História No Way - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren & Vercy
Exibições 29
Palavras 2.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Orange, Poesias, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem ficou inspirada a escrever depois que a nossa Lolo saiu do armário? Eu mesma! Essa mulher é um ser humano tão foda e tão iluminado que o fato de ela ser bissexual não é a coisa mais legal escrita na carta, é até insignificante perto do discurso maravilhoso que ela fez. A Lauren deveria ser embaixadora da ONU, porra! Enfim, aproveitem essa história e não odeiem a Lauren dessa fic, ela esta passando por algo que muitos LGBT passam. Discrimina os outros por não se aceitar, okay? okay!

Capítulo 1 - First date


Lauren

Eu não aguento mais esperar aqui nessa maldita sala. Já perdi a noção do tempo. Ally e Normani chegaram faz alguns minutos. Devo estar mais desesperada do que pensava, pois Mani me abraça tão forte que eu posso sentir meu corpo tremer contra o dela. Mesmo com a visão turva devido às lágrimas que jorram dos meus olhos, consigo ver Veronica se aproximar desesperada. A sua aflição deveria me comover, mas tudo o que eu sinto por ela nesse momento é ódio! Na minha mente insana e ilógica eu a culpo por tudo o que está acontecendo, apesar de que no fundo eu sei que a culpa é toda minha. Eu sou a culpada pelo acidente de Lucy. Minha melhor amiga bateu com o carro após discutir comigo e agora eu tento com todas as forças me agarrar ao pensamento de que estava certa naquela maldita discussão. As meninas cumprimentam Vero educadamente e a atualizam de tudo o que sabemos sobre o estado de Lucy, que é nada. Eu apenas tento ignorar sua existência. A porta da enorme sala de espera se abre e uma mulher de meia idade vem em nossa direção.

- Lucy Vives? – todas nós nos levantamos aflitas e atentas às palavras da médica diante de nós. – Fomos capazes de conter a hemorragia, mas o trauma foi muito grande e causou sérios danos. Lucy sofreu uma forte pancada na cabeça e não sabemos quando ela vai acordar.

Perco a noção de tudo ao meu redor. Não sei mais o que as meninas estão fazendo ou sequer se ainda estão aqui ao meu lado. Só consigo pensar que se não fosse por minha causa Lucy não teria entrado naquele maldito carro para início de conversa.

Sábado à noite. Lucy e eu acabamos de chegar do shopping. Dividimos o dormitório na faculdade e decidimos fechar a noite assistindo um filme juntas. Minha amiga está estranha o dia todo. Conheço a Lucy desde criança e sei que ela está escondendo alguma coisa de mim. Estamos sentadas na minha cama escolhendo alguma coisa na Netflix e ela me olha tensa.

- Amiga, eu preciso muito te contar uma coisa. – sabia.

- Pode falar.

- Sabe a Veronica de publicidade?

- Claro que eu sei, aquela sapatão que vive dando em cima de você! Ela fez alguma coisa? Se aquela mulher te assediou nós temos que falar com o reitor e...

- Não é bem assim. Lauren, eu sei que você é homofóbica e tal, mas...

- Homofóbica não! Eu não tenho nada contra os gays, até tenho amigos que são. Só não quero sapatão dando em cima de mim e das minhas amigas, é um direito meu.

- Vem cá, tolerar a presença do Louis e do Harry quando saímos juntos não te faz menos homofóbica. E não é sobre a Vero, é sobre mim. Nós duas saímos juntas ontem.

- Por favor me diz que essa historia não acaba da forma que eu imagino.

- Já tem rolado um clima entre nós faz algum tempo, eu só não te contei antes porque não tinha nada pra contar. Coisas como conversar quase todos os dias na biblioteca e tomar café juntas uma vez ou outra, nada demais. Mas ontem a gente ficou e eu gostei.

- Lucy, você tá me dizendo que a minha melhor amiga agora é sapata?

- Eu estou dizendo que gosto dela, só isso. Quer saber, eu sabia que você ia reagir assim. Eu não te entendo Lauren, você é uma mulher sensata, tem a mente aberta, é feminista e defende os direitos de quase todas as minorias. Por que esse pensamento pequeno com os LGBT? Eu juro que não te entendo, na boa! - ela se estressa, levanta da cama e pega sua bolsa em cima da mesa.

