História Noite de Rebeldia. - Capítulo 7


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Categorias Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Personagens Demi Lovato, Wilmer Valderrama
Tags Demi, Dilmer, Noite De Rebeldia, Wilmer
Exibições 133
Palavras 2.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Aliás, por que você não se junta a mim?


DEMI ESPEROU até Wilmer ficar fora de vista antes de sair de perto do lago. Que direito ele teria de lhe dizer como se vestir? Nenhum homem lhe diria o que ela poderia ou não fazer. Se quisesse usar jeans, ela usaria. E usaria um short jeans bem curto e saltos altos quando se sentasse à sua mesa de jantar... caso contrário, não apareceria por lá. Ele não poderia forçá-la a se vestir como se ela fosse uma de suas namoradas chiques. Wilmer negava ter uma namorada, mas nenhum homem com seu tipo passava muito tempo sozinho. 

E quer dizer que ele pensou em beijá-la? No entanto, o pior é que ela esperava que Wilmer a beijasse, e por isso o incitara silenciosamente, esperando que ele se entregasse ao desejo. Que triunfo ela alcançaria se fosse realmente beijada por ele? Fosse o que fosse essa louca atração, a verdade é que ele não tinha o direito de doutriná-la como se ela fosse uma menina de dez anos de idade. Ela lhe mostraria o quão crescida era. Ele não estava lidando com uma criança voluntariosa. Estava lidando com uma mulher que sabia como fazer um homem sentir seus joelhos bambos. E ela faria isso antes que ele pudesse dar sua cartada. Porém, a ideia de ser beijada por Wilmer não saía de sua mente. Ele não fazia seu tipo, sobretudo com tamanho excesso de controle, mas era tão incrivelmente atraente que quase machucava seus olhos. 

Por outro lado, o que lhe parecera tão familiar em Wilmer? Seu sobrenome não parava de retumbar em sua mente. Onde teria escutado o sobrenome Valderrama? 

Finalmente... ela se lembrou! 

Ele era o filho (um dos gêmeos) dos atores shakespearianos mais famosos do país: Richard Valderrama e Elisabetta Albertini. Os dois pertenciam à elite do teatro de Londres. Demi lera artigos sobre eles em revistas de fofocas. Não que tivesse dinheiro para comprar essas revistas, mas ocasionalmente encontrava algumas delas nos abrigos em que passava as noites. Os pais de Wilmer tinham se casado após terem tido um affair durante uma temporada londrina de Muito barulho por nada, e comemoraram seu primeiro ano de casados com o nascimento de gêmeos idênticos. Sete turbulentos anos depois, eles passaram por um divórcio público e amargo. Porém, três anos mais tarde, voltaram a se encontrar, o que gerou um turbilhão de publicidade e um novo casamento, com uma enorme recepção repleta de celebridades, e exatamente nove meses depois Elisabetta deu à luz uma menina chamada Miranda. 

Demi se perguntou se Wilmer escolhera trabalhar e viver na Argentina como uma forma de impor certa distância entre ele e seus pais famosos. A atenção que eles atraíam seria difícil de lidar, especialmente quando nem ele nem seus irmãos tinham quaisquer aspirações de subir num palco. 

Seria por isso que ele inicialmente fora tão relutante em aceitá-la? Será que a presença de Demi chamaria a atenção da imprensa, o que ele preferia evitar? Se a imprensa descobrisse qualquer coisa, poderia gerar todo tipo de especulação. Demi podia imaginar as manchetes: “Filho de celebridades divide o teto com escória da sociedade.” Isso seria um baque grande demais para um homem como Wilmer. 

Demi trincou os lábios enquanto pensava em seu próximo passo. Se chamasse a imprensa, geraria muita atenção para si mesma. E ela não queria que seu padrasto alcoólatra soubesse onde estava... embora, dados os amigos importantes que tinha, ele não demoraria muito para descobrir seu paradeiro. 

