História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 3
Palavras 4.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Revelações e decepções


No campo de margaridas atrás da arquibancada, Camus e Akira se sentaram. Os dois fitavam o céu escuro e nublado, igual aos corações de muitos no santuário. O aquariano fitava a virginiana sem dizer uma palavra, apesar do semblante frio e distante, ele estava nervoso e receoso sobre as palavras que estava prestes a dizer.

-E então Camus, o que queria me dizer? –Akira me perguntou impaciente.

-Eu... –Camus fez uma pausa. Sua hesitação nas palavras deixava Akira cada vez mais aborrecida, ela gostava que fossem diretos com ela, exatamente como Asmita era. Ah Asmita...

-Como sempre você se cala e não consegue dizer uma palavra. Que irritante. –Akira estava indo embora quando o aquariano a puxou de volta, fazendo-a cair em seu colo. O rosto da virginiana ardia de vergonha, mas seus olhos violáceos brilharam ao se encontrarem com os olhos azuis do aquariano. –Camus, eu...

-Calada. Agora você vai me ouvir. –Camus disse autoritário. Akira não conseguia se mexer, ele a segurava com força em seu colo. –Não vou cometer o mesmo erro duas vezes. Eu já morri uma vez sem te dizer o que sentia, e não posso mais esconder isso. Amei você desde o dia em que vi Shaka te treinando, mas meu orgulho de cavaleiro nunca me permitiu te dizer isso.

-Então o mito é mesmo real: o picolé de ouro realmente tem um coração. –A virginiana respondeu debochada.

-Digo que te amo e você me chama de picolé? –Camus perguntou indignado.

-Me desculpe, não foi minha intenção ofender. –Akira respondeu gentil, acariciando o rosto do cavaleiro. Camus segurou a mão da virginiana e fechou os olhos, beijando-lhe as pontas dos dedos. –O que está fazendo?

-Te degustando. –O olhar de Camus agora era abrasador, como uma fera prestes a devorar sua presa. –Como eu disse, dessa vez não vou te deixar escapar.

-E eu não pretendo ir a lugar algum. –Akira se virou de frente para Camus, entrelaçando as pernas em sua cintura. Começaram o beijo de forma suave e curiosa, mas logo se intensificou, tornando-se mais lascivo e luxurioso. Por mais que se condenasse pela atitude que tomara, Akira sabia que devia seguir em frente, já que nunca mais veria Asmita. E não seria tão ruim se envolver, já que ela sempre nutriu sentimentos pelo aquariano.

Camus abriu o fecho do vestido de Akira, deixando-a só de lingerie, em seguida deitando-a entre as margaridas. A virginiana tremia de nervosismo, ainda mais ao vê-lo usando somente uma boxer, que contornava perfeitamente seu membro rijo.

-Está tudo bem? Não precisamos continuar se não quiser. –Camus disse gentil, acariciando a pele de Akira lentamente. –Posso esperar mais um pouco.

-Continue, eu quero fazer isso. –Akira puxou-o pelos cabelos, que gemeu de surpresa. –Me faça sua.

-Como quiser. –O aquariano respondeu lascivo. Ele arrancou o sutiã vagarosamente, estimulando os mamilos dela com maestria, Akira se segurava para não gemer muito alto. Logo ele retirou sua calcinha e introduziu dois dedos em sua intimidade, fazendo-a se contorcer. –Vou te dar prazer como nunca sentiu antes.

Akira enlouquecia com o toque de Camus, nunca imaginou que ele pudesse ser tão bom em preliminares. Ela fechou os olhos e se concentrou nas carícias, quando foi penetrada sem prévio aviso. A virginiana não se conteve e soltou um gemido tão alto, que ecoou pelo santuário todo. Camus colocou a mão em sua boca e mordeu seu pescoço, fazendo-a respirar fundo. O francês riu e aumentou a velocidade das estocadas, até chegarem ao limite. Akira desmaiou de cansaço, Camus a colocou em seu colo e retornou para aquário.

Na enfermaria Shura e Saga estavam refletindo sobre os últimos fatos, preocupados com o que aconteceria a seguir. O gêmeo mais velho surpreendeu ao ver Rin em frente a sua cama, ela parecia triste.

