História No love - Malec - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane
Tags Alec, Amor, Beijo, Dor, Drama, Família, Magnus, Malec, Sexo
Visualizações 115
Palavras 3.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo!

Aviso: Por favor, não procure por amor...Não aqui!

Edit: Obrigada a duas senhoritas Bruna pelas músicas que, vou nem comentar a playlist e a Veridia/Sandra por partes bem específicas do capítulo. Vocês bordaram o cap 13 e eu só tenho a agradecer.

Boa leitura

Capítulo 13 - But all of that was ripped apart


Então se você me ama, deixe-me ir
E fuja antes que eu descubra
Meu coração está escurecido demais para se importar
Não posso destruir o que não está lá
Me entregue a meu destino
Se eu estou sozinho, não tenho o que odiar
Eu não mereço ter você
Meu sorriso foi tomado há muito tempo atrás
Se eu sou capaz de mudar, espero nunca descobrir.

Slipknot - Snuff

 

Puxar, segurar e soltar. Puxar, segurar e soltar. Puxar, segurar...se engasgar com a fumaça e acabar rindo fazendo com que a mesma saia pelo nariz. Era um movimento básico e repetitivo e James estava vendo Alec fazer aquilo a quase uma hora, o maço de cigarros já chegava ao fim e James se perguntava em qual momento ele pararia.

- Amor? – Os olhos azuis fixaram-se em seu rosto com tédio e James sorriu de lado, encantado com a forma que Alec soprava a fumaça para fora dos pulmões, tudo em Alec o encantava. James tinha devoção ao olhar para o moreno, como se Alec fosse um Deus e James fosse seu mais fiel servo.

Qualquer palavra que James poderia proferir, morreu ao som conhecido de um carro que parava em frente à casa. O semblante do rapaz se modificou e Alec o ignorou completamente, voltando a colocar o cigarro entre os lábios e tragar. Ele fumava já fazia tempo, mas nunca se sentiu tão dependente da nicotina como naquele momento.  

James foi o primeiro a vê-los e ele não proferiu palavra alguma, a raiva continuava adormecida, tantos meses ao lado do Lightwood, ele conseguiu não odiar tanto o pai, simplesmente por que Magnus não estava por perto, e agora ele estava ali, andando altivamente como se pudesse pisar no mundo, por um momento, James desconfiou que, se Magnus realmente desejasse, ele poderia pisar no mundo e destruí-lo. O moreno havia fechado os olhos para aproveitar a sensação em seu corpo e James agradeceu mentalmente por aquilo, Alec era como um Deus e ele como um servo, deveria protege-lo dos perigos e se afastar quando ele o mandasse.

Não houve palavras proferidas naquele meio tempo, Catarina abraçava o próprio corpo e tinha os olhos fixados no sobrinho, James parecia ter os olhos de um fanático, mas parecia bem.

- Magnus...

- Calada!

Não havia raiva na voz cortante do mais velho, mas havia alguma coisa, algo que ela não soube identificar. O caminho pareceu ficar longo demais e ela apertou o passo para acompanhar a caminhada pelas árvores, os dois olhavam os rapazes sentados, Alec a uma curta distância de James, ainda de olhos fechados e o outro, olhava quase paralisado. James não teve medo da reação do pai, mas temia que Alec o afastasse depois daquilo. Alec era como o ar e James necessitava respirar para sobreviver.

O amor é um fato abstrato e errôneo e apesar de ser um sentimento do qual Magnus sempre duvidou da existência, havia alguma coisa que remexia em seu íntimo ao rever a imagem pálida de Alexander Lightwood. Depois de seis meses, Alec estava ali, a poucos metros de distância e ainda não tinha lhe visto. Magnus parou e puxou o ar, pensando se realmente valia a pena quebrar toda aquela inércia que o moreno estava. Alec parecia bem, os cabelos um pouco mais longos do que antes, a mesma postura desleixada e a mesma mania de crispar os lábios antes de soprar a fumaça para longe. Magnus se perguntou se havia um chiclete de menta na língua do moreno.

Ele deu um passo para trás, levemente impulsionado a retornar, mas antes que pudesse o fazer, o moreno abriu os olhos, o cigarro praticamente despencou dos lábios brancos e então ele se virou, como se uma voz tivesse gritado na mente perturbada do menino Lightwood. Azul no verde. Magnus e Alec. Morte e carência. Viciados no sabor um do outro, viciados no calor um do outro, a melhor mistura de azul e vermelho, eram uma explosão de roxo pálido e doentio.

