História No promises - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, até eu achava que não ia postar mais. Tá tudo uma bagunça aqui em casa... Mas escrever faz bem para aliviar o estresse, então escrevi.

Não sei quanto ao meu estresse, mas o capítulo saiu kkkkk Finalmente.

Capítulo 6 - Consulta


POV Alex


É engraçado como o corpo humano funciona. Naquele divã acolchoado, de chinelos, com minha camiseta folgada e calça de moletom… Eu devia está me sentindo confortável.


Não é?


“Alex?” a voz dele me trouxe de volta para onde eu estava. Aquele tom tão melódico. Senti meu coração descompassar quando ele saiu da cadeira e andou até onde eu estava. Por alguns instantes me permiti adimirar aquela pessoa. O seu cheiro de vinho que entregava suas recaídas, a gravata mau colocada, o terno cinza, aqueles músculos aparentes por baixo do tecido de grife. Social até às meias e sapatos pretos. Minhas mãos formigam para bagunçar ele todo. “A-Alex..”


Elevo meus olhos até seu rosto. Ele ficava tão lindo envergonhado. Tão diferente da postura profissional que ele sempre mantinha. Aqueles olhos negros, o cabelo preto bagunçado. Ele desvia do meu olhar corando mais do que já estava antes.


Respirei fundo saindo do meu transe. Lembrando de tudo o que tinha acontecido algumas semanas atrás. “Eu sinto muito…” falei encarando o chão.


“O que..?”


“Eu sinto muito… Pelo que fiz na última consulta…” senti meus olhos arderem, controlei minha respiração para atrasar as inevitáveis lágrimas. A vergonha me consumia. “Eu… Eu sei que não devia ter te usado daquele jeito… E-eu não estava pensando direito… Só… Não vou mais te incomodar. Essa consulta é minha despedida.”


Me levantei rápido, andando em direção a porta, mas logo senti seus braços me envolverem. Sinto o ar escapar de meus pulmões enquanto seus dedos percorrem suavemente meus braços. Sua cabeça recai sobre meu ombro e sinto sua respiração perto de meu ouvido. Sinto seus braços envolverem minha cintura.


Nesse momento minha garganta fechou, eu podia sentir a culpa me consumindo. Não posso acreditar que fiz isso novamente.




FLASHBACK ON ~ /o que aconteceu na última consulta/

(POV Theo)


Era a sessão que mais me corroía. Ele está claramente se auto-destruindo. E eu deveria ser aquele capaz de parar tudo isso, mas eu estou falhando. Consigo notar isso a cada sessão. Ele fica mais magro, as olheiras aumentam, a medicação é consumida cada vez mais rápido.


Ele está se matando. Lentamente. E eu não consigo fazer nada para parar isso.


Ele adentra a sala, evitando me olhar como sempre faz, e se deita no divã. Usava as mesmas roupas de sempre, um jeans rasgado, camisa extra-grande que ficava caindo pelos ombros (mostrando toda a parte de cima do tórax, o que certamente não me ajudava a ter pensamentos profissionais). Me forcei a parar de divagar sobre o quanto seu corpo insistia em permanecer bonito mesmo com os vários kilos faltando.


Ele ficou encarando o teto e eu o encarando. O silêncio pesava no ambiente.


“Alexander, você esteve calado nos últimos 10 minutos. Devo deduzir que não tem nada para me falar?”


Ele suspirou e virou a cabeça em minha direção, seus olhos azuis me encarando friamente. “Você sabe que eu minto quando estou depressivo. Então para que se dar ao trabalho de ouvir?”


As palavras dele me atingem como um tapa na cara. Eu sabia que ele tinha razão. Desde o começo das sessões ele já tinha entrado no estado depressivo, já faziam alguns meses, e era característico da bipolaridade de Alex: Depressivo = Mentiras compulsivas; Mania = Honestidade além da conta. Respirei  fundo e mantive minha expressão vazia.


