História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Exibições 4
Palavras 3.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Despedidas e Reencontros: será mesmo capricho dos deuses?


O dia no santuário amanheceu azul e ensolarado, mas por dentro todos e sentiam presos em uma grande tormenta, porém alguém vibrava com isso secretamente. O retorno das garotas para o santuário parecia um cortejo fúnebre, as amazonas que não estavam chorando, estavam apáticas. Todas tentavam aproveitar ao máximo os últimos instantes ao lado de seus amados.

Luka aproveitou seus últimos ao lado de Shion da melhor maneira que sabia: amando-o muito. A ruiva queria faze-lo sentir o máximo de sua falta quando retornasse ao presente, mas temia que Yuzuriha se reaproximasse dele na sua ausência, mas jamais entregaria seu grande amor para outra pessoa.

Ashley aproveitou para cozinhar para Asgard e seus discípulos, além de dar alguns últimos conselhos para Selinsa.

Ren e Rin foram fazer um piquenique com Aspros e Defteros na floresta, e pra variar os gêmeos mais velhos brigaram, iniciando uma guerra de comida. Ren e Defteros se olhavam, sem saber o que fazer com a infantilidade dos irmãos.

Branca e Manigold saíram para caçar borboletas. Apesar de achar estranho, o canceriano fazia todas as vontades da leonina, que agia de maneira fofa e inocente, derretendo o coração sofrido do cavaleiro.

Aisha e Régulus aproveitaram para jogar futebol e comer bolo de chocolate, um programa mais descontraído e juvenil.

Asmita ainda tentava acalmar Akira, que chorava feito criança mimada. Os virginianos estavam entrando em conflitos com seus sentimentos, tudo isso era difícil demais pra lidar, depois de tudo o que já haviam passado.

Maya e Dohko faziam planos para o futuro, mesmo o libriano se sentindo o libriano se sentindo um pouco triste pelos anos que passaria longe da amada. Pelo menos havia a promessa de que se reencontrariam, e isso lhe dava um pouco de alento.

Lilly não pode sair da cama até a hora de ir embora, toda a vez que tentava Kardia a segurava. O escorpiano queria sentir doce aroma da rosada até o último milésimo de segundo restante, como se arrependia de não ter se acertado com ela antes, quanto tempo perdido!

Viollet e El Cid foram passear em Rodório, havia uma taverna que ele queria ter a levado para jantar, mas como não havia mais tempo, almoçaram mesmo. O cavaleiro de capricórnio era outro que se arrependia do tempo que desperdiçara sem se confessar a sua amada, agora El Cid percebia o quanto estava errado em querer transformar seu coração em uma lâmina. A loira iria embora e levaria seu bem mais precioso: seu coração.

Degél passou o dia em sagitário com Kaquiyu, a ruiva cantava e dançava feito uma maluca, deixando o aquariano com dor de cabeça. Por mais que a sagitariana lhe parecesse irritante e barulhenta, ele era obrigado a admitir que ela lhe faria muita falta, e como faria. Pela primeira vez em sua vida ele abominou a calma e o silêncio.

Após a briga da noite anterior, Albafica acordou Natsuhi com café na cama. Sentia-se mal por terem passado a última noite juntos brigados, que desperdício! A pisciana não conteve as lágrimas e pulou no pescoço do amado, que suspirou de alívio. Aproveitaram para recuperar as horas que perderam separados.

Nina andava pela beira da praia perdida em pensamentos, Sísifo vinha logo atrás dela. A amazona brincava com o presente que ganhara na noite anterior: uma pulseira em ouro branco, com um pingente de coração e outro de centauro. O sagitariano não resistiu e agarrou, fazendo com que caíssem na areia.

-Escuta Sísifo, posso te perguntar uma coisa? –Nina perguntou séria.

-Claro! O que quiser saber. –O cavaleiro sorriu, acariciando os longos cabelos prateados da garota.

-Por que um coração e um centauro? –Nina o fitava intensamente, seus olhos brilhavam.

-O coração é para que se lembre de que eu serei seu e estarei ao seu lado, mesmo que se sinta solitária. O centauro é uma maneira que encontrei de te proteger, independente de onde eu esteja, nem a minha morte irá me impedir disso. –O olhar de Sísifo era terno e abrasador. Nina sentia sua face arder.

-Oh, suas palavras são tão bonitas, jamais me disseram palavras assim. –As lágrimas caíam freneticamente pelo rosto da prateada. O máximo que Aiolos lhe disse era que a amava, em seu leito de morte. Como esquecer Sísifo, aquele que lhe fizera experimentar todas as emoções e sensações de um grande amor? O abismo em que Nina caía tornava-se cada vez mais fundo, talvez nunca encontrasse seu fim.

