História No love - Malec - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lady Camille Belcourt, Magnus Bane
Tags Alec, Amor, Beijo, Dor, Drama, Família, Magnus, Malec, Sexo
Visualizações 117
Palavras 2.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo!


Há realmente uma vítima ou são apenas pontos deturpados de visões diferentes?

Aviso: As frases usadas são de A culpa é das estrelas e Vinícius de Moraes, respectivamente.

Capítulo 14 - I will always want you


Eu coloquei você em um pedestal

E agora, você não está descendo
Mudou lentamente, você me deixou queimar
E agora somos cinzas no chão
Nunca diga que fui que me afastei
Eu sempre vou querer você
Não posso viver uma mentira, fugindo pela minha vida
Eu sempre vou querer você.

Miley Cyrus - Wrecking Ball

 

James nunca soube realmente como se apaixonou de verdade, ele apenas sabia que estava ali e que estava sentindo e ele tinha dezesseis anos e muitos sonhos. Tinha pôsteres nas paredes e virava a noite lendo romances internacionais, Dom Casmurro tornou-se um favorito, antes de Romeu e Julieta, para então o Inferno de Dante roubar o posto. E ele amava música clássica e conseguia diferenciar cada instrumento. Ele tinha dezesseis anos e seu pai trouxe um amigo para o jantar e o nome dele era Alexander, e ele brilhava.

E seus olhos não desgrudaram em nenhum segundo do rapaz de cabelos pretos e lindos olhos azuis e Alec o olhou e sorriu e aquele sorriso, aquele maldito sorriso, foi a primeira queda. O resto veio de forma gradativa, Magnus sempre levava Alec para jantar e no aniversário de catorze anos de Gabriel, Alec também estava lá e James se sujou com bolo de chocolate e Alec limpou a bochecha dele com o polegar. James ficou eufórico e se masturbou durante dias, apenas lembrando do toque de Alec em seu rosto.

Quando notou, pensava em Alec antes de ir dormir e ao acordar, pensava em Alec na escola e escrevia o nome dele de forma distraída nos cadernos, se tocava no chuveiro pensando em Alec e a cada vez que o dia acabava e que Magnus chegava em casa, ele desejava que Alec e seu sorriso brilhante estivesse junto. E ninguém na casa parecia perceber o quão louco ele estava ficando, ele roubou o telefone do pai e pegou o número do moreno. Demorou duas semanas para tomar coragem e enviar um “oi” e Alec mandou um áudio o cumprimentando também. E a voz de Alec era devassa na mente de James. Tornaram-se amigos e Alec passou a chama-lo de Jamie. E o dia ganhava uma nova cor, já que sempre que acordava, tinha uma mensagem de Alec lhe desejando bom dia.

E pareceu tão natural se dar conta de que estava apaixonado que simplesmente se entregou a essa paixão, que era a primeira, que era por um garoto, que era pelo secretário pessoal de seu pai e ele o chamava de Tio Alec, mesmo só tendo dois anos de diferença. Eles conversavam sobre animes e mangás, Alec sabia jogar videogame e sempre perdia de propósito quando jogava com Gabriel ou William. Alec fazia parte da família, James já o considerava parte de si mesmo. Era tudo tão intenso que James acompanhou Alec para o parque, eles fumaram um baseado e James mentiu, dizendo que sempre fazia aquilo, ele ouviu Alec rir por horas de piadas bobas e de assuntos aleatórios.

“Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra. ”

Palavras pequenas e tiradas de um livro de romance idiota, e ele escolheu um cartão azul-metálico, por que combinava com os olhos de Alec e James tinha dezesseis e estava apaixonado. Alec abriu um sorriso ao receber o cartão e James ganhou um selinho naquela tarde. E foi um presente lindo. Ele não viu Alec durante um mês e no dia do seu aniversário de dezessete anos, ganhou do moreno um exemplar de A culpa é das estrelas. Gabriel riu da sua cara e seu irmão ainda ia fazer quinze. Alec não havia entendido o cartão. James tentou de novo, agora com dezessete e ainda mais apaixonado.

