História No Peace - Capítulo 18


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Capítulo 15 - Zack


Fanfic / Fanfiction No Peace - Capítulo 18 - Capítulo 15 - Zack

A festa acabou extremamente tarde, as pessoas não se cansavam de dançar e beber.

Eu só gostava de ir nas festas, e não dar as festas. Dava muito trabalho e você não podia curtir antes do fim.

O bom de tudo isso, é que eu tinha pegado pelo menos 5 garotas pela festa que eu mal sabia o nome.

Levei uma delas para o meu apartamento, e pelo que me lembro Ryan também tinha subido com alguma garota ruiva dali.

Resumo do resto dá noite: Fodi aquela garota até cansar.

Acordei com um pouco de ressaca e aquela menina ainda estava nos meus braços.

Droga, agora era a parte chata que eu teria que manda-lá embora.

Minha cabeça apesar de doer, só pensava em uma coisa: Bruna.

Isso não era nada bom... Não entendia o que havia acontecido, primeiro ela joga bebida em mim dizendo que não tava afim. Segundo, me deu outro fora no dia que a Charlie derrubou propositalmente bebida nela. Terceiro age super estranho, a gente se beija, infelizmente não rola nada e ela sai como se nada tivesse acontecido.
Perguntas e perguntas rondam a minha mente, o que é horrível pois não ajudava com a dor.

Foi difícil tirar aquela garota de mim, parecia um carrapato chato que não largava. Depois de dar várias desculpas e ela não se tocar de que eu a queria fora, parti para a grosseira, onde disse que foi apenas uma foda e que eu nem lembrava o nome dela. Levei alguns tapas mas no fim, me livrei daquela morena.

Tomei um remédio e comi um pão com requeijão que a empregada tinha preparado. Pelo menos isso aquário mulher faz além de faxina e a casa.

A cozinha já estava limpa, sem nenhum vestígio dá noite passada.

Minha mão ainda doía um pouco, mas era suportável contanto que eu não a forçasse demais.

Me sentei no sofá enquanto mexia no celular, ouvi a porta abrir e Ryan com a pior cara do mundo entrou no meu apartamento. Fiquei surpreso, a muito tempo ele não me procurar por vontade própria.

-Achei que eu estava ruim, mas você tá péssimo. -comentei quando ele praticamente se jogou no outro sofá.-

-Eu sei, não precisa me lembrar. -ele bufou.- Acho que a gente realmente precisa resolver algumas coisas, não quero esse peso nas costas mais.

-É eu sei, nem eu... Mas não tem como voltar atrás e não fazer merda. -guardei o celular.- Você ainda tá chateado não é?

-Sim, mas o que a Charlie disse faz sentido, não posso ter esse tipo de reação se não temos nenhum tipo de relacionamento, e não tem porque ficar sem falar com o meu melhor amigo por isso. -ele suspirou.- Eu não gostei, sei que ela tem namorado mas não é problema meu, eu queria pegar ela e tu sabe como é a regra pra isso.

-Eu não devia ter deixado me levar pelo momento e pela bebida, as regras são claras e eu me sinto mal por isso. Você que deveria pegar ela, não eu.

-Não sei se eu ainda quero isso, já trouxe problemas demais.

-Eu usaria a aposta para que você continuasse a ter interesse nela, porém sinto lhe informar que já venci. -sorri vitorioso.-

-Como assim? -ele me olhou curioso.-

-Isso mesmo, já peguei a Bruna. Ontem na festa, eu derrubei a bebida nela sem querer, a gente subiu pra ela se limpar...

-Filho dá puta! Vocês foderam? -meu amigo praticamente gritou.-

-Graças ao merda do Brad... não. Mas o importante mesmo é que eu peguei ela.

-Tem certeza que era ela? Que eu saiba ela não queria te ver nem pintado de ouro.

-Ela tava de máscara mas era a Bruna, tenho certeza... Também achei estranho porque ela que tomou a iniciativa.

-Talvez ela não tenha te reconhecido, assim não vale.

-Como não? -fiquei confuso, Ryan tinha dito a mesma coisa que a Charlie, e eu não queria acreditar.- 

-Não faz sentido ela querer ficar com você assim, além disso você estava de máscara, nada feito, Bro. -ele riu.-

-Certo. -revirei os olhos mas sorri.- É bom ter o meu melhor amigo de volta. -sorri.-

-Bom poder não ficar chateado com você. -ele sorriu de volta.- Que merda é essa na sua mão?