-Não consigo deixar de pensar que sou egoísta em pedir que não me apague de seu coração. É mais forte do que eu, você literalmente caiu na minha vida. Os deuses têm mesmo vontades estranhas. –Sísifo puxou Nina para mais perto de si, colocando-a em seu colo. Desfrutaram do silêncio por longos minutos, já haviam dito tudo o que havia para fazer, só precisavam da agora um do outro enquanto fosse possível. –Acho que, não, eu tenho certeza que nunca vou conseguir amar outra mulher que não seja você, mas quero que seja feliz. Por isso encontre um bom homem que possa estar ao seu lado e te dar a família que você tanto deseja, espalhe o seu amor por aí.

-Sinto muito, mas... Eu não posso fazer isso, me desculpe. –Nina se levantou e continuou andando sem rumo. Sísifo correu atrás, fazendo-a encará-lo. –Atena havia me alertado, mas eu ignorei suas ordens. Seu sorriso, olhar carinhoso e gentileza me desarmaram por completo, nem tive tempo de recuar. Você é melhor que um festival de verão, seu olhar é mais brilhante que fogos de artifício. Seus lábios são mais saborosos que algodão doce.

-Uau! Comparação meio estranha, mas acho que consigo entender. Depois que eu te conheci tudo mudou, é como se o mundo tivesse... Mudado. –Sísifo fechou os olhos, sentindo os raios de sol queimar seu rosto. Nina o admirava encantada, ele era perfeito.

-Chegou a hora, vamos voltar ao santuário. –A amazona suspirou fundo, o momento que ninguém queria finalmente havia chegado.

                   ***Covil de Ares-Tempo presente***

Ares e Seth discutiam as estratégias para o ataque ao santuário de Atena quando Ziri e Khanel retornaram de sua missão, o berseker e o esfinge traziam dois sacos negros, que possuíam um cheiro muito forte de sangue.

-O que significa isso? –Ares perguntou truculento.

-Conforme nos pediu, fomos ao passado e encontramos isso. –Ziri e Khanel entregaram os sacos para Ares, que os abriu e não acreditou no que viu: a cabeça de seus filhos Deimos e Phobos.

-Quem fez isso? –O deus da guerra vociferou. –Quem foi capaz de arrancar a cabeça de meus filhos?

-A amazona de serpentário, lorde Ares. Parece que Hefesto lhe forjou uma espada e fez doze armaduras para as outras amazonas. –Ziri respondeu receoso, com medo de que fosse castigado.

-Está bem, podem se retirar. –Ordenou aos soldados, voltando a ficar a sós com Seth. –Vamos agir, nossa terceira aliada deve estar chegando.

-Afinal, quem é ela? –Seth perguntou impaciente. De repente o salão foi tomado por uma fumaça vermelha, embaçando suas visões.

-Há quanto tempo Ares, meu querido. –A voz de mulher era sedutora e com um quê de malícia. Ela era baixa, longos cabelos e olhos negros e pele azulada. Vestia uma túnica amarela e usava um colar de crânios. Seth trincou os dentes ao vê-la.

-Sua vadia miserável! Como ousa aparecer na minha frente com essa cara deslavada? Por sua culpa eu perdi o trono no Egito! –O deus egípcio partiu para cima da mulher, sendo interceptado por Ares.

-Deixe de ser infantil Seth, Cali é perfeita para nos ajudar. –O deus da guerra respondeu irritado. –Cali minha bela, como vão as coisas lá na Índia?

-Um tédio só, Shiva me proibiu de caçar demônios. De raiva o prendi no reino das bestas. –Cali respondeu com desdém, sua calma e serenidade a tornavam ainda mais assustadora. –Aí eu fiquei que vocês pretendem derrubar Atena e achei muito divertido. Espero que possamos nos dar, Seth meu bem. Ainda não esqueci aquela noite em Tebas.

-Que bom, isso merece um brinde! –Ares serviu três taças de vinho, erguendo-a para o alto. Seth brindou, mas olhava com desconfiança para Cali, que não dava à mínima.

                     ***Retornando ao Século XVIII***

Estavam todos reunidos no salão principal do templo de Atena, a comoção era imensa. As garotas estavam todas agarradas a seus pares, exceto Nina, que ainda trocava umas últimas palavras com Atena e mestre Sage. Shion se juntou ao trio.

-Com licença, vocês podem me dar um minuto? –O cavaleiro de áries perguntou educado.

