História No Limite do Amor || Kaisoo - Capítulo 18


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Chen, Exo, Hunhan, Kai, Kaisoo, Kpop, Kris, Lay, Lemon, Luhan, Masoquismo, Sadismo, Sadomasoquismo, Sehun, Shotacon, Suho, Sulay, Tao, Taoris, Xiuchen, Xiumin
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Palavras 6.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~Das Autoras

OI NOSSOS AMOREEEEEEEEEEEESSSSSS

DEMORAMOS????? Eu sei que sim. Mil desculpas por dois meses sem atualizar.

Nós meio que descumprimos a promessa de 5000 mil palavras... Fizemos 6000.

Sem enrolas né... VAMO LER LOGO Que o capítulo tá foda. Veremos vcs nas notas final, BEIJOS E BOA LEITURA!!

Capítulo 18 - Passivos são passivos


Luhan lembrava perfeitamente bem da sensação de vitória que teve quando havia conseguido conquistar Oh Sehun. Lembrava tão claramente que agora tinha em mente que faria de tudo para continuar assim. 

 

E isso inclui "estudar". Aquela palavra que ele tanto temeu durante anos agora estava o assombrando. E, pior, seu namorado era o fantasma. 

 

Mais uma vez naquela manhã, ele estava com os cadernos em cima da cama, deitado sobre ela de barriga para baixo enquanto lia o livro de história.

 

De longe pode escutar uma voz dizer "Onde está o Hannie?" o que o fez concluir que era Sehun. Em seguida, outra voz: "A sua rapariga está estudando lá no quarto." Essa ele tinha certeza que era do detestável e amável colega Kim Junmyeon. 

 

- Um dia eu me livro dele. - Disse revirando seus olhos e voltando a estudar sobre a revolução francesa.

 

Pouco tempo depois, Sehun entrou no quarto e sorriu ao ver o namorado estudando. Em silêncio, ele se sentou ao lado de Luhan e olhou para o livro dele. 

 

- Isso é fácil. - Disse Sehun e sorriu como se aquilo não fosse nada. 

 

- Fácil vai ser eu enfiar esse livro no seu ouvido se não me deixar estudar. - Luhan revidou enquanto mantinha os olhos focados no livro. 

 

- Que passivo agressivo. O quão concentrado está, Luhan? - Sehun perguntou perturbando mais uma vez a mentalidade do menor. - Posso testar? 

 

- Amor, o que você ganha me testando? Não pediu pra mim estudar? Estou fazendo o que pediu por um bem maior, o que mais quer??? - Perguntou impaciente e logo notou a mão do maior sobre seu próprio membro enquanto o acariciava por cima da calça. 

 

- Eu quero atenção. - Sehun respondeu num tom baixo e sexy, porém ficou boquiaberto quando Luhan deu de ombros e voltou a olhar pro livro. 

 

- Não dá agora. A prova de história é próxima semana e a professora Kim não dá folga... - Luhan sorri de canto ao ver que era Sehun quem parecia não resistir.

 

- M-mas... Só um pouquinho não faz mal... - Insistiu Sehun enquanto voltava a acariciar o próprio membro e tombava a cabeça para trás.

 

Luhan suspirou pesado. Odiava cada detalhe da ideia de ter que estudar para que Sehun não fizesse uma greve de sexo, mas ele havia tomado a decisão de que já estava na hora de mostrar para Sehun que não se deve brincar com ele e achar que vai sair ganhando.

 

E ele por pouco não desistiu daquela ideia, mantendo os olhos focados na revolução francesa e não nas revoluções de greve que o namorado estava tentando fazer.

 

- Hunnie, você começou com isso. - Respondeu friamente e sentia apenas quando Sehun se afastou e sentou próximo à cabeceira da cama.

 

Sem muito esforço, Sehun abaixou sua calça e a cueca junto, segurando em seu membro já ereto e começando a masturbá-lo.

 

- Hannie... - Falou o nome do menor como se fosse um gemido manhoso e mordeu seus lábios, acelerando o ritmo das masturbações.

 

- Aaish...eu estou estudando. - Luhan bateu as mãos nos livros e olhou para Sehun ali, sentindo uma pitada de calor invadir seu corpo e arrepiar sua espinha.

 

- Me ajuda, amor. - Pediu insistente e Luhan suspirou derrotado.

 

Ele deixou os livros de lado e engatinhou em direção ao mais velho, sentando em seu colo e começando a rebolar sobre seu membro. O olhar dos dois se encontraram e Oh Sehun inicou um beijo quente, segurando na cintura de Luhan, a forçando contra seu membro. O menor já havia sentido a língua do namorado pedir passagem e a cedeu sem pensar duas vezes, logo sugando os lábios dele e voltando ao beijo. 

 

Luhan sorriu vagarosamente entre o beijo e começou a rebolar ainda mais rápido no colo do maior. Dava para ouvir a cabeceira da cama batendo na parede rapidamente. Logo os gemidos de Sehun também podiam ser ouvidos.

