História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 2
Palavras 4.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Uma noite muito especial (Parte II)


-Você tem certeza disso? –Kárdia perguntou incrédulo. –Quem te disse?

-A senhorita Nina, ela conseguiu se comunicar com a senhorita Saori pelo cosmo hoje de manhã. Nossa missão está concluída e é preciso voltar. –Lily respondeu cabisbaixa. –Você se lembra de quando nos conhecemos?

-E como eu poderia esquecer? Oito garotas caídas do céu, como se fossem anjos. Mestre Sage quase enfartou ao ver amazonas sem vocês, a deusa Atena teve um trabalho imenso ao convencê-lo a deixar vocês ficarem no santuário. –O escorpiano riu, lembrando-se do incidente. –Sente falta da sua época?

-Claro que sinto, mas é confortante saber que minhas amigas estavam junto comigo, até mesmo a destrambelhada da Luka. Não sei se conseguiria suportar sem elas. –A rosada suspirou triste. Kárdia fez bico. –E não se faça de coitadinho, eu ainda não me esqueci de tudo o que me fez passar, seu cretino.

-Eu sou o cretino? Você também não era nem um pouco, se fazendo de pura e inocente. –O escorpiano respondeu irritado. –Me deu muito trabalho te conquistar.

-Falando desse jeito até parece que foi um sacrifício. Todo esse tempo que passamos juntos foi tão desagradável assim? É tão ruim ficar comigo? –Lily perguntou chorosa. –Por que tem que ser tão mau comigo?

-Me desculpe. –Kárdia abraçou a amada bem forte, deixando cair algumas lagrimas nos cabelos rosa da garota. Lily se surpreendeu com o sentimentalismo do escorpiano. –Saber que você irá embora dentro de poucas horas mexeu demais comigo, mexeu demais comigo. Não estou preparado pra isso.

-Ninguém está. Com certeza todas as meninas e os cavaleiros de ouro também estão sofrendo, afinal, tudo foi muito repentino. –Lilly disse séria, apesar da voz embargada e o rosto molhado pelas lágrimas. –Logo agora que estamos vivendo momentos tão bons de paz e felicidade.

-É mesmo, até mesmo o iceberg do Degél começou a sorrir por causa daquela maluca. –Kárdia comentou debochado. –Nem o Albafica escapou.

-Sim, todos estão felizes. –Lilly comentou sorridente. –Por hora vamos aproveitar o pouco tempo que nos resta juntos. Me leva pra casa?

-Só ser for para minha casa. –O escorpiano sorriu malicioso. Lilly apenas revirou os olhos.

Muito contrariada, Rin dançava uma valsa com Aspros, que a conduzia de forma muito elegante e confiante, surpreendendo a geminiana. Ren e Defteros se divertiam com a cena.

-Parece que nossos irmãos se entenderam muito bem. –O gêmeo mais novo suspirou satisfeito.

-Que bom, a onee é muito difícil de lidar às vezes. –A gêmea mais nova sorriu, pensando na personalidade forte da irmã. –Defteros senpai, eu posso te pedir uma coisa?

-Claro, o que você quiser. –Defteros respondeu gentil. –O que posso fazer para te deixar mais feliz?

-Promete que nunca mais vai me esquecer? Promete que sempre vai guardar com carinho as lembranças dos dias que passamos juntos? Promete que eu sempre vou ter um lugar especial no seu coração? –Ren escondeu o rosto de vergonha, não conseguia acreditar no que havia acabado de falar. –Me desculpe, eu fui ousada demais.

-Garotinha boba, acha mesmo que eu seria capaz de esquecer você? Ninguém poderá tirar o lugar que ocupa em meu coração e mesmo que nunca mais nos encontremos, sempre teremos uma parte um do outro. –Defteros acariciava os longos cabelos roxos de Ren, que ficou muito corada, sem saber o que dizer.

-Obrigada. –A gêmea mais nova respondeu tímida. Rin observava tudo de longe.

-O que foi peituda? Tá interessada no meu irmão, é? –Aspros perguntou debochado, deixando Rin furiosa.

-Seu idiota! Estou preocupada com a irmã, ela parece gostar mesmo do seu irmão, e a separação vai ser muito dolorosa. –A gêmea mais velha respondeu irritada, mas com o olhar de apreensão.

 -Entendo. Mas e quanto a mim? –O gêmeo mais velho indagou provocativo.

-Como assim? –Rin perguntou sem entender.

-Não gosta de mim e nem vai sentir minha falta? –Aspros fez bico, fingindo inocência.

