente de lua, de um colar de ouro que ganhara de Aiolos na infância.

                           *Flashback On*

Fazia seis meses que Cecyllia havia chegado ao santuário, e Shion estava tendo muita dificuldade em treina-la, pois a garotinha era arredia e indisciplinada, e fugia constantemente para tocar violino. Certa vez ela correu tanto que foi parar em um local desconhecido, cercado por gigantescas paredes de pedra e um penhasco de frente para o mar. Ela começou a tocar seu violino, cuja melodia era triste e nostálgica, começando a chorar baixinho.

 -Mamãe eu quero ir embora, eu não gosto desse lugar, me dá medo. Quero voltar pra junto de você e papai, Lia não gosta de ficar sozinha. – Resmungou. Ela continuou tocando com tristeza, estava tão concentrada que nem percebeu que alguém a observava. Ao terminar se assustou com o barulho de palmas.

-Me desculpe senhorita, não foi minha intenção assusta-la. –O rapaz disse educadamente, fazendo a garotinha ficar com vergonha. Ele era alto, forte e dono de um sorriso caloroso e brilhante. O sol iluminava seus belos olhos verdes, e o vento desarrumava seus curtos cabelos castanhos, enfeitados por uma fita vermelha amarrada na testa. –Cecyllia, não é? Seu mestre a está procurando.

-Tudo bem, não me assustou. –A garotinha respondeu enquanto limpava o rosto.

 -Por que chora? Shion brigou com você? Pode me contar se quiser. – O sagitariano sentou-se ao lado da leonina, oferecendo-lhe um lenço. Cecyllia negou com a cabeça. –Então, o que foi?

-Eu sinto falta dos meus pais, quero a minha mãe de volta, sinto falta da minha casa. – Respondeu chorosa.

-Compreendo, mas não fique triste, sua mãe sempre estará com você, dentro de seu coração. Sei que vida no santuário pode ser um pouco difícil e solitária, mas tem muita gente boa por aqui. A partir de hoje eu prometo que vou fazer o que estiver ao meu alcance para que não se sinta mais assim. – O cavaleiro respondeu confiante.

-Você promete? – Cecyllia perguntou inocente.

-Por Atena. – Aiolos disse sorrindo, entregando uma pequena caixinha de veludo para a menina, que abriu encantada. Era um colar com pingente de lua, cravejado de esmeraldas. –Essa é a prova da minha promessa, mesmo que eu não esteja sempre ao seu lado, você sempre terá uma parte de mim consigo, e se um dia sentir a minha falta, olhe para a lua que eu estarei pensando em você.

E foi naquele dia que nasceu o amor entre Cecyllia e Aiolos.

                           *Flashback Off*

-“Aiolos...” – A morena suspirou ao pensar no amado. Ela continuou andando rumo ao templo principal. Saindo da casa de peixes ela caiu deitada no chão, pois tinha algo em cima dela. Ela apenas bufou aborrecida. –Ren, por favor, diga para a cara de lagartixa sair de cima de mim, senão ela vai descobrir o verdadeiro significado da dor. – A morena advertiu fria e assustadora, Rin apenas riu.

-Rin, por favor, faz o que a Nina-san tá pedindo, por favor. – Ren pediu trêmula, se escondendo atrás de uma pilastra.

-Senão o quê? Como se ela fosse fazer grande coisa comigo. – Rin comentou debochada.

-Depois não diga que eu não avisei. –Cecyllia respondeu no mesmo tom, enquanto enrolava uma mecha de cabelo no dedo. Ela levantou o indicador direito para o alto, fazendo com que Rin ficasse de ponta cabeça no ar, com o tornozelo esquerdo esticado, como se estivesse sendo segurada. –Você tem duas opções: ou me pede perdão e admite que eu sou a mais poderosa, ou vai ficar assim até todo o seu sangue ir para cérebro. A escolha é sua.

-Sua bisca gorda, eu vou arrancar até a sua alma quando eu puser as minhas mãos em você. – Rin espumava enquanto seus cabelos mudavam de cor, de roxo estavam se tornando prateados quase branco, iguais aos de Cecyllia. Os olhos dourados estavam num tom de vermelho sangue, como se fossem dois rubis. Ren tremia de medo olhando a cena.

