História Noiva de Fachada - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Bisca Connell, Cana Alberona, Charlie, Chelia Blendy, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandeeney, Gray Fullbuster, Happy, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Jackal, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jude Heartfilia, Jura Neekis, Juvia Lockser, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Meredy, Mest, Metalicana, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Sherry Blendy, Virgo, Wendy Marvell, Zeref
Tags Comedia, Hentai, Nalu, Noivado
Exibições 395
Palavras 6.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


É hoje meu povo!!!
Eu estou no meio de uma festa no momento, tem muita bagunça aqui e eu roubei o notebook de alguém, eu não sei quem foi eu so vi e peguei, acho que é de uma prima minha e cá estou eu postando mais um capitulo dessa amada estoria minha, nossa, seu e de todo mundo.

Hoje vai ter barraco. Mentira é só a Lucy dando chilique.
Fiquei feliz com os comentários e agradeço.
Bora??

Capítulo 10 - Conhecendo Zera. Lucy, Plue e eu.


 — Então, vamos te esperar aqui senhorita Lucy. — Loke sorriu abertamente para a loira. Jellal saiu do carro e abriu as portas para a amiga que agradeceu tomando em mãos a bolsa que carregava. De alguma forma os fotógrafos sabiam que a loira iria até o grande prédio salmão encontrado no meio da cidade. Aquela era uma das muitas empresa dos Draneel’s, e como esperado havia muitos fotógrafos famintos por fotos da loira, afinal não era todo dia que ela saia por ai.

 Jellal se encarregou de que ela entrasse no prédio em segurança, e junto ao porteiro protegeu a entrada para que ninguém que tivesse uma câmera ou um caderno com perguntas passasse. Lucy havia ido ali com a permissão de Erza para ver uma única pessoa: Natsu.

 Esta com os saltos altos preto, trajando uma roupa social branca e os cabelos loiros devidamente enrolados graças a Wendy,  adentrou o saguão de entrada atraindo olhares de diversas pessoas. Muitas em especial a conheciam por fotos, afinal ela era noticia por ali.

 — Será que eu poderia.... — Começou ao se aproximar de uma das secretarias que residia ali, mas a mesma parecia tão assustada que não conseguira soltar nada, Lucy a olhou apreensiva, talvez não fosse uma boa ideia ter ido ali.

 — Eu...senhorita L-Lucy...eu.... — Tentava a todo momento dizer algo.

— Lucy o que faz aqui?! —A loira se virou para uma das portas do elevador e sorriu ao ver a albina, admitia que Mirajane era linda e seu corpo estava deslumbrante com o vestido azul marinho que vestia. Diferente das outras vezes que a via a albina parecia bem, a pele pálida continuava a mesma, contudo parecia mais magra. Os olhos azuis brilhavam em satisfação  junto ao rubro que tinha nas bochechas, e o que atraia ainda mais a atenção da loira, os cabelos prateados estavam sentados a uma tranças que pegava os dois lados e deixava a parte de trás sentada.

 — Mira – san!!— Sorriu em satisfação ao encontrar alguém conhecido naquele lugar que não a olhasse um tanto diferente. Já havia notado os olhares admirados, duvidosos, e os invejosos de alguém  e sem entender o porque chegara a sentir suas costas serem queimadas por olhares raivosos. — Bom eu.... eu vim ver o Natsu. — Respondeu corando terrivelmente envergonhada.

 — O Natsu?! — Retrucou.  E sorriu logo em seguida. — Você veio em um bom momento, acabamos de sair de uma reunião de conferencia, sabe ele anda estressado esses dias por conta dos acionistas da empresa. — Contou para a loira que entendia bem o que estava acontecendo pelo simples fato de sofrer com isso em casa. Natsu por vezes trazia trabalhos para casa, quando não era  se tornavam reclamações e as vezes saia em brigas com as tias ou a prima, isso a estava  preocupando.  — Eu vim pegar uns papeis que Erza mandou, te levo lá daqui a pouco, aceita?!

— Aceito. — Sorriu e ajeitou a bolsa esperando Mira conversar com a secretaria que ainda se encontrava intimidada com a loira logo atrás de si. — Isso realmente é constrangedor, as pessoas me olhando. — Comentou já dentro do elevador subindo os andares.

