História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
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Palavras 3.498
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Enganados


Cerca de dois meses haviam se passado desde que as amazonas partiram para o castelo dos deuses gêmeos. No santuário o clima era de incerteza e desconfiança, a guerra contra Ares aconteceria a qualquer momento, mas todos pareciam travando batalhas interiores. Ren e Aisha observavam tudo preocupadas, sem saber o que fazer para ajudar seus amigos queridos.

-O clima no santuário está tão estranho, você não acha? – A ariana comentou pensativa, bebericando um chá de rosas preparado por Afrodite. -Não é a mesma coisa se não estamos todas juntas.

-Não mesmo, sem irmã e minhas primas esse lugar parece tão triste, tão vazio. Eu quero que elas voltem logo. Mas depois de tudo o que aconteceu no passado, não sei não... -A gêmea mais suspirou chateada. -É como se parte do santuário tivesse morrido, sabe?

-E não morreu? Veja só quantos corações partidos por causa de toda essa confusão que Ares armou. Eu até gostava do Régulus, mas eu sempre amei o Afrodite. Estou feliz de estar ao lado dele novamente. -Aisha respondeu alegre, observando amado conversar com Kanon de longe. -E quanto a você, como está seu coração?

-Ainda não parei para pensar nisso direito, mas eu realmente gostava do Defteros. E quando eu reencontrei o Kanon, senti muita raiva. Ele e Saga são responsáveis por boa parte do sofrimento que minha família viveu nesses quinze anos. Vai demorar um pouco até que eu perdoe. -Ren disse cabisbaixa, sem perceber que o gêmeo mais novo tirava os olhos dela.

-A menina vai desidratar se você não parar com isso. -Afrodite comentou debochado.

-Cala a boca, rosinha. -Kanon respondeu rabugento. -Não fique se achando só porque você se deu bem com o retorno das amazonas.

-De fato eu estou muito feliz de estar ao lado da Aisha, mas também me sinto mal por ver vários de nossos amigos estão sofrendo. -Afrodite disse sério.

-É uma situação muito delicada. -Kaquiyu apareceu ao lado dos dois, refletindo sobre o assunto. -Como vai, Kanon querido?

-Péssimo, e você? -O geminiano respondeu mal-humorado.

-É por causa da Ren, não é? -Questionou a ruiva, Kanon apenas concordou com a cabeça. - Entendo. Assim como a grande maioria, ela precisa de um tempo para pôr as ideias em ordem, são informações para se assimilar em tão pouco tempo.

-Você tem razão. -Afrodite normalmente. -O importante agora é nos prepararmos para o ataque de Ares, pode acontecer a qualquer momento.

-Verdade. -Kaquiyu e Kanon responderam ao mesmo tempo.

Luka ainda não se conformava com a rejeição de Shion, o procurou várias vezes, mas não adiantou em nada. Ela passava por sagitário quando encontrou seu velho e melhor amigo.

-Olos! -A ruiva gritou animada. -Como você está?

-Já estive melhor, Tako chan. -Aiolos deu um sorriso forçado. -E você, como está?

-No mesmo barco que você, eu acho. -Luka sorriu desanimada. -Você sente a falta dela, não é?

-Todos os dias. -O sagitariano suspirou profundamente. -Eu estraguei tudo e a perdi para sempre, me sinto tão impotente.

-Ei maninho, acalme-se. Ela vai voltar, eu tenho certeza disso. Só dê mais um tempo. -Luka tentou passar confiança, mas nem mesmo ela tinha fé no futuro que os aguardavam. -Vai ficar tudo bem, eu garanto.

-Obrigada Tako chan, você é uma grande amiga mesmo. -Aiolos sorriu um pouco mais animado. -E quanto a você e o carneirão, digo, mestre Shion?

-Cada vez mais distantes um do outro. -Luka respondeu tristonha. -Ele só sabe me dizer que não existe mais tempo para nós, que ele é só um velho solitário e não tem mais nada e me oferecer. Não consigo entender o que fez muda-lo tanto...

-Ele passou por muitas coisas ao longo desses anos, talvez tenha medo de sofrer mais alguma perda e por isso prefere se isolar. Mas seja paciente, você também tem chance de reacender o amor que sentiram um dia. -Aiolos bagunçou os cabelos ruivos da escorpiana, que fez careta. -Sua nanica de fogo.

-Sua besta, só você mesmo para me fazer rir num momento desses. É por isso que eu adoro tanto, meu irmãozinho. -Luka abraçou o sagitariano, que retribuiu contente. -Quero que você seja muito feliz.

