História Noble and real - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui, Norminah, Trolly, Vercy
Exibições 159
Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Festa, Ficção, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


:*

Capítulo 38 - Lauren Jauregui


Lauren Jauregui

 

 

Minha cabeça estava a mil, depois de ler e reler o contrato eu tentava há mais de duas horas falar com o dono da Agência que estava nos processando e nada, não fazia sentido nos ignorar, principalmente se eles acreditavam ter razão.

 

- Eu vou pessoalmente falar com o Rangel. – Dinah me olhou atenta, já Verônica e Keana me relembraram da reunião com Lucy a fim de me impedir.

 

- Laur, vamos resolver. – Dinah falou se aproximando novamente e me dando um sorriso tranqüilo.

 

Dinah, Verônica e eu saímos dali diretamente para a sala de reuniões, Keana preferiu evitar o contato com Camila e Lucy. As duas já nos esperavam, Camila como sempre estava maravilhosa, era difícil pra mim me concentrar em algo além dela, com elas estavam outras pessoas que auxiliavam Lucy e alguns organizadores.

 

- Meninas desculpem a demora. – Dinah falou anunciando nossa chegada.

 

- Isso é tão normal vindo da Laur, mas de vocês eu estou surpresa. – Lucy falou brincalhona, nos dando um sorriso tranqüilizador.

 

- Estamos com um problema na empresa, mas não se preocupem. – Falei tentando tirar aquilo da minha mente depois de cumprimentar todos ali presentes. Algo me dizia que tinha algo a mais por trás daquele circo todo da agência. Me sentei na cadeira e deixei com que elas conversassem entre si.

 

Confesso não ter prestado atenção em praticamente nada daquela reunião, Vero não estava tão diferente de mim. Foi então que Lindsay, uma das secretárias interrompeu a reunião anunciando pra mim e Verônica que Rangel Cainelli estava ali. Chegamos em um rápido acordo em que Vero ficaria na reunião e eu encararia o dono da Cainelli Models. Me desculpei com as pessoas ali presente e saí.

 

Quando cheguei em minha sala ele estava lá. Exalando seu poder. O homem no auge dos seus trinta anos. Se eu pudesse descrevê-lo eu usaria as seguintes palavras: Lindo, inteligente, calculista e sedutor.

 

- Srta Jauregui. – Ele me olhou calmo estendendo a mão direita em minha direção.

 

- Sr. Caineli. – Falei lhe estendendo a minha, ele a pegou depositando um beijo ali e eu indiquei a cadeira para que ele se sentasse.

 

- Como vão as coisas Lauren? – Ele falou menos formal agora.

 

- Não tão bem quanto eu gostaria Rangel. Podemos ir direto ao assunto? – Ele sorriu de lado e concordou me avaliando de cima a baixo antes que eu me sentasse. – Por que não me fala sobre o processo que abriu?

 

- É simples e claro Lauren. A sua empresa não cumpriu o combinado.

 

- Eu analisei nossos dois contratos novamente e tudo está correto, tanto o meu quanto o seu, eles estão de acordo e foram cumpridos.

 

- Há uma lista de coisas que não foram cumpridas e que estão nos contratos Lauren, está deixando detalhes passar.  

 

- Cite uma delas, clareie minha mente. – Falei avaliando o homem na minha frente.

 

- Eu prefiro deixar para mostrar na reunião dos nossos advogados. - Falou sério.

 

- É direito seu ter se sentido lesado de alguma forma, mesmo que não tenha sido nossa intenção, eu compreendo isso. Podemos chegar a um acordo sem que leve esse processo adiante? Eu posso fazer algo pra redimir a imagem da nossa empresa diante de vocês? – Falei o mais tranqüila possível.

 

- Não quero um acordo Srta Jauregui. – Ele falou me olhando e começou a passar na minha cabeça que aquilo poderia ser um jogo.

 

- Vocês estão blefando não é? Por que aceitariam pagar por um serviço que não foi feito Rangel?

 

- Você é nova aqui Lauren, não sabe ainda como tudo realmente funciona.

 

- Eu venho pra essa empresa desde que me entendo por gente, eu posso ter assumido a presidência a pouco tempo, mas eu sei muito bem o que fazer.

