História Noah? - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias D.Gray-man
Personagens Allen Walker, Road Kamelot
Tags Allenxroad, Noah
Exibições 26
Palavras 1.754
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas!

Voltei! o/

Desculpem a demora.. mas tenho uma notícia não muito boa...
Começando semana que vem (sexta não tem capítulo, infelizmente para alguns, e nem amanhã) vou começar a postar apenas as terças e quintas...
Peço que me perdoem por isso! ;--;

Não sei por quanto tempo, mas pretendo voltar a postar um dia sim um dia não no futuro, mas por enquanto vai ter que ser assim.. ;u;
Espero que compreendam. s2

Capítulo 15 - Capítulo 14


Capítulo 14

[Allen]

Bocejo enquanto me espreguiço cansado.

Ergo meu olhar vendo o Conde logo a minha frente, me observando cuidadosamente. Parecia preocupado e nervoso ao mesmo tempo, o que me faz sorrir. Bem, até ele tinha sentimentos, no final das contas.

- E então? – ele pergunta nervoso, enquanto me encarava.

- Então o quê? – confesso que estava fazendo aquilo para irritá-lo, já que era raro ele se preocupar tanto assim.

- A missão, como foi?! – ele repete levemente irritado.

- Hum? Hum... – enrolo o máximo possível, conseguindo ver Road no fundo da sala se segurando para não rir.

- E então?! – ele começa a ficar irritado, o que me faz abrir um enorme sorriso.

- Um sucesso. A Inocência foi completamente destruída. – digo com uma felicidade notável. Era óbvio que iria ficar feliz, foi a minha primeira missão, e mesmo assim foi um completo sucesso! É claro, tivemos alguns probleminhas, mas no final conseguimos, e isso é algo do qual posso me orgulhar, já que alguns de nós não tivemos uma primeira missão tão fácil, ou bem sucedida.

Ele suspira aliviado, enquanto afunda na cadeira onde estava sentado. Road finalmente solta aquela risadinha disfarçada que estava segurando até então, ganhando um olhar cúmplice meu quase que de imediato, enquanto Tryde, que estava encostado em outro canto da sala, na parede, apenas lhe repreendeu pelo olhar.

- Fico feliz... – Adam diz, me fazendo sorrir travesso.

- Você não estava pensando que iríamos fracassar, estava, Conde? – pergunto sem tirar meu sorriso do rosto.

- Claro que sim! Essa foi a sua primeira missão! – ele responde sincero, o que me consegue uma leve risada.

- Não precisa se preocupar tanto, Conde. Tivemos alguns probleminhas com os Exorcistas, mas ocorreu tudo muito bem. – digo dando de ombros, logo vendo que atraí seu olhar curioso e preocupado.

- Exorcistas? – ele pergunta cauteloso. – Eles... te viram?

- Sim. – respondo o encarando profundamente.

Mesmo com aquela “casca” que ele usava sempre, conseguia ver seu rosto perfeitamente, por isso sabia que ele ficava desconfortável quando o encarava daquela forma, já que podia lê-lo sem muitas dificuldades. Agradeço profundamente ao Neah por isso... é sempre muito útil quando quero informações que ele hesita em dar.

- Tryde... – ele chama.

O mesmo apenas abre os olhos, que se encontravam fechados até então, observando por alguns segundos o Conde, que não desvia o olhar do meu, e logo em seguida apenas sai calmamente pela porta, a fechando em seguida.

Tomo uma postura séria, enquanto melhor me ajeitava na poltrona. Logo vejo que até mesmo Road parecia séria e preocupada, e isso não me agradou nenhum pouco... se até ela está assim, significa que o assunto é sério.

- Allen... eles te reconheceram? – Adam pergunta com cautela.

- Sim. – respondo direto.

- Quantos e como eram? – pergunta.

- Uma garota, de cabelos até os ombros, esverdeados, e olhos roxos; um ruivo de olhos verdes e um moreno de cabelos longos e olhos azulados. – respondo enquanto o analisava melhor, atento a cada uma de suas reações, vendo ele tencionar seus músculos com o que digo, e isso apenas me deixou ainda mais curioso.

