História No Mesmo Ritmo - Imagine J-Hope - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Dança, Drama, Hobi, Hoseok, Intercâmbio, J-hope, Romance
Visualizações 62
Palavras 4.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii!!
Eu disse que apareceria no meio da semana e aqui estou! \*-*/
Primeiramente, eu já queria agradecer a todo o carinho que deram a essa fanfic S2, é complicado gostar de algo logo no inicio, por isso eu digo: MUITO OBRIGADA! Te amo vocês! :')
Espero que gostem e tenham uma boa leitura! <3

Capítulo 2 - Garota Macarrão


Fanfic / Fanfiction No Mesmo Ritmo - Imagine J-Hope - Capítulo 2 - Garota Macarrão

    Pensando bem agora, pode não ter sido uma boa ação agir daquele jeito com Hoseok. Isso não significa que eu não esteja com raiva, pelo contrário, quero que ele queime no inferno. Mas o meu grilo falante jogou na minha cara fatos que eu não havia percebido antes que estão me fazendo roer as unhas agora. Sendo estes três:

    : Eu estava na casa dele, ou seja, se o mesmo quisesse poderia me expulsar a vassouradas;

    2º: Ele poderia falar mal de mim para a mãe e ela seria quem viria atrás de mim com a vassoura;

    3º: Na melhor das hipóteses, Hoseok não falaria nada e nem faria nada. Mas uma convivência com ele seria complicada após tantas trocas de “patadas”.

    De todas as maneiras eu havia cavado o meu próprio tumulo e agora só faltava às flores e os convidados. Pode ser que aquela carinha angelical dele só servia para esconder um demônio oculto que estava preparado para bater com a porta na minha cara e me deixar na rua novamente.

    Se fosse esse o caso eu descobriria logo, pois precisava tomar um banho e descer para comer. Infelizmente, meu estômago não se importa com resto de mim e só pensa nele mesmo já que não para de roncar, demonstrando a impaciência que sentia para finalmente comer algo que não fosse os amendoins dos aviões.

    Respirei fundo umas dez vezes antes de desencostar-me da porta e caminhar até as malas, tirando das mesmas um carregador e roupas secas e quentes. Deixei o celular carregando sobre o criado e coloquei os outros aparelhos eletrônicos – notebook, secador, chapinha, Ipad etc. – sobre a escrivaninha. Peguei uma toalha dentro do armário vazio e embrulhei meus utensílios com ela.

    Era a hora. Respirei fundo mais dez vezes e sacudi a cabeça. “Eles não vão te expulsar, espancar, ou vender no mercado de escravos estrangeiros...”. Caminhei meio receosa até a porta e a abri. As outras portas estavam fechadas e era possível ouvir algumas risadas vindas do andar de baixo.

    Andando na ponta dos pés, saí do quarto e o fechei. Correndo até o banheiro e batendo a porta assim que entrei. “Missão comprida!”. Suspirei aliviada e deixei as coisas sobre a bancada do banheiro. Levei um leve susto ao ver meu reflexo no espelho, com toda certeza eu estava pior que a Samara do filme “O Chamado”.

    Lavei o rosto, tirando os rastros do que antes foi uma maquiagem decente, e liguei o chuveiro recebendo um jato de água quente nas mãos. Sorri pela sensação que um bom banho me trazia e sem esperar mais me enfiei sob a água, de roupa e tudo.

    Aproveitei a minha vontade de demorar para lavar o cabelo e hidratá-lo com uma variedade de cremes que encontrei dento do box. Como eu ajudaria nas despesas não vi problema em usar os produtos, a não ser que eles façam meu cabelo cair. Aí teremos um problema. Depois de um tempo me despi e terminei o banho quase fazendo uma banheira de espuma.

    Enxuguei o corpo e prendi os fios para cima com a toalha. Vesti o moletom que usaria para dormir e encarei meu rosto no espelho embaçado por conta do vapor. Essa sou eu de verdade. Meu sorriso sumiu assim que encostei na maçaneta e me lembrei de todo o ocorrido a algumas horas atrás.

    Inflei as bochechas soltando o ar lentamente. Eu teria que enfrentar isso de qualquer forma, então que fosse de uma vez. Abri a porta vendo o corredor vazio e me esgueirei de volta para meu quarto.

