História Noite Perigosa - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Holland Roden, Ian Somerhalder
Tags Noite Perigosa, Noite Proibida, Romance Dramatico
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Palavras 3.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Minha primeira história aqui... Espero que gostem❤❤

Capítulo 2 - Traída


Fanfic / Fanfiction Noite Perigosa - Capítulo 2 - Traída

Querido Leitor

Ashley estava vivendo um verdadeiro conto de fadas. De gata borralheira vai se tornar uma cinderela! Graças ao charme de seu chefe, Damon Caetani. Mas as intenções dele não era as mais honestas... Depois de conseguir o que queria, seu plano se resumia a descartá-la imediatamente. Mas o mundo dá voltas, e quando a química ocorrer, talvez seja a voz do coração que fale mais alto.  

  Boa Leitura❤

  Edimundo Gadelha

– Tem alguém ai?   

  A voz do homem era ríspida, ecoando nos corredores escuros. Cobrindo a boca com uma mão, Ashley Smith reprimiu um soluço e se encolheu mais nas sombras. Era sábado à noite e, exceto pelos guardas de segurança no saguão do térreo, pensara que estivesse sozinha no edifício de vinte andares. Até cinco segundos atrás, quando tinha escutado o elevador chegando e corrido para o escritório particular mais próximo, para se esconder, arrastando seu carrinho de arquivos atrás de si.   

  Silenciosamente, Ashley fechou a porta. Enxugou os olhos manchados de lágrimas, tentando não produzir um único som, enquanto esperava que o homem no corredor fosse embora, de modo que pudesse chorar em paz.   

   Seu dia havia sido tão horrível que era quase engraçado. Ao voltar para casa naquela manha, após uma tentativa desafortunada de correr para se exercitar, tinha encontrado seu namorado na cama com o colega com quem ela dividia o aluguel. Depois, perdera o negocio de seus sonhos. Finalmente, ligando para casa com o objetivo de buscar conforto, fora deserdada pelo pai. Um dia impressionante mesmo para ela.     

 Normalmente, Ashley teria se irritado por precisar pôr seu trabalho em dia no fim de semana novamente. Hoje, isso não importava. Trabalhava para Caetani Mundial há dois meses, mas ainda levava o dobro do tempo de Rachel a outra arquivista e amadora, para separar seus arquivos, enviá-los e retorná-los. 

   Rachel. Sua colega de trabalho, companheira de casa e, até aquela manhã, melhor amiga. Suspirando, Ashley inclinou-se contrário seu carrinho quando se lembrou da expressão chocada no rosto dela ao ser pega na cama com Calebe. Tinha chorado e pedido perdão, enquanto Calebe tentava fazer a traição deles parecer culpa de Ashley.    

  Ashley sairá correndo do apartamento e fora de ônibus ao centro da cidade. Perdida, desesperada por conforto, ligara para seu pai pela primeira vez em dois anos. Aquilo não tivera bons resultados também.   

 Este emprego era tudo que possuía agora. Mas quando o estranho no corredor iria embora? Não podia deixar que ele...ou alguém... a visse assim... com os olhos vermelhos e inchados. Quem era o homem, e por que não estava dançando e bebendo champanhe no baile beneficente com todos os outros?  

  Tremeu. Nunca entrara naquele escritório antes, mas era enorme, com moveis caros de madeira escura, um belo tapete turco e janelas do chão ao teto de vidro reforçado. Olhou para o teto tornado na sala. Aquele era um escritório digno de um rei. Digno de...    Digno de um príncipe.    

Um sentimento de panico a envolveu ao perceber, pela primeira vez, de quem aquela sala devia ser. Deu um gritinho apavorado.   

 A porta da sala se abriu. Reagindo por instinto, Ashley escondeu-se dentro do armário mais próximo dela.  

 – Quem está aqui? – a voz masculina era baixa e ríspida    

  Como o coração bombeando, espiou através da abertura na porta. Viu a silhueta do corpo grande de um homem na luz fraca do corredor, bloqueando sua única possibilidade de escapar. Cobriu a boca com as mãos, percebendo que tinha deixado seu carrinho de arquivos atrás do sofá de couro preto. Tudo que o homem precisava era acender a luz para vê-la. Ser flagrada chorando no corredor seria humilhante. Ser pega escondida no escritório do diretor-geral seria o fim de sua carreira!  

– Saia. – Os passos do homem pesavam no chão.

 – Sei que está aqui dentro.    

 O coração de Ashley parou por um segundo quando ela reconheceu a voz rouca com sotaque. Não era algum assistente júnior que estava prestes a descobri-la. Era o próprio diretor-geral.   

