História No Limite da Atração - CAMREN G!P - Capítulo 56


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Lucy Vives, Vercy, Vercy G!p, Verônica G!p, Veronica Iglesias
Exibições 1.349
Palavras 3.050
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Que dor por estar acabando 💔

Capítulo 56 - Ela ficou com você Camila, a noite toda.


A Lauren segurou minha mão e minha mala ate o terceiro andar - a maternidade. 

A campainha do elevador tocou e as portas se abriram. 

– Nossa, Camila, seria bom ter um pouco de sangue circulando na minha mão – disse ela. 

– Desculpa. – Tentei soltar, mas a Lauren manteve os dedos unidos aos meus. 

Andamos pelo corredor e passamos por mulheres caminhando devagar com os maridos, quartos cheios de balões e flores e o setor das enfermeiras. No fim do corredor, parei do lado de fora do quarto que me disseram que era o da Ashley. 

– Você quer que eu entre? – a Lauren perguntou. Balancei a cabeça. 

– Ela pode estar amamentando. – Além do mais, eu não precisava de público para o que ia fazer. A Lauren ficou tensa. 

– Informação demais. Vou ficar na sala de espera. 

– Tudo bem. 

Ela beijou suavemente meus lábios. 

– Me manda uma mensagem de texto que eu chego aqui num piscar de olhos, com amamentação ou não. 

– Obrigada. 

A Lauren me esperou entrar antes de ir embora. 

Nada de quarto simples para a Ashley. Meu pai tinha pagado quarto particular com banheiro completo, banheira de hidromassagem, sofá de couro, piso de madeira, televisão de tela plana. Ele e a Ashley estavam dando risinhos quando entrei. 

– Oi. 

A Ashley se espreguiçou na cama de hospital inclinada, com meu pai bem ao lado. O braço dele estava sobre o ombro dela. Não havia sinal das rugas de preocupação no rosto do meu pai. Os olhos cinza brilhavam enquanto ele olhava para o bebê empacotado que ela segurava. Eles pararam de rir, e meu pai se sentou na cama. 

– Camila. Você esta bem? Você precisa de mim? 

Meu pé batucava no chão. A náusea se revirava Ia no fundo. Eu não tinha ideia de como ia doer ver a criança substituta. 

– Estou bem. Estou interrompendo alguma coisa? Porque se estiver posso ir embora, porque eu sei que você acabou de ter um bebe e tal... 

– Não. – Os olhos azuis da Ashley se suavizaram. – Você não esta interrompendo nada, Camila. Por favor, entra. Desculpa não poder ter ido ver você ontem a noite, mas... bem... eu estava meio ocupada.

– É. Tudo bem. Você teve um bebê. Acho que isso é mais serio... – do  que me ver surtar. Sentei perto da cama e tentei dar uma espiada no bebe sem que eles percebessem. – Ele esta bem? Quer dizer, apesar de ter nascido prematuro e tal. 

Não que eu me importasse nem nada. Aquela coisinha era uma substituição para mim e para o Aires. Mas ainda assim era um bebê pequeno e indefeso e deveria estar crescendo na barriga da Ashley, e não sair tão cedo para esse mundo horrível. Meu pai me deu um sorriso franco. 

– Ele é perfeito. 

– Ótimo. – Cruzei os calcanhares e meu pé ficou balançando no ritmo do batucar do dedo no meu joelho. 

– Você quer segurar o bebe? – perguntou a Ashley. Humm ... Não. 

– Pode ser.

Meu pai pegou o bebê enrolado dos braços da Ashley e me entregou. Sentindo-me a pessoa mais desajeitada do mundo, mexi as mãos três vezes antes de finalmente segura-lo. 

– Apoie a cabeça dele e segure perto de você – disse o meu pai. – Isso. Esta vendo? Você nasceu para isso. 

– Claro. – As pessoas naturalmente queriam sair correndo e gritando quando seguravam um bebe. 

