História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 4
Palavras 3.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Confrontos e festa de boas-vindas


Pelo santuário do passado a dor e a tristeza predominavam. Todos os cavaleiros de ouro ainda sofriam muito pela partida de suas amadas, mas um em especial adquiriu um comportamento bastante peculiar. 

-Se ainda for capaz de me sentir, mande um sinal. -Sísifo concentrava uma pequena quantidade de cosmo energia na palma de sua mão, tocando uma pilastra da casa de sagitário. Se ainda for capaz de me ouvir, me dê um sinal para que eu não enlouqueça. 

-Já se passaram dois meses desde que elas foram embora, temos que seguir em frente. -El Cid apareceu na porta de entrada, parecia que seu coração de lâmina havia retornado. -A possibilidade dela já ter te esquecido é bastante alta. 

-Você realmente conseguiu deixar seu coração tão afiado quanto sua espada. -O sagitariano comentou sarcástico. -Por acaso não pensa mais em Viollet? 

-Não há um só dia em que eu não deseje que ela voltasse e estivesse ao meu lado, mas não há nada que eu possa fazer. Fizemos uma promessa silenciosa e estou me empenhando ao máximo em cumprir, mas não tem sido nada fácil, nunca pensei que amaria tanto alguém como a amo. -O capricorniano comentou com um semblante triste. -Estamos pagando o preço. 

-O que quer dizer? -Sísifo indagou confuso. 

-Aquelas garotas não pertencem a nossa época, nunca pertenceram. Akira contou a senhorita Sasha que vieram parar aqui por causa de Ares, o deus da guerra. Ele as caçou incessantemente, e a única solução que encontraram foi se esconder no passado até que ficassem prontas para a batalha.-El Cid respondeu indiferente. -Talvez tenhamos sido usados pelos deuses para que essas amazonas se tornassem mais fortes. 

-Isso é muito cruel. -O sagitariano comentou inconformado. 

-Os deuses são cruéis, eles fazem somente o que dá na telha. -Kárdia surgiu entre as sombras, com os braços. -Não passamos de peões num jogo de xadrez. 

Fosse no passado ou presente, muitos corações estavam despedaçados, e ao mesmo tempo conectados. Serão os deuses capazes de cortar a linha vermelha do destino? 

Enquanto isso no santuário de Atena, tempo presente... 

O dia amanheceu um pouco mais tarde que o habitual, devido as fortes emoções da noite anterior. Camus resolveu treinar um pouco, sendo seguido por Milo, Aiolia e Aiolos. 

-Se forem treinar tudo bem, mas o primeiro que causar confusão eu aprisiono num esquife de gelo. -O aquariano disse sério. -Principalmente você, Milo. 

-Mas eu não fiz nada. -O escorpiano se fez de desentendido. 

-Nós sabemos. -Aiolia irônico. Caminharam por mais alguns minutos e se alarmaram com o que viram: Shura e Saga estavam num combate mortal, mas muito estranho. Dohko e Aldebaran tentavam separá-los, mas em vão. 

-O que está havendo? -Aiolos perguntou preocupado. 

-Eles disseram que só vão parar de lutar quando estiverem mortos, e que essas foram as ordens que receberam. -Dohko disse com dificuldade, tentando segurar Shura, mas em seguida foi arremessado para longe. 

-E Saga também falou que esse é o castigo por seus crimes. -Aldebaran confuso. -É como se estivessem sob o controle de satã imperial. 

-Mas essa técnica é diferente. Vejam, os olhos deles continuam da cor natural, e há uma marca estranha em seus pescoços. -Apontou Camus apontou para Shura e Saga, que continuavam tentando se matar. 

-Eu nunca vi nada assim antes. -Aiolia comentou curioso, coçando o queixo. 

-Quem teria motivos para querer que os dois se matem? -Milo questionou intrigado. 

-Alguém cuja vida tenha sido destruída por ambos. -Camus indiferente. O francês mal terminou de falar e Aiolos teve um estalo, sua expressão transformou-se em pavor. 

-Droga! -O sagitariano saiu correndo. 

-O que deu nele? -Milo não entendeu nada. 

-Matou a charada, simples assim. -Aiolia deu de ombros. -Agora vamos treinar. 

-Que seja. -Milo deu de ombros e se preparava para atacar Aiolia.

No templo Atena tentava controlar a vontade de ver Seiya, cujo estado era desconhecido. A deusa estava apreensiva pelo êxito da missão das amazonas. Ela tentou se distrair lendo os relatórios da missão, até que foi surpreendida com alguém abrindo a porta.

