História Noah? - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias D.Gray-man
Personagens Allen Walker, Road Kamelot
Tags Allenxroad, Noah
Exibições 33
Palavras 3.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas!

Voltei! *3*

Capítulo 14 - Capítulo 13


Capítulo 13

[Lenalee]

Depois daquilo, fomos para nosso quarto, já sem mais escolhas. Me jogo em minha cama, frustrada. Deixamos eles fugirem. De novo. Temos que avisar ao Komui-nii que foi descoberto um novo Noah... e muito poderoso, por sinal.

- Lena... não se preocupe tanto, vai dar tudo certo... – tenta Lavi. – Nós vamos conseguir encontrar o usuário e pegar a Inocência, você vai ver!

- Espero que sim, Lavi... – digo com um sorriso gentil. – Nós precisamos, e muito. Ah, temos que contatar o Komui-nii, não é? Quero dizer, agora temos mais esse tal de “A” como inimigo... Provavelmente vai ser melhor se o avisarmos sobre isso...

- Isso sim... – ele concorda meio hesitante. – Ele não vai gostar nada disso...

Sorrio sem jeito. Ele certamente não iria gostar de saber que tínhamos mais um inimigo... os Noah’s conseguem cada vez mais “pessoas” problemáticas...

Me levanto da cama e ando calmamente até a porta, onde paro e volto minha atenção para Lavi, que me observava confuso. Apenas sorrio gentilmente, vendo ele ficar ainda mais curioso.

- Vou procurar um dos Finders. Eu mesma vou avisar ao Komui-nii. – digo.

- Ah... ok. – ele concorda dando de ombros.

Saio do quarto e começo a caminhar pelos corredores da pequena hospedaria. Vendo que não estavam ali, resolvo sair, e aviso Kanda, que estava ali fora. Depois de uns dez minutos, encontro os três Finders conversando juntos, em uma praça da cidade, calmamente. Provavelmente eles também tinham dormido quando “A” usou sua habilidade... afinal, eles são humanos normais.

Um deles ao me ver chegando, já vem até mim, rapidamente, sendo seguido pelos outros dois, que estavam curiosos.

- Algum problema, senhorita Exorcista? – um deles pergunta.

- Apenas quero contatar a Ordem. – respondo com um sorriso gentil.

Depois de mais uns dois minutos, consigo estabelecer contato com meu irmão, aparentemente, os Noah’s, ou Akuma, não sei, estão atrapalhando a conexão, por isso a demora.

- Lena? – ele pergunta do outro lado.

- Sim, sou eu, irmão. – respondo sorrindo involuntariamente.

- Algum problema? – ele fica sério e consequentemente eu também.

- Na verdade sim... estamos com problemas sérios aqui... – respondo sincera.

- O que houve? – hesito por alguns segundos.

- Descobrimos um novo inimigo. E esse, aparentemente é mais poderoso que Road Kamelot, e possivelmente mais forte que vários outros Noah’s, não temos nada confirmado, pois só usou um pouco de seu poder. Mesmo assim, sabemos que ele é um inimigo formidável. – confesso.

- Um novo inimigo? Não me diga que... um outro Noah?! Qual é a sua habilidade?! – ele pergunta afobado e preocupado ao mesmo tempo.

- Não temos certeza, mas é assustadoramente poderoso. Com um simples estalar de dedos, ele colocou uma cidade inteira para dormir. Mesmo assim, pelo que eu vi, não parece ser uma má pessoa... – digo sincera, me lembrando de sua imagem.

- Isso é... terrível... – ele murmura espantado.

- Eu sei... mas não se preocupe, conseguiremos a Inocência! – digo confiante.

- Sim, eu sei que vão. – ele concorda. – Mas você disse que ele não parecia ser uma “má pessoa”, nesse caso, por que está ajudando os Noah’s?

- Eu me perguntei a mesma coisa... não consigo entender isso. – confesso.

- Bem, se você conseguir trazê-lo para o nosso lado, ajuda muito. Mas caso não consiga não precisa se preocupar. Ah, tenho que ir o Reever está me chamando... – ele diz.