— Talvez a Erza esteja te prendendo demais dentro daquela mansão. — Comentou a albina conferindo a papelada. — Pra falar a verdade nem todos gostaram de saber sobre esse “ casório “ do Natsu com você. — Isso chamou a atenção da loira. — Como sabe Natsu estava na lista dos solteiros mais cobiçados do mundo, e por vezes ele saiu com algumas mulheres tendo apenas uma noite de prazer com elas, nada que passasse disso.

  — Eu sei, vi algumas vezes na Tv. — Sussurrou desconfortável.

 — O mesmo vale aqui na empresa, principalmente os acionistas. Muitos deles não acreditam no potencial de Natsu, outros fazem de tudo para dar motivos para que ela vá embora de vez, e há boatos de que ele saiu com algumas das mulheres que trabalha aqui, obvio que são apenas boatos, o que eu acredito não  ser verdade. — Confessou se encostando no espelho do elevador. — O problema é que ninguém tem coragem de desafiar a Erza, ela manda e desmanda aqui. Isso é bom de vez em quando.

  — Como pode ter tanta certeza?! — Questionou desconfiada. — Sobre Natsu nunca....você sabe. — Perguntou envergonhada, não que se importasse ou coisa parecida, porem, se Natsu fazia isso deveria ao menos contar a ela, afinal, eram “ casados “.

 — Bom... Natsu trabalha mais do que a própria Erza. Esta realmente levando isso a sério, o que me admira. E depois, eu sou sempre uma das ultimas a sair daqui da empresa, Natsu sempre esta na sala dele, não importa o horário revisando alguma coisa fora do lugar. — E isso fez Lucy lembrar das varias noites que ele chegava tarde e simplesmente ia dormir sem reclamar ou provoca-la.

 Então se sentiu culpada.

 — Eu não sabia que ele estava passando por tudo isso aqui. Cheguei a pensar que ele comandava a empresa com um pulso de ferro e todos acatavam a sua ordem. A verdade é que desconheço boa parte do Natsu. — Confessou apertando com mais força as alças da bolsa que carregava. — Natsu é completamente o oposto do Natsu que imaginei um mês atrás.

  O olhar da loira parecia estar vagando pra bem longe, o que não era mentira, fora poucas as vezes que o havia visto essa semana. Erza o levou pra empresa no inicio dela, a biblioteca agora parecia vazia, a casa entediante e seu coração se apertava toda vez que o via acabado. A verdade era que a essência do Natsu que ela odiava a deixava feliz, e essa mesma essência estava se esvaindo aos poucos.

   Mira compartilhando da dor da loira pôs sua mãos sobre os ombros da amiga.

   — Não se preocupe Lucy, tenho certeza que Natsu ainda se preocupa com você. — A loira corou, o que diabos ela estava falando? Tudo bem que ela adorava provoca-lo  e poderia ser nesse sentido, mas a voz de Mira lhe apresentou outra ideia. — Oh, esse é meu andar. As salas de Natsu e Erza ficam no próximo. Quando você chegar haverá um balcão e uma secretaria.  Natsu deve estar dentro do escritório dele. — A albina saiu do elevador sorrindo ternamente como se a encorajasse. —Ah!!  E Lucy, não esqueça. Imponha sua autoridade como futura mulher de um Dragneel. — Aconselhou.

   Lucy a olhou torto enquanto as portas do elevador se fechavam. Respirou fundo, e lembrou-se de como odiava lugares fechados e o elevador estava na sua lista, porém aquele prédio possuía mais de vinte andares, pelo menos a cada dois andares eram de uma área diferente administrada pelos Dragneel’s, seria um absurdo subir tudo aquilo de escadas. Olhou-se no espelho e  uma vontade eminente de se arrumar surgiu em sua cabeça, aquilo seria o nervosismo?  Erza prontamente havia lhe dado a carta Branca pra ir vê-lo, contudo  teria sido certo ter vindo sem avisar?!            

 

               

 

Apesar dali ser o departamento de diretoria de Natsu, havia  varias outras pessoas andando de um lado para o outro completamente ocupadas, tão ocupadas que nem notaram sua chegada a aquele andar. Lucy ficou aliviada. Seguindo as instruções de Mira, Lucy passou pelas varias mesas resididas naquele espaço grande de andar. Havia duas secretarias, ou ao menos deveria ter ali. Já na entrada não havia uma, então recorreu a outra que ficava logo em frente ao extenso corredor de salas construídas por vidros, eram pequenos quadrados, mesmo assim pareciam reconfortantes. Havia por volta de seis delas, cinco estavam devidamente desocupadas, de longe se via a bagunça de folhas por todos os lados.