  Alto, bronzeado, lindo, e de ombros largos, príncipe Damon Caetani era um bilionário que vencera pelo próprio esforço, o diretor-geral de um conglomerado de luxo espalhado pelo mundo inteiro. Também era um playboy implacável. Todas as mulheres que trabalhavam no escritório de São Francisco, desde a secretária mais jovem ate a vice-presidente, com aproximadamente 50 anos, eram loucamente apaixonadas por ele.   

  E agora, estava prestes a capturar Ashley sozinha em sua sala.    Tentando não respirar, ela se encolheu mais dentro do armário, pressionando-se contra a parede dos fundos, atrás dos paletós... que cheiravam a sândalo, e poder. Fechou os olhos, rezando para que o príncipe fosse embora. Por uma vez na vida, torceu para que sua habilidade de ser invisível realmente a recompensasse.    A porta foi aberta. Os paletós foram empurrados para o lado, e uma mão grande agarrou seu pulso. Ashley deu um grito nem alto e nem baixo quando ele a puxou para fora do armário.  

– Peguei você agora. – Ele acendeu uma luz, iluminando o espaço enorme. – Sua...    

 Então a viu, e os olhos pretos se arregalaram, surpresos. Respirando fundo, Ashley encarou o chefe diretamente pela sua primeira vez.    Príncipe Damon Caetani era o homem mais lindo que já vira, desde o corpo musculoso sob o terno preto ate a expressão fria nos olhos escuros.   

– Conheço você. – Príncipe Damon franziu o cenho.  – O que faz aqui esquilinha?    

  O pulso de Ashley queimou onde a tocava, espalhando calor por todo o seu corpo.  

– Do que...você me chamou?    

Soltou o pulso dela abruptamente. 

 – Qual é seu nome? 

 – A-... Ashley – gaguejou.   – Da sala de arquivos.   

 Príncipe Damon Caetani estreitou os olhos. Então andou ao seu redor, olhando-a de cima a baixo.  Ela enrubesceu. Comparada à perfeição dele, num terno em seu conjunto cinza de moletom.   

– E o que faz aqui, Ashley da sala de arquivos? Sozinha na minha sala, num sábado à noite?    

  Ela umedeceu os lábios, tentando acalmar seus joelhos trêmulos.

 – Estava... – O que estava fazendo mesmo? Onde estava? Quem era?  – Estava – Ashley olhou para o carrinho. – Trabalhando?   

 Ele seguiu seu olhar, então arqueou uma sobrancelha.  

– Por que não está no baile dos Preziosi? 

  – Eu...perdi meu par – sussurrou. 

 – Engraçado. – A boca sensual se curvou num sorriso. – Isso parece estar acontecendo muito por aqui.   

  O sotaque sexy da voz dele parecia hipnotizá-la. Não conseguia se mover ou desviar os olhos daquele corpo poderoso, com coxas incrivelmente grossas.    Coxas? Quem dissera alguma coisa sobre coxas?

     Desde que Calebe lhe arranjara aquele emprego de arquivista, tinha feito o possível para se certificar de que seu chefe bilionário nunca a notasse. E agora, sob o olhar hipnótico do príncipe, subitamente queria perguntar por quê. Não sabia mentir muito bem. Os olhos escuros do príncipe Damon sussurravam que ela podia lhe contar qualquer coisa que ele iria entendê-la. Ele a perdoaria e mostraria misericórdia.  

    Mas já estivera perto de homens poderosos antes. Reconhecia a intensidade daquele olhar pelo o que realmente era: uma extorsão emocional.   

 O príncipe implacável, mostrar misericórdia? De jeito nenhum. Se soubesse sobre o pai dela, sobre seu primo, ele a demitiria. Ou coisa pior. 

 – Ashley – murmurou, quebrando o silêncio. – Qual o seu sobrenome?  

 – Smith – replicou honestamente, escondendo um sorriso. 

 Não o ajudaria muito com aquilo.  

– E o que faz em meu escritório, srta. Smith?     

O aroma de sândalo, almíscar e mais alguma coisa única dele penetrou seus sentidos, fazendo-a tremer involuntariamente. 

 – Devolvendo...arquivos.

  – Sabe que meus arquivos vão para a sra. Waller. 

  – Sim. – admitiu.     

 Ele se aproximou, emanado calor do corpo forte.  

 – Diga me por que realmente está aqui.  

   Ashley engoliu em seco, olhando para o tapete caro sob seu tênis gastos de corrida.   

–Só queria trabalhar por algumas horas, no sossego. Sem que ninguém me incomodasse.

  – Num sábado à noite? – disse, friamente. 