- Sim. Até, irmão! – me despeço e ouço ele fazer o mesmo, logo em seguida a conexão é cortada.

- Senhorita Exorcista, precisa de nossa ajuda em algo? – pergunta um dos Finders, preocupado. Sabia que tinha ouvido a nossa conversa, então fazia todo o sentido a preocupação que ele sentia.

- Não, está tudo bem... – respondo sorrindo gentilmente, esperando conseguir acalmá-lo. – Bem, eu vou indo, até mais!

Ele apenas assente com a cabeça, e me retiro do local. Volto para o quarto onde estavam Lavi e Kanda conversando sobre algo aparentemente importante, ou simplesmente sério, mesmo.

- Ah, oi Lenalee! – cumprimenta o ruivo alegremente.

- Oi Lavi, Kanda! – digo sorrindo. – Algum problema?

- Eu e o Kanda estávamos conversando, e achamos melhor que voltemos para a Igreja, onde está a Inocência, é perigoso deixá-la desprotegida... até porque aquele terceiro Noah parece conseguir tocá-la... – ele confessa.

- Sim... concordo com vocês... vamos, então? – pergunto.

Ele sorri enquanto Kanda apenas dá de ombros, o que já me fazia entender, apenas saio novamente do quarto, agora sendo seguida por eles dois. Eu tenho certeza de que era a única que me lembrava exatamente do caminho. Lavi poderia ter uma memória fotográfica, mas ele se perde facilmente em alguns casos... mas é claro que ninguém sabe se perder mais do que o... Allen... Balanço minha cabeça em negação, logo continuando a andar, mesmo que com o olhar preocupado de Lavi em mim.

Assim que chegamos no bairro supostamente “fantasma”, logo tive uma sensação estranhamente familiar, e sabia que precisávamos nos apressar, por algum motivo. Olhei para Lavi e vi ele ficar confuso, o que indicava que era coisa apenas minha, sabe-se lá o que for.

Logo depois de uns dois minutos andando, conseguimos encontrar novamente aquela Igreja, e quase correndo, subo com pressa as escadas, indo diretamente para a sala já conhecida. Hesito antes de tocar na porta, tinha um pressentimento ruim... mas sabia que se não o fizesse poderia estar pondo tudo à perder. Abro-a e me espanto ao ver que o Terceiro estava com a harpa quase em suas mãos.

- PARE! – grito preocupada e temerosa. – William-kun, não faça isso!! Não entregue a Inocência para eles!!

- P-por quê? – ele pergunta confuso e assustado.

- Eles vão destruí-la! Aposto que não contaram que tem como você controlá-la se virar um Exorcista como nós! – respondo desesperada. Ele não podia entregá-la!! Precisávamos e muito daquela Inocência!!

- M-mas... – William estava confuso demais, não sabia em quem confiar, nem o que fazer.

Noto uma aura extremamente sombria e assustadora, que me deixa com medo, e inconscientemente, começo a tremer, sentindo um calafrio subir minha espinha, vendo que William parecia bem assustado, o que me fez perceber que essa horrível sensação de perigo, vinha do Terceiro, que parecia muito irritado. Começo a suar frio, temendo o que ele poderia fazer, já que já havia provado ser muito poderoso.

- Exorcistas!! – ela berra irritada. – A, se acalme, vai assustar o garoto!

Vejo ele a olhar surpreso, como se só agora havia notado o que fazia, o que me deixou ainda mais curiosa, então ele apenas suspira, tentando se acalmar.

Ele se abaixa um pouco, ficando na mesma altura que o pequeno, o que quase me fez ir na direção dos mesmos, porém surpreendentemente não consigo me mexer. Fui obrigada a apenas observar angustiada.

O “A”, sorri e afaga os cabelos do Ulric, o que me surpreende, assim como ao pequeno em si; não esperávamos por aquilo.

Logo em seguida, ele simplesmente se afasta, ficando ao lado de Road e Lulubell, que assim como nós, apenas observavam. William fica exatamente no meio de nós, o que me deixou curiosa. O que diabos aquele Noah pretendia fazer?!

