História Noites Brancas - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Hyoga de Cisne
Tags Camus, Hentai, Romance
Exibições 79
Palavras 2.197
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Muito feliz com a repercussão desse fic que me é muito querido, ela é muito gracinha, espero que continuem gostando!

Capítulo 3 - Capítulo 2


Capítulo 2

Após três dias de viagem a um vilarejo distante para fazer compras de mantimentos que não existiam na vila local, Camus, finalmente, voltava à cabana que havia alugado. Estava ansioso, queria logo vê-la, saber se estava bem. Ele pensou em ligar para Hyoga e pedir que fosse a Sibéria, iria surpreendê-lo com a presença da mãe. Mas faltou-lhe coragem. Esta era uma situação em que ele não estava no controle das coisas e isso o deixava completamente desconcertado.

Durante os dias em que esteve fora, a imagem da Nastássia não saiu de sua mente nem por um minuto sequer. Porém a imagem sempre vinha acompanhada de um Hyoga tremendamente irritado querendo matá-lo por dar em cima de sua mãe. Mas o que ele estava pensando? Ele nunca deu em cima daquela mulher! Tudo bem que ele esteve por cima dela, mas foi unicamente com o objetivo de salvá-la. Por que ela tinha que ser tão bonita? Era melhor que tivesse sido comida pelos peixes. A culpa que sentia por estar tão atraído pela mãe de seu discípulo não o permitia nem de pensar direito.

- Como está, Veruska? – O cavaleiro cumprimentou a mulher que havia contratado para lhe servir nestes dias.

- Que bom vê-lo, senhor Camus! Estou ótima e nossa visitante também, sei que seria sua próxima pergunta! – A senhora disse com um sorriso.

- Onde ela está? – Camus assustou-se com o tom de urgência de sua voz.

- No quarto, ainda não está forte o suficiente para ficar andando. É uma garota adorável, mas acho que ela está um pouco transtornada! Tem tido muitos pesadelos e fica dizendo que tem que encontrar o filho.

Camus sentiu o coração apertar. O que ele diria a ela? Olha, seu filho já não é mais o mesmo, ele é quase do meu tamanho e a julgar pelo o tanto de mulher que ele já pegou as essas alturas você é avó. O cavaleiro balançou a cabeça. Era incrível a quantidade de besteiras que começaram a habitar sua mente desde que a resgatou.

- Vou vê-la. Arrume as coisas, por favor. E faça o jantar, estou faminto! – Dizendo isso ele tomou as escadas que levavam ao único quarto da cabana. Ele entrou no aposento procurou por todos os lados, mas não viu a jovem. O quarto estava encoberto por um pouco de neve. Ele olhou para janela e percebeu que ela fizera uma corda de lençóis. Havia fugido. "Mal agradecida", foi o que ele pensou, espumando de raiva, quando pulou a janela para sair a sua busca.

Para o cavaleiro não foi difícil localizar a mulher que andava vagarosamente; a neve estava fofa e vazia com que seus pés afundassem até metade da canela, dificultando a locomoção. Ele se aproximou sem fazer barulho.

- Devia denunciá-la por furto. Onde pensa que vai com meu casaco? – Camus perguntou com certa frieza na voz, mas estava se divertindo com o olhar assustado que jovem lhe lançou.

Nastássia, que havia pegado um dos casacos de Camus para fugir, pois seria impossível enfrentar as temperaturas do lugar sem a devida proteção, o olhou com ar de superioridade e simplesmente retirou o casaco jogando-o aos pés do cavaleiro e voltou a caminhar.

- É muito mal agradecida, sabia? E teimosa. Se continuar andando só com esse vestido, irá congelar!

- Já lhe devolvi seu casaco, senhor! E se tivesse prestado a devida atenção quando entrou no quarto, teria visto que lhe deixei um bilhete onde lhe agradeço por tudo e lhe desejo felicidades. Mas renovo agora os meus agradecimentos. Tenho que ir! – A loira disse tudo sem olhar para Camus, mas, do pouco que viu do rapaz, foi obrigada a concordar com Veruska, ele era lindo! Mordeu o lábio ao mesmo tempo se recriminando pelo pensamento impróprio.

Ela voltou a andar, mas o cavaleiro se pôs a sua frente.

- Não vou me dar ao trabalho de salvá-la de novo!

- Não estou lhe pedindo nada! Apenas quero encontrar meu filho. Não posso pensar em minha segurança enquanto um garotinho de apenas sete anos está perdido por ai.

- Se morrer congelada de nada terá valido seu esforço, ainda irá deixar o garoto com sentimento de culpa.