-Nossa! Você não acha que exagerou no rosa? Este lugar está de doer os olhos. –Seiya comentou brincalhão, Saori não conteve as lágrimas ao vê-lo. –Desculpe, não quis te ofender, princesa.

-Seu idiota! –Saori pulou no colo do sagitariano, que sorriu e a abraçou apertado. –Meu amor, eu fiquei com tanto medo de não conseguir te salvar.

-Sinceramente, eu pensei que iria morrer, mas a sua voz e seu cosmo me davam forças para não desistir. Obrigado por não desistir de mim. –Seiya segurava o queixo de Saori, que o puxou para um beijo cheio de desejo e saudade. –O que aconteceu durante a minha “ausência”?

-Vejamos... –Saori batia o indicador no queixo, com uma expressão pensativa. –Eu ressuscitei todos os cavaleiros de ouro, Nina e as gêmeas resgataram as amazonas que estavam perdidas no passado e estamos nos preparando para uma guerra contra Ares.

-Nina? Quem é essa garota? –Seiya perguntou curioso.

-Ela é a amazona de serpentário, e foi ela quem te salvou. Hoje a noite haverá uma festa de boas-vindas, e agora temos mais um motivo para comemorar. –Saori se aninhou no peito de Seiya, que acariciava seus cabelos cor de lavanda. –Não precisa se preocupar com a quantidade de informações, com o tempo você vai entender tudo.

-Certo, mas que tal aproveitarmos um pouco? –Seiya sorriu malicioso, pegando no colo. –Quero recuperar o tempo perdido.

-Seu safadinho. –A deusa revirou os olhos, dando-lhe um selinho.

Na casa de serpentário as garotas ainda acordavam lentamente, mas Akira estava inquieta e pensativa. Ela estava preocupada com seu pai Hades e sua Perséfone, e temia que ele ainda escondesse Ares no submundo. Em meio ao seu vendaval de pensamentos ela se pegou pensando em Asmita, o quanto lutou por aquele amor com prazo de validade preestabelecido. Ao chegar à casa de virgem ela não conteve as lágrimas e tocou suavemente em uma das pilastras, tentando sentir algum resquício de seu amado.

-Eu não posso seguir em frente, não estou preparada pra isso. –A virginiana disse baixinho, mas parecia que alguém havia escutado.

-Pode sim, é tudo uma questão de escolher. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor a seguir. –Shaka disse calmamente, aparecendo atrás da amazona. –Me desculpe por aparecer do nada, lamento se a assustei.

-Não se preocupe, não estou assustada. –Akira respondeu calmamente, limpando as lágrimas. –Que bom vê-lo novamente, soube que sua atuação na guerra santa foi incrível. Estou orgulhosa de você.

-Não fiz nada além da minha obrigação de cavaleiro. –O virginiano respondeu modesto. –Imagino que tenha sido uma situação difícil para você, pela sua condição.

-Eu escolhi ser uma amazona de Atena, então não podia evitar. Mas confesso que confesso que foi doloroso ver meu pai lutando contra minhas amigas no passado. –Akira deu um longo suspiro. –Lá havia um cavaleiro de virgem chamado Asmita, e ele me lembrava muito de você.

-Entendo, e agora não consegue apaga-lo de seu coração, não é mesmo? –Shaka sorriu gentil. Akira corou. –Apesar de viver com meus olhos fechados, posso ver além de seus corações, e sei também que todas vocês voltaram feridas, feridas que nem os deuses são capazes de curar.

-Isso soa muito dramático. –Akira riu irônica. –Mas é verdade, todas nós vivemos grandes amores, até mesmo as que chegaram depois. Aliás, acho que elas foram responsáveis pelos “empurrõezinhos” que algumas tiveram. Até a Atena do passado se casou, mas...

-Acha que tem algo de errado com ela. Eu senti uma estranha perturbação um pouco antes de vocês voltarem, e isso me preocupado. –Shaka coçava o queixo, pensativo. –Foi bom revê-la, mas preciso meditar um pouco antes da festa. Nos vemos mais tarde.

-Claro. Até mais tarde. –Akira desceu despreocupada até a casa de áries, sem saber que era espionada.

Aisha resolveu ir até a casa de peixes por impulso, sentia como se alguém estivesse a chamando. Ela andou até o jardim quando subitamente uma rosa vermelha apareceu em suas mãos. Seus olhos brilhavam com a beleza da flor.