    Deixei a roupa molhada sobre a cadeira da escrivaninha e encarei as malas que estavam me esperando para desfazê-las. Soltei o cabelo, sentando-me na cama para tirar os nós que haviam se formado. Passei o creme que o deixaria macio e olhei para as malas novamente. Agora não tinha como fugir.

                                                                            ***

    ꟷ(S/N)-ssi? – Ouvi uma batida fraca na minha porta antes da mesma ser aberta e revelar o rosto da senhora Jung. ꟷ O jantar está pronto.

    ꟷAh sim. – Sorri fraco e fechei as portas do armário. Consegui guardar tudo e colocar em seu devido lugar mais rápido do que imaginei.

    ꟷVocê é boa em organizar as coisas... – Sorriu, adentrando o quarto e olhando ao redor. Acho que esse lugar nunca esteve tão arrumado. – Riu.

    ꟷObrigada. – Suspirei, cansada.

    ꟷVamos comer para você poder descansar! – Segurou meus ombros e guiou-me até a porta. ꟷ Espero que goste de carne de porco...

    ꟷSim, eu gosto. – Sorri descendo as escadas. Pelo que parece Hoseok não tinha falado nada ruim de mim, menos mal.

    ꟷSente-se. – Indicou uma das cadeiras vazias da mesa que ficava no meio da cozinha.

    Obedeci e olhei ao redor. Era um lugar bem iluminado pela grande janela que dava a vista da parte de frente da casa, as paredes eram azuis assim como as da sala e a mesa de vidro ficava sobre o carpete bege e fofo. O restante dos armários carregava a cor amadeirada do chão, com exceção da geladeira que era de inox.

    ꟷHoseok logo virá. – Desvio meu olhar da paisagem escura que a janela mostrava e olho para a mulher que se sentou na ponta da mesa. ꟷ Ele foi tomar banho. – Sorriu.

    ꟷTudo bem. – Assenti, sem saber o que responder. ꟷ Eu preciso trocar o meu dinheiro amanhã, a senhora sabe onde posso fazer isso? – Apoio as mãos sobre a mesa, dedilhando os dentes do garfo.

    ꟷNão me chame de senhora, poder me tratar como Ahjumma, ou até mesmo Omma! – Sorriu gentil. Olhei-a meio surpresa, mas concordei. ꟷ Não se preocupe com o dinheiro, meu filho te acompanha até lá amanhã...

    ꟷAcompanho quem até aonde? – Como se fosse um demônio invocado, o garoto surgiu na porta e se sentou na cadeira ao lado da mãe, na minha frente. Ele tinha o cabelo úmido e exalava um cheiro doce de lavanda. Desviei o olhar para minhas próprias mãos e voltei a brincar com o garfo assim que percebi o olhar confuso dele sobre mim.

    ꟷAcompanhar a (S/N) até a casa de câmbio para ela trocar o dinheiro. – A mulher voltou a se levantar e foi pegar as travessas com o jantar, trazendo-as apara a mesa. ꟷ Pode fazer isso, querido? – Ela o olhou suplicante.

    ꟷClaro, Omma! – Ele sorriu e voltou seus olhos para mim. ꟷ Quer ir que horas?

    ꟷTanto faz! – Dei de ombros. ꟷ Só não se esqueça. – Cutuquei, com um pequeno sorriso.

    ꟷNão vou, não me esqueço de coisas importantes. – Sorriu falso antes de olhar para os pratos a nossa frente. ꟷ Parece delicioso, Omma! – Esfregou as mãos, ignorando minha presença até o final o jantar.

    “Filho da mãe".

                  ***

    ꟷPor que não explica para ela como funciona a faculdade? – Minha “nova mãe” sugeriu, se levantando e levando os pratos para a pia. ꟷ Assim terão menos trabalho no primeiro dia de aula.

    ꟷExplicar o que? – Hoseok perguntou, desinteressado, passando os dedos entre os fios do cabelo.

    ꟷAquelas escolhas de aula de outras matérias e os horários. – Ela amarrou um avental na cintura e virou-se para lavar a louça. ꟷ É você que estuda lá, deve ter algo que precisa comentar!

    ꟷBom... – Ele suspirou e ergueu o olhar de poucos amigos para mim. ꟷ Lá você terá de fazer aulas que envolvam outras direções além da qual escolheu.

    ꟷComo assim? – Franzi o cenho, confusa. O garoto inflou as bochechas e soltou o ar antes de continuar.