-Rin, o que houve? –Saga perguntou receoso.

-Soube que se feriu lutando. O que realmente aconteceu? –A gêmea mais velha perguntou inquisidora.

“Shura e Saga estavam ansiosos por algum motivo desconhecido, apenas sentiam que deveriam ir até a arena. Chegando lá viram uma garota de estatura mediana e longos cabelos prateados, ela estava de costas e não se importou com a presença dos dois. Logo ela se virou, e mesmo estando muito diferente da última vez que a viu, o capricorniano reconheceu a garota. Aquela por quem havia matado seu melhor amigo, traído Atena, se aliou a Saga e destruiu sua vida. Seu coração batia rápido e suas pernas tremeram. Já Saga tinha a expressão impassível, embora não fosse o que realmente sentisse.

-C-Cecyllia... –Gaguejou o capricorniano. –Esperei tanto por esse reencontro.

-Eu digo o mesmo. –O olhar de Nina era tão cortante quanto à excalibur.

-Por favor, você tem que me escutar. –Shura suplicou. –Eu preciso te explicar o que aconteceu quinze anos atrás, não foi como você pensa.

-E por acaso você sabe o que eu penso? Por culpa de vocês dois eu vivi praticamente exilada por quinze anos, tive que me afastar das pessoas que me eram preciosas, abandonei Aiolia a própria sorte. Mas nada é pior quanto o fato de eu nunca poder ter vivido ao lado da pessoa que eu mais amava, aquele que me deu um novo sentido a minha vida, uma razão para acreditar, recomeçar. Por sua culpa eu não pude construir a vida que eu sonhava ao lado de Aiolos. –A raiva e mágoa nas palavras da amazona fizeram Shura cair de joelhos. –Vocês destruíram a minha vida.

-Cecyllia, por favor, me escute. Você não sabe o que eu passei naquela época, e passo ainda hoje. –As lágrimas escorriam pela face do capricorniano, mas Nina não se comoveu. –Aiolos era meu melhor amigo, eu teria dado minha vida por ele, mas estava tão cego pela minha inveja e ciúmes que acabei sucumbindo à escuridão.

-O que está dizendo? Você sequer acreditou no que Aiolos tinha a dizer, o matou de maneira cruel e covarde. Só de olhar pra você me dá nojo. –Nina cuspiu as palavras, sua raiva crescia desenfreada. –E por qual razão sentia ou ciúmes de nós dois? Não entendo.

-Não suportava observar ver a garota que eu amava ao lado de outro homem. –Shura disse tão rápido que ficou fôlego. –Estava tão desesperado que aceitei a proposta de Saga, mas tudo não passou de ilusão.

Nina levou a mão à boca, chocada. Ela não podia, ou melhor, não queria acreditar no que acabou de ouvir.

-O quê?- A prateada perguntou incrédula. –Isso só pode ser uma piada de mau gosto.

-Eu juro que não é. Desde o dia em você chegou ao santuário eu me apaixonei, mas foi Aiolos quem ganhou seu coração. Ele sempre foi melhor em tudo e isso foi me corroendo por dentro, alimentando minha inveja. Quando ele me disse que planejava se casar com você no futuro, foi como cair no abismo. Tinha que fazer alguma coisa rápido, e acabei cometendo uma atrocidade. –As lágrimas escorriam pela face de Shura, que parecia sentir dor. –Eu sempre amei você.

-Acha que essa declaração absurda vai mudar algo? Só me faz sentir mais nojo de você. –Nina respondeu com asco. –Vocês são duas criaturas podres, não merecem ser cavaleiros de Atena.

-Sabemos disso. –Saga finalmente se manifestou. –Eu sinto muito por tudo.

-Sente muito? Ah meu querido, você vai sentir. –O olhar de Nina ficou sombrio, logo ela se colocou entre os dois, inserindo o desenho de uma serpente negra em seus pescoços. –Recebam a maldição da serpente.

Shura e Saga caíram no chão, pareciam estar sofrendo muito. Logo depois se levantaram, como se estivessem em uma espécie de transe.

-Pois bem seus vermes, como sua mestra eu lhes ordeno que lutem até a morte. –A prateada disse cruel.