-O que foi Shion? –Sage perguntou sério.

-Amazona de serpentário, pode entregar isso ao meu eu do futuro? – Shion entregou um envelope branco, a prateada assentiu e sorriu fraco. –Não tivemos a oportunidade, mas fico feliz por ter te conhecido.

-Digo o mesmo. –Nina respondeu educada. –Vamos meninas, é hora de ir embora!

-Sim! –As garotas responderam em coro. Umas se arrastaram até o circulo que Sasha criou com o cosmo, outras choravam sem parar, e outras apenas se mantinham cabisbaixas.

-Até logo, carneirão! –Luka sorriu e atirou um beijo para Shion, que corou.

-Cuide bem das crianças! –Ashley disse para Asgard, que assentiu.

-Adeus Defteros. –Ren disse tímida, Rin apenas mostrou a língua para Aspros, que fez o mesmo.

-Seja gentil com as fadas! –Branca disse engolindo o choro. Manigold não entendeu nada, mas se entristeceu.

-Tchau moleque. –Aisha disse debochada, fazendo Régulus começar a chorar.

-Não me esqueça! –Akira soluçava de tanto chorar, Asmita só acenou.

-Nos vemos daqui a pouco. –Maya piscou para Dohko, que sorriu.

-Eu amo você! –Lilly disse timidamente para Kárdia, deixando uma lágrima cair. O escorpiano fez o mesmo.

Viollet apenas acenou para El Cid, que gritou que a amava, surpreendendo, principalmente a loira.

-Seja mais simpático! –Kaquiyu sorriu para Degél, que não conseguiu controlar o riso.

Nina não conseguiu dizer uma palavra sequer para Sísifo, mas seu olhar expressou tudo o que sentia. O sagitariano correu e segurou as mãos da prateada uma última vez, com os olhos cheios de lágrimas.

-Adeus Cecyllia. –O sagitariano disse com pesar, fazendo a garota. –O que foi?

-É a primeira vez que diz o meu nome. Vou guardar essa lembrança com carinho. –Nina sorriu triste. –Adeus!

Após dizer isso todas as amazonas sumiram no ar, deixando um enorme vazio. Os cavaleiros dispersaram pouco a pouco, cada um lidando com a perda do seu jeito. Sage observava tudo preocupado.

                    ***Santuário de Atena, tempo presente. ***

Atena, mestre Shion e os deuses gêmeos aguardavam ansiosos pela chegada das amazonas, a qualquer momento elas apareceriam.

-Senhorita Atena, tem certeza que devemos fazer desse jeito? –Questionou o ariano. –Por que nós estamos esperando também?

-Porque vou precisar da ajuda de vocês quando as meninas chegarem. Sabe-se lá em que estado chegarão. –Atena comentou preocupada.

-O que quer dizer? –Questionou Thanatos. Antes que Atena pudesse lhe dar qualquer resposta, um clarão tomou conta de recinto. As treze amazonas estavam ali, todas abraçadas com expressões tristes ou chorando. Eles não sabiam o que fazer.

-Olá meninas, fico feliz que estejam bem. –Saori sorriu gentil. Ela fitava as garotas com curiosidade ao perceber que todas carregavam urnas douradas.

-Senhorita Atena. –As treze garotas responderam em coro, ajoelhando-se perante a deusa.

-Vejo que obtiveram sucesso em sua missão, estou muito orgulhoso. –Shion retirou o elmo e sorriu, fitando Luka. –Que bom vê-las bem.

-Hefesto fez um bom trabalho. –Hypnos comentou analisando as novas armaduras de ouro.

-Como era esperado. –Thanatos indiferente. –Venha cá minha filha, deixe-me vê-la melhor.

-Está bem papai. –Nina respondeu apática. O deus da morte se preocupou com o estado da filha, mas preferiu se calar. –Senhorita Atena, posso ir para minha casa?

-Claro, amanhã conversaremos melhor. –Atena sorriu, mas sentia o mesmo que Thanatos. –Todas ficarão na casa de serpentário esta noite, amanhã conversamos melhor.

-Sim. –Todas as amazonas assentiram, fizeram um pequena vênia e desceram para serpentário, Nina se tele transportou, pois não queria passar por sagitário.

A casa de leão estava mais agitada do que nunca, todos os cavaleiros se agitaram ao sentir o cosmo das amazonas. Aiolos mal conseguia controlar a vontade de reencontrar Nina, finalmente teria a oportunidade de recuperar o tempo perdido, dizer tudo o que não disse, dar seu primeiro beijo, tomar em seus braços a garota que tanto amava.

