História No Rule, No Fear - Capítulo 60


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Categorias Justin Bieber
Personagens AnnaSophia Robb, Britt Robertson, Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Ian Somerhalder, Jaden Smith, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jena Malone, Jeremy Bieber, Joseph Morgan, Justin Bieber, Logan Lerman, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Ação, Adolescente, Álcool, Aventura Annasophia Robb, Britt Robertson, Colegial, Comedia, Criminal, Crossover, Drama, Drogas, Eu Sei, Eu Sou Diva, Faculdade, Fanfic, Fear, Ficção, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Justin Bieber, Novela Ryan Butler, Policial, Romace, Romance, Rule, Taylor Warren, Tragedia, Vida Dupla, Violencia
Exibições 556
Palavras 4.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eeentãããooooo

Tô de volta aqui – eu disse que voltaria em breve – para recompensar pelo atraso de quarta. Sorry about that. Really.

Bjubju e aproveitem. Olha o tio Sebastian aí na capa, gente!! <3 lindo!

Capítulo 60 - Little moster


Fanfic / Fanfiction No Rule, No Fear - Capítulo 60 - Little moster

Pov's Justin 

Estava na empresa. Deixei aquele povo na minha casa, e meus irmãos dormindo e vim logo cedo adiantar essa palhaçada. Não é que eu não goste de ser um empresário, eu até curto. Mas roubar, correr e matar, é muito mais divertido do que passar o dia numa sala rodeado papéis. Exceto que eu tenha uma secretária gostosa. Sim... Uma secretária gostosa tornaria as coisas mais divertidas. 

Reviso novamente o contrato. Mais um que fecho essa semana. Fazer o que, quando você é realmente bom? As vezes tenho a sensação de que nasci para isso: ser bom em tudo que faço. Nada de alter ego, são apenas os fatos. Sou um ótimo empresário, mafioso e gângster. Onde se encontra alguém tão perfeito? Pois é, lugar nenhum.

Ouço baterem na porta, e levanto meu olhar dando de cara com Sebastian. Sorri. Como ele ficaria se soubesse dos meus planos? Que pretendo matar a insuportável filha dele, só para vê-lo definhar numa fodida depressão, morrer também, e ter acesso aos seus trilhões? 

– Vamos ter que sair. –  me informa.

– O quê? Agora? – concorda e eu levanto. Para sair no meio do expediente, só se for algo a ver com nosso outro tipo de negócio – Onde vamos?

– Temos a localização de alguém que pode saber algo do Marshall. O que ele pretende, ou qualquer coisa que venha a ser útil. 

Concordei em silêncio e fomos. Achei mais seguro irmos em um carro só, então fizemos. O local em si não era muito longe, o problema é que era um verdadeiro lixo. Eu já morei num lugar pobre, porém, puta que pariu, esse aqui supera. Casas caindo aos pedaços, lixo, estrada de terra, barro. Desço do carro, checo minhas armas e olho em volta. Nada suspeito, só algumas pessoas admirando o carro e as roupas. Droga, as roupas! Esse sapato é de couro italiano importado, e agora estou usando nesse fim de mundo. Porra do caralho.

– Aquela casa. – Sebastian afirma, e aponta para um barraco pintado de amarelo. Pelo amor, quem pinta a casa de amarelo? É uma cor detestável!

Seguimos em passos largos. Logo na frente tinha um garoto brincando. Se agachando, ele conversa com a criança, e em questão de segundos o menininho ri, pegando na mão de Sebastian o levando para dentro da casa. Ele me olhou e sorriu. Sorri de volta. Sebastian entrou no modo assassino, e eu simplesmente adoro quando isso acontece. 

– Marcus Walle... – cantarola ao encontar um cara no sofá – Ainda bem que te achei. Precisamos conversar.

– Quem é você? – o homem pergunta, visivelmente com medo. Esse aí sim, tem culpa em algo.

– Sebastian McQueen, embora eu creia que você já me conheça.

– Não sei quem é você. 

– Tudo bem, vamos do modo mais difícil – Sebastian dá de ombros olhando para criança.