“Você e eu sabemos que essa depressão tem se prolongado além do normal. Você sabe que há uma grande probabilidade de não ser devido à bipolaridade. Você corre um sério risco de estar tendo uma recaída Alex.”


Era uma declaração forte, eu sei, mas precisava ser dita. Desde as últimas consultas eu comecei a desconfiar que estava voltando a se dopar, os comprimidos esgotando numa velocidade inacreditável, a perda de peso, o mau humor, a socialização cada vez menor. Ele estava entrando em um estado de depressão maior.

Mas como eu disse, apesar de desconfortável, era uma conversa necessária. Contudo essa certeza profissional, não impediu meu coração de disparar quando ele pulou em cima da mesa e ficou me encarando, de joelhos em cima dos papéis, com raiva.

Eu conheço o protocolo para situações assim.


Pacientes agressivos.

Eu sei que devia apertar o botão abaixo da mesa e alerta aos seguranças. Mas se eu fizesse isso, ele ganharia.


Tudo o que eu fiz a seguir fugia de todas as diretrizes profissionais. Mas era Alex, e eu havia criado um tipo vínculo que eu sabia que não deveria ter com nenhum paciente. Desde que comecei a consultá-lo minha esposa tem reclamado de como eu não dormia bem, do quanto eu falava sobre esse paciente misterioso.


No mundo médico nós temos uma palavra para isso: Contra-Transferência. Quando o médico passa a desenvolver sentimentos inapropriados pelo paciente.


Ele continuou me encarando por alguns segundos, a expressão de raiva de raiva aos poucos foi substituída por curiosidade.


“Você não chamou os seguranças.” ele falou simplesmente enquanto inclinava o corpo para mais perto.


Engoli seco. Ele era muito perceptivo. Era uma questão de tempo até ele notar que não era medo que eu estava sentindo. Comecei a inconscientemente girar minha aliança no dedo.

“Eu confio em você” eu tentei falar com o máximo de indiferença possível.


Ele riu. E deus, aquela risada era maravilhosa, mesmo que fosse de mim que ele estava rindo. Ele se inclinou ainda mais deixando a cabeça pender na curva do meu pescoço. “Não acho que o que você sente por mim é confiança, Theo…” ele sussurou meu nome de um jeito que eu tive que usar todas as minhas forças para permanecer parado. “Eu trabalhava com isso. Você acha mesmo que eu não reconheço quando alguém quer me comer?”


No próximo segundo ele já estava em meu colo, as pernas cruzadas na parte de trás da cadeira giratória, e a língua percorrendo minha boca. Meu corpo certamente entrou no modo foda-se.


Deixei que minhas mãos adentrem sua camiseta alisando cada parte de suas costas, arranhando de leve enquanto descia. Cada suspiro dele me fazia querer mais.


“Alex…” eu suspirei quando ele tirou a blusa me deixando dedilhar sua pele. Tão macia. Tão frágil.


“Sim?” ele perguntou ironicamente enquanto desabotoava minha camisa. Seus olhos subiram para meu rosto, uma das sobrancelhas elevada, um sorriso de lado.


Eu tentei não me iludir, eu sabia da personalidade dele, sabia o quanto estava perturbado, afinal, eu dei esse diagnóstico. Mas, deus… o que fazia com aquelas mãos… Seus lábios encostaram de leve sobre os meus e senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo. Um arfar saiu pela minha boca, e senti quando ele sorriu contra meus lábios. “Tão entregue…” sussurrou enquanto atirava minha camisa para longe.


Seus olhos percorriam meu corpo de modo obsceno, para dizer o mínimo, pararam alguns instantes na elevação visível entre minhas pernas. Seu sorriso ficou mais largo, e meu corpo inteiro teve um espasmo quando ele rebolou em cima do meu colo. “A-alex…”


Ele se aproximou explorando meu pescoço e dedilhando delicadamente minha nuca. “Tinha esquecido... Como eu amo ver essa expressão no rosto das pessoas…” Seu polegar pressionou meu lábio inferior enquanto falava. Meus pensamentos nem se quer ligavam para o fato de que ele estava se divertindo às minhas custas.


