História No memories, no more - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa, Raven Reyes
Tags Clexa
Visualizações 159
Palavras 4.023
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, FemmeSlash, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Povo, como pedido por vocês, bonus Maven.
Teremos mais um bonus Clexa e um bonus sobre a Michi :D
Comentem, a história literalmente terminou hoje.

Capítulo 25 - Maven


Capitulo Bônus 1 – Maven

 

Raven estava trabalhando tranquilamente na sua mesa de serviço. Ela estava mergulhada profundamente em uma ideia sobre um aquecedor portátil movido a energia solar e talvez uma maneira de gerar energia com os ventos. Estava razoavelmente silencioso na oficina de Raven, ela sabia que Michi estava em algum canto dentro do lugar, porém ela não estava totalmente focada em localizar a mulher.

Foi quando um som de engasgo soou de uma das mesas na direita da mecânica, ela levantou os olhos dos papeis a sua frente e conseguiu ver totalmente a cena da guerreira morena que estava sobre a mesa, tentando não derrubar uma pequena lâmpada. A morena se retorcia e a lâmpada quicava de um lado a outro, de uma mão para outra. Foi quando a mesa, acabou e a morena caiu agarrando a lâmpada no ar. A aterrissagem não foi das mais bonitas ou confortáveis, mas a guerreira estava com o braço estendido, protegendo a pequena lâmpada.

“Oh meu deus.” Raven começou a gargalhar ao ver a face dolorida e orgulhosa da guerreira.

“Ah, você acha graça.” A morena sentou com as pernas cruzadas no chão e a mão livre esfregando lentamente a cabeça, pois ela havia batido no chão. “Mas eu a protegi.” Ela falou olhando para a lâmpada.

“É uma lâmpada.” Raven falou ainda rindo ainda mais ao ver o pequeno bico descontente que guerreira fez. Ela então girou na cadeira e se levantou, andando até a guerreira. Raven ainda achava estranho poder andar sem dores ou mancando. A guerreira olhou para cima quando a morena mais curta ficou a sua frente. A mecânica puxou a pequena lâmpada da mão da guerreira e a colocou em segurança sobre a mesa. Ela então se voltou para a mulher. “Ela não precisa de proteção.” Raven falou brincando e recebeu um olhar afiado da outra mulher.

“Você me disse que elas eram raras.” Ela retrucou e Raven segurou o desejo de rolar os olhos e apenas sorriu.

“Sua boba.” Ela riu e jogou um joelho em cada lado do quadril da guerreira, prontamente sentando contra as pernas cruzadas da mulher. As mãos da guerreira foram automaticamente para os quadris da mecânica. “Elas não são tão raras quanto essa sua cara feia.” Michi franziu o cenho e quando os olhos castanhos se afunilaram, Raven apenas conteve o grito divertido quando ela foi rapidamente rolada para o chão.

“Você está dizendo que eu sou feia?” O tom era dramático e retirou mais um riso da mulher abaixo.

“Ao menos você é engraçada.”

“Ééé, beleza é superestimada.” Michi riu levemente.

“Boba.” Raven riu e a puxou para um beijo. “Você é uma boba bonita.”

“E salvadora de lâmpadas.”

“E salvadora de lâmpadas.” Raven riu e bicou os lábios da morena.

RMRMRMR

“Você está com fome?” A voz de Michi baixinho contra a orelha de Raven fez a morena pular e a olhar com uma careta. A outra mulher estava estoica olhando para a parede, porém Raven via o leve contrair dos lábios da mulher.

“Você quer rir, ria.” Raven falou em um tom doce. “Ahh ria vamos.” Um leve grunhido saiu da garganta da mulher. “Eu pulei com cara de cervo assustado....” Raven cantarolou e a mulher começou a rir alto. “Agora você ri.” Raven falou em um tom falsamente sentido.

“Você é um cervo bonito, o que eu posso fazer.” Ela abraçou a morena pelos ombros, puxando as costas da mecânica contra a frente do corpo. “Agora, meu amor, você está com fome?” Raven cantarolou lentamente ao sentir leves beijos contra sua orelha.

“Um pouco....” O estomago da mecânica se fez presente e ela se sentiu corar.