– O que quer dizer? – Walle levanta rapidamente.

– Poderia pedir ao seu filho para ficar no quarto? 

– Mas o que...

– Eu aconselho a mandá-lo ficar no quarto. – digo baixo, com uma voz carregada. O homem maneia com a cabeça e pega a criança.

– Eu vou leva...

– Não, não. – corto – Você fica, ele vai. 

– E é melhor colaborar. – Sebastian avisa.

A essa altura, ele já deve ter notado que está fodido. Depois de um longo olhar, ele abaixa, fala com a criança pedindo-a para ir brincar no quarto. O garotinho vira e acena para Sebastian, saindo logo em seguida. Tive vontade de rir da inocência do garoto. Mais um sem pai por nossa causa.

Ando por ali, dando uma olhada, procurando tirar de cena qualquer coisa que Marcus possa usar contra nós. Paro perto de uma mesa me encostando nela e cruzando os braços. Puxo uma cadeira, apontando para a mesma, esperando que Walle sente. Depois de um duro olhar de Sebastian, ele o faz. Ficamos ali por um tempo, calados, até que o pai de Allex informa:

– Vou revistar a casa. 

Não digo nada, apenas aceno. Sei que isso é desculpa para ligar, mandando Adam nos encontrar aqui. Cinco minutos depois, ele volta, pronto para começar a ação. 

– Sabemos que você trabalhou para Michael Marshall – começo – Por que não trabalha mais?

– Eu não sei, ele simplesmente decidiu demitir alguns seguranças. Eu estava no meio deles.

– Ou, ele te mandou embora para despistar – Sebastian diz e o homem arregala os olhos – Eu vou perguntar educadamente só dessa vez, Walle: quais são os planos do Marshall? 

– Eu não sei do que está falando. – diz, rápido. Rápido demais...

– Sabe, eu tenho uma filha, e ela não é muito paciente – ele sorri – Acho que estou pegando essa mania. 

– Imagina se fosse ela a estar o interrogando? – pergunto rindo. A cena seria ótima. 

– Vamos lá, Walle. Você também tem um filho. Não quer deixá-lo órfão, não é? – ele nega, atônito – Então, conte-me o que o Marshall pretende, e eu te poupo dessa. Garanto que gostaria de ver seu garoto crescer. Eu gostaria ao menos.

– Mas eu não sei de nada! – brada. Sebastian concorda. Pega dois lápis de colorir em cima da mesa e informa:

– Vamos brincar de monstrinho. 

Eu só sorri. Agora vem a melhor parte. 

– Como? – Marcus está confuso. 

– Monstrinho. – ele repete – Nunca brincou disso com o seu filho? 

– Não, senhor.

– Oh, tudo bem – sorriu lentamente – Eu te ensino.

Com os dois lápis na mão, ele se aproximou, colocando um em cada narina de Walle. Sorri internamente. Ninguém nunca vai poder me acusar de louco, psicopata. A culpa nunca terá sido minha, olha por quem eu fui criado! 

– Pronto, agora sim – Sebastian declara pegando com força os cabelos de Walle e aproxima seu rosto da mesa, fazendo com que os lápis não toquem a superfície por poucos milímetros – Eu vou perguntar de novo, e dessa vez acho melhor a resposta ser convincente. O que Michael Marshall está planejando para essa festa? Com quem ele está associado? Quem deu o contato do Hunt para ele? 

– Eu não sei! Eu não sei! – o homem grita. Sebastian impaciente bate a cabeça dele na mesa fazendo com que os dois lápis entrem um pouco. 

– Eu posso continuar nessa por muito tempo, até você ter uma bela hemorragia. Na verdade, Marcus, posso fazer isso a minha vida toda. – sorriu batendo mais um pouco a cabeça dele fazendo com que sangre. 

Walle tenta se debater, mas rapidamente o amarro com uma corda que Sebastian trouxe de não sei onde. Tiro o paletó, coloco no encosto de uma cadeira e volto a me escorar na mesa assitindo o show. 

