História No tempo do seu coração - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Liga da Justiça
Personagens Carter Hall (Gavião Negro), John Stewart, Personagens Originais, Shiera Hall (Mulher-Gavião)
Tags Drama, Gavião Negro, Lanterna Verde, Mulher Gavião, Relações
Exibições 24
Palavras 1.008
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Conversas pouco amigáveis.


Passaram-se quase 2anos depois que Carter morreu. De início não queria aceitar a sua morte, e me culpava por não está ao seu lado quando ele acordou, e principalmente por quase te lhe traído com John. Todos os meus amigos tentaram de alguma maneira animar-me, sem sucesso. Bruce foi o único que disse palavras de conforto e também de bronca. 

- escuta, eu não vou dizer para você sair dessa e essas coisas como se você fosse a vítima, por que sei que todos os que passaram por esse quarto já lhe disse isso.  - Bruce chegou no meu quarto sem pedi licença. 

- então por que veio? E eu não quero e nem sou a vítima disso tudo. - comecei a chorar. 

- Clark pediu-me para tentar animar você. Porém eu acho que você precisa mesmo é de um tapas para acordar para a vida. Porque enquanto você fica aqui toda depressiva, as pessoas ao seu redor também estão ficando assim, sem rumo, principalmente a criança que você colocou no mundo. 

- Nádia?!

- a própria. A sua tristeza está afetando o emocional daquela criança. E essa é a minha maior preocupação, por que pior do que ser órfã de pai morto e se órfã de uma mãe viva. Sua filha fica de mão em mão, totalmente perdida. Coloque uma coisa na sua cabeça Carter não irá mais voltar e contra isso você não pode fazer nada. Porém existe ainda alguém que necessita dos seus cuidados e de uma mãe firme para lhe passar segurança. Então levante-se, erga a sua cabeça  e supere o que ocorreu, por que sua filha precisa e muito de você. 

- e onde ela está?

- eu a levei para passar o dia na minha casa. - apesar das duras palavras, Bruce tinha razão, eu ainda tinha uma filha que precisa totalmente de mim.  Suspirei e enxuguei minhas lágrimas. 

- tem razão. Eu preciso voltar a viver. - falei levantando-me.  Aos poucos fui tentando voltar a  minha vida normal. Voltei para Dubai com Nádia, porém viver com as lembranças deixadas por Carter era muito pior. Com o tempo desisti de Dubai, o lugar era lindo, porém viver ali sem Carter não tinha sentido. Resolvi voltar para Metrópolis, pelo menos eu tinha amigos nos Estados Unidos. 

Nádia a todo momento perguntava pelo pai, então resolvi levar-la ao cemitério. Ela não entendeu por que as pessoas precisavam morar debaixo da terra para ver o papei do céu. Tentei explicar, porém nem eu sabia a resposta de sua pergunta. 

- tio John. - Nádia falou puxando a barra da minha Blusa.

- depois a mamãe leva você para vê o tio John e o outros. 

- mais ele está ali. - Nádia apontou e saiu correndo.

- menina. - tentei segura-la, mas não consegui. - Nádia volte aqui menina. - chamei correndo atrás dela. Parei quando vi seus bracinhos envolvendo as pernas do John. 

- oi ruivinha. - John sorriu para ela e à abraçou. Seus olhos estavam vermelhos, olhei para o túmulo que ele estava olhando, era do da Mary. - oi Shayera. 

- oi John. Hã... meus pêsames pela Mary, eu não dei quando estive aqui antes. - falei colocando uma rosa sobre o túmulo. 

- tudo bem, eu também não falei nada quando Carter faleceu. - ficamos nos olhando por alguns segundos. John ainda mexia com os meus sentimentos. 

- tio John o papai está morrendo com deus, sábia? 

- sim amor eu sabia. A noiva do tio também está com deus. 

- e por isso que você tá chorando? 

- sim. - John sorriu para Nádia. Olhei para a aliança que ele segurava.

- essa era a aliança da Mary, supondo. 

- sim, porém ela não chegou a ver e nem experimentar. -  John respondeu triste. 

- eu sinto muito. 

- tudo bem já passou tanto tempo. 

-mas você não consegue livrar-se das lembranças. - John apenas balançou a cabeça afirmando. - eu também não consigo esquecer e nem me livrar do que recorda o meu falecido marido. - falei sentindo um nó se formando na minha garganta. Nádia olhou para mim e fez menção de querer chorar, sorri tentando não assusta-la.

- que tal um sorvete? - John falou sorrindo para Nádia. A tentativa de acalmar-la, deu certo, Nádia sorriu para John.

- vamos. - Nádia saiu puxando minha mão. 

- desde quando vocês é atencioso com crianças? - perguntei.

- eu não sou, Wally e o Clark que são mais apegados com esses pequenos. Porém quando é preciso eu sei lidar com esses pequenos problemas. - sorri dando um soco de leve no seu ombro. - estou brincando. Eu assumo que eu não sou muito chegado com crianças, embora a maioria dos meus fãs, que dizer, fãs do lanterna verde, sejam essas pequenas criaturas. No entanto, isso não significa que eu não goste de crianças ou não sei lidar com elas. 

- mas Clark e o Wally são mais amigáveis com essas pessoinhas. - sorri  quando John olhou-me de canto sem graça. 

- e você quando voltou para os Estados Unidos?

- cerca de duas semanas. Viver em Dubai estava sendo quase impossível e também a Nádia toda hora olhava para os objetos do pai e fazia alguma pergunta difícil. 

- hum entendi. E você pretende ficar quanto tempo? 

- ainda não sei, por enquanto não pretendo sair de metrópolis. 

- fico feliz. E mais fácil superar uma perda quando temos amigos do nosso lado. - John abraçou-me e sorriu

- e tem razão. - abraçei sua cintura e sorri satisfeita por estamos tão próximos. Nádia nos olhou e sorriu também. 

- vocês são namorados? - ela perguntou. Engoli em seco. 

- Claro que não Nádia, cada ideia que você tem. - falei afastando-me do John. - olha só chegamos na sorveteria, pede o que você quiser querida. - falei sabendo que só assim ela iria para de prestar a atenção em mim ou no John. Olhei para ele, John também encarava-me, com um sorriso ele pegou minha mão. 



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