-Sim Nina-sama. –Os dois responderam, dando início ao combate. Nina saiu andando tranquilamente.”

-Então meu palpite estava certo. –Shion disse pensativo a Shura, cuja expressão só demonstrava culpa.

-Por favor, mestre, não a castigue. Eu estava preparado para isso, e eu mereço depois de todo o mal que lhe causei. –Shura respondeu cabisbaixo. –Não me importo de morrer de novo, desde que ela seja feliz.

-Deixe de ser tolo, moleque. Você é um cavaleiro de ouro, não fez mais do que sua obrigação na época. Ela foi longe demais, vou notificar a senhorita Atena sobre o ocorrido. –Shion disse irritado. –Essa menina só me dá dor de cabeça!

-Eu lhe imploro mestre Shion, não a castigue por isso. Não quero vê-la sofrendo mais, chegou a hora de ela e Aiolos serem felizes juntos. –O capricorniano disse sério, embora tais palavras fossem dolorosas de dizer.

-Está bem, amanhã decidirei o que fazer. Agora descanse, boa noite. –Shion se despediu, retornando para seu quarto. Shura não conseguia parar de pensar na reação de Nina quando disse que a amava, se sentiu um lixo.

Lilly não conseguia conter a raiva que sentia, parecia que os anos que conviveu com Camus não a ajudou a se controlar. A aquariana de cabelos era passional e emotiva demais, igual ao escorpiano que a seguia.

-Vai continuar fugindo de mim? –Milo perguntou irritado, segurando Lilly pelo braço. –Estou tentando conversar com a senhorita, pode me escutar por cinco minutos?

-Contados no relógio a partir de agora. –Lilly respondeu com os olhos em chamas, batendo o indicador no relógio de pulso. –Você já perdeu oito segundos.

-Por que está tão brava comigo? O que eu te fiz? –O escorpiano perguntou com uma expressão quase infantil, deixando a rosada ainda mais furiosa. –Não consigo te entender.

-É muita cara de pau mesmo. –A rosada respondeu irônica. –Cretino, você não vale um euro.

-Olha aqui garota, eu tô cansado de tentar ser bonzinho com você e só levar patada de volta. –Milo disse impaciente, dobrando as mangas da camisa. –Não me provoque.

-Ah é? E o que vai fazer, me bater? –Lilly perguntou atrevida.

-Agora você vai ver só. –O escorpiano colocou a rosada em seu ombro, dando-lhe palmadas em seu traseiro. –Hoje eu vou te mostrar o poder da agulha escarlate.

Cansados da festa e de agitação, Mu convidou Kaquiyu para descer as escadas com ele até áries. Chegando lá, ele a convidou para tomar, convite que ela aceitou com receio.

-Algum problema, Yu-chan? –O ariano perguntou receoso. –A Yukine ainda lhe causa problemas?

-Não, não. Eu estou bem, não preocupe. –A sagitariana respondeu sorrindo fraco. –Não, ela não tem se manifestado faz muito tempo. Graças e você.

-Imagina, eu não fiz nada de mais. –Mu respondeu tímido. –E então, está feliz por retornar ao presente? 

-Claro, apenas estranhando um pouco devido a tecnologia. Ainda não acredito que desaparecemos por cinco anos. –A sagitariana ruiva comentou pensativa. –E quanto a você? Está feliz por retornar a vida?

-Sim, mas confesso estar um pouco cansado dessas batalhas. Queria poder voltar para Jamiel, levar uma vida simples, cuidar do Kiki. –O ariano tinha certa tristeza em seu semblante.

-Entendo. Vamos derrotar Ares e logo seu sonho será realidade, eu prometo. –Kaquiyu sorriu, segurando as mãos de Mu. O ariano corou de vergonha, mas tomou coragem e a abraçou apertado, Kaquiyu se deixou envolver por abraço gentil e sincero. Estava se sentindo tão bem ali que por um instante se permitiu esquecer o aquariano que deixou no passado. –Ainda teremos nosso final feliz.

-Eu acredito nas suas palavras. –O ariano beijou a raiz alaranjada da sagitariana, que apenas suspirou e se aconchegou nos braços dele. –Que bom estar vivo.

