História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 4
Palavras 4.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Pedras no sapato


-Mas que diabos esse imbecil tá fazendo aqui? –Viollet perguntou furiosa.

-Ora, ora, ora. O que temos aqui? Para quê tanta hostilidade comigo, filha de Eros? –O espectro perguntou debochado, provocando a amazona de vampiro. –Desse jeito vou achar que ainda guarda rancor de mim.

-Como assim Viollet, do que esse escroto está falando? –Ren perguntou sem entender nada.

-Não é nada, não deem ouvidos ao que esse projeto de espectro diz. –A amazona de vampiro quase cuspiu as palavras, olhando o espectro com nojo.

-Com licença. Escuta aqui seu saco de titica, saia da minha frente que eu estou com pressa, e não estou com paciência de lidar com um porcaria feito você. –Nina comentou com desdém, fazendo o espectro se enfurecer. Em milésimos de segundo ele levantou Nina pelo pescoço, erguendo-a a alguns centímetros do chão.

-Escuta aqui sua pirralha insolente, ninguém fala com Kagaho de Benu, a estrela celeste da violência, dessa forma e sai impune. Diga suas últimas palavras! –Disse Kagaho, espumando de raiva. Nina apenas ria.

-Tenho pena de você. –Nina concentrou certa quantidade de cosmo em uma das mãos, disparando pequenas ondas de choque, que dentro de poucos segundos transformaram a sapuris de Benu em pó.

Kagaho soltou Nina com certa brutalidade no chão, que não parava de rir. O espectro se recusava a acreditar que aquela garota tão pequena e delicada fora capaz de destruir sua sapuris com apenas uma mão. Viollet e as gêmeas observavam de longe, orgulhosas da prima. A amazona de vampiro se aproximou do espectro, que estava ajoelhado, e chutou seu abdômen. Kagaho gritou de dor e ódio, fazendo Viollet se divertir.

-Então, diga-me Kagaho, o que é você sem sua incrível sapuris de Benu? –Viollet perguntou debochada, pisando na cabeça do espectro. –Como imaginei.

-Pobre Kagaho, agora não passa de um caco, tio Hades deveria selecionar melhor seus espectros. Se você, cujo poder é comparado ao dos três juízes do inferno teve sua sapuris destruída com um só golpe da Nina-san, imagina o que nós podemos fazer com os demais espectros? –Rin perguntou rindo. Kagaho tentou atacar a amazona de coruja, mas foi golpeado por Nina, caindo no chão novamente.

-Não se atreva a tocar em um fio de cabelo das minhas primas, ou eu serei a menor de suas preocupações. –Nina estava de braços cruzados, olhando o espectro rastejando. –Quem é o verme agora?

-Piranha maldita, quem você pensa que é pra falar assim comigo? –Kagaho cuspiu sangue, acertando a face de Ren.

-Chega! Eu tô cansada de ver vocês brincando com esse panaca. Vamos mata-lo de uma vez! –Ren gritou furiosa, limpando o sangue de seu rosto. –Sinfonia mortal! –A gêmea mais nova desferiu um ataque em Kagaho. Ela começou a tocar sua lira, e as cordas se enroscaram no espectro, esmagando-o fortemente. Kagaho não tinha mais forças para gritar, apenas aguardando a morte busca-lo.

-O que está havendo aqui? –Hypnos apareceu do nada, assustando suas filhas.

-Papai? –Rin e Ren perguntaram ao mesmo tempo, assustadas.

-Quantas vezes eu disse que só devem matar em caso de extrema necessidade? Vocês são minhas filhas, coloquem os inimigos para dormir e mande-os para o mundo dos sonhos. Estou muito decepcionado. –O deus do sono suspirou, repreendendo as filhas, que ficaram confusas.

-Foi mal aí tio Hypnos, mas é que esse idiota estava nos atrasando. Ele tentou atacar a Viollet, então não tive outra escolha que não fosse destruir a sapuris dele, mas mesmo assim ele continuou, além de nos dizer diversas baixarias. –Explicou Nina, como se narrasse um dia comum.