    ꟷEu, por exemplo, sou da área de humanas, mas tenho que ter uma aula de biológicas e uma aula de exatas. – Apoiou um dos cotovelos sobre a mesa e deitou a cabeça na mão. ꟷ Escolhi matemática financeira e genética.

    Fiz uma careta ao ouvir as matérias que ele escolheu e pensei nas minhas “possibilidades” de não tirar um zero em humanas e nem em biológicas.

    ꟷAcho que vou tentar literatura e zoologia. – Dei um leve sorriso, contudo, Hoseok se manteve indiferente. Minha vontade era de esfregar a cara dele naquele chão de madeira. ꟷ São as que me parecem menos “ameaçadoras”. – Segurei o sorriso tentando parecer simpática.

    ꟷBoa sorte. – Ele deu um riso debochado e voltou a encostar-se na cadeira.

    Minha simpatia sumiu assim que um demônio pareceu brilhar dentro dos olhos escuros daquele sentado na minha frente. Fechei a cara, encarando o sorriso convencido que o mais velho estampava. Talvez se estivesse só nós dois ali e as paredes fossem à prova de som, uma dessas cadeiras voaria até certo alguém de cabelo escuro.

    ꟷMeu marido dá aulas de literatura! – A Ahjumma quebrou nossa guerra de encarar e virou-se para nós, não percebendo a tensão que rodeava a mesa. ꟷ Hoseok também é muito bom nessa matéria, não é mesmo?

    ꟷExagero seu, Omma... – Abaixou a cabeça, corado. Arqueei as sobrancelhas vendo-o daquela forma. Com certeza era fingimento.

    ꟷModéstia é algo que meus filhos possuem até demais. – Ela riu e eu a acompanhei, apenas para não ficar feio. ꟷ De qualquer modo, peça ajuda a algum deles se ficar com duvida! – Ofereceu, voltando-se para os pratos.

    ꟷClaro! – Concordei por educação e voltei a olhar para Hoseok, que também me encarava. ꟷ Tá mais fácil eu pedir ajuda para o papa! – Comentei baixo, em português.

    ꟷVocê usou os shampoos que estão no banheiro? – Ele cerrou os olhos, senti meu corpo tremer de leve e instantaneamente levei as mãos para meu cabelo.

    ꟷUsei... – Engoli em seco, assustada. ꟷ Por quê? – Mordisquei o lábio.

    ꟷPor nada. – Estalou a língua e se levantou. ꟷ Vou me deitar, Omma. – Beijou o rosto da mais velha que retribuiu o gesto e sorriu, parecendo orgulhosa do filho. ꟷ Boa noite, (S/N)-ssi. – Colocou as mãos no bolso e deu um pequeno sorriso de lado antes de passar por mim.

    “Aquele sorriso debochado está pedindo por uma pedrada!”

    ꟷTambém vou subir. – Suspiro e me levanto. ꟷ Precisa de ajuda? – ela negou sorrindo. ꟷ Ainda tenho que ligar para meus pais...

    ꟷFaça isso. – Enxugou as mãos no avental e me deu um rápido abraço. ꟷ Durma bem, querida!

    ꟷObrigada, Ahjumma... – Sorri e me afastei, subindo as escadas e entrando em meu quarto.

    A porta de Hoseok já estava fechada e assim fiz com a minha. Peguei o notebook e me sentei na cama, conectando-o com o Wi-Fi da casa. Iniciei uma chamada de vídeo para meus pais e esperei que atendessem. Seria uma longa conversa, cheia de broncas...

                   ***

     Fui dormir tarde por conta da lista de sermões que recebi dos meus cuidadores. Sim, eles fizeram uma lista. E nessa incluía o fato de ter demorado a ligar, não ter carregado o celular, andar na chuva e outros fatores. Preferi ocultar o ocorrido “esquecida no aeroporto” já que isso poderia gerar uma discórdia entre as duas famílias sendo que o único culpado era o meu vizinho do quarto da frente.

    Nem acreditei quando deitei a cabeça no fofo travesseiro e pude fechar os olhos, sentindo-me segura. Pensei que teria problemas para me adaptar a uma cama nova e um quarto diferente, porém eu não esperava estar tão cansada e com as pernas doloridas. Isso tudo graças a minha caminhada de quilômetros.

    Dormi como uma pedra e nem percebi quando o dia havia amanhecido. Apenas quando os raios de sol atravessaram a cortina e bateram em cheio no meu rosto. Nada contra o sol, mas ele não podia ser mais educado?