 

- Ahh, Hannie... mais rápido, amor... - Pediu em um sussurro enquanto parava o beijo e colocava as mãos nas coxas de Luhan.

 

O menor sorriu e continuou a rebolar, dessa vez de forma mais intensificada, esfregando-se no membro totalmente duro do namorado enquanto tombava a cabeça para trás e começava a gemer.

 

E Luhan teria continuado aquele momento. Ele teria se não precisasse mostrar ao namorado quem é que manda na relação e quem decide fazer greve.

 

Sua decisão já havia sido tomada.

 

Aos poucos, foi diminuindo os ritmos das reboladas enquanto Sehun gemia rouco e a cama parava de bater contra a parede. Quando suas reboladas se tornaram 0, Luhan sorriu e saiu de cima do colo do mais velho, deitando-se de novo de frente para os livros e focando neles.

 

- Hannie... - Sehun resmungou e voltou a se masturbar.

 

- O que foi, amorzinho? - Provocou rindo baixinho. - Você disse que era só um pouquinho. Então te dei seu pouquinho. 

 

Ele sentiu uma leve pena, mas não ia desistir da sua própria ideia. Diferente de Do Kyungsoo, Xiao Luhan bem entendia quando parar e quando começar.

 

- Mas... mas eu ainda estou duro... - Resmungou e mordeu o lábio inferior fortemente.

 

- Se fode aí. Eu estou estudando agora, não posso. - Luhan retrucou e voltou a ler.

 

[…]

 

Certamente...

 

Assim que Yifan acordou aquela manhã, seu dia havia sido premiado com um único sorriso.

Ao abrir os olhos, deparou-se com a figura nua de Huang ZiTao deitado ao seu lado, sorrindo.

 

- Pensei que não fosse mais acordar cedo. - Tao riu levemente e acariciou as bochechas do namorado.

 

Yifan sorriu também enquanto apreciava aquela vista e pensava um pouco.

 

- Você dormiu bem? - Perguntou ao menor e o olhou.

 

- Eu mal dormi... tive um pesadelo... Por acaso o Jongin sabe de nós dois? - Perguntou suspirando baixinho enquanto mantinha os olhos sobre os de Kris.

 

- Não, amor... ele não sabe. Por que pergunta? - Disse por curiosidade e notou o ar tenso no menor.

 

- É isso que me preocupa... essa idiotice toda de se divertir com vítimas diferentes. Até quando ele vai acreditar que você ainda faz isso? E se ele te forçar a alguma coisa???? - Perguntou Tao ainda mais preocupado.

 

- Ele não pode me forçar a nada. E se ele tentar alguma coisa com você, eu vou te defender, não se preocupe. - Yifan contou e beijou a testa do menor enquanto sorria para ele. 

 

- E quanto mais eu vou ter que esperar para viver escondido? - O menor perguntou ainda mais insistente. 

 

Ele odiava ser um segredo para os amigos do namorado e odiava não poder contar isso para seu amigo - o qual também tem andado afastado.

 

- Eu realmente não sei... O problema também não é só saber quando podemos contar, mas o que vai acontecer depois...

 

- Tipo, o que aconteceria se os pais do Kyung descobrissem o que o irmão faz com ele? - Tao se sentou na cama um pouco preocupado e passou a mão no cabelo. 

 

Kris se levantou junto dele, ficando cara a cara com o namorado e o olhando. 

 

- Tipo o que seria das nossas vidas depois disso... Será que alguém ainda vai acordar e perceber que isso é burrice?? - Yifan havia perguntado aquilo mais para si mesmo do que para o menor à sua frente. 

 

Tao abaixou a cabeça e passou a língua entre os lábios enquanto olhava para o lençol branco da cama cobrir o seu corpo da cintura para baixo. Ele começou a imaginar desde o dia em que havia conhecido Wu Yifan. 

 

E havia sim começado como um joguinho. Tao era apenas mais uma vítima no meio de muitas outras. Mas... Ele tinha algo diferente que chamou a atenção de Kris no primeiro momento: inocência. 

Talvez fosse aquela palavra que diferenciasse tanto Huang ZiTao de muitos outros corpos fervendo por atenção e sexo. Ele não... Ele queria apenas encontrar a pessoa certa. 

 

Por mais que Yifan tivesse vindo do jeito errado, se aproveitando daquela inocência.

Nos primeiros dias, Tao recusou cada uma das cantadas do garoto mais paquerado da sua sala, sendo chamado de idiota pelo próprio melhor amigo. Os dias foram se passando e Yifan tinha que conseguir aquele "troféu" para ele. Porque, afinal, cada vítima era como um troféu de ouro os aguardando.

 

Os dias dos dois eram assim... Até que um dia, Tao resolveu ficar até tarde trabalhando em um projeto na escola. Naquele dia estava chovendo muito e mal dava para sair lá fora sem medo de andar só até em casa. 

