História No quarto ao lado - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Incesto, Romance, Sexo
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Palavras 1.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Sei que passou da meia noite, portanto já é terça, mas serei o mais pontual possível hahaha

Toda segunda e quinta. Não percam.

Capítulo 4 - Should I stay or should I go


— Você chifrou o seu namorado comigo?

Já era noite. Liliane estava dormindo. Todos os outros haviam ido embora assim que ela chegara do trabalho, não deixando espaço para Leandro confrontar a irmã em seu quarto, enquanto ela lia Saramago.

— Eu já disse que Charles não é o meu namorado.

— E o Charles sabe disso?

— O que você quer dizer?

— Ele ficou com ciúmes quando me viu aqui. Pensou que era um encontro duplo. Depois ficou com ciúmes quando você disse que transar uma única vez com o garçom o garçom da pousada foi melhor do que transar com ele.

— Eu não disse que foi o melhor. Disse que eu não esqueci. Se a pergunta fosse "qual o melhor sexo?" eu teria de mentir.

— Por que mentir?

— Porque sim. Agora que já resolvemos você pode voltar para a sua cama.

— Vocês dois podem parar de falar alto? - Liliane estava na porta.

— Oi, mãe. Eu ouvi um barulho. Vim ver se Esmeralda tava bem.

O único barulho que eu ouvi foi o de vocês falando e eu preciso dormir. Já pra cama. Os dois.

Leo dera as costas para a irmã e voltara, escoltado por Liliane, para o próprio quarto. Queria conversar com Mário. O único menino que ele fizera amizade até agora. Contudo só iria comprar um celular no sábado. Teria de esperar até chegar na escola para ter com quem falar.

 

— Temos de ensaiar. - Isa falava com os amigos. A apresentação já é na quinta. Temos menos de uma semana.

— Vão lá pra casa hoje de novo. Eu já tenho o meu figurino. Falta o do Leo.

— Eu me vesti de cigano no verão passado. Posso emprestar a roupa pra ele.

— Reunião hoje, então?

— Fechado.

Antes que pudessem entrar na sala, Valentina chegou abraçando o Leandro.

— Já tem planos pra amanhã?

— Comprar um celular com a minha mãe. Caso contrário terei de aprender a mandar sinal de fumaça.

— Quanto tempo leva para escolher um Samsung? Quero saber se você vai sair amanhã de noite.

— Acho que não.

— Agora vai. Minha amiga vai dar uma festa de aniversário na piscina da casa dela. Você é o meu convidado.

— Obrigado, mas não sei se posso ir.

— Precisa da permissão da mamãe?

— Eu cheguei há três dias. Não vou ser o filho rebelde.

Valentina pegou uma caneta na bolsa e escreveu um número de telefone no braço dele.

— Esse é o primeiro número que você vai salvar. Me avisa se puder ir. Preciso de alguém para me ajudar a escolher um biquíni.

Valentina entrara na sala recebendo um raio na nuca lançado pelos olhos de Esmeralda.

— Espero que você não esteja considerando ir.

— Por quê? Tenho de ficar apenas com os seus amigos?

— Já falei que eu não gosto da Camila.

— Em qual parte da conversa você recebeu um convite? Só eu preciso ir.

Enquanto Leandro entrava na sala, Isa cochichou "eu perdi alguma coisa de ontem pra hoje?".

— Não. Só alguém de áries tendo ataque de nervos antes do meio dia. Nada de novo em New York.

 

Mário estava separando a música que os irmãos iriam dançar no seminário, enquanto Esmeralda vestia a saia de cigana no quarto. Era só o que precisava para o ensaio. Isa afastava os móveis da sala e Leo lavava a louça do almoço.

Quando estava tudo pronto, Esmeralda lhe entregara o sitar que pegara emprestado com o ex professor de dança.

— Antes que se preocupe, você não vai precisar aprender a tocar até quinta. É apenas para encenar.