    Murmurei um xingamento baixo e me sentei na cama, coçando os olhos. Bocejei e olhei ao redor, reparando pela primeira vez no quarto que pertencia a Jiwoo. Ele tinha um ar meio infantil e feminino com as paredes pintadas de rosa bebê e os móveis todos na cor branca. Era bem diferente do meu verdadeiro quarto: paredes cinza e moveis na cor de marrom cereja.

    Tinha uma escrivaninha, onde estavam minhas coisas, do lado da porta e um tapete branco felpudo no espaço livre entre ela e a cama de solteiro. Na frente da janela tinha uma penteadeira com um espelho redondo que me mostrava a imagem da minha bela cara amassada. E do outro lado da cama estava o guarda-roupa, tudo branco.

    Bocejei mais uma vez e tirei a blusa do moletom sentindo um pouco de calor por conta do sol. Deixei a peça sobre a cama e segurei as pontas do um cabelo encarando o quão horrendo elas estavam.

    “Dica do dia: não durma de cabelo molhado!”.

    Espreguicei os braços, levantando-me e calçando minhas pantufas de coala, também cinzas. Prendi o cabelo num coque alto sobre a cabeça e peguei minha bolsinha com a escova, pasta e os outros itens que precisaria para fazer minha higiene.

    Saí do quarto e deparei-me com a porta do quarto de Hoseok aberta. Tentei captar o máximo de cores que havia ali antes que fosse descoberta. Paredes brancas, colcha cinza, tapete verde escuro. Ok, era uma junção bonita. Pelo menos ele se livrou do mau gosto.

    Balancei a cabeça afastando os elogios sobre a boa decoração do rapaz e me direcionei para o banheiro, fechando a porta. Fiz o que necessitava para parecer mais apresentável e penteei o cabelo, prendendo o mesmo num rabo de cavalo alto.

    Suspirei, voltando para o quarto e arrumando a cama. Deixei minha bolsinha sobre a penteadeira, trocando o moletom por uma roupa mais “matutina”. Uma calça jeans rasgada nos joelhos e uma regata verde musgo, sem tirar as pantufas.

    Tirei o celular do carregador e abandonei o quarto, indo para a cozinha no outro andar. Esperava encontrar a senhora Jung, mas achei o descendente endemoniado dela sentado a mesa enquanto comia uma espécie de bisnaguinha recheada com patê e mexia no celular.

    Revirei os olhos ao notar que ele me olhou pelo canto dos olhos, mas não se deu o trabalho de me desejar um bom dia. Tudo bem, era para ser sem educação? Vamos ser sem educação. Passei por trás do garoto e enchi uma caneca com café da cafeteira sobre o balcão. Sentei-me no mesmo lugar da noite passada, de frente para ele, e preparei meu próprio pão.

    ꟷOnde está sua omma? – Perguntei olhando-o, e comendo com cuidado para o patê não cair.

    ꟷNo trabalho. – Respondeu sem me dar atenção, concentrado no celular.

    Cerrei os olhos esperando um complemento para a resposta, no entanto ele não o fez. Bufei baixo e peguei a caneca sobre a mesa, soprando o liquido quente que tinha dentro dela. Aproximei o recipiente da boca, com cuidado para não me queimar e bebi um pouco. Só que como o destino me ama em excesso, uma risada alta explodiu pelo ambiente que antes era calmo, me fazendo engolir o café rápido para não engasgar e cuspir tudo no tapete.

    Olhei para Hoseok sentindo minha garganta queimar assim como meu sangue que pedia para eu virar toda a cafeteira na cabeça do mais velho. Ele ainda ria alto, parecendo um lunático, e encarava o celular com pequenas lágrimas nos olhos.

    Respirei fundo e pensei em como seria ruim para meu currículo ser presa por estrangulamento. Continuei o encarando com os olhos raivosos e esperando que ele criasse vergonha na cara e deixasse de parecer um retardado, impossível.

    ꟷO-o que foi? – Me olhou sorridente ao parar de gargalhar e soltou o celular sobre a mesa.

    ꟷNada! – Sorri cínica e fiz um pequeno circulo com o indicador no vidro da mesa. Estalei a língua e voltei meus olhos para o garoto que comia calmamente. Demônio. ꟷ Que horas vamos trocar o dinheiro?

    ꟷMinha omma... – Começou com a boca cheia, mas parou para engolir o pão e o café. ꟷ Disse para irmos antes do almoço.