-Nina-san, por favor, solta logo a Rin antes que ela espalhe o caos pelo santuário. Eu imploro! – A gêmea mais nova falou num tom um pouco mais alto que o habitual, deixando a amazona de ouro surpresa.

-Eu até poderia fazer isso Ren, mas a sua querida irmãzinha, além de me chamar de bisca, me chamou de gorda, e isso é algo que eu não posso perdoar, então vou me divertir mais um pouco com a princesinha boca suja. – Cecyllia ria, enquanto rodopiava e chacoalhava Rin no ar, deixando-a mais furiosa. –Tá achando ruim, é? Isso não é nada perto da tortura que foi pra mim, sendo obrigada a me esconder com vocês duas nos últimos dois anos, tendo que bancar a babá. Devia ter te mandado como oferenda pra Ares. – A italiana comentou debochada. Ela manteve Rin suspensa por mais alguns instantes, até que uma força maior colocou a gêmea mais velha no chão, dando um susto nas três.

-Cecyllia, você não deve dizer essas coisas nem de brincadeira, Atena ficaria muito chateada se ouvisse isso, além de seu pai e seu noivo. – O homem advertiu sério. Ele era alto, possuía longos cabelos e olhos dourados, e uma estrela dourada na testa. Sua expressão era calma e serena, mas seus olhos eram frios e indiferentes. O homem trajava uma longa túnica negra com detalhes em dourado, e uma fita lilás amarrada na cintura. Rin e Ren correram pra abraça-lo.

-Papai! – As gêmeas disseram carinhosamente, deixando o loiro feliz.

-Minhas princesas, vocês cresceram tanto nos últimos anos. Perdoem-me pela ausência, mas era necessário. Pelo menos a Nina-chan estava cuidando das duas, o que deixou eu e o tio de vocês mais aliviados. – Disse o homem com uma expressão mais gentil. Cecyllia observava a cena um pouco mais afastada, com os braços cruzados. –Então Nina, não vai dar um abraço no seu velho tio?

Cecyllia se aproximou do homem vagarosamente, que a puxou com força para um abraço apertado, quase a deixando sem ar.

-Velho? O senhor e papai parecem mais jovens que eu, até o carneirão está mais jovem. – Cecyllia riu debochada. –A propósito, onde está o meu pai?

-Estou bem aqui, pequena Sakura. – Disse outro homem, juntando-se aos quatro. Ele era igual ao loiro, só que seus olhos e cabelos eram negros, e a fita amarrada em sua túnica era de cor púrpura. Ele possuía uma estrela negra na testa, e seu semblante aparentava impaciência e irritabilidade, que logo se desfez ao ver a filha. –Não acredito que você teve a ousadia de abraçar minha filha antes de mim.

-Oi pai, onde você estava? – Cecyllia perguntou normalmente, abraçando o moreno, que sorriu.

-Ao contrário do seu tio, eu fui informar nossa presença no santuário, pois sou um deus educado. – O pai da leonina respondeu sério, fuzilando o irmão com os olhos.

-E eu sou um pai zeloso, Thanatos. Ver como estão as minhas filhas é mais importante do que se apresentar a Atena, que com certeza já sentiu nossa presença no santuário. – Respondeu o loiro, alfinetando o irmão, que grunhiu irritado. Cecyllia e as gêmeas riram da situação.

-Diga-me tio Hypnos, é verdade que o senhor e papai tomaram uma surra dos cavaleiros de bronze nos Elíseos? Soube que foi um fiasco e tanto. – A amazona dourada perguntou irônica. Hypnos ignorou e Thanatos fez cara feia, reprovando as palavras da filha.

-Tínhamos que agir de acordo com o plano, Hades devia acreditar que éramos leais, ou vocês três correriam perigo. Não me diga que ainda guarda mágoa por termos pedido a Atena que proibisse vocês de lutar nessa guerra santa? – Thanatos perguntou sério.

-As gêmeas eu tenho certeza que não, mas eu fiquei muito aborrecida com essa situação. Eu sou o cavaleiro, ou melhor, a amazona mais poderosa de Atena, e tive que me esconder por quinze anos, me senti uma covarde e inútil. –A prateada comentou com os punhos cerrados. – Não me deram nem a oportunidade de esmagar os crânios de Shura e Saga.