Nastássia parou ao ouvir as palavras de Camus. De fato, de nada adiantaria sua busca se acabasse morrendo. Mas ela estava desesperada, a lembrança do filho sendo levado aos prantos pelo bote salva-vidas a atormentava todo tempo. Ela acabou se entregando ao choro, ajoelhando-se no chão gelado.

Camus se abaixou para ajuda-la a se levantar, tentou confortá-la com um abraço, mesmo que para ele esse tipo de conduta não fosse muito comum.  Sentiu que o corpo dela se enrijeceu em sinal de repulsa ao contato, mas, quando foi se afastar, ela mesma estreitou a o contato e se aconchegou no peito largo. Sentiu necessidade de acariciar os fios dourados ao sentir o corpo inteiro queimar com a aproximação, mas achou prudente não fazê-lo.

Nastássia se envolveu ainda mais nos braços fortes e acolhedores do rapaz. Aquilo lhe era totalmente estranho, tinha verdadeiro asco ao toque masculino de maneira geral, mas ali nos braços dele, ela se sentia absolutamente segura e, de certa forma, até feliz apesar da angustia com a ausência do filho.

- Tenho que encontrá-lo, ele é tão pequeno e indefeso. – Ela disse entre um soluço e outro.

- Vamos voltar para cabana – Ele falou vestindo o casaco na mulher – Prometo que a ajudarei a encontrar seu filho. Tenha calma e tudo dará certo.

Os dois caminharam em silêncio. Camus percebeu que ela queria se manter abraçada a ele, pois estava fragilizada e buscava por amparo, mas sabia que dar a ela esse tipo de apoio seria perigoso dado ao forte desejo que vinha sentido pela loira.  Ele não sabia por onde começar o assunto, como explicar que ela esteve hibernando durante mais de dez anos que seu pequeno filho agora era um homem? Teria que pensar em algo rápido. Ela estava muito decidida em encontrar Hyoga e com certeza tentaria fugir de novo se ele não lhe desse uma explicação plausível o mais breve possível.

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O jantar servido por Veruska estava divino e ambos comeram até se fartarem. Nastássia começava a se sentir culpada por ter fugido daquela forma. Realmente ela havia sido muito grosseira. Mas, quando soube que a cabana pertencia a um homem, uma conhecida onda de pânico tomou conta de seu ser. Não queria ter que passar por aquilo nunca mais, então aproveitou-se de sua ausência para fugir, além de estar extremamente ansiosa para rever o filho.

Voltou seu olhar ao jovem dono da cabana, ele não era apenas um homem bonito, possuía um olhar austero, apesar da evidente frieza, se portava de maneira elegante, e até mesmo a forma como ele falava, pronunciando perfeitamente as palavras, o tornava ainda mais interessante. Mas ainda assim não conseguia deixar de se sentir mal quando soube que Varuska não dormia na cabana, pois tinha sua própria casa na vila onde morava com o marido. Não ficaria pensando nessas coisas, aquele homem a sua frente em nada lembrava Vladimir. Não tinha o que temer, logo estaria com seu filho e era só isso que lhe importava.

- Diga-me, Camus, é esse seu nome não é? Como foi que me encontrou, a última coisa que me lembro foi te ter entrado na cabine do navio que estava naufragando. Você fez parte da equipe do resgate? – A pergunta pegou o aquariano de surpresa. O que dizer, pelos deuses, alguma luz!

- Fiz, sim, e o nome é Louis, Louis Philip, Camus é meu sobrenome, mas é maneira pela qual normalmente sou chamado. Quando a encontrei na cabine você estava completamente desacordada, mas perecia bem, como o hospital estava dando preferência às pessoas em estado grave eu a trouxe para cá. Mesmo que estivesse bem você precisava de cuidados. – "Milo, eu te amo! Graças as estes anos de convivência constante me formei na arte de inventar desculpas esfarrapas e altamente convincentes. Pela cara, ela acreditou." Camus pensou aliviado.

- Sou muito grata mesmo, espero não ter te dado muito trabalho. Não gosto de incomodar ninguém.

- Não foi nada. Era minha obrigação como salva-vidas. Eu preso pela completa segurança dos meus resgatados. – "Droga! Por que não digo logo a verdade. Só porque ela é totalmente ilógica e eu provavelmente não acreditaria em mim mesmo no lugar dela?"

- Sabe para onde foram as pessoas que foram resgatas pelos botes antes do naufrágio? Meu filho foi resgatado por um deles, então deve estar junto a estas pessoas.

