História No Mercy - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Daryl Dixon, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Rick Grimes
Tags Negan, The Walking Dead, Twd
Exibições 139
Palavras 2.313
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 14 - Eeny


Fanfic / Fanfiction No Mercy - Capítulo 14 - Eeny

Faltava pouco para o dia D, tudo parecia tenso e tedioso então resolvi sair, talvez procurar alguns remédios, talvez procurar confusão, precisava sair daquela monotonia torturante.

Matei alguns mordedores, encontrei uma pistola com duas balas, duas garrafa de tequila e uma caixa de charutos pela metade, foi um passeios até que proveitoso e para fecha-lo com chave de ouro, durante o caminho de volta encontrei uma moto escondida embaixo de alguns galhos, se o dono a escondeu provavelmente voltaria para busca-la e por que não espera-lo? Parei o carro ao lado da moto escondida e acendi um charuto, eu não tinha o habito de fumar mas me rendi ao momento. Após alguns minutos uma fina chuva começou a cair e imaginei que o dono da moto havia encontrado um abrigo, estava pronta para partir quando o dono finalmente surgiu entre as arvores, vestia calça rasgada e uma regata que deixava os músculos molhados pela chuva expostos, uau. Encarou-me através do vidro, gesticulei para que colocasse a moto na caçamba do carro e assim o fez, quando ele finalmente entrou e sentou ao meu lado não pude conter um sorriso malicioso, ele estava incrivelmente sexy.

- Para de me olhar assim.- Grunhiu desviando o olhar.

- Desculpa Daryl, mas você é lindo.- Dei partida no carro, ignorando a expressão surpresa do homem.- Eai, como está o clima em Alexandria?

- Péssimo.- Respondeu visivelmente desconfortável, provavelmente estava na estrada pelo mesmo motivo que eu.

- Sabe, eu nunca gostei de climas pesados antes dessas coisas que colocam nossa vida em risco, gosto de aproveitar cada segundo, sentir que estou viva porque talvez seja o ultimo segundo.- Abri o porta luvas como da primeira vez, mas desta revelando a caixa de charutos.- Sei que você não pensa assim, acha que essa coisa de sentimentos atrapalha e é por isso que gosto de você, precisa ter muita coragem para fazer o que você faz.

- Você sempre fala tanto?- Perguntou enquanto acendia um charuto.

- Se você falasse mais, talvez eu não falasse tanto. Merda.- Resmunguei batendo os dedos contra o volante.- A chuva esta ficando forte, precisamos procurar um lugar.

- Tem uma loja a leste.

Eu não poderia ter mais sorte, Daryl era a melhor pessoa que eu poderia ter encontrado, a loja que ele sugeriu era perfeita, era pequena e destruída pelo tempo, mas tinha uma garagem em bom estados e sem mordedores. O homem saiu para abrir o portão da garagem, assim que estacionei também sai do veiculo indo de encontro a ele.

- Você vai pegar um resfriado se continuar com essa roupa molhada.- Levei as mãos ao rosto do homem secando as gotas de chuva e senti como a pele bronzeada dele estava fria.- Você está gelado. Vem, tira a roupa e entra no carro.- Pedi já entrando no veiculo porém parei ao ver a expressão incrédula dele.- Daryl não seja infantil, é só a regata. Sua roupa esta toda molhada e esta muito frio, mesmo dentro do carro vai acabar adoecendo, precisamos de você na guerra seu cabeça dura. Agora faça o que pedi.

Sentei no banco do motorista e fechei a porta, quando o vi encharcado e gelado só pensei em como ele era importante demais para adoecer, Daryl, Rick e Jimmy eram os homens que eu mais admirava nesse fim de mundo e o caçador é o meu favorito, adoro irrita-lo. Abri a garrafa de tequila e dei um longo gole antes de ver o homem sentar ao meu lado com o torso nu, o desconforto dele era quase palpável e mesmo adorando, repito, a-d-o-r-a-n-d-o a visão preferi não o deixa-lo pior do que já estava, tirei meu casaco e o joguei sobre ele.

- Esta melhor?- Perguntei oferecendo a garrafa de bebida e ele apenas grunhiu em resposta, tomando a garrafa da minha mãe de forma grosseira.

- Por que você esta aqui?- Perguntou de repente e pendi a cabeça para o lado, confusa.- Você disse que trabalhava na NSA, por que não se abrigou em algum esconderijo subterrâneo, ou na área 51, ou foi para o espaço?

- Espaço?!- Quase engasguei com a bebida e após uma breve sequencia de tosses ri me recompondo.- Até existem alguns "esconderijos subterrâneos".- Fiz aspas com os dedos.- Mas de que adiantaria se todos estão infectados? E não sou uma das pessoas que tem passe.