- Aonde você vai?

- Vou passar essa noite no dormitório da Ally e da Mani, porque com você não dá.

Não gosto de pensar no que aconteceu depois que ela bateu aquela porta. Sei que é tudo culpa minha. Nós duas bebemos poucas horas antes, eu deveria ter impedido ela de entrar naquele carro, ainda mais nervosa daquela forma. Não tenho muito tempo para ficar imersa em meu remorso, pois Veronica vem possessa em minha direção e me empurra pelos ombros com força.

- Sua babaca! Por causa da sua ignorância a Lucy está em coma! Sabia que ela me ligou chorando assim que saiu do dormitório? Ela estava morrendo de medo da sua reação e de perder a sua amizade. Sou apaixonada por essa mulher desde que a gente se conheceu a mais de dois anos atrás e quando eu finalmente tenho uma chance de ser feliz ao lado dela você vem e estraga tudo! Espero que ela acorde logo e que fique tudo bem, porque se eu perder a Lucy nunca vou perdoar o que você fez!  – Veronica não me dá a chance de responder, vira as costas e vai até a médica seguindo-a até o quarto de Lucy.  

Ally e Normani me olham esperando alguma reação, mas eu não tenho coragem de ir junto. Não vou conseguir entrar naquele quarto e olhar para a minha amiga daquela forma, ainda mais sabendo que ela está lá por minha causa.

- Vão vocês duas, eu vou esperar aqui fora.

- Tudo bem, Lo. Quer que eu vá pro seu dormitório te fazer companhia hoje? – Mani, sendo uma amiga maravilhosa com quem eu sempre posso contar. Apenas aceno positivamente.

Poucos minutos depois Ally e Mani surgem no corredor. Nem sinal de Veronica. Elas me abraçam forte e só então caio em prantos outra vez tentando expurgar toda essa agonia do meu peito. Normani me aperta forte e acaricia meu cabelo enquanto a baixinha me sussurra palavras de conforto. Caminhamos as três abraçadas pelos corredores, Mani com o braço sobre os meus ombros e Ally rodeando minha cintura. Chegamos ao estacionamento do hospital e a pequena se despede entrando no carro das duas e saindo em direção ao dormitório delas que fica do outro lado do campus.

- E a Veronica? – pergunto assim que entramos no carro.

- Diz que vai passar a noite aqui. – quase me comove. Quase.

- Tenho que avisar o tio Carlos.

- Quer dizer aquele pai desnaturado que deixou ela sobre a tutela dos seus pais pra entrar em turnê com a Shakira?

- Ele mesmo. – ela me olha aborrecida. – O que você quer que eu faça Normani? O tio Carlos é a única família que ela tem!

- Você tem que avisar ao Michael e a Clara, foram eles quem criaram ela, vocês duas, aliás.

- O que você quer que eu faça? O homem precisa saber. – digo antes de puxar o freio de mão parando o carro no estacionamento da faculdade. Assim que saio do veículo sinto uma chuva fina começar a cair e engrossar depressa me acompanhando no meu caminho até os dormitórios com Normani logo atrás de mim usando a jaqueta para cobrir seu cabelo da chuva.

Veronica

São quatro da manhã. O mundo parece cair lá fora. Mas aqui dentro as coisas estão ainda piores. O peito de Lucy sobe e desce em uma respiração fraca enquanto o meu se parte em agonia. Parece uma piada cruel do universo. Em uma noite eu tenho a mulher que amo em meus braços e na noite seguinte ela está sobre uma cama de hospital, presa em um maldito coma. Ainda me lembro do dia que a conheci. Eu tinha acabado de me instalar na faculdade e os veteranos decidiram levar todos os calouros para beber em um bar ali ao lado, uma espécie de trote, então as bebidas eram por nossa conta. Foi quando percebi a presença dela. Enquanto todos observavam Lauren no meio da rodinha cantando enquanto um rapaz tocava violão, eu observava a amiga dela toda tímida no meio de todas aquelas pessoas desconhecidas. A moça de olhos verdes e voz angelical roubou a cena, mas por alguma razão foi o sorriso de Lucy e seu rosto corado que ficou marcado em minha memória. A partir daí eu fiz de tudo para me aproximar dela e depois de um ano e meio sendo ignorada ela enfim passou a me dar atenção. Seis meses atrás eu tive a chance de ter uma conversa franca com Lucy sem que Lauren estivesse por perto (as duas parecem que nasceram grudadas) quando a encontrei na biblioteca e desde então passamos a nos encontrar lá todos os dias para falar dos mais diversos assuntos. Ela passou a trazer café para mim nos nossos encontros e eu me descobri ainda mais apaixonada por aquela mulher. Enfim tomei coragem para chamar Lucy para sair que aceitou meio relutante o meu convite. Aquele foi o melhor encontro de toda a minha vida.