 

Testou os números dos pais e nada... O número do melhor amigo... Nada. Mas foi quando quase estava desistindo que olhou para a cadeira encostada na parede da sala de aula. Era a cadeira onde Yifan costumava se sentar todos os dias. Ele se aproximou e algo quase inesperado o fez sorrir quando viu o número do telefone de Kris riscado na parede e um "me liguem, belezuras."

 

Um sorriso surgiu nos seus lábios naquele instante.

 

Ele pegou seu telefone e começou a discar o número 

 

Pelo menos as galinhagens de Wu Yifan haviam sido úteis. 

 

Ele esperou um pouco e rapidamente Yifan o atendeu e perguntou "Quem é?"

 

Um sorriso brotou outra vez nos lábios do Huang, logo respondendo e explicando ao maior que precisava de carona para casa. 

Kris não demorou muito para chegar e logo o menor já estava no carro dele com frio e abraçando a si mesmo em busca de calor. Quando ele parou o carro em frente ao sinal vermelho, olhou para ZiTao e falou: "- Bobo, deixa que eu te ajudo." Ao fazer isso, abraçou o menor e foi o esquentando aos poucos. E teria continuado assim se ele não precisasse tanto dirigir para sair dali. 

 

Talvez tenha sido aquele abraço o começo de tudo. 

 

Quando o sinal ficou verde novamente, Yifan se afastou e voltou a dirigir, logo Tao precisou abraçar a si mesmo de novo enquanto olhava disfarçadamente para o maior, tentando, talvez, descobrir o verdadeiro homem por trás de Wu Yifan. 

 

Já era difícil acreditar que depois de tanta implicância e rejeições lá estaria ele no carro de um dos caras mais galinhas do colégio. 

 

Enquanto Huang ZiTao queria o amor de toda uma vida, para ele, Wu Yifan queria o amor de toda uma noite. Era por esse motivo que mantinha-se afastado de caras como ele todos os dias. 

 

Mas naquele dia havia sido uma exceção. 

 

Ele havia aproveitado para observar aquelas feições extremamente perfeitas - as quais seu amigo costumava dizer que era o trabalho dos deuses. Observou cada detalhe de seus lábios, delineado como as linhas do horizonte... 

 

Foi nesse momento que Kris virou-se para olhar o menor e ele virou para o lado oposto. 

 

- Eu sei que está me olhando, panda. - Yifan falou rindo levemente enquanto dirigia. 

 

- Panda??? Como sabe do apelido que o Baekhyun me chama? - Perguntou confuso e desviou o olhar para as ruas molhadas de Seul. 

 

- Seu amiguinho? Ah, nada demais! - Disse dando de ombros. 

 

Logo o silêncio prevaleceu de novo e Yifan apenas seguiu as instruções do menor até a casa dele.

Quando Kris parou o carro, Tao apenas disse um "obrigado" e, no momento que tentou abrir a porta do carro, ouviu um barulho de algo trancando, logo se tocou que era a porta do carro. 

 

- Yifan, abre. - Falou o olhando e Yifan sorriu de lado. - Abre. Eu vou gritar.

 

Tao disse e fez um bico, logo preparando a voz para soltar um berro, mesmo sabendo que naquela chuva alta e aquele carro abafado ninguém ia ouvir sequer um "xiu".

 

- Você não vai gritar, panda. - Falou sorrindo de lado. 

 

- E quem vai me impedir, seu galinha??? Você??? - Provocou rindo e cruzou os braços.

 

- É. Eu. - Yifan disse de forma confiante e mordeu o lábio inferior. 

 

Por um segundo passou na cabeça de Huang ZiTao que o maior pretendia estuprar ele em frente à própria casa em um dia chuvoso... Tão triste...!!

 

- Aaaaahhhh! - Gritou e Kris se assustou ao ver que ele havia falado a verdade, logo puxando Tao pelo pescoço e aproximando seu rosto do dele. - Eu falei que ia gritar. 

 

- E eu falei que ia impedir. - Yifan sorriu de lado e selou seus lábios aos de ZiTao, segurando em sua nuca e em sua bochecha. 

 

Tao não hesitou e nem se impôs ao beijo. Ele não teve reação sequer aquele toque. E quem teria??? 

Lá estava ele com o garoto mais galinha do colégio, sendo apenas mais uma de suas vítimas. E era tão bom ser uma...

 

Foi uma noite difícil aquela... Não por ter beijado... Mas POR TER BEIJADO WU YIFAN. 

 

Quando seus lábios se desconectaram, Kris abriu as portas do carro e Tao saiu no mesmo instante e correu para dentro da casa. Subiu as escadas correndo e foi até a janela do seu quarto, apenas para observar Yifan ir embora.

 

Ele se deitou em sua cama e olhou para o teto. Só o que veio em sua mente era aquele beijo...

 

Mas talvez fosse passageiro. 

 

Nem Huang ZiTao, nem Wu Yifan sabiam que iam ficar tão viciados no beijo um do outro.

