História No Escurinho do Cinema... - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Exo, Romance, Sebaek, Shortfic
Visualizações 98
Palavras 2.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yo Yo Yo!!!
Tô um pouco nervosa hahaha nunca postei fanfic do EXO, ou Yaoi, ou qualquer coisa do gênero (novata on aqui). Eu só leio muuuuuitas, então decidi me arriscar quando tive essa ideia enquanto via uma listinha de filmes cult :)
Os capítulos serão pelo POV do Sehun, mas o último será pelo POV do Baekhyun.
Terminei de escrever e revisar agorinha e, sinceramente, gostei bastante do resultado (e espero que vocês gostem também hohoho).
PS. Como fui eu quem revisou, peço perdão por qualquer erro que tiver.
PSS. Quem fez a capa podre fui eu (não tava inspirada) então perdoem a capa horrível hahahaha
Boa leitura <3

Capítulo 1 - A Noite dos Mortos-Vivos


"Nenhuma arte simula a vida como o cinema. Todavia, não é uma vida. Também não é propriamente uma arte. Porque é uma acumulação, uma síntese de todas as artes. O cinema não existia sem a pintura, sem a literatura, sem a dança, sem a música, sem o som, sem a imagem, tudo isto é um conjunto de todas as artes, de todas sem exceção."

 

– Manoel Oliveira, Vitruvius, 2004

 

Que p****!

Será que existe um ser vivente mais azarado do que eu? 

Meu cérebro simplesmente não conseguia processar a frase que acabara de ser proferida por um dos meus professores mais odiados. 

Sr. Lee.

Aquele velho de peruca definitivamente viera a este mundo com a intenção de me ferrar. Não bastasse quase me reprovar em sua matéria no início do semestre, me colocar como o único responsável pelo gigantesco Festival de Talentos da faculdade (não sei para o quê, mas segundo ele, era para fazer os alunos explorarem seu "lado artístico") e agora, no fim do primeiro período, me chama até sua mesa para me comunicar que eu seria obrigado a fazer meu projeto sobre dança e cinema com o embuste do Byun Baekhyun.

Ah, fala sério! Se isso não é algum tipo de castigo divino, não tenho a menor ideia do que poderia ser! 

— Sr. Lee, eu ainda não comecei a produção do curta-metragem, e estava pensando em realizar o projeto com Do Kyungsoo...

— Bobagem — me interrompeu com um floreio de mão —, Do Kyungsoo está envolvido em outro projeto. 

Precisei fazer um esforço tremendo para reprimir a careta que estava praticamente saltando do meu rosto. 

Aquilo devia ser uma brincadeira de muito mal gosto.

— No entanto, eu preciso fazer meu projeto com algum aluno na qual eu seja familiarizado — argumentei, enfatizando a parte do "familiarizado" —, o senhor está querendo que eu faça o projeto mais importante do semestre com um garoto com quem eu sequer troquei mais do que cinco palavras!

— Não seja tão dramático, Sr. Oh. Byun Baekhyun é um aluno brilhante e tenho certeza de que mesmo não tendo intimidade, vocês dois serão capazes de trabalharem juntos em algo incrível — ralhou, o tom de sua voz engrossando consideravelmente —, e de qualquer forma, não é como se houvesse uma escolha quanto a essa situação.

Arqueei minha sobrancelha num gesto de pura confusão. Como assim não havia escolha? Eu seria obrigado a fazer o projeto com aquele baixinho enxacoco metido a jabiraca? 

— O quê? — balbuciei.

Parecendo impaciente, o professor revirou os olhos.

— Curiosamente, não existe uma alma vive nessa faculdade de artes disposta a fazer um projeto em parceria com o Sr. Byun. Como eu sei da sua pretensão de fazer algo relacionado a cinema tomei a liberdade de informar aos dois que farão o projeto juntos — afirmou com a maior naturalidade do mundo —, dessa forma, você já consegue alguém para te ajudar, e ele arranja algum projeto na qual se engajar —, o homem escrevia alguma coisa num caderno vermelho sem se incomodar de olhar para mim —, e não é como se você tivesse falado muito sobre seu projeto. Imaginei que o Byun seria uma boa escolha, até porque ele não pára de tagarelar no meu ouvido faz uma semana pedindo alguma ajuda para encontrar uma parceria.