-Não me importa que matem os espectros, os juízes, ou até mesmo Hades, mas, por favor, garotas, NÃO ESTRAGUEM O PALÁCIO FLUTUANTE, SUAS DELINQUENTES! –Thanatos berrou, fazendo Nina pular no colo de Viollet, que riu da amiga.

-Mas que droga papai, quer me matar de susto? –Nina gritou irritada, já em pé. –Como eu iria adivinhar que esse babaca seria uma pedra no meu sapato?

-Amazonas de Atena que são filhas de Thanatos e Hypnos, que merda é essa? –Kagaho questionou, se levantando com dificuldade. –Respondam seus deuses miseráveis, por acaso mudaram de lado e pretendem trair o senhor Hades?

-Moleque atrevido, acha mesmo que eu tenho a obrigação de te responder? –O deus da morte questionou aborrecido, suspendendo Kagaho no ar, que o olhava com nojo e desprezo.

-Quanta lealdade a um deus que não te dá a mínima. –Hypnos comentou com desdém. –Você nunca entenderia o que eu e meu irmão sentimos.

-Eu não quero mais ouvir as suas asneiras. Vou mata-los agora mesmo. –Kagaho disse com dificuldade, que conseguiu se livrar das mãos de Thanatos. –Explosão da coroa solar!

-Muralha de cristal! –Nina protegeu todos com sua técnica. –Não sei por que, mas eu amo executar as técnicas do cavaleiro de áries, me fazem lembrar do carneirão.

-Às vezes eu acho que você gosta mais do Shion do que de mim. –Thanatos se fez de ofendido.

-Deixa de ser dramático, ok papai? –Nina fez um facepalm. –Olha papai e tio Hypnos, o papo tá bom, mas é que estamos com pressa. Vocês podem cuidar desse boboca pra nós?

-Tá bom Nina, mas andem logo, e não quero mais ver uma gota de sangue maculando minha adorável residência. –Advertiu Hypnos. As garotas riram e saíram correndo, adentrando no castelo dos deuses gêmeos.

Enquanto isso no santuário...

-Elas estão demorando demais, acho que devíamos ir até lá. –Sísifo andava de lá pra cá, morrendo de preocupação. –Não aguento mais ficar aqui, preciso saber se a Nina está bem.

-Puta que pariu cara, você não sabe falar em outra coisa que não seja essa garota? –Kardia berrou indignado. –Mal conheceu a criatura e fica aí choramingando. Coloque-se no seu lugar, cavaleiro.

-Grosso! –Lily, Ashley, Kaquiyu e Natsuhi disseram em coro.

-Você não passa de um porco escroto mesmo. –Aisha comentou com asco.

-Concordo. –Branca e Maya responderam em coro.

-Cambada de putinhas ridículas, vocês é que me dão nojo. –O cavaleiro de escorpião cuspiu as palavras, olhando as amazonas com raiva. –E você, vadiazinha ruiva? Não vai me defender?

-E por que eu defenderia um saco de lixo como você? Tenho vergonha quando lembro que já te beijei. –Luka olhava com nojo para Kardia, que debochou.

-Ora essa, não me faça rir. Você adora qualquer coisa que tenha pênis, meretriz do santuário. Deveria cobrar pelos seus serviços. –O escorpiano mal teve tempo de terminar de falar quando foi golpeado pela amazona de águia. –Sua imbecil, eu vou te mostrar o que é um ataque de verdade.

-Então terá que lutar contra todas nós. –As amazonas de prata se puseram na frente de Luka, fazendo Kardia rir ainda mais.

-Bando de amazonas ridículas, vou acabar com vocês em um só golpe. –Kardia se preparava para atacar, quando foi interceptado por El Cid, Sísifo, Degel e Regulus.

-Não se atreva a tocar em só fio de cabelo delas, ou eu mato você. –Ameaçou o cavaleiro de leão.

-Mas até o pivete resolveu virar homem. Que patético. –O escorpiano respondeu entediado, deixando Regulus indignado. Mais uma vez o leonino avançou em direção a Kardia, que foi atingido com um potente chute no estomago, caindo de joelhos no chão.

