História No Rule, No Fear - Capítulo 67


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens AnnaSophia Robb, Britt Robertson, Caitlin Beadles, Chaz Somers, Christian Beadles, Ian Somerhalder, Jaden Smith, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jena Malone, Jeremy Bieber, Joseph Morgan, Justin Bieber, Logan Lerman, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Ação, Adolescente, Álcool, Aventura Annasophia Robb, Britt Robertson, Colegial, Comedia, Criminal, Crossover, Drama, Drogas, Eu Sei, Eu Sou Diva, Faculdade, Fanfic, Fear, Ficção, Ian Somerhalder, Joseph Morgan, Justin Bieber, Novela Ryan Butler, Policial, Romace, Romance, Rule, Taylor Warren, Tragedia, Vida Dupla, Violencia
Exibições 478
Palavras 6.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi bebês! Sei que estão curiosas então não vou prender vocês. Na capa é a Jheniffer. Bjubju e boa leitura😘😘

Capítulo 67 - My only friend


Fanfic / Fanfiction No Rule, No Fear - Capítulo 67 - My only friend

Pov's Allex

(Cerca de duas horas antes)

 

Khalil abre a porta do carro para mim e eu entro. Partimos sem olhar para trás. Ele não diz uma palavra enquanto me ajuda a entrar, liga o motor e vai em direção ao norte da cidade. Não pergunto onde está me levando, realmente não me importa. Estou contente por estar na sua presença e longe de Justin, ou daquelas pessoas. Qualquer coisa além disso é secundária.

Logo estamos numa mansão desgraçada de linda. Khalil desce, abre a porta do carro para mim, e me guia para dentro da casa. Não tenho paciência, então, logo que entramos num quarto, começo a tirar a roupa. Estava sem sutiã por causa das costas nua do vestido, então foi fácil. Tirei meu coldre e levanto os olhos vendo que ele não fica atrás. Quando estamos semi nus, eu o encaro sedenta sentando na cama. Khalil não tem muitas tatuagens. Uma no peito, algumas nos braços e só. O vejo chegar perto, me olhando. Seria possível ruborizar o corpo inteiro? Porque me sinto em brasa da cabeça aos pés. Odeio ser observada. 

– Eu adoro quando você cora – murmura – É tão adorável e feminino. – franzi o cenho encarando ele, bem puta. Mas Khalil apenas sorri, daquele jeito lindo, que me deixa mole, e com um sussurro, pede: – Sirva-me com a boca. 

Franzi novamente o cenho para a escolha de palavras, soa dominador. Será? Dei de ombros mentalmente, inclinei-me para a frente, me livrei da sua cueca, e peguei a ponta dele em meus lábios. Devagar, avancei para pegar o resto. Esqueci de como ele parecia ainda maior na minha boca e não pude pensar em como seria tê-lo dentro do meu corpo por outras vias.

– Todo. – ele disse, quando atingiu o fundo da minha garganta. Ergui as mãos para sentir o quanto mais eu teria de ir – Se não pode pegá-lo na boca, não pode tê-lo em outro lugar.

Filho da puta, veremos. Khalil se empurrou para frente e relaxei a garganta para tomá-lo mais. Obriguei-me a respirar pelo nariz. Não seria bom perder a consciência com ele em mim.

– Gosto de brutalidade e não estou a fim de compromissos, voc... – chupei forte o tirei da minha boca, passando a bombear com a mão. O interrompo no meio da fala:

– Eu pareço estar a fim de compromisso, por acaso? – perguntei séria arqueando a sobrancelha. Ele sorriu de leve e fechou a mão em meus cabelos.

– Eu sei. Disse só para que fique claro. – revirei os olhos e voltei a chupar arrancando um gemido dele – Segure com força.

Tive tempo suficiente para passar os braços por suas coxas antes de ele se afastar e meter na minha boca. E de novo. Entrando e saindo várias vezes.

– Use os dentes. – pede baixinho e tremulando. Dei um gemido satisfeito ao ouvir isso. Adoro usar os dentes.

Puxei os lábios para trás e raspei seu pênis enquanto ele entrava e saía. Depois de me acostumar com o seu tamanho, chupei um pouco e passei a língua em volta.

– Isso... Assim... – gemeu enquanto se movimenta com mais força – Engula tudo. Novamente. Como você fez no iate. – falou bombeando de dentro para fora e começou a se contorcer dentro da minha boca – Engula tudo o que eu te der. 

Quase engasguei quando ele gozou, porém fechei os olhos para me concentrar. Jatos salgados desceram por minha garganta, mas consegui engolir. Ele se puxou para fora.

– Fique de olhos fechados. – disse baixo. Disse não, mandou. Mas mesmo assim, obedeci. Sou uma boa garota, gente, e estou louca para saber onde isso vai dar. 

Khalil me beijou com força e veio por cima de mim. Me ajeitou na cama tirando minha calcinha, e abrindo minhas pernas. Em segundos se deitou ao meu lado, começou a passear a mão pelo meu braço e sussurrar no meu ouvido:

– Gosto de você aberta desse jeito – deu uma mordida no lóbulo – Use suas mãos, finja que são as minhas. Toque a si mesma.