Suspiro cansado, acordando tanto Adam quanto Road de seus pensamentos, conseguindo a atenção de ambos, que agora me encaravam preocupados.

- Allen... – o Conde começa hesitante, me deixando apreensivo. Apenas suspiro novamente, o interrompendo.

- Não precisar dizer, Conde. – digo surpreendendo eles dois. – Confio plenamente em vocês.

- Allen, você tem certeza de que não quer saber de nada? – Road pergunta confusa.

- Sim. Já disse, confio plenamente em vocês. Até porque, são a minha família. – digo sorrindo alegremente, surpreendendo ainda mais ambos.

- Ainda assim, tem algumas coisas que você precisa saber. – insiste Road, me fazendo suspirar, em desistência.

- O que? – pergunto.

- Eles te conheciam. Na verdade, todos na Ordem Negra conhecem você e muito bem. – ela responde e eu arqueio uma de minhas sobrancelhas curioso.

- Como? – aquilo já estava me incomodando.

- Você era um Exorcista, Allen. Era um membro da Ordem, fiel ao ponto de morrer antes de traí-la... e amigo de todos os Exorcistas e centenas de Finders. Todos lá o conheciam, por ser um dos mais fortes entre os Exorcistas, chegando ao nível próximo de um General com apenas 15 anos... coisa surpreendente. – ela diz, e travo estático.

“Quê? Eu, era um Exorcista? Sério isso?!”

A olho incrédulo, como se ela tivesse dito algo inacreditável, um absurdo. Não conseguia pensar em mim mesmo sendo um Exorcista... além disso, era tão poderoso assim?!

- O.. que? – pergunto incrédulo.

- Aqueles três Exorcistas eram seus melhores amigos... principalmente ela. – Road diz “ela” com certo nojo, muito perceptível.

- Se é assim... por que eu estou aqui nesse exato momento? – pergunto confuso.

- Você... pediu para Wisely, que apagasse suas memórias completamente, para que você pensasse ser um Noah. – responde Conde, se pronunciando pela primeira vez em um bom espaço de tempo.

- Eu? Mas... por quê? – pergunto novamente, cada vez mais confuso.

- Isso... não tenho certeza se seria bom lhe contar... você mesmo pediu para isso ficar em segredo... – responde ele, me encarando preocupado.

Abaixo minha cabeça, encarando firmemente o chão, em completo silêncio, perdido em meus próprios pensamentos. Logo me vem à cabeça a imagem da Exorcista chorando, o que faz meu peito se apertar. Me sentia mal por ser eu o responsável por causar dor neles... mas logo esse sentimento é substituído por curiosidade, assim que percebo que o motivo para ter “apagado” minhas memórias essa desconhecido por mim. Eu tenho certeza de que eu não fiz aquilo apenas por fazer... alguma coisa aconteceu, sei disso. A questão é: O que aconteceu.

Suspiro, atraindo a atenção dos dois, que me observavam. Me levanto da poltrona onde estava sentado e vou em direção à porta.

- Allen? – chama Road confusa.

- Vou dar uma volta pela Arca. Volto logo. – digo sorrindo gentilmente, por mais que um pouco forçado, mas esse sorriso logo é substituído por um verdadeiro. – E não se preocupem, mesmo que no passado pudesse ter sido um Exorcista, agora sou um Noah. E vocês são a minha família.

Abro a porta, logo saindo pela mesma, poupando um último olhar dos outros dois. Ando lentamente, enquanto permanecia pensativo, por entre os corredores da mansão, até que encontro-me com Tykki, que ia em direção à sala do Conde.

- Shounnen... já voltou? Deu tudo certo? – pergunta preocupado.

- Sim. A missão foi um sucesso. – sorrio forçado, porém tão bem disfarçado que tenho certeza de que ele nem percebeu.

- Fico feliz que sua primeira missão tenha sido um sucesso... parabéns. – ele diz sorrindo, enquanto afaga meus cabelos, me surpreendendo. – Bem, agora sou eu quem tem uma missão, preciso me preparar, já que saio amanhã de manhã, então até logo.

- Boa sorte, Tykki. – digo com um sorriso sincero.

