História Noites de Verão na Cidade dos Corações Partidos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dreamcatcher
Personagens Siyeon, Yoohyeon
Tags 2yeon, Dreamcatcher, Sihyeon, Siyeon, Yoohyeon
Visualizações 17
Palavras 1.546
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu de novo a louca siyeon yoohyeon shipper



Boa leitura ~



(Música do cap: Tinashe - Cold Sweat

Capítulo 1 - Capítulo Único;


Fanfic / Fanfiction Noites de Verão na Cidade dos Corações Partidos - Capítulo 1 - Capítulo Único;

 

 

 

Nova Iorque, Estados Unidos

 

 

 

Ruas cheias...

 

 

 

Pessoas vazias...
 

 

 

As silhuetas passam por mim como vultos. 

 

 

Eu gosto de estar sozinha, por isso vim passar tempo aqui. As pessoas desta cidade não são muito complacentes e esse não é um lugar para se fazer amigos; todos eles são ocupados demais com suas agendas. 

 

 

Seus olhos fixam em mim quando nos esbarramos em qualquer rua; posso até mesmo sentir os dentes dela cravando em meu pescoço, destilando seu veneno.
 

 

 

Eu quero provar disso.
 

 

 

Mesmo quando não a vejo, percebo de relance a ponta de seus fios vermelhos.
 

 

 

Ela me persegue; me faz de refém.
 

 

 

Arrepios percorrem o corpo;
 

 

 

A parede gélida me faz suar frio;

 

 

 

Seu hálito quente em meu pescoço me faz suspirar;
 

 

 

Nossos olhos se encontram, nossos lábios se esbarram;
 

 

 

Minha cabeça gira e meu coração acelera;

 

 

 

Seu rosto em minha mente, suas mãos em meu corpo;
 


 

Minha única certeza vinha quando nossas bocas se separavam e eu a fitava ofegante. Me recompensava com aquele sorriso ladino e orgulhoso de quem venceu uma guerra, tal que só ela possuía. Surgia em mim uma vontade súbita de envolver novamente meus braços em torno de seu pescoço e puxá-la para perto como forma de implorar para que permanecesse, mas ela lia os meus olhos e sabia que tais palavras nunca, jamais sairiam de meus lábios, então tentava arrancá-las com seus beijos inebriantes que terminavam por tomar conta de meu corpo por inteiro.

 

 

Sempre acabávamos em algum hotel barato em ou em meu apartamento.
 

 

 

Beijava-me na cama diferente de como fazia em qualquer beco. Seus lábios eram mais saborosos sem o batom nude que sempre os enfeitava, assim como seu corpo era quente, o que eu não podia perceber quando ela trajava as roupas de couro pesado. Eu a despia com toda a delicadeza, peça por peça. Já ela, fazia questão de rasgar qualquer coisa que cobrisse minha tez. Reprovava cada rasgo com o olhar e alguns resmungos, mas a ruiva sabia que eu gostava do que fazia.
 

 

 

Nunca dizia-me coisas bonitas, apenas deixava escapar qualquer palavrão enquanto transávamos. Assim como ela lia os meus olhos, eu podia ler os dela. As orbes castanhas transbordavam desejo, mas seu amor era perfeitamente calculado e ela era cautelosa.
 


 

Luzes neon em cores vibrantes, seus lábios beijavam os meus de forma viciante. 
 

 

 

Destacávamos-nos das outras pessoas naquele baile, dançando em harmonia com nossos corpos da mesma forma que nossas bocas faziam. Segurava em meus ombros como forma de dizer que eu deveria guiá-la, e eu não tinha problemas em fazê-lo. 

 


 

Alguns olhavam curiosos, talvez por seremos duas mulheres, talvez por sermos o encaixe perfeito uma para a outra.

 

 

A verdade é que éramos apenas mais um par de desconhecidos unidos pelo acaso naquela cidade.

 

 

 

O céu estrelado era o nosso teto enquanto corríamos de mãos dadas, desfrutando apenas da companhia e dos risos uma da outra; era tudo o que precisávamos. Se tínhamos as estrelas como telhado, fazíamos nossas própria casa com os sentimentos platônicos que nutríamos. 

 

 

Olhando aquele horizonte, era difícil distinguir a luz dos prédios e postes da luz das estrelas, mas não importava. A única coisa que importava naquele momento era sua mão em minha nuca, seus lábios em meu pescoço e suas marcas em minha pele. Pincelava-me hematomas por todo o colo; marcas de um amor não correspondido que eu jamais esqueceria. 

 

 

Nos deitamos sobre a grama e eu não sabia se tomava como foco o rosto belo de bochechas exuberantes e sorriso amplo que me encarava ou o céu atrás dele, mas apenas me lembro de ter agarrado firme nos fios claros e a puxado para mais um ósculo afoito. Era a milésima vez que nos beijamos naquela noite, mas ela sempre tinha um gosto primordial.


 

 

Eu queria ela.


 

 

Um abismo de sentimentos me consome, quando tudo o que eu queria era provar um pedaço do pecado que, pro meu deleite, mais parecia o paraíso.
 


 

As noites de verão não são mais as mesmas;


 

 

Meros amantes sequer se compraram a nós;

 


 

Meus sentimentos não significam nada e o céu que nos abriga já não pode mais prender a dor;

 

 

Você diz que mereço explicações, mas afinal, o que nós somos? 