-Seu babaca de merda, isso é pouco perto do que você realmente merecia. –Kaquiyu cuspiu na cara de Kardia, que apenas riu. Ashley, Luka e Aisha fizeram o mesmo.

Com a ajuda de Maya, Natsuhi e Kaquiyu, Branca cortou os cabelos de Kardia, que berrou furioso, enquanto os cavaleiros de ouro tiveram um ataque de risos.

-Suas desgraçadas, o que pensam que estão fazendo? –Bradou o escorpiano.

-Agora me diga, sem a sua bela cabeleira, quem é você na fila do pão? –Questionou Branca, irônica. Manigold e Aspros riam descontrolados, derramando algumas lágrimas.

-Sua putinha relaxada, eu vou botar um homem nesse teu corpo xexelento agora mesmo. –Kardia foi com tudo para cima da amazona de órion, mas o que ele não esperava era que um certo cavaleiro de câncer a protegesse.

-Hecatombe dos espíritos! –Manigold desferiu um ataque tão rápido, que Kardia nem teve tempo de se defender. –Nunca mais fale assim da Branca, pedaço de lixo.

-Até você, Manigold? – Kardia incrédulo. –Que vergonha, todos vocês se tornaram capachos dessas amazonas medíocres. Quero só ver o que vão fazer quando elas forem embora.

O clima era de tensão e apreensão, parecia que a guerra santa iria acontecer ali mesmo. As amazonas de prata olhavam apreensivas para os cavaleiros de ouro, temendo pelo pior.

-O que está havendo aqui? –Atena apareceu repentinamente, segurando o riso. –Kardia, por que está com esse corte medonho?

-Perdão senhorita, mas é tudo culpa minha. –Branca se entregou, envergonhada. –O Kardia é um homem mau, e merecia ser punido.

-O que ele fez? –Questionou Sasha.

-Ele disse coisas horríveis para as amazonas. –Comentou Sísifo.

-E ainda tentou ataca-las. –Acrescentou El Cid.

-Mas isso é muito grave. –Atena chocada. –Guardas, levem Kardia imediatamente para o Cabo Sunión, e deixem-no lá por três meses!

Kardia aceitou sua punição sem questionar, sendo levado pelos guardas de cabeça baixa. As amazonas comemoraram, e alguns cavaleiros de ouro também, já outros olhavam Kardia com uma expressão de decepção e vergonha, principalmente Degel.

-Que patético. –Yato comentou para Tenma, observando a cena de longe.

-Deprimente. –Respondeu o cavaleiro de Pégaso, olhando o céu azul e reluzente.

De volta ao palácio flutuante...

As amazonas corriam rumo ao castelo de Hades, mas certa dourada andava um pouco mais atrás, estranhamente distraída.

-Nina san, vamos logo! –Ren chamou, mas a garota de cabelos prateados não ouviu. –Ela tá meio estranha.

-Estamos com pressa Cecyllia, anda! –Reclamou Viollet.

A amazona de serpentário andava por entre os jardins do palácio flutuante despreocupadamente, admirando as rosas e gerânios vermelhos, esboçando um pequeno e tímido sorriso. Sua mente resgatou profundas e nostálgicas lembranças.

-NINAAAAAA! –Rin berrou tão alto que ecoou pelo castelo. Thanatos e Hypnos a reprovaram severamente pelo cosmo.

-O que foi? –A amazona de serpentário perguntou inocente.

-Nós é que perguntamos, por que está tão distraída? –Questionou Viollet.

-Bom, eu... Não sei explicar, mas é que... –Nina falava pausadamente, pensando longe. –Quero ver o Aiolos.

-Como é que é??? –Rin perguntou indignada. –Deu o maior amasso no Sísifo ontem e agora tá pensando no Aiolos, puta que pariu!

-Isso se chama consciência pesada. –Criticou Ren. –Eu disse pra você não incentivar a Nina san a agarrar o cavaleiro de sagitário.

-Olha quem falando, tava no maior amasso com o cavaleiro de gêmeos e ontem e agora vem pagar de santinha, menos Ren. –Rebateu Rin.