Meu batimento cardíaco aumentou quando a coisinha rosa bocejou e abriu os olhos. Ele piscou três vezes e fechou de novo. Quando eu piscava desse jeito, normalmente vinha uma mentira em seguida. Fiquei me perguntando qual era o nosso grau de parentesco. 

– Quer saber o nome dele? – perguntou a Ashley. 

– Quero. Qual e o nome dele? – Porque as pessoas davam nomes aos filhos e eu supostamente deveria querer saber.

Meu pai acariciou a mão da Ashley e respondeu: 

– Alexander Aires Cabello. 

Um tremor me atingiu ate o nome se acomodar no meu coração. A mãozinha do Alexander se soltou da manta e agarrou meu dedo. Aires. Eles tinham dado o nome do bebe em homenagem ao Aires. O Aires teria amado esse bebê, independentemente de quem fosse a mãe dele, independentemente de como nosso pai o tratasse.

Por que? Porque foi assim que ele me amou. O Aires me amava incondicionalmente. Ele me amava quando eu era uma criança assustada. Ele me amava quando eu era uma pré-adolescente pentelha. Ele me amava quando eu era uma adolescente cheia de hormônios.

Quando ninguém mais neste mundo conseguia me amar por ser insegura, egoísta, tímida e apavorada, ele me amava. Mais de uma vez, o Aires tinha engolido o orgulho por mim. Ele aceitava muita coisa do meu pai, da minha mãe e da Ashley para me proteger.

O Aires só fez uma coisa egoísta na vida, que foi realizar o sonho de se tornar fuzileiro naval, mas mesmo nessa época ele lutava por mim. Ele escrevia cartas para o meu pai e a Ashley, dizendo para eles não pegarem no meu pé. Ele me ligava e me escrevia o tempo todo. Ele sacrificava o pouco tempo livre que tinha para ficar atualizado de cada detalhe da minha vida.

O Aires teria movido céus e terra par esse bebê, assim como moveu céus e terra por mim. 

Eu achava que consertar o carro do Aires ia ajeitar minha vida. Achava a mesma coisa sabre recuperar a memória. Mas nenhuma dessas coisas tinha realizado a esperança mágica a qual eu me agarrava - que, de algum jeito, minha vida voltaria para três anos antes.

 O Alexander se mexeu nos meus braços. Meu Deus, ele era tão pequeno, e, pelos olhares eufóricos do meu pai e da Ashley, eles já adoravam o menino. Todos nós começamos desse jeito - pequenos pacotes de alegria. Eu, o Aires, a Lauren, a Ally, a Veronica e até mesmo a Lucy. 

Em algum momento, alguém nos pegava no colo e nos amava, mas, em algum ponto do caminho, as coisas davam errado. Mas não para esse bebê – não para o Alexander. 

Nas últimas semanas, eu tinha aprendido varias lições difíceis sabre mim mesma. A mais destruidora? Que eu era egoísta como minha mãe. Assim como ela, eu via o mundo em preto e branco, em vez dos tons e cores vibrantes que eu sabia que existiam. E não só isso: eu tinha escolhido ver o mundo através dos olhos dela, e não dos meus. 

Mas não mais. Eu podia fazer mais do que reformar um carro para homenagear o Aires. Eu podia me tornar a irmã que ele gostaria que eu fosse. O Alexander nunca enfrentaria este mundo sozinho. Ele teria uma defensora - ele teria a mim. 

– Alexander Aires. Gostei. 

A Ashley soltou um suspiro aliviado e olhou para o meu pai com um sorriso no rosto. 

– Estou feliz de você estar aqui, Camila.

E o mais estranho... 

– Eu também.

Uma enfermeira entrou com um bercinho sabre rodas. 

– Desculpem interromper, mas vim buscar o Alexander para ser pesado. – Ela o tirou dos meus braços com experiência e o colocou na caminha. – E alguém vai vir examiná-la, sra. Cabello. 