  Lucy fitou o balcão a qual seguia e decepcionada  olhou para o espaço vazio. Olhou novamente para as saletas de vidro e uma em especial lhe chamou a atenção, esta estava revertida em grosas cortinas vermelhas  com imagens de dragões. Sentiu uma vontade imensa de rir da infantilidade de Natsu. Sim só ele poderia ter mentalidade suficiente para fazer algo do tipo. Adquiriu o máximo de coragem que podia e respirou fundo. Ajeitando a bolsa em seus ombros, seguiu com passos firmes e decididos até - ao que parecia ser – a sala de Natsu. Bateu duas vezes na porta antes de resolver abri-la.

A primeira coisa que viu foi um rosado que parecia furioso despojado sobre um extenso sofá que tinha ali um pouco afastado de sua mesa  que por sinal havia papeis e mais papeis. Como esperado havia uma biblioteca particular com documentos, uma vidraça enorme que pegava do chão ao teto bem atrás da mesa do rapaz. Mas o que lhe chamou ainda mais sua atenção foi o tato do seu “ Noivo “ esta sem camisa.

 Vendo a oportunidade a loira provocou.

 — Estou começando a duvidar do que Mira me contou minutos atrás no elevador. — Se aproximou cautelosa do rosado que ao ouvir sua voz reclinou seu corpo do sofá a fitando. Foi questão de tempo para o sorriso surgir em seu rosto.

 — Lucy, o que faz aqui?! — Se levantou  seguindo até ela que estava parada no mesmo lugar.

 — Bom,  a ideia era te fazer uma visita, mas....cheguei em uma péssima hora. La fora esta um caos e aqui dentro também. — Viu as diversas folhas jogadas ao chão alguns com desenhos e outras com números. — Acho que eu deveria voltar pra mansão.

 — Não, não faça isso. — Natsu agarrou a mão da loira  a surpreendendo. Ele a arrastou até o sofá em que estava deitado a poucos segundos.—   Então era você que estava lá em baixo? Agora a pouco observei um grande numero de fotógrafos e me perguntei o que era. — Sorriu de novo. — Erza sabe que esta aqui?! — Perguntou preocupado.

— Bom...foi exatamente ela quem mandou eu vir. — Respondeu envergonhada. Levou os dedos até um dos poucos fios loiros que fugiam do agarre de seu coque bem feito e os levou para de  trás da orelha desviando o rosto. O motivo: Natsu estava sem camisa. — A proposito por que esta sem camisa?! — Questionou.

— Ah, isso. — Respondeu sem jeito parecendo se lembrar de algo. — Bom, logo depois de sair de uma das reuniões alguém esbarrou em mim e café foi jogado contra o meu terno, sujando até a camisa branca que estava vestindo. Precisei tirar. — Explicou. — A secretaria se ofereceu para leva a lavanderia que fica do outro lado da rua.

Isso chamou a atenção de Lucy.

— Entendo. Bom, mas vim aqui pra lhe fazer uma proposta. — Se levantou animada fazendo ele estreitar os olhos sobre Lucy. O que ela iria aprontar agora?! — Vou a uma festa de aniversario  essa tarde, é de um amiga muito importante, preciso comprar um presente e você  vai me ajudar. — Pontuou.

— Como?! — Perguntou incrédulo.

— Foi o que você ouviu. — Respondeu. — Sou péssima em escolher presentes.

— Lucy eu não sei se notou, mas estou cheio de documentos para assinar, desenhos para escolher e números para por em ordem. Não tenho tempo para saídas. — Mostrou a sua mesa  submersa  por papeis. — E depois estou sem uma camisa. — Seguiu até a cadeira onde deveria sentar e retirou vários outros papeis dali. — Depois que meu pai morreu a empresa parece que desandou, olhei alguns números semanas atrás e descobrir que um dos sócios esta  roubando dinheiro sem dó nem piedade, preciso descobrir  qual o departamento e quem é o desgraçado. — Respondeu com raiva.

