História No Laws - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~slink3r

Postado
Categorias Twenty One Pilots
Personagens Josh Dun, Personagens Originais, Tyler Joseph
Tags Josh Dun, Revelaçoes, Romance, Sugar Daddy, Tyler Joseph
Exibições 47
Palavras 1.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hallo, guys. Hoje sou eu, a Tai, de novo. (Dscp miga, eu tinha que postar. ❤)
Perdoem a demora.
Boa leitura!

Capítulo 9 - News



Eu acha que havia esquecido, que estava mais animada com o fato de Tyler Joseph estar vindo á minha casa com novidades sobre o caso de Emma.
Mas no chuveiro, lágrimas caíam junto com a água.
Eu me esforçava para não chorar. Queria poder minimizar e apagar de vez todas as lembranças que eu tinha daquela parte da minha infância.
Mas sem Emma, era como se eu fosse um exército sem armas, tendo o oponente com um arsenal inteiro.
Eu estava fraca. Precisava de um consolo, precisava de um apoio. 
Precisava, ainda por cima, assimilar tantas coisas.
Ás vezes precisamos ter uma postura, fingir que estamos nós sentindo bem, á vontade.
E partir do momento que desci para a sala de jantar e sentei-me á mesa, foi como me senti.
Fosse o mínimo de alegria que eu sentia outrora, havia sumido totalmente.
Desanimei aos poucos, como uma flor murchando em câmera lenta.
Durante todo o jantar, era como se ignorássemos o que realmente importava: Emma.
Não era por isso que Tyler havia vindo?
Tentei esconder meu estarrecimento, mas minha expressão revelava tudo. Enquanto ele e minha mãe se divertiam com suas conversas e piadas de advogados, eu remexia a comida no prato, o estômago embrulhado.
Quando não restara mais nada em seus pratos ou assuntos para continuar a conversa, ambos olharam para mim como se eu fosse uma criança desobediente que não queria comer o próprio jantar.
"Poly, você está bem, querida?"
"Não, mãe, não é isso. Eu só... Tyler, o que descobriu sobre Emma?"
    Tyler tomou um gole de vinho tinto antes de afrouxar de leve sua gravata azul escuro e olhar para mim como se eu fosse apenas mais um de seus clientes.
"Bem, em semanas, é o melhor que conseguimos. Encontramos Mark."
   Meu coração começara a palpitar. Um turbilhão de palavras irrompeu em minha mente, um nó formou-se instantaneamente em minha garganta.
Peguei a água, perto do castiçal, e bebi metade da jarra.
"Onde ele está?"
"Não se preocupe, Poly. Ele já está sob custódia da polícia."
"Ele vai.... Ele vai ser julgado, não é?" Eu estava ficando eufórica.
"Provavelmente", respondeu Tyler.
"E quanto a Emma?", indaguei, ansiosa.
O rosto de Tyler se fechou, assim como o da minha mãe, como se ambos soubessem de algo que eu não sabia.
"Emma não estava com ele. Mas ele provavelmente terá conseguido um advogado até amanhã. Vamos interroga-lo e descobrir. Encontraremos sua amiga, Poly."
   Parecia o dia da oscilação de humor.
Aquela poderia ser uma possibilidade improvável. Talvez Mark não dissesse onde Emma estava. Talvez ela já estivesse...
Não.
Balancei a cabeça, a fim de afastar os pensamentos negativos.
Depois de tantos dias, finalmente haviam descoberto algo interessante. E eu estava feliz. De alguma maneira, aquilo me fez sentir mais próxima de Emma.
Meu impulso foi levantar e abraçar Tyler. Seu corpo estava quente, aquecido por todas aquelas camadas de roupa.
Ele se levantou, ajeitando-se. 
"Obrigada, Tyler."
"De nada, mas não tem que agradecer a mim. Os detetives que sua mãe contratou são exímios e muito competentes."
   Minha mãe  também levantou-se, envolvendo-me em um abraço apertado e reconfortante.
"Eu preciso contar pro Aidan", proferi, saltitante. 
Eu não me sentia tão bem há varias semanas. A notícia havia me animado. Conjecturas dançavam na minha mente, e a esperança de reencontrar Emma e abraça-la novamente reascendia. 
"Mãe, posso ir á casa de Aidan? Por favor?", pedi, com um olhar de súplica.
   Minha mãe deu de ombros. Ergueu as mãos como quem diz "vá", e sorriu de soslaio.
"Obrigada, obrigada, obrigada."
"Posso leva-la, se quiser, Poly."
"Faria isto por ela, Tyler? Não precisa se incomodar..."
"Tudo bem, Diana. Seria ótimo."
   Minha mãe assentiu, agradecida. 
Afagou meus ombros com carinho.
"Se cuide, querida", murmurou ela.
"Vamos?"