-Minha bela flor! Vejo que não perdemos nossa sintonia. –Afrodite sorriu, colocando um botão de rosa branco nos cabelos de Aisha, que corou. –Sempre tão fofa.

-Meu príncipe azul! –Aisha pulou no pescoço do pisciano, abraçando-o apertado. –Tive medo de nunca mais vê-lo.

-Garotinha boba. Eu prometi a você que um dia ficaríamos juntos, não prometi? Chegou a hora de cumprir minha promessa. –Afrodite puxou Aisha para um beijo suave e cheio de saudade. A ariana se entregou ao pisciano sem pensar duas vezes.

Máscara da Morte estava jogado no sofá da casa de câncer, pensando no que havia vivido durante a batalha de Asgard. Lembrou-se de Helena, sua rápida paixão, e agora se sentia culpado. Para ele era como se tivesse traído Branca, mesmo que não tivesse tido nada com ela... Ainda.

-Garotinha doida, o que será que ela está fazendo agora? –O canceriano pensou em voz alta.

-Vim te ver. –Máscara de morte caiu de cara no chão ao ouvir a voz da garota. –Você continua o mesmo idiota de sempre.

-Minha pequena borboleta, é você mesmo? –O canceriano sorriu, segurando a mão de Branca com delicadeza.

-Depende. Eu ainda sou a única pessoa capaz de te tirar essa carranca da sua cara? –Branca perguntou inocente.

-Mas é claro que sim. –Máscara da Morte respondeu rabugento.

-Que bom saber disso. –Branca coçou o queixo, olhando-o como se tivesse vencido uma disputa. –Tô com fome, faz café pra mim?

-Certo, vamos até a cozinha. –O canceriano revirou os olhos, fazendo Branca cair na gargalhada.

Nina estava no campo de margaridas atrás da arquibancada, a prateada ainda não conseguia acreditar que ele se mantinha intacto depois de quase trezentos anos. Mas isso não era o mais incrível: a cosmoenergia de Sísifo era bem mais forte ali do que na casa de sagitário. Ela sentou-se entre as flores e começou a fazer uma tiara, deixando algumas lágrimas caírem nas pétalas.

-Obrigada. –Nina sorriu, olhando para o céu. –Vou cuidar desse lugar com a minha vida, meu raio de esperança.

Se antes tinha dúvidas, agora Aiolos tinha certeza de que alguma coisa tinha acontecido com Nina no passado. Sem querer acabou elevando seu cosmo, movido pela raiva e pelo ciúme. A prateada se assustou ao ver o sagitariano tão irritado.

-Eu sabia! Sua mentirosa traidora, você me enganou. –Aiolos cerrou os punhos. –Por quinze anos eu sonhei com o dia que ficaríamos juntos novamente, e o que você fez? Me trocou por outro.

-Quanta bobagem. –A amazona olhava para Aiolos de um jeito que ele nunca havia visto: indiferente. –Eu só tinha onze anos quando você morreu, e não prometi te esperar. Aliás, nós nunca vivemos um romance de verdade. Nosso único beijo foi em seu leito de morte, e essa é a minha lembrança mais dolorosa. Enterrei tão fundo na minha alma que não quero mais lembrar. Te amar só me trouxe tristeza.

Aiolos não acreditava nas palavras de Cecyllia. Quando foi que aquela garotinha meiga, divertida e gentil se tornou uma mulher tão fria e insensível? Como num flashback ele começou a pensar em tudo o que aconteceu desde que se conheceram, tudo o que passaram e como agora era tão sombrio e confuso.

-Sinto muito por tudo. –O sagitariano saiu de cabeça baixa. Nina pensou em correr atrás dele, mas sabia que era inútil. Não havia nada que pudesse ser dito no momento.

Saga e Shura estavam exaustos pelo combate, mas não se rendiam. Dohko e Aldebaran não sabiam mais o que fazer, até que Milo notou algo estranho: os olhos deles começaram a emitir uma luz branca, até que caíram desmaiados no chão. Milo e Aiolia ajudaram a leva-los até a enfermaria.

Anoiteceu e o templo de Atena se iluminou. Todos estavam presentes, aguardando a chegada das treze amazonas. Thanatos e Hypnos conversavam em uma área mais reservada, observando a movimentação.

-É impressão minha ou há dois cavaleiros de ouro faltando? –O deus do sono comentou curioso.