- Will, você precisa escolher. – o Terceiro diz pela primeira vez se pronunciando desde que o encontramos, e arregalo os olhos ao ouvir sua voz, tremendo novamente, com lágrimas ameaçando saírem de meus olhos teimosamente. Ele retira lentamente seu capuz, o que ajuda a surpreender Kanda e Lavi também ao vermos sua aparência. Logo em seguida, para nos surpreender ainda mais, ele se transforma, ficando na verdadeira forma dos Noah’s, com a pele mais escura do que o normal, olhos em um âmbar profundo e sete finais em forma de cruz em sua testa, o que quase me fez chorar. – Os Noah’s, ou os Exorcistas?

Sinto minhas pernas fraquejarem, quase me derrubando. Na verdade, teria caído, se não fosse pela parede ao meu lado, na qual me apoiei para ter algum suporte. Sinto meus joelhos tocarem no chão gelado, trazendo um arrepio que se espalhou por meu corpo inteiro, que eu apenas ignorei.

Era ele. Allen Walker. Ele estava bem na minha frente. Devia estar feliz, mas... ele não era ele. Ele era um Noah. Ele havia nos traído, e se juntado aos nossos inimigos.

Fico incrédula com aquilo, o que diabos estava acontecendo, afinal de contas?! Queria olhar para Lavi, ou Kanda, e poder perguntar à eles o que queria saber, mas não conseguia, simplesmente não podia parar de encarar aquela figura à minha frente, tinha medo de que ele desaparecesse, mesmo sendo meu inimigo.

“Não!! Tem alguma coisa muito errada!! É impossível que o Allen tenha nos traído... não consigo pensar nele nos trocando justamente pelos Noah’s... Eles estão o manipulando, o controlando, fizeram lavagem cerebral, ou algo do tipo, só pode ser isso!! É! Foi exatamente isso o que fizeram! Só pode!!” – tentava me convencer, e consigo. Praticamente, pois algo me dizia que era apenas idiotice minha.

Consigo juntar forças para observar melhor todos os outros, vendo que eu não era a única a estar assim. Lavi estava quase que no mesmo estado que eu, Kanda surpreso e frustrado, e até mesmo Road parecia estática e desesperada, o que me deixou confusa.

- Al....len? – chamo com enorme dificuldade, graças ao abalo emocional que ele havia causado em mim, e vejo ele aparentemente se surpreender. Ele me olha com uma clara expressão de algo como “Como diabos você sabe meu nome?!”  e isso apenas me ajudou mais ainda a me destruir por dentro, além de me surpreender e muito. Estava fazendo um enorme esforço apenas para conseguir segurar as lágrimas que sabia que estavam lutando fortemente para sair, e sentia como se não conseguisse as impedir por muito tempo. Mas então, vejo ele apenas suspirar, resolvendo me ignorar, voltando a atenção para William, que parecia atordoado com todos os acontecimentos, diversificando o olhar entre nós e os Noah’s, provavelmente tentando decidir de qual lado ficaria.

- E então, William? – ouço Allen perguntar, me acordando de meu transe, agora sentindo as lágrimas escorrerem livres, sem conseguir as impedir. Estava sentindo uma enorme vontade de gritar, berrar ou bater em alguém, mas me controlo. Tampo minha boca com uma de minhas mãos, enquanto mordia minha língua, na esperança de conseguir controlar meu choro, o que funciona, um pouco. Consigo reter a vontade de gritar, ou simplesmente chorar desesperadamente, mas as lágrimas não paravam de jeito nenhum, cismando em sair cada vez mais.

Com dificuldade, ergo meu olhar, vendo William levemente surpreso, logo olhar para mim, e em seguida para Kanda e Lavi, o que me deu uma leve esperança, por mais que apenas aquilo não seria capaz de me animar.

Me surpreendo ao ver que William já havia decidido, e que andava em passos calmos, porém determinados, em direção à Allen, que apenas sorria gentilmente. Aquilo me doeu, simplesmente doeu, e muito. Era exatamente o mesmo sorriso de quando ele ainda estava conosco. Na verdade, até mais bonito, mais alegre, mais verdadeiro... e pensar que os Noah’s o deixavam assim, apenas me machucava. O inimigo conquistou nosso melhor aliado... e o mais “confiável”.