Alec simplesmente virou ar em poucos meses e o moreno estava cada vez mais presente e James queria poder acariciar os cabelos negros e chamar Alec de seu. Então houve mais uma tentativa, James comprou um novo cartão e dessa vez era azul turquesa.

“Eu te amo no presente do indicativo. ”

Não houve um sorriso dessa vez e James não ganhou um selinho. Alec disse não é os olhos esverdeados de James encararam o chão, o tapete vermelho do escritório de Magnus era chamativo. Inexperiente. Alec dera aquela desculpa. James tinha dezessete, já havia dado beijos, mas não havia transado com ninguém.  Ele empurrou o moreno contra uma parede e o beijou e antes que o ato pudesse aprofundar, Magnus entrou no escritório e o mandou sair James foi, mas conseguiu ver Alec encolher-se olhando para Magnus.

Kyle tinha olhos incrivelmente negros e estava no último ano do ensino médio. James bebeu dois copos de tequila e teve coragem para se aproximar. Kyle sorriu e o sorriso não lembrava em nada o de Alec. James contou uma história, Kyle fingiu rir, estavam então se beijando e andando em direção aos fundos da escola. James sentiu-se bem e Kyle mostrou como poderia dar prazer. Então ele tinha transado atrás da quadra de esportes e sentia-se imundo, Kyle cobrou cinquenta dólares e James pagou, vestiu o casaco e voltou para o meio dos amigos. Havia sido bom e algo que ele não esqueceria, beijos, toques, carinho e mesmo sendo em meio a grama falha e grãos de areia que machucavam a pele, o momento tinha sido prazeroso.

Então veio Alec novamente e já havia passado meses desde que havia entregado o segundo cartão. Ele tentou de novo e o cartão era azul – cobalto.

"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."

As coisas poderiam dar certo, Alec o encontrou em seu quarto depois de receber o cartão e James sorriu pequeno. Magnus e Camille gritavam um com o outro em alguma parte da casa e Gabriel não estava. James havia roubado algumas garrafas de uísque e ele tinha dezessete anos e estava apaixonado. Quando perceberam, estavam bêbados e chapados demais, rolando nus pelo tapete, se beijando, se tocando e James sentia-se completo, pela primeira vez em muito tempo.

Alec pediu segredo quando acordou algumas horas depois, James contou somente para Magnus e terminou com um lado do rosto roxo, sem sequer saber o motivo. Então Alec parou de mandar mensagens e o ignorava e seu parecia despreza-lo e então ele viu, Magnus e Alec e eles se beijavam e Alec murmurava baixinho o nome de Magnus. Estavam no escritório e o moreno no colo do mais velho. James saiu, ninguém o viu e ele chorou.

James estava apaixonado e só tinha dezessete anos, faria qualquer coisa por Alec, guardaria qualquer segredo e aceitaria qualquer coisa e hoje, mesmo depois de anos, ele ainda faria qualquer coisa por Alec, guardaria qualquer segredo e acetaria qualquer coisa. Por isso ele havia feito o pedido.

- Eu sempre usei cartões azuis par expressar o meu desejo, hoje eu uso um diamante. – Ele continuou e o anel resplandecia – Casa comigo, Alec. Eu vou cuidar de você, eu juro!

Ele não sorriu e como muitos anos atrás havia feito, suspirou.

- Jamie... – ele umedeceu os lábios e tossiu, para então acariciar os próprios cabelos escuros – Eu... – Alec sorriu pequeno agradecido e finalmente sua ficha caiu, James merecia um rompimento digno e ele poderia dar.

Ainda com o sorriso pequeno, Alec soltou a toalha do corpo e James viu com devoção o corpo branco ficar exposto, havia marcas de mãos e de chupões e não havia sido feito por ele. Alec se aproximou e James sentiu todos os pensamentos coerentes sumirem. O corpo de Alec era quente e os lábios convidativos.

- Me dê o seu amor e eu te ofereço a minha última noite – Alec sussurrou e James sentiu meio mundo ruir – Meu corpo já foi de muitos, meu coração só pertence a um. Eu não posso fazer isso, Jamie. Não quando eu amo outro homem, não quando eu quero e preciso de outra pessoa. Eu não tenho o que te oferecer James.