Franco Morales tinha uma influência muito maior do que merecia ter. Sempre que Demi conseguia um novo trabalho, ele dava um jeito de estragar tudo. Seu último empregador a acusara de roubar dinheiro direto do caixa. Demi podia ter algo de rebelde em sua personalidade, mas não era uma ladra. Ainda assim, o dinheiro foi encontrado em sua bolsa, e ela não teve nenhuma maneira de explicar como aquelas notas foram parar lá. As próprias câmeras de segurança da loja tinham sido “misteriosamente” desligadas no suposto momento do roubo. 

Demi fora despejada de seus três últimos apartamentos devido a danos causados às propriedades, danos que tinham sido injustamente apontados. Mas ela sabia que seu padrasto tinha um dedo em tudo aquilo, da mesma maneira que no tal “roubo” na loja. Ele sempre enviava alguém para fazer o trabalho sujo. E foi por isso que ela riscou, usando uma chave, uma mensagem bem direta no seu carro novinho em folha. Seus vizinhos finalmente saberiam que ele vivia maltratando a esposa. Demi acreditava que sua mãe nunca teria se matado se não tivesse passado longos anos de abuso físico, emocional e financeiro. Tudo causado por um homem que insistia em uma obediência total, uma obediência servil, uma obediência humilhante, e que transformara sua mãe em uma sombra do que ela fora anteriormente. Franco mantinha Demi e sua mãe entre a pobreza total e ocasionais farturas, conquistadas com um dinheiro que elas não sabiam de onde vinha. Era sempre tudo ou nada, festa ou fome. Num minuto a geladeira estava cheia de comida, no próximo estava vazia. Ou era vendida... Móveis e eletrodomésticos eram comprados e depois vendidos para resolver problemas de “fluxo de caixa”. Coisas que Demi guardava, e que comprava com seu escasso e suado dinheiro, eram jogadas no lixo ou desapareciam sem qualquer explicação. 

Demi jurou que nunca se curvaria diante da tirania de Franco. Mesmo quando criança, suportava suas palmadas e rondas de humilhação sem deixar escorrer uma única lágrima. Nem mesmo um gemido escapava de seus lábios. Aliás, nem as horas passadas trancada na varanda a fizeram desistir. E Demi trancou seus sentimentos com chave, cimentando-os bem no fundo do seu peito. Ela se endureceu para que pudesse suportar o abuso sem se machucar demais. Porém, infelizmente, sua mãe não era tão forte, ou talvez Franco tenha se tornado um homem muito difícil para que ela tentasse proteger Demi ou a si mesma. E Demi nunca duvidou do amor de sua mãe. Ela fazia de tudo para protegê-la de seu padrasto, mas aquela história tinha ficado complicada demais e sua mãe acabou se entregando às drogas e ao álcool, tudo em busca de um alívio para seu casamento com um monstro que a explorava havia anos. 

Mesmo tendo apenas quatro anos na época, Demi se lembrava da maneira como Franco Morales encantara sua pobre mãe, envolvendo-a rapidamente, logo após seu primeiro marido ter morrido em um acidente de trabalho. E ele assumiu o controle de sua mãe assim que se casou com ela. E o começo fora favorável, pois seu padrasto cuidava para que não lhes faltasse nada dentro de casa. E costumava ser gentil com Demi, comprando brinquedos e doces. No entanto, pouco depois, as coisas começaram a mudar. Ele passara a submeter sua mãe a punições físicas e verbais. Tudo começou com ocorrências ocasionais, com perdas pontuais de temperamento, das quais ele se desculpava profusamente... até que tudo voltasse ao normal. Em seguida, uma ou duas semanas se passavam e tudo acontecia novamente. Depois começou a acontecer a cada semana. Depois todos os dias, e até duas vezes no mesmo dia. 

E então ele começou a molestar a própria Demi, insistindo para que ela vivesse de acordo com suas regras. E os tapas surgiam por conta de suas supostas desobediências. Vários dos tapas levados por Demi não tinham motivo algum. E Demi vivia tão estressada que preferia antecipar os problemas, provocando-o, para receber sua punição o mais rápido possível, já que isso seria inevitável. 