– Vamos, Walle, eu não tenho a tarde toda – digo irritado – Tem pessoas me esperando em casa! 

– E uma dessas pessoas é a minha filha, o principal alvo do Marshall, não é?

– Não, senhor, eu não sei! – agora ele já estava chorando, o que me leva a revirar os olhos. 

– Vamos lá, Marcus, conta pra gente. O que Michael pretende? Hum? Ele quer me roubar? Matar minha filha? O meu filho? Ou apenas a mim? 

– Eu não sei! O senhor Michael nunca falou nada assim para mim. 

– Pelo visto ele está querendo mesmo morrer.  – digo entediado. 

– Que diferença faz? – Walle se pronuncia – Se eu contar algo ou não vocês me matam do mesmo jeito! 

Eu sorri, notando que ele tinha razão, e me aproximei mais constatando um fato:

– A diferença é: você conta e seu filho vive, caso contrário Marcus, ele morre junto com você.

– É isso que você quer? – Sebastian insiste com seus joguinhos psicológicos – Não dar ao garoto uma chance de ser alguém melhor que você? Quer que ele morra antes dos dez anos de idade por sua causa? Ah, Walle, você é uma pai muito egoísta. 

– Eu não sei, eu juro que não sei! Por favor, não machuca o meu filho, é o meu filho! 

– Que bom que você entende, Marcus. Minha filha é a minha filha, não posso deixar ninguém cogitar a possibilidade de ameaçá-la. – o discurso de Sebastian me faz gargalhar internamente. Eu sou a pior ameaça para a Allex, e ele constantemente a empurra para mim. 

– Então, Marcus, o que você escolhe? A verdade e a vida do moleque, ou continuar mentindo? 

– Mas eu não sei de nada!

– Tudo bem, então. – Sebastian concorda e com um ato só, bate a cabeça de Walle na mesa fazendo com que os lápis entrem de vez. Por pouco não suja minha camisa de sangue. Com raiva pela perca de tempo, ele derruba no chute o corpo de Walle no chão – Inútil do caralho! 

Enquanto Sebastian chuta e grita sem descanso um corpo já sem vida, dou uma olhada no quarto notando que a criança está dormindo, alheia a tudo. Volto para sala chamando sua atenção, até que ele finalmente para ofegante e eu pergunto:

– E a criança? Faço como a outra? Mato logo?

– Você sabe que só matamos aquela, porque ela viu algo, Justin, ela nos viu. Além de nos livrar de uma possível testemunha, fizemos um favor, já que aquela criança provavelmente cresceria traumatizada. – maneio com a cabeça concordando – Você acha que ele viu algo?

– Não, não acho. – respondo dando de ombros – Está dormindo.

– Depois eu vejo isso. – passa a mão no rosto irritado – É a sétima pessoa pessoa. A sétima pessoa que eu interrogo atrás de qualquer coisa sobre o Marshall, e ninguém sabe porra de nada! 

– Allexandra estuda com a Jheniffer – afirmo – Sebastian, está na hora da garota entrar em ação. 

Ele maneia concordando meio contrariado. Não temos escolha, ela vai ter que passar a ser útil agora, e espero que consigamos algo. Adam aparece pela porta com mais dois homens atraindo nossa atenção.

– Se livrem de digitais e qualquer outra coisa, depois coloquem fogo nesse barraco e faça parecer acidental. – Sebastian manda –  Deixem esse inútil aí para ser queimado, não me importo. Eu vou pegar a criança.

E assim foi feito. Sebastian enrolou a criança num cobertor e, com ela ainda dormindo, saímos da casa acelerando pelas ruas. Ao chegarmos no estacionamento da empresa, ele desceu, indo para o próprio carro, colocando a criança no banco do passeiro e apertando do cinto da mesma. 

– O que você vai fazer com ele, Sebastian? – pergunto preocupado que ele resolva criar o moleque. 

– Vou no hospital mandar eles verem as condições de saúde, depois orfanato. Exatamente como você fez com a filha do Bohen. – ele afirma, me fazendo franzir o cenho. 

