História No caminho para nós dois - Interativa - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 3
Palavras 3.916
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - A ameaça continua


Haviam se passado dez dias desde o ataque de Deimos e Phobos ao santuário, e todos curtiam um clima de paz e tranquilidade, especialmente nossos dourados e douradas, que pareciam estar vivendo no paraíso. Todos aproveitaram o dia ensolarado e foram passear por Rodório, em pares, é claro. Natsuhi era toda cuidados com Albafica, que morria de vergonha com a atenção exagerada que a ruiva lhe dava.

-Olha Nat, eu já estou bem. Não precisa ficar agindo como se fosse a minha mãe ou minha babá. –Albafica disse incomodado, empurrando Natsuhi para um pouco mais distante.

-Você diz isso agora, mas ontem á noite gostou muito da atenção que eu te dei, não é mesmo? –Natsuhi disse maliciosa, fitando o rosto de Albafica, que logo ficou um pimentão de vergonha.

-Xiu, fala baixo! Eu não quero que as pessoas escutem isso. –O pisciano disse irritado, colocando a mão na boca da ruiva. –Tá bom, eu gostei sim e se vai te deixar mais feliz, pode continuar me tratando feito bebê.

-Ótimo! –Natsuhi sorriu vitoriosa. –Está ouvindo isso? Tem alguém dançando tango aqui por perto, vamos lá ver.

Albafica foi arrastado pela garota, sem poder protestar. Ele suspirou desanimado, mas em seguida sorriu, pois no fundo gostava do meio maluco de Nat.

Parecia que Luka finalmente estava se entendo com Shion. O ariano e a escorpiana andavam por uma ruela, até que ele decidiu entrar em uma pequena doceria que se localizava no fim do trajeto. Luka sentiu sua boca salivar sem parar quando uma velha senhora picando morangos e abacaxis.

-Olá, bom dia dona Kodori, tem fondue? –Shion perguntou simpático.

-Shion, faz tempo que você não aparece por aqui. –Respondeu a senhora. –Tenho sim, e acabei de picar algumas frutas. Vocês querem provar?

-Sim, por favor. –O ariano disse sorridente, fazendo Luka se derreter, embora não admitisse. Cinco minutos depois a senhora Kodori retornou com uma bandeja contendo o fondue, além de três cumbucas contento, abacaxi, morangos e bananas. Luka torceu o nariz para a última fruta.

-Muito bonita a sua namorada, Shion. Devia trazê-la mais vezes aqui. –Kodori riu, dando uma piscadinha para o ariano, que ficou sem reação. Em seguida ela os deixou a sós.

-Quer dizer então que fui promovida a namorada, é? –Luka riu, vendo Shion se enrolar ainda mais com as palavras. –Tudo bem, não precisamos oficializar nada, está bom do jeito que está.

-Você não existe, ruivinha selvagem. –Shion brincou, arrancando risos da escorpiana.

-E como eu sou muito legal e facilitei a sua vida, você vai comer toda a banana, porque eu odeio. –Luka sorriu maldosa. Shion levou numa boa.

Branca e Manigold aproveitaram o dia para ficar na casa de câncer, só curtindo alguns momentos de preguiça e outras coisinhas mais. (N/A: Aquela carinha.). Eles estavam deitados na cama, observando o teto do quarto como se fosse um céu azul e estrelado.

-Sabe Manigold... –Branca falava pausadamente.

-O que foi minha pequena? –Manigold perguntou calmo, acariciando os cabelos da morena. –Tem algo te preocupando?

-Não é nada de mais, só estou um pouco ansiosa com a partida para o presente. Me assusta um pouco essa guerra contra Ares, que estamos prestes a enfrentar. – Branca disse com os olhos arregalados, enquanto se espreguiçava nos braços do canceriano.

-Calma minha pequena menina, tudo vai ficar bem. –Manigold disse calmamente, depositando um beijo na testa de Branca, que soltou um pequeno gemido. –Vocês já provaram que são amazonas poderosíssimas e com certeza vão dar conta do deus da guerra facilmente. Além disso, se você correr perigo, não importa onde esteja, eu vou te salvar.

-Ah Manibobo, eu não quero ir embora. –Branca resmungou, escondendo o rosto no peito do canceriano.

-Nem eu. –Manigold suspirou triste, nunca imaginou que pudesse ter sentimentos por alguém como tinha por ela.