O dia aparentemente amanheceu tranquilo no santuário, mas Saori sabia que isso estava longe de ser verdade. Ela se espreguiçou em sua imensa e confortável cama, e sorriu ao ver Seiya ao seu lado. O japonês dormia profundamente, parecia uma criança inocente. A deusa sorriu e beijou sua testa, e quando se preparava para levantar, foi puxada com força de volta para a cama.

-Onde pensa que vai? –O garoto perguntou com uma expressão travessa. –Eu não acredito que ia me deixar sozinho aqui.

-Mas é claro que não, querido. Eu apenas ia tomar um banho e depois prepararia um café para nós dois. –Saori o olhava com delicadeza e ternura. Seiya sentia sua pele arder de desejo por Atena. –Como você está?

-Feliz. –Seiya respondeu simplório. –Quer que eu lave suas costas?

-Por que não? –Saori não resistiu e puxou o Pégaso para um beijo desentupidor de pia. Eles já haviam tido uma noite intensa de amor, mas ainda queriam mais. Tantos anos de desejo reprimido os tornaram dois insaciáveis.

-Tá bom minha deusa, mas antes fique aqui mais um pouco. –Seiya apertou a cintura de Saori, que soltou alguns gritinhos. –Eu te amo.

-Eu também amo você, e estou feliz que tenha dado tudo certo. Não sei o que faria se te perdesse. –Saori se encolheu nos braços do amado, tremendo de pavor.

-Mas eu estou aqui, não estou? –Seiya acariciava os longos cabelos lavanda dela, aspirando seu aroma doce e delicado. –Agora que estamos juntos, não vou permitir que ninguém estrague nossa felicidade.

-Eu sei, você é a pessoa em quem mais posso confiar. Mas estou preocupada, o retorno das garotas foi mais complicado do que eu esperava. –Saori comentou pensativa. –Elas não me escutaram e deu tudo errado.

-Como assim? –Seiya questionou confuso.

-Elas criaram laços que nunca deveriam ter sido criados, agora se sabe lá quantas pessoas foram afetadas pela irresponsabilidade delas. Tenho medo do quanto isso pode afetar na guerra, especialmente a... –Saori foi interrompida por um beijo, suspirando fundo.

-A tal amazona de serpentário, não é? –Seiya curioso. Saori apenas concordou com a cabeça. –Pena que não pudemos nos conhecer ontem, queria muito agradecê-la.

-Logo mais ela estará aqui, acompanhada de seu pai. –Saori levantou-se lentamente, calçando suas pantufas cor de rosa. –Ela quer passar um tempo no castelo dos deuses gêmeos, e eu não podia negar, depois de tudo o que ela fez pelo santuário.

-Entendo. Mas então vamos tomar banho e depois café, que tal? –Seiya levantou-se da cama nu, fazendo sinal para que a deusa o acompanhasse. A deusa apenas revirou os olhos.

Na enfermaria Saga olhava para o teto branco do quarto, aquele lugar deprimente e fétido estava revirando seu estomago. Não havia razão para estar ali, afinal de contas, ele era um cavaleiro de ouro. Não era? Desde que retornara a vida pensava em todas as besteiras que cometera no passado, embora não demonstrasse remorso ou raiva. Seu maior arrependimento foi a garota que deixou, aquela a quem seu coração sempre pertencera, mesmo quando estava possuído por Ares. E ela estava prestes a bater em sua porta.

-Rin... –Saga disse baixinho ao ver a gêmea mais velha adentrar o ambiente. Ele estava boquiaberto, ela se tornara uma jovem bela e radiante, digna de uma semideusa. –Você veio me ver.

-Não crie falsas expectativas. –A geminiana respondeu friamente. –Estou sabendo do que aconteceu entre você e Shura, e lamento não terem se matado. Deveriam voltar para o buraco de onde saíram e não retornarem nunca mais.

-Mas Rin, eu me arrependi de meus pecados. Quero recomeçar, ser um verdadeiro cavaleiro de Atena. –Saga disse cabisbaixo, na verdade o coração de Rin doía ao vê-lo, mas ela não queria demonstrar fraqueza. –Nunca me perdoei por ter te tratado daquele jeito.

