História Noite de Rebeldia. - Capítulo 4


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Categorias Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Personagens Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Tags Demi, Dilmer, Noite De Rebeldia, Wilmer
Exibições 114
Palavras 967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Você só está interessada na performance masculina?


No final das contas, era possível que a missão de sua governanta se revelasse muito mais interessante do que ele imaginava.

Demi parou na frente das janelas com vista para o jardim principal.

– Você mora aqui sozinho? – perguntou ela.

– Sim. Os empregados da casa também moram aqui, mas eles têm quartos separados. Sophia é exceção. Ela tem uma suíte no andar superior.

Demi se virou e o encarou com um olhar direto.

– Parece um lugar muito grande para uma única pessoa.

– Eu gosto de ter o meu próprio espaço.

– Deve custar um caminhão de dinheiro manter este lugar em bom estado.

– Eu consigo manter.

– Sim, eu sei… mas dinheiro e posses não me impressionam – disse ela, virando-se para novamente olhar em direção aos jardins.

– O que a impressiona?

Ela virou o rosto para ele e inclinou um dos quadris, tanto que a alça de sua fina camiseta, comprada em uma rede de lojas baratas, caiu, revelando a pele sedosa de seu ombro. Ela o olhava com olhos afiados.

– Vejamos... – E trincou os lábios, deixando-se levar por seus pensamentos, antes de exalar uma lufada de ar. – Fico impressionada por homens que sabem como explorar o corpo de uma mulher.

Wilmer estava fazendo o impossível para não pensar em seu pequeno corpo nu… ou no caos que sua boca de lábios grossos poderia causar se ele chegasse muito perto dela. A sensação era de que Demi o estava testando. Testando seus limites e motivações, querendo ver se ele tinha a intenção de explorá-la…

Será que ela fora explorada nesse sentido antes? Era assim que ela enxergava todos os homens… como manipuladores? Como intimidadores?

Ele podia ser um homem que gostava de fazer tudo à sua maneira, mas jamais descreveria a si mesmo como um machão. Podia ser arrogante às vezes, e teimoso, mas insistia no fato de que as mulheres deviam ser tratadas com respeito. Ter uma irmã mais jovem, tímida e reservada, instilara nele a importância de que os homens assumissem uma posição contra todas as formas de violência contra as mulheres.

– É isso? – perguntou ele. – Você só está interessada na performance masculina?

– Claro – respondeu ela, com os olhos brilhando. – A forma como os homens mantêm relações sexuais diz muita coisa sobre eles. Se são egoístas ou não. Se são tensos ou casuais. – Ela bateu dois de seus dedos contra a boca, de uma maneira pícara: – Vejamos você, por exemplo.

Nada disso, ele pensou.

– Essa teoria é realmente fascinante, mas eu acho…

– Você é um homem que gosta de estar no controle – disse ela. – Você gosta de ordem e previsibilidade. Nunca faz nada por impulso. Sua vida é planejada, calendarizada, agendada à enésima potência. Estou certa?

Wilmer não ficou muito confortável ao ter sido rapidamente categorizado como o dono de um estereótipo chato, como nada além de um clichê. Ele gostava de pensar que não era tão previsível. E tinha suas nuanças, claro que sim. Tinha várias camadas de personalidade, mas que demoravam para ser localizadas.

Ele era capaz de passar muito tempo no terreno da lógica e da razão, mas isso não significava que não soubesse usar o lado direito do cérebro… ainda que bem ocasionalmente.

Ele deu um passo em direção à porta mais próxima.

– Esta é a biblioteca – disse ele. – Pode se servir de livros, desde que não os roube nem jogue fora.

– Está vendo? – perguntou ela, dando uma risada de escárnio.

– Eu sabia…

E o encarou, antes de seguir à próxima porta do corredor.

– Esta é a sala de música – disse ele.

– Deixe-me adivinhar – disse ela, com outro de seus sorrisos de escárnio. – Você não se importa se eu tocar piano, desde que meus dedos não estejam pegajosos e eu não deixe cair migalhas entre as teclas. Estou certa?

Wilmer percebeu que ela o pintava como um homem cada vez mais chato. Porém, o que lhe dera o direito de usar termos tão depreciativos? Ela o fazia soar como uma espécie de obsessivo.

– Você toca algum instrumento? – perguntou ele.

– Não.

– E gostaria de aprender?

A música também serve para domar a selvageria, certo? Ele poderia contratar um professor para Demi. Umas aulas de piano, ao menos, a manteriam fora do seu caminho.

– O quê? – perguntou ela, com um brilho cínico de volta ao seu olhar. – Você acha que eu poderia aprender a tocar piano em um mês?

– Eu tenho outros instrumentos.

– Sem dúvida… deve ter mesmo.

E o encarou, com um olhar travesso.

– Flauta. Saxofone tenor.

Ela o encarou, com sua boca carnuda curvada em um arco de zombaria.

– Impressionante… Como não adorar um homem que é bom de boca e habilidoso com as mãos?

Wilmer enfiou as mãos nos bolsos da calça. Por que ela estava sendo tão descarada? Por que o constrangia? Para provar que ele era tão previsível quanto os demais homens?

Mas o que ela esperava ganhar com isso? Ele seria apenas mais um troféu do sexo masculino sobre o qual ela tripudiaria? Outro homem que ela mataria com seu fascínio sensual?

Ele não se apaixonaria por ela. Não tinha tempo para jogar o seu jogo vazio. Ela poderia pensar que ele era previsível, que não passava de um clichê, mas Wilmer não viera ao mundo para isso. Demi poderia flertar, provocar e ameaçar o quanto quisesse, pois ele não cairia em sua armadilha mortal. Ele podia ser filho do seu pai, ter o mesmo sobrenome e a mesma aparência, mas os dois não compartilhavam a mesma natureza humana.

– Vou deixar que Sophia lhe mostre o resto da casa – disse ele em tom formal, terminando de vez com aquela visita.

– E não vai me mostrar onde eu vou dormir? – perguntou ela.

– Eu não sei onde Sophia alojará suas coisas.

E espero que não seja muito perto de mim, Wilmer pensou, depois girou o corpo e caminhou, rapidamente, para bem longe.



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