-Calem-se vocês duas, temos uma missão a cumprir! –Bradou Viollet. Todas assentiram e saíram correndo.

As amazonas corriam pelos corredores do palácio, quando estavam se aproximando da saída se depararam com uma cena um tanto quanto constrangedora: Pandora estava encostada em uma das paredes, recebendo carícias e beijos intensos de Radamanthys, um dos três juízes do inferno.

-Olha o que temos aqui: a representante de Hades fornicando com um dos três juízes do inferno, que belo exemplo vocês são! –Viollet disse irônica.

-E o que mais poderia se esperar da meretriz do submundo? Deve ser assim que ela recruta soldados para o exercito de Hades. –Nina da mesma forma, porém seu olhar era sombrio e diabólico, demonstrando um ódio extremo por Pandora.

-Bando de pirralhas atrevidas! Quem são vocês? E como conseguiram passar pelos deuses gêmeos e demais espectros? –Questionou Radamanthys, espumando de raiva.

-Não te interessa! –Rin e Ren responderam em coro.

-Ora suas amazonas malditas, vocês morrerão agora mesmo. –Pandora pegou seu tridente, preparando-se para atacar as quatro guerreiras, quando algo a fez recuar.

-O que foi vadia? Por que está com essa cara de jumenta assustada? –O olhar de Nina era diabólico e sinistro. Pandora não queria admitir, mas a amazona de serpentário lhe causava arrepios na espinha.

-Vai se arrepender de cada palavra que me disse, sua desgraçada insolente! – Pandora lançou o tridente em Nina, que o segurou sem maiores dificuldades.

-Ah, é mesmo? Você é tão patética quanto o deus a que serve. –Nina comentou entediada. –Meninas, vocês conseguem dar conta do bonequinho de porcelana aí?

-Bonequinho de porcelana? Como ousa me afrontar dessa maneira? –Radamanthys estava furioso, mas incapaz de se aproximar de Nina. –Sabe quem eu sou? Sou Radamanthys de Wyvern, um dos três juízes do inferno, da...

-Estrela celeste da monocelha! –Rin e Ren comentaram debochadas, deixando o espectro mais irado ainda.

-Não importa quem você é ou deixa de ser, estamos com pressa e você tem duas escolhas: ou nos deixa passar numa boa, ou terá uma morte lenta e dolorosa. –Viollet normalmente.

-Isso vai ser muito divertido. –Rin tinha um olhar sádico. –Que comecem os jogos!

-Sabe o que seria mais divertido? Se os garotos estivessem aqui. –Comentou Ren.

-Quem? –Viollet perguntou confusa.

-Seiya, Hyoga, Shiryu, Shun e Ikki. –Respondeu a amazona de lira.

-Tem razão. Primeiro o Seiya ia apanhar pra caramba, aí seria a vez do Hyoga e do Shiryu, depois o Shun, aí quando a coisa ficasse russa, eles chamariam o Ikki, que depois de tomar uma sova, nos chamaria. –Rin gargalhava imaginando a situação.

-Com certeza. –Comentou a amazona de vampiro. –Não consigo acreditar que aqueles garotos fazem uma falta enorme.

-É mesmo! – Rin e Ren comentaram em coro.

-As madames vão continuar tricotando, ou vamos lutar de uma vez? –Radamanthys perguntou impaciente. – Ondas do inferno!

-Fala sério, essa porcaria que você chama de “golpe”? Não sente vergonha em se intitular de juiz do inferno? –Rin perguntou irônica, fingindo frustração. A técnica não havia afetado Ren e Viollet, apenas causado um pequeno arranhão no rosto da amazona de coruja.

Aborrecido, Radamanthys foi com tudo para cima das três amazonas, que se esquivavam sem grandes dificuldades, mas estavam se cansando. Rin e Ren fizeram um ataque combinado, enquanto Viollet lançou um poderoso ataque pelas costas do espectro. Ele pegou a amazona de vampiro num momento de guarda baixa e a suspendeu pelo pescoço.