— Você só precisa averiguar os gastos e os ganhos, faça uma estima de cada departamento, pegue o livro de contas e compare-os. — Respondeu seria. Natsu adorava esse lado da loira, mas não era tão simples assim.

— Pensei nisso também. —Mexeu em uma das folhas as organizando. — Mas não para de chegar papel e alguns com desenhos de prédios, joias, novas fabricas, design e outras coisas. Como posso dar conta de tudo isso sozinho? Ainda tem a droga da entrevista, dinheiro para a caridade, reuniões e..... —Ele estava desesperado. Natsu parou quando sentiu Lucy o abraçar por trás.

— Vai ficar tudo bem. — Ela sussurrou. — Me der o resto e concentre-se apenas nos números, vamos terminar isso logo e ai vamos a festa de aniversario. — Aconselhou. — Vamos primeiro por esse lugar em ordem, faremos   pilhas de papeis: Os da contabilidade, os desenhos de roupas e marcas, desenhos de joias,  e os documentos de filiais. — Natsu concordou.

Logo estavam ambos recolhendo papeis por todos os lados os organizando sobre a mesa do rosado que respirava um pouco mais aliviado. Era sacanagem por parte de Erza jogar tudo pra cima dele enquanto estava em uma outra conferencia, fazia dois dias que não dormia e dias que não conversava devidamente com Lucy. Vendo uma brecha ele olhou para a bunda da loira.

— Seria bom retirar esses saltos, não combinam com você e muito menos fazem bom uso da sua saia. A proposito, o que houve com seu cabelo?! — Perguntou divertido.

— Wendy e Levy. Ficou tão estranho assim?! — Questionou tocando o penteado.

— Não  esta estranho. Apenas gosto do seu cabelo solto. — Sorriu colocando as ultimas folhas que tinha em mãos no lugar. Lucy suspirou aliviada e sorriu em um agrado. A sala estava bem melhor se comparar a quando chegou.

— Bom agora só falta as suas roupas. — Sorriu divertida. Nessa mesma hora as portas foram abertas sem nem ao menos aviso prévio. Uma mulher alta de longas madeixas escuras com um uniforme entrara apresada, mas elegante.

Trazia em mãos as roupas do rosado.

 — Desculpe senhor Dragneel pela demora. — Passou pela loira a ignorando por completo. Lucy espremeu os olhos, a não, aquela garota não. Como diabos ela havia se tornado a secretaria de Natsu?! — Mais veja, estava mais limpa do que quando chegou. — Mostrou sorridente as roupas do patrão. Lucy viu a mesma estender a camisa ao rosado que receoso aceitou a oferta ao passar  os braços pelas mangas da camisa. Calmamente Lucy caminhou até a mulher.

— Obrigado Peggy. — Agradeceu Natsu ajeitando a camisa  e tratando de abotoa-la quando viu que a secretaria também se “ ofereceria “ para fazer isso. — Pode ir agora, estou bem. — Respondeu seco, mas aparentemente a mulher não queria ir embora. Estava preste a estender a gravata no pescoço do rosado quando Lucy a retirou das mãos da secretaria.

— Senhorita Peggy agradeço a sua dedicação, mas como meu  noivo acaba de dizer, já pode sair, eu cuido do resto, sim?! — Sorriu sínica apertando ainda mais a gravata em mãos. Peggy olhou para a loira completamente raivecida. Ah não, não dessa vez senhorita Lucy, ela não deixaria simples assim.

— Sou a secretaria dele, é meu dever ajuda-lo em momentos como esse. E depois só estava tentando ajudar, sempre foi assim. — Sorriu de volta. Ah, como Lucy odiava aquela mulher, se pudesse arrancava o pescoço dela fora duas vezes.

— É eu sei, ultimamente muitas mulheres tem se oferecido para ajuda-lo. — Respondeu o olhando e Natsu  engoliu em seco. O que estava acontecendo ali? Já Lucy colocava em pratica o que Mira lhe disse no elevador: Imponha sua autoridade como mulher de um Dragneel. — E outra, sou a mulher dele,  é meu dever fazer esse tipo de coisa, o que me faz lembrar que sou uma mulher muito ciumenta e não gosto que toquem no que é meu Peggy. —Elevou a voz. —Estamos entendidas Peggy?! — Perguntou.