 

 

Apenas desconhecidos.

 

 

 

A noite é jovem como nós, a lua está alta e as estrelas estão alinhadas. Enquanto isso, dançamos à melodia que nossos arfares produzem em uníssono.



 

 

Estou sentada no banco de passageiro do seu carro de luxo, o qual você apelidou com o meu nome enquanto ria. Entrelaçava seus dedos aos meus enquanto dirigia com a outra mão e admirávamos as ruas e os lugares chiques daquela cidade. Tudo era menos decepcionante em sua companhia, e talvez eu não quisesse mais estar sozinha como quando vim parar aqui, a menos que seja para ficar sozinha com você.



 

 

As noites quentes se tornavam ainda mais quentes quando seu corpo roçava sobre o meu sem o menor pudor, fazendo meu rosto corar e meu baixo-ventre aquecer. Minhas mãos pousavam em suas coxas e as apertavam, não demorando a ir para o quadril farto que tanto me atraía. Seus sussurros eram desconexos, mas eu podia ouvir alguns moldados em meu nome quando você gemia bem rente à minha audição. 


 

 

Por algum motivo, dessa vez, você não foi embora quando eu acordei. Seu carro ainda estava na minha garagem, suas roupas ainda estavam no chão junto com as minhas e você ainda estava ao meu lado. Seus braços continuavam envoltos em minha cintura e eu ainda podia sentir sua respiração quente contra a minha nuca, e te digo que não existe coisa mais gratificante para mim do que ouvir você roncando pela manhã.

 

 

Virei-me o suficiente para ver o seu rosto e rir da sua cara, mas você percebeu e abriu os olhos antes que eu pudesse dizer algo, então apenas sorri e zombei da baba que escorria pelo canto de seus lábios só para ouvir você, com a voz sonolenta, rebater que era gozo meu.

 

 

 

Nós rimos. 

 

 

 

Nossas risadas eram gostosas juntas, como se houvessem sido feitas daquela forma uma para complementar a outra.


 

 

Me pus sobre os cotovelos para sair da cama, porém, impediu-me com uma das mãos e deixou um selar em meus lábios, em seguida, se levantando e desfilando pelo quarto apenas com o lençol censurando pequenas partes de seu corpo margro e alto. Minhas marcas na pele alva eram evidentes e ver aquilo plantava um sorriso em meus lábios, o mesmo que Yoohyeon esboçava quando me via entregue a ela.

 

 

Indaguei-a onde iríamos hoje e ela apenas me disse que iria levar sua "namorada" para sair. Fervi internamente ao ouvir aquela frase, mas meus punhos logo relaxaram quando ela, com um sorriso casto e gengival, perguntou-me onde eu gostaria de tomar o café da manhã. Não precisávamos de palavras para nos comunicar - visto que nenhuma de nós duas era boa com isso, então apenas sorri de canto e ela já entendeu que eu preferia seus lábios do que o meu café favorito da Starbucks.

 

 

 

Netflix, um edredom, um pote de pipoca - que Yoohyeon comia sozinha enquanto eu castigava seu pescoço em beijos e mordidas - e um filme clichê que nenhuma de nós iria prestar atenção na trama; nossa tarde estava feita. Nossas pernas, com inveja de nossos dedos, fizeram questão de se entrelaçar também, acabando com toda e qualquer distância física entre nós. Era cômica a forma que eu a achava atraente até mesmo enquanto ria escandalosamente com a boca cheia de pipoca caramelada. Acho que era essa uma das definições do amor.


 

 

Eu amava uma desconhecida.

 

 

 

Uma desconhecida que eu conhecia melhor que ninguém.

 

 

 

Beijou-me mais uma vez com os carnudos volumosos que eu tanto amava, me arrancando suspiros falsos que carregavam sentimentos verdadeiros - tais tinham o mesmo gosto doce da espuma de cappuccino que resídua em seus lábios. Apoiou a mão sobre minha coxa e não parecia se importar de estarmos em público, suas demonstrações de afeto eram sempre gratuitas. Cessou o beijo que durou apenas segundos, mas pareceu uma eternidade, me fazendo suspirar em desaprovação e voltar a atenção ao meu café. 


 

 

Minha última memória nossa, era de quando estávamos na praia. O vento estava frio e, por mais que minha pele estivesse gélida, minha mão que segurava a sua, exalava calor. Você acariciou meu rosto e disse que ficaria tudo bem, ainda que eu fosse voltar para Seul no dia seguinte. Disse que não me esqueceria e pediu que eu não te esquecesse também. Me pediu tantas coisas que eu não podia fazer e me prometeu tantas coisas que não podia cumprir. Mas esse era o seu jeito e a incerteza era a garantia do seu amor.
 


 

Nova Iorque não é o melhor lugar para se apaixonar, eles dizem. 
 


 

Então nada melhor do que um romance proibido na cidade dos corações partidos.


 

 

Seu "eu te amo" não combinou nada com o "adeus" que veio a seguir.
 



 

Mas você não sabia, Yoohyeon...
 



 

Nem eu sabia que aquele "adeus", na verdade, era sua forma de dizer "até logo".

 

 

 

 E "eu te amo" era seu jeito de pedir que eu me cuidasse.
 

 

 

E o que mantinha meu amor por você vivo, ainda que longe, era a incerteza e a saudade que restavam na sua ausência.

 

 

 

 

 

 

Will we meet again?

 

 

 

 



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