“Vamos alimentar esse pequeno monstro.” Raven sorriu e se levantou, ela foi andar em direção a porta, porém uma mão contra a sua a puxou de volta. Ela girou e parou face a face com a guerreira. Ela não teve muito tempo para reagir, a guerreira levou as duas mãos nas bochechas de Raven a puxando para um beijo. A mecânica derreteu contra a guerreira, levando as mãos para os cabelos castanhos e a puxando contra si.

Raven jamais confessaria para alguém que não fosse Octavia ou Clarke. As demonstrações de afeto que a guerreira lobo fazia frequentemente, deixavam Raven encantada. Não era como se Finn fosse um mal namorado, na época da Arca, porém ele não era o mais dos carinhosos. Finn era um bom rapaz, porém ele não tinha grandes costumes de demonstrar afeto em público. A guerreira por outro lado, estava normalmente com os dedos passeando por Raven, seja nas mãos, ombros, cabelos. Sempre havia um contato mesmo que simples. E os beijos da mulher faziam a mecânica derreter em uma poça de felicidade. Elas tinham muitos momentos bobos, talvez isso fosse o principal ponto do relacionamento amoroso. Elas brincavam uma grande parte do tempo, entre demonstrações de carinho e assuntos sérios bem localizados, o relacionamento se passava em grande parte sexy ou divertido.

Raven ficou um bom tempo ansiosa ao redor da guerreira. Ela não sabia o que esperar da mulher, depois da sua perna ficando boa, ela aos poucos foi se acostumando com a ideia de a mulher realmente gostar dela. O convite para ela ir ficar na torre com a guerreira foi surpreendente, porém bem-vindo. Ela gostava da nova Arkadia, porém parte da mecânica ainda tinha terrores com o tiro. E o metal do lugar a lembrava muito a Arca para o bem da sua saúde mental.

“Sua mente está vagando.” Raven retornou à realidade ao ver os olhos castanhos preocupados.

“Me desculpe.” Ela falou sem jeito e bicou os lábios da mulher.

“O que estava em sua mente?” Michi perguntou enquanto seguia Raven para fora da oficina. As pontas dos dedos da mulher estavam carinhosamente na parte baixa das costas de Raven, apenas em um ato carinhoso.

“O tiro.” Ela deu de ombros. “Às vezes os metais de Arkadia me lembram do dia do tiro.”

“Você ainda tem cicatrizes de ter ficado desamparada e com dor em um lugar fechado.” Não era uma pergunta. Elas haviam conversado sobre isso, sobre a claustrofobia que Raven desenvolveu ao ficar trancada para sua própria proteção.

Quando Michi conheceu John Murphy, ele quase foi assassinado. O homem havia casado com Emori e estava morando longe no deserto, porém no dia que ele retornou junto com a esposa e se apresentou polidamente para Michi. A guerreira viu vermelho, quase o matando no processo. A única coisa que impediu a guerreira lobo, foi a comandante ordenando que ela parasse e vários guardas a retirando de cima de Murphy. Quando o homem viu Raven correndo até a guerreira, em preocupação e um pequeno beijo sendo trocado ele teve a realização de porque foi atacado. Jonh em uma atitude adulta e madura, se aproximou cautelosamente e pediu desculpas à Raven e a Michi. Ele disse que entendia os motivos da mulher tê-lo atacado. A relação dos dois ainda era tensa, mesmo depois de tanto tempo de relacionamento entre Michi e Raven, a guerreira ainda sentia muita raiva de todos que causaram dor no passado de Raven.

A mecânica gostava da atitude protetora da guerreira. No início do relacionamento, Raven quase se sentia sufocada. Porém com ajuda de Clarke ela havia conseguido conversar com a morena sobre o assunto e logo elas se ajustaram. Ela entendia a guerreira, perder Ariele fora tão dolorido e tenebroso. Michi era uma parceira ideal para Raven, com o tempo elas se ajustaram perfeitamente. Michi daria total espaço para a mecânica se perder em suas invenções, e ao mesmo tempo teria total curiosidade para ouvir a mecânica falando sobre cada pequeno detalhe. Raven adorava fazer piadas e isso se ajustava perfeitamente ao senso de humor caustico e traquina da mulher ao seu lado. Elas sempre trocariam respostas espirituosas e ao mesmo tempo tratariam assuntos mais sérios com total atenção.