-Sei lá, a garrafa ontem quebrou e acabei me machucando. -olhei para mão, me lembrei dá Charlie fazendo curativo e do papel que ela tinha achado.- Já volto. -levantei dali e fui para o quarto, no meio dá bagunça de lençol, procurei aquelas folhas e finalmente encontrei.-

Voltei para sala lendo aquilo, que porra era aquela? Contrato de proteção dá policia?

-Que caralho é esse? -disse entregando uma das folhas para o Ryan.- Isso tá no meu nome, mas não foi eu que assinei obviamente.

-Isso não é aquele acordo que você tem com os tiras dá região sul-norte?

-Sim, mas eu nunca colocaria isso no papel, nem com a minha assinatura.

-Como isso veio parar aqui? -meu amigo perguntou.-

-Não sei, só a Charlie e a Bruna estiveram aqui. -amassei o papel.- E aquela morena, mas duvido muito que ela tenha algo nisso.

-Charlie não faria isso, né?

-Óbvio que não, nunca.

-Então a outra opção....

-Sem chances! -cortei a frase dele antes mesmo de completar.- Não tem porque a Bruna fazer isso, ela nem me conhece.

-Você sabe que não pode confiar assim. -infelizmente ele estava certo.- O pior é que a Charlie é a única que poderia saber dessas coisas.

-Não, já disse que ela nunca faria isso. -soquei o sofá com a mão que estava bem e guardei o papel para queimar depois.-

-Ela é só uma garota, Zack... ela tem acesso livre ao seu apartamento, seria fácil.

-Ryan...

-É só uma suspeita, mano. -ele insistiu.- Não estou realmente acusando ela, você pelo menos podia verificar essa história.

Tudo fazia sentido, mas eu não acreditava que a Charlie tinha coragem de fazer isso.

-Vou ver isso, mas é óbvio que ela não tem nada a ver com esses papéis. -defendi a loira com todas as forças.-

Apesar disso, eu temia que Ryan estivesse certo. Eu não estava desconfiando dá Charlie, mas pensar nessa hipótese me deixava chateado.

Depois que meu amigo foi embora, resolvi mandar uma mensagem para a Charlie para resolver isso de vez.

Logo em seguida eu iria procurar a Bruna. Aonde? Não sei, mas eu a acharia nem que precisasse ir no inferno.

"Hey, preciso falar com você, tá aonde?"

Por sorte ela estava online e me respondeu quase que no mesmo segundo.

"Agora não da, Zack." -Charlie-

"To ocupada." -Charlie-

Ocupada pra qualquer pessoa, menos pra mim.

"Dá um tempo aí... ta em casa?" -Zack-

"Zack, realmente não dá." A mensagem de Charlie chegou e eu já estava me preparando para sair.

"É rápido, to indo aí." Respondi e guardei o celular.

Senti ele vibrar e sabia que era ela reclamando, ignorei e peguei a chave dá moto, sai de casa. Um tópico sobre mim que ela ainda tinha que aprender era que eu fazia as coisas na hora que eu bem entendesse.

No elevador encontrei um vizinho que como quase todos os outros, ficou me olhando torto. Bando de idiotas.

Chegando na garagem, fui até a moto, sentei acomodando o capacete e sai de lá tentando chegar o mais rápido possível, porém minha machucada não permitia que eu controlasse a moto com tanta precisão, me fazendo ir modernamente -claro que nos meus conceitos-.

15 minutos de estrada e eu cheguei no prédio dá minha amiga, mal avisei o porteiro que iria subir e fui direto para o elevador. Ele já me conhecia, fiquei famoso por arranjar uma confusão quando a Charlie não queria me deixar subir.

Me bateu um desespero quando imaginei que talvez o Jason estivesse lá.

Quando o elevador parou no andar dela, resolvi checar as mensagens que tinha me mandando para ver se a área estava em risco.

"Argh! Você não pode fazer o que quer assim!"

"Zack?!"

"Você realmente está vindo para cá né? Argh."

Claro que eu estava indo pra lá, eu gostava das coisas do meu jeito, porém ela gostava de fazer do jeito dela. Meu orgulho e instinto de líder sempre falavam mais alto nessas situações.