- Amor?

James chamou uma vez e não foi com surpresa que viu Alec se levantar e como um desesperado correr em meio as folhas secas. Magnus estava parado ali, no mesmo lugar apenas observando enquanto seu Alec, sua paz, seus pensamentos, enquanto seu anjo devasso corria para em sua direção. Por alguns segundos, Alec pensou que fosse uma miragem, então saltou em direção ao colo de Magnus, afundando-se no abraço com quente e com cheiro de álcool. Era seu Magnus, seu amor, sua dor, seu pecado e sua morte. Era Magnus ali, o abraçando de volta, moldando seu corpo ao dele. Era Magnus.

-*-

Catarina foi a única que percebeu, ou talvez, tenha sido a única a se importar em perceber James saindo, as mãos dentro dos bolsos e os ombros baixos. Ela suspirou e negou, Catarina era inteligente o bastante para entender o que James sentia por Alec, e era perceptiva ao ponto de saber, assim que Magnus fosse embora - por que ele iria - assim que se cansasse de Alec também, James estaria ali - firme e chapado -  para recolher os pedaços do coração do Lightwood e dar o seu próprio como cura. Era triste, era uma verdade, era uma dor que ele carregaria sempre. Alexander era como uma droga e fazendo o seu trabalho, viciou a todos, destruiu e corrompeu. De uma forma repentina, Catarina chegou à conclusão de que era grata por Ragnor ter morrido, pois James poderia ser Ragnor, talvez, seu menino, seu menino que há tantos anos tinha partido, talvez ele também fosse capturado naquela teia de dor e dependência.

- Jamie!

O rapaz não parou e Catarina envolveu o longo e pesado vestido entre os dedos, erguendo-o um pouco para então correr em direção ao sobrinho.

- James Bane-Bellcourt, pare exatamente agora! – Ela quase rosnou e o garoto parou o andar, Catarina puxou o ar por já estar ofegante pela corrida e desacelerou o passo, andando de forma mais lenta, se aproximou do sobrinho. James parecia tremer – Jamie!

Ele não se virou para ela e Catarina suspirou, se aproximando mais um pouco, seguiu até a frente do sobrinho. James mantinha o rosto baixo, quase por inteiro escondido pela gola da jaqueta escura. Ela levou os dedos ao rosto dele e James levantou um pouco a cabeça, mostrando-se. Os olhos verdes cerraram-se com o carinho leve e as lágrimas desceram. Catarina sentiu um pedaço da própria alma se partir.

- Dói... – ele murmurou de forma trêmula, os olhos ainda fechados – eu não consigo respirar, tia Cat. O ar não vem.  – James parecia ofegante e Catarina desejou sugar tudo aquilo que o sobrinho sentia e fazer desaparecer – Estou sufocando.

Não havia palavras boas o suficiente para aliviar aquilo. Era um amor que ela não entendia, mas sabia o quanto machucava. Ela odiou Magnus naquele momento, odiou o irmão por fazer o próprio filho sofrer daquela maneira, James estava vivo e ali para ser amado e respeitado e Magnus fazia exatamente o contrário, enquanto ela, ela tinha perdido Ragnor. Por isso cuidava dos sobrinhos, por isso amava tanto a James, ela via seu Ragnor nele. Os mesmos cabelos platinados e os mesmo tons dourados nos olhos. Havia uma única diferença de Ragnor para James e era o tom de pele. Talvez fosse por Jace – seu falecido marido – ser primo em primeiro grau de Camille Bellcourt, talvez fosse por ver seus dois amores em qualquer ser humano de cabelos claros, talvez fosse por ter a mente machucada e a culpa instalada em seu peito. Por muitos motivos ela comparava James com Ragnor. E machucava pensar em seu doce menino perdido em um inferno moral.

- Eu sei meu amor, mas vai passar, você sabe que vai... – não eram dados a toques, mas ele a olhou e com os olhos, implorou por um abraço. Catarina não pode negar, ela nunca negaria tal consolo. – Quando você despertar, vai estar olhando para outra pessoa, vai estar sorrindo para outra pessoa, Alec é só...

- Não termine. – Ele cortou, os abraços de Catarina sempre lhe aqueceram e no momento, era exatamente o que acontecia – Eu preciso de ar, tia Cat, mas o ar que eu respiro, está beijando outra boca, nesse mesmo momento.  E eu estou aqui, morrendo aos poucos por não poder respirar.