– Ele vai querer mamar em breve, então não leve ele par muito tempo. – A Ashley agarrou a mão do meu pai, e os olhos azuis ficaram preocupados. 

– Vamos trazer o bebê logo, logo – garantiu a enfermeira. 

Ficamos olhando enquanto ele era levado. Meu pai deslizou para a ponta da cama. 

– Como você esta? 

– Bem. – Considerando que eu havia tido um leve surto e lembrado que a minha mãe tinha tentado me envolver num caso de assassinato-suicídio. – Eles me deram alta. 

– Já? Os médicos e as enfermeiras estavam me mantendo informado, mas disseram que você não ia ser liberada antes das duas horas. Eu planejava estar lá para te levar para casa. – Ele olhou o relógio. Eram uma e meia. – Eu juro que fiquei lá com você. 

– Eu sei. A Lauren me contou.

Meu pai trocou um olhar perplexo com a Ashley. 

– Você e a Lauren voltaram? 

O calor queimou meu rosto ao pensar no jeito como ela me beijou no quarto do hospital. 

– É. 

– Ela ficou com você, Camila. A noite toda. – Ele olhava para os sapatos enquanto falava, e eu percebi o pesado tom de arrependimento. 

A Lauren tinha ficado comigo, ele não. As palavras da minha mãe escolheram esse momento para ecoar na minha cabeça. "Você e eu somas iguais." 

Não, mãe, não somos. Eu sou igual ao Aires. Vou me sair melhor do que você. 

Em intervalos de segundos, o rosto da Ashley se alternava entre preocupação e esperança. Eu já a tinha amado um dia. Minha mãe me lembrou disso. Houve uma época, quando eu era criança, em que eu provavelmente teria chamado a Ashley de mãe sem um pingo de arrependimento. 

Sim, muitas coisas aconteceram. Um casamento fracassou e uma família se destruiu, mas a Ashley... A Ashley não era uma má pessoa. 

– Desculpa, Ashley.

A testa dela se enrugou. 

– Por quê?

Eu me forcei a olhar para ela. 

– Por sempre culpar você. – Os olhos dela se encheram de agua. Engoli o orgulho e continuei: – A minha mãe não é quem eu pensava que fosse, então talvez você também não seja a pessoa que eu inventei que era. 

No início, eu queria que o pedido de desculpas fosse uma trégua para que eu pudesse começar do zero com o Alexander, mas, conforme eu dizia as palavras, meu coração foi ficando mais leve. Eu realmente sentia muito e o perdão parecia... esclarecedor. A Ashley colocou a mão sobre o coração enquanto as lágrimas escorriam. 

– Eu também preciso me desculpar. De verdade. Eu nunca quis te magoar. Nunca. Às vezes eu digo algumas coisas, as palavras escapam, eu vejo no seu olhar que eu disse as palavras erradas. Mas você precisa saber que eu sempre te amei. Eu vou melhorar, Camila. Prometo.

Olhei para o meu pé balançando. A culpa me devorava. Ela queria uma folha em branco. Se quiséssemos recomeçar com o pé direito, a primeira coisa era a honestidade. 

– E eu vou tentar de verdade com você. Não da boca pra fora. Tentar de verdade. 

A Ashley sorriu através das lagrimas e acenou com a cabeça, aceitando minha oferta de paz. 

– Sra. Cabello, estou aqui para examiná-la – disse uma enfermeira de uniforme lilás. – Vocês dois se importam de sair? 

Meu pai se levantou. 

– Sem problemas. 

A coisa adequada a fazer seria abraçar a Ashley. E... eu devia. Mas não conseguia. Era melhor guardar isso para quando eu real mente sentisse vontade. Consertar meu relacionamento com ela exigia um passo de cada vez. Estendi a mão e ela apertou. 

– Vejo você em casa – disse ela. 

– OK. 

Quase apagando o castanho do meu cabelo, de tanto choque, meu pai colocou um braço sobre meu ombro e me conduziu para fora do quarto. 