Toquei a campainha e quando a porta se abriu, a figura de uma menina loira se fez na minha frente. Ela vestia apenas um short e uma blusa engraçada, cabelo meio bagunçado e apesar do frio, algumas gotas de suor estavam escorrendo pela sua pele.

-Péssima hora. -ela reclamou com a cara de poucos amigos.-

-O assunto era sério, não dava pra ficar esperando a dama desocupar. -entrei logo depois de lhe dar um beijo na testa.- Impressão minha ou você tá fazendo uma faxina?

-Meu pai avisou de última hora que está chegando e eu não consegui nenhuma pessoa pra limpar esse lugar. -ela explicou.- Isso não importa, o que você quer? -ela se sentou no sofá  bem ao meu lado, parecia exausta.-

-Sabe aqueles papéis que você encontrou ontem? -a garota assentiu.- Era papéis muito comprometedores, poderia ser preso com o que tem escrito lá.

-O que? -disse espantada.- Você não pode deixar papéis assim em qualquer lugar.

-Ai é que tá, não são meus, eu nunca assinei aquilo... na verdade eu nunca colocaria uma coisa desse tipo num papel...

-E o que eu tenho a ver com isso?

Eu estava odiando aquilo, não queria acusa-lá de nada.

Fiquei em silêncio com os olhos fixos em um ponto no chão.

-Você não acha que eu coloquei lá né? -não respondi.- Me responda, Zack!

-Charlie...

-Achei que confiasse em mim... -ela disse com um certo desdém.-

-Eu confio, não tô te acusando de nada, era só uma hipótes...

-Você desconfiou de mim ao considerar uma hipótese dessa! -ela me interrompeu já levemente alterada.- Porra Zack, por que diabos eu faria isso? Acho que você esqueceu que eu tô nessa com você.

-Desculpa. -passei a mão no cabelo e apoiei os cotovelos no joelho e cobri o rosto.-

Era a segunda vez que eu pedia desculpas pra ela. Eu estava mudando, sentia isso, mas não sabia se gostava desse Zack. As coisas estavam ficando mais significativas e isso despertava algo em mim que havia morrido à anos, eu não tinha sentimentos por quase nada, a presença dá Charlie na minha vida era algo que mexia com tudo, fazia uma confusão estranha, não era nada comparado ao desejo que eu sentia em outras garotas, era uma coisa familiar, me sentia bem como nunca tinha me sentido desde que ela se foi. E não era paixão, longe disse, não pretendia me apaixonar por ela e muito menos por outras garotas.
Me odiava quando fazia algo que a deixasse chateada, mas ela também era difícil de lidar, tinha seus defeitos, birras e sabia ser extremamente insuportável quando queria, algo que eu definitivamente não estava acostumado e era frustante.

-Eu não faria isso com você Zack, porque eu não tenho motivos. Estamos juntos nessa, colocar essas papéis lá é como nadar e morrer na praia. Se você afundar, eu vou junto. -Charlie disse.- Além disso, somos amigos certo?

-Só realmente não entendo como foi parar ali.

-Alguém além de mim entrou lá?

-A Bruna... mas ela também não tem motivos pra isso, não sabe nem quem eu sou.

-Não duvido nada, ela é traiçoeira, Zack. -ela suspirou.- Mas você tem razão, ela não sabe quem é você.

-Já que estamos na estaca zero, melhor eu ir para não te atrapalhar. -levantei.-

-Ir aonde? Já que estava aqui pode ir tratando de pegar um pano para me ajudar a tirar o pó. -ela disse cruzando os braços na frente do corpo.-

-Nem pensar. -disse tentando me esquivar dali.- Eu não sei fazer isso.

-Aprende. -fui puxado contra vontade até a dispensa, recebi um avental e um pano.- Começa pela sala.

Eu fiquei ridículo com aquela roupa, essa era a segunda prova de que não era mais o Zack de sempre.

Nunca fiz uma faxina na minha vida, e agora estava com um avental rosa -que infelizmente era a única cor que ela tinha- e um pano limpando as coisas na sala.

Fora que minha mão ainda estava doendo um pouco, então procurava fazer as coisas mais leves.

Charlie colocou uma música animada e em uma hora a gente já tinha limpado muita coisa.

Não sabia que dava esse trabalho todo arrumar uma casa.

A campainha tocou e ela tirou o seu avental para poder atender.