    ꟷTá bom. – Tirei o celular do bolso da calça e olhei o ecrã do mesmo. Marcava 10h00min. ꟷ Acho que já devemos ir. – Mostrei a tela do aparelho para ele e o vi assentir ainda mastigando.

    ꟷTudo bem. – Levantou-se e bateu as mãos, tirando os farelos. Pegou o celular guardando-o no bolso.  ꟷ Limpe as coisas aqui, vou me arrumar...

    ꟷEi! – Espalmei as mãos na mesa, pondo-me de pé.

    ꟷEu fiz, você limpa! – Deu uma piscadela antes de subir pelas escadas na sala. Nem tinha me tocado que ele ainda estava com a mesma roupa de ontem à noite.

    ꟷDroga... – Murmurei, levando as coisas que estavam sujas para a pia e as lavando. ꟷ Bom, pelo menos ele sabe fazer café... – Suspirei.

                   ***

    Já tinha um tempo que estávamos andando, Hoseok estava um pouco mais à frente. E eu andava olhando para os lados tentando memorizar os caminhos até a casa. Cansada de tantas casas e comércios diferentes, observei as costas do garoto a minha frente. Ele tinha substituído o moletom cinza por uma calça jeans preta e uma camisa de mangas compridas da mesma cor que minha blusa.

    Óbvio que eu não aceitaria sair vestindo a mesma cor de blusa que ele, então coloquei uma blusa branca e de tecido fino com mangas que iam até meus cotovelos. Assim como também calcei uma sapatilha preta e peguei uma bolsa da mesma cor para colocar o dinheiro. O outro usava tênis brancos.

    Cruzei os braços, mordendo os lábios, e acelerei o passo para alcançar Hoseok. Eu estava curiosa sobre algo e precisava perguntar. Ele apenas me olhou de lado quando começamos a caminhar lado a lado.

    ꟷPor que não foi me buscar no aeroporto? – Soltei. Desviando meu olhar entre ele e a calçada que estávamos.

    ꟷPorque eu esqueci. – Deu de ombros. ꟷ Estava chovendo e meus amigos me chamaram para comermos algo enquanto eu esperava o avião pousar... Nem vi o tempo passar. – Riu fraco.

    ꟷNão acha que eu mereço um pedido de desculpas? – Tombei a cabeça e ele parou de andar, me olhando desacreditado. ꟷ O que?

    ꟷClaro que não merece! – Riu soprado, agora eu tinha o olhar desacreditado. Parei em sua frente. ꟷ Eu ia te buscar, você saiu do aeroporto por vontade própria!

    ꟷIa me buscar quando?! – Franzi o cenho. ꟷ Despois de comer o seu churrasquinho? – Fiz um pequeno bico nos lábios.

    ꟷDeixa de ser dramática. – Revirou os olhos e passou por mim, voltando a caminhar. ꟷ Não tinha muito tempo que você tinha desembarcado...

    ꟷMuito tempo?! – Corri um pouco para alcançá-lo. ꟷ Se considera três horas como pouco tempo, sim, eu estava lá te esperando há pouco tempo! – Hoseok fingiu não ouvir e continuou andando. ꟷ Agora eu sei porque Jiwoo quis fazer intercâmbio...

    ꟷVem! – A mão dele puxou a minha, descruzando meus braços, e como uma bela criança eu fui arrastada pela rua. Olhei para onde estávamos indo e reconheci como a casa de câmbio.

    ꟷEu consigo andar sabia? – Tentei soltar meu pulso da força que ele o segurava, mas foi em vão.

    ꟷE se dependermos disso vamos chegar lá a noite... – Retrucou, desviando-nos dos carros até alcançarmos a outra calçada. ꟷ Pronto. – Soltou-me.

    ꟷDesculpado por quase arrancar minha mão! – Sorrio falsa, massageando a região avermelhada.

    ꟷVamos logo. – Revirou os olhos e empurrou a porta giratória do lugar, entrando.

    ꟷGrosso... – Bufei antes de entrar na mesma porta que ele.

                  ***

    Depois de quase uma hora conversando com um tipo de gerente e prestar atenção no que Hoseok falava com esse homem, nós fomos embora. Ao contrário do que eu pensei, ele foi de muita ajuda traduzindo para inglês os termos em coreano que eu ainda não conhecia. Podia ser um golpe? Podia. Mas como diz o ditado: “eu apostei todas as minhas fichas nele”.

