História No Man's Land (Segunda temporada de Bonsoir) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Hetalia: Axis Powers
Tags Fruk, Hetalia, Yaoi
Exibições 23
Palavras 1.802
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Seinen, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um capitulo com muito amorzinho ヽ(・∀・)ノ

Capítulo 3 - Alguém pra quem voltar.


Fanfic / Fanfiction No Man's Land (Segunda temporada de Bonsoir) - Capítulo 3 - Alguém pra quem voltar.

Arthur chegou cedo na estação, carregando apenas uma pequena mala com alguns pertences seus e de Francis, apenas algumas coisas que ele julgava ser necessárias para passar alguns dias em Paris, a estação como sempre era bem movimentada com pessoas embarcando e desembarcando de trens a todo momento, algumas famílias aqui ou ali se despedindo de parentes que iria fazer curtas viagens, ou ficar por um bom tempo fora. Isso fez com que Arthur se lembrasse do dia que volto da guerra, havia centenas de pessoas na estação, prontas para receber os soldados que voltavam para casa, por um tempo ele pensou que encontraria Francis no meio daquela multidão, mas não foi o que aconteceu, ele voltou para casa sozinho, e naquele dia não saiu para comemorar o fim da guerra como faz a maioria das pessoas, as primeiras semanas depois ter voltado para casa foram as piores, até mesmo pior que todos os dias que ficou no hospital, todas as primeiras cartas que havia mandado para Francis estava dentro da caixa de correio, Arthur as guardou junto com a única que recebeu de do francês , ele se sentia mal pois não sabia se Francis voltaria, onde ele estava, e como estava, aquilo o deixava louco era agoniante, mas com passar do tempo ele foi se conformando que não veria mais Francis, que ele fazia parte dos desaparecidos e nunca seria encontrado, e esse tipo de pensamento permaneceu até receber a carta do hospital psiquiátrico* no começo da semana.

    Arthur comprou seu passaporte, e através de um quadro de informações sobre os horários, descobriu que seu trem para Southampton* sairia em poucos minutos, nesse tempo ele comprou um jornal para ter com que se ocupar durante a viagem, quando o trem finalmente chegou o inglês se juntou as outras pessoas que formavam uma pequena fila na plataforma para embarcar, o inglês colocou a mão no bolso do casaco em busca do passaporte e quando não sentiu o pequeno pedaço de papel em suas mãos ficou assustado, vasculhou todos os bolsos mas não havia nada ali, ele sentiu um terror tomar contar de si, olhou envolta no chão, mas não havia nada a não ser marcas de sapatos e sujeira, não queria, e nem poderia perder aquele trem, se lembrou ter comprado o jornal a alguns minutos atrás. deveria ter deixado cair quando retirou as moedas do bolso, mas antes que ele pudesse ir até a local onde havia comprado, uma mão tocou seu ombro.

—Acho que esse e o bilhete que você procura.

Era um jovem devia ter 25 anos alto e magro, e com cabelos claros igual a maioria dos rapazes inglese, usava roupas de frio como todos ali na estação, afinal a neve ainda continuava caindo e sol demoraria um bom tempo para parecer novamente, o rapaz entregou o bilhete a Arthur que se sentiu aliviado.

—Obrigado, pensei que tinha perdido.

—Encontrei ali no chão, tem que ter cuidado, esses passaporte se perdem fácil.

O rapaz apontou para uma área um pouca afastada da plataforma onde havia menos pessoas apontando aonde havia encontrado o passaporte, ele tossiu e rapidamente cobriu a boca com um lencinho branco com flores azuis bordadas, naquela época do ano era comum ter pessoas resfriadas por todos os lados, principalmente crianças, e pessoas mais velhas que era mais sensíveis a essas coisa.

 Arthur entrou no trem e se sentou mais ao fundo ao lado da janela, o mesmo rapaz que encontrou o seu bilhete se sentou no banco a sua frente.

—Tudo bem, se me sentar aqui os outros lugares estavam ocupados.