-Quem em sã consciência sentiria falta ou teria sentimentos por um imbecil feito você? Não vejo a hora de nunca mais ter que olhar pra sua cara. –A geminiana respondeu com desdém, fazendo Aspros ter um ataque de risos. –Qual é a graça?

-Eu também te amo, senhorita Matsumoto. –Aspros tascou um beijo na garota, que ficou sem reação. Suas amigas se divertiam com os dois, pareciam cão e gato.

Na casa de aquário Degél e Kaquiyu tomavam um chá antes de dormir, pois o aquariano não gostava muito de festas e preferiu se retirar mais cedo, sendo acompanhado pela sagitariana.

-Aposto que nem vai sentir minha falta. –A ruiva fez bico enquanto soprava a bebida.

-Por que diz isso? –Degél perguntou indiferente. –Eu sou um namorado tão horrível assim?

-Não, apenas um pouco frio e distante.  Mas confesso que eu gosto assim. –Kaquiyu riu do próprio comentário, fazendo o aquariano esboçar um sorriso. –Eu gosto de você.

-Vocês mudaram muito o santuário. –Degél folheava um livro de notas antigo, com vários relatos sobre as guerras santas anteriores. –Se quiser pode ir dormir, eu vou ficar mais um pouco.

Kaquiyu resmungou alguma em francês e foi para o quarto, o aquariano deu de ombros e continuou estudando. Cerca de uma hora depois ele também foi dormir e achou muito engraçado ver a ruiva falar durante o sono, hábito muito comum.

-Eu também gosto de você. –Degél sussurrou no ouvido de Kaquiyu, que sorriu inconsciente.

Outro casal que também resolveu fugir cedo da festa foram Luka e Shion, o ariano estava tendo dificuldades em controlar o fogo da ruiva, achando melhor apaga-lo em sua própria casa. Os dois se amaram tão intensamente naquela noite como se fosse a última vez, o que de fato de era.

-Será que quando eu retornar ao presente, você ainda vai gostar de mim? –Luka murmurou pensativa.

-Então você também me conheceu no futuro? –O ariano perguntou curioso, enquanto acariciava as mãos da escorpiana. Luka fez sinal positivo. –Quer dizer então que eu vou mesmo ser mestre do santuário?

-Vai sim, e será muito respeitado e admirado por todos. Sempre dei em cima de você, mas nunca me correspondeu, de raiva fiz uma suruba com a Maya e mais quatro cavaleiros de ouro. –Luka ria descontrolada, Shion a olhava com ciúme e reprovação. –Fique tranquilo, você não estava presente e nem a deusa Atena. Não diga nada ao Dohko, a Maya me mata se souber que eu te contei.

-Olha que interessante, agora eu posso te chantagear. –O olhar de Shion era sombrio e sádico. –Eu até posso ficar de bico calado, mas tem um preço.

-Quanto vai me custar seu silêncio? –Luka perguntou receosa, imaginando a encrenca em que havia se metido.

-Passar essa noite comigo. –Shion respondeu carinhoso, beijando a testa da ruiva. –Eu sou bonzinho, não precisa entrar em pânico.

-Acho bom mesmo. –Luka resmungou, se encolhendo nos braços. –Pode me chantagear assim mais vezes.

-Vou tentar me lembrar disso. –Shion respondeu convencido, em seguida caindo no sono.

Régulus e Aisha estavam brincando de pega-pega no jardim do templo, quando o leonino derrubou a ariana na grama. Aisha ralhou com o garoto por ter sujado seu vestido com grama e terra.

-Que tal irmos para a minha casa? Assim você pode tomar um banho e tirar esse vestido sujo. –Régulus disse travesso.

-E eu tenho escolha? –Resmungou Aisha. –Seu moleque, eu devia era abaixar suas calças e te encher de palmadas, pra aprender a tratar uma garota direito.

-Lero-lero! –Régulus saiu correndo pelas escadas das doze casas, obrigando Aisha a ir atrás dele. Ela atirou um sapato na cabeça do leonino, sua mira foi certeira. –Ai, sua bruxa!

-Bruxa, é? Pois agora você está de castigo. Eu ia deixar você lavar minhas costas e dormir na cama comigo, mas agora vai ficar sem banho e vai dormir no sofá. –Aisha disse brava e saiu na frente batendo pé. –E se me aprontar mais uma eu vou treinar minha evolução estelar em você. Fui clara?