-Pai! -a voz doce dá loira soou feliz pela casa e eu me senti nervoso nesse instante, eu não era a pessoa certa para conhecer o pai dá minha amiga.- Que bom te ver. -me virei para a porta e me deparei com uma figura alta abraçando a loira.-

Ele tinha um ar de sério, era praticamente uma cópia masculina dá Charlie. Sorriso muito parecido, loiro, olhos azuis, uma barba rala e pele um pouco mais branca que a dá filha. Única coisa que eu tinha certeza era ela não tinha puxado a altura do pai, já que o mesmo era alto, a garota nem tanto.  

Só percebi que estava fazendo papel de idiota enquanto o observava, quando o olhar dele desviou dá filha para mim. Eu ainda estava com aquele avental ridículo pendurado em mim.

-Eu estava morrendo de saudades filha. -ele sorriu fazendo uns desviou rápido de olhar para a filha e voltou a me encarar.- Quem é esse? E por que ele está vestindo um avental rosa?

-Ah, é o Zack, um amigo meu. -ela riu descontraida.- Zack, esse é o meu pai, Dylan.

-É um prazer conhecê-lo, senhor Parker. -tirei rapidamente o avental e estendi a mão não machucada para ele.- Me desculpa pelo avental ridículo que sua filha me 'obrigou' a usar. -dei ênfase a palavra obrigou e olhei para Charlie que caiu na gargalhada.-

-Não precisa ser formal assim, meu rapaz. Pode me chamar só de Dylan. -ele riu e apertou minha mão.-  Fico feliz que minha filha tenha um amigo que a ajude na limpeza de casa.

-Mais ou menos, Zack não sabe fazer quase nada. -ela praticamente jogou na minha cara.-

-Da próxima vou deixar você limpar sozinha então. -reclamei com um leve sorriso nos lábios.- Bem, acho que já vou indo. 

Me despedi dos dois para não atrapalhar o momento pai e filha.

Sai de lá fazendo mesmo caminho dá horas atrás.

Dylan era uma pessoa simpática, seria um cara que eu adoraria manter uma conversa adorável tomando alguma coisa.

Então se não tinha sido a Charlie, única opção que restava era: Bruna.

Ela não sabia de nada sobre mim, seria impossível ser a culpada. Logo a tornando uma suspeita cortada dá lista.

Não custava nada procurar e perguntar para finalmente tirar essa história toda a limpa de tudo que rolou nos últimos tempos.

O problema era que eu não sabia o sobrenome, nem o lugar que eu a encontraria. Se eu era discreto em relação as coisas dá minha vida, percebi que ela era muito mais.

A minha vantagem era ser mais esperto do que ela, nada escapava de mim nem que eu revire tudo para achar a informação desejada.

Peguei o celular e escorei na moto, mandei uma mensagem pra Charlie.

"Qual sobrenome dá Bruna?"

Torci para que a visita do seu pai tivesse feito com que ela estivesse em um bom humor, e me respondesse sem rodeios.

"Castillo... por que?" Sai do chat para não dizer que eu iria atrás dá garota, gerando assim um grande problema.

Sorri, Bruna Castillo.... Belo nome, não parecia americano, soava mais latino.

Em seguida, mandei mensagem para uns amigos procurando saber se algum deles conhecia alguma garota com esse nome.

Um deles respondeu que conhecia por nome, que ela se apresentava em uma boate pelas redondezas pois era dançarina.

Revirei os olhos imaginando um bando de macho babão observando a Bruna dançar.

Guardei o celular no bolso e voei até a tal boate, não era longe dali, 5 minutos e eu já estava dando um jeito de entrar ali.

Com alguns dólares meu acesso no lugar foi liberado. Impressionante como esses merdas se contentavam com tão pouco, ri sozinho.

Adentrei o lugar, era bem decorado porém meio escuro, fazendo com que eu quase não viesse todos os detalhes. Era espaçoso também, no meio tinha um palco, mais iluminado do que o resto do lugar, ali avistei três garotas. Com a sorte do meu lado, a do meio logo identifiquei ser a Bruna, já que as outras duas eram morenas.

Enquanto tocava música lenda e sexy demais, elas dançavam lentamente no por dance. Eu não conseguia tira meus olhos da loira que se localizava no centro do palco.

Era incrível como isso destacava cada curva maravilhosa das três dali, mas nenhuma delas chegavam aos pés dá Bruna.