Foi apenas um sussurro e tais palavras foram o bastante para desestabilizar qualquer pensamento coerente na mente da mulher.

**

Por mais necessário que fosse, o abraço não durou mais do que o tempo o suficiente para sentirem o calor dos corpos. Magnus olhava para Alec e não tinha a mesma devoção no olhar, o moreno percebeu isso. Magnus o tratava como um Deus, mas não agia como um servo.

- Você me deixou... – a primeira palavra viera de Alec e Magnus piscou surpreso pelo tom de voz, o moreno se afastou alguns passos e toda aquela bolha de calor que os envolvia, foi estilhaçada. – Quebrou sua promessa. Eu acordei sozinho. Você tinha ido embora. Eu...eu estou decepcionado com você, Magnus Bane.

Magnus poderia rir de tal fala, mas não faria. Somente não faria, porque Alec transpassava a verdade, os olhos azuis nublados como um dia de tempestade, pareciam amaldiçoar sua presença ali. Alec sequer entendia a própria reação, ele que havia sonhado tanto em ver Magnus novamente, ele que fazia discursos em frente ao espelho para quando visse o outro, ele que gritou de cima do terraço, com uma garrafa de vinho e um baseado, o quanto amava Magnus Bane. Ele mesmo, só conseguia sentir raiva e tensão. Magnus estava ali e Alec queria estapeá-lo no rosto.

- Achei que estaria feliz em me ver. – Magnus se recostou na árvore, os braços cruzados no peito e uma sobrancelha erguida. Alec riu baixinho em deboche e o mais velho estranhou tal atitude – Poderia me contar a piada? Acho que não entendi.

- Você é a piada. Essa atitude é a piada. – O moreno olhou o outro nos olhos, havia muita coisa entre os dois, havia seis meses de coisas guardadas, seis meses de lágrimas e soluços, seis meses de pesadelos e surtos – eu quase pirei sem você e agora, é como se nada tivesse acontecido?

- Alexander...

- Não, cala a boca. Calado. Shiu. – Alec tocou os lábios do outro com o dedo indicador, o moreno não piscava e Magnus pensou se ele estava sob o efeito de alguma droga. Não parecia ser possível, mas não era inegável. – Eu vou fechar os olhos e contar até três e você vai me explicar que merda estava passando pela sua cabeça. Eu quase pirei, Magnus, você tem ideia do que fez comigo?

Magnus desencostou da árvore e desfez-se do próprio sobretudo, o deixando escorregar para o chão. Alec seguiu o ato e mordeu o lábio inferior. Eles desejaram um beijo, as ainda havia muito a se dizer, ignorando o comichão entre as pernas, Magnus puxou o ar e colocou um sorriso ladino nos lábios.

- O que eu fiz com você, Alexander? – Era uma pergunta retórica e Alec mordeu o lábio com ainda mais força diante da ironia que Magnus dissera seu nome – Eu paguei seu tratamento, eu paguei a sua viagem, eu paguei os seus estudos. Eu te ajudei. Não seja tão ingrato, Pretty boy. Eu estive fora durante seis meses e você conseguiu um substituto. – Veneno praticamente pingava de tais palavras – agora me pergunte, e você Mag, o que fez durante os meus seis meses de férias? – Alec odiava a forma irônica de Magnus, ela sempre vinha em antecipação a um ataque – Vamos, Pretty boy, pergunte!

Ele mordeu a parte interna da bochecha e olhou para o chão. Com passos delicados se aproximou do homem. Laçando o pescoço dele com os dois braços, Alec suspirou.

- Eu te amo, Magnus. – Murmurou tropegamente, os lábios roçando pela barba por fazer do outro. Alec riu baixinho sentindo-o pinicar sua bochecha de leve – Eu senti sua falta, amor. Eu quase pirei sem você, Mag. Eu quase morri. – Alec deixou um beijo estalado no canto dos lábios do mais velho e Magnus o olhou, um suspiro de leve escapou e ele estava cedendo – Eu senti sua falta.

Uma das mãos de Magnus se enfiou pelos cabelos negros, as bocas se roçaram lentamente e o mundo perdeu o foco. Alec fechou os olhos de forma automática e prendeu suas mãos a camisa apertada que Magnus utilizava. Estavam se beijando em poucos movimentos, as línguas enrolando-se uma na outra com saudade e devoção. Era doce, ainda tinha o sabor da bebida e do tabaco e nenhum dos dois se importou o bastante com isso.

