História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Exibições 4
Palavras 4.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Vamos nos conhecer melhor!


-Algum problema? –Nina perguntou a Sísifo, que ficou calado de repente. A amazona finalmente tinha terminado de colocar sua armadura de serpentário, e apesar de garota ser pequena e delicada, agora ela aparentava imponência e força, que dava até medo.

-Nada, é que você... Continua fofa mesmo vestindo a armadura de serpentário, que, aliás, é impressionante. –O sagitariano andava em círculos em volta de Cecyllia, analisando a armadura.

-Quanto exagero, é apenas uma armadura de ouro, igual às outras doze. –A garota de cabelos prateados comentou indiferente.

-Não, e você vai perceber quando se reunir com os demais cavaleiros de ouro. Ela transmite certa superioridade em relação às outras, é difícil explicar. –Sísifo tentava procurar as palavras certas, mas sem sucesso. Nina riu descontraída, mas ficou séria e pensativa ao reparar que o grego trajava sua armadura de sagitário. –Me desculpe, falei algo que a ofendeu?

-Não, não é nada disso, só é um pouco estranho ver um cavaleiro de sagitário cara a cara, depois de tanto tempo. –Nina comentou nostálgica, com um sorriso caído.

-Tudo bem se não quiser me dizer, mas você e esse tal Aiolos... Tinham algum tipo de relacionamento? –Sísifo indagou curioso, torcendo para que ela negasse.

-Bem, nós éramos... –Cecyllia não pode terminar sua resposta, pois Shion batera na porta novamente.

-Com licença, lamento interrompe-los, mas Sísifo, mestre Sage solicitou sua presença junto aos demais cavaleiros no salão do grande mestre. –Shion disse educadamente. Sísifo assentiu e deixou Nina sozinha, que estava um pouco nervosa. –Eh, senhorita Nina?

-Sim? –A amazona respondeu gentil.

-Podemos conversar depois dessa reunião? –O ariano pediu sério. Nina apenas concordou com a cabeça. –Ótimo, nos vemos daqui a pouco.

Apesar de os cavaleiros de ouro estarem devidamente organizados no salão do grande mestre, estavam bastante agitados e curiosos, e os burburinhos não paravam, principalmente Kardia e Manigold.

-Quando vão dizer o motivo de estarmos todos reunidos aqui? – Kardia perguntou entediado.

-Daqui a pouco, Sísifo foi buscar um serrote e volta já. –Regulus retrucou.

-E pra quê? –Questionou o escorpiano, confuso.

-Pra cortar essa sua língua peçonhenta e irritante. –Asmita respondeu aborrecido.

-Ei Aspros, soube que uma gatinha bem gostosa caiu de peitos na sua, isso procede? –Manigold perguntou pervertido.

-Foi sim, e daí? Tá com inveja? –O geminiano mais velho comentou irônico.

-Euzinho com inveja de um doido feito você? Fala sério. –O canceriano fez Aspros falar com sua mão, que soltou alguns palavrões.

-Liga não irmão, esse sujeitinho é o maior recalcado do santuário, porque a única garota que se interessa por ele é a destrambelhada da amazona de órion. –Provocou Defteros.

[email protected]%&*#. –O canceriano resmungou raivoso.

-Qual é sirizinho? Não aguenta uma brincadeirinha sequer? –Kardia perguntou maldoso.

-Olha quem falando: o caçador de virgens, que deve ser tão virjão quanto elas. –Dohko se meteu na conversa, fazendo os demais cair na gargalhada, inclusive Degel. Eles continuaram discutindo por mais alguns minutos, até serem interrompidos por mestre Sage e a deusa Atena.

-Digníssimos senhores, estamos no templo do Atena, não no bar da dona Fulésia, então, por favor, poderiam se comportar adequadamente? –Repreendeu o velho muviano. –A senhorita Atena quer tomar a palavra.

Rapidamente todos se organizaram em duas filas, formando um corredor. A essa altura Shion e Sísifo já haviam se unido aos demais, aguardando o pronunciamento da deusa.

-Olá meus queridos cavaleiros, os convoquei com tanta urgência, pois tenho uma noticia muito séria. Minha sucessora enviou do futuro três de suas guerreiras para uma missão muito importante: destruir a espada de Hades e levar dez amazonas para lutar ao seu lado, incluindo a amazona de cobra, que se encontra prisioneira. –Sasha disse séria, gerando diversas reações em seus dourados.

