História No tempo do seu coração - Capítulo 7


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Categorias Liga da Justiça
Personagens Carter Hall (Gavião Negro), John Stewart, Personagens Originais, Shiera Hall (Mulher-Gavião)
Tags Drama, Gavião Negro, Lanterna Verde, Mulher Gavião, Relações
Exibições 33
Palavras 801
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Querido Carter


Minha cabeça queimava com a força do desejo que eu estava sentindo. Não, eu não posso, minha consciência alertava-me.  

- John... para. - falei afastando-o de mim. Levantei-me e coloquei minha Blusa. 

- o que foi? - John perguntou-me seguindo-me quando abri a porta e sai. 

- John, eu sou casada e o meu marido está alguns quartos daqui, internado em estado grave, por que você acha que eu não quero?

- sim, você lhe deve respeito. Mas não pode ignorar que ainda me ama. - parei olhando-o incrédula, John não poderia estar falando sério.

- não se trata apenas de respeito, eu não quero trair novamente as pessoas que me amam, e também eu não vou tirar da minha filha o direito de ter uma família e nem vou perder um marido maravilhoso como o Carter por conta se um simples momento de loucura. 

- momento de loucura? - John agarrou meu braço.

- está me machucando. Me solte. - falei puxando meu braço. 

- então é disso que se trata? Um momento de loucura? Por favor Shayera, sabemos que só está dizendo isso para tentar convencer a sí mesma.  

- John me solta. - falei livrando-me. - eu não estou tentando fazer nada. Você é engraçado, quando você não quiz eu tive que respeitar sua decisão, agora você não que respeitar a minha. Nesse momento Carter precisa de mim e é isso que realmente importa. 

- sim eu sei, Carter precisa de você e eu entendo sua preocupação, acredite eu desejo que ele se recupere logo. Mais você tem que admitir que me ama...

- sim, porém o que eu sinto não muda nada. Eu estou com o Carter e será com ele que passarei o restante dos meus dias. - ficamos nos encarando por um tempo sem dizer uma só palavra. 

- atrapalho? - Bruce aproximou-se dando-me um susto. 

- imagina, pelo contrário, chegou na hora certa. - falei afastando-me do John. - Bruce se você está aqui, quem está com o Carter?

- seu marido acordou e pediu para chamar você é a sua filha. Wally está com ele nesse momento,  a Nádia também está lá. 

- ai graças a deus, Carter voltou. - falei correndo para o quarto. Quando cheguei, Nádia estava deitada sobre o peito do pai e Wally sentado ao lado, sorrindo para a minha filha.

- Shayera... - Carter chamou-me fraco. Aproximei-me da cama pegando sua mão.

- acho que isso deve ser um daqueles papo família, então vou cair fora. Tchau. - Wally beijou minha cabeça e saiu do quarto, levando Nádia consigo. 

- que bom que você acordou. - sorri beijando a mão dele. Carter olhou-me exalto. 

- Shayera... 

- não se esforce querido. Você acabou de acordar e ainda não está totalmente recuperado. - falei ajeitando o travesseiro. - fique tranquilo, eu estou aqui ao seu lado. - Carter sorriu. 

- eu sempre amei você é mesmo sabendo que você nunca iria me amar completamente, aceitei o desafio de tentar fazer-la mudar, porém não se pode brincar com o coração e nem enganar-lo. 

- Carter chega de falar nisso, meu amor. O mais importante nesse momento é a sua recuperação. 

- Shayera eu quero que saiba que você sempre foi a mulher da minha vida e não me arrependo de nenhum momento que vivi ao seu lado. Através de você eu tive meu maior presente. Nádia é o produto final que qualquer arqueólogo deseja obter. 

- Carter você ainda está sobre os efeitos dos medicamentos que foram aplicados no seu soro. 

- tudo o que eu queria era fazer-la se sentir feliz e completa, mas eu falhei. Não dá para ser feliz e completa ao lado de quem não se ama. 

- Carter, você sabe que eu amo você. 

- Shayera pode me beijar? - hesitei de início por causa do estado dele, porém sedi. O beijo estava com um gosto de remédio, mas isso não importava naquele momento. - eu te amo Shayera. - Carter sorriu. 

- eu também te amo Carter. - o "pi, pi, pi" da máquina mudou agora ele não estava dando mais pausas, em pânico olhei para o monitor, nele havia uma linha reta em vez dos ziguezagues. Os enfermeiros chegaram correndo e me colocaram para fora para tentar reanimar-lo. Minhas pernas cederam quando Jon'n pronunciou: "hora do óbito." Comecei a gritar em desespero, Clark, não sei em que momento chegou, estava atrás de mim. 

- eu sinto muito Shayera. - Bruce falou dando-me um abraço. Wally observava de longe a movimentação, chorando como uma criança, com Nádia em seus braços. Uma grande comoção tomou a torre da liga. 

- Shayera? Shayera? - ouvi longe alguém me chamar. Meus olhos ficaram escuros e minha cabeça começou a girar. O silêncio tomou-me  e tudo ficou escuro. 

 



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