-Ainda com essa ideia de se vingar, Nina-chan? Esses cavaleiros já se redimiram, e pode confiar em mim, os fiz sofrer muito no submundo, como castigo pelo sofrimento causado a minha filhinha todos esses anos, mas relaxa Nina, quando eles retornarem à vida pode dar uma surra neles, papai apoia. – Thanatos disse orgulhoso, como se exibisse um troféu. –Além do mais, eu sei muito bem que a alma de Aiolos te visitava...

-Que gentil da sua parte, papai. – Cecy comentou irônica. –E em relação a Aiolos, não sei do que está falando, pois a última vez que o vi foi quando ele morreu em meus braços.

-Então eu vou te contar um segredinho: o cavaleiro de sagitário te visitava todas as noites, enquanto você dormia. Romântico, não? – O deus da morte tinha o olhar malicioso.

-Ai que fofo! –Rin e Ren disseram em coro.

-Meninas... –Hypnos suspirou revirando os olhos. Thanatos ria da reação do irmão, enquanto bagunçava os cabelos da filha, que suspirou entediada.

-Lamento interromper a festinha de vocês, mas a senhorita Atena os aguarda. – Shion apareceu do nada, interrompendo o reencontro de pais e filhas. –Andem logo, vão ter tempo suficiente para matarem as saudades depois.

Todos assentiram e seguiram o velho ariano, rumo ao encontro com a deusa. As gêmeas cochichavam a respeito da aparência de Shion, que ouviu e as fuzilou com o olhar, resmungando algo quase inaudível. Hypnos e Thanatos riam do mestre de Cecyllia, que andava alheia aos acontecimentos, pensando na reunião que estava prestes a começar.

-Por que o seu mestre está tão mal humorado? –Thanatos perguntou para a filha.

-Porque eu não quis contar qual o motivo da reunião, e também pelo estado de Seiya, o queridinho da senhorita Atena. – Cecyllia comentou com um significado oculto em suas palavras, mas que seu pai entendeu perfeitamente. –Não há nada que você possa fazer para ajudar o Pégaso, papai?

-Felizmente não, e mesmo que pudesse não moveria um dedo pra salvar aquele pangaré sarnento. – Thanatos falou de Seiya com desdém.

-Que belo exemplo de pai o senhor é. – Rin comentou debochada.

-E você não passa de uma pirralha boca suja, nem parece filha de Hypnos. –Shion repreendeu a gêmea mais velha, que corou. –Chegamos, acomodem-se, por favor.

Apesar de o santuário estar quase todo destruído, o templo de Atena permanecia intacto. Todos ficaram chocados ao verem o novo escritório da deusa. As paredes estavam pintadas de rosa pink, os móveis possuíam estampa de zebra, inclusive os tapetes. Parecia mais o quarto de uma patricinha.

-E papai ainda achou ruim quando eu quis colocar um divã vermelho no meu quarto. – A amazona dourada comentou com ironia.

-Poxa papai, se a tia Atena pode ter um escritório assim, por que eu não posso decorar o meu quarto desse jeito? – Rin protestou.

-Concordo com a Rin, eu também quero um quarto assim, papai. – Ren concordou envergonhada, escondendo o rosto nos cabelos.

-Calem-se vocês três, mas senhorita Atena, por que redecorou seu escritório de maneira tão extravagante e exagerada? – Shion perguntou com os olhos violáceos bem arregalados.

-Meu caro Shion, depois da luta contra Hades, me dei conta de que a vida é muito curta para não aproveitar o dinheiro que tenho. Vou fazer várias melhorias no santuário, especialmente nos 12 templos, só não vou mexer no de Cecyllia, pois ela mesma fará isso. Vamos começar a reunião. –Saori disse normalmente.

-De acordo. –Os deuses gêmeos responderam.

Antes que alguém pudesse se manifestar, bateram à porta. Era Tatsumi trazendo um carrinho com chá, café, água, suco, bolo, salgados, pães, frios, doces, biscoitos e geleias. As gêmeas babavam de fome, fazendo sua prima rir. Tatsumi serviu café para os deuses gêmeos e Shion, chá para Cecyllia e Saori e suco para as gêmeas, e todos foram se servindo com os quitutes, que estavam muito apetitosos.