Quando Octavia havia começado a ensinar Raven a lutar, Michi estava lá para observar cada pequeno detalhe do treinamento. Ela nunca se envolveria diretamente, porém estava lá a todos os instantes. Com a paz feita na coligação, Raven sentiu que poderia aprender sem a urgência de batalhas. E ela então treinou. Ela não se considerava uma lutadora excelente ou até mesmo boa. Porém a guerreira falou que ela poderia se defender se necessário.

A primeira briga séria do casal foi durante uma visita de Luna. A líder do clã dos barcos havia trazido alguns membros do clã e nesse conjunto, uma moça que era apaixonada pela guerreira lobo veio junto. Michi era polida com a mulher, porém os flertes constantes da mulher para com a guerreira e a falta de recusa da guerreira, fizeram Raven perder a paciência e a compostura. Ela gritou com Michi no meio do saguão principal da torre e saiu aborrecida durante uma noite chuvosa. Foram dois dias, com Raven ignorando Michi e uma Michi aborrecida e apática andando atrás da mecânica. A solução do conflito se deu de uma maneira que nenhuma das duas esperaria. A guerreira lobo foi até a oficina de Raven e quando elas notaram uma estava gritando absurdos para a outra, foi quando, nenhuma das duas sabia dizer exatamente quem começou, elas estavam se perdendo em um beijo raivoso e irritado. Logo em seguida roupas voavam pela oficina e um tempo depois as duas mulheres, exaustas e saciadas estavam deitadas junto no chão sujo. Por fim um, eu te amo liberado por Raven selou o fim da briga.

RMRMRM

“Contenha seus cavalos Griffin. Nem todos nós queremos ter filhos como você.” Raven rolou os olhos para a mulher loira.

“É uma ideia futura pelo amor dos Deuses.” Clarke rolou os olhos ainda mais. “Eu não estou dizendo para você fugir paras as colinas, roubar uma criança e criar como se fosse sua.” Raven riu, o que a fez receber um forte tapa contra o braço.

“Ei, sem agressão.” Ela fez um pequeno biquinho descontente.

“Você age como se não gostasse.” Clarke zombou.

“Você não é a pessoa certa.” Raven deu de ombros e os olhos azuis se arregalaram.

“Raven!” Clarke sentiu as bochechas se aquecerem.

“Não me diga que você é tão baunilha assim?” Raven rebateu com um tom ainda mais malicioso.

“Deuses, eu não preciso ouvir isso!” Clarke fez uma careta.

“O que?” Raven fez uma face inocente. “Fazem quantos anos que está com Lexa?” Clarke a olhou por um momento.

“Quase 8.” A loira murmurou.

“E você é baunilha assim?” Clarke sentiu as bochechas extremamente quentes. Porém murmurou algo. “O que?” Raven provocou.

“Não exatamente…” Ela falou olhando para o teto. “Eu apenas não saio por aí falando que eu gosto de apanhar.”

“Eu não estou falando por aí, eu estou falando para você.” Raven deu de ombros. “E que mal faz explorar?” Clarke ainda envergonhada, acenou em acordo. “Seria muito chato, fazer sexo baunilha o resto da vida.” Quando a loira foi responder, duas morenas entraram na sala.

“Do que estamos falando?” Michi perguntou sorrindo para ambas as mulheres.

“Sexo.”

“Raven!”

“O que?”

“Qual parte em exato?” Michi continuou como se a troca não tivesse acontecido.

“Sexo baunilha sendo chato.” Raven deu de ombros e se apoiou contra a morena, que havia puxado uma cadeira ao lado da mecânica.

“Bem, depende. Eu acho que há horas para o sexo baunilha e ele pode ser gratificante.” Michi rebateu e Raven amuou em acordo.

“Espere, você sabe o que isso significa?” Clarke perguntou intrigada.

“Ela é a minha namorada a quase tanto tempo quanto você e Lexa estão junto.” Raven rolou os olhos. “Eu falo com ela sobre isso.”

“Ela fala.” Michi acenou em acordo.

“Isso é tão estranho.” Clarke levou as mãos aos olhos.

“Sexo é algo normal em relacionamentos, Klark.” Lexa falou divertida ao ver o constrangimento da mulher.

“Oh Deuses, você também não!” Clarke falou se levantando e puxando a Comandante pelas mãos.

“O que você tem vergonha?” Lexa zombou.

“Eu estou terminando aquela cinta caso você tenha interesse!” Raven gritou para o casal, Lexa sendo arrastada por Clarke. Ela apenas riu quando viu o braço da loira esticado e o dedo do meio erguido.

