História No Limite da Atração - CAMREN G!P - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Lucy Vives, Vercy, Vercy G!p, Verônica G!p, Veronica Iglesias
Exibições 1.216
Palavras 1.514
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Dois caps 💔

Capítulo 55 - Eu te amo Camila Echo Cabello, pra sempre.


Fanfic / Fanfiction No Limite da Atração - CAMREN G!P - Capítulo 55 - Eu te amo Camila Echo Cabello, pra sempre.

A sra. Collins me deu um sorriso encorajador quando os pedacinhos de lenço de papel caíram das minhas mãos no lençol. 

– Desculpa – eu disse. 

Ajeitei-me na cama do hospital e suspirei quando mais pedacinhos caíram no chão. O psiquiatra do hospital, um homem careca de quase cinquenta anos, riu. 

– Lenços de papel foram feitos para serem rasgados. Não se preocupe. 

Eu me sentia como se não tivesse feito nada além de chorar desde que acordei hoje de manhã. Chorei quando abri os olhos e vi a Lauren ao meu lado. Chorei quando os médicos vieram imediatamente e pediram que a Lauren saísse para poderem me examinar. Chorei quando contei ao psiquiatra e a sra. Collins o que eu me lembrava. Chorei quando eles me contaram a sequência de eventos. E aqui estava eu, horas depois, ainda chorando - uma enxurrada patética e constante de lagrimas.

Tirei outro lenço de papel da caixa e tentei assoar o nariz discretamente. Eu me lembrava. De tudo.

Cheguei e encontrei minha mãe em uma depressão profunda. Decidi ficar para ver se conseguia convencê-la a se encontrar com o terapeuta dela. Bebi o chá e depois me senti mal. Fui até o banheiro e encontrei na pia o frasco vazio de remédios para dormir, então liguei para o meu pai e dei de cara com a caixa postal. 

E depois a percepção assustadora de que minha mãe tinha planejado se matar e decidiu me incluir em seus planos sem o meu consentimento. Fiquei zonza e caí sobre o vitral. O tempo que passei no chão, implorando que minha mãe conseguisse ajuda para mim, e depois... fechei os olhos. 

Não era surpresa que eu odiasse dormir. Assoei o nariz de novo. 

– Então, posso ir pra casa? 

O psiquiatra se inclinou para frente e deu um tapinha no meu joelho.

– Pode. Recomendo que você continue a terapia para lidar com quaisquer sentimentos residuais, agora que você se lembrou do incidente. Ouvi dizer que a sra. Collins tem alguns clientes particulares. Talvez ela esteja disposta a ajudar. 

A sra. Collins abanou o rabinho e ofegou.

– Minha porta esta sempre aberta. 

– Acho que eu ia gostar disso.

Quem diria? A mulher que eu achava que estava determinada a tornar minha vida um inferno na verdade tinha me tirado dele.  

 

No estilo típico de Glinda, a Bruxa Boa, a Ally me trouxe umas coisas de casa. Como eu tinha algo para vestir que não fossem roupas cobertas de vômito ou uma camisola de hospital, aproveitei para tomar um longo banho quente. Quando saí do banheiro, encontrei a Lauren de pé ao lado da janela.

– Oi – eu disse. 

– Oi. – Ela me deu aquele sorriso malicioso. – Ouvi dizer que vão te dar alta. 

– É. – Andei ate a pequena mala que a Ally tinha me deixado e enfiei minhas coisas ali, tentando pensar em qualquer coisa para me manter ocupada. Ela tinha presenciado meu surto. Mas também ficou comigo o tempo todo. Talvez ela se sentisse mal por mim. Ainda assim, ela invadiu a sala da sra. Collins para pegar meu arquivo, porque, de acordo com a Lucy, ela me queria de volta. – Lauren. – Mas ela disse meu nome exatamente ao mesmo tempo. 

Ela enfiou os dedos nos bolsos enquanto eu batucava os meus na mesinha de cabeceira. 

– Como você esta? – ela perguntou. 

Será que ela estava perguntando para ganhar tempo antes de me abandonar? Quem ia querer ficar com uma garota maluca? Dei de ombros e observei meus dedos ainda batucando. 

– Bem. 

Em um movimento não característico, a Lauren coçou a parte de trás da cabeça. Ela parecia quase... insegura. Droga, eu tinha assustado tanto a garota que ela estava apavorada de ficar no mesmo quarto que eu. 

– Você fez eu me borrar de medo ontem a noite, então desculpa, mas não quero ouvir "bem" como resposta. 

Esfreguei os olhos, esperando que isso ajudasse a evitar o choro. Água quente do banho tinha finalmente acalmado as lágrimas, mas a ideia da Lauren indo embora as trouxe de volta. 

– O que você quer ouvir? Que estou exausta? Apavorada? Confusa? Que tudo que quero é encostar a cabeça no seu peito e dormir durante horas, mas isso não vai acontecer porque você vai me abandonar?