Ashley, Aisha e Maya resolveram fazer um programa em grupo, arrastando Asgard, Regulos e Dohko para fora do santuário, que as seguiram  de caras amarradas. Elas entravam e saiam das lojas com várias sacolas, já que não havia muitas opções de locais para fazerem compras.

-Tem certeza de que precisa de tanta coisa? Onde vai usar tudo isso? –Asgard questionou Ashley, ao ver a quantidade de sacolas que ela carregava.

-Não são apenas para mim, eu comprei dois vestidos para a Selinsa, livros para o Teneo e um trenzinho para o Salo, pois ele ainda é uma criança e precisa ter um pouco de lazer. –Ash disse séria, fazendo careta para o taurino, que acabou rindo.

-Você se preocupa tanto com aqueles três que parece mais a mãe deles. –Asgard comentou gentil, arrumando uma mecha do cabelo de Ashley atrás da orelha, que por milagre estava solto. –Você fica muito bonita de cabelo solto.

-O-obrigada, é muita gentileza sua. –Ashley respondeu envergonhada.

-E você Maya, comprou tudo o que precisava? Está com fome? –Dohko perguntou gentil, roçando o nariz nos cabelos da morena.

-Um pouco, quer ir almoçar? –Maya perguntou normalmente.

-Eu quero, e conheço um restaurante muito bom aqui perto. –Regulos disse esfomeado, quase derrubando Aisha de seu colo.

-Leãozinho amado, da próxima vez que você fizer isso, vamos ter churrasco de Regulos para o almoço. –Aisha disse calmamente, mas era possível ver saírem faíscas de seus olhos.

-S-sim senhorita, seu pedido é uma ordem. –O leonino disse assustado fazendo todos rirem.

-Chega de conversa e vamos lá. –Dohko disse impaciente. Todos assentiram e seguiram o libriano.

 Numa praia próxima ao santuário as gêmeas Rin e Ren caminhavam na areia com Aspros e Defteros. Enquanto os gêmeos mais novos pareciam estar se dando muito bem, Rin e Aspros ainda se alfinetavam o tempo todo, especialmente Aspros, que adorava ver Rin irritada.

-Qual é peituda? Você não é elefante pra ficar com uma tromba desse tamanho. –Aspros riu debochado, deixando Rin ainda mais brava. –Se bem que tá ficando parecida, eu acho que você engordou nos últimos dias.

-Seu desgraçado, eu vou te mandar pra outra dimensão agora mesmo. –Rin disse furiosa, correndo atrás de Aspros, que ria descontrolado. Ren e Defteros suspiravam, olhando a cena com tédio.

-Esses dois são piores que criança. –Defteros suspirou aborrecido.

-Bota pior nisso. –Ren concordou.

-Fico feliz que você não tenha o gênio tão difícil quanto o da sua irmã. –Defteros fitava Ren com carinho, deixando a mais nova vermelhinha. –Eu gosto da sua companhia.

-E-eu também gosto de você, digo, de estar você. É uma pessoa muito agradável e que conversa muito bem. –Ren disse tímida.

-Mas eu não sei só conversar... –Defteros disse misterioso, puxando Ren delicadamente para um beijo suave, mas cálido. A gêmea mais nova sentiu cada pelinho do seu corpo se arrepiar com a pegada com gêmeo mais novo.

-Ai que nojo! A minha irmã tem um péssimo gosto para homens. –Rin disse revoltada, vendo Ren beijar Defteros.

-Igual ao da irmã. –Aspros riu, puxando a gêmea mais velha para um beijo violento e selvagem. Ela se debatia e resmungava, tentando se soltar de Aspros, mas foi em vão, ele agarrava com todas as suas forças. –Entenda uma coisa, garota. Eu vou te beijar sempre que eu tiver vontade, e nada nem ninguém vai te salvar de mim.

-Seu miserável, eu vou te fazer pagar muito caro por me usar dessa forma. –Rin disse irada, socando o estômago do geminiano, que não sentia nada. –Eu não sou as vadias da vila que você pega a hora que quiser.

-Tem razão, elas são muito mais gostosas e tem uma pegada melhor que a sua. –Aspros ria ainda mais com a raiva de Rin, deixando-a sozinha. –Você ainda tem muito que aprender, pequena Rin.

-Maldito, isso não vai ficar assim. –Rin rosnou baixinho, estava com tanta raiva que seria capaz de matar alguém só pra se acalmar.