Única coisa que eu comseguia pensar era na pele dele sob meus dedos, sobre como ele se arrepiava quando minhas mãos percorriam sua espinha.


Mas então tudo foi interrompido. Ouvi a porta do consultório se abrindo, tentei me afastar, mas não houve tempo o suficiente.


Os próximos minutos se passaram numa sobreposição de eventos: Alex saindo de cima de mim, silencioso, pegando suas coisas. Um tapa desferido como força no lado direito do meu rosto, seguido de uma série de xingamentos profanos. Eu tentando acalmar minha esposa e recebendo outro tapa, dessa vez do lado esquerdo. Os seguranças tirando minha esposa da sala do consultório aos gritos. Minha secretária me encarando da soleira da porto com um olhar de desaprovação e braços cruzados junto ao peito. E minha percepção tardia de que Alex já tinha ido embora.

FLASHBACK OFF


POV Alex


Mais uma família que eu destruía.


Senti as lágrimas descendo pelo meu rosto, tentava me soltar de seus braços. Mas acabei desistindo. Um soluço escapou de meus lábios após alguns instantes de silêncio, isso parece ter quebrado o transe.


“Alex, porque está chorando?” ele perguntou calmamente enquanto desfazia o abraço.


“Sinto muito… Pelo que houve… Com seu casamento.” falei pausadamente, tentando controlar minha respiração.


“Alex. Olhe para mim.” pediu. Após alguns segundos de indecisão me permiti virar e encará-lo. Ele sorria de leve, com uma expressão irritantemente calma e passiva. “Meu casamento já estava acabando. O divórcio está em andamento a quase 6 meses. Minha esposa só reagiu de modo exagerado, porque bem… Ela não sabia que eu era bissexual.” ele fez uma pausa, permitindo que eu digerisse aquela história antes de continuar. “Mas eu fiquei extremamente preocupado com você. Eu que devia está me desculpando, afinal eu deveria ser um fator de melhora e não de piora para seu estado. Não imagina o quanto fiquei preocupado…”


“Você achou que eu fosse me matar.” falei direto. Ele abriu a boca para falar algo, mas eu continuei antes que ele conseguisse. “Tudo bem. Você estava certo. Eu ia mesmo tentar suicídio. E era sobre isso que você estava preocupado. Não por estar apaixonado por mim ou algo assim.” Mais uma vez ele abriu a boca para dizer algo, mas, de novo, eu lhe interrompi. “Seu casamento não acabou por minha culpa. Seu emprego não está em risco. Você não ficar com o coração despedaçado quando eu for embora. Nossa. Que alívio.” Eu o abracei e lhe dei um rápido selinho antes de ir embora do consultório.

Nunca fui de prolongar situações desagradáveis. Talvez eu até sentisse falta dele algum dia, mas naquele momento, descendo as escadas do da clínica, era como se eu estivesse deixando os últimos 6 meses da minha vida para trás. Toda dor parecia uma lembrança distante, uma ilusão.

Peguei um Uber em direção a casa de Rose. Ouvindo Years and Years, me sentindo irritantemente feliz.

Cheguei na casa (mansão) de Rose entrando livremente pelo portões de ferro, os seguranças me conheciam, alguns deles me conheciam bem demais até, então simplesmente me deixaram passar. Abri as portas de madeira com tudo.


“ROSE EU PRECISO TE CONTAR….” E então meu cérebro parou de funcionar por alguns momentos, possivelmente sofri algumas hemorragias cerebrais tentando entender o que eu estava vendo.


Rose me olhou com os olhos arregalados. “Não é o que você está pensando!”


Pisquei algumas vezes para ela. Dividido entre a cena que ela estava e a situação no restante da sala de estar (que obviamente não vai ter mais essa função). Dei dois passos para trás e fechei a porta.


“Que porra…” sussurrei para mim mesmo enquanto sentava nos degraus da entrada.


Notas Finais


Espero que n tenha ficado muito solto. Critiquem. 🌈


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