A mulher deu um passo atrás.

— Sim  senhora. — E saiu da sala enraivecida.

— Ah, e Peggy. —A garota parou ao ouvir a voz da loira. —  Caso alguém pergunte por Natsu, diga que  ele  tem visita e que estará muito ocupado, não me importo quem seja a pobre alma, se ela atravessar essa porta eu mato ela e você. — Engrossou a voz. Peggy assentiu e saiu da sala.

— Vadia, não pense que vai ficar assim.—  Resmungou ao se ver em seu balcão.

 

 

Natsu olhou aquilo exasperado, ou diria atônico? Viu quando Lucy  suspirou cansada a sua frente, esta se virou para ele e traçou a gravata em seu pescoço com o devido cuidado, ela parecia muito bem concentrada no que fazia.

— O que foi isso? Conhece a senhorita Peggy?! — Questionou.

— Oh se conheço, aquela mulher não é gente. Trabalhamos juntas uma vez.—Apertou com certa força a gravata o fazendo se assustar com a força. — Quantos favores ela já se ofereceu para fazer a você? — Questionou com raiva o olhando. Seu rosto se contorcia em desagrado. Natsu queria rir, só não fez porque viu o quão seria foi aquela discursão. —Quer saber. Esqueça. Vamos continuar por aqui. — E caminhou pegando as folhas  que foram destinadas a ela.

Natsu continuou parado na sala por um tempo.

— Desde quando sabe dar nó de gravata perfeita?! — Levou as mãos até a gravata vendo  uma gravata perfeita, porem apertada demais pro gosto dele, parecia que Lucy queria o matar asfixiado.

— Jellal me ensinou. E depois peguei alguns tutoriais pela internet. — Sorriu  divertida. — “ Uma mulher digna de uma Dragneel deve saber fazer tudo” , nas palavras de Erza. — Puxou uma cadeira ao lado da de Natsu e entrou no modo seria analisando cada desenho que passava por suas mãos.

— Gosto dessa mulher. —Murmurou feliz se sentando e olhando as papeladas.

 

 

Foi uma manhã desastrosa, ambos não comeram nada e para a surpresa de Natsu nenhum outro papel chegara a suas mãos naquele período de tempo, e muito menos alguém o perturbou. Para o seu desespero os números da contabilidade  ficavam cada vez mais diferenciados e não batiam, o que significava um desfalque muito grande na empresa, só havia dois departamentos que deixavam esse rombo bem grande.

— Isso é desastroso. —Comentou.

— E isso é perfeito. — Lucy disse animada o que chamou sua atenção, não que houvesse desviado vez ou outro para o rosto concentrado da loira, pra falar a verdade se sentia mais calmo com ela por perto e...renovado. Estranhamente ela olhava pra aqueles desenhos e sorria como se descobrisse algo sensacional por trás deles.

— O que é perfeito? — Soltou seu trabalho por alguns minutos para dar atenção a ela. Lucy mostrou os desenhos com a joias que estavam naquela pilha quase que por completamente  terminada. Lucy havia ajeitado tudo em ordem nos  portfólios. Dividi-os por departamento, pessoas, e em níveis.

— Olha Natsu, esses desenhos não possuem erros, e muito menos precisam de acréscimos, o criador o fez  de uma maneira que o deixa simples mais chamativo. Há outros iguais a esse, como um que peguei a um tempo atrás, a joias ficaram grandes no colar, chamativas demais, mas quando parei para analisar havia um motivo, e foi como se....bum, explodisse. Você me entende?! — Perguntou sorrindo animadamente. Natsu não entenderá quase nada, mas se ela falava é porque eram sensacionais.

— Você entende muito de joias Lucy. Foi desenhista também? — Perguntou.

— Não. Na verdade me formei para contabilidade e gerenciamento de empresa. Mas minha mãe era uma mulher extraordinária e desenhava coisas fora do normal. Aprendi tudo o que sei com ela, fiz alguns estágios  graças ao nome dela, mesmo não sendo formada. — Informou a Natsu.

— Você me surpreende a cada dia sabia?! — Se aproximou dela.