Sinto além de frustração, um ódio. Mas, por mim mesma. Além de não conseguir o ajudar, não consegui fazer com que ele se sentisse feliz conosco, e ainda por cima fosse com os Noah’s... além de tudo isso, ele havia se esquecido de nós... e isso machucava. Muito. Eu o amava profundamente, pensar que ele provavelmente poderia estar em um relacionamento com Road, justamente por não se lembrar de como era a sua “verdadeira” personalidade, me deixava extremamente enciumada. Pode parecer muito possessivo, mas eu o queria. Queria como nunca quis ninguém antes. Sua ausência machucava demais, causando um enorme vazio em toda a Ordem, que sentia muito sua falta.

Vejo apenas William parar logo na frente de Allen, e, sem hesitação, lhe entregar a harpa, que era Inocência. Com cuidado, o albino pega o instrumento em suas mãos, e fico irritada por não poder fazer nada para impedir. Surpreendentemente, ele acaba queimando sem querer um pouco de sua mão, o que espantou o garoto, que não esperava por aquilo, mas para tranquilizá-lo, Allen apenas sorriu. Sorriu, enquanto vejo a Inocência reagir ao Noah de dentro dele, fazendo a verdadeira forma da Inocência sair quase que imediatamente, o que me preocupou.

Ele sorri novamente, mas dessa vez, não era um sorriso gentil. Era um sorriso diferente do que estava acostumada a vê-lo fazer. Era um sorriso cruel, e extremamente macabro, que deixava claro a satisfação e o ódio dele por finalmente ter a Inocência em suas mãos.

Então, ele acaba com nossa missão, fazendo-nos fracassarmos “belamente”, quando com esse mesmo sorriso, apenas esmaga a Inocência com sua mão esquerda, e não posso fazer nada além de apenas observar o pó no qual ela havia se transformado escorrer por entre seus dedos, sendo levado pelo vento que entrava por uma janela atrás do mesmo. Sinto mais lágrimas escorrerem, decepcionada comigo mesma.

Eu era uma inútil... não tinha conseguido fazer nada nem para ajudá-lo antes, nem para impedi-lo agora... por minha culpa, eu sei, todos nós na Ordem iremos sentir as consequências dos acontecimentos, os quais eu não consegui impedir.

- Moyaaashiii!! – ouço Kanda gritar extremamente irritado, logo em seguida apenas vejo Allen desviar sem nenhuma dificuldade de Mugen, que passou raspando em seu pescoço, quase o cortando.

O Kanda aparentemente havia se esquecido da “amnésia”, ou simplesmente perda de memória de Allen, pois o chamou daquela forma desagradável que tanto o irritava, desde sempre. Obviamente, o albino não gostou nada daquele “apelido carinhoso” que Kanda havia o dado, e demonstrava isso com um sorriso macabro, que surpreendeu a todos nós, que não esperávamos por aquilo.

- Você é bem atrevido, não é, Exorcista? – ele pergunta e não gosto nenhum pouco do ênfase que ele pôs no “Exorcista”. Ele realmente não se lembrava de que era um de nós até alguns meses atrás?! Mas mais que isso, o que também me surpreendeu foi a forma que ele falou. Não havia sido nenhum pouco amigável ou gentil, e demonstrava toda a sua irritação.

Ele parecia prestes a atacar o moreno, que permanecia imóvel, por causa tanto da surpresa, quanto de ter acabado de se lembrar da merda que fez, pois Allen parecia estar muito mais poderoso do que quando era um Exorcista, além de que não conhecíamos suas novas habilidades, mas é interrompido quando Road o puxa pelo braço, aproximando-se de seu ouvido, logo sussurrando algo que não foi possível ouvir. Aquela aproximação irritou-me, e muito.

Vejo ele estreitar levemente os olhos, suspeitando da atitude da pequena, o que atiça minha curiosidade.

- Ok, ok... você venceu, dessa vez! Vamos logo, então! Antes que eu mude de ideia e acabe batendo nesse Exorcista idiota. – ele diz irritadiço.  