Alec teve a cintura laçada e o corpo prensado contra a árvore onde outrora estava sentado, seu corpo de acendeu de forma automática e ele gemeu contra os lábios de Magnus. Ele derreteu sob o toque de Magnus e a onda de tesão que não sentia verdadeira a meses voltou, com tudo e de todas as formas possíveis. Eles desgrudaram os lábios e Magnus atacou o pescoço do Lightwood.

- Eu amo você, Mag... – Alec murmurou entre um gemido e outro, os corpos se esfregavam e os volumes se pressionavam um contra o outro, não queriam preliminares, queriam sanar o fogo e maldita saudade – Você Magnus, você e somente você. – Ele falava alto e não se importava com quem estava por perto. Algumas peças de roupas encontraram o caminho para o chão e Alec gemeu alto ao ter seu corpo erguido, cruzando as pernas na cintura de Magnus, ele derreteu novamente.

- Você é meu Alexander, independente de quantas pessoas te fodam, você é meu!

Não havia tempo ou paciência para expectativas, Alec relaxou e então Magnus estava dentro, indo fundo e o fazendo arranhar as costas contra a árvore, era bom, era quente, era novamente os dois. Fodendo em um lugar deles, fazendo mais uma memória, era os dois que transavam em meio ao jardim da casa, não se importando com quem os via ou ouvia.

--

James apertou os olhos e seu estômago revirou, Catarina apertou o sobrinho um pouco mais contra ela, querendo defende-lo dos sons. Eles não precisavam ficar ali, mas James não parecia ter forças para ir embora, ele havia ouvido Alec, ele ouvia Alec, ele ouvia o homem que amava, gritar o nome de outro com desejo, ele ouvia a pessoa pela qual tinha entregado meses de sua vida, anos de devoção, se entregar com facilidade para outra.

- Eu te amo...eu te amo...eu te amo... – Alec dizia entre gemidos deleitosos – Só você, Magnus. Não há outro, não tem como. Eles não me satisfazem, ninguém faz isso, só você.

Ele tremia, tremia muito e Catarina imaginou se James estava entrando em algum tipo de colapso nervoso. Ela também ouvia Alec gemer, ela escutava Magnus suspirar e por vezes soltar um outro grunhido abafado. Era nojento para ela, para James aterrador. Não era saber que seu pai fazia sexo, era saber que seu pai fodia a pessoa que você amava.

Catarina se perguntou quantas vezes James não tinha ouvido aquelas palavras deixarem os lábios de Alec. Ela se perguntou o quão ferido James era, ela ouviu novamente um gemido e então palavras baixas e algumas risadas em meio a respirações ofegantes.

- Eu ainda tenho uma cama, senhor eu vou te foder em qualquer lugar – o moreno murmurava risonho e Magnus grunhiu em reclamação – Se vier comigo, eu deixo você me amarrar, eu sei que você gosta. Não tem saudade, amor. De me ver assim...de quatro...só para você.

- Alexander...

- Se quiser mais, vai ter que vim me pegar, babe! – Novamente a voz risonha.

Eles ouviram passos pesados e risadas. Catarina virou-se para o lado em que as vozes vinham e teve tempo de ver um Alexander parcialmente nu, pulando sobre o colo de Magnus e sendo girado no ar, viu um sorriso pervertido brotar no rosto do irmão e os olhos brilharem, ela compararia Magnus com um demônio naquele momento e sabia que ele não negaria essa afirmação. Ele beijou Alec na boca e de uma forma estranha entraram na casa.

James desabou no chão, não chorava mas murmurava alguma coisa da qual Cat não conseguiu entender. Ela se ajoelhou atrás do sobrinho e passou a sussurrar uma música infantil, ela cantava para Ragnor quando o menino chorava pela dor incessante no peito, a dor não acabava, mas aliviava até o remédio de verdade fazer efeito. James parou de murmurar e gritou, era um limite que estava se rompendo e Catarina quis ajuda-lo, mesmo sabendo que tal feito era impossível.

**

Tinha sido divertido, mas o momento pedia por mais. Alec praticamente revirava os olhos enquanto Magnus estocava. Ele estava jogado sobre os lençóis azulados, a cama batia contra a parede e os gemidos deleitosos se misturavam entre o beijo, entre o entrelaçar de línguas, em meio ao caos de tesão que eram. Haviam se passado seis meses e mesmo assim, parecia dia nenhum. Pareciam minutos. Segundos.