Embora já não lhe batesse tanto, suas provocações verbais pioraram quando Demi chegou à adolescência. Ele a chamava de vários nomes sujos, insultando-a, dizendo que não era atraente, que não era inteligente e que ninguém jamais a desejaria.Demi não sabia o que fazer, para onde ir nem como gerenciar sua vida. 

Durante esse tempo horrível, ela fez coisas que preferia nunca ter feito. E acabou se misturando às pessoas erradas, embora pelas razões certas, e com as pessoas certas, mas pelas razões erradas. Porém, as coisas seriam diferentes dali para a frente. Demi estava determinada a guiar sua vida na direção correta. Quando aquele serviço à comunidade fosse cumprido, ela viajaria para a Inglaterra, pois queria viver o mais distante possível do seu padrasto, e queria voltar à terra natal de sua mãe. E só então, finalmente, ela seria livre. 

DEMI VOLTOU para a casa atravessando os jardins. E havia hectares deles. Havia até uma piscina, situada num local banhado pelo sol, com vista para campos onde pastavam cavalos lustrosos. O sol de verão era mais intenso naquele momento do que antes. As nuvens tinham se deslocado e a luz brilhante criava a ilusão de milhares de diamantes espalhados sobre a superfície da piscina. Ela se abaixou e passou seus dedos na água, para testar a temperatura. Isso foi delicioso, e tentador... Não que ela gostasse muito de nadar, mas a ideia de se refrescar um pouco era irresistível. 

Ela olhou para a casa, querendo ver se alguém estava de vigia. Não que se importasse, claro... Se quisesse dar um mergulho de calcinha, quem a impediria? E descalçou suas sandálias. Depois deslizou a calça jeans para baixo, deixando tudo empilhado ao lado da piscina. Por último, tirou a camiseta de algodão pela cabeça, deixando-a em cima da calça jeans. 

Demi ficou parada por um momento, sentindo a delícia dos raios do sol acariciando sua pele quase nua. Logo em seguida, arrancou todos os pensamentos sobre sua infância da cabeça. Eles eram um veneno tóxico. Em vez de se preocupar, ela resolveu fingir que estava de férias em um resort exclusivo, onde teria total liberdade para fazer o que quisesse. 

Após uma respiração profunda, ela mergulhou na água, deixando-se engolir por seu abraço refrescante e limpo. 

WILMER OUVIU um splash e empurrou sua cadeira para trás, afastando os olhos do computador para verificar quem estaria usando sua piscina. Aliás, ele deveria ter imaginado... e definitivamente não deveria ter olhado. Demi estava nadando, usando nada mais que o que parecia ser um biquíni transparente. Seria um biquíni ou apenas sutiã e calcinha? Ele sabia que deveria ter ficado longe da janela. E até ouviu o lado esquerdo de seu cérebro. Porém, o lado direito deliberadamente se extasiava com aquela visão. 

Os braços ágeis de Demi não escondiam seus seios fartos com mamilos cor-de-rosa, perfeitamente visíveis através do algodão fino do sutiã, e tudo isso enlouquecia seus sentidos, dirigindo seu sangue, em velocidade vertiginosa, à sua virilha. Seu cabelo molhado estava jogado para trás, e parecia tão escuro quanto os de uma graúna. 

Demi mergulhou, e ele foi presenteado com um delicioso vislumbre da parte inferior do seu corpo... suas pernas longas e seus tornozelos finos. Ela se movia em direção ao fundo da piscina como se fosse um golfinho. E Wilmer ouviu o som de sua risada tilintando no ar. Logo depois, ela deu outro mergulho. Quando chegou à superfície, estava de costas para ele. Wilmer notou os músculos de suas costas e ombros. E Demi ergueu os cabelos, amarrando-os em um nó improvisado, bem em cima da cabeça. A agilidade de seu corpo jovem deixou os sentidos de Wilmer atordoados. Ela podia ser uma modelo apresentando uma nova linha de moda praia. Era magra, atlética, mas com a quantidade certa de curvas para deixar qualquer um louco. Wilmer não conseguia tirar os olhos dela. Estava hipnotizado pelo que via. Pela maneira como ela se movia, era como se não tivesse nenhum medo de que alguém pudesse estar assistindo àquela cena. Ela parecia uma criança que adorava se divertir, embora seu corpo fosse o de uma mulher altamente sensual. 