- Onde você estava quando tudo começou?- Perguntou após um longo gole de tequila e o imitei antes de responder.

- Na capital, eu estava de férias há uma semana, trabalhei por dois anos em Nevada e por dois anos mal vi a luz do Sol, só queria aproveitar alguns dias com minha família mas tudo aconteceu tão rápido, não foi?- Dei mais um gole na bebida que já estava pela metade.- Descobri assim que os primeiros casos aconteceram, mas eu estava de férias então não tive acesso as informações, não faço ideia de que merda é essa. E você?

- Eu estava com meu irmão.- Aconchegou o corpo no banco, parecendo desconfortável.

- Você precisa relaxar Daryl, sempre tão sério e fechado.- Tomei a garrafa das mãos dele.- Ainda temos metade dessa e mais uma, que tal um jogo?

- Um jogo?- Franziu o cenho e meus olhos brilharam ao notar curiosidade ali.

- Sim! Dizemos coisas e quem já fez toma um gole. Eu começo!- Exclamei empolgada, não dando chance do homem recusar.- Bater o carro do pai.

Virei a garrafa dando um breve gole e um pouco relutante Daryl a tomou da minha mão para também dar um gole. Sorri abertamente ao vê-lo gostar da brincadeira, era como se milhões de borboletas brincassem no meu estomago e a unica forma de acalma-las fosse sorrir, um sorriso feliz e sincero como eu não dava a tempos.

- Sua vez.- Avisei mordendo o lábio inferior afim de conter o sorriso bobo que não queria se desmanchar.

- Fugir de casa.- Disse e tomou um gole, peguei a garrafa e o imitei.

A brincadeira seguiu cada vez melhor, já estávamos na segunda garrafa e riamos há cada frase, o casaco que antes cobria todo o corpo do homem agora deixava o abdômen definido e braços expostos e não sei se era o efeito da bebida ou real atração mas não conseguia parar de me imaginar envolvida por aqueles braços fortes.

- Sexo depois do apocalipse.- Tomei um gole e esperei ter a garrafa tomada de minhas mãos porém não aconteceu, ele pareceu desconfortável com a frase e eu já imaginava que ele não havia transado depois que tudo começou, ele mal conversa civilizadamente.- Sua vez.

- Já chega.- Disse sério.

- E-eu...- Procurei palavras mas não havia o que ser dito, aquele assunto o incomoda como qualquer assunto pessoal e cutucar a ferida apenas o deixaria mais desconfortável.- Desculpa.

O silencio que surgiu foi de certa forma tranquilizante, já havia anoitecido e a brisa gelada conseguia entrar no carro mesmo com os vidros fechados. Virei o corpo para o lado, aconchegando-me no banco, ficando de frente para Daryl e o vi voltar a cobrir o corpo com o casaco ao notar meu olhar sobre ele.

- Como você se tornou líder?- Perguntou cortando o silencio.

- Chegou uma hora em que votações não eram suficiente, papai, Jimmy e eu eramos os mais experientes em sobrevivência porém eu também tinha iniciativa e uma mente, além de louca, calculista então acabei sendo o melhor nome para o posto. Mas um homem quis tomar a liderança e bang.- Dei enfase a ultima palavra.

- Você o matou?

- Foi um risco que ele aceitou correr.- Pressionei os lábios lembrando-me da cena.- Ele era meu tio, o matei assim como fiz com meu irmão quando adoeceu, minhã irmã quando virou uma daquelas coisas e papai quando Negan se apresentou.

Daryl não disse nada, apenas aconchegou o corpo no banco, virou a cabeça em direção a janela e cruzou os braços por dentro do casaco. Passei a observa-lo entre um gole de tequila e outro, mal conheço a história dele, apenas o que deixa escapar durante nossas conversas mas sei que ele deve ter histórias ruins desde antes disso tudo, sempre que visito Alexandria faço questão de atormenta-lo, me sinto completa quando vejo aqueles lindos olhos azuis expressarem algo além de dor, me sinto bem de uma forma pura, talvez seja algo fraternal como dois irmãos.

Suspirei entediada, mesmo fechando os olhos por incontáveis minutos não conseguia encontrar o sono, já havia desistido de dormir quando comecei a murmurar a melodia de uma canção, senti receio em estar incomodando Daryl mas o silencio dele me deu a liberdade para continuar.

- At last my love has come along. My lonely days are over and life is like a song. Ohh yeah yeah... At last, the skies above are blue. My heart was wrapped up in clover. The night I looked at you.- Cantava em um tom baixo como uma canção de ninar porém parei quando o homem virou, encarando-me.- Desculpa, desculpa, parei.

- Continua.- Pediu, por um segundo pensei que fosse sarcasmo e abri a boca para recusar, mas aqueles olhos azuis me olhavam com tanta intensidade que fez com que eu me rendesse.