Ah vá... Nem consigo imaginar porquê ninguém queria fazer o projeto com Baekhyun. Além de seu melhor amigo orelhudo, a namorada dele e o presidente do grêmio estudantil, ninguém tinha paciência com aquele ser falador.

E para ser sincero, não consegui crer no que o professor falou.

Ele realmente culpou o meu usual silêncio como motivo para ter tomado decisões por mim?

Eu sabia que aquela conversa não ia dar em nada. O velho havia decidido. Acabei saindo de sua sala com uma vontade imensa de gritar de tanta raiva.

Que inferno! 

Eu já estava me arrependendo amargamente de ter mencionado para o professor na última semana que eu tinha pensado em algo relacionado a cinema – por pura influência de Kyungsoo, já que eu nem era lá o maior fã de filmes.

Por que aquele homem tinha que me prender com o anão de jardim por duas semanas? 

Eu não gostava de Byun Baekhyun. Nem um pouco.

A única vez que interagimos foi quando esbarrei nele sem querer, então a criatura abriu um sorriso gigante antes de murmurar "Foi mal, grandão, olha para o chão" e me deu dois tapinhas nas costas antes de seguir seu caminho.

Ele tinha uma personalidade alegre demais, irritante demais. Ninguém parecia aguentar aquele garoto. Tirando Park Chanyeol e sua namorada (cujo nome eu não lembrava) que andavam praticamente 24/7 com Baekhyun. Embora o gigante orelhudo e a garota fossem estudantes de música, de alguma forma, ambos sempre acompanhavam o Byun – e segundo o resto da faculdade era porque ninguém mais suportava o tagarela.

Eu não culpava as pessoas ali, claramente. 

Apenas me perguntava como eu seria capaz de suporta-lo pelas próximas duas semanas. 

 

<><><><><>

 

— Sehun, me desculpe... — Jongin engasgava de tanto rir da minha desgraça enquanto comíamos no refeitório gigantesco da faculdade.

Kyungsoo, seu namorado – o estudante de cinema que eu jurei ser minha salvação dessa enrascada, mas acabou não dando certo – apenas sorria minimamente enquanto comia. 

E diziam que amigos deviam te dar uma força nos momentos difíceis, não rir da sua desgraça...

Os dois eram meus melhores amigos há tempos. E eis que era um verdadeiro mistério de como Kim Jongin e Do Kyungsoo começaram a namorar. O moreno alto que estudava dança comigo era uma pessoa divertida, positiva, enquanto Kyungsoo era meio... das trevas. E calado. Muito calado. 

Não fazia o mínimo sentido um casal como aquele, ambos tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, eles se mostraram tão compatíveis que era difícil imagina-los separados.

Eu me recordava de como fiquei surpreso quando Kyungsoo beijou Jongin e se declarou no meio do refeitório (tudo bem que não estava cheio. Só devia ter uns 10 alunos ali). Fora um ato de coragem e tanto, e sinceramente, uma loucura. Imagina se ele tivesse sido rejeitado? Sempre havia esse risco.

Mas, aqui estavam eles. Namorando, firmes e fortes. E felizes. Muito felizes.

— Você está sendo exagerado, Sehun — comentou Kyungsoo enquanto Jongin continuava a rir —, Baekhyun é uma ótima pessoa. Você só implica porque a personalidade dele é feliz demais.

— Feliz demais? Ele é um bobo alegre! Se ainda existisse monarquia na Coreia, tenho certeza de que o cargo que ele ocuparia a serviço do rei seria o de Bobo da Corte! 

Tomando um gole d'água, o baixinho de olhos grandes segurou o riso. 

— Você está se precipitando e julgando demais baseado no que as pessoas dizem! Já te falei que... Nini, pare de rir, por favor! — repreendeu o namorado que começou a controlar o riso, para então se voltar para mim —, Baekhyun é um cara legal! Garanto que ele dará um excelente parceiro no projeto e vocês dois vão se entender muito bem! 

Apoiei o cotovelo na mesa e descansei o queixo sobre a mão.

— Tomara que você esteja certo. Só de olhar para ele, já reviro os olhos.

Jongin finalmente recuperou a compostura (aquele desnaturado!) e me fitou atentamente. 

