História Noites de Ternura - Capítulo 12


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Categorias IKON
Personagens Bobby, Jinhwan, Junhoe
Tags Bobby, Bobhwan, Jinhwan, Jiwon, Junhoe, Junhwan
Exibições 84
Palavras 2.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Chegamos aos 100 favs!!!! Muito obrigada, acho que já agradeci, não? Kk Enfim, mais uma vez não mata ninguém.

Fiquei pensando se deveria ou não atualizar mas não me aguentei, aproveitei esse sol maravilhoso em sagitario e puff, está aqui mais um cap fresquinho pra vc ♡

Boa leitura e até os finais

Capítulo 12 - A Dança do Desespero


Fanfic / Fanfiction Noites de Ternura - Capítulo 12 - A Dança do Desespero

Noites de Ternura

Capítulo 12:

A Dança do Desespero

20 de Junho, 2002

O ar gelado do ar-condicionado pairava naquele cubo cinzento com sua cortina transparente da gélida função, arrepiava a tez da criança e parecia-se com um abraço desgostoso, o contato imaturo do menino com o ambiente da delegacia o assustava, de frente para si, uma mulher de cara simpática, no entanto, forçava uma aproximação necessária parte de seu trabalho, ao seu lado um homem, de maxilar alinhado e rosto quadrado, um par de olhos castanhos, felinos mas não medonhos como os de Heyn, o terno grafite escuro o tirava de modo silencioso todo o brilho que tinha nos semblantes amigáveis.

A fonte de luz era pobre, uma janela de pequeno tamanho no topo de uma parede cinzenta, um facho da lâmpada branca acesa iluminava escassa sobre a mesa que dividiam as três pessoas.

Jinhwan chorou, chorou com toda a força de seu pulmão de menino, parecia querer vomitar a alma que cuspia da goela, soluçava com o próprio alarde, o desespero embalava o pequeno em sua valsa orquestrada pelos assombros que embaciaram aquela sua vida tão pura.

A voz não parecia existir, os lábios comprimidos, lutando para que contesse aquele sentimento dolorido, vermelhos como se estivessem pintados pelo mesmo batom sublime da mulher a sua frente, o corpo encolhido e retraído, não havia meios de o fazer conseguir controlar todo o medo e a confusão que o detinham pouco a pouco.

Ele era apenas uma criança.

Jinhwan estava amedrontado, onde estava Jiwon? Onde estava o seu capitão Bobby? E sua mãe, aquela que lhe arrancaram fora como quando se arranca uma flor de seu jardim?

Para os policiais, estava mais do que claro que havia algo de muito errado em todo aquele caso. Mais do que um esquema sujo e corrupto, algo ligado diretamente a Jinhwan.

Pequeno… Iremos chamar Wheein, se ela vier aqui te dar um abraço, você consegue contar um pouco pra gente?”

Os olhinhos infantis avermelhados pelo berreiro repousaram no homem, o estendia a mão a fim de “fechar” um acordo com a criança.

Hesitante, ainda em meio às lágrimas grudadas na face e soluços que faziam a garganta doer, levou sua mão à do homem, o que fez ambos sorrirem, já que no aperto, a mão tão pequena, desapareceu completamente dentro da palma do detetive.

Irei pedir à Junhoe que chame a menina, até lá, o detetive Kang irá conversar um pouco com você, está bem com isso, querido?”

A mulher sorria, era sincero daquela vez, o pequeno sentia isso e acabou por tranquilizar minimamente o coração enorme que carregava dentro de si.

Afirmou com a cabeça, passando a mão gordinha fechada em punho pelos olhos chorões.

“Isso aí, Jinhwan!”

A mais velha parecia contente, levantou-se um pouco afoita de sua cadeira e saiu da sala de interrogatório. Kang fitava o pequeno ainda recluso, as mãos grandes postas sobre a mesa, brincavam inquietas, o anel fino e dourado que usava parecia cintilar, como o cabelo de Jinhwan, o menino, curioso, acabou por começar a falar, surpreendendo o homem de rosto quadrado.

“A tia Wheein...Ela sempre está usando um parecido com esse que tem no seu dedo… É tão bonito… Um dia eu também quero usar um, e vou dar um à Jiwon hyung também.”