– Como você sabe disso?

– Tentaram colocá-la no meu orfanato, com uma mochila de dinheiro. Fui informado, segui o rastro, cheguei no Jaden e obviamente notei que tinha sido você. – revirei os olhos bufando irritado – O que vai fazer agora?

– Voltar para casa, ver a Allex e levar Pattie no aeroporto.

– Vôo convencional? – Sebastian pergunta. Faço careta.

– Claro que não, meu jatinho irá levá-los.

– E porque tão cedo? 

– Porque quanto mais longe melhor. Três dias aqui, e a sua filha está dando o rim para ela, ficando mais três dias inconsiente. Imagina o desastre, se Pattie fica uma semana? – nego com a cabeça – Enfim. Estou vazando. 

Saio de perto do carro dele indo para o meu. Dirijo rápido, chegando logo em casa e com o maior cuidado para não ser visto por aqueles que ali estão acampados. Entro no meu quarto, notando que Allexandra ainda está dormindo. Puta que pariu, vai ser preguiçosa assim no inferno.

Opa, em pouco tempo pretendo mandá-la para lá mesmo. 

Me movimento no mais absoluto silêncio. Sinto-me aliviado ao ver que sua respiração permanece profunda e irregular. Ela está deitada de lado, de frente para mim. A analiso, mas paro bruscamente: A cicatriz... Meus olhos sempre vão se prender nela. Essa vagabunda salvou a vida da Pattie sem pensar duas vezes. Que tipo de pessoa faz isso? Eu deveria aplaudí-la, ao menos quando eu matá-la, vai ter sido útil para alguma coisa.

Eu tiro minha roupa, caminho pelo quarto até ficar do outro lado dela, com Allex de costas para mim. Afasto as cobertas, apenas o bastante para escorregar sobre elas, e então deito, me aconchegando às suas costas. No seu sono, ela roça a bunda em meu corpo, chegando mais perto. Mordo o lábio para impedir qualquer barulho. Ela ainda está nua e o contato com sua bunda está me provocando. Tudo bem, que é só a Allex, seca e sem corpo, mas é mulher, porra, boceta! E é a da Allex, apertada que só o caralho. Para completar, ela ainda está nua, aberta, com o meu colar no pescoço – meu "J" ali, marcando-a, mostrando a quem pertence. Exatamente como uma coleira –,  e me esperando. Hum... Gosto muito da ideia de uma mulher me esperando desse jeito na cama quando eu chegar. E foda-se se ela está dormindo. 

Estico o braço e, com a mão em forma de concha pego um dos seus pequenos seios. Mesmo dormindo, seu corpo reage e o mamilo se contrai. Eu o belisco levemente com as pontas dos dedos e ela dá um gemido, empurrado a bunda para mim novamente. Dessa vez empurro também, roçando meu quadril no dela. Me inclino para frente, beijo-lhe o pescoço e mordo a orelha, enquanto deslizo a mão por sua barriga reta, evitando tocar a recente cicatriz porque sei que isso a faria acordar. Num gesto solícito, Allex se desloca, abrindo as pernas o bastante para me permitir enfiar um dedo na sua boceta.

Primeiro, eu a acaricio lenta e suavemente, até sentir os quadris se mexerem no ritmo da minha mão. Quando enfio o dedo percebendo que ela já está molhada, meu corpo automaticamente tem espasmos com a expectativa, curvando-se contra suas costas. Então estico o braço, pego sua coxa e levanto sua perna sobre a minha. Isso a deixa aberta o bastante para que eu possa penetrá-la por trás. Inspiro profundamente para não emitir barulho. É tudo que consigo fazer para não gemer em voz alta quando me sinto entrar em sua vagina apertada. Allex inclina o quadril para trás, na minha direção, permitindo-me uma penetração mais profunda. Não sei se é um gesto instintivo ou intencional. Ainda não sei ao certo se ela está acordada, já que tem um sono bem pesado.