Quando girou o corpo novamente, acabou ficando de frente para a janela de Wilmer. Demi ergueu uma das sobrancelhas e um sorriso surgiu em sua boca... Naquele momento, a expressão de Demi era de pura insolência. 

Wilmer deixou escapar um xingamento e se afastou da janela. Ele passou a mão pelos cabelos, odiando a forma como seu corpo reagia àquela mulher, mesmo contra sua própria vontade. Não, ele não tinha nenhum controle sobre o que fazia. Ele via. E isso doía. Ele pulsava. E cobiçava... E ficou chocado com a facilidade com que ela o reduzira a um animal em busca de uma chance de acasalamento. Como ele faria para sobreviver àquele mês? Sobretudo com ela se exibindo em todas as oportunidades que surgissem à sua frente? 

O que ela estava fazendo? Brincando na piscina? Aquilo não era uma estância de férias, pelo amor de Deus. Ela estava ali para trabalhar. E ele faria de tudo para se certificar que assim fosse. 

DEMI OUVIU passos firmes e próximos assim que se sentou no degrau mais alto da escadaria da piscina, deixando seus pés logo abaixo da água. Ela parou o que estava fazendo e olhou para cima, vendo Wilmer caminhando na sua direção, com uma expressão fechada em seu rosto. 

– Divertindo-se, não é? – perguntou ele. 

– Claro. – Ela lhe deu um sorriso alegre. – Por que não? Aliás, por que você não se junta a mim? Parece que precisa relaxar um pouco. 

Algo escuro brilhou em seu olhar azul assim que ela o encarou. 

– Você não está de férias. 

Seu tom era conciso. Curto e grosso. 

Demi sentiu um pouco de tensão em seu corpo, e percebeu que ele tentava não olhar para os seus seios molhados. Aquele sutiã barato era praticamente tão fino quanto uma película aderente. Sua mandíbula estava trincada, como se seus dentes estivessem a ponto de ser moídos. Ela podia ver o pequeno movimento de um músculo em um dos cantos da boca de Wilmer. 

Vá em frente, ela o desafiou silenciosamente. Demi arqueou as costas contra os degraus da piscina, para que seus seios ficassem acima da linha de água. E observou os olhos de Wilmer mergulhados em suas curvas, exatamente no ponto onde a água lambia seus mamilos eretos. Logo depois, porém, ele voltou a encará-la, com um olhar de desaprovação. 

– Eu não vejo por que deveria pedir permissão para fazer uso do que está em oferta, disponível... – disse ela, com um sorriso sensual. 

– Saia – disse ele, com um movimento de cabeça. 

Demi arqueou uma das sobrancelhas. 

– Eu sempre imaginei que seus pais elegantes teriam lhe ensinado boas maneiras... Diga a palavra mágica, Wilmer... 

Ele disse uma palavra... mas não teve nada a ver com mágica. Foi um colorido palavrão com conotação sexual, que deixou o clima entre eles ainda mais elétrico. 

Demi sentiu um arrepio inesperado no fundo do corpo, um lampejo de excitação que lambeu sua carne como a cauda de um chicote de couro macio. As narinas de Wilmer estavam abertas, queimando, como se ele fosse um garanhão prestes a tomar posse de sua companheira. E Demi nunca vira um olhar tão magnificamente masculino. A sensação de poder que isso lhe deu foi temperada apenas pelo fato de que ele parecia igualmente agitado. 



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