Ele estava me deixando louca. Tentei imaginar como seria isso, e até agora nada está sendo como eu pensava. Ele ainda não tinha me tocado pretenciosamente. Merda, isso é tão injusto!

– Agora, Allex.

Levei as mãos aos seios e, em minha mente elas se tornaram as de Khalil. Não costumava me tocar. Na verdade, posso contar nos dedos as vezes que fiz isso, mas enfim, é como andar de bicicleta: nunca esquece. O hálito quente dele roçava minha orelha, enquanto na minha cabeça, suas mãos acariciavam.

O toque começava suave e gentil, mas rapidamente embrutecia enquanto nossas respirações ficavam entrecortadas. Ele estava com tesão e era de mim que precisava. Estava faminto, e eu era única coisa que ele podia consumir. O pensamento me excitou mais. Com uma lentidão aflitiva, ele circulava a ponta de um mamilo, e depois o outro. Mordi o interior da minha bochecha, levada pelas sensações que ele criava. Khalil beliscou, puxou com força, e mais forte ainda quando arquejei. Ai, porra. Agora eu é que estava carente. Precisava dele. Eu o desejava. Ansiava. Desejo e anseio. Desde que o vi no escritório do meu pai. 

Desci a mão pela barriga... Doendo-me, desesperada para ser preenchida. Quero que ele me preencha. Separou meus joelhos e fiquei mais esparramada diante dele, oferecendo-me. Enfim ele me tomaria. Me tomaria, me preencheria e acabaria com isso. 

– Assim você me decepciona, Allex – o Khalil dos meus sonhos desapareceu. Minhas pálpebras vacilaram – Mantenha os olhos fechados.

O filho da puta estava a centímetros do meu rosto. Eu sentia seu cheiro, seu hálito, o calor irradiando do corpo para o meu. Meu coração batia freneticamente.

– Você me colocou na boca duas vezes e agora usa um só dedo para representar meu pau? – meus lábios curvaram num sorriso. Homens e suas vaidades... Deslizei outro dedo para dentro. Sim. Melhor – Mais um.

Acrescentei um terceiro dedo e comecei a mexê-lo para dentro e para fora. 

– Mais forte – sussurra no meu ouvido – Eu te comeria mais forte. 

E eu não duraria muito tempo. Não com esse vocabulário sujo que adoro. Empurrei mais fundo, imaginando Khalil me rasgando. Minhas pernas enrijeceram e um gemido baixo escapou dos meus lábios. 

– Isso... – sussurra novamente – Goze. Agora. 

Pronto. Ele disse e eu explodi num orgasmo lento e gostoso. Me contorci. Passei a língua nos lábios e minutos de silêncio se sucederam, até minha respiração se normalizar.

– Foi um orgasmo fácil.

Sorri.

– Bem... Faça o seu pior.

Senti que ele se afastava e então sua boca estava em meu pescoço, descendo lentamente os beijos até chegar no meu seio. Dessa vez de verdade, não apenas minha imaginação. Rodou a língua por um mamilo soprando delicadamente. Depois sua boca se fechou nele e o chupou, rolando a língua em volta do bico. Ofeguei quando me raspou com os dentes. Ele passou ao outro lado, começando gentilmente, mas aos poucos aumentando a velocidade até se tornar demais. Me ergui para ele sem pudor. Se continuasse assim, eu gozaria novamente, e apenas com a sua boca. 

Khalil continuou a investida contra os meus mamilos enquanto baixava as mãos. Rudemente, seus dedos me apertavam, descendo meu corpo até onde as pernas estavam abertas, aguardando-o. Seus dedos me esfregaram asperamente e eu o arranhei mais, impelindo-me para cima, para ele, precisando do atrito, precisando de qualquer coisa. Senti a cabeça do seu membro me provocando, como fez com os dedos. Estava coberto com uma camisinha. Quando ele fez isso? Não sei, mas ainda bem que fez. Lentamente, ele o pressionou em mim e eu gemi. Isso! Khalil empurrava mais e eu era esticada, preenchida. Se mexeu devagar, entrando aos poucos, até que ficou desconfortável e eu finalmente entendi o caralho todo: 

Ele 

Não

Vai

Caber!

– Droga – Khalil reclama. Senti que ele se movia para cima, pegando meus quadris com as duas mãos e balançou para frente e para trás, tentado entrar mais fundo – Mexa-se comigo. – pediu baixo, enquanto rangia os dentes. Ele estava se controlando.

Levantei meus quadris e senti que ele deslizava mais um centímetro. Nós dois gememos. Finquei os calcanhares na cama e ergui o quadril para recebê-lo todo, atritando as paredes internas da minha vagina, esticando-me toda, fazendo-me escorrer de tanto tesão. Entrava forte e firme, até senti-lo todo meu ventre, em cada canto meu, enchendo-me como nunca julguei ser possível. Khalil deu uma investida rude e meteu completamente. Meus olhos rolaram para trás. Ele tirou um pouco e deslizou de volta, testando, provocando. O foda é que estou farta das provocações. Preciso de mais, porra. Dei uma rebolada quando ele empurrou novamente. 

