História No coração do mar. - Capítulo 2


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Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Atlas, Calipso, Cronos, Dionísio, Hades, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Sally Jackson, Zeus
Tags Afrodite, Apolo, Ares, Artêmis, Atena, Deméter, Dionísio, Gaia, Hades, Hefesto, Hera, Hermes, Hestia, Percy, Percy Jackson, Percy X Gaia, Pergaia, Poseidon, Primordial, Romance, Zeus
Visualizações 92
Palavras 1.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Mais um capítulo. Boa leitura.

Capítulo 2 - Travessuras no reino submarino.


Anfitrite estava com Percy no colo. O garoto estava abalado com a perda de sua mãe, embora tivesse dificuldade o que a expressão “virou uma estrela, quer dizer”. Porém, o garotinho se perguntava o que seria dele dali para frente.

- Moça, você vai cuidar de mim mesmo? – perguntou o garotinho com dificuldade.

- Claro, eu juro pelo rio estige, cuidar e amar você como se fosse meu filho. – afirmou a mulher não temendo o juramento que havia acabado de fazer.

Percy apesar da pouca idade, já tinha ouvido inúmeras histórias de mitologia grega antes de dormir. Sally normalmente contava essas histórias antes dele dormir. Em uma delas era o relatado a importância de fazer um juramento com o nome do rio estige.  Por causa disso o rapaz se acalmou. Devido a coisas estranhas que a amiga de sua mãe fazia, ele sabia se tratar de alguma divindade ou algo do gênero.

Algum Tempo Depois

O enterro de Sally foi feito de forma silenciosa. A rainha dos mares não queria deixar o pequeno Percy mais deprimido que estava. Como o garoto era basicamente imortal, devido a  ser fruto da união entre um deus e uma semideusa, sua áurea era bastante forte. Era questão de tempo para Poseidon conseguir rastreá-lo, bastava um pouco de concentração. Por sorte, os deuses eram mais farristas do que silenciosos.

Porém, Anfitrite tinha pensado numa saída ousada e bastante audaciosa. O problema era o cheiro e a áurea divina próxima aos olimpianos emitida pelo garoto. Como camuflar isso? Estar isolada nas zonas abissais tem uma vantagem. Sem ninguém olhando, a deusa poderia fazer um ritual proibido e bastante perigoso.

Por sorte, a rainha dos mares tinha uma relação muito boa com seus pais. Ela clamou pelo seu pai Nereu, filho de gaia e Pontos, enfim um imortal da classe dos titãs, embora não fosse filho de Cronos. A maioria dos monstros foi gerada por Gaia, logo se Percy tivesse o sangue de seu pai, seu cheiro seria idêntico aos monstros e seria impossível rastreá-lo através de sua áurea. O elo entre Poseidon e ele também seria quebrado, uma vez que sangue de Nereu era superior ao ichor que percorre nos olimpianos.

- O que deseja minha filha, faz alguns séculos que você não me invoca. Aconteceu alguma coisa? – perguntou o filho do primordial dos mares.

Anfitrite contou toda a história do garotinho que estava sob seus braços. Nereu ouviu tudo atentamente sem reclamar nenhuma vez até que se pronunciou.

- Isso é perigoso. Ele terá que beber ambrosia constantemente para curar as feridas. Sem falar que sua anatomia pode sofrer algumas modificações em batalha segundo seus sentimentos e necessidades. Tem certeza disso? – perguntou Nereu a sua filha.

- Tenho papai. De que outra forma, eu defenderei ele dos olimpianos e dos monstros? Por favor, faça isso. – pediu a nova mãe de Percy aflita.

- Ok. Ele deve tomar uma ingestão diária de meu sangue até os doze anos. Sempre fique ao lado dele, pois eventualmente o garoto pode sofrer alguns apagões de memória. Por sorte ele tem quase cinco anos. Os sete anos restantes são mais que suficientes para completar o processo. Você possui alguma seringa aqui? – perguntou Nereu após sua explicação.

- Tenho. Por quê? – replicou Anfitrite.

- Vamos começar as transfusões de sangue agora. Ao receber mesmo que essa pequena dose, o elo de empatia que Poseidon tem com ele vai ficar mais fraco. Vá conversar com ele primeiro. – ponderou Nereu

Depois da longa conversa com seu novo filho, Percy foi convencido a tomar injeções de sangue de seu novo avô para ficar mais forte e impedir seu rastreamento. O processo era rápido exceto pela dorzinha produzida pela agulha. O lado ruim era não lembrar-se de parte do seu dia a dia. Alguns apagões de memória eram comuns. Porém, a promessa de ficar mais forte motivou o garoto, principalmente em proteger Anfitrite. A deusa era bastante amorosa e superprotetora.

Aos poucos o vazio existente no coração de Percy foi preenchido. Ele não queria que Anfitrite virasse uma estrela. Aquilo seria demais. Perder alguém importante cedo abriu portas para o garoto amadurecer mais cedo. Contudo, ele ainda era um menino. As travessuras eram constantes no palácio da rainha dos mares. O lugar era vazio, já que Poseidon morava em outro local. Muito longe das zonas abissais. Na verdade, seu ego era tão grande que uma vez ou outra, os mortais avistavam uma pirâmide de cristal próximo local que os mortais chamam de triângulo das bermudas. Quem observasse o palácio submarino tinha o navio ou avião abatido.