-Eu disse que vocês iam se arrepender de ter me provocado. –O olhar de Radamanthys era cruel e impiedoso. A amazona rangia os dentes de raiva, mas estava assustada. –Vocês é que terão uma morte lenta e dolorosa. –O espectro ria sádico enquanto apertava mais o pescoço da loira, que começou a gritar de desespero. De repente ele sentiu algo acertar sua cabeça, e ao olhar sua expressão mudou de sádica para pânico.

-Tem certeza disso, cara de monocelha? –Agora era Nina que tinha o olhar sádico e cruel. –Não se preocupe, muito em breve você vai se juntar a sua amada.

-P-Pandora, o que foi que fizeram com você, meu amor? NÃÃÃÃOOOOO! –O espectro acariciava a cabeça de Pandora, com o rosto molhado de tanto chorar, a alguns metros de distancia estava o corpo inerte. –Como você pode fazer isso com a minha princesa?

-Essa vadia teve apenas o que merecia, uma pena que eu não pude tortura-la da maneira que eu realmente gostaria, mas tudo bem. –A calma e frieza de Nina eram assustadoras. Num surto de raiva Radamanthys atacou Nina com toda a sua fúria, que foi facilmente derrotado.

-Poxa Nina, a gente queria se divertir um pouco com ele. –Resmungou Rin.

-A Nina san sempre tem que se exibir com seus poderes de amazona de serpentário e semideusa. – Ren da mesma forma.

-Mas semideusas todas nós somos, a diferença é que a Nina é uma amazona de ouro, e nós de prata. Além de ela carregar a maldição da profecia. –Viollet normalmente.

-Chega! Vamos salvar a Akira de uma vez e dar o fora daqui, estou de mau humor. – Nina saiu dando passos fortes e rápidos, irritada. –Mas que droga, nem vocês me deixam esquecer que meu destino está entrelaçado com o daquele cretino.

As outras três apenas suspiraram fundo e seguiram Nina, adentrando o castelo de Hades.

Retornando ao Santuário...

Albafica fazia alguns experimentos com suas rosas venenosas, estava tão concentrado que nem percebeu que Natsuhi estava fazendo um retrato seu. A amazona de pavão já havia feito o esboço do amado, e se preparava para pintar os cabelos, que eram de um azul esplêndido.

-Você está obcecado por isso, por que não aceita as coisas como são? –Questionou Natsuhi.

-Pra você falar é fácil, não teve sua vida condenada a viver isolada das pessoas, por medo de machuca-las. Não sabe como é difícil viver em meio às trevas, sempre sozinho. –Albafica respondeu revoltado. –Eu não tive outra escolha, meu mestre não me deu outra alternativa que não fosse o elo carmesim, custando sua própria vida. Por isso que escolhi não ter discípulos, esse sofrimento morrerá comigo.

-Me desculpe, não queria te aborrecer, prometo que vamos encontrar uma cura, confia em mim. –Natsuhi chegou por trás do pisciano, abraçando-o apertado. Ele se virou e puxou a amazona para um longo e intenso beijo, que soltava pequenos gemidos.

Albafica colocou a amazona de pavão sentada em sua mesa de experimentos, que entrelaçou as pernas na cintura do cavaleiro. Ela puxava os cabelos dele com vontade, que soltava leves gemidos. O pisciano começou a percorrer o corpo de Natsuhi com a língua, que dava pequenos risinhos de prazer, excitada.

-Esse local não é apropriado, tenho uma ideia melhor. –Albafica pegou Natsuhi no colo, levando-a para seu quarto.

O cavaleiro de peixes atirou a amazona de pavão em sua cama com cuidado, se posicionando sobre ela. Ele abaixou as alças de seu vestido delicadamente, mas com certa pressa. Natsuhi acariciava com amor os cabelos azuis do pisciano, sorrindo apaixonada. Depois de tirar seu vestido e deixa-la apenas de lingerie, ele se sentou na cama e colocou Natsuhi em seu colo, beijando-a com vontade. Apenas de roupas intimas, ambos começaram a passar as mãos em suas partes intimas, estimulando a excitação. A pele clara da amazona já possuía alguns hematomas, causados pelas mordidas do cavaleiro, que tinha verdadeiro fetiche nisso. Albafica deixou Natsuhi nua, vendou seus olhos e amarrou seus braços e pernas, que ficou completamente atordoada com a atitude do amado.