– Você acha que está pronta? – perguntou. 

Antes que eu pudesse responder, ele tirou quase tudo, deixando-me vazia, carente. Respirou fundo e meteu de novo, retirando imediatamente. Fiquei frustrada quando ele não retornou. E então voltou. Novamente, mais uma vez, sem parar. Empurrava-me fundo na cama a cada arremetida, e eu respondia a cada uma delas erguendo os quadris para ter mais dele dentro de mim, querendo-o ainda mais fundo. Querendo-o mais intensamente. Senti que o clímax se formava a cada golpe de seu corpo contra o meu. Ele se mexia acima de mim, as mãos nos meus quadris, com um aperto de ferro.

– Goze quando quiser. – falou ele, ofegante, martelando novamente e me desfiz em mil e um pedaços.

Khalil entrou ainda mais fundo e ficou parado, os músculos tremendo enquanto gozava na camisinha, dentro de mim. Tão lentamente quanto sua respiração voltava ao normal, eu voltava à terra. Sem sair de dentro de mim, mãos ansiosas subiram por meu corpo, ele puxou meu cabelo de lado e cochichou no meu ouvido:

– Quer dizer que apelidou meu pau? 

Ai, porra, ele lembra! 

– Hum... Não faço a mínima ideia do que esteja falando. 

– Ah, você sabe sim. Na festa, no iate. Você se ajoelhou na minha frente, desceu minha bermuda... 

– Ok! Ok! Eu lembro! – cubro meu rosto com as mãos e o ouço gargalhar.

– Já ouvi muitos nomes para o meu pau, mas "soberano" é de longe o melhor. Meu ego está lá em cima.

Tive que rir. Quando vi o pau dele, levei um susto, pensei que era um soberano sobre os outros.

– É? E do que já o chamaram? – pergunto curiosa voltando a olhá-lo.

– Quer mesmo saber? – arqueia a sobrancelha. Concordo – Arma, bastão, espada, intrometido, ogro, vara da felicidade... – ele dizia os nomes e contava nos dedos ao mesmo tempo. Ri.

– Pode parar que já sei que a maioria é caô.

– O quê? Isso porque você ainda não ouviu: invertebrado, zangado, instrumento de trabalho... – gargalhei até ficar com lágrimas nos olhos, me contorcendo embaixo dele. Quando consegui recuperar o ar, vi Khalil me olhando risonho – Isso foi incrível, porra. Você foi incrível,

Eu sorri, mas como sempre, preciso cair fora. O empurrei de leve apenas para que caísse ao meu lado e passei a encará-lo. Ai, caralho, ele é tão lindo. Um celular começa a tocar do nada. O vejo fazer careta, levantar, livrando-se da camisinha e procurar entre as roupas no chão o aparelho. Quando encontra, Khalil olha, franze o cenho, fecha a cara e respira fundo, se voltando para mim. Desviei para dar uma analisada na sua bunda antes que ele se virasse totalmente.

– Belo traseiro. – comento e vejo sua expressão se aliviar num sorriso. 

– Melhor ainda com as marcas das suas unhas. 

Ai, merda. Eu corei, porque, não é... Sentei da cama sentindo um pouco dolorida. Corei mais ao lembrar do porquê da dor. 

– Eu... – começo.

– Eu... – Khalil diz ao mesmo tempo. Sorri.

– Você pode falar. – informo.

– Eu tenho que voltar para a exposição, o que significa que eu vou ter que sair agora, mas você pode ficar aqui se quiser, ou vol...

– Khalil – o interrompo rindo – Eu realmente tenho cara de quem precisa de um abracinho pós-foda? 

Ri mais da cara que ele fez. Me levantei de vez, vestindo minha calcinha, e pegando meu vestido. 

– Não, você realmente não parece querer nada disso. 

O vejo se vestir lentamente. Coloco meu vestido, recupero minha arma, e vou para frente do espelho ali. Deus, eu estou destruída. Caminho até a porta que tem ali, presumindo ser o banheiro e entro. Ótimo, é. Limpo toda maquiagem da minha cara e saio de volta o encontrando vestido.

– Eu tenho que ir ao hospital, mandar o Victor ir para a festa. – digo – Você pode me levar?

– Claro. 

Saímos da casa – que acredito ser de Khalil –, e voltamos para o carro num silêncio estranho. Logo que entramos, começamos a conversar sobre as roupas da festa. Rimos muito, porque, parando para analisar, tinha muita gente vestida escrotamente. Logo chegamos. Para evitar o silêncio constrangedor, antes mesmo que Khalil pudesse desligar o motor, dei um beijo na sua bochecha agradecendo pela carona e pulei do carro entrando no hospital. Sorri para algumas pessoas que falaram comigo, subindo direto para a Ala C.  

– Oh.Meu.Deus! – Nathan diz assim que me vê entrando no quarto dele. Parei na frente da sua cama e dei uma voltinha – Quem é você e o que fez com a Allexandra Valentina que eu conheço? 