-Mas que história absurda, e se essas garotas são servas de Hades que se infiltraram no santuário? – Questionou Albafica.

-Eu vi as garotas, e elas parecem ser inofensivas. –Defendeu Defteros.

-As aparências enganam, vejam o Regulus, por exemplo. –Manigold comentou irônico.

-E onde elas estão? –Perguntou Degel, com sua expressão fria e indecifrável.

-Aqui. –Rin e Ren responderam em coro, saindo de trás de mestre Sage. Os cavaleiros de gêmeos ficaram estáticos olhando para as duas, pois não tinham reparado em sua beleza. Os longos cabelos roxos contrastavam com seus olhos dourados.

Apesar das dúvidas e curiosidades, todos os cavaleiros ficaram em silêncio, observando a movimentação das gêmeas.

-Sou Rin Matsumoto, a amazona de coruja do século XXI, é um prazer conhece-los. –A gêmea mais velha se apresentou formalmente.

-Sua vez, Ren. –Encorajou Sasha. A gêmea mais nova caminhou lentamente, até ficar mais próxima dos cavaleiros de ouro, tremendo de timidez.

-E-eu s-sou Ren, amazona de lira. –A gêmea mais nova disse trêmula, correndo para trás de Rin. Defteros sorriu feito bobo, achando a arroxeada fofa.

-É um prazer conhece-las, senhoritas Matsumoto. –Asmita cumprimentou as duas. –Apesar de minhas limitações, posso ver duas são sinceras, então contem com meu apoio. –O cavaleiro respondeu com um pequeno sorriso. As gêmeas se olharam sem entender o que o virginiano dizia.

-Elas são bem bonitinhas. –Regulus cochichou para Manigold, que babava por Rin.

-Especialmente a peituda, que gostosa! –O canceriano comentou lascivamente. Aspros ouviu e o fuzilou com o olhar.

-Com licença senhoritas, vocês podem nos contar mais sobre o santuário no futuro? – Dohko perguntou curioso.

-Claro. –Rin respondeu simpática. Ela narrou todas as guerras até Hades, e explicou sobre o futuro ataque de Ares, que estava aliado com mais dois deuses, deixando todos alarmados.

-Uma guerra contra Ares? Isso é terrível, ele vai transformar a terra num mar de sangue. –Shion comentou preocupado.

-E esse tal de Saga, a Atena de vocês acha que é confiável ressuscita-lo? E se ele surtar novamente e tentar tomar o controle do santuário? Ou pior, e se ele se aliar a Ares? – Questionou Kardia.

-Nossa Atena, a senhorita Saori Kido, acha que ele é um guerreiro muito poderoso e honrado, e ele se redimiu de seus pecados. Todos merecem uma nova chance. –Rin disse séria, defendendo o geminiano.

-E quem são os outros dois deuses, aliados de Ares? Eles já atacaram ou anunciaram algum ataque? –Perguntou Sísifo.

-Ainda não, tudo o que temos é uma carta escrita com sangue, do próprio Ares, anunciando a nova guerra santa. –Ren respondeu escondendo o rosto entre uma mecha de cabelo.

-Esperem um pouco, sei que o assunto é de extrema importância, mas vocês não estão em três? Onde está a terceira amazona? –El Cid perguntou sério e cortante. Sasha ia responder ao capricorniano, mas nem teve tempo.

-Não sabia que estava tão ansioso para me conhecer, cavaleiro de capricórnio. –Nina adentrou o salão trajando sua armadura de serpentário, causando um choque nos demais cavaleiros de ouro. A garota andava com passos firmes e decididos, sem hesitar. Os dourados a olhavam com curiosidade, pois o elmo impedia que vissem seu rosto. Ela andou calmamente pelo corredor humano, até chegar ao lado de Sage e Sasha, se posicionando ao lado da deusa.

-Quero que conheçam Cecyllia, a amazona de serpentário do século XXI. –Sasha apresentou Nina, que fez uma pequena reverência para a deusa e os cavaleiros, sem dizer uma palavra. Shion e Sísifo a observavam seriamente, enquanto Kardia teve um ataque de risos.

-Isso é piada, né? –Kardia comentou debochado, rindo de Nina. –Quer dizer então que essa nanica é a sucessora do lendário Odisseu, um cavaleiro cujo poder se equipara ao de um deus? Essa menina parece mais uma bonequinha de porcelana enfeitada com uma armadura.