-Obrigada Tatsumi, por favor, dê meus cumprimentos à dona Anastácia, sua comida está maravilhosa como sempre. – Cecyllia respondeu gentil, fazendo o mordomo corar, pois ninguém prestava atenção no pobre careca.

-Muito obrigada senhor Tatsumi. – As gêmeas copiaram a atitude da prima, fazendo o mordomo se emocionar.

-Muito obrigado senhoritas, vocês são as únicas que me tratam bem neste santuário. – Tatsumi agradeceu humildemente.

-Chega de drama Tatsumi, e agora nos dê licença. –Saori ordenou séria. O japonês fez uma pequena reverência e se retirou. - Voltando ao assunto, convoquei-os aqui porque temos assuntos muito importantes a tratar. Shion, eu sei que deve estar achando bastante estranho a presença de Thanatos e Hypnos aqui, mas a verdade deve ser revelada: temos uma aliança desde que eu voltei a este mundo, pois uma terrível ameaça vai surgir em breve, que vai fazer a última guerra santa ser brincadeira de criança. Ares planeja trazer a este mundo um banho de sangue nunca visto antes, aliado a mais dois deuses terríveis. Mantive nossa preciosa Nina nas sombras todos esses anos porque ela será crucial nesta batalha, comandando meu exército e recrutando doze amazonas para lutar ao lado dos cavaleiros de ouro, sendo que duas delas já estão aqui.

-Certo, mas e quem são esses outros dois deuses? E por que a Cecyllia deve comandar os outros cavaleiros, sendo que a maioria nem sabe da existência dela? Isso não deveria ser função do cavaleiro de sagitário, que vem sendo o comandante de Atena desde as eras mitológicas? – Shion questionou.

-Qual o problema, grande mestre? Está duvidando das habilidades de minha filha? Ou tem medo que ela seja melhor que os seus doze douradinhos juntos? – Thanatos rebateu com raiva e ironia.

-Mas é claro que não, se eu mesmo a treinei, que pergunta mais absurda. Meu questionamento é apenas porque essa sempre foi uma função do cavaleiro de sagitário, como nas guerras anteriores. –O velho ariano se defendeu.

-Que bom carneirão, por um instante pensei que estava sendo machista. –Cecyllia comentou desafiadora. – E nunca houve uma guerra como esta, então um cavaleiro de sagitário não é adequado.

-E qual é o plano, afinal? – Hypnos perguntou impaciente, sem perder a expressão calma.

-Nina e as gêmeas viajarão no tempo, voltando ao período da guerra santa anterior, para buscar as dez garotas restantes e destruir a espada de Hades, que acabará com a maldição de Seiya. Aqui se passará quatro dias, mas para elas poderão ser semanas, meses ou até mesmo anos. E tomem muito cuidado pra não estreitarem laços com as pessoas do passado, pois isso poderá ter um efeito catastrófico. – Saori advertiu séria. –Alguém tem alguma dúvida?

-Quando partimos? – A leonina questionou.

-Hoje à noite. – Saori respondeu distraída, mexendo numa pulseira com pingente de coração, dada pelo cavaleiro de Pégaso.

-Não se preocupe tia Atena, nós vamos salvar o Seiya, confie na gente. – Ren respondeu gentil, colocando uma das mãos no ombro da deusa.

-Claro que sim, vocês são nossas filhas. – O deus da morte disse convencido.

-E sobre isso, tenho um aviso: uma das amazonas vocês terão um pouco de dificuldades de encontrar, já que ela também é filha de um deus, para ser mais específico, ela é prima de Atena. – Hypnos normalmente.

-Pelo amor de Zeus papai, de quem ela é filha? – Rin preocupada.

-Hades. – Thanatos indiferente.

-Que ótimo, além de termos que buscar dez garotas em plena guerra santa, destruir a espada de Hades, uma das garotas ainda é filha dele? – Cecyllia aborrecida.