—Tudo bem, não tem problema,

O rapaz se sentou, ele trazia consigo o lencinho na mãos, apertou o casaco envolta do peito por causa do frio, e se encostou no banco de um jeito que ficasse confortável

Arthur agora podia o observar melhor, apesar de jovem parecia muito cansado, abatido ou até mesmo doente, os olhos fundos e escurecidos refletiam noites sem dormir, a sua expressão não era das melhores, mas Arthur não estava diferente dele sem duvidasse estava pior, pra falar a verdade fazia poucos meses que a guerra havia acabado a maioria das pessoas estavam assim abatidas, cansadas, foram anos difíceis as coisas demorariam a voltar ao normal.

—Qual seu nome?

O rapaz perguntou a Arthur, o trem agora começava a se deslocar lentamente.

—Arthur kinkland.

—O meu e Peter, Peter campbell

Os dois trocaram um aperto de mão como cumprimento.

O rapaz tossiu mas uma ver agora de modo brusco chamando a atenção do inglês.

—Essa maldita gripe, e essa dor de cabeças vão acabar me matando.

Peter comentou respirando fundo e colocando a mão sobre a testa.

 Arthur se lembrou que carregava no bolso do casaco alguns comprimidos para resfriado, já que era comum Francis ficar doente no inverno, e ele imaginava que aquele não seria diferente.

—Tenho comprimidos no bolso, se quiser posso te dar alguns.

Arthur ofereceu.

—Qualquer coisa para espantar essa gripe.

Enquanto Arthur passava os comprimidos para o companheiro de viagem um ou dois caíram no chão, o rapaz se abaixou para pegar e nesse momento alguns envelopes caíram do bolso interno do seu casaco e pararam diante dos pês de Arthur que os recolheu entregando ao dono, haviam nomes escritos neles em uma caligrafia perfeita que nem mesmo Francis seria capaz de fazer.

—E uma letra muito bonita !! e sua?

O inglês não costumava a puxar assuntos quando outras pessoas em ambientes públicos, mas Peter parecia ser interessante.

—Ah não, e da minha noiva Lucy, ela escreveu todos os convites a mão, ainda bem que era poucos.

O rapaz deu um dos convites para Arthur, era realmente perfeita todas as voltas e curvas das letras escritas com tinta preta.

—Vão se casar nos próximos dias?

Arthur perguntou entregado o convite que pelas informações era de casamento.

 —Na verdade será mês que vem, eu prometi a ela que se voltasse vivo da guerra nos casaríamos o mais rápido possível, mas como pode ver não estou muito bem tivemos que adiar o casamento.

No meio de toda aquele expressão abatida e olheiras, um pequeno sorriso se formou no lábios do rapaz ao falar sobre seu casamento.

—Você deve estar muito feliz, por poder ver sua noiva novamente, após tanto tempo.

  Era bom saber que Peter havia sobrevivido a guerra, e que teria uma vida, depois de 4 anos de dor as coisas poderiam ser melhores pelo menos para alguns, e Arthur esperava quem também fosse para ele e para Francis.

—E como! durante os dias que fique no front ficava pensando nela e em nosso casamento, eu coloquei na cabeça que deveria voltar por ela, e acho que isso ajudou a me manter vivo, mas você deve saber como e isso, dever ter tido alguém para quem voltar, todos os soldados tinham alguém os esperando em casa mães, esposas, filhos.

  Arthur pensou em Francis se ele não tive ido a guerra com certeza estaria esperando por ele na estação, ou na porta de casa mas infelizmente não foi o que aconteceu.

—Bom eu não tenho esposa, e também não fui para o front trabalhei no hospital.

 Peter observou Arthur intrigado.

—Você foi voluntario da cruz vermelha ou algo assim?

—Não, eu era médico, bom eu ainda sou.

 O Rapaz pareceu surpreso, Arthur ficou se perguntando se ele nunca havia visto um médico fora do hospital.

—Nunca imaginaria, você parecer ter minha idade, bom os médicos do hospital onde fiquei era velhos meio carecas, e muito rabugentos, mas as enfermeiras eram lindas, não tão quanto a minha Lucy e claro.