  – Estava vasculhando minha sala. Mexendo em meus arquivos. 

   Ela olhou para cima.  

 – Não!  

   Príncipe Damon cruzou os bracos, aquela expressão dura.  

– Estava me escondendo – disse, bem baixinho. 

 – Escondendo o que? De quem?  

   Contra sua vontade, ela confessou:  

 – De você.   

  Olhando-a com intensidade, inclinou-se para frente. 

 – Diga-me por quê.  

   Mal conseguia respirar, muito menos pensar, com príncipe Damon Caetani tão perto.  

 – Estava chorando – sussurrou ela, engolindo o nó na garganta.   – Não podia ficar em casa,  estou atrasada com meu trabalho, e não queria que me visse, porque estava chorando!   

  Lutando para não chorar, Ashley desviou os olhos. Se começasse a soluçar diante de seu chefe poderoso, a humilhação seria completa. Ele a demitiria...por se esconder ali, por chorar de um jeito profissional, ou por estar atrasada com o trabalho. Perderia a última coisa que valorizava. O final perfeito para o segundo pior dia de sua vida. 

 – Ah – murmurou ele em tom suave.  – Finalmente entendo.    

Agora lhe diria que juntasse suas coisas e saísse do prédio. 

 – Estava apaixonada por ele?  

 – O que? – piscou. – Por quem?

     Os cantos da boca sensual de Damon se curvaram num sorriso. 

– Pelo homem.  

– O que faz você pensar que chorava por causa de um homem?

  – Por que  outro motivo uma mulher choraria?  

   Ela riu, mas o som pareceu mais um soluço. 

 – Talvez se apanhasse...não estou dizendo que apanhei... Ha... Esquece... – disse ela te olhando. – Tudo deu errado hoje. Achei que pudesse ser mais feliz se perdesse alguns quilos. Tentei ir correr para me exercitar. Grande erro. – Ela olhou para seu tênis e seu moletom velhos. – Minha companheira de casa pensou que eu tivesse saido para trabalhar. Quando voltei para o apartamento, encontrei-a com meu namorado. Na cama.   

  Damon segurou-lhe o queixo.  

– Sinto muito.    

 Fitou-o, chocada pela compaixão inesperada. Então seus lábios se entreabriram, enquanto seu corpo era inundado de calor por conta do toque dele. Os seios estavam subitamente pesados, os bicos rijos sob o top de ginástica.    Estreitou os olhos, surpreso. 

 – Mas você é linda.    

 Linda? Aquilo foi como um tapa no rosto. Afastou-se.  

– Não faça isso.

  – Não fazer o que?     

 A crueldade do príncipe roubou seu fôlego.  

 – Sei que não sou linda. E sem problemas. Tenho consciência de que não sou muito inteligente também, e posso conviver com isso. Mas sua provocação não é apenas arrogante, é cruel!  

   Damon a estudou com seriedade, sem dizer uma palavra. E Ashley arfou, percebendo que acabara de repreender seu chefe.     

Ela uniu as mãos. 

– Estou despedida, certo?   – Quando ele não respondeu, pegou seu carrinho de metal, as mãos tremendo. – Terminarei meu trabalho, depois coletarei minhas coisas.     

Ele segurou-a pelo braço, detendo-a.  

 – Então um elogio é uma demissão? – meneou a cabeça. – É uma garota estranha Ashley Smith.    

 Estranha era uma palavra-código para fracassada, pensou como um nó na garganta.  

 – Assim meu pai sempre me disse.  

– Não está demitida.    

  Olhou-o com o primeiro brilho de esperança.

  – Não estou?      

Ele se aproximou um pouco.  

 – Tenho um tipo diferente de penalidade em mente.

  – A guilhotina? A cadeira elétrica?

  – Irá comigo ao baile esta noite.  

    Ficou boquiaberta.  

 – O que?     

 Os olhos escuros eram ardentes.

  – Quero que seja meu par para o baile.   

  Ashley o olhou, seu coração disparado. Tinha caído em alguma espécie de sonho? Príncipe Damon podia ter as mulheres mais lindas do planeta...e já tivera muita delas, segundo os jornais.  

– Então, cara? – perguntou.  – O que me diz?    

  Sentia-se atordoada pela intensidade do olhar dele. Falou lentamente: 

– Não entendo.  

 – O que ha para entender?     

Ela pigarreou. 

 – Não entendo a piada. 

 – Nunca faço piadas.  

 – Não? Que pena. Eu faço o tempo inteiro. Geralmente por acidente.     Damon nem mesmo sorriu.  Apenas continuou a olhá-la, o rosto imóvel e tão bonito. 

  – Fala sério? 