 – É – ela respondeu rápido, mas depois disse com a mesma rapidez – Não. Tudo, menos a ultima parte. – Ela fez uma pausa. – Camila, como você pode achar que eu vou te abandonar? Como você pode duvidar do que eu sinto?

– Porque... – eu disse enquanto sentia a conhecida reviravolta no estômago. – Você me viu perder a cabeça. Você me viu quase enlouquecer.

Os músculos do ombro dela se contraíram visivelmente. 

– Eu vi você lutar contra a pior memória da sua vida e vi você vencer. Não tenha dúvidas, Camila, de que eu lutei bem do seu lado. Você precisa confiar em mim... Em nós. – A Lauren inspirou e lentamente soltou o ar. A postura dela relaxou e a voz também. – Se você esta com medo, pode me dizer. Se você precisa chorar e gritar, vai em frente. Mas você não vai de jeito nenhum se afastar de nós porque acha que é melhor para mim. A realidade é a seguinte, Camila: eu quero ficar do seu lado. Se você quiser ir ao shopping totalmente nua para mostrar suas cicatrizes para o mundo, eu seguro a sua mão. Se você quiser ver a sua mãe, me diz isso também. Eu posso não entender sempre, mas, baby, eu vou tentar. 

Fiquei encarando a Lauren e ela me encarou de volta. O ar entre nós ficou denso com o peso das nossas próximas palavras não ditas. 

– Tudo bem – eu disse. 

Ela fechou os olhos por um segundo e a tensão sumiu do seu rosto. 

– Tudo bem.

Meu coração martelava no peito. lsso significava que estávamos juntas de novo? Eu queria que fosse isso, mas o chão embaixo de mim parecia instável. Talvez nós ficássemos bem se conseguíssemos simplesmente ser a gente de novo. 

– Totalmente nua? 

– Todos nós temos sonhos, Camila. – O lado direito da boca da Lauren se curvou para cima. – Sabe, tem uma cama aqui e a porta esta fechada. Seria uma pena não aproveitar essa situação. 

Eu ri e a risada me pegou desprevenida, mas, ah, como era bom. 

A Lauren se aproximou bem devagar, e eu adorava o brilho travesso em seus olhos quando ela fazia isso. Ela colocou as mãos nos meus quadris e acariciou meus cabelos com o nariz.

– Eu adoro o seu cheiro. 

– Obrigada. – Um calor subiu pelo meu rosto e eu expirei. Tanta coisa tinha mudado em vinte e quatro horas. – Por que você abriu mão dos seus irmãos?

Ela passou os dedos pelos meus cachos, puxando-os com delicadeza em movimentos irresistíveis. 

– Porque eles amam a Carrie e o Joe, e viver com eles é a melhor opção. 

Sem conseguir me conter, eu acariciei a o rosto dela.

– Mas você ama os dois.

O sorriso dela se tornou forçado, e um musculo se contraiu no maxilar. 

– Eu ainda vou ser parte da vida deles. Uma grande parte. Não vou mentir, isso dói pra caramba, mas estou honestamente aliviada. Posso fazer faculdade. Posso decidir o meu futuro. 

Engoli em seco e tentei domar o pterodátilo mutante que andava de patins no meu estômago quando eu ousava pensar em um futuro para nós duas. No instante em que o carro do Aires rugiu debaixo de mim, eu sabia que precisava da Lauren na minha vida. A morte do meu irmão tinha deixado um buraco enorme no meu coração. Eu achava que tudo que eu precisava era daquele carro funcionando, mas eu estava errada. 

Um carro jamais poderia preencher o vazio, mas o amor sim.

– Espero que o seu futuro me inclua. Quer dizer, alguém tem que continuar arrasando com você na sinuca. 

A Lauren riu enquanto enfiava os dedos nos meus passadores de cinto e me puxava para perto.

– Eu estava deixando você ganhar. 

– Ah, por favor. – Os olhos dela tinham quase saltado para fora quando eu encaçapei algumas bolas logo de cara. – Você estava perdendo. De lavada. – Eu me perguntei se ela também estava se deliciando com o calor de estarmos tão próximos outra vez. 

– Então acho que eu vou ter que te manter por perto. Pra sempre. Você vai ser útil num jogo sujo. – Ela abaixou a testa ate a minha e os olhos castanhos, que estavam rindo segundos antes, se escureceram quando ela ficou seria. – Eu tenho muita coisa pra te dizer. E muita coisa pra me desculpar.

– Eu também. – Toquei de novo seu rosto, dessa vez deixando meus dedos ficarem ali por mais tempo. A Lauren me queria, para sempre. – Mas a gente pode falar isso tudo outra hora? Eu estou meio cansada e ainda preciso ver o meu pai. Você acha que a gente pode apenas acertar agora que eu quero você, você me quer, e a gente combina a parte do final feliz mais tarde?

Os lábios dela se curvaram num sorriso sensual e eu me perdi nela. 

– Eu te amo, Camila Echo Cabello. – Sussurrei as palavras quando ela trouxe os lábios ate os meus. – Pra sempre.   


Notas Finais


Ate amanha


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