História Noite de Rebeldia. - Capítulo 5


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Categorias Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Personagens Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Tags Demi, Dilmer, Noite De Rebeldia, Wilmer
Exibições 128
Palavras 1.850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como a capítulo anterior ficou muito pequeno decidi postar dois de uma só vez hoje. Sou uma pessoa muito boazinha hahahaha. Aproveite amores

Capítulo 5 - Este é o seu quarto.


DEMI OBSERVOU como Wilmer Valderrama fez seu caminho pelo longo e largo corredor, com passos largos e decididos. Ela se sentia estranhamente ofegante após seu encontro. Seu pulso estava vibrando muito rápido. Era como se algo pequeno e assustador tivesse desestabilizado as válvulas do seu coração. 

Sua reação a Wilmer a deixara confusa. Muito confusa. Os homens não costumavam gerar esse efeito sobre ela. Até mesmo os de boa aparência. E não existiam muitos homens mais bonitos do que Wilmer Valderrama. Ela estava esperando um homem de cabelos compridos, louco por computador, curvado, com barba espessa… mas encontrara um homem que parecia um modelo masculino em um anúncio de gel pós-barba ou relógio de luxo. Ele era alto, de ombros largos, corpo atlético, e tinha um ar de autoridade muito convincente. Havia algo em sua aparência que fazia soar um leve alarme de reconhecimento na cabeça de Demi. Ela vira uma foto dele em algum lugar? Ou seria do tal irmão gêmeo? Até mesmo seu sobrenome parecia intuir certa familiaridade, mas ela não conseguia se lembrar de onde o ouvira antes… 

Seu cabelo castanho-escuro, grosso e ondulado, estava despenteado, como se ele fosse uma espécie de professor maluco, e isso parecia atraente aos olhos de Demi. Ele estava bem barbeado, mas algo lhe dizia que sua barba era bem cheia. E Demi sentiu o impacto de seus hormônios masculinos assim que entrou em seu escritório. Foi como uma colisão contra a sua carne. Potente. Poderosa. Primal. Deixando-a consciente de seu corpo, de uma maneira que ela não sentia há anos. Aliás, talvez nunca tivesse sentido. 

Wilmer desencadeava algo nela, algo profundamente instintivo. Algo rebelde. Ela sentiu um desejo irresistível de desmantelar sua máscara de civilidade. Queria desfazer o bloqueio. Queria trazer à tona o homem primitivo que vivia por trás dos modos aristocráticos. Ele estava com os braços cruzados, mantendo um ar controlado e distante, além de arrogante. Havia uma parede invisível em torno dele, uma parede que a avisava para não chegar perto. E se ela se atrevesse? E se ela chegasse tão perto que ele não fosse capaz de manter esse controle de ferro? Ela abriu um sorriso. Que pensamento tentador… 

Demi não conseguia evitar seus olhos incríveis. Eram uns olhos profundos, com cílios grossos e sobrancelhas fortes. Olhos inteligentes. Atentos. Intuitivos. Ele tinha um nariz reto e uma mandíbula que sugeria um traço de teimosia. Parecia viver sempre metido em sua própria cabeça e pensamentos, como se a lógica fosse a sua moeda. A ação viria mais tarde, após a devida consideração. 

Se não servisse para nada mais, Wilmer marcaria uma mudança no padrão de homens com os quais fora forçada a compartilhar quartos e camas. Talvez aquele mês não se mostrasse tão complicado, afinal de contas... Poderia ser divertido flertar com Wilmer. Aliás, ela se divertia ao vê-lo agir destilando toda a sua sabedoria e vendo seu rosto severo e sua postura de ferro. 

Demi era exigente quando se tratava do homem a quem entregaria seu corpo, mas isso não significava que não poderia ter um pouco de diversão na vida. Ele era engomado e formal, o típico macho inglês bem-nascido. Talvez quisesse apenas preencher um pouco do seu tempo, para depois abandoná-la. 

No entanto, ser portador de um diploma universitário de alto nível não o tornava diferente de qualquer outro homem que ela conhecera em sua vida. Homens movidos por hormônios. Homens com desejos de ter seu apetite saciado com quem estivesse disponível. Porém, ela provaria que Wilmer não tinha o direito de olhá-la com tanta superioridade. 