Ele se levantou e trouxe Alec para junto de seu corpo, fechando os olhos e aspirando o cheiro do rapaz. A pele pálida já estava seca, os cabelos negros ainda brilhavam por causa do banho recente, mas Alec ainda tinha cheiro de sândalo e canela.

- Eu quero você, Alec. – Reafirmou, a caixinha com o anel apertada entre os seus dedos – você. Uma chance e eu te mostro como o mundo pode ser colorido para nós dois. – Implorou e o moreno suspirou. James tinha um querer intenso e ele o devia isso, um pedido de desculpas na sua forma de falar e fazer. - Eu...

Alec o calou com um beijo e as línguas dançaram juntas e James sentiu-se pleno. O mundo desfez e suas mãos percorreram o rosto do Lightwood com carinho. Em meio ao ato, James pareceu perceber, seus olhos inundaram de lágrimas e Alec empurrou-o para a cama. Ele foi, porque independente do impacto, por Alec, ele sempre cairia.

**

James apertava os lençóis entre os dedos, a boca de Alec era quente ao seu redor e o moreno o sugava lentamente, torturando-o ainda mais. Por que era uma tortura, a forma que a língua do Lightwood se enrolava em seu membro, os sons que ecoavam pelo quarto, tudo, tudo era uma tortura. Ele correu os dedos até chegarem aos cabelos escuros e apertou brevemente, Alec o levou ao fundo da garganta e James soube que poderia gozar só com aquilo.

O mundo estremeceu e James apertou os olhos, Alec parou antes do orgasmo chegar e James grunhiu frustrado. O moreno sorriu e voltou para cima do corpo do outro, beijando-o, fazendo com que provasse de seu próprio gosto, mesclado com o dele. James gemeu com isso e suas mãos foram par a cintura de Alec, enquanto se beijavam, o corpo entrava em atrito e o tesão crescia.

- Jamie...

O rapaz fechou os olhos e seu coração disparou, Alec chamou por ele, seu nome sendo falado por Alec já era lindo, mas daquela forma, tremido, em meio ao prazer, era algo tão espetacular que James se perdia em êxtase. Ele girou na cama e se colocou entre as pernas do moreno, beijos ainda eram trocados e ele teve carinho, com movimentos lentos e firmes, invadiu o corpo do Lightwood, apreciando enquanto ele arqueava as costas e gemia deleitado.

A ardência não era algo novo e em menos de horas, Alec estava novamente na cama de alguém, o que diferenciava pai e filho naquele momento, não era o tamanho ou a forma que faziam, o que diferenciava eram os movimentos e o fogo. Com Magnus, Alec sentia que poderia morrer queimando no mais puro inferno do prazer, com James, era algo demorado, algo sereno e cor-de-rosa. Havia lido em um livro uma vez a respeito do Sexo baunilha, se com James fosse um sabor, Alec descreveria como creme. Branco, pouco saboroso, mas que havia suas vantagens. James não era o homem que Alec queria satisfazer, mas se permitia ser satisfeito por ele. Egoísta? O mundo poderia explodir e ele não estaria se importando.

Os movimentos tomaram um ritmo forte e Alec cerrou os olhos, James mantinha os seus abertos, uma das mãos na cabeceira da cama e a outra ao lado da cabeça do Lightwood. Havia lágrimas também e elas pingavam no rosto de Alec durante a transa e James tirava mais gemidos dele e gemia em conjunto. A cama também cheirava a canela e sândalo.

Alec tinha unhas curtas, mas ardiam fortemente quando ele arranhava alguma parte do corpo de James e ele o fazia, arranhava as costas, a lateral. Ele beijava, dava chupões e deixava marcas. Deixava memórias para James, memórias da última noite, memórias da única noite onde eles não estavam chapados, onde ambos tinham ciência do que faziam, onde ambos queriam estar.

- Jamie... – o moreno ofegou quando teve a próstata atingida e James respirou com mais força e houve um gemido engasgado que poderia facilmente ser confundido com um soluço – eu estou aqui...eu estou aqui, Jamie. Estou aqui...