-Sim senhora. –Régulus respondeu beiçudo, andando cabisbaixo atrás de cena. Aisha achou engraçado, mas manteve-se firme em sua decisão.

Branca e Manigold dançavam no terraço do templo, se mestre Sage os pegasse lá estariam seriamente encrencados. O vestido branco com detalhes florais balançava com o vento leve que soprava, tornando a cena digna de filme. Para os outros o cavaleiro de câncer se mostrava durão e cruel, mas com a amazona de libra era só amores, sem se importar com os comentários maldosos de Aspros e Kárdia.

-Está ficando um pouco frio, que tal irmos para minha casa? –Sugeriu o canceriano, seu sorriso e olhar exalavam malícia.

-Sei não, por essa sua cara estou achando que você quer me mostrar os espíritos coloridos de novo. –Branca respondeu desconfiada. –Isso é muito perigoso.

-De novo essa história de espíritos coloridos? Eu não entendo. –Manigold comentou confuso. –O que eu pretendo fazer com você não é nada diferente do que já tenhamos feito antes. Posso fazer chocolate quente, que tal?

-Agora me convenceu, tô dentro! –Branca pulou nos braços do canceriano, fazendo com que ele a carregasse no colo até a casa de câncer. Pobre Manigold, Kárdia e Aspros riam escandalosamente em cima, mas em seguida apanharam de Lilly e Rin.

Na casa de peixes a discussão entre Albafica e Natsuhi estava bem calorosa, o pisciano se sentia enganado por ela não ter falado sobre a partida antes, embora nu fundo soubesse que isso poderia acontecer a qualquer momento. Natsuhi não conseguia acreditar nas palavras de Albafica, ele nunca havia falado com ela daquela maneira.

-A verdade é que eu não passei de um brinquedo, você tirou a minha castidade, usou, abusou e se divertiu, e agora vai me jogar fora como se eu fosse um chinelo velho.

-Como é que é? O veneno que corre em suas veias afetou seu cérebro também? Jamais imaginei que seria capaz de falar tanta bobagem. –Natsuhi respondeu decepcionada.

-Não se faça de coitadinha, você é tão desprezível quanto a amazona de escorpião, sabe-se lá quantos homens você não usou da mesma maneira que eu.

-Você está me ofendendo. –A mágoa no rosto da pisciana era óbvia. De fato Natsuhi era uma garota mais ousada, que não tinha medo de tomar a iniciativa, mas nunca dera motivos para que Albafica pensasse mal dela. –Olha só, eu não sei qual problema hoje e também não quero saber. Eu queria que essa noite fosse especial, mas você estragou tudo. Vou para o meu quarto.

Albafica socou a pilastra com raiva, essa era a última noite que teriam juntos e ele jogou tudo fora. Sentia raiva por perder a única pessoa que conseguiu se aproximar dele e lhe dar um pouco de felicidade, felicidade esta que ele nunca sentira antes. O solitário cavaleiro de peixes voltaria a sua vida de reclusão após a partida de Natsuhi, e seu coração doía muito com isso.

No quarto da deusa havia um Tenma nervoso e agitado, aguardando Sasha sair do banheiro. O rapaz só havia trocado dois ou três beijos com sua esposa, e agora teriam a noite de núpcias. “O que eu faço? Será que ela se sente como eu? Eu vou tomar uma surra dos cavaleiros de ouro!”, todas essas questões povoavam a cabeça do cavaleiro de Pégaso, até ouvir a porta se abrir. Sasha vestia uma camisola branca, o tecido era fino e transparente, Tenma quase ficou sem ao ver que ela não usava nada por baixo e cada detalhe de seu corpo era visível. Sasha possuía seios grandes e firmes, o corpo era curvilíneo e magro, a pela era macia e delicada. O sagitariano babava feito criança quando vê doce.

-O que foi querido, você está bem? –Sasha perguntou provocativa, subindo no colo de Tenma, que ficou sem reação.

-S-sim. – O cavaleiro de Pégaso respondeu nervoso. –Você está tão linda.

-Que gentileza a sua. –Sasha deu um sorrisinho falso, mas Tenma nem percebeu. Ele tentou beija-la, mas ela desviou. –Agora que estamos sozinhos, vou te dizer as regras.

-Como assim? –Tenma perguntou confuso.

-Nosso casamento não passa de uma fachada, fiz isso apenas para que ninguém desconfie dos meus verdadeiros sentimentos. –A expressão de Sasha agora era totalmente diferente.