Tyler dirigia com calma, prudentemente, como deveria. As janelas estavam fechadas. O frio era artificial.
Eu queria sentir o vento em meu rosto, sentir meus cabelos sendo esvoaçados. Mas estar com ele já era o bastante. Sua presença bastava para anular qualquer desejo ou vontade.
Olha-lo sereno e concentrado era tão bom, que eu preferi manter o silêncio.
Mas ele decidiu que queria falar. E ser chato, também.
"Aquele cara tem te incomodado?"
"Na verdade, não."
As mensagens e ligações de Josh acumulavam-se desde o dia em que descobri aquelas coisas sobre ele.  Eu não o estava retornando. Mas aquilo não era da conta de Tyler.
    Ele queria conversar. Seus lábios ansiavam mexer-se e tagarelar sobre qualquer coisa.
"Como tem passado?"
   Era claro que ele sabia a resposta, e que estava tentando puxar assunto, também.
Talvez um beijo ajudasse-o a ficar calado.
Será que ele gostaria de ser beijado?
"Não tão bem, mas as coisas vão melhorar." Sorrio de soslaio, espiando  através do espelho retrovisor.
Ele me olha e desvia prontamente ao perceber que eu o estava encarando.
"E você, com tem passado, Tyler?"
"Hum, bem", murmura ele.
   E o resto do percurso torna-se silencioso. Tyler continuava olhando para mim disfarçadamente. Talvez ponderasse o quão perigoso seria olhar.
Mas ninguém precisava saber de nada.
Quando chegamos á casa de Aidan, Tyler finalmente manifestou-se. Quando tirei o cinto de segurança, segurou no meu braço sutilmente e fitou meu rosto. De cabeça erguida, encarei-o de volta. Os olhos castanhos brilhantes e ansiosos.
O que se passava neles?
"Eu sei que eu não deveria, mas..."
" ... mas você quer me beijar? De novo."
   Ele assente. Eu me aproximo sutilmente. Pouso minha mão em seu peito e deslizo-a sobre seu paletó. Assim que fecho os olhos, sinto nossos lábios colidirem-se.
E nós nos beijamos por alguns minutos, até faltar-nos ar. Éramos como letra e melodia, fundindo-nos em perfeita harmonia.
E depois, fizemos o mesmo novamente. Seu peito se chocava contra o meu. O tecido de sua roupa esquentava ainda mais nossos corpos. 
Não importava o quanto demorasse, eu sentia como se ainda estivesse perdendo algo.
"Hã... Eu preciso ir. Preciso ver o Aidan."
"Ah, tudo bem", murmura ele.
Abri a porta e saí, fazendo tudo devagar.
"Poly..." chama ele, a porta ainda estava aberta. "Eu posso te ver outro dia?"
"Sim", assenti. Estava mais empolgada do que parecia. Ele sorriu. E naquele momento eu quase me senti feliz. 
Eu ficaria feliz se estivesse feliz por me ver.
Esperei-o fazer a volta e sumir na pista molhada antes de bater á porta. A madeira polida marrom era dura demais para minhas mãos, mas havia uma campainha de ferro. Balancei o objeto duas vezes e aguardei.
Logo fui atendida. A mãe de Ainda, de estatura mediana e cabelos naturalmente louros, sorriu para mim com complacência.
"Olá, Poly. Faz tempo que não aparece por aqui. Entre."
   Eu aceito o convite. A casa de Aidan era bem decorada. Os lustres de cristal brilhavam, contrastando com a cor escura dos móveis de aparência antiquada.
As cortinas eram de tom creme, tal como a toalha na mesa.
"Como vai?"
"As coisas estão melhorando. Tivemos novidades no caso de Emma."
   Ela põe a mão no meu ombro e sorri  com alegria.
"Oh, que ótimo! Aidan vai adorar saber disso."
"Ele está?"
"Está lá em cima, vá vê-lo", diz ela, gesticulando para as escadas. Depois ruma para a cozinha.
Corro escadas á cima, ansiosa para dar a notícia a Aidan e ver seu semblante feliz. Ultimamente vinha sendo difícil nos fazer sorrir.
Bati na porta e disse que era eu, e ele pediu que eu entrasse.
Ele não estava lá tão essas coisas de animado, mas, quando lhe dei a noticia, ele explodiu de alegria.
Saltou da cama e veio em minha direção, me abraçou forte por minutos.
"Oh, meu deus! Eu não estou acreditando... Poly, agora será mais fácil encontra-la. E aquele desgraçado do Mark vai pagar por tudo o que fez."
    Concordei com ele, finalmente soltando-o.
"Se tudo der certo, logo a veremos de novo", digo eu, mais do que feliz com a ideia.
    Aidan me abraçou de novo, mas desta vez não demorara.
"Então, por que não pedimos uma pizza e assistimos a um filme?"
"Vamos!" consenti, animada.
Pelo menos aquele dia não havia sido tão triste, apesar de minhas memórias matinais.
Eu estava sentindo algo parecido com esperança. E esperança é um sentimento forte. No entanto, se depositado na coisa errada, pode ser algo desolador.
Eu esperava estar com esperança na coisa certa.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Perdoem qualquer erro e avisem, se preferirem.
Obg gente 💖


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