James implorou internamente para que não fosse uma despedida, seria cruel despedir-se assim. Ele realmente soluçava e enquanto seu corpo era impulsionado para dentro e para fora, enquanto ele ouvia Alec gemer e gemia junto, sua mente parecia uma bagunça, um poema sem a estrofe final. James era um homem perdido, uma queda constante e ali estava o impacto final.

Alec era o seu final, Alec era o seu ar e sem ar, não se vive.  Chamaram pelo nome um do outro e James viu, como se fosse o espetáculo mais lindo do mundo, Alec gozar, revirar os perfeitos olhos azuis e estremecer chamando pelo seu nome. Pelo seu nome mesmo. O calor ficou insustentável e ele também veio, trazendo soluços em forma de gemidos e lágrimas que, além do prazer, mostravam o quão destruído o rapaz estava.

**

Havia um buraco em sua alma, uma mochila em suas costas e Alec o olhava de longe, decisões tinham sido tomadas e James soube, quando Alec recusou o anel novamente, James entendeu que nunca teria um espaço somente dele na vida do moreno. Era sua hora de ir, Alec havia feito a parte dele e as marcas que ele carregava de uma forma dobrada em seu corpo, era prova o bastante.

Passaram seis meses juntos e agora, parecia não significar nada. Cada momento que passaram juntos, cada beijo, cada sorriso, cada toque. Viraram poeira ao vento e James aceitou, porque, por mais detonado que estivesse, Alec sempre seria sua razão, sua paixão, sua perdição e ele era o servo fiel de um único Deus, Alexander era o seu Deus e o havia mandado embora. Então, ele iria. De cabeça baixa, com os sonhos despedaçados e com uma garrafa de vodca na bolsa.

- Você sabe, não sabe? – Ele virou-se e olhou para Alec uma última vez – eu sempre vou te amar, Alec. É meu primeiro amor e a minha primeira dor, mas também único. E não importa o dia, o mês ou o ano, se você me chamar, eu vou voltar e vou juntar os pedaços do seu coração, nem que para isso, o meu próprio seja destruído.

- Vá em paz, Jamie.

Ele sorriu tristemente e saiu. Alec havia feito sua escolha e James já não cabia ali. O moreno encolheu-se contra o sofá e escondeu o rosto nos joelhos. Em seis meses, ele não havia ficado sozinho em nenhum momento, James sempre estava por perto, mas agora, ele havia mandado o rapaz e ir e havia sobrado a inconstância, a incerteza, mas o sabor de ter feito o certo. Alec sabia que era o ar de James, mas não poderia ficar com ele e ajuda-lo, sendo que para respirar, ele precisava de Magnus.

--

O amor era doentio de várias formas, tanto pela dependência, quanto pela indiferença. Magnus e Alec faziam o roxo, um roxo pálido e feio, mas o roxo. Eram azuis e vermelhos, era o que precisavam sem terceiros. Por meses James tentou fazer o roxo, mas só pode completar o lilás, por que apesar de se parecer muito com o pai, James não era ele.

- Quando eu fechava os olhos, ainda podia fingir que era você quem me tocava – ele murmurou recostado contra o corpo de Magnus – mas não se pode fingir para sempre.

Magnus assentiu e acariciou os cabelos negros, Alec suspirou com o carinho e se aconchegou mais.

- Você acha que ele voltou para casa?

- Alexander, eu não me importo.

As palavras saíram de forma neutra e Alec olhou para Magnus e se perguntou internamente se não havia errado esse tempo todo. Magnus parecia calcificado e mesmo ao demonstrar algum sentimento, ainda parecia distante e irreal. Alec se aconchegou mais a Magnus, eles voltariam para Nova Iorque no dia seguinte, Alec voltaria para antiga vida e ele queria isso.

Não houve promessas naquela noite, foi apenas o embalar de um sono leve e intranquilo.


Notas Finais


O que parece perdido, as vezes é o que faz mais sentido.

Aos poucos vamos nos despedindo...

Obrigada!


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