-Você me colocou abaixo de uma meretriz, disse que eu não passava de lixo pra você. Eu era uma garota boba e apaixonada, fui capaz de dar as costas para minha família por sua causa. Fui uma burra ao acreditar que era tudo mentira, que você não era mau, que Aiolos realmente era um traidor. Mas não, você mentiu e enganou a todos, tentou vender a minha prima e ainda teve a ousadia de prostituir amazonas e aspirantes, tudo para sustentar sua ganância e vaidade. Você não passa de um monstro nojento, tenho vergonha de ter que dividir a casa de gêmeos com você. –Rin não conseguiu mais se controlar e as lágrimas caíram freneticamente por seu rosto, ela tentou limpar, mas foi em vão. –Não se aproxime de mim, seu imundo.

-Mas Rin, eu amo você e não posso viver sem o perdão. VOCÊ TEM QUE ME PERDOAR! –Saga começou a se descontrolar, a amazona ignorou. –Sua pirralha sem apelo sexual, acha mesmo que alguém vai te querer? Eu sou o único pra você, aceite isso!

-O que está havendo aqui? –Kanon, Aldebaran e Dohko invadiram o quarto, segurando Saga. –Você está bem, Rin?

-Estou sim, obrigada Kanon. –Rin saiu do quarto fungando de ódio.

-O que foi que você fez seu idiota? –Kanon perguntou furioso, encarando o irmão mais velho. –Mal retornamos a vida e você já arranja encrenca?

-Você não passa de um babaca imbecil mesmo. –Dohko comentou entediado.

-Olha quem falando. Eu soube do showzinho ontem, pena que eu não pude assistir. –Saga disse irônico. –Você é tão canalha quanto, seu velho traste.

-Já chega. Venha Dohko, vamos deixar os dois a sós. –Aldebaran arrastou Dohko pra fora do quarto, o libriano saiu contrariado.

-Agora me explica Saga, o que houve aqui? –Kanon cruzou os braços, sentando-se numa cadeira. –O que você disse para deixar a Rin tão magoada?

-Eu não sei, só me lembro do olhar de raiva e desprezo dela, e acabei perdendo o controle. –Saga segurava a cabeça com as mãos, sua expressão era de desespero e agonia. –Eu estraguei tudo e ela me odeia ainda mais.

-Acalma-se, vamos deixar a poeira abaixar. O médico disse que você ficar em observação por mais três dias, vocês dois não morreram por muito pouco. –O gêmeo mais novo encarava o outro severamente. –Ainda vou descobrir a verdade.

-Eu apenas recebi meu castigo por estragar a vida de pessoas inocentes, não há mais nada o que descobrir. –Saga tinha vergonha de admitir que fora atacado por Nina, a garota a quem sempre subestimou.

-Se é o que diz. –Kanon deu de ombros. –Vou para casa, mais tarde eu volto.

-Está bem. –Saga deitou-se na cama, voltando a dormir.

Akira e Lilly correram para as casas de virgem e aquário o mais rápido que puderam, ainda não conseguiam digerir as besteiras que haviam cometido na noite anterior. Camus e Milo ficaram sem entender a atitude das amazonas, mas optaram por deixa-las sozinhas, pelo menos por enquanto.

Nina passava por aquário quando encontrou Camus e Aiolia na frente da casa. A prateada sorriu aliviada ao ver que não havia mais ninguém com os dois.

-Nina! –Aiolia correu e segurou a garota no colo, a rodopiando no ar. Ela sorria sorriu com a infantilidade do leonino. –Como você está diferente, não lembra em nada aquela pirralha magricela e selvagem que o carneirão teve muito trabalho em treinar.

-E você continua o mesmo moleque metido e malcriado que eu conheci na infância. –Nina comentou debochada, bagunçando os cabelos de Aiolia. –Você está tão alto, e bonitão.

-É de família. –Aiolia comentou convencido. –Mas é claro que meu irmão não é tão bonito quanto eu.

-Leoninos... –Camus suspirou entediado.

-Eu ouvi isso. –Nina resmungou. O francês sorriu para a velha amiga, que o abraçou apertado. –Senti tanto a sua falta, nossas conversas eram tão preciosas para mim.