Sorri, indo na sua direção. Dei um beijo na sua bochecha e me virei para seu pai:

– Victor, preciso que você vá para a festa. Eu vim para ficar aqui com o Nathan.

– Eu posso ficar só. – Nanan resmunga. Victor ignora.

– Aconteceu alguma coisa? – pegunta já se levantando.

– Não, está tudo nos conformes. Os dez explosivos foram espalhados pelo local. O único contratempo foi a Jheniffer aparecer, por isso que eu tive que sair. – dei de ombros – Mas você pode ir lá e assitir o grande final por mim. 

– Tudo bem, irei. – me deu um beijo na bochecha, e se despediu de Nathan. 

– Qualquer coisa me ligue. Estou armada, posso sair daqui e já chegar acabando com tudo por lá. 

– Pode deixar. – ele diz rindo, e sai para o corredor. Me viro para Nathan:

– Porque você ainda está aqui mesmo?

– Bati a cabeça, então eles estão me deixando em observação enquanto fazem um milhão de exames diferentes para ver se vou ficar louco como você.

– Palhaço. – dei um tapa estalado no seu braço.

– Pequena. – revirei os olhos – Você está uma graça. Quem te vestiu assim?

– Porque eu mesma não posso ter me vestido assim? – pergunto revoltada.

– Simples: porque é você. – responde rindo – E então?

– O vestido foi meu pai, mas os saltos e a lingerie fui eu. – levanto o vestido e mostro minha perna direita – Mas esse coldre maravilhoso, foi o Justin. 

– E onde ele está agora? – estranho a pergunta, mas dou de ombros. 

– Na festa, eu acho. 

– E então, com quem você acabou de transar? – arregalo os olhos – E não adianta disfarçar, eu te conheço.

– Transei com outra pessoa. – digo simples. Nathan não fala nada, então para não entrar em detalhes, mudo de assunto: – Porque você não está com a sua sexy camisola de hospital?

– Nem morto eu vou voltar a usar essa porra. – responde sério. Eu ri.

Peguei a mesma e me dirigi ao banheiro que tem ali. Tirei minha arma, meu vestido, lingerie, e tomei um banho para me refrescar. Ao fim disso, coloquei a lingerie de volta, e vesti aquela camisola ridícula. Saí do mini banheiro com meu vestido, saltos e arma nas mãos. Joguei tudo num canto e sentei na cama de Nanan. Como sempre, ele não diz nada. 

– O que aconteceu com sua moto?

– Toda destruída. Pior que eu. 

– Você teve uma puta sorte, isso sim – rebato – Mas e agora? Sua moto está acabada. 

– Ele tem doze Ducatis 1098 na garagem – um homem diz, entrando no quarto. Franzo o cenho alternando olhares entre ele e Nathan – Prazer, sou Hemi. Irmão do Nathan.

Ah! Eu sempre soube que o Nanan tinha um irmão mas não sabia que o nome dele é Hemi.

– Hemi? Não é algo relativo a motor de um carro? – falo sem pensar. Quando ele me olha novamente, tenho a impressão de que está achando graça.

– Mais ou menos. 

Hemi. Como um grande motor. Dá para entender. O corpo dele parece com o do Nathan: rápido e potente. Realmente, como um grande motor...

– Na verdade, é mais para "mais" – Nanan diz, rindo muito.

– Não ri, seu bastardo – Hemi resmunga – Eu não sei porquê, a mamãe te deixou escolher meu nome.

– Ah, qual é?! Eu só tinha dez anos. Você teve sorte, minha primeira opção foi "Ferrari". 

– Nunca vou te perdoar por isso.– Hemi parecia indignado. Dessa vez fui eu quem ri. 

– Dodge Challenger 392 HEMI Scat Pack  – digo e Nathan ri mais. Hemi me olha abismado.

– Isso, zoa mesmo. 

– Não, me desculpe. Eu só não conseguir evitar – reprimi o riso e me virei para Nanan: – Não posso permitir que faça isso com outras crianças. Espero estar por perto quando você tiver filhos.

– E eu espero que seja a mãe deles. – diz, sorrindo de lado. Franzi o cenho para a brincadeira de Nathan. 

– Ah, então essa é a garota? – ouço Hemi falar – A futura esposa. Allexandra, não é? 

– É, é sim.  

– Bem, eu tenho que ir. – Hemi diz, apertando minha mão – Muito prazer em te conhecer. Espero te ver mais vezes. 

– Não assusta a Allex. – Nathan resmunga. 

– Relaxe, irmão. – dá um soco na mão de Nanan – Enfim, estou indo. Boa noite para vocês.

E ele sai. Deito ao lado de Nathan e começamos a conversar besteira. Liguei para Adam – consegui o número dele com meu pai, Justin não me deu nem fodendo –, já que ele, Fred e um tal de Norman estavam na cola das minhas amigas. Sabia que elas estavam bem, liguei apenas para conferir. Victor tinha trazido o notbook de Nathan, então viramos a noite assistindo filme. 