Não sei por quanto tempo eu fiquei escondido observando-as, mas quando vi, as duas morenas saíram e deixaram a loira sozinha sentada no palco. Parecia super cansada, depois desse show, era o mínimo.

Me aproximei lentamente enquanto a Bruna estava distraída no celular. Ela parecia sorrir com algo que leu, seu sorriso era largo e bonito. Algumas gotas de suor escorriam e sua respiração era um pouco desregular.

-Você dança muito bem. -falei quando já estava perto suficiente, fazendo com que a mesma se assustasse, dando um pulo.-

-O que você tá fazendo aqui, garoto? -ela perguntou visivelmente irritada.- Como conseguiu entrar?

-Eu sempre consigo o que eu quero, boneca. -falei e sorri.- Queria falar com você, e adivinha? Te achei.

-Me deixa em paz! -Bruna disse se levantando.-

-Hey! Só quero falar com você, seria bem mais fácil se você escutasse em vez de dar chilique sem ao menos saber do que se trata. -reclamei.-

-Acontece que não temos nada para conversar, eu nem te conheço e para mim, você é só um babaca com orgulho ferido porque levou um fora! -ela se virou para sair mais eu pulei no palco e a segurei, era definitivamente pior que a Charlie, não sabia que isso era possível.- 

Eu estava ficando sem paciência para essa bobeira toda, Bruna estava me tirando do sério e eu não queria partir para ignorância.

-Será que você pode me ouvir? -ignorei a verdade que ela tinha acabado de jogar na minha cara.-

-Não. -ela tentou se soltar, sem sucesso.-

-Então vamos mudar a frase: Você vai me escutar nem que pra isso eu fique te segurando aqui. -falei firme e ela revirou os olhos.-

-Meio segundo, mas vai ter que me soltar. -Bruna disse e eu a soltei mesmo receoso.- 

-Eu sei que era você ontem, quero saber o que diabos você está fazendo. -falei sem rodeios.-

-Oi? Ontem aonde, meu querido? Além de obcecado você é louco. -ela riu em deboche.-

-Eu? Louca é você, que fica se fazendo de difícil e depois vem pra cima de mim. -quase gritei.-

-Eu não estou me fazendo de difícil coisa nenhuma! Se você não consegue aceitar, não é problema meu. Sai do pé! -ela tentou correr mas claro que eu fui mais rápido e fiquei na frente dela.-

Ela não era baixa, apenas alguns centímetros a menos que eu, segurei novamente em seus braços já que era o único jeito menos bruto de fazê-la ficar. Bruna estava a uma distância muito curta de mim, eu encarei seus lábios com vontade de experimentar o sabor novamente.

Apesar de toda essa confusão, Bruna ficou parada ali, não se mexeu e não tentou se livrar.

Vi isso como uma chance de ganhar essa aposta e de quebra poder sentir os lábios macios dá loira tocando os meus.

Me aproximei lentamente dela, eu sentia sua rendição para mim, era tão perto que seu hálito invadia minhas narinas, tinha cheiro de morango e álcool, provavelmente de algum coquetel dali.

Quando finalmente iria beija-lá, um barulho atrás de mim acabou atrapalhando tudo. 

-Sai daqui garoto! -ela me empurrou bem na melhor hora e eu percebi que as duas morenas tinham voltado.- Para de me perseguir, eu não quero nada com você, coloca isso nessa sua cabeça desprovida de inteligência.

-É isso que vamos ver. -me virei para sair porém olhei de volta para Bruna.- A propósito, eu adoro sua tatuagem. -dei as costas e sai.-

Cheguei a pensar que a vida estava resolvendo brincar comigo, toda a dificuldade de lidar com a Charlie, era só uma amostra do que viria em seguida quando eu tentasse algo com a Bruna.

Por um segundo cheguei a achar que ela realmente tinha caído na minha, maldita hora para as duas outras garotas chegarem.

Meu único objetivo era fazer com que ela me desejasse do mesmo modo que eu a desejava, queria sentir o seu corpo, sua boca, seu gosto. Queria poder tocar cada parte e aproveitar ao máximo, fazer com que ela implore me pedindo por mais. Se eu iria dar mais? Quem sabe. 


Notas Finais


Opa, e ai pessoal? O que acharam? Já está na hora da Bruna parar com essa palhaçada e ficar de vez com o Zack?

Até a próxima 😉😘


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