  Arthur agora via um pouco de ânimo e empolgação surgirem a expressão de Peter mesmo que as vezes ele tossisse um pouco e reclamasse da dor.

—Ficou por muito tempo no hospital?

Arthur perguntou curioso.

—Umas duas semanas mas já estávamos no fim, quando a guerra terminou eu não pude comemora estava com a maior parte do corpo enfaixado.

Peter riu de leve, Arthur se lembrava de quando a guerra foi anunciada ele havia tirado alguns minutos para descanso após retirar os estilhaços da perna de um soldado, estava com a cabeça baixa pensando sobre quando tudo aquilo terminaria quando finalmente a notícia veio através de uma enfermeira.

—Mas, o que aconteceu com você?

O inglês perguntou a Peter que abaixou os olhos e demorou alguns segundos para responder, ele parecia procurar a resposta certa.

—O lugar onde estava junto a minha tropa, foi atacado por bombardeios, me lembro de ficar completamente surdo por causa dos barulhos das bombas, e de ser arremessado para longe, e sentir todos os meus ossos se quebrarem foi uma dor horrível, eu não gosto muito de falar sobre isso.

O rapaz se virou para a janela, lá fora a vista que antes mesclava as cores das arvores com as das pequenas casa de pedras cinzentas, que contornavam a estrada de ferro, estavam completamente brancas e cinzas, poucas pessoas se arriscavam na neve, algumas crianças aqui e ali brincava construindo bonecos, ou com trenos de madeira.

—Me desculpa, eu não fiz por mal.

Arthur se sentiu culpado ele não queria que Peter se sentisse desconfortável.

—Está tudo bem. Bom o que vai fazer em Southampton?

Peter perguntou, era melhor eles começarem com outro assunto.

—Pegar um navio para França preciso resolver alguns problemas pessoais.

Arthur ajeitou seu casaco.

—Sabe minha tropa foi mandada para lá, não me lembro bem o nome da cidade, mas eu não quero voltar a França tão cedo.

 Peter havia endireitado a postura, e agora não reclamava tanto sobre suas dores de cabeça.

—Eu também preferiria estar em casa descansando, e me recuperando de tudo que aconteceu, mas como já disse são assuntos importantes, que não podem ser adiados.

—E claro eu entendo.

  A conversa entre os dois  continuo por mais algum tempo, Arthur começava a se sentia sonolento ele precisava dormir um pouco, Peter  não aparentava qualquer cansaço e falava sobre as amizades que havia feito e perdido no front com outros garotos da idade dele, Arthur ficava se perguntado se Francis também havia feito amizade, ou se ele se manteve afastado, mas ele sabia  que o francês não era do tipo de ficar quieto em seu canto, ele deveria ter conquistado pelo menos um ou dois colegas para conversar.

 

Quando finalmente chegaram o inglês se despediu de Peter, já que tomaria rumos diferentes. Arthur achou uma pensão para descansar até no dia seguinte, ele mal conseguiu dormir à noite pelo barulho que vinha do andar de baixo e por não conseguir para de pensar em Francis, ele queria que Francis fosse para casa com ele o mais rápido possível, Arthur tinha uma certeza sobre tudo aquilo por mais que a situação estivesse complicada, ele daria até a própria alma para ver Francis bem outra vez.

 


Notas Finais


Então pessoas capitulo novinho, eu sei que esses primeiros capitulos estão meio chatinhos, mas vai melhorar ok (o˘◡˘o), era pra ter postado semana passada mas acabei fazendo a maior bagunça com o capitulo kkkk tive que reescrever quase tudo de novo.
Criticas são sempre bem vindas, se tiver alguns errinhos podem me avisar ok.
espero que gostem. (´。• ᵕ •。`) ♡


Glossário :
Southampton : Maior cidade portuária do sul do Reino Unido.
no primeiro cap e coloquei que o Francis estavam em uma casa de repouso, ta errado gente e hospital psiquiátrico.


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