-Eu também te desejo o mesmo, Tako chan. E você é a minha irmãzinha querida, sua nanica. -Aiolos beijou a testa de Luka, mas logo soltou a garota ao ouvir uma risada irônica.

-Diz por aí que está sofrendo de amor, mas vejo que já foi se consolar na vadiazinha do santuário. -Shura comentou ácido, encostado em uma pilastra. -Quem seria capaz um sujeito tão inseguro e patético como você?

-Como se atreve a falar comigo desse jeito? Você era meu melhor amigo, meu companheiro de batalhas e me apunhalou da maneira mais suja e covarde possível. Tenho vergonha de ter que lutar ao lado de alguém como você. – Aiolos olhava para Shura com raiva, sentimento este que era reciproco. -Ela nunca vai ser capaz de te amar.

-Você sempre foi o melhor em tudo: o mais gentil, mais nobre, o preferido de Athena e Shion, tanto que estava na linha de sucessão a mestre. Todos te admiravam e respeitavam, você era sempre o centro das atenções, bom em tudo o que fazia. E quando eu finalmente encontrei algo que eu desejava para mim, você foi lá e roubou de mim. -Shura quase cuspia as palavras de tanto desprezo. -Minha vontade foi de te matar ali mesmo quando me disse que tinha planos de se casar, por isso não pensei duas vezes e me aliei a Saga.

-Como você pode ser tão mesquinho e egoísta? Nunca parou para pensar nos sentimentos dela? Em como ela ficou sozinha e desamparada quando vocês armaram para mim e me mataram? Na vida que ela foi obrigada a viver, tendo que cuidar de outras pessoas e viver se escondendo? -Aiolos cerrou os punhos, avançaria no capricorniano a qualquer momento. -Aposto que não, você é um arrogante nojento que só pensa em si mesmo, e age por pura vaidade.

-Já chega Olos, não vale a pena. -Luka se meteu entre os dois.

-Sai da frente piranha, esse assunto não te diz respeito. -Shura empurrou Luka para longe, que caiu sentada. Aiolos perdeu o controle e partiu para cima dele.

-O que está havendo aqui? -Camus perguntou com a voz firme, acompanhado de Milo. -Por que estão brigando feito moleques?

-E por que a Luka está caída no chão? -Questionou Milo, socorrendo a companheira de casa. -Quem fez isso com você, Srta. Aries?

-Foi o Shura. -Luka disse com dificuldade. -Ele veio arranjar briga com o Aiolos.

-Seu cretino, como ousa bater em uma mulher? -Milo perguntou espumando. -Ainda mais numa das nossas.

-Não interessa pra você, palhaço. -Shura respondeu alterado. -Meu assunto é apenas com esse otário aqui.

-Shura, você precisa se acalmar. -Camus disse sem alterar o tom da voz. -Isso pode ser do jeito fácil ou do jeito difícil.

-Ah, é vocês vão fazer o quê? -O capricorniano perguntou debochado.

-Então não diga que nós não avisamos. -Milo comentou irônico. -Restrição!

-Esquife de gelo! -Camus congelou Shura em um enorme bloco de gelo, já que ele não podia se mexer por causa do golpe de Milo. -Fique aí até esfriar a cabeça.

-Escutem, não é perigoso deixa-lo assim? -Luka perguntou preocupada.

-Ele vai ficar bem, dentro de algumas horas terá se soltado. -Camus indiferente. -Agora vocês dois precisam ir à enfermaria.

-Tá bom. -Luka e Aiolos disseram contrariados.

Apesar de já bem instalada e adaptada a sua nova rotina, Ashley ainda se sentia desconfortável na presença de Aldebaran. O taurino queria fazer algo para aproximar os dois, mas não tinha ideia de como.

-Ashley... -Aldebaran chamou a garota de forma desajeitada.

-Sim? -Ash respondeu gentil.

-Quer comer brigadeiro? – O taurino perguntou sorridente.

-Adoraria! -Ashley abriu um sorriso de orelha a orelha. -Quer que eu te ajude a preparar?

-Não precisa, deixa que eu faço tudo sozinho. -Aldebaran disse gentil. -Agora vá para o seu quarto descansar um pouco, está bem?

-Ah, claro. -Ashley respondeu sem graça. Ao abrir a porta de seu quarto, a amazona teve uma surpresa: havia um touro de pelúcia em cima de sua cama, embrulhado com uma fita azul. Ela saiu correndo e beijou Aldebaran na bochecha, fazendo o taurino corar. -Muito obrigada, você é um fofo!