-É sim meu senhor, parece que os cavaleiros de gêmeos e capricórnio tiveram uma briga e se feriram. –Radamanthys comentou sério, servindo os deuses gêmeos com vinho.

-Hum. E onde estão Aiacos e Minos? –Thanatos questionou irritado.

-Foram buscar as meninas na casa de serpentário. –O espectro comentou sem jeito, pois sabia que os dois tinham interesse nas filhas de Hypnos.

-Aqueles dois imprestáveis. E por que você não os acompanhou? Por acaso não sente falta da sua musa inspiradora? –Hypnos comentou debochado.

-E-eu... –Radamanthys gaguejou, pensando em certa virginiana. –A senhorita Yukimura nunca olhou para mim, e não é agora que olharia.

-Radamanthys, não seja tão pessimista. –Thanatos comentou debochado. –Seja como seus companheiros e tente se aproximar dele. Sabe que Hades faz gosto desse namoro, não sabe?

-Sei sim, a senhorita Perséfone me disse uma vez que gostava de mim como um genro. –O espectro de Wyvern ficava cada vez mais vermelho.

-Então meu caro, aproveite que esta noite pode ser sua chance. –Hypnos sorriu, apontando para a porta de entrada.

Todos pararam para ver as tão faladas novas amazonas de ouro entrar. As gêmeas vinham na frente, acompanhadas de Minos e Aiacos. Mas um detalhe em especial chamava a atenção: a maneira que estavam vestidas.

-Mas que brincadeira é essa? –Thanatos cuspiu o vinho na cara de Radamanthys ao ver sua filha.

-O que deu nelas? –Hypnos chocado.

-Senhoritas, podem me explicar o que está havendo? –Saori perguntou irritada. –Por que estão todas vestidas de preto, como se alguém tivesse morrido?

-Foi a forma que encontramos de expressar nossos sentimentos, senhorita Atena. –Natsuhi respondeu inexpressiva.

-Nenhuma de nós estava com vontade de celebrar hoje, mas não poderíamos cometer tal desfeita com a senhorita. –Akira comentou distante.

-Entendi. De qualquer forma tivemos muito trabalho para preparar essa festa, aproveitem nem que seja um pouquinho. –Saori disse desanimada, retornando para perto de Seiya e os outros cavaleiros de bronze.

O clima entre os convidados não era nada agradável, embora algumas das meninas já estivessem a saudade do passado especialmente Aisha e Branca, que não desgrudaram de Afrodite e Máscara da Morte depois que os encontraram.

-Quanta tensão... –O canceriano suspirou incomodado, tomando um gole de cerveja. Branca fitava o ambiente distraída, ele sorria com jeito inocente da garota.

-Sim, isso parece mais um velório do que uma festa. –Afrodite comentou entediado, bebendo mais uma taça de champanhe. –Pelo menos uma vez temos bebida decente em uma festa do santuário. Como é bom ser rico.

-Dite não seja indelicado, por favor. –Aisha o beliscou, que fez uma careta. –Os últimos dias não têm sido nada fáceis, tenham mais respeito.

-Aisha tem razão. –Branca disse brava. –Uma festa não é o mais indicado no momento, a senhorita Atena se precipitou.

-Me desculpe, pequena borboleta. –Máscara da Morte sorriu, beijando a testa de Branca, que corou.

Luka procurava por Shion, mas parecia que o velho ariano estava se escondendo dela. Ela andou por entre os convidados, até dar de cara com Dohko, que já estava bêbado.

-Lukinha, Lukinha. –O libriano disse cambaleando. –Você tá gostosa como sempre.

-Olha Dohko, eu não estou interessada na sua conversa barata. Onde está o Shion? –A ruiva perguntou impaciente, enquanto Dohko tentava beija-la. –Se fizer isso de novo, eu juro que cravo a agulha escarlate nas suas bolas.

-O carneirão estava se sentindo indisposto e foi se deitar, parece que ele também não estava a fim de festas hoje. –O libriano ria. –Esquece ele, sabe que eu fui um dos poucos cavaleiros do santuário que não te pegou, né?

-E nem vai pegar, seu asqueroso. –Luka empurrou Dohko pra longe, que caiu desmaiado. Shiryu e Shun correram para ajuda-lo.

Ao longe Maya olhava a cena decepcionada, a capricorniana nunca imaginou que Dohko pudesse magoa-la tanto. As lágrimas começaram a escorrer de seu rosto desenfreadamente, até que alguém as enxugou delicadamente, surpreendendo-a.