“Você gosta de provoca-la.” Michi falou rindo baixinho.

“Não meu amor, eu gosto de te provocar. Ela eu gosto de irritar.” Raven falou beijando os lábios da morena.

“Meu pequeno demônio.” Raven riu e mordeu levemente o queixo da mulher. Logo as duas se perderam em um beijo prolongado. Quando se separaram, Raven apenas se apoiou contra o pescoço de Michi.

“Ela veio com aquele assunto de novo.” Ela bufou contra a pele da guerreira.

“Filhos?” Raven ressoou em acordo. “Eu acho que ela está deixando sua ansiedade tomar conta e projetando em nós?” Michi falou baixinho. “Foram quantas tentativas até agora? Cinco?” Raven acenou. “É difícil, ainda mais para as duas que estão tentando ter filhos há algum tempo agora...”

“Sim, mas ela não precisa projetar em nós?” Michi sorriu. “Eu sei que ela quer sobrinhos, mas eu achei que com Octavia gravida isso iria parar.” Ela fez uma careta.

“Nós não estamos no ponto de termos filhos, Rae. Quando chegarmos lá, veremos o que fazer.” Raven acenou em acordo. “Apenas, se mantenha sendo seu auto-eu provocativo e ela logo largará de te provocar.”

“Ela não te irrita com isso?” Michi deu de ombros.

“Nós conversamos, eu expliquei a ela que diferente dela e Lexa, nós duas não estamos planejando ter filhos, ainda. A nossa cerimonia de união será no fim do próximo inverno, como você deseja. Eu estou muito satisfeita com o que temos agora, você é minha. Eu sou sua. Logo teremos nosso povo celebrando nossa união de almas. Não precisamos ter pressa.” Raven ouviu a fala toda e sentiu o coração acelerar. Ela logo se levantou e sentou sobre a guerreira.

“Eu quero tanto, tanto ter uma família com você...” Ela beijou a guerreira. “Eu serei eternamente feliz em ter minha alma ligada com a sua. Filhos e talvez um cachorro.” Raven falou rindo.

“Você sabe, que lobos não são cães certo? Eles nos comeriam vivos?” Michi brincou e mordicou levemente a bochecha da mulher. “Viver a eternidade com você sempre será uma aventura, Raven do povo dos céus.”

“Eu gosto dessa ideia, Michi do clã dos lobos.” Raven riu e então se levantou. “Suas mães estão chegando em breve não?” Michi acenou em acordo. “E o que acha de curtimos essas poucas horas de privacidade?” Ela falou maliciosamente.

“Eu ainda não vi essa tal cinta que tanto fala.” Raven se sentiu corar e rapidamente fugiu para o quarto. “Volte aqui pequeno pássaro, o lobo mal quer te ver.” Michi falou maliciosamente e sorriu largamente quando ouviu a gargalhada da mulher.

RMRMRMRMR

Raven se aproximou sorridente às duas mulheres na porta da torre. Logo que a viu, Mari saltou satisfeita sobre a mulher mais nova, a puxando para um largo e longo abraço. Raven adorava as duas mulheres, principalmente Mari. A mulher mais velha a lembrava fortemente de sua própria mãe.

“Olá, minha querida!” A mulher de cabelos pretos soou alegre.

“Hei.” Ela respondeu sorrindo para a mulher.

“Raivon.” Helena, sempre um pouco mais série soou firme, porém um leve sorriso se fez presente no rosto da mulher. “Como você está?” Raven deu de ombros e acenou positivamente, logo retornando a pergunta. “Apenas um pouco cansada.” Helena falou tranquilamente.

“Ela não sabe como viver sem comandar.” Marie falou rindo levemente.

“A aposentadoria não está te fazendo bem?” Raven brincou.

“Aposentadoria?”

“É... Uh.... Quando você para de exercer uma função que antes fazia?” Helena acenou em acordo, porém claramente estava descontente com a ideia.

“Por mim eu continuava trabalhando.” Helena acenou para que as três seguissem o caminho. “Mas, essa aqui e Alice insistem que eu devo viver o resto da minha vida tranquilamente. Eu não sou invalida!” Helena rosnou. Raven não assumiria, mas ela sentia muito medo de Helena.