-Como cavaleiro de escorpião, você não deveria subestimar o poder de um oponente, Kardia. –Advertiu Asmita.

-Concordo com Asmita. –Degel normalmente. –Desculpe minha curiosidade, mas senhorita Cecyllia, é verdade que você pode executar qualquer golpe dos cavaleiros de ouro?

-Sei sim, gostaria que eu demonstrasse algum? Pode pedir. –Cecyllia respondeu gentil.

-Que tal a minha “agulha escarlate”? –Sugeriu Kardia.

-Por mim, tudo bem. O senhor está de acordo, Degel de aquário? –Perguntou a dourada. O aquariano assentiu. –Então lá vai.

-Restrição! –Os cavaleiros olhavam abismados as ondas de cosmo que saíam dos olhos de Cecyllia, sem dar a Kardia a oportunidade de se defender. O escorpiano apenas conseguia ranger os dentes, com raiva da garota.

-Uau, a nanica é forte mesmo. –Assoviou Manigold.

-Que raio de técnica é essa? –Regulus perguntou curioso.

-Pertence ao cavaleiro de escorpião do futuro, Milo. Ele se parece bastante com esse aí, só que é mais bonito. –Rin respondeu debochada, apontando com desdém para Kardia, que ficava cada vez mais irritado.

-E como é o cavaleiro de leão do futuro? –O leão estava muito empolgado e queria saber mais.

-Ele é um homem nobre e dono de um coração grandioso, seu nome é Aiolia e é como se fosse um irmão para mim. –Cecyllia respondeu nostálgica, lembrando-se do leonino. –Aiolia passou por tempos muito difíceis no santuário, sendo perseguido por ser considerado o “irmão do traidor”.

-Como assim? –Sísifo teve uma sensação ao ouvir as palavras da amazona de serpentário, como se elas carregassem uma pesada e dolorosa mágoa.

-Isso é assunto para outra ocasião. Meninas, vocês devem estar cansadas, podem ficar no meu templo o tempo que precisarem. E quanto a vocês, cavaleiros de ouro, podem retornar a suas casas. –Sasha disse gentil, mas antes que os cavaleiros pudessem sair, Nina se pronunciou.

-Senhorita Atena, posso fazer um pedido? –A amazona perguntou receosa, mas Sasha assentiu. –Podemos reunir todos hoje à noite, a beira de uma fogueira? Com exceção da amazona de cobra, sei que as demais estão aqui.

-Claro, é uma boa ideia. Cavaleiros, por favor, chamem as amazonas de cães de caça, sagita, cérbero, vampiro, lagarto, águia, grou, pavão e órion. Peçam que elas estejam na arena hoje à noite, e vocês também. Quem não for ficará preso no Cabo Sunión por sete meses. –A deusa ordenou. Os dourados assentiram e foram atrás das garotas.

-Cavaleiros de virgem e escorpião, esperem. Quero conversar com vocês antes. –Nina pediu sem jeito. Asmita e Kardia se olharam sem entender.

                 ***Templo de Atena, tempo presente. ***

Aiolos estava sentado em frente à casa de sagitário, fitando o céu azul. Atena finalmente havia terminado de ressuscitar todos os cavaleiros de ouro, mas caíra em um sono profundo, devido a exaustão que tal tarefa ocasionou. 

-O que foi Aiolos? Nunca te vi tão preocupado. –Mu apareceu de repente, assustando o sagitariano. –Desculpe.

-Não foi culpa sua, é que eu não consigo evitar, queria saber como a Lya está. –Aiolos comentou pensativo, enquanto segurava um centauro de pelúcia.

-Ela vai se sair bem, Cecyllia têm treinado arduamente por todos esses anos, as chances dela falhar são mínimas. Além disso, mais dois dias e ela estará de volta. Por que não vai treinar um pouco para se distrair? –Sugeriu o ariano. Aiolos concordou e os dois foram para a arena, mas antes o sagitariano guardou o artefato em sua casa.

Chegando lá os dois se encontraram com Camus e Milo, que estavam fazendo tiro ao alvo com o cosmo. Aiolos não resistiu e deu uma flechada na bunda de Milo, que berrou indignado.