-Shaka... –Maya respondeu sem graça.

-Há quanto Maya. –Shaka abriu um belo sorriso para a capricorniana, que sorriu. –Gostaria de passear pelo jardim.

-Claro. –Maya aceitou educada e deu a mão para o virginiano, que a conduziu como um verdadeiro príncipe.

Tímida, Ashley foi até Aldebaran, que era o responsável pelo som da festa.

-Oi. –Ashley disse baixinho.

-Ash, como você está? Me dá um abraço? –Aldebaran abraçou a taurina apertado, que quase não conseguia respirar. –Desculpe, às vezes esqueço que sou forte como touro. Hehe.

-Sempre de bom humor, é bom ver alguém realmente animado nessa festa. –Ash suspirou, olhando ao seu redor. –Esse lugar está tão deprimente.

-Não seja por isso, vou colocar uma música bem animada pra galera dançar. –O taurino respondeu empolgado. –Quer me ajudar com a aparelhagem?

-Adoraria. –Ash sorriu, colocando-se ao lado de Aldebaran e comandando o som.

Natsuhi estava odiando estar ali, sem Albafica ao seu lado nada mais fazia sentido. Era como se o mundo tivesse perdido as cores para ela. Seus pensamentos estavam tão concentrados que nem percebeu Aiolia sentar ao seu lado.

-Oi Nat, você está muito gata hoje. –O leonino comentou saliente. Natsuhi apenas o olhou com desprezo. –Que foi? Eu apenas disse a verdade. Somos dois gatos lindos de morrer.

-Escuta aqui Aiolia, eu te dou cinco segundos pra sair de perto de mim, senão eu vou cravar uma rosa branca bem no seu coração. –A pisciana vociferou.

-Poxa Nat, eu só queria ser legal e te fazer aproveitar a noite. –Resmungou o leonino.

-Cinco. –Natsuhi ameaçou.

-Ok, eu já entendi. –Aiolia se levantou e foi até onde os cavaleiros de bronze estavam. –Garota azeda...

Mu se sentia deslocado na festa. Ao seu lado Milo e Kanon não paravam de tagarelar, dando-lhe dor de cabeça. O ariano de cabelos cor de lavanda quando uma voz familiar lhe chamou.

-Mu? –Kaquiyu sussurrou no ouvido do ariano, que sentiu um arrepio.

-Vita? –Mu sorriu ao reconhecer a sagitariana, que pulou em seu pescoço, tomada pela alegria.

-A própria e única. –Kaquiyu respondeu debochada. –Sentiu minha falta?

-Sim, quem não sentiria falta de uma doida varrida, bipolar e pervertida igual você? –O ariano acariciava os cabelos da ruiva, que gargalhava de alegria. –Mas eu confesso que senti sim sua falta, mais do que eu gostaria e mais do que você merecia.

-Ai Muzinho, você continua o mesmo fofucho de sempre. Eu adoro isso em você! –Kaquiyu apertava as bochechas de Um, que já estava ficando com vergonha. –Tá parei, parei. Vamos curtir a festa.

De longe Camus observava Akira. A virginiana estava numa área reservada, acompanhada de Lilly, Viollet, as gêmeas e Nina. O aquariano estava numa roda com Milo, Kanon e Aiolos. Shura e Saga ainda estavam internados.

-Vai continuar só olhando ou vai falar com ela? –Milo cutucou o amigo, que não gostou nem um pouco.

-Pra fazer besteira que nem você? Não, obrigado. –Camus respondeu seco.

 -Então melhor você pensar em algo para falar, pois ela está vindo pra cá. –Kanon apontou para Akira, que logo estava ao lado do aquariano.

-Olá rapazes. –Akira cumprimentou educada. –Como estão?

-Olá. –Os quatro responderam em coro.

-Que bom. –Akira sorriu fraco. –Fico feliz em ver todos bem.

-Yuki, me diz uma coisa: a Lilly ainda está muito zangada comigo? –Milo perguntou preocupado.

-Não sei dizer ao certo, mas acho que se você estivesse em chamas e ela tivesse uma jarra de água, Lilly beberia de canudinho. –A virginiana lançou um olhar cruel ao escorpiano, que se encolheu.

-É Milo, parece que você tá bem ferrado. –Kanon riu, dando um tapinha nas costas de Milo.

-Olha quem falando... –O escorpiano resmungou.