Na casa de escorpião Lily aproveitou que Kardia andava bonzinho e resolveu cozinhar para ele. A rosada preparava panquecas com frutas silvestres e mel por cima, e parecia estar muito apetitoso. Inebriado pelo cheiro, o escorpiano foi até a cozinha e ficou extasiado com a cena: Lily ainda estava com uma camisola verde que mal cobria suas nádegas, e o tecido era tão leve que conforme ela se mexia deixa seu bumbum á mostra.

-Eu mal me recuperei da noite que tivemos juntos, e você quer que eu comece tudo de novo? –Kardia sussurrou lascivamente no ouvido de Lily, que engasgou. –Que mulherão.

-Por isso que eu acordei mais cedo e vim preparar uma boa refeição, não quero ver você fraco. –Lily comentou irônica, querendo provocar o escorpiano. –Seja bonzinho, senão não tem panquecas pra você.

-Sua voz é tão suave e melodiosa, senti falta disso. –Kardia disse mais gentil, abraçando Lily com cuidado, como se tivesse medo de quebra-la.

-Então não fique mais se engraçando com o Luka ou qualquer outra garota por aí, isso me deixa maluca! –A rosada puxou os próprios cabelos, demonstrando como se sentia.

-Mas eu prometi que ia mudar, não prometi? –Kardia questionou ofendido. –Além disso, desde o que ataque de Deimos e Phobos que eu tenho passado o meu tempo livre do seu lado. Isso já não basta?

-Tudo bem, me desculpe. Agora vamos comer. –Lily disse normalmente. Kardia a seguia, dando uma palmada em seu traseiro. –Pervertido!

-Que culpa eu tenho se você fica desfilando na minha frente dessa forma? Estou apenas seguindo meus instintos. –Kardia comentou malicioso. Lily apenas revirou os olhos.

De volta à praia...

Akira, Nina e Viollet fitavam o mar, pensativas. Asmita, Sísifo e El Cid estavam atrás delas, conversando distraídos e despreocupados. Viollet virou para trás e suspirou ao ver os três naquele clima tão animado.

-O que foi Viollet? Você parece um pouco triste. –Akira perguntou preocupada.

-Ah sei lá, mas é que nos últimos dias tenho pensado muito em nossa situação, e esses momentos que temos passado ao lado deles tem sido quase uma utopia. Vocês não concordam? –A loira perguntou entre suspiros, fitando o mar calmo e azul.

-Entendo. Infelizmente nossa realidade é desanimadora, pois a qualquer momento teremos que voltar para o presente, assim que a Nina fizer a última missão. –Akira comentou pensativa. –Aliás Nina, qual é a última missão mesmo? Esses dias de curtição me deixaram um pouco distraída.

 -Destruir a espada do seu pai, pra salvar o Seiya pangaré. –Nina comentou indiferente. –Estou cansada de servir aos caprichos da Saori por todos esses anos. Ela tem uma vidinha bem cômoda lá no santuário, mas e quanto a nós?  Estamos sempre nos sujeitando a protegê-la e realizar essas missões toscas dela, e o pior são as guerras, que é tudo treta dela. Aquela encrenqueira, ela deveria era ir lutar sozinha.

-Concordo. –Akira e Viollet disseram ao mesmo tempo, rindo em seguida.

-Tomara que os rapazes não tenham escutado. –Viollet colocou a mão na boca, como se estivesse fazendo alguma travessura.

-Sim, eles ficariam muito bravos se soubessem que a gente pensa assim. –Akira concordou.

-Com o que nós ficaríamos bravos? –Asmita aproximou-se das três, abraçando Akira pela cintura.

-Estão falando mal da gente, é? –El Cid perguntou desconfiado, beijando o rosto de Viollet.

-Claro que não, seu bobinho. –Viollet desconversou, dando-lhe um selinho.

-Isso mesmo, estávamos apenas comentando sobre as roupas curtas que sentimos falta de usar. –Akira mentiu um pouco nervosa.

-E você Nina, por que está tão calada? –Sísifo indagou, abraçando a amazona apertado, que suspirou pesadamente e virou-se de frente, repousando sua cabeça no peito do sagitariano. –Tem algo te chateando.

-Os dias que temos passado juntos tem sido tão bons que... Eu não quero ir embora. –Nina disse com pesar, se encolhendo entre os braços de Sísifo, que a abraçou com mais força ainda.