    Caminhávamos pelo mesmo caminho de antes, dessa vez em silêncio. Porém ele me acompanhava e não estava mais adiantado, evitando minha companhia. Pensei em perguntar onde tinha um bom lugar para almoçarmos, eu pagaria em forma de agradecimento já que por conta da demora teríamos de comer tarde, só que alguém foi mais rápido que eu.

    ꟷHobi-Hyung! – Foi o que ouvi uma voz gritar e Hoseok parou de andar procurando o dono da voz: um garoto alto e magro que acenava de forma descontrolada. Ele estava acompanhado por outros cinco meninos.

    O rapaz ao meu lado sorriu para eles e me lançou um olhar de lado.

    ꟷO que foi? – Franzi o cenho. ꟷ Está com vergonha de mim? – Arqueei as sobrancelhas.

    ꟷNão. – Ele riu baixo e segurou meu pulso, de novo, puxando-me rumo onde os outros estavam.

    ꟷJá disse que sei andar... – Cantarolei sendo completamente ignorada.

    ꟷOnde estava? – Outro perguntou quando nos aproximamos. Ele tinha o cabelo preto e a pele extremamente branca. ꟷ Quem é essa? – Franziu o cenho ao perceber meu olhar sobre ele.

    ꟷNão é a garota macarrão? – Perguntou divertido alguém com os cabelos castanhos e com um sorriso fofinho nos lábios.

    ꟷGarota macarrão? – Fechei a cara, olhando para Hoseok que sorria sem graça.

    ꟷFoi como te apelidaram ontem por causa do céu cabelo escorrido! – Outro de cabelo escuro e com músculos das pernas bem definidos que a bermuda não cobria. ꟷ É você, não é? – Ele sorriu de forma que seus pequenos olhos sumiram.

    ꟷSim era ela. – Soltando meu braço, Hoseok respondeu antes de mim. ꟷ E por coincidência do destino ela é a garota que trocou de casa com a minha irmã. – Suspirou, sentando-se na grama, ao lado daquele com o sorriso fofo.

    Pelo que parece aquilo era uma espécie de praça onde os “jovens” se encontravam. Tinha grama por toda sua extensão e alguns bancos espalhados, além de um grande coreto no centro.

    ꟷAh, então você vai estudar na mesma faculdade que a gente... – Um dos que ainda não havia dito nada se aproximou e estendeu a destra, retribuí o aperto de mão. Pelo menos um educado. ꟷ Me chamo Seokjin, mas pode me chamar apenas de Jin.

    ꟷPrazer. – Sorri abaixando um pouco a cabeça. ꟷ Eu me chamo (S/N).

    ꟷAi... – O único que restava calado se levantou do banco onde estava sentado e caminhou até mim. Como ele era alto... ꟷ Me chamo Namjoon, mas pode me chamar de Rapmon, como esses animais me chamam! – Sorriu alegre me contagiando a correspondê-lo da mesma forma.

    ꟷYah! Animal é aquele seu cachorro peludo! – O moreno que havia me notado primeiro sorriu divertido, recebendo uma careta como resposta. ꟷ Eu me chamo Yoongi. Aqueles são: Jungkook e Jimin... – Apontou, respectivamente, para o qual estava ao lado de Hoseok e depois para o de pernas bonitas sentado no outro banco.

    ꟷWow! – senti uma respiração quente no meu pescoço, fazendo-me sobressaltar e olhar assustada para o garoto que surgiu do meu lado do nada, era o mesmo que tinha gritado por Hoseok antes. ꟷ Você cheira bem, qual o seu perfume?

    ꟷE esse é o Taehyung... – Yoongi completou, batendo a mão na testa.

    ꟷEle se chama shampoo, já ouviu falar? – Me afastei um pouco, deixando o menino com uma expressão confusa.

    ꟷNão, nunca ouvi falar... – Coçou a nuca e um sorriso quadrado estampou seu rosto. Pelo amor, todo mundo aqui tem sorriso bonito?!

    ꟷEla está zombando de você, Hyung! – Jungkook riu, encostando a cabeça no ombro do mais velho ao seu lado.

    ꟷAigoo! – Taehyung fez um bico nos lábios. ꟷ Você é muito abusada!

    ꟷConcordo! – Ouvi a voz de Hoseok atrás de mim, revirei os olhos.