“Isso é porque você está velha.” A voz de Michi soou atrás das mulheres. As três anteriormente haviam se movido para uma antiga sala que Lexa, agora mantinha para as visitas. Helena retrucou alto em uma antiga língua do clã dos lobos, apenas para receber um leve retruque de volta. Michi então se aproximou de Mari e Raven, que estavam sentadas em um antigo sofá de três lugares. Michi beijou levemente a bochecha da mãe e a testa de Raven. “Olá.”  Ela logo se sentiu ao lado de Raven, jogando um braço descuidadamente pelos ombros da morena mais curta. Raven então se deixou relaxar contra o tronco da guerreira.

“Bem vocês são fofas.” Mari falou em um tom sonhador. “Então, como vamos fazer a cerimonia?” Raven se engasgou com a saliva.

“Não planejamos isso ainda, nomon.” Mari suspirou e acenou em acordo.

“Vocês devem começar a planejar.” Helena falou suspirando.

“Sabemos... Mas, são tantas tradições. Está sendo difícil definir o que queremos de elementos de uma união do povo do céu, lobos e arvores.” Raven resmungou. “Porque tínhamos que ser uma família tão misturada?” Ela fez uma careta e acabou perdendo o olhar surpreso das outras mulheres. Mesmo há tanto tempo junto com Michi, Raven dificilmente chamaria qualquer um de família. Ela amava as mulheres naquela sala, porém nunca havia chamado elas de família. E isso automaticamente pegou as duas mulheres mais velhas desprevenidas. Michi prevendo um embaraço retomou as rédeas da conversa.

“Sim, isso torna tudo complicado. Mas, podemos fala sobre isso quando definirmos tudo?” Helena entendo o recado prontamente mudou de assunto. Foi um bom tempo, até que Lexa recepcionou as duas mulheres e as levou para a sala do trono. Mesmo com Helena aposentada, Mari ainda era uma espécie de link entre os clãs e isso requisitava reuniões.

“Elas estão bem.” Raven falou sorridente, porém o olhar cativante de Michi chamou a sua atenção. “Está tudo bem?” O cenho franzido da morena mais nova, fez a guerreira sorrir. “Okay, porque os olhos em forma de coração?”

“Porque você, meu amor. É a mulher mais incrível que eu já vi na minha vida.” Raven se sentiu corar. “Você me honra, chamando minha família de sua.” A realização bateu em Raven.

“É estranho ter uma família....” Ela deu de ombros. “Eu gostaria que você tivesse conhecido meus pais.” Raven falou olhando para o vazio, porém sua atenção retornou a Michi, quando ela sentiu os lábios da mulher tocando levemente abaixo da sua orelha.

“Eu me orgulho de te chamar de minha. E minhas mães te amam tanto. Você sabe o quanto Ankal te admira? Ela diz que quer ser como você quando ficar mais velha. Ela até mesmo pediu para mim, a última vez que a vi, que pedisse que você a assumisse como uma segunda.” Raven olhou surpresa.

“Eu?” Michi acenou em acordo. “Eu não sou uma guerreira habilidosa.” Ela falou confusa.

“Você é a maior inventora de todos os clãs.” Michi deu de ombros. “Talvez a guerra não seja o talento de todos não?” Raven sorriu largamente.

“Eu devo falar com ela ou com Alice?” Raven questionou curiosamente. “Ou melhor, você acha uma boa ideia?” Michi sorriu. “Porque eu não quero causar atrito e eu...” Lábios grudaram nos dela, a fazendo sorrir.

“Tanto quando eu adoro quando você divaga. Você deve fala com as duas, preferencialmente em uma reunião oficial. Ankal se negou a ser criada para ser próxima líder, então eu acho que temos chances. Ela terá de vir para Polis, para aprender em sua oficina, mas não será um grande problema. Eu acho uma ótima ideia, quem não gostaria de aprender com você?” Ela sorriu. “Eu iria falar sobre isso antes, porém acabou ficando na parte de trás da minha memória.” Ela deu de ombros.

“Iremos para lá quando?” Raven fez as contas mentalmente. “Em três meses para o aniversário de Sari?” Michi pensou por um momento e concordou. “Certo, poderei falar com elas lá. Mas, o que seria uma reunião formal?” Michi sorriu.

“Minha mãe poderá te explicar melhor.” Ela então se levantou e seguiu até a porta.

“Você vai me obrigar a perguntar a sua mãe? Não pode ser Mari?” Raven resmungou.

“É engraçado o quanto você teme minha mãe.”