 

- Sabe tão bem que está sofrendo um processo. – Ele falou irônico e naquela hora meu sangue ferveu, eu não podia perder a postura agora.- Você é tão bonita Jauregui, quando falirem sua empresa você pode me procurar, vou ter um lugar especial pra você entre as minhas principais modelos. - Senti um tom estranho da parte dele, como se ele soubesse algo que nós não sabíamos. Gargalhei com a fala dele e mexi nos meus cabelos impaciente, me levantando.

 

- Ou você pode vir trabalhar pra mim quando eu provar que isso é uma armação. – Ele sorriu largo.

 

- Lauren, Lauren. Você é realmente muito nova. Meu convite ainda está de pé, você pode me procurar quando quiser, para o que quiser. Será um prazer te ajudar. – Senti seu tom malicioso.

 

- Dispenso seu convite Rangel. Não vai ser necessário.

 

- Uma pena. Realmente é uma pena. – Falou me encarando e eu senti nojo, raiva e outros sentimentos repugnantes por aquele homem que até então eu tinha certa admiração.

 

- Digo o mesmo, é uma pena ver até onde estamos chegando.

 

Após isso, ele se despediu e foi embora. Me joguei na minha cadeira me sentindo sufocada,  não estava acreditando em tudo o que estava acontecendo. Tudo aquilo parecia uma armação e o pensamento do por que estarem fazendo aquilo rondava minha mente. Peguei novamente os contratos, não era possível que estávamos deixando algo passar.

 

Pensei na reunião que a essa hora já teria acabado, pensei em Camila, no quanto era bom vê-la bem e feliz, ela não se sentia a vontade na minha presença, eu compreendia isso, já que ela acreditava ter sido traída por mim. Não que eu queria que estivéssemos nos tratando como se nada tivesse acontecido, era ilusão minha achar que as coisas seriam como antes. Não percebi que havia alguém na porta me observando, quando subi meus olhos me deparei com a latina ali, me olhando atenta, me levantei em surpresa.

 

- Camila... – Ela terminou de entrar e em seguida fechou a porta.

 

- Oi, eu só... queria saber se está tudo bem? – Ela falou meio envergonhada. – Você me pareceu meio longe na reunião.

 

- Estamos com um problema na empresa, estão nos processando e o dono da agência veio até aqui.

 

- Rangel Cainelli?

 

- Exatamente ele.- Suspirei, meus pensamentos querendo ir longe.

 

- Vi ele em um dos corredores. Vocês não cumpriram com o contrato?

 

- Fizemos mais que isso, ainda assim ele me disse que estou deixando detalhes do contrato passar. Mas enfim, não quero te encher com tudo isso. – Ela me olhou doce. – Como foi a reunião? – Ainda estávamos de pé, uma de frente para outra, mantendo uma certa distância.

 

- Hum... só a partezinha chata e burocrática, fez bem você que deu uma fugidinha. – Não contive meu sorriso com seu jeito, ela ainda me analisava. – Eu vou indo...- Ela falou e meu coração acelerou, eu havia me esquecido do quanto era bom tê-la por perto e o quanto aquilo me trazia paz.

 

- Tudo bem, obrigada por se preocupar, de verdade. – Ela sorriu gentil e eu me aproximei dela, deixando um beijo na sua testa em agradecimento. Podia sentir um tremor percorrendo o meu corpo, a vontade de tocá-la e abraçá-la se fazendo mais forte em mim, mas eu precisava me controlar. Ela mordeu o lábio inferior de olhos fechados e se afastou.

 

- Não foi nada Lauren. Trate de se cuidar. – Disse se despedindo e saiu, eu queria pedir para que ela ficasse, mas eu sabia que não podia.

 

Fiquei na empresa até mais tarde, aquele com certeza havia sido um dos dias mais longos da minha vida. Passamos a próxima semana ainda tentando resolver aquela questão e nada, pela primeira vez eu estava com medo do que poderia acontecer. Estava rolando um processo milionário, obviamente eu não ligava para o dinheiro que perderíamos, eu me preocupava com o nome da empresa que sempre fora mais que justa com seus clientes, fornecedores e funcionários.

Recebi a ligação de Verônica sexta a noite, ela e as meninas haviam combinado de se encontrar em uma casa de shows, Amy não estava na cidade e nós não tínhamos nada além bons momentos juntas. Eu precisa me divertir um pouco. 


Notas Finais


Amores, vou tentar postar outro ainda hoje. Espero que gostem e me deixem seu aval.
Amo vocês. Obrigada por acompanharem.
:*


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