-O que está dizendo? Você disse que me amava desde que éramos crianças, que eu sou o único capaz de te proteger, e que nada te faria mais feliz do que te ter ao seu lado pra sempre. –Tenma estava atordoado, ele nunca havia ouvido palavras tão cruéis da boca de Sasha.

-Um bando de palavras vazias, e que você acreditou. Garoto tolo, quem amaria um fracote igual a você? Só há um homem que eu amo nesse mundo, e é ele que eu vou amar para sempre. –Sasha respondeu raivosa.

-E por que não se casou com ele então? –Questionou Tenma.

-Porque apareceu uma garota no meu caminho e o roubou de mim. Pirralha maldita, ainda bem que amanhã irá embora, assim eu não precisarei mais bancar a boazinha, meu plano está saindo melhor a encomenda. –A deusa sorria convencida.

-Entendo. Você não passa de uma vadia cretina mesmo, tenho nojo de ter te amado um dia, sua desgraçada! –As lágrimas escorriam pelo rosto do garoto, fazendo com que a deusa caísse na gargalhada.

-Não se preocupe querido Tenma, assim que eu conquistar o coração do meu amado, vou te trancar no Cabo Sunión até o fim dos seus dias. Enquanto isso aproveite a vida boa no santuário, eu deixo até você dividir a cama comigo, mas se encostar um único dedo em mim, EU TE MATO! –Sasha sorriu diabolicamente. –Boa noite, benzinho.

Tenma não esperava tomar um baque desses, ainda mais em sua noite de núpcias. Tinha a sensação de que havia algo muito errado com Sasha, e descobriria a qualquer preço.

Ashley e Asgard estavam competindo para ver quem comia mais doces. Salo, Selinsa e Teneu eram jurados, que vez ou outra roubavam alguma guloseima da mesa, levando um peteleco do cavaleiro de touro. No fim Ashley levou a melhor, sendo a grande vencedora. Asgard não se conformou com a derrota, resmungando revoltado.

-Tô com fome, será que ainda tem comida? –Ashley perguntou animada.

-Fala sério! A senhorita acabou de comer dezenas de doces e ainda quer mais? Como isso é possível? –Teneu perguntou incrédulo.

-Você não conhece a Ash, essa menina é um saco sem fundo. Nunca vi alguém conseguir comer tanto e não engordar um grama sequer. –Asgard normalmente.

-Que inveja, eu também queria ser assim. –Suspirou Selinsa.

-Ah, até parece. Eu nem sou tão magra assim, apenas gasto bem as calorias que consumo. –Ashley respondeu envergonhada. –Mas eu continuo com fome.

-Certo, vou até a cozinha ver se tem algo pra você. –Asgard disse gentil, beijando os cabelos verdes da taurina. –Já volto.

-O senhor Asgard está tão feliz, queria que fosse assim pra sempre. –Salo sorriu.

-Eu também, por isso preciso da ajuda de vocês. Me prometam que vão cuidar dele quando eu não estiver mais aqui, certo? –Ashley sorria, mas por dentro estava arrasada por abandonar Asgard e seus discípulos. Amava aquelas crianças como se fossem seus filhos, embora a diferença de idade fosse pouca. –Não fiquem tristes, eu sempre estarei com vocês, uma parte de mim sempre estará aqui.

 -Sim, senhorita Ashley. –Salo, Selinsa e Teneu responderam em coro. O mais novo pulou no colo da taurina, derramando algumas lágrimas.

-Vai ficar tudo bem, eu prometo. –Ashley abraçou os três, tentando controlar sua tristeza. Jamais permitiria que alguém descobrisse o quanto estava deprimida, não gostava de ver ninguém preocupado com ela.

Maya estava sentada no colo de Dohko em um banco de madeira que havia no terraço da casa de capricórnio, também havia um lindo jardim que Maya havia construído com a ajuda de Akira e Viollet.

-Foi um lindo casamento, não acha? –Dohko perguntou suspirando.

-Sim, perfeito. Você tem vontade de se casar? –Maya perguntou curiosa.

-Claro, adoraria ver a casa de libra cheia de tigrinhos correndo e fazendo bagunça. Uma menina com os seus cabelos e meus olhos seria linda, não concorda? –O coração de Maya derreteu ao ouvir as palavras do libriano, era tudo o que ela mais queria e diferente das outras, ela tinha uma chance com ele no futuro.

-Vamos conversar sobre isso quando eu retornar ao presente. –A capricorniana beijou os lábios de Dohko com delicadeza, que acariciava seus longos cabelos negros.