- É muito provável. Por sorte eu estou com o meu comunicador aqui. Com ele posso falar com qualquer das unidades de resgates. Vou me informar agora mesmo. Não quero que fique aflita sem notícias. – Camus saiu da copa e foi até uma sala ao lado pegar o celular. Nunca chegou pensar que realmente usaria o telefone celular com transmissão via satélite que havia comprado. Quando ia a Sibéria era sempre em busca do mais completo isolamento.

Assim que atenderam do outro lado da linha, o cavaleiro sussurrou antes mesmo de falar alô:

- Estou apenas fingindo, mas preste atenção no que vou dizer, use a inteligência, que eu sei que você tem, para captar as coisas nas entrelinhas. – Assim que disse isso falou alto o suficiente para que Nastássia ouvisse a conversa – Milo Ternopholys! Justamente o homem que eu procurava! Foi você que ficou responsável pelo pessoal dos botes, não foi?

- Camus, eu sabia que quando você ia sozinho para esse fim de mundo era para se encher de vodka. – Disse a voz do outro lado da linha.

- Preciso muito saber se um garotinho loiro, de aproximadamente sete anos, olhos claros que atende pelo nome de Hyoga, não estaria em um de seus botes.

- Não sou pedófilo para ter garotinhos de sete anos no meu bote não, tá? E eu já te disse para parar com essa coisa de tratar o Hyoga como criança. Aqui, não está tentando insinuar que eu tenho algo com aquele pato loiro não, né? – Milo tentava de todas as formas seguir a mesma linha de raciocínio que Camus, mas para ele o amigo não falava nada com nada e ainda estava insinuando algo que ele não estava gostando.

- Não pode ser tão difícil para uma pessoa tão capacitada como você, localizar uma simples criança. É muito importante. – Camus estava a ponto de socar Milo, ele percebia a voz arrastada pela bebida, quando o escorpiano bebia parecia sua capacidade de raciocinar ficava altamente comprometida.

- Aaaahhhhhhh, você quer que eu chame o Hyoga para você. Agora sim, eu entendi. Ele está aqui em casa mesmo. Estamos fazendo uma festinha. Cada gata! Você está perdendo. Já vou chamar.

- Eu sabia que podia contar com você. – Camus ficou mais calmo. Pelo menos o amigo conseguiu juntar dois com dois, isso era fenomenal considerando o estado etílico que ele deveria estar em virtude da festinha. Hyoga logo atendeu ao telefone e, para alegria de Camus, ele parecia estar sóbrio.

- Diga, mestre Camus! Algum problema?

- Quero que venha a cabana em que estou ocupando, venha o mais rápido que puder. E traga a criança com você, a mãe dele está a sua espera.

- Do que o senhor está falando?

- Simplesmente venha para cá! Deixe as perguntas para quando estiver aqui.

- Poderei viajar em três dias. Saori pediu para que recebesse seus novos discípulos para senhor, pode ser?

- Que seja. Contanto que o tragam em segurança. – Sem se despedir ele desligou o telefone e fitou Nastássia que parecia aflita.

- E então? – Ela perguntou ansiosa.

- Eles o localizaram, sim. Pedi para que o trouxessem, pois você não está em condições de viajar, ainda está fraca. Ele chega em três dias!

Camus ficou surpreso coma reação de mulher. Ela se levantou eufórica e se jogou em cima dele com tanta empolgação que ambos perderam o equilíbrio caíram com ele sentando no sofá que estava atrás do cavaleiro e ela sobre ele. Com a queda os lábios de Nastássia roçaram levemente nos de cavaleiro e ambos sentiram uma estranha corrente elétrica invadir seus corpos. Ficaram se olhando enquanto sentiam a pele das bochechas queimar de vergonha. A garota desviou o olhar e se levantou rápido.

- Me desculpa. É que a notícia me deixou tão feliz. Não pude me conter. Muito, muito obrigada!

Ele também se levantou e tentou se recompor da situação, deliciosamente, constrangedora. Mal conseguia olhar para mulher, e achou melhor assim. Se a fitasse não iria resistir, a pegaria no colo e ia mostrar a forma correta de se comemorar uma notícia tão boa.

- Como disse, está é a minha obrigação. É melhor irmos dormir! – Ele disse secamente, pois temia que todo seu desejo pudesse transparecer em sua voz.

- É melhor mesmo! – Ela respondeu perecendo estar um pouco magoada.

Os dois seguiram para o segundo andar da cabana com sentimentos bem diferentes quanto ao esperado dia da chegada de Hyoga. Ela radiante de felicidade e ele cheio de tristeza; seria o dia em que descobria o quanto ele havia mentido para ela.

CONTINUA 



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