Demi abriu um pequeno sorriso. Sim, aquele período de prisão domiciliar poderia provar-se a melhor diversão que ela tivera em anos. 

A governanta apareceu no final do corredor e se aproximou de Demi, com seu pulso envolvido por uma atadura. Isso trouxe de volta memórias do tempo em que seu padrasto a agarrava pelos pulsos e os atava, quando ela tinha 11 anos, e em seguida lhe dizia que a mataria, ou mataria sua mãe, se Demi contasse a alguém como se machucara. Ela tinha de fingir que caíra da bicicleta. Uma bicicleta que ainda não tinha. Porém, as placas e os parafusos em seu pulso não foram as únicas cicatrizes que seu padrasto lhe infligira. 

Seus problemas com autoridade, sua rebeldia, sua desconfiança dos homens e seus frios pesadelos que a faziam suar eram marcas de uma infância e adolescência passadas à mercê de um louco. E ela não estaria ali, fazendo aquele trabalho ridículo, se não fosse pela maneira como seu padrasto e o advogado dele a fizeram parecer uma criminosa. 

– Vem por aqui, Demi – disse Sophia, conduzindo-a ao primeiro andar. – Então, o que está achando deste lugar até agora? 

– Tudo muito bom, eu acho. 

Demi não entendia por que deveria ser exageradamente amigável com a governanta. Sophia parecia boa o suficiente, mas seria um desperdício de energia tentar gerar uma amizade, quando, em questão de semanas, estaria para sempre longe dali. 

– Tive que persuadir o senhor Valderrama a concordar em ter você aqui – disse Sophia, quando elas chegaram ao primeiro andar. – Não que ele não quisesse fazer sua parte no trabalho de caridade… Ele é incrivelmente generoso e apoia muitas causas, mas é um homem que gosta de ser deixado sozinho para fazer o seu trabalho. 

– Será que ele tem alguma amiga? – perguntou Demi. 

A expressão de Sophia se fechou. 

– A privacidade do senhor Valderrama é de suma importância para ele. 

– Vamos lá… deve haver alguém em sua vida – disse Demi. 

A boca de Sophia trincou, como se ela estivesse lutando para não ser indiscreta sobre seu empregador. 

– Eu valorizo demais o meu trabalho para revelar tais informações pessoais. 

Demi deu de ombros, bem de leve. 

– Ele parece muito chato, se você quer saber. Vive para o trabalho, sem abrir espaço à diversão. 

– Ele é um empregador maravilhoso – disse Sophia. – E um homem decente, com honra e princípios sólidos. Você teve muita sorte por eu ter sido capaz de convencê-lo a permitir sua estadia. Ele não costuma fazer isso… 

– Sorte a minha. 

Sophia lhe lançou um olhar de advertência. 

– Espero que você não cause problemas para ele. 

Quem, eu?, Demi pensou, com outro sorriso, mas desta vez interno. 

A governanta fiel de Wilmer Valderrama pensava que ele mantinha princípios sólidos, certo? No entanto, quanto tempo duraria tais princípios, antes que ele caísse em tentação? Ela percebera a maneira como ele a observara. Wilmer podia ser inteligente e sofisticado, mas tinha as mesmas necessidades que qualquer outro homem da sua idade. Ele era saudável e apto, além de estar no auge de sua vida. Por que não poderia querer tirar proveito da situação? 

No entanto, Demi conhecia o poder que tinha à sua disposição. Aliás, esse era o único poder que possuía. Ela não tinha dinheiro, nem prestígio, nem pedigree. Tinha apenas o seu corpo, e sabia como usá-lo. 

– Como você machucou o pulso? – perguntou Demi, para preencher o silêncio. 

– É apenas um pouco de tendinite – disse Sophia. – Eu tenho de vez em quando. Mas tudo vai se resolver se eu puder descansar. Envelhecer é isso… e eu estou com medo. 