  – Sim.  

 – Mas...é o baile de Preziosi di Caetani – gaguejou Ashley.  – O maior evento beneficente do verão.  – O prefeito estará lá. O governador, Os paparazzis... Todo mundo.  

 – E dai?

  – Podia ter qualquer mulher que quisesse.  

– E quero você.  

   As três palavras simples fizeram o coração de Ashley girar dentro do peito. Uniu as mãos trêmulas.  

 – Mas você tem uma namorada. Eu li...   

   A expressão dele endureceu.  

 – Não.  

 – Mas, e Elena? Elena Bianchi...  

– Não – interrompeu.    

  Mordendo o lábio, estudou-o. Não lhe contava toda a verdade. E as ondas de perigo emanando daquele corpo poderoso quase a queimavam. Se descobrisse quem Ashley realmente era, perderia seu emprego...e possivelmente seria acusada de espionagem na corporação. Todos os seus instintos de autopreservação lhe diziam uma coisa: Fuja.    

–Lamento, mas não – respondeu.     

Arregalou os olhos, claramente chocado. 

  – Por quê? 

 – Meu trabalho... 

 – Dê-me um motivo verdadeiro – disse ele.

     Motivo verdadeiro? Que tal o fato de que ela era filha de um homem que ele odiava, e prima de outro homem, que odiava ainda mais? Ou a maior razão de todas: a beleza máscula e poderosa do príncipe a apavorava, fazendo seu coração acelerar e seu corpo transpirar? Nenhum homem exercerá esse efeito sob ela, e Ashley não sabia o que fazer, exceto fugir.

  – Meu namorado...meu ex-namorado – gaguejou – estará no baile esta noite com minha amiga... Rachel. De modo que não poderia ir.  

 – Estará no baile? – perguntou Damon.  

 – Conheço este homem que te fez chorar? 

  – Ele trabalha na divisão de design de jóias de Preziosi.  

   Os olhos de Damon brilharam.  

 – Mais uma razão para ir.  

 Quando ver você em meus braços, lembrará de seu valor e irá suplicar para você voltar. Pode aceitar ou rejeitá-lo, como escolher. E a mulher irá sofrer ao vê-lá com minha companhia da noite.  

   Olhou-o com ar de divertimento.  

 – Não tem problemas de autoestima, não é?     

Ele a olhou.  

 – Sabemos que isso é verdade.    

 Ashley comprimiu os lábios, sabendo que estava certo. Se o acompanhasse ao baile, seria a mulher mais invejada da cidade...talvez de toda a Califórnia.     O pensamento de Rachel e Calebe rastejando aos seus pés e suplicando por seu perdão era delicioso. Todas as vezes em que pedirá a Rachel explicar sua ausência para ele e entretê-lo...a haviam traido. Não possuía amigos na cidade, agora nenhum.    Ergueu os olhos para o rosto de Damon.  

– Não sou uma dançarina muito boa.    

  Os olhos escuros percorriam o corpo dela.  

– Acho difícil acreditar nisso.  

 – Fiz aulas de dança de salão quando era criança, e minha professora me pediu para desistir. Parecia um daqueles elefantes com saia. Todos os meus namorados reclamaram sobre pisar nos pés deles.    

  A expressão dele se tornou mais suave.

  – Mesmo que fosse verdade – murmurou –, a culpa seria dos seus parceiros, não sua. Conduzir é responsabilidade do homem.   

  Engoliu em seco.  

 – Hum....eu....nunca pensei nisso. Simplesmente presumi que era a culpada.

 – Presumiu errado.  – Arqueou uma sobrancelha.  – Mas só por curiosidade, quantos são? 

 – Perdão?  

– Todos os seus namorados.   

  Oh, céus. Não poderia lhe contar o número patético. Ergueu o queixo e falou: 

– Alguns... 

 – Dez? – persistiu Damon.    

  O calor no rosto de Ashley aumentou.  

 – Dois – confessou.  – Um namorado no ensino médio...e... Calebe. 

 – Calebe? Esse é o nome dele? O homem que partiu seu coração?

  – Ele me traiu.  – Olhou para o chão.  – Mas não foi isso que partiu meu coração.    

 Esperou, mas Ashley não explicou.

  – Então saia esta noite. Suas habilidades de dançarina são irrelevantes, porque não iremos dançar.    

 Ela ergueu a cabeça para lhe dar um sorriso irônico.  

– Está com medo de levar um pisão no pé?  

– Não danço.  

   Os olhos dela se arregalaram. 

 – Nunca?  

– Não.

  – Mas é o patrocinador do baile de Preziosi di Caetani!  