– Eu já te disse ultimamente como te amo?

Havia uma janela que ia do chão ate o teto no fim do corredor perto do quarto da Ashley. Meu pai fechou a porta atrás de si e nós dois olhamos para o estacionamento cheio do lado de fora. Sabia que você não me tocava desse jeito há anos? 

– Não.

Ele me puxou para perto e manteve os olhos fixos no mundo Ia fora. 

– Eu te amo mais do que você pode imaginar. 

– Eu também te amo – sussurrei. – Eu queria... – Que o Aires nunca tivesse morrido. Que a minha mãe não fosse tão egoísta. – Eu queria que as coisas não precisassem ser tão difíceis entre a gente. 

– Eu não sabia como falar com você, Camila. Não que eu soubesse antes, mas, depois do que aconteceu com a sua mãe... eu não conseguia te encarar. Toda vez que eu olhava para você, eu via como tinha errado. E como eu poderia pedir seu perdão se você nem se lembrava do que eu tinha feito? 

– O que aconteceu? – Olhei nos olhos dele. – Da sua parte?

O cinza que escureceu seu rosto fez meu pai parecer muito mais velho do que um homem de quarenta e poucos anos. 

– Quinze minutos. Foi esse o tempo que a sua mensagem ficou na caixa postal. Eu liguei para a emergência assim que ouvi o pânico na sua voz. Implorei que eles fossem ver você e a sua mãe. A Ashley e eu saímos imediatamente, mas eu sabia que não seríamos rápidos o suficiente. Se eu tivesse atendido o telefone quando você ligou, teria dito pra você se trancar no banheiro. Você nunca teria caído naquele vidro. Se eu tivesse ouvido o recado mais cedo, você estaria consciente quando os médicos da emergência chegaram. – Ele fechou os olhos. Uma tortura profunda pesou em seu rosto. – Você quase morreu. 

Apertei o rosto contra o peito dele e apertei mais o abraço. 

– Eu estou viva, pai. – Diz aquilo, Camila Echo. – E esta tudo bem. Eu não culpo você.

Ele me abraçou de volta enquanto sussurrava, varias vezes seguidas: 

– Me desculpa.

Virei a cabeça, ouvindo o coração dele enquanto olhava pela janela. Como sempre, o mundo continuava ali. As pessoas entravam e saíam do hospital. Os carros se apressavam em direção a seus destinos. E, por mais feliz que eu estivesse de ter acertado os pontos com meu pai, eu sabia que meu destino não era aqui. 

– Sabe aquelas vezes em que eu saí da cidade para vender meus quadros? – Eu me afastei, mas meu pai manteve o braço ao meu redor enquanto virava a cabeça e olhava para longe.

O reconhecimento silencioso dolorido de que ele tinha perdido o controle sobre mim varias semanas atrás ainda estava evidente no rosto dele. 

– Sei.

Como exatamente eu deveria explicar isso? 

– Eu dormia a noite inteira quando estava fora. 

– Camila, isso e ótimo!

Ele não entendeu. 

– Isso me fez perceber que eu preciso encontrar um espaço para mim. Quando me formar no colégio, eu vou me mudar. 

Isso tinha de ser dito, mas me senti mal pelo peso que retornou ao meu pai. Ele alisou meu ombro. 

– Eu sei que errei. Não posso te dizer quantas noites fiquei acordado observando aquelas breves horas preciosas em que você realmente dormia e me perguntando como eu poderia fazer todos os seus problemas desaparecerem. Eu sei que não era o suficiente, mas fiz o melhor que pude com você. Não importava quanto eu tentasse, eu nunca conseguia encontrar um jeito de consertar tudo. 

A imagem na minha cabeça fazia sentido. Eu era um vaso quebrado e a rédea curta do meu pai era a cola. Ele achava que, se pressionasse o suficiente, eu voltaria ao normal. 