Às sete da manhã do outro dia, um médico finalmente aparece, liberando Nathan. Victor também está ali, e é ele que me leva para casa. Adentro a mesma, vendo-a em total silêncio. As meninas devem estar de ressaca, por isso sigo direto para o meu quarto, tentando não fazer barulho, e acabo encontrando Justin dormindo lá. Merda. Tiro os saltos, meu vestido, os brincos, prendo o cabelo e deixo a bolsa a toa.

– Nathan já teve alta? – tomo um susto ao ouvir sua voz. Me viro vendo Justin todo amassado, bocejando. Lindo. 

– Aham. Victor me trouxe aqui. 

– E ele está bem? 

– Sim. Por isso que deram alta. – respondo, vendo Justin manejar com a cabeça e levantar da cama. 

– Vou tomar banho. 

E é isso que ele faz. Sai desfilando só de cueca pelo meu quarto, e vai para o banheiro. Ouço o chuveiro ser aberto e, tempos depois, fechado. Jay caminha de volta para o quarto com a toalha na cintura e serenamente abre meu armário. 

– Ei! – chamo sua atenção – O que você esta fazendo no meu armário? 

– Pegando uma roupa? – diz como se fosse óbvio. 

– Minhas roupas? 

– Claro que não. Minhas roupas.

E então Justin joga a toalha no chão, tira uma boxer do meu armário e veste. Depois uma regata branca e uma calça saruel vermelha. Mas que diabos... 

– Desde quando tem roupas suas no meu armário? – pergunto embasbacada enquanto ele só sorri, e dá de ombros. 

– Faz tempo. Eu achei que já tivesse reparado.

– Não, nunca. – digo boba, caminhando para o banheiro. 

Entro, tomo um banho rápido, e saio logo me vestindo com qualquer coisa. Olho para Justin que está em pé, observando algo na parede. Chego perto, olhando também e vejo uma fotografia emoldurada. É a única peça que gostei da exposição na noite anterior.

– Você gostou dessa imagem. – ele afirma.

– E só por isso você a comprou e colocou no meu quarto. – respondo num tom repreensivo. 

– Me diga porquê gostou. – pede.

Olho para suas costas um pouco largas, não muito, cobertas apenas por uma regata. As mãos no bolso da calça, as pernas um pouco abertas. Meus olhos realmente gostam do que veem, mas meu cérebro parece ovos mexidos quando Justin está por perto. É irritante. E mais irritante ainda, porque sei o que ele está fazendo. Está me deixando tentada a falar, para que minha raiva se dissipe. Suspiro, decidindo – sabiamente ou não –, fazer sua vontade. Me aproximo ficando ao seu lado e observo o quadro também.

– É uma fotografia de Giuseppe Cavalli. Ele era conhecido como mestre da luz – Justin me olha com interesse genuíno – Ele achava que o objeto não tinha a menor importância. Não importava o que fotografava, para ele, o objeto era sempre a luz. Ele se concentrava em controlá-la, está vendo? – aponto para os reflexos na água – Esses barcos a remo, por mais bonitos que sejam, são apenas barcos. Mas vê como ele manipula a luz?

– Sim. – Jay responde – Ele não se importa com os barcos, se importa com a luz que o cerca. Torna objetos inanimados interessantes.

– Isso! – concordo – Parece tão simples, mas, quanto mais se observa, mais é possível entendê-la. Faz você olhar para a foto com uma luz...

– Diferente. – completa Justin.

Me viro para encará-lo e flagro seu olhar sobre mim. Passo a língua nos lábios desviando do seus olhos, e solto:

– Eu trepei com ele. – sou dura, decisiva e direta. Enrolação para quê?

Primeiro seus olhos se arregalam e Justin fica sério. Depois, ele dá um passo atrás e começa a balançar freneticamente a cabeça.

– Não, não, não. É mentira.

– É verdade, Justin. 

– Não, não é! Vocês tiveram o quê? De quarenta e cinco à uma hora de relógio. Allex, não.

– Justin, sim. Você sabe que aconteceu. Eu não tenho porque mentir.

– Você ficou assustada com ontem a noite. Eu vi quando estávamos dançando. Você até chorou no banheiro. – neguei com a cabeça – Eu sei que você só está assustada e quer me afastar, por isso está me dizendo tal coisa. Eu conheço você.

– Já que conhece tanto, deveria acreditar, porra. Nós sabíamos que isso iria acontecer. Até o meu pai sabia. 

– Diga que é mentira. – pediu puxando os cabelos – Só diga.

Balanço a cabeça.

– Usamos camisinha, ao menos. 

Foi o sufiente. Justin começou a esmurrar as paredes fazendo o quadro cair num barulho irritante. Ele não parou até que fui para a sua frente e fiz com que parasse. Os nós dos dedos estavam sangrando. 

– Não se machuque, porra! – grito irritada. 

– Está reclamando de quê? Você fez pior! 

– Ah, cala a boca! Quer mesmo que eu acredite que seu pau fica dentro da cueca toda vez que uma gostosa se oferece? Me poupe, Bieber. Sou nova, mas não idiota.

Ele nega com a cabeça.