— Soo está certo, Sehun. Você julga o cara baseado no que os outros dizem, e naquela vez em que esbarrou nele, ele só falou para você olhar para o chão, não foi nada demais! — exclamou.

— Ele foi mal-educado — afirmei, irritado —, ah, não importa. Já vi que vocês dois estão tão empenhados em defender o anão tanto quanto o professor Lee.

Os dois ficaram em silêncio, apenas comendo tranquilamente enquanto o tempo passava. Kyungsoo já tinha brigado comigo pelo menos umas três vezes, sempre ressaltando que eu não devia ficar sem comer quando apontou que eu tinha de contatar Baekhyun. Afinal, hoje era segunda-feira e o projeto tinha de ser entregue na sexta da semana seguinte. O quanto antes resolvêssemos aquilo, melhor. O quanto antes eu me livrasse daquele garoto, melhor.

Só que, milagrosamente, o Byun não se encontrava no refeitório naquele exato momento. Apenas seu amigo das orelhas grandes e a namorada. 

Que ótimo! 

Ele sempre estava lá. Não houve um só dia em que não ouvi sua risada alta ecoando pelas paredes. Justo no dia em que eu preciso falar com a criatura, ela me resolve desaparecer!

Então, meio a contragosto, peguei minha mochila e fui em direção à mesa do casal para obter informação do paradeiro do ser.

— Com licença — pigarreei, tentando soar o mais educado possível —, desculpe por incomodar vocês, mas vocês saberiam me dizer onde se encontra Byun Baekhyun?

Falei de forma tão formal que Chanyeol franziu o cenho antes de rir, desviando o olhar da namorada (eu não lembrava o nome dela de jeito nenhum!) e passando a mão pelos cabelos tingidos em um tom vermelho vivo.

— Você é o parceiro dele no projeto, não é?! Não consigo imaginar alguém procurando ele por algum motivo que não seja acadêmico — sua voz grossa entonou —, ele está na sala de projeção número 4. Não me disse o que ia fazer lá e pediu para não ser incomodado, mas suponho que você não deve irrita-lo já que precisam fazer um trabalho juntos.

Dito isso, ele deu de ombros, e acenou vagarosamente antes de voltar a encarar a namorada com uma expressão apaixonada, enquanto a mesma resmungava alguma coisa para ele numa linguagem de gamer e surrava as teclas de um Nintendo 3DS, parecendo extremamente concentrada.

Suspirando, caminhei para fora do refeitório e procurei a direção até a localização das salas de projeção da faculdade. A quarta sala era a mais afastada de todas. E também era a menor delas. A placa de metal encrustada ao lado das portas duplas dizia "capacidade para 10 pessoas", e grudado sobre uma das portas havia um aviso impresso em papel A4 branco: ALUGADA ATÉ SEXTA-FEIRA DAS 13:00 ATÉ ÀS 17:00, PROIBIDA A ENTRADA.

Uma carranca se formou em meu rosto antes que eu percebesse. Por que ele alugou a sala de projeção por uma semana inteira? (Supondo que o Byun devia estar ali) Se era para fins do projeto, ele devia ter me avisado antes, não?! E como faríamos qualquer coisa na menor sala de todas? Para quê diabos precisaríamos daquela sala?

Quanto mais dúvidas surgiam em minha mente, mais irritado eu ficava.

Bufando, abri uma das portas e tomei um susto quando o projetor mostrava uma cena grotesca de um filme antigo na qual uma garota corria berrando enquanto um morto-vivo a perseguia.

Mas o quê...?

Vaguei meus olhos pela sala até achar uma cabeça solitária em uma das confortáveis poltronas vermelhas.

Caminhei até a pessoa e sentei-me na poltrona ao lado. Baekhyun parecia relaxado com uma camiseta frouxa demais e estava com um balde de pipoca fedido no colo e uma lata de refrigerante apoiada no braço da poltrona. 

— Está atrasado — sussurrou ele —, o filme começou já faz uma hora.

O encarei, sem entender, me irritando com aquela situação. Aquele garoto era retardado ou o quê?

— Eu por acaso devia adivinhar que você ia estar aqui? — indaguei sem esconder minha irritação.

Um sorrisinho mínimo surgiu em seus lábios, os olhos ainda grudados no telão.

— Você olhou no seu armário depois do primeiro período? 