Utilizo os dedos mais uma vez, e me movimento para levá-la ao orgasmo. Entrando e saindo dela, num vai e vem lento no seu calor molhado. Quando sinto seus músculos começarem a se contrair firmemente em volta de mim, sua mão sobe até o meu quadril, me agarrando e puxando com mais força para junto de si.

Ela está acordada

Ouço sua respiração acelerar e arfar. Depois, sinto os espasmos do seu orgasmo e percebo que ela fica levemente ofegante. Então a seguro firme, enquanto a penetro com mais força. Logo há uma explosão de sensações e eu gozo dentro dela. Antes que me dê conta, meus dentes estão cravados no seu ombro. Isso a excita, e ela levanta a mão e segura meu cabelo, puxando-o um pouco, fazendo-me mexer dentro dela. 

Caramba, mal posso esperar para ver sua expressão quando ela se afastar.

 

Pov's Allex

Eu estava sorrindo. Deliberadamente. Existe jeito melhor para se acordar uma pessoa? Depois de nossas respirações calmas, me viro para Justin com uma cara séria. Ele arregala os olhos, provavelmente esperando que eu vá brigar.

– Me fodendo de ladinho? – pergunto sem expressão alguma. 

– De todo jeito, até estarmos saciados – ele vem se aproximando, mas logo para, fazendo uma careta – Ou mortos.

– Você é um filho da puta... – murmuro.

– Bem... Certamente. – responde calmo, porém engolindo com dificuldade – Você está brava?

– Não – sorri – E a propósito, bom dia também.

Justin veio até mim, querendo um beijo. Quase me afastei por impulso, mas com um esforço consegui me manter no lugar, oferecendo-lhe meus lábios. Eu sei que quanto mais eu me afastar, mais ele vai correr atrás. É irritante vê-lo correr atrás. 

– Na verdade, é boa tarde – me diz.

– Porque caralhos eu sempre acordo tarde quando durmo aqui? – pergunto indignada com o cenho franzido.

– Porque eu te canso toda noite. – afirma com um sussurro me fazendo corar. Jay ri, afirmando: – Agora seu rosto está da mesma cor que o traseiro.

Filho da puta. Corei em vermelho escarlate, e corri me trancando no banheiro antes que ele notasse. Tomei banho, lavei o cabelo e saí de toalha caçando algo para vestir dentre as roupas dele.

– Você sabe que tem coisas suas aqui, não é?

– Não tem coisas minhas, tem coisas que são para mim, das quais eu não vou usar nada que não seja a lingerie. – rebato sorrindo desafiadora.

– Não tem problema, adoro ver você usando minhas coisas. – diz convencido. Meu sorriso murcha.

– E como você arranja tempo para me comprar roupas? – pergunto irritada. Ele dá de ombros.

– Sou um cara organizado. – reviro os olhos – E só para constar: vista-se para sairmos.

– E onde vamos?

– Levar Pattie, Jeremy e as crianças no aeroporto. 

Assinto desconfortável. Pego uma lingerie, uma calça qualquer, camisa de Justin e me visto. Vejo meu velho sapatenis no canto e o pego calçando também. Jogo meu cabelo para cima, prendo num rabo de cavalo e pronto. 

– Ei, seu colar? Onde está?  – Jay pergunta.

– No banheiro, porra, tirei para tomar banho. – vou até o banheiro, pego e volto para o quarto – E eu não gosto como soa cada vez que você me pergunta isso. Se continuar, eu paro de usar e pronto. – dou meu intimato saindo pelo quarto e o deixando na cama ainda.

Desço as escadas devagar, devido ao local na lateral do meu corpo que dói um pouco. Passo vendo Jeremy, Jaxon e Jazzy na sala, – essa familia gosta de um "J" –, assistindo algum desenho animado. Vou para a cozinha não me surpreendendo ao encontrar Rose e Pattie por lá. As cumprimento com um bom abraço, e peço para Rose colocar o colar no meu pescoço, já que geralmente não consigo sozinha. Quando ela se afasta para fazer algo, chego mais perto de Pattie já questionando:

– Por que você vai embora hoje? – ela passa a mão no meu rosto e sorri de lado, suspirando.

