História Noite de Rebeldia. - Capítulo 24


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Categorias Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Personagens Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Tags Demi, Dilmer, Noite De Rebeldia, Wilmer
Exibições 68
Palavras 1.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Os próximos três dias seriam os mais longos da sua vida.


Wilmer tentou não esmorecer com sua falta de entusiasmo. Ele entendia sua cautela. Ela estava acostumada a ser deixada para baixo, a ser explorada.  

Porém, Wilmer a amava o suficiente para ser paciente. Ele não precisava de palavras. Precisava da ação. De evidências.  

– Amar significa querer o melhor para alguém – disse ele. – E eu quero o melhor para você, minha querida. Quero que seja feliz. Quero que se sinta segura, protegida e amada.  

– Eu não consigo me sentir segura. Não aqui... na Argentina.  

– Por causa do seu padrasto?  

– Você não sabe o poder que ele tem, o alcance que ele tem. Se soubesse que estamos envolvidos, a coisa poderia ficar feia. Realmente feia.  

– Eu posso lidar com valentões como seu padrasto – disse Wilmer. – Eu sobrevivi a um internato!  

De repente, ela soltou os braços, segurando seu pulso.  

– Foi ele quem fez isso – disse ela. – Ele quebrou meu braço em quatro lugares. E pediu que eu mentisse aos médicos do hospital. Caso contrário, ele me mataria ou mataria a minha mãe.  

– Esse homem é um criminoso – disse ele. – Ele precisa ser acusado.  

– Ele tem amigos bem posicionados – retrucou Demi. – E eu sei que ele está aí fora esperando uma chance de me machucar.  

Ele a tomou nos braços.  

– Eu não vou permitir – disse ele. – Não vou deixar que ninguém a machuque.  

E a apertou contra o peito.  

– Você é o melhor homem que eu já conheci. – Sua voz era tão suave que ele teve que se esforçar para ouvi-la. – Se quisesse me apaixonar por alguém, seria por alguém como você.  

Wilmer não se contentaria com pouco. O que fosse necessário ele faria. O que fosse necessário.  

NA MANHÃ seguinte, Demi acordou bem antes de Wilmer. A verdade é que não dormira bem, mesmo após terem feito amor, o que fora maravilhoso.  

Sophia voltaria naquele dia, o que a preocupava um pouco. Por outro lado, o fato de Wilmer ter declarado seu amor deveria fazê-la feliz, muito feliz. No entanto, ela sentia o oposto, pois na sua vida nada terminava bem. Esse era o seu destino, o seu carma.  

Demi desceu da cama e ficou passeando pelo quarto. Sim, ela permitira que seu padrasto a dominasse. Nesse ponto, Wilmer tinha toda razão.  

O telefone de Wilmer tocou na mesa de cabeceira, despertando-o.  

– O que foi? – perguntou ela, no exato momento em que ele desligou, com uma expressão assustada.  

– Nada...  

– Não pode ser nada. Você parece ter recebido péssimas notícias. Foi o seu pai? A sua mãe? Um dos seus irmãos?  

– A imprensa publicou uma coisa... sobre nós.  

– O que estão dizendo?  

– O problema não é o que dizem, mas o que mostram.  

– Fotos? Nossas?  

– Exatamente.  

– Eu quero ver.  

– Não.  

– Eu quero ver!  

– Não, Demi. Por favor. Será melhor assim. Eu vou ligar para o meu advogado.  

– Advogado? É tão ruim assim? Nós não saímos juntos em público...  

Ela conseguiu arrancar o telefone das mãos de Wilmer. E ficou em choque. As fotos, enviadas pelo irmão de Wilmer, eram eróticas, quase pornográficas. Os dois faziam amor na piscina.  

Ela ficou com a garganta seca. Não conseguia dizer nada. Só pensava em como estaria sendo terrível para Wilmer. Alguém o capturara em seu momento mais íntimo. Justo ele, que sempre evitava a exposição. E a culpa fora dela. Completamente dela. E Demi sabia exatamente quem estava por trás daquilo.  