Saga também estava ansioso por reencontrar Rin, queria lhe pedir perdão por todo o mal que causara a ela irmã, sabia que no fundo tinha culpa por ela ter se escondido por tanto tempo. Além de lhe dizer o que pensava sobre ela, quando não estava possuído por Ares.

Milo, Shura e Máscara da Morte estavam afoitos para subir até serpentário e dar as boas-vindas a suas novas “companheiras”. Quando estavam quase saindo da casa de leão foram interceptados por Mu, Camus e Aldebaran, jogando os três de volta para a sala.

-Qual é pessoal? –Milo protestou.

-A gente nem ia fazer nada. –Shura resmungou.

-É. –Máscara da Morte confirmou.

-As ordens de Atena foram bem claras: não devemos ter contato com as amazonas até amanhã à noite, na festa dos deuses gêmeos. –Camus disse sério.

-Se o Aiolos que não se aguenta de curiosidade ainda está aqui, por que vocês não podem se aguentar também? –Aiolia rebateu, quando foi cutucado por Dohko. –O que foi?

-Eu não queria te contrariar, mas... –O libriano tinha uma expressão debochada. –Seu irmão acabou de fugir.

-O quê? –Aiolia perguntou furioso. –Aquele miolo mole, aproveitou a distração e se mandou atrás da Cecyllia.

-Que malandrinho. –Shura e Milo comentaram maliciosos.

-Calem-se vocês dois! Não sei para quê tanta comoção, para quem já está há anos sem pegar uma mulher, o que são mais algumas horas? –Kanon deu de ombros.

-Diz isso porque ficou anos se aproveitando da Tétis, aquela sereia gostosa. –Máscara da Morte protestou.

-Calma garanhão italiano, logo você vai poder reencontrar a sua garotinha destrambelhada. –Milo comentou maldoso.

-Olha quem falando, acha mesmo que a princesa dos cabelos rosados vai te querer? Ela provavelmente não deve ter esquecido aquela cena na casa de escorpião. A sorte de vocês dois é que a Shina e a Marin se casaram com outros deuses e nunca mais irão aparecer. –Shura riu, apontando para Milo e Aiolia, que fizeram cara feia. –Calma rapazes, é só uma brincadeira.

-Já no seu lugar e de Saga eu realmente me preocuparia, já que a amazona de serpentário guarda um ódio mortal por vocês dois. Ouvi dizer que ela planeja confronta-los, melhores ficarem espertos. –Afrodite comentou maldoso. –Que terrível situação.

-Como se isso fosse fácil para mim. Ela é o grande amor do meu melhor amigo, jamais encostaria um dedo nela, e aceitarei qualquer castigo que ela queira me infligir, é justo. –O capricorniano suspirou, sentia-se culpado pela separação prematura de Aiolos e Cecyllia. –Se não fosse por mim eles provavelmente estariam casados agora, quem sabe até com filhos.

-Era assim que deveria ser. –Saga disse distraído. –Thanatos podia ter salvado Aiolos, mas não o fez. Acredito que isso fazia parte de seu plano para tornar Nina mais forte. E antes que me critiquem, meus sentimentos não diferem dos de Shura.

 -Que bom, seria muita canalhice não admitir a culpa. Por sua causa muitas pessoas sofreram dentro e fora do santuário. –Aiolia normalmente.

-E assim como o Camus, eu também quero conversar com a Rin, dizer tudo o que não consegui anos atrás. Ela precisa saber como me sinto. –O olhar do geminiano era obstinado. –Dessa não permitirei que ela fuja de mim.

-M-mas o que? C-como... Do que está falando? –Camus gaguejou, ninguém sabia de seus sentimentos por Akira, exceto uma pessoa. –Milo seu fofoqueiro!

-Hue. –O escorpiano debocha do aquariano, que fica um pimentão.

-Não se preocupe Camus, todos nós temos assuntos a resolver com aquelas garotas, nem o mestre Shion escapará disso. –Dohko sorriu malicioso.

-Acho que já falamos demais, melhor irmos dormir. –Shaka encerrou a conversa, retornando para virgem.

E pouco a pouco os cavaleiros foram se dispersando, essa noite eles dormiriam nas casas de leão, virgem e câncer, conforme as ordens de Atena.

No terraço da casa de serpentário todas as amazonas estavam reunidas, o dia havia sido tão cheio de emoções que ninguém conseguia. Nina retirou seu violino do estojo e começou a tocar a melodia que compôs para Sísifo, gerando uma comoção imensa. Lilly, Akira e Natsuhi choravam copiosamente. As três eram amparadas por Luka, Ren e Maya, que permaneciam serenas, apesar de toda a tristeza.