Vejo ele se afastar e vou em direção à saída daquela mansão. Demoro uns dois minutos até conseguir sair da construção, que era exageradamente grande. Surpreendentemente, vejo várias figuras diferentes passeando pela Arca, como se fosse uma cidade de verdade, o que era novidade. Até eu perceber que eram todos Akumas, o que fazia sentido, até. Notei que viviam como humanos, mesmo sendo armas, e pareciam formar “famílias”, que no caso eram grupos de Akumas que tinham almas que se conheciam quando vivas.

Um Akuma em específico chama minha atenção. O Akuma em si, era um homem... jovem, de uns 18 anos. Cabelos roxos e curtos, que me chamaram a atenção, e olhos de um azul bem claro. Porém, o que mais me surpreendeu, fora o fato de ele ser-me extremamente familiar, foi o fato de que sua alma era de uma garota, loira e jovem, que surpreendentemente não parecia triste, como todas as almas ficavam normalmente, e sim satisfeita, com um sorriso no rosto.

Ele parece me notar, e quando me vê arregala os olhos surpreso. Logo, por algum motivo, corre em minha direção, incrédulo. Assim que consegue se aproximar definitivamente, me observa cuidadosamente, o que atiçou minha curiosidade.

- Você... – ele murmura confuso. – É aquele amigo do Kanda certo? O que tem o Décimo Quarto Noah..

Ok, nem preciso dizer que aquilo me surpreendeu e muito, certo?

- Alma... – sussurro, logo me surpreendendo, tanto quanto ele. Por algum motivo, aquele nome simplesmente apareceu na minha mente, como se fosse algo extremamente natural. Vejo flashes passarem na frente de meus olhos rapidamente, me causando uma dor de cabeça desagradável. Agora eu me lembrava dele. Não consigo lembrar exatamente do que aconteceu, mas lembro de estar junto com Road, dentro das memórias de Kanda, e ver sua história, inclusive o que aconteceu com o mesmo, o que me deixa confuso. – Você não estava morto?

Ele se surpreende, mas logo sorri gentilmente.

- Sim. Estava, mas o Conde resolveu que eu poderia ser útil... e me ajudou. – ele diz, o que me espantou.

- Sério?! Isso sim é uma surpresa... – murmuro atordoado.

- É, eu também não esperava por isso... – ele confessa sorrindo.

 Ficamos ali, apenas conversando por um bom tempo, até que vejo Tykki se aproximar depois de cerca de uma hora. Assim que me vê, ele caminha em nossa direção.

- Oi Tykki! – cumprimento sorrindo.

- Yo, Shounnen. – ele responde, logo em seguida direcionando sua atenção para Alma que apenas observava. – Akuma?

- Sim. – diz Alma com uma postura respeitosa, mesmo se não quisesse, era obrigado a respeitar-nos, o que me deixou apreensivo.

- Allen, você estava conversando com um Akuma esse tempo todo? – ele pergunta surpreso, enquanto observava Alma. – Espera... você não é aquele Akuma amigo do Kanda Yu?

- Sim... – ele responde tristemente.

- Bem, de qualquer forma, Shounnen, o Conde me pediu para lhe chamar para o jantar. Você vem? – ele pergunta agora para mim.

- Sim, então vamos. – concordo.

Assim que chego na sala de jantar, vejo que estava quase vazia, o que me deixou curioso. Normalmente eu era o último a chegar, mas dessa vez milagrosamente estavam apenas eu, Tykki, Road, Tryde e o próprio Conde, e mais ninguém.

- Onde estão os outros? – pergunto confuso.

- Em missões... – responde Road entediada. – Como acabamos de voltar de uma missão vai demorar um pouco mais para sairmos novamente... até lá temos que esperar. Infelizmente.

Me sento no mesmo lugar de sempre, junto à Tykki. A janta prossegue sem qualquer tipo de problema ou contratempo, o que sempre é muito bom, e logo após comer, vou até o meu quarto, onde fico lendo um livro até anoitecer, quando simplesmente me deito para dormir. 


Notas Finais


Yeey Alma! *3*

Por algum motivo eu gosto dele! ^^
TALVEZ, TALVEZ, não é certeza, ele seja importante num futuro nem tão distante assim.. =v

Como falei anteriormente, apenas terça que vem terá capítulo novo, então..
Até lá! =3


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