-Eu sei, melhor do que ninguém. –Sísifo respondeu com um aperto em seu coração. Queria se matar pelo o que estava prestes a dizer. –Você tem suas obrigações, e eu tenho as minhas. Mais cedo ou mais tarde vai chegar a hora em que vocês terão que ir embora, e não há nada que possamos fazer a respeito.

-Queria que houvesse outro jeito. –Nina disse baixinho, quase resmungando. –Por que tem que ser tão complicado?

-Talvez seja mero capricho dos deuses, e está acontecendo exatamente como aquela profetisa disse. –Sísifo disse normalmente. –Mas por enquanto vamos aproveitar o tempo que nos resta, senão eu vou achar que eu sou um chato.

-Idiota! Você é o cara mais incrível que eu já conheci, e eu adoro estar ao seu lado. –Nina sorriu, fazendo o sagitariano beija-la com toda a sua vontade, e ela retribuiu imediatamente.

Os outros dois casais também se beijavam com vontade, até que Akira e Nina se soltaram de seus pares, entreolhando-se alarmadas.

-Você sentiu o mesmo que eu, não sentiu? –Akira disse em pânico, olhando para Nina.

-E como não sentiria? Tava bom demais pra ser verdade. –Nina reclamou, incomodada.

-O que está acontecendo? –El Cid perguntou confuso.

-Atena vai receber uma visita nada agradável no santuário, devemos voltar imediatamente.

-Tudo bem, mas o que está havendo? –Sísifo não entendia nada.

-Quando chegarmos vocês entenderão. –Akira disse impaciente, correndo em direção ao santuário, ao lado de Nina e Viollet. Os demais assentiram e seguiram as amazonas, preocupados.

Atena repousava em seus aposentos, reconstruir o santuário fora muito cansativo, embora os estragos que Deimos e Phobos causaram tivessem sido pequenos. A pequena deusa acordou num sobressalto, sentindo uma presença hostil em frente ao seu templo. Ela correu para a rua, onde Sage e Hakurei já estavam a postos.

-Alone meu irmão, por que está aqui? –Sasha perguntou calmamente.

-Atena sua tola, quantas vezes eu vou ter que dizer que Alone não existe mais? –O rapaz disse indiferente. –Aceite de uma vez por todas, eu sou Hades, o imperados do submundo.

-O que você quer? –Atena perguntou séria, colocando-se em posição de ataque.

-Vai me atacar? Que patética. –Hades disse com desdém. –Você tem algo que me pertence, então me devolva.

-Do que está falando? –A deusa perguntou sem entender.

-Não se faça de tola, você sabe muito bem que eu estou atrás delas. –Hades berrou irritado. –Me entregue as garotas e ninguém sairá ferido.

-E se nós não quisermos ir? –Nina perguntou desafiadora, encarando o imperador do inferno. –Que bom que você veio nos visitar, me poupou um trabalho imenso de ter que invadir o castelo Heinstein novamente, aquele lugar xexelento.

-Mas que insolente, vejo que a sua língua é tão afiada quanto a do seu pai. –Hades disse irônico, fitando a amazona de serpentário. –Já contou para o seu namoradinho o seu segredinho sujo, amazona traidora?

-Do que ele está falando? –Sísifo olhava para Nina, incrédulo. –O que você está escondendo?

-Eu não tenho nenhum segredinho sujo, deus imundo. E se o que quer é briga, com certeza veio ao lugar certo. –Nina disse com raiva, mas sem perder a calma.

-Nina não faça isso, por favor. –Akira se meteu entre a amazona e o deus, como uma espécie de barreira. –Sei que ele está errado, mas ainda é meu pai.

-E daí que é seu pai? Ele veio para atacar o santuário e pode machucar Atena. –Rin disse revoltada. –Seu desgraçado, por sua culpa nós viemos parar aqui.

-A propósito, onde estão Kagaho, Radamanthys e Pandora? Eles não te acompanham por todos os lugares? –Viollet perguntou irônica. –Ah, é mesmo, estão mortos. Que pena.

-Suas malditas, mataram dois dos meus espectros mais poderosos como se fossem formigas. Isso sem contar do rastro de sangue que deixaram pelo caminho. –Hades disse raivoso. –Isso sem contar que sequestraram e tornaram a minha princesinha uma traidora. Vamos Akira, está na hora de voltar para casa, eu perdoo suas amigas se vier comigo.