-Qual é Aiolos, ficou maluco? –Milo gritava, enquanto passava a mão no traseiro. Ele retirou a flecha e jogou de volta para sagitariano, que desviou.

-O que foi Milinho, perdeu o jeito? Seus reflexos estão muito lentos para um cavaleiro de ouro. – Aiolos comentou bem humorado, dando uma olhada cúmplice para Camus, que riu discretamente.

-Camus seu traíra, eu não acredito que você falou pro Aiolos o que disse eu disse sobre a amazona gostosa, só por causa disso eu vou arrancar um beijo dela, quando voltar da missão. –Milo olhou maldoso para o sagitariano, que fechou.

-Não se atreva a tocar em um único fio de cabelo da Lya, senão eu te mato. –Aiolos cerrou os punhos, preparando para atacar o escorpiano.

-Cai dentro mano, acha que eu vou ter medo de um pangaré como você, que se amarra em cair num precipício? Você é uma piada. –Milo ria irônico, deixando Aiolos mais irritado.

-Ora seu... –Aiolos desferiu um soco na cara de Milo, que hora revidou. Os dois começaram a lutar vorazmente.

-Camus, não acha que deveríamos interferir? –Mu perguntou apreensivo.

-Que nada, deixa esses dois, eles que se matem. - O aquariano respondeu indiferente, retornando para sua casa.

Aiolos e Milo continuaram rolando pela arena, até serem separados por Aiolia e Dohko. O sagitariano estava com pequenos hematomas e arranhões, enquanto jorrava sangue da boca de Milo, que lambia os lábios, com uma expressão sádica.

-Mas que diabos, o que deu em vocês dois? Por que estão brigando feito dois moleques de rua, em vez de treinar a sério? –Dohko perguntou zangado.

-Para o meu irmão ficar bravo desse jeito, só pode ter sido uma única coisa: Nina. Estou certo? –Aiolia perguntou entediado, segurando o irmão pelos ombros.

-Foi sim, Milo chamou a Nina de gostosa e disse que ia beija-la quando retornasse, Aiolos ficou bravo e o resto vocês já sabem. –Mu normalmente.

-Francamente Milo, mal retornou à vida e já está arranjando confusão? Quando você vai criar juízo e agir como um homem maduro? –Dohko disse irritado.

-Eu não falei nada demais, não tenho culpa se o quatro patas aí fica nervosinho quando falam da namoradinha dele, se é ela que ela ainda vai te querer quando voltar. –Milo continuava provocando Aiolos, que rangia os dentes, mas Aiolia ainda o segurava.

-Já chega vocês dois, retornem para suas casas e não saiam pelos próximos dois dias, Atena não está em condições de ressuscitar ninguém tão cedo. Andem logo! –Shion apareceu do nada, gritando com os dois. Os cavaleiros assentiram e sumiram num piscar de olhos.

-Diga-me velho amigo, será que algum dia esses garotos vão parar de me dar dor de cabeça? –Shion perguntou a Dohko, com uma expressão.

-Como você mesmo disse Shion, são garotos, e não seja tão duro com eles, pois nós também já fomos assim. Lembra-se de como demos trabalho ao mestre Sage? –Dohko perguntou divertido, fazendo o velho ariano rir.

-Mestre Shion agindo como um moleque indisciplinado? É quase impossível imaginar. –Mu riu.

-Isso mesmo, Shion fora muito rebelde um sua juventude, o mestre dele, o senhor Hakurei, teve muito trabalho até que ele se tornasse um cavaleiro de ouro sério responsável. Por pouco ele não virou oferenda pra Poseidon. –Dohko ria debochado do amigo, que fez cara feia.

-E vocês, não têm mais o que fazer? Chispem já daqui! –Shion gritou aborrecido, retornando para seu escritório. –“Acho que estou velho demais para isso”. –Pensou desanimado.

                              ***Retornando ao Século XVIII***

Branca, Maya e Kaquiyu estavam com as orelhas coladas na porta do salão do grande mestre, tentando ouvir a conversa.

-Não era melhor a gente ter peço pra Lily acompanhar a gente? Ela poderia ouvir tudo o que estão dizendo, através da telepatia. –Resmungou Maya.

-Ela nunca toparia uma coisa dessas, é muito medrosa. –Retrucou Kaquiyu. –Não consigo entender nada, é como se estivessem se comunicando pelo cosmo.

-Por isso que a Lily deveria estar aqui. –Treplicou a amazona de cérbero.