Demi seguiu a governanta em direção ao terceiro andar da casa. Os tapetes persas eram tão grossos que pareciam de veludo, a decoração luxuosa mostrava influências francesas e italianas. Obras de arte deslumbrantes decoravam as paredes, incluindo retratos e paisagens de vários tamanhos, além de bustos de mármore e estátuas posicionadas ao longo do corredor. Lustres estavam dependurados como fontes de cristal, e as luzes presas à parede brilhavam com a mesma alta qualidade. 

Demi nunca estivera em um lugar tão opulento. Aquilo era como um palácio. Como a vitrine de uma pessoa sofisticada e rica. Mas não havia objetos pessoais espalhados por ali. Nenhuma foto de família ou recordações. Não havia nada fora do lugar. Tudo estava em seu devido lugar. Parecia mais um museu do que uma casa. 

– Este é o seu quarto – disse Sophia, abrindo a porta de uma suíte, bem na metade do longo corredor. – Tem seu próprio banheiro e varanda. 

Varanda? 

Demi parou. Seu coração disparou. O medo enviou um arrepio que atingiu seu couro cabeludo. As cortinas de seda das portas que conduziam à varanda ondulavam com a brisa da tarde, como se fossem o vestido de baile de um fantasma. 

Quantas vezes ela fora arrastada para a varanda em sua infância? Quantas vezes fora trancada lá fora, fizesse calor ou frio? Quantas vezes fora forçada a observar, impotente, a sua mãe se debatendo do outro lado do vidro? E Demi aprendera a não reagir, pois quando o fazia sua mãe sofria ainda mais. Se reagisse, seu padrasto encontrava uma maneira de aumentar o castigo. 

E ela voltara a sentir… Ah meu Deus, ela voltara a sentir… 

Seu peito estava apertado, pesado. Cada respiração era como se estivesse tentando arrastar uma estante cheia de livros. Ela não podia falar. Sua garganta ficou fechada por conta de um estrangulamento de pânico. 

– É de tirar o fôlego, não é? – perguntou Sophia. – E só recentemente foi reformado. Ainda podemos sentir o cheiro da tinta fresca. 

Um tremor atingiu o corpo de Demi como um terremoto. Suas pernas ficaram frias e bambas, como se seus ligamentos tivessem sido cortados com uma espada. Gotas de suor escorriam pelas suas costas, quentes e pegajosas como o sangue. Seu estômago se revirava, gerando um acesso de náuseas. Uma maré incômoda subia à sua garganta. 

– Eu… eu não preciso de um quarto tão grande – disse ela. – Basta me colocar em um dos quartos do térreo. Nós passamos por um agradável, no segundo andar. Aquele azul... seria suficiente. Eu não preciso ter minha própria varanda. 

– Mas há belas vistas de toda a propriedade, e aqui você terá muito mais privacidade. É um dos quartos mais bonitos da… 

– Eu não me importo com as vistas – disse Demi, afastando-se da porta para ficar perto de uma estátua de mármore que parecia tão fria quanto seu corpo. – E não sou uma convidada de honra, certo? Estou aqui para trabalhar. Eu só preciso de uma cama e um cobertor. 

O que era muito mais do que tivera em um passado não tão distante. 

– Mas o senhor Valderrama insistiu que você… 

– Sim, sim, eu sei. Eu devo ser colocada o mais longe possível do seu quarto – disse Demi, abraçando o próprio corpo. – Mas por quê? Será que ele não confia em si mesmo? 

– O senhor Valderrama é um cavalheiro – disse Sophia, trincando os dentes. 

– Sim, claro… mas mesmo os senhores da alta sociedade têm hormônios. 

Sophia deixou escapar um suspiro de frustração. 

– Será que você, pelo menos, poderia olhar para o resto do quarto? Você poderia mudar de ideia ao ver como… 

– Não. 

Demi se afastou e voltou a descer as escadas, vencendo um degrau após o outro apressadamente. Ela não conseguiu respirar com calma até chegar à saída mais próxima. E parou, sob a luz do sol, dobrando seu corpo para a frente, com as mãos nos joelhos, os pulmões a todo gás, sentindo o ar quente do verão. 

De jeito algum ela dormiria em um quarto com varanda. De jeito algum! 



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