    ꟷEu?! – Ri cruzando os braços. ꟷ Não era eu que estava cheirando o cabelo dos outros, era? – Arqueei uma sobrancelha.

    ꟷEstou gostando disso... – Yoongi sorriu brincalhão.

    ꟷOnde estavam? – Jin interviu antes que o outro garoto respondesse. Dei um sorriso vitorioso antes de me virar.

    ꟷ(S/N) teve que trocar o dinheiro que trouxe para o nosso. – Hoseok respondeu enquanto fazia leves caricias na cabeça de Jungkook.

    ꟷYah! – Jimin sorriu amarelo. ꟷ Pague um sorvete para nós! – Fez um pequeno bico nos lábios.

    ꟷNem vem! – Neguei frenética.

    ꟷPor quê?! – Taehyung voltou com seu bico para mais perto e eu me encolhi.

    ꟷNão vou pagar nada para vocês... – Respiro fundo e olho para Hoseok. ꟷ Vamos embora?

    ꟷQual o problema, (S/N)? – Yoongi deitou a cabeça, com um sorriso maléfico. ꟷ Não quer que continuemos a te chamar de “Garota Macarrão”, não é mesmo?

    ꟷNão me importo com esse apelido bobo! – Sorri, dando de ombros.

    ꟷNem mesmo se toda a faculdade ficar sabendo dele? – Deu um leve sorriso de lado, estremeci.

    ꟷVocê não ousaria... – Fui impedida de continuar assim que ouvi as risadas altas de todos ali, me deixando confusa.

    ꟷAssim você vai deixá-la assustada, Hyung! – Namjoon bateu no ombro do moreno que ria incansavelmente.

    ꟷÉ que cada um aqui tem seu apelido. – Jin me explicou não aguentando minha cara de débil. ꟷ Me chamam de Jinnie. Yoongi é o Suga por causa da cor da pele. Hoseok é J-Hope por conta da grande animação e é nossa esperança quando se trata da matéria de literatura. Namjoon é o Rapmon por causa do grande amor que ele tem pelo cachorro que se chama Rapmon. Jimin é Chimchim por causa das bochechas fofas ou apenas Jiminnie. Taehyung é chamado de V, porque ele é o melhor de nós no videogame. E o Jungkook é Kookie ou Jungkookie...

    ꟷAh sim... – Assenti, sorrindo sem jeito.

    ꟷE agora você é a nossa Garota Macarrão! – Jimin piscou para mim.

                     ***

    ꟷSeus amigos até que são engraçados... – Terminei de cozinhar o frango e encostei-me ao fogão, observando Hoseok cortar os vegetais para a salada.

    ꟷSão sim... – Deu uma risada baixa, concentrado em não cortar os próprios dedos.

    ꟷPrecisa de ajuda? – Me coloquei ao seu lado e pegando outra faca.

    ꟷNão, já estou terminando. – Sorriu de lado, colocando tudo na travessa.

    ꟷAh. – Soltei a faca e peguei as coisas que ele usou para cortar, levando-as para a pia.

    ꟷ(S/N)-ssi, – Pude ouvir ele me chamar, mas não me virei, estava lavando os objetos. ꟷ desculpe por ter te esquecido aquele dia... – Franzi o cenho e desliguei a torneira, virando-me para o mesmo. Ele tinha o lábio entre dentes e o olhar preso nos próprios pés.

    ꟷTudo bem... – Sorri, ele estava mesmo arrependido e não é como se eu conseguisse guardar rancor de alguém arrependido por muito tempo. ꟷ Vamos comer?

    ꟷVamos! – Ergueu o rosto, demonstrando com um sorriso brilhante o quão aliviado estava.

    “Ah, esses sorrisos...”.


Notas Finais


Cuidado com o cabelo na chuva, vai que um Bangtan decide fazer bullying! kkkk
O Hoseok não é uma má pessoa... Ele só não se importa ^-^
Os meninos vão dar uma "sumida" do próximo, mas logo voltam juntos de novos personagens (bons e ruins)...

Não sei se estão bem depois do tiro de hoje (o bendito poster do JK) espero que sim kkkk
Perdi a conta das teorias que fiz e das que li, foram muitas!
Desejo estar viva para poder continuar escrevendo...
Bom, agora eu vou ali responder os comentários do capítulo passado!

Obrigada mais uma vez e boa noite/tarde/dia (não sei quando está lendo isso)
Bjs e até semana que vem! <3


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