-I-imagina, eu só queria que você se sentisse um pouco mais confortável. Tenho a impressão que ainda se sente deslocada aqui. -Aldebaran foi sincero. -E agora volta para o quarto, e só vem quando eu te chamar.

-Tá bom, tá bom. Fui! -Ash disse mais alegre, saltitando com o brinquedo no colo.

No castelo dos deuses gêmeos Rin, Viollet, Lilly e Akira tomavam chá no jardim, acompanhadas de Hypnos. O ambiente era tão tranquilo e acolhedor, como se fosse uma amostra dos Campos Elíseos.

-Sabe, tem uma coisa que eu ainda não entendo. -Viollet comentou pensativa. -Por que vocês pediram para vir cá?

Akira e Lilly cuspiram o chá por causa da pergunta da loira.

-Eu também acho muito estranho. O que aconteceu na noite da festa? -Rin encarou as duas.

-Minha filha, olha os modos. -Hypnos a repreendeu. -Não seja tão invasiva com a intimidade das pessoas.

-Mas papai, a Yuki chan é a minha prima, e nós conhecemos a Lilly desde crianças. Nunca tivemos segredos umas com as outras. -Rin respondeu emburrada.

-Está certo. Vou procurar seu tio, tenho que conversar com ele mesmo. -Hypnos saiu andando despreocupado, dando mais privacidade para as garotas.

-E então senhoritas, desembuchem logo! -Viollet disse autoritária. -O que aconteceu na noite da festa?

-É que eu... – Akira estava um pimentão de tanta vergonha.

-Você... -Indagou Rin.

-Eu... dormi com o Camus. Nós fizemos amor no campo de margaridas. -A virginiana escondeu o rosto de tanta vergonha.

-E eu fiz na casa de escorpião, com o Milo. -Lilly abaixou a cabeça, morta de vergonha. -Milo estava tão sexy e provocativo que eu não pude resistir.

-Suas safadas! -Viollet caiu na gargalhada. -Vocês dormiram com dois dos cavaleiros mais gostosos do santuário, e depois saíram correndo? Qual o problema de vocês, hein?

-Não é tão simples assim. -Akira disse séria. -Eu ainda amo muito o Asmita, e me sinto como se tivesse enganado ele. Mas o Camus estava tão irresistível naquela noite, e tê-lo daquele jeito me trouxe um espiral de lembranças, realizei meu sonho de menina.

-E eu e Milo nunca ficamos juntos por não termos sidos sinceros um com o outro. Quando eu o vi me olhando com intensidade, paixão, me senti da mesma forma que a Akira, mas também não esqueci o Kárdia. É tudo tão confuso ainda. -Lilly colocou as mãos na cabeça, sentindo-se um pouco tonta. -Vou para o meu quarto descansar um pouco.

-Eu também estou me sentindo indisposta, nos falamos mais tarde. -Akira e Lilly saíram juntas, indo para seus quartos.

-Escuta Viollet, você não acha que elas estão um pouco estranhas? -Rin comentou curiosa. -Esses mal-estares, enjoos, e você reparou que elas ganharam um pouco de peso?

-Por acaso está pensando o mesmo que eu? -Viollet lançou um olhar cúmplice para a geminiana, que assentiu. -Entendi, mas vamos esperar mais uns dias.

-De acordo. -Rin comentou normalmente, bebendo seu chá.

Após o ocorrido na festa, Maya evitava Dohko a todo custo. Ainda estava muito magoada com a atitude do libriano. Ela passava pela casa de libra quando foi barrada por ele.

-Só vou te deixar passar depois que me escutar. -Dohko disse sério, pressionando Maya contra a parede.

-E por que eu te escutaria? -A capricorniana disse fria. -Só saem mentiras dessa sua boca suja.

-Caramba garota! Eu sei que eu bebi e me excedi aquele dia, mas eu estou arrependido, eu fui um grande idiota. -Dohko olhava sincero para Maya, que tentava controlar o choro. -Eu não mudei de ideia sobre os planos do passado, ainda quero muito construir aquela família, depois que a guerra acabar.

-Já chega! Me deixa em paz, por favor. -Maya se soltou e saiu correndo, fazendo um caminho de lágrimas pelo chão.

Na casa de câncer Máscara da Morte, Aiolia e Saga bebiam e jogavam conversa fora. Os três conversavam sobre todos os últimos acontecimentos, especialmente as amazonas, assunto esse que não passava despercebido por ninguém.

-E então Máscara, como vai com a Branca? -Aiolia perguntou curioso.

-Devagar, mas bem. Branca tem uma personalidade excêntrica e peculiar, mas eu gosto assim. -O canceriano admitiu envergonhado.