 

[…]

Quando Baekhyun se tocou, já havia passado seu horário de almoço e ele tinha passado a manhã inteira conversando com Park Chanyeol por mensagens. 

 

Por dentro, ele queria gritar e queria contar o que sabia. Não podia acreditar que aquele garoto com uma aparência inocente poderia ser capaz de usar alguém como ele.

 

Pensou em chorar diversas vezes desde que havia acordado, mas decidiu que não valia a pena chorar por alguém que nunca seria capaz de chorar por ele. 

 

Ou seria?? 

 

- Baek? - O menor escutou a voz de seu omma o chamando. 

 

- Sim, omma. - Respondeu e deixou o celular ao seu lado. 

 

Baekhyun olhou para a porta e viu um homem de cabelos castanhos claros e sorriu. Seu omma vestia apenas uma blusa rosa clara e uma calça jeans azul colada. Ele sempre o via como o omma que um dia quer ser, mas dizia que rosa não ia ser sua única cor em um guarda-roupa. 

 

Seu nome? Byun Yuhyun.

 

Ele não podia lembrar de quando havia sido adotado, pois era apenas um bebê, mas seus pais o disseram que Baekhyun era o mais chorão de todo aquele lugar... Isso até ver aquele casal...

 

- Eu fiquei preocupado com você. Não saiu para comer desde ontem... Por acaso não é dieta maluca que você e o Tao estão fazendo não, né? - Yu perguntou sentava na ponta da cama do menor. 

 

- Não, omma. Eu e o Tao temos quase uma semana que não conversamos... Mas não se preocupe, vou pegar algo na geladeira mais tarde. - Baek suspirou e o mais velho o olhou preocupado. 

 

- É algo com garotos não é? Meu detector de problema está apitando... Ou a comida no microondas do seu appa está apitando. - Deu de ombros e riu levemente. 

 

- Na verdade, é isso mesmo. - O menor confessou e abaixou a cabeça. 

 

Para ele, era 100% normal falar alguns assuntos com seu appa, mas algumas vezes Baek preferia esconder. 

 

- É sobre o Park Chanyeol? - Yu disse e se deitou na cama de barriga para baixo ao ver o menor assentir. - Conte ao seu omma, meu amor. 

 

 

[…]

 

Logo depois que Suho havia permitido a entrada do namorado de Luhan, ele havia se sentado à mesa e começado a estudar sozinho. Para ele, estudar com Luhan era algo meio complicado, pois começavam pesquisando no Google “Equação de 4° grau” e terminavam em “Os asiáticos mais bonitos do mundo, versão para maiores de 18 anos.”

Sempre havia sido assim. E ele não podia negar que era a melhor das distrações para sua cabeça, a parte do seu corpo mais pregadora de peças. Uma hora ou outra se pegava pensando NELE e tudo que ele não queria era pensar NELE. ELE era a última pessoa na Terra em que Kim Junmyeon gostaria de pensar por pura vontade própria. 

ELE havia sido o dono de muitas lágrimas e decepções. Não negando também que esse mesmo ELE havia feito Suho sorrir das diversas formas possíveis. E era com ele por quem dividiu segredos, sentimentos e deu tudo de si. 

Talvez por ter sido o dono de tudo que o cercava foi que sua queda se tornou maior quando ELE não quis mais ser seu amigo. 

Quem era ELE??? 

 

...

 

E lá estava Suho de novo com as mãos sobre o queixo pensando em Yixing outra vez. Agora que ele estava ali, tudo havia começado a bagunçar em sua cabeça. Sentimentos que ele achou ter deletado de vez do seu coração só aumentaram quando o chinês o beijou. E pela primeira vez que sentiu os lábios dele, Jun o recusou como se não fosse nada. 

Na sua cabeça, Yixing era o pior dos pecados. Era uma peste que havia voltado para assombrar sua vida e destruir toda a sua sanidade. 

Esqueça os asiáticos mais bonitos do mundo na versão hot, o que importava para ele era ter aquele maldito chinês para si outra vez. Porém seu orgulho era maior. Nunca se deve cair duas vezes na mesma armadilha. 

 

Ele suspirou pesado, fechando os olhos e os apertando com força enquanto controlava que qualquer lágrima caísse. 

 

~Ele já havia visto Yixing antes. Na festa que Sehun havia os convidado, Suho viu o menino próximo ao balcão, então se escondeu atrás de Kyungsoo. Naquele momento, Soo havia pensado que o chinês estava o olhando, quando na verdade ele sorria bobo para Junmyeon. Assim como na sala de aula. Yixing havia olhado para Suho, porém teve de desviar seu olhar para o amigo mais próximo dele: Do Kyungsoo.~ 

 

Não podendo impedir, uma lágrima escorreu por sua bochecha, o fazendo sorrir forçadamente como se quisesse dizer que estava bem. Mas ele não estava. 

Um bilhão de sensações passavam por todo o seu corpo, tais sensações que só haviam começado depois que ELE voltou. 