“Ela pode me matar com um lápis.” Michi riu alto à resposta da morena.

“Ela não vai fazer algo assim.” Raven fez um leve biquinho ao ouvir isso, porém ela logo beijou Michi.

Raven possuía um receio alto com Helena, a mulher era assustadoramente intimidadora. Raven repetia para si mesma que ela levou um tiro na coluna e sobreviveu. Que ela sofreu horrores da guerra e sobreviveu. Ela com certeza sobreviveria a uma conversa com a sogra, certo?

Quando Mari e Helena finalmente se juntaram as duas mulheres, Michi rapidamente puxou Mari para uma sala adjacente, alegando que Raven queria conversar com Helena. As duas estavam sentadas frente a frente. Helena séria olhando para Raven, ela estava curiosa. Raven por outro lado, olhava para o chão e remexia em suas mãos.

“Então...” Helena tentou soar gentil, porém o tom firme ainda se fez presente.

“Eu... uh.” Raven gaguejou, e um elevar de sobrancelhas da mulher mais velha. “Michi me disse...”

“Você sabe que eu já dei a minha benção a união de vocês?” Os olhos de Raven se elevaram do chão e se focaram nos olhos da mulher. “Você não precisa ficar nervosa com isso…” Helena continuou. “Eu sei que faz minha filha feliz.... E eu-“

“Não é isso.” Raven se sentiu corar. “Desculpe.” Falou ao notar que ela havia cortado a mulher.

“Sobre o que seria?” Helena inclinou a cabeça para o lado, o que fez Raven se lembrar de Michi e sorrir e rir levemente. O que fez a ruiva a olhar intrigada.

“Michi fez a mesma coisa. Com a cabeça.” Helena então sorriu e acenou em acordo. “Ankal expressou desejo de aprender comigo.” A realização veio a Helena.

“Você quer requisitar formalmente ela como sua segunda.” Ela acenou em acordo. “Michi poderia ter lhe dito a rota oficial.” A morena deu de ombros. “Mas tanto minha filha quanto minha esposa, gostam de empurrar alguns botões.” Helena sorriu. “Eu gosto de você Raven, mesmo você agindo assustada ao meu redor.”

“Você é terrivelmente intimidadora.” Raven falou em um tom esganiçado.

“Me desculpe.” Os olhos de Helena amoleceram. “Os anos de liderança as vezes nos fazem ser mais duros que gostaríamos.” Ela falou suavemente, se levantou e sentou ao lado de Raven. “Você faz a minha filha tão feliz, eu a vejo sorrir como quando ela era uma garotinha e encontrava algo que considerava incrível e vinha me mostrar com o maior sorriso do mundo. Você é o mundo para ela, Raven.” Helena agarrou as mãos de Raven. “Eu fico tão feliz de você estar na minha família, dela poder te chamar de sua, de vê-la sorrir, de te ver sorrir da maneira mais brilhante possível.” Raven sentiu os olhos encherem de lagrimas. “Eu abençoo a união de vocês, eu as quero felizes e eu vou fazer tudo que puder para ajudar.” Raven acenou em acordo, sem conseguir falar. Logo a ruiva a puxou para um abraço. O abraço foi longo e apertado, Raven sentiu lagrimas de felicidade vazarem por seus olhos e pararem contra a camiseta da ruiva. As duas ficaram um bom tempo abraçadas. “Bem, agora vamos te explicar como fazer Alice aceitar a sua filha indo embora.” Helena sorriu e as duas voltaram a conversar.

Naquela noite Michi entrou no quarto calmamente, ela havia terminado um longo banho. Ela chegou ao quarto, logo após o jantar totalmente suja do treinamento com sua mãe e Raven exigiu que ela tomasse um longo banho, pela segunda vez naquele dia, Michi suspirou e aceitou sem protestar. Ela sabia que deveria dormir limpa. Um tempo depois a morena entrou no quarto e se deitou ao lado de Raven. A morena estava apenas aguardando a guerreira vir para a cama, logo rolou se apoiando contra o peito da guerreira.

“Sua pequena raposa, armando para que eu ficasse a sós com sua mãe.” Michi ficou estoica e Raven riu. “Obrigada.” A morena mais velha sorriu levemente. “Eu amo você, meu pequeno lobo” Michi puxou a morena ainda mais contra si.

“Eu também te amo, passarinho.”

 


Notas Finais


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