– Por causa do Justin, querida.

– Ele colocou vocês para fora? 

– Não necessariamente. – a encaro confusa – Ele não gosta da gente aqui, dá para notar. Fora que, agora ele me culpa pelos dias que você passou dormindo depois da nossa cirurgia – nego com a cabeça – Eu quero aproveitar que o Justin está constantemente espiritualizado com você por perto, e não irritá-lo. Quem sabe assim ele me aceita mais?

– Ele te aceita, Pattie, ele te ama.

– Não, Allex, você não entende. Ele me culpa por tudo de ruim que aconteceu com ele. E de certa forma, é realmente minha culpa. 

– Uma noite, o Justin bebeu e me ligou falando muita besteira. Eu perguntei onde estava e fui atrás, para me certificar que estava tudo bem. Eu pude notar que fisicamente sim, mas emocionalmente não. Ele me contou tudo, desde o Jeremy ir, até encontar Sebastian. – ela parece surpresa – Pattie, o Justin não te culpa, ele só se sente abandonado pelos anos que passou sem mãe. 

– Eu queria tanto acreditar nisso – os olhos dela marejam – Mas meu filho me detesta tanto, que prefere passar a noite fora, a ter que dormir sob o mesmo teto que eu. 

Merda! Em proporções catastróficas, merda! Abracei-a fortemente, deixei que chorasse um pouco e incentivei, dizendo que agora ela tem uma segunda chance, pode se aproximar de Justin, por mais que ele não deixe. Será que ela realmente não percebe? Justin se sente abandonado a cada vez que ela se vai. Porra, ele precisa de algo permanente, algo que fique, não importa o que e como. Inferno, se ela não pensa assim, que se foda, tudo bem. Ela pode ir, mas eu vou ficar. Sempre. Porque ele precisa, porra, simples assim. Não importa o quanto Jay negue.

Quando se recompôs, Patricia terminou o almoço junto com Rose, e eu fiquei de parte, apenas olhando – detesto cozinhar, só faço quando necessário. Depois almoçamos com Jaxon grudado em mim, como sempre. Os meninos apareceram em seguida, se despediram e fomos para o aeroporto, logo dizendo "tchau" no jatinho de Justin, com Jazzy me chamando de irmã, e Jaxon chorando ao ter que soltar meu cabelo. Agora eu estava no carro, sentada confortavelmente com Justin bancando o motorista. 

– Eu quero ir para casa. – anuncio antes que ele vire na direção contrária. 

– Mas estamos indo.

– Não se faça de idiota, Justin. Você entendeu. Eu quero ir para a minha casa. 

Ele bufa irritado, mas assente. Passa a viagem toda de bico, mas quando para no meu prédio solta a bomba:

– Preciso que você fique perto da Jheniffer. 

Minha cabeça vira rapidamente e eu me pergunto se ouvi corretamente.

– Perdão? 

– Não se faça de idota, Allex, você entendeu. – me imita irritantemente – Sebastian e eu não conseguimos descobrir nada sobre os planos do Marshall, precisamos que você faça algo. 

– Ideias em mente? 

– Seja amiga, nada de agressividade. Política da "não-violência", por favor – reviro os olhos – O passatempo predileto dela é ir às compras – faço careta – Então pensei que vocês pudessem fazer algo juntas, já que agora a senhorita McQueen tem um Gold Platinum

– É, né?! Fazer o quê? Ser filha do Sebastian McQueen não é fácil! – brinco.

– E a propósito, posso fazer uma pergunta? 

– Se eu disser que não, você vai calar a boca? – ele nega – Manda a ver.

– Porque me comprou um divã? 

Dei de ombros. 

– Sou da lei do "toma lá, dá cá". Você me deu um colar caríssimo e eu sentia a necessidade de retribuir, Jay. Fora que, eu sempre vejo o quanto você e meu pai ficam cansados lá na empresa, então...

– Muito obrigado. De verdade. Uma pena você ter feito merda antes que nós o inaugurássemos.