-Mas e a Helena? -Questionou o leonino.

-Foi só um romance passageiro, quando voltei a vida percebi que a Branca é a garota para mim. Vou esperar passar essa guerra e conversar sobre meus verdadeiros sentimentos com ela. -O canceriano já enrolava a língua pelo excesso de cervejas.

-Eu sabia que ele estava bêbado, porque sóbrio ele jamais admitira essas coisas. -Saga comentou irritado. -E você e a amazona de peixes?

-Ela não gosta de mim, já deixou isso bem claro. E eu não sei porquê, mas tenho a sensação de que há alguém me esperando. É difícil de explicar. -Aiolia comentou pensativo.

-Sei, será que a sua cara metade está te chamando? -Saga perguntou debochado.

Ah, cala a boca. -O leonino comentou irritado. -E quanto a Rin?

-Mal tive a oportunidade de falar com ela, mas seria muita sorte se ela olhasse para minha cara, depois de todas as besteiras que eu fiz. -Saga disse de cabeça baixa, com o olhar de culpa. -Ela deve me odiar.

-Você só vai saber quando procura-la. Por que não vai até o castelo? -Sugeriu Aiolia.

-Com que desculpa? O pai e o tio dela com certeza me transformariam em poeira num piscar de olhos. -Saga olhou sério para Aiolia, como se repreendesse uma criança.

-Você que sabe. -O leonino sorriu travesso.

Faziam dois meses que Nina estava reclusa em seu quarto, tudo o que se escutava era a melodia triste de seu violino. Cansado de toda essa situação, Thanatos perdeu a paciência e invadiu o quarto e ficou chocado com a aparência de sua filha. A prateada tinha perdido peso, estava suja e despenteada, e o olhar vazio fitava um enorme quadro de uma bela mulher na parede, enquanto a melodia triste ecoava pelo cômodo. O deus da morte suspirou ao olhar para a imagem.

-Ela era tão bonita... -Thanatos suspirou nostálgico. -Minha bela Sofia...

-Você a amava mesmo, não é? -Nina olhou com carinho para o pai. -Sempre achei que o Genaro não fosse meu pai, eu não tinha nada a ver com ele. E ele me olhava com desprezo, raiva, como se eu fosse uma inimiga ou alguém. Às vezes me assustava. -A prateada se encolheu ao lembrar do padrasto.

-Aquele porco jamais encostaria um dedo em vocês, mas ele teve o que merecia. Eu deveria ter sido mais cuidadoso, por pouco você também não foi morta. -O deus apertou sua filha apertado, que começou a chorar. -Não se preocupe, sua mãe vai viver feliz para sempre, no mundo dos sonhos.

-Eu sei, mas é tão difícil ainda de lidar. Com onze anos eu já havia tido muitas perdas e vocês ainda me fizeram cuidar daquelas duas pirralhas. -Nina resmungou. -Mesmo que tenha sido curto e trágico, eu queria ter vivido um amor como o de vocês.

-E pode, só depende de você. -Thanatos disse sério, segurando a filha pelos ombros. -Se olhe no espelho, você parece uma mendiga. Não se lembra em nada com a minha princesa, aquela garota fofa e gentil, tão letal quanto uma serpente venenosa. Quero que volte a ser como antes.

-Não sei como fazer isso, eu achei que um tempo longe de tudo e todos, mas só fiquei mais confusa. Queria poder encontrar um raio de esperança na escuridão. -A prateada suspirou cabisbaixa, guardando o violino. -Como eu vou sair dessa bagunça?

-Olha minha filha, eu estou disposto a te ajudar. Mas terá que me prometer que depois disso vai tomar uma decisão e chega de ficar trancada nesse quarto. -O deus disse sério. -Você aceita?

-Do que está falando? -Nina perguntou confusa.

-E se você tivesse uma última chance de ver o Sísifo? -Thanatos perguntou enigmático, os olhos da amazona brilharam. -Posso fazer com que isso aconteça, mas isso tem que acabar.

-Tudo bem. -Nina suspirou esperançosa. -Eu prometo que não vou mais me deprimir, e nem vou mais tentar matar o Saga e o Shura.

-Mas antes você precisa tomar um banho, Sísifo não vai aguentar chegar perto de você desse jeito. -Brincou o deus.

Nina correu para o banheiro tomar banho, meia hora depois ela estava arrumada e perfumada. Mal podia acreditar que encontraria aquele a quem tanto sentia falta, finalmente seu coração teria um pouco de paz.

-Estou pronta. -Nina saltitava de ansiedade. -Me manda logo para o passado.