-Eu e Shion temos muita sorte de poder reencontrar nossas garotas no futuro. Mas me sinto mal pelos outros. –O chinês suspirou pesado, se sentia triste pelos seus companheiros que nunca mais veriam as garotas que tanto amavam.

-Pois é, mas eu tenho minhas dúvidas em relação a Shion. Será que com nossa partida ele não vai se reaproximar de Yuzuriha? Sinto que ele não a esqueceu por completo. –Maya comentou desconfiada. –Luka pode ser vulgar e luxuriosa às vezes, mas é uma boa pessoa e gosta dele de verdade.

-É mesmo, Yuzuriha é perigosa, mas prometo fazer de tudo para mantê-los o mais afastado possível. Eu te dou a minha palavra. –Dohko sorriu, apertando Maya apertado e enchendo-a de beijos. –Mas agora só me interessa você, minha princesa.

Em outra sacada do templo, uma leonina e um capricorniano trocavam todas as palavras possíveis através de olhares silenciosos. Viollet e El Cid tinham um jeito de se relacionar único, e muitos achavam estranho. Os olhos cor de mel da loira brilhavam com a luz da lua, provocando fascínio em El Cid, que acariciava os cabelos de Viollet.

-Não precisa me dizer nada, tá? Está tudo bem. –Viollet disse timidamente.

-Tem certeza? –El Cid perguntou preocupado. –Não quero que vá embora chateada comigo.

-E por que eu ficaria chateada contigo? Eu gosto de você exatamente da maneira que é, obcecado em afiar sua lâmina, com dificuldades em se relacionar com as pessoas, mas dono de um coração nobre e muito gentil, sempre disposto a dar a vida pelas pessoas que gosta. É esse El Cid que vou guardar para sempre em meu coração. –Viollet respondeu com um respondeu com um pequeno sorriso, acariciando a mão do capricorniano. –Estou muito feliz por ter te conhecido, cada momento juntos valeu a pena.

-Obrigado por me dizer isso, eu me sinto da mesma forma, talvez até mais do que você imagina. –A expressão de El Cid estava um pouco mais serena. –Você significa muito pra mim.

-Que bom ouvir isso. –Viollet abraçou o amado com força. –Promete que você vai ficar ao lado do Sísifo, assim como eu ficarei ao lado da Nina?

-Claro, não precisava nem pedir. Ele é meu melhor amigo e deve estar muito mal com a partida repentina de vocês. –El Cid sério, estava preocupado com o sagitariano, que não sabia lidar bem com emoções tão intensas. –Ele já tem tantas responsabilidades, e ainda passar por isso.

-Você é demais. –Viollet deu-lhe um beijo demorado. Os dois aproveitaram a companhia um do outro até o último instante.

Akira não parava de chorar, estava tão desesperada em se separar de Asmita. O virginiano não sabia como lidar com ela, já que sempre achou as emoções humanas tão tolas e banais, mas agora que tinha a princesa do submundo ao seu lado e podia enxergar, tudo parecia diferente. Era como se um novo mundo tivesse aparecido para ele, Asmita já não tinha certeza de mais nada.

-Não chore minha linda, você passou o dia todo se arrumando. Desse jeito vai estragar sua maquiagem. –Asmita disse calmamente, provocando uma careta em Akira.

-E daí? De que adiantou toda essa produção, se tudo o que vivemos vai se dissolver amanhã? Eu não quero ir embora! –A virginiana resmungou, chorando mais e mais.

-Eu também não quero que vá embora, mas é a vontade dos deuses. Não há nada que possamos fazer a respeito. Ou acha que eu gosto de ter de me separar de você? –O virginiano questionou calmamente.

-Mentira! Você está adorando a ideia de eu ir embora, assim poderá retornar a sua vida tediosa de meditação. Nem tente me enganar. –Akira disse raivosa, limpando seus olhos violáceos. –Depois de tudo o que eu fiz por você.

-Não seja tão má comigo, eu amo você e sempre vou amar. –Asmita acariciava os longos cabelos negros de Akira, que aos poucos ia se acalmando.

-Então vamos fugir! Podemos nos esconder no submundo, Atena nunca se atreveria a causar outra guerra santa por nossa causa. Vamos logo, por favor! –Suplicou a virginiana.

-Mas que loucura, eu jamais faria isso. Você precisa agir de forma mais madura e responsável, lembre-se de que agora é uma amazona de ouro, além de ser filha de Hades. Suas amigas ficariam muito chateadas com o que pretende fazer. –Repreendeu o virginiano, Akira mostrou-lhe a língua. –Tão previsível.