-Você vai ter uma deliciosa surpresa, minha bela dama. –Albafica sussurrou enigmático no ouvido de Natsuhi, que se arrepiou todinha.

-Mas posso esperar. –A amazona comentou num tom safado, fazendo o pisciano rir.

De joelhos em cima da cama, Natsuhi soltou um pequeno gritinho quando sentiu algo gelado cair em seus seios e umbigo, mas que logo se tornou uma sensação prazerosa quando a língua de Albafica percorreu esses lugares. Ele deitou a garota novamente, derramando sorte em sua intimidade. Natsuhi se continua e gemia mais e mais, implorando para Albafica a penetrasse logo. Quando ela estava atingindo o ápice, Albafica arrancou sua cueca e a penetrou com força e brutalidade, fazendo Natsuhi gritar cada vez mais alto. Eles repetiram o ato mais quatro vezes, até que ambos gozaram. Os dois se encolheram na grande e macia cama, se escondendo em meio aos macios e aconchegantes edredons e lençóis do cavaleiro.

-Eu adoro quando você solta a sua fera interior. –Natsuhi comentou maliciosa, arranhando de leve o peito do amado.

-É você que me provoca. –Albafica respondeu risonho, trazendo Natsuhi para perto de si, absorvendo o aroma de lavanda que vinha de seus cabelos.

Os dois adormeceram felizes e cansados, Albafica nunca se sentira tão feliz como agora, ao lado da amazona de pavão, mas ele sabia bem que essa felicidade estava com os dias contados.

No castelo de Hades...

Akira tentava bolar algum plano de fuga do castelo, mas a guarda ao redor de seu quarto era muito forte, mais até que o normal. Asmita mantinha-se calmo e paciente, concentrado em sua meditação. O que a filha de Hades mais amava no virginiano era sua calma e serenidade, que ela gostaria de ter um pouco para si. De repente ela ouviu um burburinho vindo de fora, e ficou bastante apreensiva ao notar que estava um estranho e incomum silêncio.

-“Tem muito errado lá fora.” – Pensou aflita. Instantes depois a porta de seu quarto fora derrubada com violência e rapidez, mas ficou feliz e aliviada ao ver que eram suas amigas, que tinham vindo resgata-la.

-Akira chan, que bom vê-la, estava tão preocupada! –Viollet abraçou a amazona de ofiúco apertado.

-Nina, Rin e Ren, como isso é possível? Por que raios estão nesta era? –Akira perguntou incrédula, não conseguia acreditar que suas amigas estavam ali, ainda mais para salva-la.

-A vadia mimada nos mandou buscar as amazonas que Ares deu um jeito de enviar para o passado, a fim de evitar que seja criado o esquadrão das caçadoras, além de termos que destruir a espada do seu estimado papaizinho, pra salvar o pangaré eunuco do Seiya. –Rin comentou irritada, pois tinha certa bronca de Saori.

-Entendo, o que houve com o saco de pancadas? –Questionou Akira.

-Na última guerra santa ele foi gravemente ferido, estando condenado a escuridão, caso a espada de Hades não seja destruída. –Respondeu Viollet.

-Nossa, que coisa horrível! Papai não se emenda mesmo, sempre arrumando confusão com os deuses. Eu sempre digo que se ele fosse um deus mais bondoso, generoso e de bom coração, seria provável que tio Zeus desse a Terra para ele proteger, mas não, ele fica dando ouvidos ao cabeça oca do tio Poseidon, aquele playboy mulherengo. –Akira suspirou desanimada, pois não era fácil ser a filha do deus do submundo.

-Ai amiga, sei bem como é, papai é outro esquentadinho de miolo mole, que fica sendo manipulado por Poseidon. Já perdi a conta de quantas vezes ele se meteu em confusão por causa daquele mexilhão podre. –Nina da mesma forma.

-Meninas, vamos ter tempo para conversar depois, mas agora precisamos dar o fora daqui. Nina, consegue nos tele transportar daqui? –Viollet perguntou impaciente.