-Eu também. –Camus respondeu sereno. –Você é uma das pessoas nesse santuário com quem eu conseguia ter uma conversa decente.

-Entendo. Não deve fácil aturar as bobagens que o Milo diz. –Nina riu, fazendo com que Aiolia e Camus também rissem.

-É mesmo, aquele panaca fala tanta bobagem que meus ouvidos sangram só de ouvir a voz dele. –Aiolia riu exagerado, até receber uma espetada no traseiro. –Au!

-Isso para aprender a não falarem mal de mim pelas costas. –Milo apareceu acompanhado de Viollet, o escorpiano estava com cara de poucos amigos. –Bando de amigos da onça!

-Não estávamos falando mal de você, apenas dissemos a verdade. –Camus respondeu sarcástico. –Boa tarde senhorita Viollet.

-Boa tarde Camus. –Viollet respondeu simpática. –Ei Nina, eu quero te pedir uma coisa.

-Claro, em que posso te ajudar? –A prateada perguntou sorridente.

-Posso ficar no castelo junto com você e a Rin? –A loira perguntou sem jeito.

-Se Atena concordar, por mim tudo bem. –Nina disse normalmente.

-Mas o que é isso? Mal chegaram ao santuário e já querem ir embora? –Milo protestou.

-Nina, tudo isso é por causa do meu irmão? –Aiolia perguntou com uma expressão de tristeza. –Você realmente não o ama mais?

-É complicado Aiolia, e eu não quero falar sobre isso agora. –A prateada suspirou, fitando o céu azul. –Mas vocês são bem-vindos ao castelo, podem ir a hora que quiserem.

-Pode deixar, iremos te visitar. –Camus colocou a mão sobre o ombro da amazona, que sorriu fraco. –Sabe que pode contar comigo sempre que precisar, tá?

-Claro, por isso você sempre será o meu melhor amigo. –Nina abraçou Camus pela cintura, que acariciava seus cabelos.

-E quanto a mim? –Aiolia fez bico.

-Você é o meu irmãozinho, que eu sempre vou amar. –Nina pulou nas costas de Aiolia, que brincava com ela. –Vocês dois e Mu são parte do meu tesouro, meus amigos mais amados, os meus cavaleiros de ouro preferidos.

-Você é tão fofa. –Aiolia desceu a garota de suas costas, apertando suas bochechas.

-Todos vocês tem lugares especiais em meu coração, até mesmo o boboca do Milo. – Nina sorriu. Milo fez cara feia, mas no fundo se sentiu feliz.

-Parece que só não há lugar para mim eu seu coração. –Aiolos olhava para Nina com uma expressão de mágoa e amargura, fazendo-a se sentir a pior pessoa. –Todos aqui são importantes para você, menos eu.

-Vamos sair daqui. –Camus disse baixo para Aiolia, Milo e Viollet, que o seguiram para dentro de aquário. Aiolia e Nina ficaram sozinhos, a amazona não sabia o que dizer. Ainda gostava dele, mas a situação era complicada demais.

-Aiolos entenda, antes que eu tome qualquer decisão, preciso de um tempo só. – A prateada tentou tocar o sagitariano, mas ele se esquivou. –No passado se passaram três meses para mim, e o que vivi lá foi muito intenso. E estou falando num sentido amplo, não apenas de romance.

-Claro, diz isso apenas para que eu não fique mal, não é? Sou um tolo mesmo, eu realmente acreditava que quando revivesse poderíamos recomeçar de onde paramos. Eu nunca deixei de acreditar da promessa em nossos corações, do caminho que encontraríamos para nossa felicidade. Agora parece tudo tão... –Aiolos começou a chorar, estava tão mal por perder a garota que amava pela segunda vez que não conseguiu mais conter as lágrimas. –Estou apegado a um sonho que não existe mais, preferia estar morto.

Num impulso Nina o puxou pela gola da camiseta e o abraçou apertado, e para sua surpresa, dessa vez o sagitariano não recuou e retribuiu o gesto.

-Por favor, nunca mais diga uma coisa dessas. Eu não quero te perder novamente, apenas me dê um tempo para pôr as ideias em ordem. –O olhar de aflição da prateada aqueceu o coração do sagitariano, que depositou-lhe um beijo em sua testa. –Só te peço um pouco mais de tempo, apenas isso.