Os olhos do detetive pareciam maiores, ouvir a voz de Jinhwan pela primeira vez, sem o embargo do choro ou do medo, soava doce, soava pura e contagiante, e era simplesmente ele ali, falando como uma criança, sem os assombros do que estava vivendo.

Soltou um riso bobo, era adorável, não somente isso, era pacífico.

Jinhwan emanava uma paz que o fazia querer simplesmente sorrir.

No entanto, uma dúvida o turvou dos pensamentos leves sobre o pequenino de cabelo coral, preenchendo novamente a cabeça analitica do detetive.

Jiwon?

Um dia você terá um também, Jinan…”

“O Jiwon me chama de Jinan também!”

Jiwon?

Escute, Jinan...Quem seria esse mocinho de quem você está falando? Algum amigo do orfanato?”

Os olhinhos infantis abaixaram-se para as mãos postas sobre as pernas, esfregavam-se uma na outra, nervosas, um rosado dopou as bochechas cheinhas e um sorriso triste abordou a boca pequena, a resposta veio tão ingenuamente que Kang sentia que poderia deixar de lado o seu profissionalismo e encher o menino a sua frente de carinho.

Ele é muito mais do que isso, senhor! Um super herói!! E também sabe onde fica o melhor lugar do mundo! Só que ele nunca me contou onde é...Diz que eu vou descobrir sozinho...Eu... Queria ele aqui…”

Mais uma vez, as bochechas rosadas foram umedecidas com as lágrimas finas que rolaram livres pelo rosto delicado. Secou-as com a manga da blusa amarela mostarda que usava, o homem, ainda confuso, balançou a cabeça em resposta, sabia sobre todos aqueles dias desgastantes demais para um ser humano tão pouco vivido.

“Eu entendo, Jinan… Saiba que faremos de tudo e muito mais para trazer seus amigos de volta! Mas para isso acontecer, precisamos que você seja forte e nos conte tudo. Você disse que Jiwon é um herói, mas parou para pensar que é você que está aqui, lutando por ele e todos os outros?”

Um par de castanhos mel moldados em dois adoráveis arcos e dentinhos de leite com alguns deles faltando foram a resposta para o detetive.

A porta foi aberta, revelando Wheein, a delegada e o menino que Jinhwan havia conhecido no carro da mulher, Junhoe era o nome dele.

Jinhwan meio desajeitado, correu até a menina e foi pego no colo, repousando a cabeça entre o ombro e o pescoço fino, inspirou tanto aquele perfume doce de Wheein, que tossiu.

Junhoe o olhava com semblante amigável, os lábios repousados num sorriso sem curvaturas, somente a simplicidade de um humor sereno.

Os olhos daquele menino eram tão pretos, como uma imensidão visível, jogada à uma tela branca, e Jinhwan gostou tanto de estar dentro naquela profundidade, sentia-se de um modo estranho, seguro, uma imensidão vazia cheia de um mistério sobre quem era ele.

Não somente os olhos, mas tudo naquele rapaz parecia ser o oposto do pequeno, seus cabelos pretos e densos, as sobrancelhas escuras e grossas, a pele morena reluzente, um olhar misterioso e fechado, uma voz de adulto e a altura que o permita brincar com os aviões que passavam pelo céu.

“Por que não tentamos de novo, Jinhwan?”

A voz da delegada soou distante, ajeitava-se na cadeira mais uma vez, um pigarreio tímido veio de Junhoe, pois este era encarado pelo menino a todo momento, o pequeno nem mesmo deu-se conta do próprio devaneio.

“Eu estou te esperando lá fora, tudo bem?”

Wheein sussurrou ao pé do ouvido de Jinhwan, este lhe balançou a cabeça num sinal de confiança, o colocou no chão e então depositou um beijo na testa coberta pelos cabelos do menino, deram as costas com a pequena criatura ainda os assistindo.

A mãozinha balançou de um lado para o outro,  num despedir agraciado, recebendo em troca um acenar vindo não de Wheein, mas sim de Junhoe.