– Você desgraçou com tudo, Allex. Porra, você acabou com tudo. De novo! – e dá outro murro, deixando sangue na parede. 

– Para com isso!

– Você que deveria parar de ser assim! – grita – Eu estou lendo aquele maldito livro de poesia, só porque você gosta. Eu tinha tudo planejado, íamos ser um casal normal, até...

– Até quando? – pergunto com raiva – Até você se cansar e aparecer uma gostosa? Ou até você notar que não ninguém no seu pé te cobrando?

Ele soca a parede novamente.

– Até que eu mate você, desgraçada.

E volta a socar. Merda, ele só está se machucando assim. 

– Para de bater na parede, Justin! – grito o puxando para longe da mesma. Ele me empurra, fazendo com que minhas costas bata em algo sólido.

– Eu queria era estar batendo em você. Porque você merece. – ergui o queixo e coloquei os ombros para trás.

– Bata. – é o que digo – Quem sabe assim, eu seja capaz de sentir algo?

– Sabe o que é pior? – ele ri, sem humor, como se debochasse de si mesmo, e se afasta de mim – É saber que o Ryan estava certo. 

Dito isso, ele sai do meu quarto. O vejo abrir a porta da rua e sair, a batendo com força. Luna e Izzy aparecem vindo da cozinha. 

– Que merda você fez agora, Allexandra? 

– Por que eu tenho que ter feito alguma merda? – pergunto indignada para Isabelle.

– Olha o jeito que ele saiu daqui, Allex. Você o magoou de novo. – ela joga as mãos para cima – Deus do céu. Eu nem sei o que você fez, mas não vou o culpar se ele não te desculpar.

– Não preciso de desculpas, não me arrependo. Foi uma foda muito boa.

– Você transou com o tal de Khalil. – Luna conclui. Dei de ombros.

– Você ainda está com o Butler? – pergunto encarando a loura de cabelos longos. 

– Sim... – ela responde cautelosamente – Por quê?

Porque eu quero ver quanto tempo vai durar, agora que o caminho está livre. 

***

– Allex, levanta daí! 

– Foda-se você. Quero dormir.

– Anda, Allexandra!

– O que é, Isabelle? 

– Temos que comprar roupa, vamos!

– Roupa para quê? 

– Festa da Cait.

– Seu armário está cheio! – resmungo levantado – Foda-se, eu tenho que ir lá no Justin mesmo.

– Ah, aleluia! Pensei que nunca ia procurá-lo para se desculpar, já que a única coisa que fez desde que ele saiu foi dormir. 

– Quem disse que vou me desculpar? – pergunto circulando pelo quarto – Não me arrependo de nada. Foi uma das melhores fodas. Se não a melhor.

– E que porra você vai fazer lá?

– Devolver a Bugatti, o colar e o quadro. – vou pegando os itens e colocando em cima da cama – Temos que conversar sobre algumas coisas também. Não posso deixar que o cu doce dele atrapalhe os negócios.

– Que negócios?

– Negócios, Isabelle. – respondo entrando no banheiro e fechando a porta – Negócios.

 

Pov's Justin 

Me jogo no chão da academia cansado e suado pra caralho. Sinto uma coisa carrasquenta e úmida no meu rosto, e abro os olhos dando de cara com Karma. Fiz um carinho na sua cabeça, e o coloquei de lado, levantando. Saio da academia pela entrada lateral indo direto para a cozinha, e ele vem atrás de mim com um jeito engraçado e atrapalhado de andar. Confiro se ele tem comida, e troco a água. Pego uma garrafa de vodka no armário e começo a encher minha garrafinha.

Ouço a porta ser aberta e a voz de Chaz. Grito que estou na cozinha e ouço seus passos. 

– O GATO FILHO DA PUTA! – grito, indo na sua direção – NÃO PISA NELE NÃO!

– Gato? – ele parece atônito quando pego pequeno animal do chão e coloco no cercado de grama sintética – Desde quando você tem um gato, Justin?

– Desde Allexandra Valentina. – bufo irritado e volto a encher a garrafa.

– Estava na academia?

– Não, na puta que pariu – debocho – Claro que estava. Tenho que me manter gostoso, se eu ficar gordo como você, nunhuma mulher vai me querer.

Vejo Chaz rir e revira os olhos.

– Até parece. Porque está colocando vodka aí? 

– Droga – balanço a cabeça e tampo a garrafa – Parecia água.

– Deixa de idiotices, Justin. Sabe que se está fazendo exercícios tem que beber água. Álcool não vai te ajudar em nada.

Dessa vez fui eu quem revirei os olhos.

– Tanto faz.

– Você está malhando a quanto tempo?

– Umas três horas. – respondo dando de ombros.

– Só tem dois motivos para você se matar na academia. O primeiro é falta de sexo, o que creio que não seja; e o segundo: raiva. – bufo irritado pela conversa e volto para a academia. Ele me segue – Você está puto pra caralho pelo o que aconteceu.

– E o que aconteceu? – pergunto me fazendo de inocente.

– Allex e Khalil aconteceu. – dou um tranco no simulador de corrida o empurrando para longe – Aí, está vendo? Você está se roendo de ódio.