 

- Maldito chinês! – Bateu na mesa e trincou os próprios dentes. Mais uma vez barulhos começaram a ser ouvidos, tais pareciam que era de algo batendo na parede, começando a ranger e... Gemer??? 

 

Logo Suho percebeu que se tratava dos dois no andar de cima. Eles estavam mesmo “estudando”.

 

- É... A anatomia humana de Oh Sehun com certeza é a matéria favorita de Xiao Luhan. – Disse de forma irônica e já ia começar a estudar outra vez, porém escutou a porta bater.

 

Suho parou no mesmo instante. Franziu seu cenho enquanto se levantava e calmamente ia até a porta. Seu coração começou a bater mais rápido à medida que ele se aproximou da entrada. Ele não entendeu de primeira o porquê daquela agitação repentina, porém precisou abrir a porta para entender. 

 

Era ELE. 

 

O que Yixing estava fazendo em um lugar como aqueles??? 

 

- O que você quer chinês? – Tentou manter sua postura e olhou para Yixing sério. Seu coração estava rápido demais. Era como se seus pensamentos estivessem se materializado no momento em que ele parou de pensar nessa criatura. 

 

- Desculpa não avisar que vinha... – Disse um pouco sem jeito e colocou as mãos nos bolsos da calça. 

 

- Devia ter avisado. Eu ia me esconder de você pra nunca mais aparecer. – Revidou de forma rude. – Ainda não me disse o que você quer.

 

Suho cruzou os braços e desviou seu olhar do mais alto, suspirando e fitando os pés dele.

 

- Junnie... Não fala assim. Eu vim aqui apenas conversar com você. – Disse e escutou alguns resmungos um tanto pevertidos vindos do andar de cima da casa. 

 

- Dá pra se comerem seu fazer barulho! – Suho se virou e gritou para os dois lá em cima, logo voltando a “tentar”olhar para o chinês. – Se quiser conversar, tem que ser fora de casa... 

 

Revirou os olhos enquanto fazia o maior se afastar dele e fechava a porta atrás de si, apontando para a rua como se dissesse que deveriam andar por aí. 

 

- Quer conversar, Yixing, vamos conversar. – Disse tentando parecer confiante enquanto começava a andar e o chinês o seguia ao seu lado. 

 

[…]

 

Durante os segundos de caminhada, Yixing ficou calado. 

O vento havia ficado “refrescante” para os dois, batendo em seus rostos e deixando o clima menos tenso entre os dois. O silêncio se fez presente não só neles, mas ao redor dali, na rua. Ou seja, eles tinham todo o tempo do mundo para falar ali, e Yixing estava agoniando Suho com isso. 

 

- Lay, se você não falar logo isso que você tem pra dizer eu juro que vou te fazer visitar pombos na China. – Disse sendo irônico com aquele medo por certa ave. 

 

- Nossa, Junnie... Você mudou mesmo.... Eu pensei que ainda fosse... – Yixing ia continuar, porém Suho o parou naquele mesmo instante. 

 

- Você perdeu o direito de me chamar de Junnie há muito tempo. E pensou que eu ainda fosse o quê??? Trouxa por você? Criança? Idiota? Iludido? Ridículo? E o que mais você disse pra mim mesmo, Zhang??? Além de gay, quais foram as outras palavras que você machucou o meu coração??? Me diz! Vamos ver se ainda lembra de ter me chamado de tudo aquilo. Acha que alguém deixa de ser um ser humano só por amar o mesmo sexo??? Eu apenas te amei e você me fez ir embora. Eu não acho que alguém como eu merecesse crescer lembrando de todas essas coisas que me disse. Eu precisei ser frio. Precisei te esquecer... 

 

- E esqueceu? – Lay perguntou e interrompeu o raciocínio do menor. 

 

Suho foi parando de caminhar aos poucos. Ele já não estava mais tão disposto a continuar aquela conversa assim, mas sabia que precisava desabafar. O menor se sentou na primeira calçada que viu, encostando a cabeça sobre o joelho e contendo as lágrimas outra vez. 

Yixing apenas pode abaixar a cabeça, sentando ao lado dele e encostando sua cabeça no ombro de Suho, o qual se assustou devido àquela ação repentina do chinês. E apertou os olhos com força, como se tentasse evitar responder a pergunta. Não ia dar o luxo de Yixing saber seus verdadeiros sentimentos tão facilmente, nas era impossível.

 

ㅡ E você acha mesmo que eu ia esquecer o único amor de verdade que eu tive?? – Ele disse enquanto suspirava. Suho seria incapaz de mentir, ainda que mais se fosse para si mesmo. 

 

E por mais que ele tivesse tentado esquecer o Zhang 100% do seu dia, havia algo bem no fundo que o impedia. As feridas que ele havia deixado eram fundas demais para não deixar cicatrizes. 

 

E, assim como Baekhyun e Kyungsoo, Suho odiava amar quem não o amava.