-Consigo sim amiga, mas qual a razão para tanta pressa? Tudo isso é saudade do El Cid? –Nina perguntou debochada, fazendo a loira corar.

-Mas é claro, tanto quanto você está com saudades do Sísifo, sua Madalena arrependida. –Viollet rebateu a piada da amiga, que gaguejou.

-Sísifo, El Cid, o que foi que vocês aprontaram? –Akira perguntou curiosa. –O que foi que eu perdi durante minha ausência?

-Ah menina, se você soubesse da festa da noite passada, não acreditaria. Foi épica. –Rin comentou empolgada, se lembrando de tudo o que acontecera. Ela narrou o evento em detalhes, para matar a curiosidade de Akira. A amazona de cobra ficou boquiaberta quando as garotas falaram sobre a aposta dos cavaleiros, lançou um olhar ciumento para Asmita, que apenas riu.

-Vindo de quem veio não surpreende uma aposta dessas. Mas Asmita, você participou? Beijou alguma boca que não fosse a minha? –Akira fez um interrogatório com o amado, causando um ataque de risos nas demais amazonas.

-Mas é claro que não, até porque eu não fiquei na festa por muito tempo, já que seus amiguinhos me “sequestraram”. –Asmita respondeu irônico, deixando Akira surpresa, pois era atípico ele usar esse tom de voz.

-Acho bom mesmo, porque se eu descobrir que você se engraçou com alguma amazona... –Akira ameaçou enciumada, mas logo se acalmou, porque Asmita a abraçou com carinho, beijando-a afetuosamente.

-Deixem o romance para quando voltarmos ao santuário, agora temos que sair daqui, vamos logo! –Viollet impaciente. Nina tele transportou a todos, que em menos de cinco segundos estavam no salão de Atena. Sasha suspirou aliviada quando viu os seis sãos e salvos.

-Meninas, que bom que estão de volta, fico feliz por Akira e Asmita estarem bem. –Sasha disse gentil, com seu olhar amoroso e preocupado, como sempre.

-Sim senhorita, era o mínimo que poderíamos fazer. –Viollet disse educadamente, fazendo uma pequena reverência.

-Só uma pena que não conseguimos alcançar Hades e destruir sua espada, assim poderíamos ir embora logo. –Resmungou Rin.

-Acalme-se Rin, sinto que logo a oportunidade vai surgir. –Ren colocou a mão sobre o ombro da gêmea mais velha, confortando-a, o que não deu muito certo.

-É impressão minha ou há uma certa inquietação no santuário? –Questionou Nina. –Onde estão os cavaleiros de ouro e mestre Sage?

-Não é impressão sua, o santuário foi invadido e os cavaleiros estão lutando em frente à casa de áries. Os inimigos dessa vez são tão poderosos que todos os cavaleiros de ouro tiveram que ir lutar contra eles, por isso você deve ir se juntar à eles, Asmita. –Sasha comentou preocupada.

-Imediatamente senhorita. –Asmita sério, em seguida desaparecendo no ar.

-São soldados de meu pai? –Akira perguntou apreensiva.

-Não, mas de seu avô. –Sasha disse séria, apontando para Viollet. –Creio que eles estejam atrás de Nina.

-Vamos meninas, precisamos acabar com eles, antes que causam mais medo e terror. –Nina disse séria, correndo em direção ás dozes casas. Rin, Ren, Viollet e Akira a seguiram. –Garotas, convoquem as demais amazonas, essa vai ser prévia da batalha que está por vir.

Reunidas, todas as amazonas desceram até aries, horrorizadas com a cena que viram. Todos os cavaleiros de ouro estavam caídos no chão, desacordados, até mesmo Asmita que chegara havia poucos. Elas olhavam apavoradas para os inimigos, que possuíam um poder tão terrível e mortal, diferente de qualquer outro que já tivessem enfrentado. Uma nuvem de pânico, medo e insegurança pairava no ar, e uma batalha traiçoeira e impiedosa estava para começar, onde a esperança era uma ilusão.



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