- Ah, não é possível! Você roubou! – Lucy exclama emburrada. Parece uma criança fazendo bico.

- Eu não tenho culpa se sou a melhor jogadora de boliche do mundo. – digo convencida depois do meu terceiro strike seguido.

- Me ensina vai, como é que você faz?

- Pega uma bola que eu vou te mostrar.

Ela apanha o objeto pesado encaixando seus dedos e se posicionando em frente à pista. Eu me aproximo ficando atrás dela. Coloco minha mão sobre a de Lucy guiando seus movimentos, inclino meu corpo sobre o dela suavemente e sinto uma corrente elétrica muito forte entre nós. É tão forte que consigo sentir o arrepio que percorre o corpo dela atravessar o meu.

- Presta muita atenção na direção em que você vai jogar. Tem que fazer tudo com calma, é uma questão de física. Pensei que a senhorita estudasse arquitetura. – ela se arrepia com a risada que dou contra sua nuca e perde a concentração, acertando a bola no canto da pista.

- Verô! Olha o que você fez! – ela reclama porque atrapalhei sua jogada para só depois perceber como foi que eu a atrapalhei. Seu rosto fica corado imediatamente. Adorável.

- O que foi que eu fiz?- me faço de inocente.

- Idiota. – ela diz divertida, mas ainda sem graça.

...

- O que eu te disse? É ou não é o melhor restaurante do mundo?

- É com certeza o melhor camarão que eu já comi na vida. – ela sorri.

A noite está simplesmente linda. Lucy e eu acabamos de sair de um restaurante de frutos do mar em frente à praia que é maravilhoso e eu precisava apresentar a ela. Deixamos meu carro no estacionamento do restaurante e estamos caminhando pela orla em um silêncio agradável. É tarde e a praia está vazia, a lua enorme no céu completa o cenário perfeito. Essa noite está sendo uma das melhores da minha vida, tudo por causa dessa mulher maravilhosa ao meu lado. Timidamente alcanço sua mão. Lucy entrelaça seus dedos aos meus e uma felicidade sem fim me invade o peito. Ela corre em direção a areia me puxando junto. Os olhos dela se perdem no mar e eu levo minha jaqueta ao chão forrando onde nos sentamos lado a lado. Lucy me abraça com seu casaco ao perceber que estou com frio. Eu não resisto. Tê-la assim tão perto de mim, o cheiro, o calor dela, do seu abraço... Tomo seus lábios em um beijo casto. Lucy não reage a principio, surpresa com o gesto repentino. Tenho medo de ter estragado tudo, me precipitado ou algo assim. Mas ela leva a mão ao meu cabelo e move os lábios contra os meus. Seus dedos se entrelaçam em minhas mechas e nosso selar de lábios ganha mais intensidade. Sentir a boca dela contra a minha é melhor do que eu imaginava que seria. Não sei por quanto tempo ficamos ali apenas aproveitando a presença uma da outra e trocando carinhos, só sei que eu nunca me senti tão feliz.  

Acordo de minhas lembranças e a chuva parece lavar de mim toda a felicidade que as memórias da noite anterior acabaram de me trazer. Olho novamente para Lucy deitada sobre a maca ao meu lado. Os ferimentos leves espalhados pelo seu corpo, os cortes em seu rosto, em suas mãos e o enorme curativo em sua cabeça. Alcanço sua mão e entrelaço meus dedos aos dela. Com a outra mão afasto uma mecha de cabelo que cai sobre os seus olhos fazendo um carinho suave por seu rosto.

- Volta pra mim, por favor. – suplico, sem saber se ela pode me ouvir.

 

 


Notas Finais


Beijos de luz


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