– Eu vou resolver isso – disse Demi.  

– O que você vai fazer?  

– Eu vou embora.  

– Você não pode ir embora.  

– Eu preciso ir embora, Wilmer. Já causei muitos problemas para você.  

– Mas eu não estou culpando-a.  

– A culpa foi minha. Eu sempre acabo com a vida das pessoas que estão ao meu redor.  

– O quê?  

– Eu não estou apaixonada por você, Wilmer. Não estou.  

– Eu não acredito no que você está dizendo – retrucou ele. – Você me ama. Claro que me ama. Só está muito assustada. Você quer confiar em mim, mas não consegue. No entanto, você pode e deve confiar em tudo o que digo. Eu não vou permitir que ninguém a machuque.  

Demi queria acreditar nele, mas não parecia valer a pena. A imprensa nunca os deixaria em paz. Seu padrasto acabaria com aquele relacionamento.  

– Você não está me escutando, Wilmer. Eu não quero ficar aqui. E não ficaria nem se você me pagasse. Eu tenho meus planos. E não vou alterar nada. Meu futuro é na Inglaterra. E não aqui. Não com você.  

Ele trincou os dentes. Resolveu lutar contra a vontade de agarrá-la.  

– Tudo bem. Vá embora. Eu vou ligar para a Natalia e explicar o que aconteceu. Você precisará do consentimento dela para sair do país.  

Demi sabia que os próximos três dias seriam os mais longos da sua vida.  

WILMER MANTEVE um silêncio de pedra enquanto Demi entrava no carro que a levaria embora. Ele sabia que ela mentia, mas... a verdade é que lhe causara muitos problemas. Era uma rebelde. E admitira tudo isso abertamente. Aliás, fora dela a ideia de fazer amor na piscina. Ele nunca pensaria numa coisa dessas.  

Logo em seguida, Wilmer se lembrou da maneira como Demi confiara nele ao ser levada a enfrentar seus medos de infância. E ela não fingira. Aquilo fora real.  

Sem dúvida, seu padrasto estaria por trás das fotos escandalosas. Se ao menos conseguisse fazer com que ela se sentisse segura ao seu lado...  

Wilmer pegou o telefone e ligou para um grande amigo, Leandro Allegretti, especialista em desvendar casos escabrosos.  

– Leandro? Sim, sou eu... E tenho uma missão para você.  

DEMI FINALMENTE chegou à Inglaterra. Logo em seguida, encontrou um pequeno apartamento no centro de Londres, e também um trabalho em uma lanchonete. Fazia frio, muito frio. E nunca parava de chover. Ela passara anos sonhando com sua vida inglesa, mas se sentia vazia, como se algo faltasse por ali... Nem as lojas a interessavam. 

Toda a noite quando Demi deitava na cama se lembrava da última noite que havia tido com Wilmer e sorria com aquela lembrança, mas se arrepiava toda quando lembrava daquela manhã três dias antes de ir embora, quando Wilmer acordou e viu que as fotos dos dois na piscina estavam circulando na internet e de como a sua vida tinha ficado um inferno durante aqueles dias, ver Wilmer discutindo no telefone com o advogado para que tirassem aquelas fotos na internet deixava-a agoniada, e agora que chegou na Inglaterra seu corpo se arrepiava a cada pessoa que olhava para ela e ria, ela sempre pensava que aquelas pessoas estavam olhando as suas fotos no celular. Mesmo que as fotos tenham saído do ar no dia seguinte que foi postada. 

As semanas foram se passando e Demi estava se sentindo ainda mais sozinha, estava se sentindo livre e segura estando na Inglaterra e bem longe de seu padrasto e de todas as lembranças ruins de seu passado, mas ao mesmo tempo que se sentia feliz por finalmente ter se livrado de tudo aquilo também estava triste, de um jeito ou de outro sentia falta de Wilmer e de tudo o que passou com ela no outro mês e se sentia mal por tê-lo afastado. 

De qualquer modo ela tentava seguir a sua vida, como sempre planejou durante todos os anos de sua vida. 

 



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