-Eu tenho mais uma pergunta: papai e tio Thanatos, vocês irão nos reconhecer quando chegarmos ao passado? – Rin questionou.

-Sim, mas por que a pergunta? O que estão planejando? – Hypnos perguntou desconfiado.

-Se uma das amazonas é filha de Hades e temos que destruir a sua espada, seremos obrigadas a invadir o castelo de Hades e o palácio flutuante, mas se vocês tentarem nos atacar será arriscado. E quanto a Pandora? Eu posso mata-la? – A amazona dourada perguntou com brilho nos olhos, pois tinha verdadeira repulsa da irmã do imperador do submundo.

-Tudo bem, Pandora é um estorvo mesmo. – Thanatos respondeu entediado.

-Mas tomem cuidado para não estragar o palácio, deixem a destruição para o castelo, aquele lugar fétido e deprimente. – Hypnos comentou sério.

-Ok! – Nina e as gêmeas responderam.

Saori deu a reunião por encerrada. Os deuses gêmeos aproveitaram o dia para ficar em companhia das filhas, enquanto Saori ressuscitava Dohko, Shaka e Mu. Shion levou Kiki para dar um passeio na praia.

-Mestre Shion, mestre Mu vai voltar à vida, assim como o senhor? – O pequeno ariano perguntou ansioso, pois sentia muito a falta de seu mestre.

-Sim, neste exato momento Atena está trazendo-o de volta a vida, e dentro de poucos dias todos os cavaleiros estarão de volta à vida. – Shion sorriu gentil para o garoto, que se animou.

-Legal, vamos organizar uma festa para comemorar. Mestre Mu ficará feliz, né? – Kiki perguntou inocente.

-Claro. –O velho ariano respondeu, e os dois retornaram para a casa de áries.

Já era noite e estava quase na hora de as amazonas voltarem no tempo. As garotas, os deuses gêmeos e mestre Shion aguardavam Saori, que tinha ido visitar Seiya. Hypnos dava uns últimos conselhos às gêmeas.

-Papai, podemos ter pedir uma coisa? – Rin perguntou com as mãos unidas e uma cara de pidona.

-Sim minha princesinha, o que você deseja? – Hypnos perguntou.

-O senhor pode comprar o Tatsumi pra mim e Ren? – A gêmea mais velha perguntou aos pulinhos.

-Não é assim que as coisas funcionam meus tesouros, Tatsumi não é uma mercadoria. O que eu posso fazer é conversar com ele e Atena perguntar se ele quer trabalhar pra vocês, e se ambos concordarem, eu o contrato como mordomo. Pode ser? – Hypnos perguntou gentil, enquanto acariciava os cabelos de Ren.

-Tá bom. –As gêmeas responderam em coro, fazendo bico.

Cecyllia e Thanatos fitavam o horizonte em silêncio, pensativos.

-Por que estão tão calados? – Shion questionou.

-Estava pensando numa de minhas habilidades, mas que nunca usei. Talvez eu possa ajudar dois cavaleiros do passado. – A prateada respondeu distraída.

-Entendo, e sei de quem está falando. Espero que tenha sucesso. –Shion disse orgulhoso, abraçando a discípula pelos ombros.

-Boa noite pessoal, desculpa a demora, mas chegou a hora. –Saori chegou esbaforida, sendo amparada por Shion. –Meninas, coloquem sua mão direita sobre a minha estátua. E mais uma coisa: se obtiverem êxito, farei um importante comunicado quando retornarem.

As três obedeceram Saori sem questionar. A deusa jogou um pó de cor azul sobre elas, em seguida levantando seu báculo, que começou a emanar uma luz da mesma cor do pó. Em questão de milésimos de segundo as garotas desapareceram. Todos tinham a expressão séria e apreensiva.

-Será que elas vão conseguir? – Shion pensou alto.

-É evidente que sim, eu acredito na minha filha e tenho certeza que ela vai se sair bem em sua missão. – Thanatos disse confiante.

-E eu digo o mesmo. –Concordou Hypnos.

-Pois bem, temos muito que fazer, e eu preciso cumprir minha parte no acordo. –Saori disse animada, retornando para seus aposentos.

-“Boa sorte meninas. E Lia, tome cuidado.” - Shion pensou preocupado.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...