História No Escape - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Tags Carl Grimes, Chandler Riggs, The Walking Dead
Exibições 112
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente.
Estou no meio da semana de provas na minha escola. Por isso o capítulo está meio pequeno. Talvez eu demore um pouco para postar o próximo, mas espero que entendam.
Deem sugestões para os próximo capítulos.
Espero que gostem <3

Capítulo 6 - H.Z e C.G


Fanfic / Fanfiction No Escape - Capítulo 6 - H.Z e C.G

                                                                                         Leiam as notas do autor.

Tinha se passado alguns dias desde que contei a Carl a história da cicatriz. Não havia acontecido nada de importante. Hoje eu estava ajudando uma moradora de Alexandria, Rebecca, na horta da comunidade.

-Rebecca - chamei sua atenção - que horas são?

Ela olha para seu relógio de pulso

. -Faltam 15 para às 18:00- ela informou- você já pode ir, querida. Obrigada pela ajuda.

Dei um sorriso para ela como resposta é fui em direção de casa.

Estava chegando perto até ver um aglomerado de pessoas parado na rua. Me espremi entre elas para conseguir ver qual era a cena que estava chamando atenção. Quando tive uma visão boa do que estava acontecendo, eu juro que me dei um beliscão para ver se eu estava sonhando. Jogados no chão estavam Rick e o pai de Ron se batendo, tanto Rick quanto Pete distribuíam socos uns nos outros. Deanna os interrompeu, Rick falou algumas verdades na cara dela até Michonne distribuir um soco em sua cabeça, o fazendo desmaiar. Olhei para Carl, ele estava sem reação, caminhei até ele e coloquei minha mão em seu ombro e falei:

-Você está bem.

Ele me olha e sorri sem mostrar os dentes.

-Vou ficar.

Carl ficou o dia todo com o pai, esperando ele acordar.

Descobri que haveria uma reunião para ver se expulsarão Rick de Alexandria, eu resolvi ficar casa. Não ia aguentar ver pessoas que mal sabem se defender a falar bobagens sobre o Rick, sem dar um soco nelas. Fiquei no meu quarto a noite toda. Só sai da cama quando ouvi, no andar de baixo, a porta ser aberta. Sai em disparada para a sala. Logo que avistei as pessoas do grupo, perguntei:

-Eai, o que aconteceu? Rick vai ser expulso?

Eles me olharam. Carl respondeu :

-Não, ele não vai ser expulso.

Olhei para todos novamente, estavam com as caras fechadas.

-Aconteceu mais alguma coisa?

Perguntei curiosa. Daryl logo se pôs a responder com sarcasmo:

-Além do Rick ter matado o Pete, nada.

Abri a a boca. Olhei para Carl pensando em perguntar se era verdade. Ele, parecendo ler meus pensamentos, assentiu com a cabeça.

-Nossa.- exclamei - por essa eu não esperava.

Eu realmente não estava esperando por essa bomba. Como já era tarde, todos nós fomos para seus devidos quartos e dormimos.

Acordei às 9:00 da manhã, me levantei, tomei um banho quente e demorado.

Sai do chuveiro, então me lembrei que eu havia esquecido a toalha. Ótimo. Chamei alguém que estivesse em casa,as pelo jeito parecia vazia. Sai com cuidado do banheiro, tentando evitar o máximo as janelas. Andei em direção ao meu quarto. Estava passando na frente da porta de Carl quando ela se abriu revelando um Carl com olhos inchados pelo sono. Ele arregalou os olhos quando me viu. Isso não podia estar acontecendo.

-AI MEU DEUS CARL - eu grito, fazendo ele se assustar- VIRA PRA TRÁS, VIRA!!!

Eu grito novamente e ele se vira de costas pra mim. Saio correndo para meu quarto. Me visto rapidamente. (Roupa nas notas finais) Eu não acredito que aquilo aconteceu. Me sentei na cama, estava chocada. Ouvi batidas na porta. Falei um "entre" baixo. Maggie entrou e deixou a porta aberta.