Ensaiaram a dança, enquanto Isa e Mário liam a parte teórica do seminário. O tema era cultura e cada grupo da turma poderia escolher uma. Os quatro haviam escolhido as variações do ciganismo e estavam pensando em qual deveriam se apropriar mais.

O sol caíra lá fora. A lua estava crescendo no céu. Liliane chegara surpresa por encontrá-los em casa em plena sexta à noite. "Ainda mais, estudando".

— Nossas condições financeiras não nos permitem sair.

— Nem pra tomar um sorvete no fim da rua? Acho que isso eu ainda posso pagar pra vocês. Mas, primeiro, arrumem a minha sala. Vou dormir na casa da sua tia, Bianca. Ela adoeceu.

Após colocarem todos os móveis no lugar e esperarem Esmeralda vestir um short, goram a uma sorveteria na esquina do prédio. Havia, apenas, uma mulher com duas crianças. Serviram-se e sentaram na mesa que ficava na calçada. Após postar um Snap, começaram a comer.

— Outro Snapchat? - Pergunta Leo. Seu namorado vai bater aqui de novo.

— Ele não é o meu namorado.

— Porque você não quer.

— Finalmente alguém me entende. - Disse Isa. Todos os dias eu digo que o Charles é apaixonado por ela. Até o Leo, que só o viu uma vez, também notou. Você o beija há seis meses e não notou isso ainda.

— Seis meses e você ainda diz que não é namoro?

— Não combinamos exclusividade.

— Como se você ficasse com alguém além dele, né, amiga. Por favor. Só você acha que não estão namorando.

— Eu nunca o vi lá na escola. - Disse Leandro.

— Ele está no segundo período de Administração.

— O cara não administra nem a vida amorosa, quanto mais uma empresa.

— Cala a boca.

O sorvete acabara, mas permaneceram sentados, enquanto Esmeralda insistia em mudar de assunto. Seu telefone tocara. Falando no diabo, ele mostrara o rabo.

— Oi, Charles.

— Oi, amor. Tudo bem?

— Sim. E você?

— Também. Ia te chamar pra dormir aqui. Minha mãe tá na minha avó.

— Uma hora dessas? O que eu vou dizer pra mainha?

— Que está na Isa.

— Mas ela está aqui.

— Em algum momento ela vai embora. Você vai com ela.

— O.k. Te aviso quando tiver saindo. - Desligou. Amiga eu vou "dormir na sua casa". - Ela realmente fizera as aspas com os dedos.

— Vai ver o namorado?

— Vai pro inferno, Isa.

— Mário, me empresta o seu celular? - Pediu Leo que, ao pegar o aparelho, digitara o número já quase invisível no seu braço.

Esperou alguns segundos.

— Valentina?

"Eu não acredito nisso", disse Esmeralda para Isa.

— Oi.

— Tá ocupada?

— Claro. É sexta à noite.

— Quais as chances de você largar o que está fazendo?

— Qual a proposta?

— Minha mãe tá na minha tia. Quer vir pra cá?

— E a sua irmã?

— Casa do namorado.

— Achei que você não quisesse ser o filho rebelde.

— Vem? Te faço brigadeiro.

— Chego em meia hora. De quem é esse número?

— Mário.

— Que Mário?

— Não vou fazer a piada do armário em respeito a namorada dele aqui presente.

— Vai à merda.

Desligou.

— Você realmente vai trazer a Valentina aqui pra casa?

— Qual o problema? Quer que eu passe a noite sozinho?

— Isa pra casa do Mário.

— Mas eu vou dormir na casa da Isa. Sem aspas. Namoramos há dois anos. A mãe dela não liga mais.

Esmeralda e Isa pediram um Uber, enquanto Leo voltava pra casa.

— Se lembre de despachar a Valentina antes do meio dia. Você vai sair com mainha.

— Você não vai?

— Já tenho um celular.

Três casais. Uma noite. Qual dos seis iria acordar sorrindo mais na manhã seguinte?


Notas Finais


Até quinta, babys.


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