- I found a dream, that I could speak to. A dream that I can call my own, I found a thrill to press my cheek to. A thrill that I have never known, ohh yeah yeah… You smile, you smile oh and then the spell was cast, and here we are in heaven for you are mine at last.- Murmurei o final da melodia e senti minhas bochechas corarem ao notar um pequeno sorriso nele.- Qual a graça?

- Sua voz é forte e feminina, igual você.

- Você esta bêbado, Daryl.- Comentei dando um gole na bebida que logo foi tirada das minhas mãos.

- Você também.- Retrucou virando a garrafa e estiquei os braços afim de alcança-la mas Daryl me impediu unindo meus pulsos em um leve aperto.- Daryl... Para, deixa um pouco.- Choraminguei tentando me desvencilhar.- Daryl.

- Não faz isso.- Pediu jogando a garrafa já vazia no porta luvas.

- O que?- Franzi o cenho confusa e notei que mesmo nitidamente bêbado ele parecia tenso.

- Dizer meu nome assim, não faz isso.- Respondeu entredentes desviando o olhar. Ah eu precisava brincar com aquilo!

- Dizer seu nome como?- Dissimulei me ajoelhando no banco para o envolver em um abraço e colei a testa nos fios castanho ainda úmidos, aproximando os lábios da orelha dele e me segurei para não rir.- Daryl...- Disse em um quase gemido seguido de um gemido que causou formigamento no baixo ventre.- Ah Daryl...

Continuei o atormentando, eu estava me divertindo e vez ou outra precisava conter um leve riso que fiz questão de não deixar escapar. Daryl não movia um músculo e em um certo momento cheguei a temer que me matasse ou pelo menos me empurrasse para longe mas o que fez foi exatamente o contrario. Repentinamente senti mãos fortes puxarem meus braços para frente, fazendo com que eu caísse no colo do homem e antes que eu pudesse assimilar o que havia acontecido senti meus lábios serem tomados pelos dele. Era um beijo lento e um pouco desajeitado no começo, talvez pelo longo tempo sem pratica, levei as mãos ao rosto já não mais gelado acariciando a barba e logo o senti deslizar as mãos pela minha cintura. As borboletas que senti quando aceitou a brincadeira não chegavam aos pés das que dançavam em meu estomago durante aquele beijo, era uma barreira do Daryl que ninguém havia quebrado e eu podia sentir ali cada sentimento que ele guardava. Quando o ar se fez necessário nos afastamos ofegantes e senti meu corpo ser empurrado de volta ao banco do motorista.

- Isso foi errado.- Daryl disse abrindo a porta do carro mas o segurei firme, impedindo que saísse.

- Esta frio Daryl.- Olhei para a porta entreaberta.

Daryl encarou-me por alguns segundos e após um tipico grunhido irritado, fechou a porta do carro. Voltamos a estaca zero onde ele era monossilábico e eu não calava a boca, não falamos sobre o beijo, mesmo tendo amado sabia que era algo conflitante para ele, mas calma, para mim também era conflitante, o que senti naquele beijo foi completamente diferente do beijo do Negan, era intenso e ao mesmo tempo acolhedor, como quando estava nos braços dele olhando a pequena filha do vice xerife. Não sinto esse tipo de coisa há tanto tempo que mal consigo definir o que é.

Ao amanhecer ainda garoava, Daryl insistiu em seguir caminho de moto mas fui mais insistente e o convenci a aceitar minha carona. Eu estava suja e morrendo de fome então aproveitei da hospitalidade oferecida pelo vice xerife que para minha sorte, estava na zona segura. Tomei um banho, vesti algumas roupas que uma moradora emprestou e segui para a cozinhar encontrando Rick com a namorada, ela me encarou por longos segundos e rumou a saída, nos deixando a sós.

- O que foi isso, vice xerife?- Perguntei confusa.

- Ela tem ciumes de você.- Explicou servindo café em um copo e assim que terminou me ofereceu.

- Talvez eu não seja uma das melhores pessoas nesse fim de mundo mas sei respeitar uma relação.- Tomei um gole do café.- Além disso, tenho problemas demais para querer mais um.

- Com o Daryl?

- Não, curioso.- Pisquei divertida arrancando um sorriso do vice xerife.- Ele nunca foi um problema, pelo contrario, adoro vir aqui atormenta-lo. Espero continuar assim quando tudo acabar.

- Tem certeza que quer participar? Por vocês terem um acordo amistoso...

- Certeza absoluta.- O interrompi séria.- Tenho tantos motivos quanto qualquer um para fazer isso e não vai ser um... Acordo.- Dei enfase a palavra, sabendo que não era só aquilo.- Que vai me impedir.


Notas Finais


Já está no final, não sei lidar com finais. :(


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