- Ótimo! Vamos, Lulubell! – ela chama a loira, que assente com a cabeça, e Allen, mesmo irritado, suspira, enquanto Lulubell entra na porta que havia materializado. Logo quando a roxeada estava prestes a entrar, ela para, e se vira na direção do albino. – Você não vem, Allen?

- Já vou, vou apenas me despedir do garoto. – diz revirando os olhos. Aquilo me surpreendeu, o quanto sua personalidade havia mudado, apenas por estar com os Noah’s?! Ele era tão educado e certinho... quando finalmente estava se soltando mais... aquilo aconteceu, e ele desapareceu.

Ela resolve o esperar, e ele, aparentemente não querendo prendê-la aqui, logo se aproxima de William, que parecia absorto em seus pensamentos, enquanto abraçava a harpa com um sorriso.

- Will. – chama ganhando a atenção do menor, que parecia tristonho.  

- Você já vai? – ele pergunta desanimado, conseguindo um sorriso sem jeito de Allen. Ele sempre se deu bem com todos... pelo menos isso ainda não mudou até agora.

- Sim. E, antes que pergunte, duvido que nos encontraremos novamente. Não é bom que eu me apegue à humanos. – responde atiçando minha curiosidade. Ele não parecia estar muito diferente de antes... talvez, só talvez, caso conseguíssemos o levar até a Ordem, poderíamos tê-lo como nosso aliado novamente?!

Sinto lágrimas escorrerem novamente, apenas imaginando nós, como antigamente, todos juntos, conversando, brincando e discutindo alegremente, sem nenhuma preocupação a mais, apenas aproveitando a companhia um dos outros.

Vejo o pequeno Ulric o abraçar, bem apertado, e com força, provavelmente não querendo mais soltar. Sabia o motivo. Allen, além de ser uma pessoa maravilhosa, gentil, honesta e simpática, ainda tinha um dos melhores abraços do mundo! Não dava vontade de sair de seus braços nunca mais.

- Adeus, William Ulric. –ele diz. – E, espero não os ver novamente, Exorcistas.

Aquilo doeu.

- Allen!! – grito desesperadamente junto à Lavi, que também havia o feito, mas ele apenas ignora e entra na porta, com isso, as lágrimas começaram a correr descontroladamente, enquanto eu apertava minhas mãos sobre meu peito, no lugar onde se encontrava meu coração, com uma dor excruciante.

Noto o olhar penoso de Road, que me deixa frustrada, e ainda mais irritada, a olho fuzilando-a com o olhar, mas ele não se atinge. Apenas suspira cansada, virando-se em nossa direção.

- Ele... não se lembra de vocês, e provavelmente não irá se lembrar nunca mais... apenas caso ele realmente queira. – ela diz piedosa, me deixando confusa.

- O que você quer dizer com “caso ele realmente queira”, Road? – pergunto temerosa, vendo-a sorrir tristemente.

- Ele escolheu esquecer. A Ordem e todos que estão do lado dela. Ele mesmo pediu a Wisely para apagar suas memórias completamente, trocando por falsas que poderiam ter acontecido caso fosse um de nós. Vocês não existem para ele. Na mente dele, ele sempre viveu conosco, desde que era pequeno. Ele quis esquecê-los. Afinal... vocês o traíram. – ela diz secamente, claramente irritada.

Tento ficar brava com ela, mas é impossível. Impossível por que sei que ela tem razão. E isso apenas contribuiu na hora da dor, que apenas aumentou.

Ela apenas entra na porta, e assim que a fecha, a mesma some. Deixando apenas uma leve pressão no ar aonde foi criada a porta. Me deixo cair completamente, me sentando em meus joelhos, deixando finalmente, todas as lágrimas saírem, com toda a sua força. Me permito finalmente berrar, enquanto chorava fortemente, arrependida, logo sentindo braços me envolverem em uma abraço quente, que logo vi ser de Lavi, que também parecia triste, mas não tanto quanto eu, obviamente, afinal...

Allen Walker era meu primeiro e único amor


Notas Finais


Acabou!

Quarta tem capítulo novo, e espero vê-los lá! ^^


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