Vários séculos, Anfitrite reclamou que a morada não era tão funda e se os mortais aprimorassem seus utensílios tecnológicos acabariam encontrando a localidade. Como Poseidon era muito pedante vivia dizendo que jamais os mortais chegariam tão longe. Hoje não sai do lugar por pura pirraça, pois se recusa a dizer que estava errado. O idiota preferiu derrubar aviões e navios a se mudar. No final das contas, não nega ser irmão daquele asqueroso do Zeus.

Percy sempre era brincalhão. O coração de Anfitrite ficou na boca no dia que seu filho com o idiota do tridente apareceu. Quando Tritão viu Percy, ficou bastante surpreendido. Porém, assim que soube da história jurou pelo estige não falar nada com seu pai. De tempos em tempos, ele aparecia para ficar com Percy, às vezes cheio de trabalho. No entanto, apesar de ser o braço direito de Poseidon, muitas vezes tomando seu lugar no conselho olimpiano, quando o deus saia para fazer uma farra, jamais gostou do palácio de seu pai. Aquele palácio era muito movimentado e Poseidon não era nenhum sujeito comportado. Em baixo d’água sem ninguém para vigiar sua vida, o olimpiano marinho vivia pegando as sereias e outras ninfas aquáticas. Tritão ficava com o trabalho pesado, por isso se tornou um pouco sério.

Largando a parte chata do trabalho para seu filho, Poseidon ficou uma divindade alegre. Já Zeus vivia irritado, pois nem sempre podia empurrar tudo para Athena. Se forçasse demais a deusa se recusava a fazer todos os encargos. Inteligente e astuta, ela não gostava de ser explorada.

Uma das visitas a Percy, Tritão começou a pensar o quanto era atarefado de trabalho. Foi seu irmão menor que mostrou isso.

- Irmão, cadê a mamãe? – perguntou Percy.

- Foi para o palácio do papai. Tem uma reunião no Olimpo e ele não pode deixar seu trono vazio. Para completar, ele ficou enrolando nos relatórios semestrais de terremotos marinhos. Sem eles, não podemos saber quais titãs no reino submarino estão praticando problemas. O reino submarino sempre foi movimenta.... – Tritão não pode completar sua fala, pois Percy jogou um objeto pesado do palácio em seu rosto.

POC!

- AI! Doeu Percy.  – choramingou Tritão.

- Irmão, brinca comigo! –pediu o garoto sem entender nada da importância daquele trabalho.

- Agora não. Deixe-me terminar os relatórios primeiro. – explicou Tritão.

- Uhum... Tá bom. – disse Percy.

“Ele foi muito compreensivo. Será que ele está aprontando alguma coisa? Mamãe vivi dizendo que ele não para quieto.” Refletiu Tritão.

Voltando aos seus relatórios, Tritão se concentrou em numerosos de terremotos subaquáticos e algumas aparições de novos titãs. Afinal, os primordiais como Pontos e titãs existentes não ficaram vários anos sem fazer sexo desde a era mitológica. Excursões eram comuns para abater ou tentar domesticar uma nova divindade. O filho mais velho de Poseidon era o comandante de frente deste trabalho, sem falar nas suas atividades de diplomata. Os pensamentos do jovem são cortados por uma musiquinha de Percy.

 - Lá lá lá lá, lá lá lá lá, lá.. – cantarolava o garotinho.

- Percy, quer parar? Eu preciso estudar estes relatórios. – pediu Tritão mais enfaticamente.

- Uhum... – gemeu o pequenino.

- Obrigado. – disse Tifão.

- LÁ LÁ LÁ LÁ, LÁ LÁ LÁ LÁ., LÁ ... – gritava Percy na tentativa de ser escutado.

- Tá bom. Você não me deixará em paz enquanto não brincar com você. O que quer fazer? – perguntou Tritão.

- O que você sabe fazer? – perguntou Percy.

Por horas a fio, Tritão brincou com Percy de Pega-pega, esconder-se, adivinhação, entre outras coisas. Finalmente seu irmãozinho capotou. Pelo menos era isso o que ele pensava. Após alguns minutos, o braço direito de Poseidon dormiu.

“Perfeito! Se acabar com esses papéis, meu irmão ficará mais tempo comigo.” pensou Percy.

Sem pensar duas vezes, os papéis foram incendiados pelo garotinho. Um cheiro de fumaça percorreu o ambiente, e o comandante dos mares, como era conhecido, pelos súditos de Poseidon, acordou alarmado.

- Meus relatórios. Percy por que fez isso? – perguntou o rapaz extremamente aborrecido.

- Você vem aqui e quase não passa tempo comigo. Esses papéis estavam separando agente... - explicou Percy inocentemente.

Naquele momento Tritão percebeu o quanto trabalhava e quase não vivia.  Sua raiva por Percy esvaiu-se aos poucos e um belo sorriso foi formado. Ele fez um carinho na cabeça de seu irmão e prometeu ficar mais próximo dele.

Continua...


Notas Finais


Espero que gostem.


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