– Ok, Justin, já entendi, adeus. – procuro sair logo do carro antes que eu o esbofeteasse.

Sigo para o prédio, cumprimento Bill, e levo o dobro de tempo para subir as escadas, já que tenho uma facada na barriga. Quando finalmente chego, pego minhas chaves, entrando em casa. Ao ouvir os risos da cozinha, jogo minha mochila no chão, e sigo para a mesma, encontrando as meninas com Nathan tentando cozinhar algo. Luna é a primeira a me ver:

– Olha só, ela ainda está viva! – vem toda felizinha me beijar. Izzy também, toda contente me dá um beijo estalado na outra bochecha. 

– Como foi com a sogra?

– Isabelle, a Pattie não é minha sogra, é apenas a mãe do Justin. – falo decida – Mas ocorreu tudo bem, ela é uma pessoa ótima. 

Vou em direção a Nathan que está calado demais cortando algum legume. O abraço por trás, mordo suas costas e o cumprimento:

– Olá, futuro marido. 

– Eu não sabia que você lembrava – ele se vira sorridente – Olá, futura esposa.

– Eu não entendo esse negócio de aí – olho para Izzy enquanto ela fala – Porque vocês ficam falando isso?

– Nathan precisa de uma noiva – dou de ombros – Serei ela. 

– Você o quê? – Isabelle grita. Mordo o lábio para não rir.

– Ela está brincando, Izzy – Luna intervém – Qual é, estamos falando da Allex. Existe alguma possibilidade dela ser recatada e do lar?

– Ai, ofendeu. – brinco. 

– Suas amigas não levam muita fé em você – ouço Nathan, mas continuo encarando a carranca de Izzy – Enfim, meu beijo. 

Eu olho para a frente, querendo lhe dar um beijo na bochecha, mas a cabeça de Nathan está virada também querendo me dar um beijo na bochecha, e é assim, sem querer, que nossos lábios se esbarram. 

A princípio pensei em recuar, mas quando eu olhei em seus olhos, e ele não se afastou, decido ir em frente. Encostei na sua boca constatando ser muito macia. Tirei os braços da sua cintura e ele se virou ficando de frente para mim. Selei seus lábios novamente e puta que pariu, essa boca é muito macia! Segurei a cabeça de Nathan com as duas mãos e toquei seu lábio inferior com a minha língua pedindo permissão. Ele cedeu, e eu dei um gemido satisfeito ao sentir a língua dele deslizar pela minha boca. Quando não aguentava mais, me soltei ofegante. 

– Allex? – olho vendo Luna assustada – O que foi isso?

– Mano, a boca dele é muito macia – alego – É sério, muito macia mesmo! Vocês tem que sentir.

Nathan riu.

– O que você anda bebendo fora de casa? Porque puta que pariu, essa foi a coisa mais estranha que já disseram sobre mim, sério.

– Nathan, foi mal cara. Sério, é só que... Foi sem querer. Mas sua boca é macia pra cacete – ele ri e eu olhei para as meninas: – Vocês tem que experimentar isso, é macia e... – parei me voltando para Nanan: – Esquece, ok?

Ele maneia com a cabeça em concordância e ficamos nos encarando. Estranho... Constrangedor.

– Ótimo, agora está tudo resolvido – Luna interfere me salvando – Allex, me ajuda com as cenouras aqui. 

– Tudo bem deixa só... – fui prendendo o cabelo para lavar as mãos, até que paro com o grito Izzy:

– Ai meu Deus, o que é isso?

A partir daí, fodeu. Isabelle e Luna vem para cima de mim, fazendo um milhão de perguntas, tudo por causa de um simples colar. 

– Eu não acredito que ele fez isso. – Luna diz com um suspiro, visivelmente amolecida.

– É, nem eu. – respondo séria. 

– São diamantes mesmo? – Izzy pergunta. Balanço a cabeça mais séria ainda, e tiro o colar dando em mãos para elas apreciarem melhor – Ele ficou sondando suavemente, perguntando do que você gosta e tals, porém eu não imaginava que o Justin iria mandar fazer algo assim... – diz maravilhada. Reviro os olhos.