“Eu fugi. Eu saí correndo do carro, Heyn-si deixou a porta aberta, e eu fugi. A tia Wheein me viu na frente da casa dela, eu perguntei a Jiwonnie como fazia para chegar até lá, e ele me pediu pra não fazer nenhuma besteira, mas eu não senti que o que fiz foi besteira, por que…”

Mesmo que ainda dominados pela surpresa, precisavam ouvir o restante do que o pequeno dizia.

“Por que…”

Kang, exercendo o seu trabalho, incentivou o menino andando até o mesmo e abaixando-se em sua frente, até estar compatível com a estatura do menino. Ainda parecia enorme perto dele.

“Por que...Jiwon não estava falando a verdade, os olhos dele estavam tão tristes, tão cansados...A mulher, ela falava sobre eu me comportar, e não falar nada, e somente sorrir quando alguém falasse algo bom sobre mim…”

"Você pode me dizer para onde esta mulher estava o levando? Consegue se lembrar?”

Sim senhor, eu não sei o que é, mas a palavra que ela repetia era leilão, palavra estranha não é? Mas Heyn continuava dizendo leilão e eu realmente não sei o que é isso…”

O pequeno encarava sério o detetive, a face esculpida numa confusão que parecia o sufocar, as sobrancelhas arqueadas em dúvida e um olhar em busca de uma resposta.

Kang e Gyung entreolharam-se calados, ambos compartilhavam uma expressão fria, como se tudo estivesse finalmente exposto, olhares firmes, pareciam tão cientes sobre tudo, pareciam saber de tudo, a mulher, imersa em relatórios e levantamentos, assentiu. As investigações iriam de fato ser iniciadas.

“Jinhwan, você foi muito bem. Obrigado por nos ajudar, iremos precisar de você conosco, por hoje é só, e pedimos que seja honesto assim sempre. Combinado?”

“Sim!”

O escritório de Gyung tinha um cheiro da mistura de cigarro e café, a noite pousava lenta e junto de si, o sol despedia-se alaranjado, delegada e detetive trabalhavam arduamente, junto de uma equipe precisa. Papéis por todos os lados, a porta aberta recebia agitada, ora e outra alguém entrava na sala, eram casos e mais casos, mas aquele em especial, precisava de toda uma dedicação da equipe, afinal, Heyn era uma pessoa influente para a economia daquela cidade.

“Sabe o que mais me deixa confuso?”

"Hum?”

“Ela não estar atrás de Jinhwan.”

“Por que ela sabe que já estamos com ele.”

“Eu pensei nessa hipótese, só pode ser isso, ela nos quer próximos…”

“E é exatamente o que daremos a ela.”

Kang encarou a mulher, olhar espantoso, ela ocupada com papéis e o computador, os óculos na ponta do nariz foram ajeitados e a atenção voltou-se ao homem estático ali a observando.

O que foi?

Eu só achei isso meio precipitado, a abordagem deveria ser feita pelos policiais, não por nós, diretamente eu digo...Ela é uma mulher perigosa e você sabe disso…”

Eu também posso ser uma ameaça, e você sabe que se depender dos policiais, não a pegamos nem que ela fique estática no mesmo lugar. Você cuida das investigações e eu da estratégia. Entendido?

Sim…”

Despedia-se às pressas dos policiais e companheiros de trabalho, a mochila pendurada por um dos ombros e uma lata de refrigerante de algum sabor artificial, composto por corantes e açúcares ainda fechada na outra mão, Junhoe precisava chegar antes das dez horas e estudar para a prova de história que teria no dia seguinte, em sua mente, infelizmente ainda era um estudante do ensino médio.

Senhora, estou indo. Se não precisar mais de mim, é claro…

Você trabalhou muito bem hoje, rapaz. Vá e descanse, até lhe daria folga amanhã, mas sei que viria do mesmo jeito.”

Kang sorria terno para o menino, se um dia tivesse filhos, gostaria de ter um como Junhoe, além de dedicado a tudo que faz, era um bom menino e seu coração parecia maior que si.

“Está certo, então eu vou indo. Desculpe não ser capaz de ajudar, amanhã estarei aqui o mais cedo que puder, até!”

Uma reverência foi feita pelo menino, para Kang e Gyung, que ainda sentados, retribuíram.