– Que porra você veio fazer aqui, Chaz? Passar na minha cara? Beleza, eu sei que era para ter te ouvido e pagado de apaixonadinho para o Khalil, assim ao menos, ele não a comeria. Eu sei que você estava certo. Não ouvi e me fodi. Voltei à estaca zero. Eu sei disso, obrigado por me lembrar.

– Porque voltou à estaca zero? Se você não se importa, então não vai fazer diferença ela ter fodido com Khalil ou não. 

– Eu não me importo, mas porra, faz diferença. 

– Não faz sentido, Justin. Se você não se importa com a garota, automaticamente não faz diferença. 

– Já acabou? Já foi? 

– É por causa da Bárbara, não é? – ele pergunta – Por isso faz diferença. 

– Se você está tão certo disso, porque pergunta? – questiono irritado. O ouço suspirar alto.

– Você ainda vai seguir com o plano? 

– Agora mais do que nunca. – rosnei. 

– Eu não acho que você deve agir assim, Justin. Ao meu ver, a Allex estava te atacando para se proteger. Dessa forma ela não vai ter que reconhecer seus próprios sentimentos.

– Não importa o porquê, o efeito é o mesmo. 

– E o que vai fazer?

– Eu já comecei dando um jeito no Khalil – sorri de lado ao lembrar o estado que a cara dele ficou – Mas com relação a vadia é mais complicado. Primeiro, deixar que sinta minha falta; segundo, fazê-la se sentir culpada, pagar de magoado...

– Mas você está magoado. 

– ...depois ela vai correr atrás de mim. – continuei ignorando a afirmação absurda.

– E se ela quiser ficar com o Khalil? 

– Ela.Não.Vai.Ficar.Com.Ninguém.Mais. – disse pausadamente de punhos cerrados. 

– Por que não? Você se importa?

– Chaz – digo, tentado conter minha raiva e penso em algo para fazê-lo entender – Se você está tomando um sorvete, gostaria que alguém roubasse de você e tomasse no seu lugar? 

– Não mesmo. 

– Então, gordo do caralho, se eu não posso comer, ninguém mais pode. Você acha mesmo que eu vou deixar ela se divertir com outra pessoa? Nem fodendo. A vida daquela garota vai girar em torno de mim até eu conseguir o que quero, e depois ainda terei o prazer de abacar com a raça dela.

 

Pov's Allex

Cumprimentei Fred com um sorriso ao descer da Bugatti. Segui para dentro da casa procurando por Justin, porém só encontrei Chaz jogado no sofá.

– Hey, bolinha – digo me aproximando e dou um beijo na sua bochecha.

– Bolinha é o Alfredo. – ele reclama.

– Ok, Princeso. Onde está o Justin?

Primeiro, Chaz me olha acusatoriamente, como se eu tivesse feito algo errado, depois suspira, mas por fim só diz:

– Se matando na academia.

Franzi o cenho. 

– Se matando? Como assim? 

– Tem três horas que ele está lá dentro fazendo exercícios e usando vodka como água.

– Merda. 

– Ele não é o único a fazer merda, Allex. – Charles diz, e pelo olhar que me lança, tenho certeza que já sabe do ocorrido. 

Dei de ombros e o ignorei, seguindo para a academia. Parei para fazer um carinho no Karma que estava no cercado muito entretido com um bolo de lã. Abri as portas de vidro, me deparando com Jay em pé, de costas, usando algum aparelho para malhar os braços. Me.Fode. Respirei fundo e adentrei o espaço de vez, atraindo sua atenção. 

– Preciso falar com você. – digo quando ele ignora minha presença e volta ao aparelho.

– É uma academia. Se você está aqui para falar, e não malhar, pode cair fora. 

– E se eu fizer os dois? – questiono. O ouvi rir em deboche, e tomei como um desafio. Deixo minha bolsa no chão, e vou até os pesos que tem ali tentando pegar algum. Não dá muito certo, pois quase caio com o peso deles. 

– Cai logo fora daqui. – Justin manda, aparentemente calmo. 

Bato o pé, mimada e olho em volta. Tem que ter alguma coisa que eu saiba como, e consiga usar. Meu olhar para na esteira que pode ser a minha salvação. 

Caminho firmemente para a mesma, ligo, subo ajustando a velocidade. Olho para Justin com as sobrancelhas arqueadas e pergunto:

– Vai falar comigo agora?

Ele fecha a cara, deixa o aparelho e sai da academia batendo a porta de vidro. É, acho que isso é um belo "não". Pelo barulho, eu me encolhi achando que a porta quebraria, mas ainda bem que não. 

Desligo a esteira, pego minha bolsa e vou atrás de Justin o encontrando no sofá da sala com Chaz, assistindo algo. Tentei falar, mas o infantil me ignorou deliberadamente. Então, como último recurso, fui para frente da enorme televisão, atrapalhando ao menos um pouco, a visão deles. Bieber tentou avançar em mim, vermelho de ódio, porém Chaz o segurou.