-Já chega disso rapazes. –Camus disse irritado. –Akira, podemos conversar em particular?

-Tudo bem. –Akira suspirou, talvez não quisesse ouvir o que ele tinha a dizer. Ou simplesmente sentisse medo.

Rin não estava de bom humor e se recolheu mais cedo. Viollet, Ren, Nina e Lilly continuaram conversando na área reservada, observando a movimentação da festa.

-Credo Lilly! Você e a Nina realmente estão com cara de velório. –Ren comentou preocupada. –Nem a Viollet escapa.

-E que outra cara poderíamos fazer? Perdemos o que tínhamos de mais precioso num piscar de olhos. Me desculpe, mas não consigo me sentir de outra forma no momento. –Viollet comentou com o olhar triste, olhando para uma pulseira com pingente de coração em seu pulso, presente de El Cid. – Em nossa última noite juntos, Cid me disse que seu coração voltaria a ser uma lâmina, pois seu coração de carne e osso sempre estaria comigo.

-Caramba, que coisa mais fofa. –Lilly suspirou. –E eu confesso que não estou tão triste por me separar do Kardia, mas por reencontrar com o Milo.

-Como assim? –Ren perguntou confusa.

-Na véspera de sermos jogadas no passado, eu peguei o Milo na cama com a Shina. –A rosada segurava a vontade de chorar. –Aquele idiota só brincou com os meus sentimentos.

-Mas e ele sabia que você gostava dele? –Questionou Viollet.

-Eu nunca tive coragem de me confessar. –Lilly respondeu envergonhada, enrolando uma mecha de cabelo no dedo.

-Talvez seja esse o problema. Milo pode achar que você não gostava dele e partiu pra outra. –Sugeriu Ren.

-E como você estava sempre grudada no Camus, pode achar que gostava do picolé. –Viollet suspirou, bebendo uma taça de vinho.

-Mas o Camus sempre gostou da Akira, e eu só o vejo como um irmão mais velho. –Defendeu-se Lilly.

-Talvez o problema esteja aí: um não sabe dos sentimentos do outro. Sugiro que você converse com Milo e ouça o que ele tem a dizer. Você não é mais criança pra ficar de birra. –Viollet disse séria.

-Tá bom, eu vou tentar. –Lilly resmungou contrariada. –Mas e quanto a você Nina, por que está tão calada?

-Hã? –Nina perguntou distraída.

-Você parece tão pensativa, algum problema? –Ren perguntou preocupada.

-Não é nada demais, não se preocupem. –A prateada mentiu. –Se me dão licença, preciso falar com Atena.

Nina se levantou e foi em direção aos deuses gêmeos e Atena, mas no meio do caminho foi barrada por Aiolos. A prateada bufou de aborrecimento, não queria ter outra discussão com ele.

-Olos meu bem, por favor, agora não é uma boa hora para discussão. –Nina suspirou desanimada.

-Eu também não quero discutir, na verdade eu quero me desculpar por hoje à tarde. Eu agi como um idiota, me perdoe. –O sagitariano segurou a leonina pelos ombros e corou ao ver que o vestido que ela usava era extremamente curto, justo e o decote era muito ousado, exibindo os seios grandes e firmes. –Desde quando você se veste desse jeito?

-Desde que eu me tornei adulta e dona do meu nariz. –Nina deu de ombros e continuou seu caminho. Aiolos foi atrás dela.

Saori conversava despreocupada com Thanatos e Hypnos, até Nina aparecer na frente dos três, acompanhada de Aiolos. Eles ficaram apreensivos.

-Olá meus jovens! Precisam de alguma coisa? –Thanatos perguntou malicioso.

-Irmão, seja mais educado. –Repreendeu Hypnos.

-Estou apenas brincando, Aiolos sabe que se tocar em Nina antes do casamento vai virar poeira estelar. Não é mesmo, cavaleiro de sagitário? –O deus da morte perguntou ameaçador.

-Eu jamais faria algo que prejudicasse a Nina. –O sagitariano respondeu ofendido.

-Afinal, por que os dois estão aqui? –Saori questionou impaciente. –Algum problema?

-Senhorita Atena, eu tenho um favor a lhe pedir. –Nina pediu humildemente.

-Claro Nina, o santuário está em débito com você. –A deusa respondeu mais gentil. –O que deseja?

-Quero ficar no castelo de meu pai por tempo indeterminado. - A amazona de serpentário pediu sem hesitar, deixando todos em choque.

 

Continua...



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