Andava calmamente pelas ruas próximas a Yeong Dong, gostava daquele bairro, de caminhar nas ruas próximas a ele, sentia-se leve, aquele verão que vinha era contagiante.

Entretanto, a mente juvenil de Junhoe, antes tão dispersa e incomum, agora fixava-se somente em uma coisa, ou mais especificamente, em alguém.

Naquele alguém, na pequena criatura que o encarava sorrindo e atravessava seus olhos como um foguete perfura a superfície do único céu que somos capazes de olhar, parecendo estar o desvendando e então tomando para si todo aquele sentimento e mistério que rondava o eu de Koo.

Jinhwan, com seus olhos cor de mel e cabelos coloridos por um rosa coral, com seus dentinhos de leite e suas pernas curtas, com aquele seu olhar, um olhar cheio de um amor impossível de ser medido, o penetrou fundo e capturou em seu coração de moleque, um tipo de sentimento que parecia o renovar e o dopar ao mesmo tempo.

Cansado, continuava a sorrir, os goles sedentos na bebida gasosa e a atenção dispersa de um mundo bombardioso, que infelizmente era cruel demasiado para quem ignora a face esculpida e deteriorada da realidade.

Não sentiu, nem mesmo ouviu aqueles passos, passos tão pesados e traiçoeiros, somente um breu a frente de seus olhos, e a voz fanha ao fundo o chamando dos piores nomes, e por fim as pálpebras pesadas enfim abaixaram-se.

"Agora só precisamos trazer a delegada até nós.”

A voz feminina soou suave, um tom sético, aproximou-se e um sorriso tomou os lábios ao que os olhos maldosos viram o corpo desfalecido ali no chão, abaixou-se e vasculhou a mochila do menino até encontrar algum contato.

Deixe-o na porta do hospital, junto do aviso.”

Certo.”

• 

A madrugada chegou lenta, instalou-se morna. Um ventilador barato ia da direita para a esquerda, ecoando o som dos cortes violentos que as lâminas de plástico faziam no ar.

Kang havia saído para buscar algo para que pudessem matar a fome, e Gyung dividia o escritório com mais dois oficiais. O telefone tocou, duas vezes, e visto que nenhum dos rapazes atenderia, bufou revirando os olhos.

Soojin, por favor vá até a cozinha e pegue uma água gelada pra mim por favor.”

Sim senhora.”

Atendeu o telefone, ainda atenta aos relatórios e documentos.

“Boa noite, desculpe-nos pelo horário importuno, mas este número foi o único contato encontrado. O paciente Koo Junhoe o nome que consta em seu documento, foi deixado aqui por volta das uma da manhã a frente do hospital municipal, está desmaiado e há um sangramento mediano em seu crânio. É a pessoa responsável por ele?”

Gyung deveria saber que se era o seu telefone pessoal que havia tocado, não iria ser presenteada com boas notícias e muito menos ouvir palavras bonitas, confortáveis.

"Sim...Eu...sou..."

O coração bombeava desespero pelas artérias, as pernas pareciam não encontrar um jeito de parar com a tremedeira, a mão tapou a boca num claro gesto de pânico. Junhoe, o que fizeram com o seu menino? Engoliu seco, amargo, a sensação de se estar fraca era péssima.

Bufou por estar com medo.

Existe isso afinal? Bufar quando se sente medo? Aquele calafrio atentado e desgostoso correndo por sua espinha, lhe soavam perturbadoras toda aquelas ideias que invadiam a mente, agora tão desprevenida.

Soltou um longo suspiro, pesaso, seguido das pontas dos dígitos massageando os olhos cansados e a testa que latejava, num ato inútil para que conseguisse algum alívio.

“Estou a caminho."


Notas Finais


são tantas perguntas... Tantas...

Junhwan happened. Haha Eu não vejo a hora de avançar essa historia, por que enfim, é um romance né

Caso você esteja MUITO impaciente, eu recomendo ler a side desta fic, (i)maculado, está aqui no site, só ir ali no meu perfil rapidinho haha anyway

Desculpa os erros possiveis, e continuem a amar Junhwan.

Nos vemos em breve, até 🐦 @vhwaek


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