– Não, solta ele, Chaz, deixa. Porque eu posso apanhar – tirei a Desert Eagle da minha bolsa, e destravei, fazendo o barulho ecoar – Mas também vou bater.

Chaz fala baixo com Justin, que me olha com raiva, mas parece se acalmar. Finalmente ele se dirige a mim, rosnando:

– Que porra você veio fazer aqui?

– Oi também – ironizo – Primeiro, eu vim devolver suas coisas – estendi as chaves – O quadro e o colar estão dentro da Bugatti. Podemos ir lá conferir se quiser. E eu pretendo te pagar pelo IPhone.

– Por que eu iria querer isso? – pergunta, parecendo genuinamente confuso. 

– Bem.. Porque foi você quem me deu, e...

– Não quero saber. São coisas suas, pode ficar. Não pretendo ter nada seu aqui.

Dei um passo para trás. Ai!

– A Bugatti não é minha, eu peguei emprestada, então... 

– Pode ficar com ela também, eu não quero. Me lembra você. – fez um gesto de desdém – Era só isso? 

– Não – respondo decidida e guardo a arma na bolsa – Tem um esquema de roubo...

– Mostre esse esquema para Khalil. Ele deve precisar mais do que eu.

– Infantilidade não, mano. Será que você pode esquecer por um segundo e me ouvir?

– Ignorar os fatos não os altera, Allexandra. 

– Merda, Justin, você acabou de citar Shakespeare? – ele deu de ombros. O desgraçado estava mesmo lendo meus livros – Foda-se. Desisto dessa merda.

Saí em passos largos daquela sala. Que se foda. Não tenho paciência para isso. Entro na Bugatti olhando para o assento do carona. Suspiro. Pego meu colar Jallex dedilhando por cima. É lindo. Coloco-o no pescoço lembrando de como e quando eu ganhei. Passo a mão na minha lateral sentindo a marca da cirurgia que retirou um dos meus rins para a Pattie. 

Suspiro novamente. Não tenho tempo para ficar aqui lembrando do passado, tenho uma festa para ir. Ouço "Here" da Alessia Cara ecoar pelo carro e sei que é o meu celular tocando. Procuro freneticamente dentro da bolsa até que acho. Jheniffer. 

 

*Ligação on*

– Hey! – cumprimentei ligando o carro. 

– Allex... – a voz é chorosa.

– Jheniffer, o que houve? – pergunto preocupada, mas sorrio para Fred ao passar pelos portões.

– Meu pai, Allex... – ela dá uma fungada – Sabe a exposição que você me falou para não ir? 

– Sei. Você foi, não foi? – pergunto fazendo a desentendida.

– Fui. E agora meu pai está bravo comigo. Ele gritou tanto.

– Ei, calma, Jheni, não chora. Você vai ver como as coisas vão se resolver. Tudo sempre se resolve. Essa raiva do seu pai vai passar e ele vai voltar a ficar de bem.

– Você acha? – ela pergunta chorando mais.

– Eu tenho certeza. – afirmo – Ao menos a festa foi boa? Valeu a pena ter ido?

– De certa forma, sim. – diz, parecendo ligeiramente tímida.

– O que rolou por lá?

– Eu conheci alguém. E ele é tão lindo. Sabe quando você acha que já viu essa pessoa, mas não sabe de onde? Então, ele. Mas não tem problema, o Justin é incrível. E ele dança bem, tem assunto também. 

– Justin, é? – parei no semáforo para esfregar a testa, irritada – Vocês ficaram só na conversa? Não aconteceu nada?

– Nada. Só conversamos e dançamos. Depois ele mandou um amigo dele me levar embora. Khalil – dei um soco no volante quando o sinal abre – Allex?

– Oi, Jheni. Olha, eu tenho que ir no shopping. Venha comigo.

– Não dá. O papai cancelou meu Gold Platinum. – volta a fungar.

– E daí? Você tem o meu Gold Platinum. É meu, é seu. 

Ela ri, animadinha. 

– Olha, que você não fala isso do Drew, hein? – brinca. 

– Não tem mais Drew, Jheniffer.

– O quê? Como assim?

– Nada de importante. Toma banho, se arruma. Eu vou em casa buscar Luna e Izzy primeiro e depois passamos aí.

– Porque você tem outras amigas além de mim, e eu não tenho nenhuma além de você? – fico assustada com a afirmação dela. 

– Você não tem nenhuma amiga além de mim?

– Não. – responde simples – Todas as outras garotas queriam algo de mim. Presentes no shopping, o status de andar comigo... Mas você simplesmente não quer nada. Minha única amiga.

Mordi o lábio. Porra, Jheniffer, não fique legal não. 

– Relax, Jheni. Minhas amigas são suas também. – digo por fim – Se arruma. Já já passamos aí. 

*Ligação off*

 

 

 

Porque eu fiz algumas coisas que não posso falar

E eu tentei apagar, mas você não vai deixar

Então você vai pegar folêgo e mergulhar na profundidade

Porque eu vim aqui, porque você viria por mim

 

 


Notas Finais


Oiiiii (sobre Khalil kid bengala nem comento)
Tiaaauuuuu
Bjubju 😍😘😘


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