 

- Jun... Me desculpa, okay??? Eu era apenas uma criança. Não tinha ideia do que estava fazendo. Eu fui um idiota. Mas eu voltei por você. Eu percebi que eu estava errado e... E também acabei me apaixonando. – Yixing confessou enquanto tirava sua cabeça do ombro do menor e o olhava de lado. 

 

- Não, Lay, você se apaixonou pelo antigo Junmyeon. Eu sou outra pessoa agora. A pessoa que não quer mais conversar com você. Sinto muito. – Disse ele enquanto se levantava da calçada, sentindo sua consciência pesar por ter dito aquilo.

 

- Eu me apaixonei pelo Junmyeon antigo, mas estou ainda mais apaixonado pelo Junmyeon de agora. Acredite em mim, eu te amo. – Yixing disse enquanto continuava sentado, apenas observando o menor paralisar quando ouviu aquilo. 

 

Suho não tinha palavras para revidar. Tudo que ele queria ter escutado por tantos anos de Zhang Yixing era um “eu te amo”. Agora que ele o tinha, diante de tudo que havia acontecido, era complicado falar sobre.

 

- Eu disse que amava muitos dos meus namorados. – Ele finalmente disse algo, porém o chinês sorriu confiante. 

 

- E quantos deles você realmente amou como me ama??? Quantos deles você disse um “eu te amo” como me disse quando éramos crianças. – Perguntou sem tirar os olhos de Jun, observando cada uma de suas feições. 

 

- Pelo menos eles retribuíram meu amor. Confesso que nunca vou poder amar alguém como eu te amo, mas não consigo te dizer um simples sim. Não consigo te perdoar. – Suho respondeu e começou a andar de volta para a casa que divia com Luhan. – Não foi um prazer conversar com você. 

 

Ele disse e Yixing suspirou. Pelo menos ele havia conseguido algo:

 

“Kim Junmyeon ainda o amava.”

 

E o chinês não estava disposto a desistir facilmente daquele amor. 

 

[…]

 

E lá estava o doce sorriso de Minseok. Aquele largo sorriso de orelha a orelha que Jongdae parou de rir apenas para observar o menor.

Os dois estavam sentados em um banco no parque, de frente um para o outro. A piada de Chen nem havia sido tão engraçada, mas Xiumin havia adorado ouvir ela

 

- Obrigado pelo sorvete. É o segundo desde que saímos pela primeira vez. – Xiumin agradeceu sorrindo alegremente. 

 

Chen assentiu um sim, retribuindo o sorriso dele e pegando mais um pouco do sorvete na casquinha.

 

- De nada... Da próxima vez você quem paga. – Brincou rindo e Xiumin fez uma cara feia. 

 

- Me chamou pra tomar sorvete com você pra ti ganhar um de graça na próxima vez?? – Perguntou erguendo uma das sobrancelhas enquanto encarava um Kim Jongdae futuramente morto. 

 

- Não, amor, eu estava brincando. – Disse rindo nervoso enquanto olhava o menor o encarar de forma fuziladora. 

 

- Ahhhhh... Você me chamou de amor. – Xiumin desfez suas barreiras e se derreteu ao ouvir o maior chamar ele assim. – Mas não pense que eu esqueci quando você fez eu riscar meu caderno ou quando discutiu comigo na sala. 

 

- Mas a culpa também foi sua. Você às vezes consegue ser muito irritante... – Chen ia se justificando enquanto Minseok endurecia o rosto e fazia um bico. – E... Eu tô falando demais né?? 

 

- Achei que eu fosse precisar te bater. Mas um pouquinho você seria um Jongdae sem a língua. – Xiumin disse seriamente, porém riu no final da frase, como se estivesse zombando do maior. 

 

Chen retribuiu o sorriso outra vez. Era fofo demais ver ele sorrir, principalmente quando ele sabia que havia causado aquilo no menor. 

 

- Me deixa te beijar, Seokkie? – Perguntou de maneira um pouco baixa enquanto olhava diretamente para os lábios dele. – Você fica falando aí e sorrindo... Estou perdidamente hipnotizado pela sua boca. – Ele confessou enquanto mantinha seu olhar no olhar do menor, desviando vez ou outra para seus lábios. 

 

Minseok olhou admirado por ter ouvido tais palavras de um garoto com o qual sempre implicava na escola, 8 horas por dia. Os dois nunca entenderam quando surgiu essa implicância, mas talvez esse tenha sido o real motivo para de repente se amarem. 

 

- Chen... –Xiumin disse num tom sarcástico. – Você já pegou na minha bunda. Acha que ainda precisa de permissão pra tocar em outras coisas??? – Perguntou erguendo uma sobrancelha para ele e um sorriso ladeado. 

 

- Tem razão. – Disse enquanto se aproximava do menor, segurando em seu queixo e o trazendo para um beijo calmo. 

 

Ele levou a outra mão livre até a cintura do menor e a apertou levemente, continuando o ritmo daquele beijo. 

Chen pediu passagem com a língua e Xiumin a cedeu, iniciando uma “dança” que disputava espaço na boca um do outro. Era um beijo que eles jamais pensaram que fosse acontecer tão cedo, mas que de certa forma os dois já haviam pensado nisso. 