-Isso é mesmo necessário? –Aiolos apertou Nina ainda mais contra si, ela não protestou. –Eu não quero que você vá.

-Sim, eu preciso fazer isso. No momento sou incapaz de tomar qualquer decisão. –Nina aspirava o perfume amadeirado do cavaleiro, segurando sua vontade de fazer uma besteira. –Eu prometo que vamos nos reencontrar em breve, me dê um voto de fé.

-Tudo bem, eu vou te esperar. –Aiolos soltou Nina, fitando seus olhos verdes. –Você realmente não é mais aquela garotinha que eu conheci um dia, mas tenho orgulho da mulher que se tornou.

-Obrigada. –Nina sorriu, desaparecendo em meio a uma fumaça branca. Aiolos suspirou e retornou para sagitário, não estava com ânimo para mais nada no momento.

Shion havia ganhado a tarde de folga, resolvendo visitar Mu e Kiki na casa de áries, mas ao chegar em escorpião foi barrado por certa amazona ruiva. O velho ariano derrubou a cesta ao ver Luka em sua frente.

-Por favor, senhorita, pode me dar passagem? –Shion perguntou educadamente, pegando a cesta do chão.

-Não sem antes me responder algumas perguntas. –Luka disse com os olhos em chamas, estava furiosa com o Shion. –Faz dois dias que eu retornei e tenho a impressão de que está me evitando. Por que está fazendo isso?

-Mas que tolice, eu estou cheio de trabalho desde que fui recebido. Não tenho tempo para futilidades. –Shion sem muita paciência.

-Quer dizer então que o amor que sentimos um pelo o outro é futilidade? –A ruiva berrou indignada. –O que está havendo? O que aconteceu depois da minha partida?

Shion tocou a testa de Luka, mostrando-lhe tudo o que havia feito depois de sua partida, a escorpiana caiu de joelhos.

-Eu sinto muito, por isso é melhor falarmos somente o necessário. –Shion respondeu friamente, saindo de escorpião. Luka tentou ataca-lo, mas ele esquivou com facilidade.

-Seu desgraçado mentiroso, como pode fazer isso comigo? –A ruiva berrava em meio às lágrimas, não conseguia acreditar que o que viu fosse verdade. –Eu te amava, seu carneirão maldito.

-Nós sabíamos que isso poderia acontecer. Me esqueça agora, eu não passo de um velho caduco agora. Você deve encontrar um bom rapaz e seguir em frente. Adeus. –Shion sumiu em seguida.

-Isso só pode ser um pesadelo. –Luka chorava copiosamente, encolhida entre seus joelhos. –Eu odeio o presente.

No templo Atena e os deuses gêmeos conversavam sobre a partida das amazonas, quando Akira e Lilly se meteram na conversa.

-Pois não senhoritas? –Thanatos encarou as duas.

-Desculpa a intromissão, mas podemos ficar no castelo? –Akira pediu envergonhada. Lilly apenas concordou com a cabeça.

-Você tudo bem, por ser a filha de Hades. Mas por que quer sair do santuário, Lilly? –Atena questionou desconfiada.

-É que eu sempre treinei melhor com elas, e com a guerra se aproximando, não podemos relaxar. –Mentiu a rosada.

-Tudo bem, de acordo. –Atena deu de ombros. –Onde estão Nina, Rin e Viollet?

-Ela foram na frente, optaram por não se despedir. Eu lamento a indelicadeza delas. –Hypnos respondeu formal.

-Tudo bem. A deusa suspirou. Em breve irei visita-los, então se cuidem.

Assim todos se despediram e as duas amazonas acompanharam os deuses até o castelo. As outras três já estavam instaladas em seus aposentos. Nina olhava ao redor do imenso quarto, decorado com todo o luxo e sofisticação que teve que abdicar nos últimos anos. A única coisa que não perdeu foram os estudos, mas isso não importava agora. Ela deitou-se na cama macia e confortável, fitando a pulseira e o colar, presentes dos dois homens que estavam em guerra dentro de seu coração.

-Por Afrodite, o que eu vou fazer? –Murmurou para si mesma.



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