-Elas concordariam comigo e ainda fugiriam juntas, arrastando os outros cavaleiros de ouro. –Akira disse convencida.

-Quanta bobagem! Acho que está na hora de dormir, você já bebeu demais. –Asmita disse autoritário, pegando Akira.

-Seu chato. –Resmungou a virginiana.

Todos os casais estavam aproveitando sua última noite juntos, mas havia um casal em específico cujo clima se tornava cada vez mais tenso.

-Quer dizer então que vocês vão partir dentro de poucas horas e só me conta agora? –Sísifo perguntou indignado. –Como pôde me esconder uma coisa dessas?

-Esconder? Você sabia que assim que eu cumprisse minha missão poderia partir a qualquer momento. Não se faça de desentendido. Acha que é fácil pra mim? Acha que eu estou feliz ou quero mesmo voltar? –Nina começou a se alterar, atirando a taça de vinho. –Você não entende nada.

-E o que há de tão ruim em voltar para a sua antiga vida? Você é a amazona de serpentário e filha do deus da Atena, é tão importante quanto Atena. Eu sou um mero cavaleiro de ouro, não tenho nada a te oferecer. –Os argumentos de Sísifo não faziam sentido algum.

-Pois bem, você ESCOLHEU ser um cavaleiro de Atena. Eu fui obrigada a me tornar amazona, se pudesse teria vida totalmente diferente. –O olhar de Nina era triste e cabisbaixo, o sagitariano não conseguia entender seus sentimentos.

-E que vida você preferia ter? Por acaso existe honra maior do que servir a Atena? –Sísifo questionou intransigente.

-Pode não significar grande coisa pra você, mas eu queria correr o mundo tocando meu violino, trazer um pouco de alegria para as pessoas que sofrem, alfabetizar crianças carentes e ter uma família de novo, a família que eu tanto amava e Ares tirou de mim. –A prateada respondeu com lágrimas nos olhos.

-Me desculpe, eu fui muito grosseiro. –Sísifo se sentiu péssimo por ter sido tão duro com Nina, que chorava copiosamente. –Seus sonhos são lindos, e um deles eu também me permiti sonhar nesse pouco tempo que passamos juntos. Pela primeira vez eu fui capaz de me dar ao luxo de pensar em uma vida que não fosse ser cavaleiro de Atena. Eu sabia que dia chegaria, mas no fundo queria me enganar, achando que vocês poderiam ficar aqui para sempre.

-Infelizmente é impossível, há uma guerra me aguardando. Mais do que nunca desejo arrancar a cabeça de Ares com minhas próprias mãos, e faze-lo pagar por todas as suas maldades. Quem sabe depois disso eu ainda possa realizar meus sonhos? –A leonina comentou com uma ponta de esperança, acendendo o coração do sagitariano.

-Minha alma sempre estará com você, mesmo que eu morra sempre irei te proteger. Sua vida se tornou mais preciosa mais que qualquer outra coisa pra mim. –As palavras de Sísifo fizeram Nina cair de joelho, como conseguiria viver sem aquele homem? Talvez nunca encontrasse a resposta.

-Eu amo você. –Nina derrubou Sísifo no chão, encolhendo-se em seu largo peito. –E tenho medo de que leve embora minha capacidade de amar de novo.

-Se não for capaz de amar de novo, eu juro por Atena que vou te buscar. –O sagitariano beijava a raiz prateada da amazona, que não parava de chorar. –Isso é uma promessa, e para que nunca que nunca se esqueça, fique com isso.

-Obrigada. –Nina sorriu, e se emocionou ainda mais ao ver o delicado presente que Sísifo lhe dera.

                 ***Templo de Atena, tempo presente. ***

A casa de leão estava um caos total. Aiolos andava de um lado para o outro, contando os minutos para reencontrar Nina, Shura e Milo estavam eufóricos em ver o bando de garotas bonitas que surgiriam. Camus demonstrava indiferença, mas no fundo ansiava por rever Akira, e poder lhe dizer o que não conseguiu antes da batalha das doze casas.

-Contagem regressiva galera: faltam cinco minutos para as garotas voltarem! –Aiolos gritou empolgado.

-Uhul! –Milo, Shura e Dohko gritaram empolgados. O libriano gritou empolgado.

Dentro de poucos instantes tudo mudaria, e mesmo que alguns estivessem felizes, muitos corações seriam despedaçados, principalmente o de Aiolos.



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