-Está tudo bem?

Ela perguntou sentando ao meu lado.

-Sim -disse praticamente em um sussurro- na verdade não.

Digo e olho para ela, Maggie pareceu preocupada.

-Nada de mais -ela se tranquilizou. Estava com vergonha de falar. Mas ela é uma das melhores pessoas que já conheci, respirei fundo e soltei - Chandler me viu pelada!

Ela fez cara de espanto e gritou :

-O QUE? COMO?

-Quieta Maggie.

Ela abaixou o tom de voz e me fez a pergunta novamente :

-Como?

Eu contei tudo a ela. E quando terminei ela caiu na gargalhada.

-Do que você está rindo?

Perguntei indignada.

-Desculpa. É. Que. É. Engraçado.

Ela falou tentando tomar fôlego.

-Não é engraçado. O que eu faço agora? Ele é meu melhor amigo e agora vai ficar essa tenção.

Ela me olhou e falou com uma voz suave.

-Sabe Lary, eu acho que você não pensa nele só como amigo.

A olhei confusa.

-Como assim? Você acha que eu gosto dele?

Ela assentiu com a cabeça. Ri alto.

-Só pense nisso tá bom?

Relutante assenti. Ela continuou.

-E no caso em que Carl te viu nua. Vocês vão dar um jeito. -a olhei e dei um pequeno sorriso- Vamos lá em baixo. Eu e Maggie descemos a escada e Rick, Daryl, Gleen, Michonne, Rosita, Abraham e Carol estavam lá. Incluindo Carl. Quando nossos olhares se encontraram eu senti meu rosto ficar vermelho, desviei rápido meu olhar. Sentei na mesa e comecei a comer.

Eu olhava pro nada, ficava pensando no que Maggie disse. Eu gosto dele? Nos últimos dias eu tenho ficado meio abobada quando estou no lado dele. Às vezes me pego pensando nele sem motivo nenhum. Todas as vezes em que ele chega perto de mim parece que estou em uma montanha russa. Não. Eu não podia estar gostando de Carl Grimes.

-Hilary. Precisamos conversar.

Olhei quem me tirou dos meus pensamentos e vi o dono deles.

-Claro.

Respondi esperando que ele continuasse. Ele hesitou um pouco.

-Me encontra atras da casa daqui a 5 minutos.

Concordei com ele e o mesmo saiu. Terminei de comer e sai de casa dando tchau aos que estavam ali. Cheguei atras da casa e encontrei Carl me esperando. Ele estava com uma mochila simples nas costas. Ele me olhou e sorriu.

-Quero te mostrar um lugar.

Ele segurou minha mão e eu senti um arrepio. Ele disse que precisávamos pular o portão. Eu quase cai as duas vezes, Carl me segurou nas duas. Chegamos de novo ao chão e começamos a andar. Depois de um tempo não aguentei de curiosidade e perguntei:

-Aonde está me levando?

Ele olhou para mim.

-Você vai ver quando chegarmos lá.

Não respondi e apenas começamos a andar, o silêncio começou a ficar constrangedor.

-Hilary -Carl chamou minha atenção, olhei para ele- eu sinto muito por...anh.... por hoje.

Eu corei um pouco.

-Não foi nada. -disse olhando para os pés enquanto andávamos- eu que não devia sair andando pelada por ai.

Ele riu e eu soltei uma risadinha. Voltamos a prestar atenção na floresta. Admito que estava curiosa.

-Tá- Carl falou me assustando um pouco- Estamos chegando, feche seus olhos.

-Por que?

Perguntei. Ele foi para trás de mim e colocou as suas mãos em meus olhos.

-Quero que seja uma surpresa.

Ele sussurrou em meu ouvido me fazendo arrepiar. Caminhamos assim por alguns minutos.

-Pronto, aqui está bom.-Carl falou atras de mim.- Vou contar até três e vou tirar as mãos.