 

Quando o ar faltou para os dois, afastaram-se lentamente um do outro, porém mantiveram as testas encostadas e a respiração quente dos dois em uma só. 

 

- O seu beijo é bom. – Seok comentou baixinho e sorriu enquanto olhava para sua própria coxa, mantendo seu olhar distante do de Chen. 

 

- O seu também. Me faz querer te sequestrar pra te beijar o dia e a noite toda. – Comentou e ergueu a cabeça do menor. 

 

- Só me beijar?? – Perguntou sorrindo. 

 

E mais uma vez Chen parou para olhar o sorriso do menor. 

 

- Não só te beijar. Eu ia abusar do seu corpinho maravilhoso e talvez bem mais. – Respondeu sorrindo de forma maliciosa. 

 

- Eu estou “aberto” à sugestões. – Disse sorrindo da mesma forma enquanto abria as pernas rapidamente e disfarçava ao se levantar. 

 

- Então fique aberto me esperando. Qualquer noite você não acorda na sua casa, talvez no meu porão. – Chen comentou e se levantou também. 

 

- Sexo no porão? Você não é nada discreto. – Xiumin comentou e olhou parar o maior fazendo um “não” com a cabeça. – Menino perverso. 

 

- Pode ser no porão, na sala, na cozinha, no chão, no quarto, no banheiro, na pia, no sótão, no jardim... Quer mais lugares?? – Chen perguntou convencido e enquanto ele e Xiumin começavam a andar. 

 

- Não importa o lugar. Pode ser até na Torre Eiffel, o importante é ficar com você. – Confessou e segurou na mão dele, encaixando os pequenos dedos ali. 

 

- Aahhh que fofo. Acho que você é o único que consegue ser fofo quando fala de sexo, Minseok. – Riu levemente e beijou a mão do menor. 

 

- Quando eu estiver rebolando em cima de você, duvido que você vá me chamar de fofo. – Xiumin desafiou e sorriu com a cabeça baixa. 

 

- Uou, você não é brincadeira. – Comentou olhando ele. 

 

- Se você duvidar de mim de novo eu vou atravessar um cabo de vassoura no seu cu. – Olhou sério para o mais alto, erguendo a sobrancelha outra vez. 

 

- Aish... Nunca mais duvido de você então. Tá mais que provado que você não é brincadeira. – Riu outra vez enquanto começava a caminhar com o menor pela calçada. 

 

- Nenhum passivo é brincadeira. – Disse sorridente enquanto andava. 

 

[…]

 

 

Kim Jongin estava sentado em sua cama, segurando o celular em mãos com o reprodutor de música tocando. 

Porém, apesar de toda distração, seus pensamentos eram outros. Era como uma revisão de toda sua vida, como se ele estivesse voltando no tempo, desde que era criança... Desde o dia em que viu Kyungsoo pela primeira vez.

 

Ele era apenas alguns anos mais novo que Jongin. Seus cabelos castanhos escuros e aqueles olhos meigos eram cativantes. Os dois estavam na sala da casa. Kyung estava se distraindo com os jogos no tablet enquanto Kai o olhava do sofá. 

Seu olhar estava fixo no menor, sorrindo bobo para ele. 

 

- Kai-hyung, vem jogar comigo, vem. – Pediu o menor enquanto erguia o olhar do tablet para o mais velho. 

 

Jongin ficou sem muito o que dizer, porém apenas assentiu e foi até Kyung, sentando-se ao seu lado e começando a jogar junto dele. 

 

Aquele realmente havia sido um bom momento para os dois. Mas ainda sim Kai continuou vasculhando sua memória, buscando o verdadeiro motivo de odiar tanto o irmão. 

 

Mas, afinal, Kim Jongin odiava Do Kyungsoo?? 

 

Ele deveria chamar aquilo de ódio? E por quê não chamar de desentendimento? 

 

Todas são perguntas que Jongin gostaria de ter feito para si mesmo e soubesse responder elas no mesmo instante. 

 

...

 

Seu telefone começou a tocar, mas não era a música, ele parou de pensar e olhou para a tela do aparelho. 

 

~Omma~

 

Era uma chamada dela, logo fez questão de atender com um sorriso. 

 

- Olá, omma! – Atendeu enquanto esperava uma resposta da mulher. 

 

- Oi, bebê. Onde está seu irmão? – Ela perguntou e nesse momento o sorriso de Kai desapareceu. 

 

E talvez fosse aquele motivo do “ódio” tão grande por Kyungsoo. Parecia que Jongin não existia mais para os pais. Soo, para eles, era como um bebê perdido o qual previsava de cuidados e atenção. 

 

- Omma... Ele saiu com o Luhan e o Chen faz uns dez minutos. – Mentiu enquanto olhava para a porta entreaberta e viu de relance o rosto de Kyung ali. Porém, quando olhou novamente, ele não estava mais ali. 