-Aspros tinha razão, você é mesmo peituda. –Akira riu fraco, comentando entre soluços.

-Idiota. –Rin resmungou brava. Não quero mais me lembrar daquele panaca.

-Por quê? –Questionou Ren.

-Porque ele faz parte do passado e nunca mais voltarei a vê-lo, é assim que as coisas devem ser. –A gêmea mais velha comentou prática.

-Não entendo como consegue agir assim, você deve ter uma pedra em lugar de coração. –Viollet comentou irritada.

-Concordo. –Aisha disse ácida. –Você é muito insensível.

-Já chega meninas! Esse não é o momento para brigarmos. –Ashley disse séria, tentando acalmar os ânimos. –Todas estamos tristes, irritadas e cansadas. O melhor é tentar dormir, vou preparar um chá para quem quiser.

-Eu te ajudo. –Maya disse gentil.

A maioria das garotas se recolheu, restando apenas Lilly, Viollet, Akira, Ren e Nina no terraço. As cinco desenvolveram certa afinidade, especialmente em relação a seus sentimentos. Nina continuava concentrava em sua música, os olhos fechados escorriam lágrimas, toda a sua dor era transferida para a música.

-Lya... –Aiolos sussurrou ao ver seu grande amor. Ela estava tão diferente do que ele se lembrava: seus cabelos castanhos agora eram prateados, o corpo tomara formas femininas e sensuais, o rosto adquiriu traços adultos, mas continuava linda, aliás, mais linda do que ele imaginava. O sagitariano sorriu ao ver que ela usava o colar que dera de presente no dia em que se falaram pela primeira vez, mas sentiu ciúmes da pulseira que ela usava. Quem havia lhe dado? –LYA!

Nina derrubou o violino no chão, que partiu em mil pedaços. Ficou paralisada ao ver Aiolos, ele não havia mudado nada. O garoto que conheceu há vinte anos não havia mudado em absolutamente nada. Seu coração começou a bater desenfreado, e as lágrimas cessaram. O que estava havendo consigo? Antes que pudesse raciocinar, o cavaleiro estava ao seu lado, deixando-a um pouco assustada. Suas amigas suspiravam com a cena.

-Aiolos... –Nina disse baixinho. –O que está fazendo aqui?

-Me desculpe, mas é que eu não consegui aguentar a ansiedade e esperar até amanhã. Atena vai me esfolar quando descobrir. –O sagitariano sorriu sem jeito, segurando as mãos de Nina. Ele a fitava sem piscar. –Senti tanto a sua falta.

-Eu também. –Respondeu de cabeça baixa. Não que fosse mentira, mas é que estava vivendo tantas emoções ao mesmo tempo, que nem sabia mais como se sentir. Nina tinha a impressão que explodiria a qualquer momento.

-Caramba, sinto como se fosse um menino de novo. –O sagitariano estava eufórico. –Temos tanto o que conversar, há muitas coisas que eu preciso te dizer e também quero saber tudo sobre você, o que fez ao longo desses quinze anos, tudo.

-Claro, mas agora... –Nina foi interrompia por Camus, Milo e Shura, deixando a prateada envergonhada. –Boa noite, cavaleiros.

-Boa noite. –Os três responderam em coro.

-Olá Cecyllia, há quanto tempo. –Camus deu um abraço apertado em Nina, quando percebeu que Akira estava atrás dela. –Akira...

-Camus... –A virginiana corou ao ver o aquariano, estava tão sexy vestindo um jeans claro e uma camisa branca.

-Oi Lilly. –Milo cumprimentou a rosada, nitidamente ele estava constrangido.

-Oi. –Lilly respondeu com desdém. –Não quero falar com você agora.

-Entendo. –O escorpiano respondeu de cabeça baixa.

-Melhor irmos embora. Uma boa noite a todas. –Shura disse sério. Ele tentou dizer algo a Viollet, mas as palavras não saiam de sua boca. A loira se sentiu um pouco frustrada.

Todos se despediram e se recolheram para suas casas. Nina olhava para a lua, procurando uma resposta para seu coração confuso. Já Aiolos olhava para a caixinha de veludo que estava em seu bolso.

-Finalmente... –O sagitariano comentou confiante. –Agora ninguém mais vai atrapalhar nosso sonho.

Do you ever hear me calling?

Cause every night

I'm talking to the moon

Still trying to get to you

And hopes you're on the other side

Talking to me too

Oh, am I a fool who sits alone

Talking to the moon...



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