– Mas você não gostou. – Nathan afirma me encarando. As meninas me olham também. Respiro fundo e dou de ombros.

– Eu gostei, é bonito, é legal, mas é que... Sei lá. 

Eu não quero ficar esbanjando diamantes por onde eu for, fora que eu não faço a mínima ideia do que isso representa para o Justin. Ele fica estranho quando eu não estou usando e pergunta o por quê. Faz parecer que eu sou casada e deixei de usar a aliança. É no mínimo escroto. Se fosse como uma coleira, teria pelo menos a conotação sacana, sexual, mas não, é totalmente diferente disso.

– Ele gosta pra caralho de você. – Izzy afirma como se lesse a minha mente, e eu reviro os olhos.

– Cada um com os seus problemas. – digo simples.

– E ele acabou de me mandar uma mensagem perguntando se você já tinha jantado. 

– Ele o quê? – me viro para Luna no mesmo instante – Aquele filho da puta... 

– Mas você não disse que a mãe dele é legal? – Nathan se mete.

– A Patricia é um amor, o Justin que é um desgraçado. – explico – Luna, responda que sim, que eu já jantei. 

– Mas você não jantou...

– E?

– E que eu já respondi que não. – ela rebate e eu bato na minha própria testa.

– O que ele disse? 

– Nada ainda – ela pega o celular – Ah, respondeu – começa a ler, porém depois fecha a cara – Você passou mal? 

Arranco o celular da mão de Luna, lendo a mensagem mandada por Justin. 

"Mande-a atender o telefone e a faça jantar corretamente, Luna, não quero que Allexandra desmaie novamente porque simplesmente esquece de comer. Caso ela se recuse, me avise, irei aí."

Filho da puta do caralho. Mil vezes. Quem ele pensa que é?  Marcho em passos duros até a mochila, pego meu celular notando as chamadas pedidas dele, e quando penso em ligar para aquele viado, querendo dizer umas boas, Nathan aparece na minha frente arrancando o celular de mim.

– Que história é essa de desmaiar? – ele rosna, parece bravo.

– Não foi nada demais, Nathan! – tento pegar meu celular, porém ele o tira do meu alcance. Bufo irritada – O Justin é exagerado, eu só me senti um pouco tonta porque esqueci de comer. É só. 

– Para que quer o celular?

– Ligar para aquele viado e xingá-lo todo.

– Não, talvez eu deva ligar e agradecer por avisar o que acontece com você, já que a senhorita se recusa a nos contar. – ele me repreende. 

Reviro os olhos, cruzo os braços e bato o pé. Não quero ninguém no meu pé, me enchendo o saco, já basta Justin para isso.

– A gente vai voltar ao normal terminar o jantar, ou você vai continuar com isso e eu vou me trancar no quarto? – dei as opções a ele. 

Para a própria sorte, Nathan relaxou suspirando fundo, passando os braços pelos meus ombros, e me levando de volta para cozinha onde as meninas estavam.

– Anda, estou com fome. Venha cumprir com suas obrigações de futura esposa.

 

Essas coisas chiques

Nunca ficarão entre nós

Você é parte da minha entidade

Daqui para a eternidade

Quando a guerra fizer a parte dela

Quando o mundo tiver dado as cartas

Se estiver muito difícil, juntos poderemos consertar seu coração

Porque

Quando o sol brilhar, brilharemos juntos

Te disse que estaria aqui para sempre

Disse que sempre seria sua amiga

E o que eu jurei eu vou cumprir até o fim

Agora que está chovendo mais do que nunca

Saiba que ainda teremos um ao outro

Você pode ficar sob meu guarda-chuva


Notas Finais


Então né. Sobre o HOT? Não comento, só digo que amo o jeito possessivo do Jay para o lado da Allex
Então/2
Se tem alguém que zerou a vida foi a Allex: Justin, Chaz, Mirella, Chris, Nathan, e.... Aí só no próximo capítulo para saber.

Bjubju Little Fearless, até quarta 😍😚😚


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