 

- Ah, que pena! Diga a ele que mandamos um beijo. Eu tenho que ir agora, amor, o trabalho chama. – Ela disse da outra linha, não dando tempo de Jongin falar algo antes de desligar. 

 

Ele suspirou pesado e jogou o celular ao seu lado, voltando a olhar para a porta entreaberta. 

 

- Kyung, eu sei que você está aí. – Disse e viu o menor sair dali, aparecendo e entrando em seu quarto. 

 

- Por que disse pra mamãe que eu não estava?? Sabia que eu estava em casa, Kai. – Disse Kyung enquanto se aproximava e sentava na cama do maior. 

 

Mesmo sendo arriscado, ele ficou ali, como se tentasse buscar a paz que lhe faltava. Mas tudo isso ele só podia alcançar se começasse a se entender com Jongin. 

 

- Porque ela não queria falar com você... Se quisesse, ela teria te ligado. Afinal... Tenho uma pergunta pra fazer pra você. – Comentou e viu Kyung o olhar confuso. 

 

- Pra mim? – Perguntou e viu o mais velho assentir. – Então faça. 

 

- Na verdade... Eu acho que nem você sabe a resposta, mas eu quero saber. Por que nos odiamos? – Perguntou baixo enquanto esperava a resposta dele. 

 

No outro dia, ele havia escutado todas as palavras que Soo costumava dizer antes de se arranhar ou se cortar... Aquilo sempre o fazia se perguntar o porquê de Kyung ainda o amar mesmo com todas as idiotices dele. Ou então como ele mesmo não conseguia mudar com seu irmão mais novo. Mas eram apenas perguntas sem respostas também. 

 

- Sinceramente, eu não te odeio... Eu odeio amar você e odeio quando eu caio nas suas brincadeiras. Agora, eu não sei você. – Respondeu e viu o mais velho se aproximar. 

 

- Então... Você se importaria se eu fizesse uma coisinha? – Perguntou de forma calma, algo que Kyung sempre estranhava. 

 

- Que tipo de coisinha??? – Perguntou de volta e se surpreendeu com o beijo repentino de Kai. 

 

Kyung não retribuiu de ínicio, mas aos poucos ele foi cedendo, deixando que Jongin o deitasse na cama e ficasse por cima dele, apoiando-se na cama enquanto mantinham os olhos fechados. 

 

O beijo de Jongin não estava desesperado ou selvagem como de muitas vezes. Aquele beijo estava calmo, o fazendo relaxar e sentir quase como se estivesse próximo ao paraíso. O doce perfume de Kai invadiu as narinas de Kyung e o cheiro se prendeu ali, era adocicado e quase impossível de se esquecer. Algo em Jongin havia mudado, e não era só o perfume. 

 

O menor sentiu a mão do irmão descer até sua calça e seu coração acelerou, parando o beijo no mesmo instante e se levantando junto de Kai. 

 

- O que foi, não gostou? – O mais velho perguntou enquanto encarava Soo confuso. 

 

- Eu gostei. Só não caio mais no mesmo truque seu. Eu sei o que vai fazer. Vai transar comigo e depois vai me esquecer. Vai esquecer que sou um ser humano. Depois vai me usar de novo e fingir que nada aconteceu. Eu cansei de ser um joguinho pra você. – Kyung suspirou ao dizer aquilo e se levantou da cama. 

 

- Você era meu. Sempre foi. – Kai disse o encarando sério. 

 

- Eu não quero ser seu desse jeito. E, se não se importa, vou voltar para o meu quarto, onde a única coisa que vai abusar de mim é o sono. – Contou irônico e saiu imediatamente do quarto. 

 

E novamente Jongin estava só. Jogou o corpo para trás e deitou na cama olhando para o teto. Será que Kyung estava saindo com aquele novato?? 

 

Se sim, algo no mais velho dizia que ele deveria impedir. Algo mais dizia que ele estava apaixonado por Kyung, mas ele ainda estava negando para si mesmo. 

 

- Eu amo Do Kyungsoo?? Claro que não. Ou talvez... – Disse para si mesmo e riu baixinho. 

E atrás da porta, ainda estava Kyungsoo escutando. Aquilo havia acendido um pouco de esperança no seu olhar, mas aos poucos seu consciente gostava menos de Jongin. 

 

- Eu não amo o Soo... Ou amo? – Jongin se perguntou confuso novamente. – Lógico que não. 

 

Ele ainda negava. 

 

Ainda. 


Notas Finais


~TaeTae_Atrevido

Então lemonzinhos, o que me dizem desse capítulo?

Finalmente atualizamos, e esses dias que ficamos fora eu e a unnie conversamos muito sobre a fic e estamos cheias de ideias para os próximos capítulos e acredite que o que planejamos não vai ser nada bom pra vocês!!! Não desistam da gente, estamos dando o nosso melhor nessa fic!

Obg a todos pelos comentários passados! Amamos vocês 💚💙😍

Desculpas pelos erros!! Boa semana a todos!!


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