Bufei e quando ele estava no "um" eu arranquei as mãos dele do meu rosto, ansiosa. Fiquei admirada com o que vi. Era um parque de diversões abandonado, mesmo assim a visão era muito linda. Olhei para Carl com um grande sorriso, que ele retribuiu.

-Vem.

Ele disse e agarrou minha mão indo até a roda gigante que tinha lá. Ele parou em frente à ela e começou a subir. Olhei para ele incrédula.

-Tá com medo ?

Ele aumentou o tom de voz já que estávamos um pouco longe. Sorri com deboche e começamos a subir juntos. Chegamos até o topo onde tinha um banco de madeira. Eu e Carl sentamos e ficamos em silencio apreciando a vista. Eu pelo menos. Notei que Carl estava olhando para mim.

-Como conseguiu achar esse lugar?

Perguntei sem tirar os olhos da paisagem.

-Sabe -ele fez uma pausa- um parque de diversões onde tem uma roda gigante não é tão difícil de achar.

Ri do comentário dele. Ficamos em silêncio por mais um tempo. Meus pensamentos estavam embaralhados, pensava em tudo o que aconteceu em minha vida. No primeiro ano dessa merda, era só eu e o meu pai, estávamos, mesmo no meio de tudo isso, felizes, estávamos um com o outro e nada mais importava. No segundo ano meu pai me ensinou a usar as armas de fogo dele, mas como ele percebeu que eu não era muito boa com elas, ele resolveu fazer um arco de madeira para mim. Sorri com a lembrança. No começo do terceiro ano meu pai foi morto. Quando me lembrei disso meu sorriso desapareceu. Os homens que os mataram me levaram para o lugar deles e começaram a me torturar. Lembro de cada corte. De cada soco. Me lembro de toda a dor.

No quarto ano eu estava na minha pior situação, naquela época era difícil achar algo para comer, foi nesse ano que quase fui estuprada, mas eu consegui detê-lo antes mesmo dele tirar minha roupa. Foi a terceira pessoa que eu matei. E agora estou vivendo o final do quinto ano.

Percebi que Carl ainda estava me olhando, então tentando puxar assunto perguntei:

-Por que me trouxe aqui?

Ele pensou um pouco.

-Não sei, eu pensei que você iria gostar.

-Você acertou.

Respondi com um sorriso.

-Toda vez que você se sentir sozinha, com medo ou perdida. - ele me olhou, seus olhos pareciam estar mais azuis que o normal, fazendo ele ficar ainda mais lindo- venha aqui, aqui você pode se sentir segura.

Olhei para ele. Ele estava sendo tão fofo. Seus olhos estavam me analisando, sorri de canto e falei:

-Toda vez que se sentir sozinho, com medo ou até mesmo perdido. Venha aqui.

Ele abriu um sorriso.

-Aqui é o nosso ponto de encontro. Toda vez que sentirmos esses sentimentos é só subir no banco mais alto da roda gigante.

Eu sorri ainda mais. Tirei minha faca que estava na minha calça, Carl não pareceu surpreso. Coloquei a faca na mão de Carl e ele me olhou com a expressão de dúvida, logo expliquei.

-Já que esse é o nosso lugar. Vamos deixar isso "oficial" -fiz aspas com as mãos- Coloque suas iniciais aqui.

Apontei para o banco de madeira. A expressão de dúvida logo se desfez e ele escreveu "C.G" no banco. Ele me entregou a faca e eu fiz o mesmo, mas escrevi "H.Z". Ficamos conversando lá em cima da roda gigante por um tempo, mas tivemos que descer para que o grupo não notasse nossa ausência e começassem a ficar preocupados. Descemos com cuidado e fomos o caminho inteiro discutindo sobre as nossas coisas favoritas.

Quando chegamos em Alexandria, pulamos o muro e fomos direto para casa. Chegamos e abrimos a porta e estavam todos lá com expressões um tanto preocupadas um tanto furiosas.

A única coisa que em pensei foi: Ferrou.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
Obrigada pelos comentários no outro capítulo.
Roupa da Hilary: http://www.polyvore.com/hilary_apocalipse/set?id=212196015


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