-Shiu, vocês duas! Acabei de ouvir algo: parece que vão queimar treze garotas na fogueira hoje, como uma espécie de sacrifício, e todas tem que ser virgens. –Branca disse batendo o indicador nos lábios, distraída. –Sorte da Luka.

-O quê? –Maya e Kaquiyu se olharam, incrédulas. Branca voltou a tentar a conversa, sem dar atenção às duas.

-Branca, você está mais doida que de costume, Atena jamais permitiria uma barbaridade dessas. –Maya disse aborrecida, fazendo careta para a amazona de órion, que de repente fez uma cara de pânico.

-Atena ordenou que os cavaleiros de ouro nos caçassem. Socorro, salve-se quem puder! –Branca tentou correr, mas tropeçou e caiu em cima de Maya e Kaquiyu. Em seguida as portas do salão foram abertas. Albafica, Degel e El Cid olhavam para as três severamente.

-O que pensam que estão fazendo? –Albafica estava com a voz um pouco mais alta que o normal.

-Kaquiyu, que comportamento é esse? Estou decepcionado. –Degel passava a mão pelo próprio rosto, em sinal de aborrecimento. El Cid apenas olhava para as amazonas com seu olhar sério e cortante.

-Desculpe-nos senhor Degel, mas é que ficamos curiosas com toda a movimentação nas doze casas, e queríamos saber o que estava havendo. É verdade que vão sacrificar treze virgens hoje à noite? –Maya perguntou assustada.

-Mas é claro que não, de onde tiraram uma ideia absurda dessa? –El Cid perguntou perplexo.

-Foi ela. –Maya e Kaquiyu apontaram pra Branca, que corou.

-Garota, você precisa lavar as orelhas urgentemente. Hoje á noite haverá uma reunião na arena, vamos acender uma fogueira. Vocês todas devem comparecer. –Degel normalmente.

-Uma festa? –As três perguntaram em coro.

-Mais ou menos isso. –El Cid respondeu, retornando para capricórnio. As amazonas começaram a pular e a festejar de alegria, sendo repreendidas por Albafica.

-Agora que já foram avisadas, saiam já daqui antes que o mestre a veja. –O pisciano disse sério, retornando para peixes. As três assentiram e saíram correndo, animadas com a notícia.

Ao chegar em peixes, Albafica se deparou com Natsuhi perambulando por seu jardim, ela tinha uma rosa de cor amarela nas mãos.

-Quantas vezes eu já te disse pra não ficar aqui quando eu não estiver em casa? É tão difícil assim de entender? –Albafica a repreendeu, mal humorado.

-Epa, qual a razão pra todo esse azedume? Acabou o hidratante? –Natsuhi adorava provocar o pisciano, que na maioria das vezes respondia irritado.

-Um dia toda essa sua insolência vai te custar caro. –Albafica já um pouco mais calmo.

-Desde que me custe os seus beijos, está tudo bem. – A amazona de pavão se aproximou lentamente do cavaleiro de peixes, beijando-lhe as têmporas. –Mais calmo agora?

-Talvez. –Albafica pressionou Natsuhi contra a parede, beijando-a com vontade. –Me desculpe, mas é que a presença dessas meninas me deixa receoso, ainda não sei se posso confiar nelas.

-Que meninas? –Nat arqueou uma sobrancelha, enciumada.

-Irá conhecê-las essa noite, Atena pediu para que vá até a arena, vão acender uma fogueira, tipo uma festa. Me acompanha? –Albafica perguntou um pouco mais gentil, fazendo a amazona se derreter.

-Claro, adoraria. –Nat puxava as longas madeixas azuis de Albafica, fazendo o cavaleiro gemer.

                       ***Covil de Ares-Tempo presente***

-Ziri, tem alguma notícia de meus filhos? –Perguntou o deus da guerra a um de seus comandantes.

-Ainda não meu senhor, sabe como são Deimos e Phobos, agem como, quando e onde querem. Provavelmente só darão notícias quando tiverem a cabeça dela em mãos. –Respondeu o berseker.

-Assim espero, se eles falharem, servirão de exemplo para meu exército, que Ares não permite falhas, nem mesmo de seus filhos. –O deus respondeu cruel, dando uma gargalhada bizarra.