 – O baile levanta fundos para minha instituição beneficente favorita, e proporciona publicidade positiva para a Caetani Mundial – replicou friamente.  – É isso que importa. Dança não me interessa. 

 – Oh. – Ashley mordiscou o lábio.  – Entendo.    

  Mas não entendia. Como um homem como príncipe Damon, o conquistador de mulheres ao redor do mundo, patrocinava um baile e não dançava? Não fazia sentido.    Damon pegou sua mão. 

 – Venha. Precisamos nos apressar.     

 Ela recuou. Temia deixar que a tocasse, temia o estranho poder dele sobre seu corpo.  

– Por que eu? 

– Por que não?      

Ashley cruzou os braços. 

  – É famoso por muitas coisas, príncipe Damon, mas não por levar arquivistas a bailes beneficentes.     

Jogou a cabeça para trás e riu. 

Virando-se, foi até um grande quadro acima de sua mesa e abriu-o para revelar um cofre. Inserindo a combinação para abrir a porta, retirou duas abotoaduras de platina e diamante, e então encarou-a com a expressão intrigada. 

 – Você me interessa Ashley Smith. Nenhuma mulher que conheço teria me perguntado por que antes de aceitar.  – Suponho que seja estranha.

  – Observou-o colocar as abotoaduras, notando a força dos pulsos e movimentos sensuais daquelas mãos. 

  – Minha companheira para o baile cancelou dez minutos atrás.

  – Srta. Bianchi?   

–  Sim.     

Vira fotos da herdeira milanesa, que era morena, magra e linda. Tudo que Ashley dizia não ser. Olhou para baixo 

 – Não sou como ela.  

 – Isso a torna perfeita – disse. 

 – Elena descobrirá como respondo a ultimatos. Preciso de uma companhia, e a encontrei em meu escritório. É o destino.   

–  Destino... – sussurrou.

  Ele deu a volta na mesa, prendendo os olhos dela nos seus.  

 – Necessito de um par. Você precisa se vingar. Este Calebe se ajoelhará na sua frente antes que a noite termine.   

  Um calafrio percorreu a coluna de Ashley. Por mais que a tivessem magoado, sabia que vingança era a atitude errada. E estar perto de Damon a assustava. Não tinha medo apenas por seu emprego. Ele a fazia se sentir tão...tão...estranha. 

– Por que hesita? Está apaixonado por ele?    

 Ela meneou a cabeça. 

– É só que... 

 – O quê?     

 Engolindo em seco, virou-se.  

 – Nada. 

 – Tenho observado você ha semanas, esquilinha, tentando me evitar.    Os lábios dela se entreabiram em choque.  

 – Você me viu?   

 Ele assentiu. 

  – Fugindo para o lado e para o outro toda vez que me via nos corredores. Esse tipo de comportamento vindo de uma mulher é muito...singular. Mas agora entendo.  

– Entende?   

   Tocou-lhe o rosto, forçando-a a encontrar seus olhos. 

 – A maioria das mulheres que conheço teria abandonado seus amantes num instante para estar comigo. Lealdade é uma qualidade rara. O homem que a traiu é um idiota. Não podia discordar daquilo. Olhou-o, hipnotizada.   

 Ele abaixou a mão.  

 – Mas não tem nada a temer. Nosso romance esta noite será apenas uma ilusão. Não telefonarei amanhã. Não telefonarei nunca. Continuará sendo minha funcionária. E eu serei seu chefe, fingindo não notar enquanto se esconde nas sombras.    Engoliu em seco, ainda sentindo o toque dele em seu rosto. 

 – Quer dizer que se eu o acompanhar ate o baile esta noite, irá me ignorar amanhã? Irá me ignorar para sempre?

  – Sim.  

   Ashley respirou fundo. Tinha de fazer-lo esquecer de sua existência. Essa era a única forma de garantir que não ficaria curioso o bastante para descobrir as lacunas em seu currículo. Mas, no fundo sabia que aquele não era o único motivo.    Está sempre fugindo Ashley A acusação de Calebe soou em seus ouvidos. Disse que veio a São Francisco para lutar pelo seu negócio de jóias e passar o tempo comigo. Em vez disso, tem evitado a nós dois desde o dia em que chegou. Ou nunca me quis...nem quis seus negócios...ou é a maior covarde que já conheci.     Calebe estava errado, tudo que Ashley queria era provar isso. Ser uma das garotas glamourosas e destemidas que vestiam roupas brilhantes e dançavam, riam e tomavam champanhe. Ser a garota cortejada por um cavaleiro de armadura brilhante.      

Ser a garota que ia a um baile com um príncipe...


Notas Finais


Espero que gostem❤


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