Alec puxou Magnus para um novo beijo e enfiou as unhas nos ombros morenos ao chegar ao ápice, ao maravilhoso e desesperador ápice. Choramingando, gemendo, literalmente explodindo em gozo. Tudo estremeceu e Magnus sentiu o aperto do interior de Alec de uma forma deliciosa, desfazendo-se também no interior dele e desabando sobre o corpo pálido. As respirações pesaram e Alec ainda estava abraçado a Magnus quando relaxou e fechou os olhos.

--

O tempo pareceu se arrastar, mas já faziam horas. Magnus olhava o teto do quarto, ambos ainda nus, cobertos pelo lençol azulado. A luz do fim de tarde já havia sumido, o que significava possivelmente que já era noite. Alec tinha a cabeça sobre o peito masculino e ouvia o coração do mais velho bater de forma compassada.

- Por que veio atrás de mim? – Ele sussurrou, não queria acabar com o momento, mas era necessário, totalmente necessário – Eu estava reconstruindo, Magnus. Por que veio atrás? Por que estamos aqui?

- Por que você aceitou? – Ele rebateu com outra pergunta e Alec lembrou-se que odiava algumas coisas no mais velho – Eu não estou te forçando e nem te forcei a estar aqui. Eu vim por que precisava de paz, Alexander e por mais fraco que eu me ache por isso, minha paz depende de você. Do seu corpo. Dos seus toques. – Ele falava baixo, Alec tinha se afastado um pouco e se virado para poder observar o rosto de Magnus – tem uma coisa esquisita e que eu não se controlar, quando estou com você. É primitivo.

- É amor!

- É tesão. – Ouve um estalo, a voz de Magnus continuava no mesmo tom, mas para Alec ele havia quase sumido. – É desejo, talvez obsessão ou posse, mas amor não. Eu não acredito no amor, Alexander. Não acredito em nenhum sentimento que possa afetar tanto a vida de uma pessoa.

- Mas eu te amo.

- Você me deseja. – Magnus se levantou, cansado do assunto – Você tem que aprender a separar as duas coisas, Pretty boy. – Ele sorriu e se vestiu, Alec mordeu o próprio lábio e consentiu – eu não vou embora, não ainda. Você tem três dias para decidir se vai ir ou vai ficar. Entendidos?

Alec consentiu novamente e Magnus se inclinou sobre ele para beija-lo. Foi um beijo simples, com pouco fogo e muita delicadeza. Quando enfim acabou, Magnus piscou para o amante e saiu da casa, levando Catarina, que na disponibilidade, havia se sentado para esperar.

Com o lençol amarrado na cintura, Alec se levantou e seguiu para fora do quarto, indo em direção ao banheiro.

-*-

O banho havia sido curto e agora Alec andava pelo corredor, com uma toalha na cintura e os cabelos negros pingando água. Cantarolando uma música aleatória ele entrou no quarto e James estava lá, sentado na cama e olhando para as roupas no chão.

- Jamie...

- Eu vi a árvore, sabe. – Ele comentou olhando para o chão – Eu ouvi você falar com ele. Você pensa em mim, em alguma coisa, Alec? – James ergueu o rosto e o moreno deu dois passos para trás – Quando nos beijamos ou quando tocamos um no outro. Qualquer momento, do dia ou da noite. Você pensa em mim para alguma coisa?

- Eu... - James se levantou e Alec apenas apertou mais a toalha em sua cintura, levemente incomodado com a proximidade excessiva. – Jamie, você tem um espaço muito, mas muito grande para mim, mas...

- Mas você não me ama!  - Era uma afirmação. Os olhos de James brilharam e ele enfiou a mão dentro do bolso – Se eu tivesse o seu amor, eu traria as estrelas e as colocaria em seus olhos, Alec. Se eu tivesse o seu amor, eu cuidaria para que você sempre estivesse sorrindo, se eu tivesse o seu amor, eu me ajoelharia na sua frente – ele o fez – abriria essa caixinha e te olharia nos olhos. – Alec ofegou e os olhos azuis marejaram. Não era um choro de felicidade, era algo que o assustava, ele queria Magnus ali – Se eu tivesse o seu amor, eu diria com todas as palavras: Alexander Gideon Lightwood, você quer se casar comigo?

James tinha lágrimas pelo rosto. De joelhos sobre o tapete felpudo, de frente para Alec, com a caixinha de veludo aberto. James soube ali que tinha atingido o fundo do poço por Alexander.

- Você aceita se casar comigo, Alec?


Notas Finais


As vezes, um pedido é feito, somente por desespero...


Aos que acompanham, obrigada!


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