Cruzei os braços.

— O quê? Por quê? — questionei.

Baekhyun colocou um punhado de pipoca na boca e falou:

— Eu deixei um bilhetinho lá pedindo para você me encontrar aqui.

Suspirei, procurando manter a calma. 

— Certo, atrasei, mas estou aqui — murmurei com a voz contida —, podemos conversar sobre o projeto, então? Você sabe que temos pouco tempo para resolver tudo e entregar no prazo...

— Não vamos fazer nada. Estamos aqui para assistir ao filme — cortou, pegado a lata de refrigerante com os dedos melados de manteiga e bebendo um longo gole.

Minha paciência estava começando a se esgotar...

— Byun, não temos tempo para isso. Eu nem gosto tanto de filmes assim, estou sendo obrigado a fazer esse projeto com temática de cinema — retruquei, descansando minhas mãos sobre minhas coxas.

Finalmente, ele desviou a atenção da tela para me fitar com uma expressão perplexa. Seus cabelos castanhos caiam sobre seus olhos.

— Você não é um amante da sétima arte? — parecia ofendido —, estou verdadeiramente chocado. Poderia até considerar isso um problema.

— Fui influenciado pelo Kyungsoo para fazer algo relacionado a cinema. E eu simplesmente não sou muito fã. Não é um problema uma pessoa não gostar de uma coisa que você gosta! — exclamei, lembrando porque eu não gostava nada do garoto... 

Gesticulou com a cabeça para o filme.

— Olhe para a sua frente. O que você vê? — perguntou me observando atentamente.

Revirando os olhos, fitei a projeção à minha frente e franzi o cenho. 

— Um telão.

Baekhyun riu alto, sua risada era melodiosa... assim como sua voz.

— Não, estou falando desse clássico cult. O que você vê?

— Pessoas correndo de zumbis... dentro do telão — respondi impaciente como se fosse óbvio.

— Não é simplesmente isso! É uma obra de arte! A Noite dos Mortos-Vivos do grande George A. Romero. O pioneiro dos filmes de zumbis — falou num tom de voz respeitoso —, esse filme é um clássico!

— Byun, eu realmente não estou afim de...

— Não posso fazer esse projeto com você se não compreender o que estou falando — o estudante de cinema irritante me interrompeu —, quero que você sinta.

— Sinta o quê? — explodi.

Será que aquele dia estava sendo uma verdadeira merda por que era uma segunda-feira? Porque fazia todo o sentido na minha mente a cada segundo em que eu pensava seriamente em estrangular Byun Baekhyun...

— Você é do tipo que olha para um filme e descreve da forma mais fria possível — voltou a comer a pipoca e fitar o telão —, nós vamos mexer com um curta-metragem juntos. Quero que estejamos conectados, que sintamos a mesma vibe, então farei uma proposta. 

— Estou ouvindo — cruzei os braços novamente, torcendo para que ele resolvesse parar com aquela palhaçada.

— Você já perdeu a sessão de hoje praticamente, mas não poderá perder as próximas quatro — avisou —, de terça até sexta me encontre aqui no mesmo horário combinado do bilhete que deixei em seu armário. E traga um bloco de notas e uma caneta. Quero que você anote suas impressões, seus sentimentos, o que você pensa. Então, conseguiremos trabalhar. Fechado?

— Nós vamos fazer tudo em cima da hora! Vamos atrasar! — tentei retrucar.

— Não vamos — afirmou num tom de voz firme — lhe asseguro!

Respirei e fundo e analisei a proposta do Byun. Novamente me vi numa situação em que não tinha escolha. Era pegar ou largar. Eu teria de ceder e fazer o que quer que aquele anão pirado fedendo a manteiga e sentado ao meu lado queria, caso contrário, poderia esperar o professor Lee já registrando a minha reprovação.

Não tinha mais o que fazer. E aquilo me deixou simplesmente puto.

Sem paciência, sem escolha, sem saída, e sem dignidade, assenti.

— Fechado.

 


Notas Finais


Olha, eu particularmente acho o Sehun bem chato e o Baekhyun bem amorzinho kkkkkkkkkk...
O que vocês acharam?
Elogios? Pedras? (Pelamor, não sejam tão cruéis hahaha)
Beijinhos <3


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