-Com licença lorde Ares, mas acaba de chegar um mensageiro de Seth. Posso permitir a entrada dele? –Perguntou uma mulher trajando uma armadura negra com detalhes em lilás, que possuía cabelos curtos e rosados, e olhos azuis profundos e frios, como gelo.

-Está bem Trissa, pode deixa-lo entrar. –Ordenou Ares. As portas se abriram e o mensageiro entrou. Ele trajava uma armadura azul escuro com detalhes em dourado, e o elmo cobria até os olhos.

-Olá senhor Ares, deus da guerra. Sou Khanel de Escaravelho, general do exército de lorde Seth, o supremo deus do Egito. Ele manda seus cumprimentos, e esse presente, em resposta a vossa proposta de aliança. –O cavaleiro entregou um pequeno baú dourado, ornado com os mais variados tipos de pedras preciosas, repleto de hieróglifos.

-Ziri, pegue-a para mim. –Ordenou o deus grego. O general pegou o artefato imediatamente, entregando-o a Ares, que abriu, ficando surpreso com o conteúdo.

-Mas essa é a adaga dourada, que diversos homens utilizaram para tentar matar Atena. Onde foi que a conseguiram? –Ares indagou curioso.

-Durante a batalha de Atena contra Hades, um espectro infiltrado no santuário roubou o artefato, e o ofereceu para lorde Seth, em sinal de sua lealdade, mas foi morto por ser considerado um covarde. –Khanel respondeu indiferente.

-Está bem. Khanel de Escaravelho, diga ao seu mestre que o aguardo no palácio da guerra em breve, assim que nossa última aliada disser sua resposta. Leve isto como sinal de meu agradecimento. –Ares entregou ao cavaleiro uma garrafa ornada com grego antigo, que continua uma fumaça púrpura. –Diga que ele só deve abrir quando se sentir em real perigo.

Khanel agradeceu e se retirou, sumindo num passe de mágica. Ares se levantou de seu trono e foi jogar xadrez com Greyfia, uma de suas muitas amantes.

-Algo o incomoda meu senhor? –Perguntou a mulher, de maneira sedutora e sorrateira.

 -Não, apenas continue a jogar. –Ares ordenou friamente, fazendo Greyfia se ressentir, mas se manteve calada, por medo.

-“Maldita Atena...” - Pensou.

                           ***Retornando ao Século XVIII***

Nina estava em frente à Asmita e Kardia, que olhavam com desconfiança para ela. A amazona pegou seu cajado e colocou em frente aos olhos do virginiano, mantendo-o assim por alguns segundos.

-Abra seus olhos. – Nina disse gentilmente, e Asmita pode enxerga-la. Todos ficaram surpresos, especialmente o próprio Asmita.

-Mas como isso é possível? –Questionou o cavaleiro de virgem.

-De acordo com os registros mitológicos, uma das habilidades de Odisseu era a cura de doenças. Nunca havia tentado por medo, mas resolvi arriscar. –A amazona respondeu um pouco envergonhada. –Posso tentar em você, Kardia?

-Demorou. –O escorpiano respondeu empolgado, abrindo os braços. Cecyllia posicionou o cetro bem no coração de Kardia, ficando assim por alguns segundos.

-Agora tente usar a “agulha incandescente”. –Ordenou Sage, mas o cavaleiro ficou receoso. –Pode me atacar, estou pronto.

-Espere mestre Sage, não acha que é um pouco arriscado? E se ela não conseguiu curar Kardia? Permita-me que eu seja usado de teste. –Sísifo pediu sério, deixando Nina apreensiva.

-Deixe de tolices Sísifo, eu aguento. Vamos lá Kardia, me ataque! –O velho lemuriano ordenou novamente, e dessa vez o escorpiano assentiu. Nina o curou com sucesso de sua febre.

-Caramba senhorita Cecyllia, você é mesmo uma deusa. –Kardia rodopiava a amazona no ar, que ficou bastante envergonhada. Enciumado com a cena, Sísifo tirou a amazona dos braços do escorpiano, que riu malicioso.

Cecyllia foi até Sage, que estava bem, apesar de algumas escoriações e um corte no braço. Ela usou o cetro novamente, curando os ferimentos do velho mestre. Sísifo a observava admirado, o que Sasha percebeu.

-Tome cuidado Sísifo, sabe que não deve ama-la. –Advertiu Sasha, em tom de sussurro. O sagitariano apenas suspirou.