– Você realmente tentou com a minha mãe, não foi? – Minha conversa com ela me fez repensar em tudo que ela tinha me feito acreditar. O tom dele ficou rouco. 

– Eu amava a sua mãe, Camila. Ela abalava o meu universo. Mas eu amava mais você e o Aires. Tentei de tudo para minimizar os efeitos do comportamento dela sabre vocês dois. Eu me tornei o que se chama por aí de capacitador, até finalmente perceber que a única pessoa que podia ajudar a sua mãe era ela mesma. – Meu pai limpou o rosto e eu fingi que talvez fosse poeira. – Eu cheguei em casa uma noite e encontrei você e o Aires no armário do seu quarto, se escondendo dela. Não era a primeira vez, mas eu jurei para mim mesmo que seria a última. Eu não podia mudar a sua mãe, mas podia cuidar de vocês dois. Contratei a Ashley em tempo integral e disse a sua mãe que, se ela não se cuidasse, eu pediria o divorcio. Você era nova demais para lembrar, mas a sua mãe realmente tentou, e teve épocas em que ela tomava os remédios e ficava bem. Quando ela ficava muito mal, eu a internava num hospital psiquiátrico. O ciclo nunca acabava. De bem para mais ou menos, de mais ou menos para ruim, de ruim para o hospital e de volta a estar bem. Uma noite, eu voltei da visita no hospital e encontrei a Ashley lendo para você no seu quarto. Você estava sentada no colo dela, brincando com o cabelo da Ashley, e olhava maravilhada para ela. Ela ajudou o Aires com o projeto de ciências e filmava os jogos de basquete dele. Ela até fazia jantar para vocês e aquecia as sobras para mim. A Ashley trouxe um senso de normalidade para uma casa onde a normalidade mal existia. Eu juro, Camila, que nenhum de nós pretendia se apaixonar. Às vezes a vida acontece. 

Talvez meu pai e eu fôssemos mais parecidos do que eu imaginava. Nós dois desejávamos a normalidade. O nervosismo aumentou dentro de mim. 

– Eu sou igual a minha mãe?

Ele me olhou de canto do olho. 

– Essa é uma pergunta capciosa? – Meus olhos imploravam, esperando que ele não me fizesse falar em voz alta. Ele alisou meu ombro de novo. – Você tem a beleza, o talento artístico e a tenacidade dela, se é isso que você quer dizer. 

Ele estava dizendo que eu era teimosa? Espere até conhecer a Lauren. 

– Mais alguma coisa?

– A sua mãe nunca teria dito a ninguém as palavras que você acabou de dizer para a Ashley... e para mim. Você é você, Camila, e eu tenho orgulho de ser seu pai. 

O nervosismo sumiu e eu encostei a cabeça nele. 

– Obrigada, pai.

– Me dá mais uma chance. Eu prometo deixar você controlar a sua vida. De qualquer maneira, acho que a Ashley vai ficar muito ocupada com o Alexander. Ela só começou a ser sua babá quando você já tinha saído das fraldas fazia tempo. 

Eu vivia em um mundo muito, muito maluco. Minha babá adolescente, que virou governanta e virou madrasta, agora tinha dado a luz meu novo irmão. Eu queria muito dar ao meu pai a resposta que ele desejava e deixa-lo feliz, mas aí eu não seria fiel à pessoa que eu estava começando a acreditar que era. 

– Sinceramente, pai, não tem nada a ver com chances. Aquela casa está cheia de lembranças. Algumas são maravilhosas, e outras... não são. Passei anos esperando e rezando e planejando uma vida que na verdade nunca tive. Tenho medo de ficar e continuar olhando para trás e nunca olhar para frente. 

– Engraçado. – Mas ele não riu. – O Aires disse a mesma coisa quando se alistou. Promete que vai me visitar. Você também é meu bebê. 

Envolvi os dois braços ao redor dele e ele me abraçou. 

– Prometo.         


Notas Finais


Até amanhã


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