-Eu não posso, papai. –Akira disse convicto. –Meu lugar é ao lado deles, lutando e servindo Atena, pois esse é o caminho que eu escolhi, o caminho da justiça e do amor. Se for necessário eu morrerei por eles.

-Tudo isso por causa desse cavaleiro medíocre? –Hades apontou com sua espada para Asmita, que ignorou. –Se você quer tanto um namorado, pode ficar com Minos ou Aiacos, faço muito gosto que namore um deles.

-Medíocre é você, que acha que pode comprar a Akira-chan desse jeito. –Viollet disse entredentes, olhando com asco para os dois espectros, que estavam logo atrás de Hades.

-Que garota mais hipócrita, ou acha que eu não sei sobre o seu romance com o Kagaho que, aliás, é bem recente, não é? Só está com essa raiva toda porque ele te deixou, senão também teria traído o santuário. –Aiacos ria da loira, que o atacou sem pensar duas vezes.

-Viollet, não! –Rin e Ren tentaram evitar o confronto, mas era tarde demais. A amazona de leão e o espectro de garuda começaram uma luta intensa, com muitos socos e rajadas de cosmos. As demais não conseguiram ficar paradas, lutando com Minos também.

-Você é minha. –Hades apontou sua espada para Nina, que desembainhou sua espada. Os dois travaram uma luta de espadas, que parecia que não acabaria tão cedo.

-Senhorita Atena, precisamos impedir esse combate, Hades vai matar Nina. –Sísifo disse desesperado, pronto pra se intrometer na luta, quando foi parado por Sage.

-Não faça isso, essa luta pertence somente a Cecyllia, e cabe a ela vencer ou morrer. –O velho mestre disse calmamente, causando revolta nos cavaleiros de ouro ali presentes.

-E enquanto isso vamos ficar aqui, assistindo? –Sísifo perguntou revoltado. –Não posso admitir algo assim, eu vou protege-la.

-O mestre Sage disse que é para não interferir, e é o que vamos fazer. –Shion apareceu acompanhado de Dohko, impedindo o sagitariano. –Nos desculpem pelo atraso, senhorita Atena e mestre Sage.

-Não se preocupe com isso Shion, e como está a situação no santuário? –Atena perguntou preocupada.

-Está tudo sob controle, os espectros estão sendo eliminados sem maiores dificuldades, graças à ajuda das amazonas de ouro. A essa altura quase todos os espectros devem ter sido derrotados, pelo menos a maioria. –Dohko disse convencido, cruzando os braços.

-E você deixou a Maya sozinha lá, lutando contra eles? – Akira se intrometeu na conversa, provocando o libriano.

-Escuta aqui mocinha, você não deveria estar lá, tentando impedir o seu pai de atacar o santuário e matar a sua amiga? –Indagou Shion, apontando para onde o deus e a amazona de serpentário lutavam.

-De que adiantaria? Meu pai é um cabeça oca e miolo mole, que tem essa maldita obsessão de querer controlar a Terra. Tio Zeus deveria ser mais duro com ele, já que tio Poseidon é pior. –Akira suspirou entediada, dando de ombros.

-Você conheceu o tio Poseidon, como ele é? –Sasha perguntou curiosa.

-Ele é um cara muito bonito, seu nome humano é Julian Solo, e vem de uma família muito rica, assim como a senhorita Saori. –Akira comentou normalmente. –Mas é um cafajeste que vive arranjando encrenca com mulheres, e leva os pais da Nina e das gêmeas de arrasto.

-As vezes eu esqueço que elas são primas. –Sage riu, observando Akira e Sasha conversarem.

-Afinal, quem são os pais dessas garotas? –Questionou Dohko.

-Eu não posso falar sobre isso, mas analise bem as três e veja com quem elas se parecem. –Akira disse enigmática, arqueando uma sobrancelha.

-Acho que eu já entendi. –Asmita disse reflexivo, enquanto Sísifo se consumia em seus pensamentos, tentando descobrir quem era o suposto pai de Nina.

-Oh, não me diga que... –Sísifo não conseguiu concluir, olhando estarrecido. –Ela não pode ser filha dele, Nina é diferente.

-Ser diferente não mudam os fatos. –Sage disse calmamente, colocando a mão no ombro de Sísifo. –Não a julgue pelas suas origens, você não sabe pelo o que ela passou até chegar aqui.