-De forma alguma senhorita, eu estou apenas surpreso com o poder dela, é uma amazona incrível. –O cavaleiro respondeu, disfarçando. –“Como se eu pudesse escolher...”- Pensou.

Já era meio da tarde quando todas as amazonas foram informadas sobre a reunião com Atena e os dourados. Elas estavam muito curiosas para conhecer as tais amazonas do futuro. Como não havia festas com frequência no santuário, todas se reuniram na casa de Luka, pois queriam estar bonitas aos olhos dos cavaleiros de ouro.

-Ai Lily, você está me machucando. –Luka reclamou, enquanto a amazona de caça lhe arrumava os cabelos.

-A culpa não é minha se você não cuida dos seus cabelos, que mais parecem uma vassoura de piaçaba. –Lily respondeu irônica, pois andava irritada com a ruiva. As demais caíram na gargalhada.

-Você me paga sua santinha do pau oco, vou me esfregar no Kardia a noite inteira. – A amazona de águia disse sombria. Por dentro Lily estava fula, mas fingiu indiferença.

-Melhor para mim, assim peço ao senhor Shion que me faça companhia. –A amazona de cães de caça respondeu timidamente, deixando Luka mais brava ainda. Elas estavam prontas pra iniciar um bate boca, quando Ash interrompeu.

-Desse jeito vamos chegar amanhã na festa. –A amazona de lagarto disse normalmente, tomando o lugar de Lily. –Tem razão, a juba da Luka tá precisando de uma hidratação urgente.

-Viollet, você pode me ajudar com a maquiagem? –Aisha pediu animada. –Quero ficar bem bonita para o meu filhotinho.

-O amor é lindo. –Suspirou Branca.

-E você e o Manigold, como vão? – Kaquiyu perguntou para a amazona de órion, enquanto escolhia os sapatos.

-Manigold é um cara legal, mas às vezes eu tenho um pouco de medo. Ele vive me convidando para ir até ao quarto escuro deles, dizendo que vai me fazer ver espíritos de todas as cores. –Branca comentou ingênua.

-Sabe de nada, inocente. –Luka riu, pensando na ingenuidade de Branca. –Se toca menina, ele quer é ver teu corpo nu.

-Por quê? –Branca perguntou sem entender.

-Porra pandinha, essa até eu sei, ele quer fazer sexo contigo. – Aisha comentou indignada. –Faz séculos que o sirizinho tá se jogando pra ti, e tu não percebeu ainda.

-Ai minha nossa, o que faço? –Branca perguntou desesperada.

-Deixa rolar. –Viollet normalmente, pensando em El Cid, queria que ele fosse mais receptivo, como a canceriano.

-Mudando de assunto, alguém viu a Nat? –Perguntou Ashley.

-Onde mais? Na casa de peixes, é óbvio. –Maya respondeu irônica, fazendo as outras rir. Ash apenas balançou a cabeça e terminou de arrumar o cabelo de Luka.

Na casa de áries estavam quase todos os cavaleiros reunidos, se preparando para descer até a arena. Shion já estava incomodado com a algazarra.

-Falta mais alguém? –Asgard perguntou educado.

-Sísifo e os gêmeos foram até o templo de Atena, estavam “preocupados” com a segurança das senhoritas. Tenma os acompanhou. –Kardia comentou irônico.

-E que riscos elas poderiam correr? –Questionou Asmita.

-Deixa de ser tapado, Asmita. –Manigold riu. –Eles estão com medo é dos cavaleiros que possam “chegar junto” das moças, passando a perna neles.

-Tipo você e o Kardia. –Dohko comentou debochado.

-Você é que não seria, é lerdo demais pra isso. –Retrucou Manigold.

-Quer apostar? –Desafiou o libriano.

-Feito. –Manigold e Dohko apertaram as mãos, seus olhares eram sérios e desafiadores.

-Uuuuuh. –Gritaram Regulus, Kardia e Shion, se divertindo com a situação.

-A aposta é o seguinte: quem não beijar alguém essa noite vai ter que usar um dos vestidos da senhorita Atena por um dia. Todos estão desafiados. Avisem Sísifo, Aspros, Defteros e Albafica. –Advertiu o libriano, pois havia uma regra no santuário que ninguém, nem mesmo Zeus poderia recusar a aposta de um cavaleiro de ouro.

-“Agora fedeu”. –Pensou Manigold.



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