História Noite. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Angst, Baekyeol, Chanbaek, Drabble, Relacionamento Abusivo
Exibições 182
Palavras 373
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


sempre bom frisar que eu não romantizo oke?
me perdoa pela capa eu arrumo depois juro
boa leitura coração vermelho

Capítulo 1 - (não existe o sol)


 

Com um soco assomadiço, Chanyeol recriou Marte no rosto pálido e sem feições de Baekhyun, como uma folha rasgada de sulfite; logo, o novo planeta se juntaria aos outros do sistema, talvez adquirisse o tom azulado por migrar do vermelho instantâneo para o púrpura permanente.

Baekhyun acanhado e desprovido de defesa, arrastou os dedos langorosos e desesperançosos pela ardência.

Chanyeol era um astrônomo, inteiramente dedicado ao trabalho de amar incondicionalmente toda a complexidade de Baekhyun, e suas galáxias policromo.

No início, tudo se tratava de risos, e um céu saudoso e ensolarado, entretanto, aos poucos Baekhyun foi anoitecendo. Chanyeol se viu na angústia de ver o escuro vazio. Queria estrelas, queria planetas, constelações astrológicas, queria Vênus, odiava Éris e sua companhia ladra: Tânato.

Um deferir de tapa estridente. Criou o relevo da pele, acariciou-o, suas mãos brutas eram como as de Deus. Criou-se a lua.

Baekhyun permanecia apodrecendo nas curvas das paredes sujas, em inércia. A fraqueza lhe perseguia, o medo era tanto que simplesmente não sobrava nada. A tristeza era tamanha, que não havia expressão, não havia a leveza do vácuo que uma via láctea deveria obter. Tudo pesava de tal forma, que não conseguia sentir.

Por vezes, acreditava que já tinha sentido de tudo que deveria sentir, e com o passar dos dias tudo foi se tornando uma demonstração amena do que nunca sentiria novamente.

Chanyeol entrou em casa, o ruído da porta alertou seu cérebro, e a cada passo que ele dava, Baekhyun sentia-se desamar, desapaixonar, desgostar… Odiar.

Ele removia os sapatos dos pés cansados e deitava-se na cama de lençóis frios e nevosos. Assim como dentro do menor, que o inverno não tinha um cessar, e as geleiras ficavam tão pontudas dentro de seus pulmões, que parecia sufocar na inexistência.

O mais alto acariciou os fios opacos e sem vida de Baekhyun, e depositou um singelo selar. Contudo, a ira lhe enlaçou cálida, como um toque colérico de Mercúrio e seu queimar. Tinha convicta certeza de que seu namorado cheirava a outro homem. “Outro criador de universos”, pensou.

E, Baekhyun era seu céu, como um pintor recria estrelas, gostava de substituir a pele alva por incontáveis astros.

Mas dessa vez, Byun Baekhyun não teve a chance de amanhecer solar. 

 


Notas Finais


Vênus = deusa do amor / Éris = deusa da discórdia / Tânato = Deus da morte.
na vdd byun não traiu ele, mas o chan era tão "ocupado" com o trabalho que nem se lembrava mais do cheiro do baek.
obrigado quem leu até aqui. ❤


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