A amazona de serpentário já dava sinais de cansaço em sua luta contra Hades, que parecia nem se mexer. O desespero já começava a tomar conta dala, que temia ser derrotada antes de concluir sua missão.

-“Caramba, se eu não pensar em um plano rápido, vou acabar morta. Por Atena, o que devo fazer?” – Nina pensou angustiada, sendo encurralada por Hades.

-O que foi, garotinha? Parece que é o fim da linha pra você. –Hades tinha a espada apontada para o pescoço da amazona, que começou a rir, deixando o deus surpreso. –Está tão consumida pela loucura, que humilhante.

-Ah meu caro Hades, eu posso até estar consumida pela loucura, mas é você quem sairá humilhado dessa luta. –Nina utilizou a mesma técnica que usou para destruir a sapuris de Benu, mas dessa precisou de uma quantidade bem maior de cosmo. Os estilhaços da espada voaram para todos os lados. –Acabou Hades, eu já consegui o que queria de você.

-Como é que é? Então toda essa encenação era pra destruir a minha espada? –Hades questionou furioso. Nina apenas concordou. –Sua maldita, agora é que eu vou te matar.

Quando achou que seria o seu fim, Atena se colocou na frente da dourada, enfiando o báculo no peito de Hades.

-Chega Hades, abandone o corpo do meu irmão e volte para as profundezas, onde é o seu lugar. –Com o seu cosmo elevado ao máximo, Atena tentou expulsar a alma de Hades do corpo de Alone, mas não estava dando certo, seu cosmo estava muito enfraquecido. Apesar de estar um pouco ferida, Nina resolveu ajudar, transferindo um pouco do seu cosmo para o báculo da deusa. Vendo a situação, as gêmeas, Viollet e Akira fizeram o mesmo, elevando seus cosmos ao máximo que podiam.

-Vocês não podem me derrotar, eu sou deus! –Foi a última frase que Hades proferiu antes de ser expulso de vez do corpo de Alone. As garotas desmaiaram, exaustas.

Os cavaleiros correram para acudir as amazonas e a deusa, que permaneciam desacordadas. Cada um pegou uma delas no colo, levando as para o templo de Atena, acomodando-as nos quartos.

Assim que terminaram de liquidar os espectros, os cavaleiros e amazonas de ouro correram para o templo principal, para ver como estavam as coisas.

-Olá, tem alguém aqui? –Luka perguntou impaciente.

-Silêncio Luka, temos alguns feridos. –Shion apareceu entre as sombras, com cara de poucos amigos.

-Pelos céus, não me diga que atacaram Atena e as garotas? –Ashley disse aflita, sendo amparada por Asgard.

-Elas tiveram apenas algumas escoriações, mas gastaram muita energia ajudando a senhorita a exorcizar Hades do corpo de Alone. Agora seguem repousando. –O ariano respondeu calmamente.

-Ah que bom, e o que aconteceu com Alone? – Lily perguntou curiosa.

-Parece que ele voltou ao normal, mas também está desacordado. –Dohko apareceu, se metendo na conversa. –Elas já acordaram, mas é melhor que continuem descansando. Vamos deixa-los em paz, os outros cavaleiros e o mestre Sage cuidarão delas.

Cada uma estava acomodada em um quarto, sendo que Sasha estava em seu próprio quarto, aos cuidados de Tenma, que não desgrudava dela nem por um segundo. O cavaleiro de Pégaso segurava a mão da deusa com delicadeza, para não machucar. Os olhos de Sasha brilhavam de alegria.

-Tenma... –Sasha disse pausadamente. –Como está o Alone?

-Ainda dormindo. –Tenma respondeu gentil. –Como você se sente?

-Só preciso dormir mais um pouco, mas antes eu tenho que te falar uma coisa... –Sasha cochichou no ouvido de Tenma, que corou com as palavras proferidas pela deusa. –Você concorda?

-Claro que sim, mas tem certeza disso? E quanto aos outros cavaleiros? –Tenma questionou inseguro.

-A decisão e eles são poderão questionar. –Sasha disse firme. –Amanhã começarei os preparativos.

-Claro, mas agora descanse, minha pequena deusa. –Tenma beijou a testa de Sasha e saiu do quarto, deixando-a dormir. Ele estava muito feliz, apesar de ter ficado um pouco nervoso e apreensivo pela decisão de sua amada deusa.



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