-Certo, mas antes eu tenho que te devolver uma coisa. -Thanatos tocou na testa de Nina, e uma luz envolveu a garota, fazendo-a desaparecer no ar. -Tomara que eu não tenha cometido um erro.

Sísifo andava desnorteado pelo campo de margaridas, o tempo só piorava a saudade que sentia de sua amada de cabelos prateados. Ele sentou-se no chão e arrancou uma flor, aspirando seu perfume. Era como se sentisse o toque de sua macia e aveludada pele, até que de fato alguém começou a acariciar seus cabelos.

-O que você está fazendo aqui, senhorita? Por que está vestida assim? -Sísifo perguntou perplexo ao ver que os longos cabelos cor de lavanda da jovem deusa agora prateados, e ela vestia as mesmas roupas que Nina usou na noite da fogueira.

-Qual o problema meu belo Sísifo? Eu não te agrado assim? -Sasha perguntou em tom lascivo, montando no colo do cavaleiro. -Não se faça de desentendido, sabe muito bem que eu sempre gostei de você.

-Mas senhorita Atena, e quanto ao seu marido? Não deveria estar de luto? -Sísifo perguntou nervoso, tentando se esquivar das investidas da deusa. -Eu não sei de nada, nunca lhe vi além de uma irmãzinha.

-Mas eu não. Eu sou mulher, sabe? E cheia de desejos, preciso de alguém como você, com energia de sobra para apagar o meu fogo. -A deusa acariciava lentamente a ereção do cavaleiro, que crescia gradativamente. -Se quiser pode me chamar de Nina, eu não me importo.

-Não senhorita Sasha, pare com isso, por favor. -Sísifo pediu já pediu perdendo a paciência, embora estivesse muito excitado. De fato, ela se parecia com sua amada, e se tornava cada vez mais difícil distinguir a fantasia da realidade. Sasha puxou seu queixo, beijando-o com volúpia. -Nina...

O cavaleiro arrancou a própria camisa e a saia de Sasha, revelando uma minúscula peça íntima. A deusa lambeu os lábios de animação ao ver o peitoral do sagitariano, que parecia ter sido esculpido em mármore. Sísifo era digno de ser chamado de “deus grego”, era tão belo e sensual. Quem não se apaixonaria por ele? O cheiro e o gosto de Sasha o enlouqueceu, como se estivesse enfeitiçado. Ele sabia que era errado, mas não conseguia se controlar, queria possui-la e seria naquele instante mesmo.

-Sísifo... -O sagitariano saiu do transe ao ouvir aquela voz tão familiar, mas não reconheceu a garota que estava na sua frente. -Como você pode?

-Quem é você? E como sabe meu nome? -O cavaleiro perguntou desconfiado, colocando-se em posição de defesa.

-Canalha, e eu achando que ainda existiria alguma esperança. Como eu fui idiota. -Respondeu a morena de olhos verdes, com os olhos cheios de lágrimas. -Eu amava você, e na primeira oportunidade se jogou nos braços de outro. Você nunca me amou de verdade, eu não passei de um brinquedo.

-Afinal garota, quem é você? Eu nunca te vi antes. -O cavaleiro perguntou irritadiço, até que a garota levantou a manga, revelando um acessório. -Nina?

-Qual o seu problema? Está tão difícil de me reconhecer? -A amazona perguntou irônica.

-Mas é que o seu cabelo... -O sagitariano começou a analisar melhor a morena e pode constatar que realmente aquela na sua frente era a garota por quem seu coração clamava dia pós dia. -Você está diferente morena, mas eu gosto, só te deixou ainda mais linda.

-Meu cabelo prateado era um selo que papai colocou em mim eu tinha onze anos. Eu sofri tanto por perder alguém especial que não conseguia controlar meu poder. E ele resolveu retira-lo antes que eu viesse te ver, mas que perda de tempo, né? Só nessa minha cabeça oca que você se fecharia, procuraria um jeito de me encontrar. -A amazona caiu de joelhos, soluçando descontrolada. -Adeus Sísifo.

-Nina, espere. -O sagitariano pegou na mão da morena. Os dois sentiram a corrente elétrica que percorriam por seus corpos, mas Nina ignorou. -Por favor, não me deixe de novo.

-Não tente me procurar, é tarde demais para nós dois. -A amazona soltou-se, desaparecendo na escuridão. O cavaleiro não sabia se o que aconteceu era real, ou apenas fruto de sua imaginação perturbada pela ausência da garota. Ao fundo Sasha ria de tudo, sentindo-se vitoriosa.

-Você será meu, Sísifo. Nem tente escapar. -A deusa murmurou com o olhar sombrio.



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