— Não. — Sussurrou corada. Natsu gargalhou e ela lhe desferiu um tapa no ombro. Ao final daquela manhã por volta das duas da tarde ambos saíram da empresa de mãos dadas, completamente sorridentes. Graças a policia os fotógrafos não estavam mais ali, mas para o desespero de Lucy os olhares estavam. Ficou sabendo que Jellal e Loke voltaram para a mansão, sendo assim foram ambos  no carro importado do rosado.

Antes de entrar no mesmo Lucy tomou duas comprimidos de uma cartela.

— O que foi, não esta se sentindo bem? — Perguntou preocupado.

— Não, é só uma dor de cabeça e mal estrar. Não se preocupe. — O acalmou. Natsu passou seus dedos no rosto da loira o acariciando e por fim deu partida no carro indo ao restaurante mais próximo. Em sua cabeça, esse mal estar era culpa sua por mantê-la presa na empresa até tarde sem comer.

                                                               .....

— Então Lucy, quando você me disse que iriamos comprar um presente eu pensei que.... — Natsu começou a falar enquanto olhava as diversas prateleiras de brinquedos e ursos de pelúcias que tinha naquela loja. — Quantos anos tem essa sua amiga? — Perguntou por fim.

— Bom, ela ainda é uma criança se é o que quer saber. Hoje faz nove anos. — Caminhou decidida por um corredor, dando a impressão de que Lucy conhecia muito bem aquela loja. — Bom deixa eu ver, ah esta bem, esse ano vai ser um azul turquesa. —Comentou.

— Um azul Turquesa?! — Repetiu.

— Natsu você assiste televisão?! — Não o esperou confirmar e foi logo falando. — A um tempo fizeram um novo anime com um bichinho pra lá de esquisito, parece uma cachorro com um nariz de cenoura, o que me lembrar um boneco de neve pra falar a verdade. Há mais de duzentos mil cores desse animalzinho estranho.  Dei um desses para a menina, nessa abordagem ela já tem uns cinze, com o de hoje vai ser azul turquesa.  — Sorriu ao ver o animal estranho em forma de pelúcia. Natsu dobrou o rosto. Que diabos era aquilo?  Braços longos, igual as pernas, a cabeça era redonda e os olhos pequenos  e preto, possuía um nariz que lembrava uma cenoura.

— Que bicho estranho. — Comentou.

— É eu concordo, mais acho fofo. E nem pense em dizer isso na frente de minha amiga, se não tanto eu quanto ela te comeremos vivos. Agora vamos. —Saiu o puxando pela mão ao caixa. A mulher embrulhou e logo Lucy e Natsu se dirigiam a um bairro médio naquela cidade.

 

Natsu não precisou de muito para descobrir qual era a casa que promovia a festa de aniversario, a decoração por fora da casa já dizia por si, e a barulheira que era de criança correndo pela rua era gigantesca. Natsu estacionou o carro e olhou a casa amarela de dois andares. Possuía balões no lado de fora, junto a bandeirolas e alguns brinquedos com decorações. Natsu retirou o cinto e acompanhou Lucy até a entrada da casa que já estava aberta.  La dentro estava pior, era criança correndo pra tudo quanto é lado, gritaria e musicas infantis. Havia adultos também, algumas mulheres carregavam bandejas com bebidas e cachorro quente.  A garotada morrinham em cima delas.

Por precaução Natsu se agarrou a Lucy.

—Corro o risco de me perder aqui dentro. — Brincou e Lucy riu.

—Vem ela deve estar no jardim de traz, você vai amar a Zera. — Comentou animada,

— Zera? Ela não é a filha daquela sua amiga maluca reporte? — Questionou desviando de mais crianças que corriam pela casa. — Quantas crianças tem aqui afinal de contas?!

— É sim, Zera é Filha de Cana, um amor de menina.  Oh, olha ela lá. — Apontou para uma menina que ria abertamente ao ser levantada por um homem  alto, esta estava de biquíni e boia. Natsu a olhou, e deduziu que ela era a cara de Cana.

— Zera, a tia Lucy chegou. — Uma mulher gritou do outro lado. Vestia uma blusa rosa de mangas longas e gola, completamente estranho para aquele dia quente. A calça fazia um belo contraste a sua cintura e as sapatilhas pretas que usava. Os cabelos castanhos estavam  presos a um rabo de cavalo. — Lucy então você veio? — Cana questionou.

— Oi pra você também Cana. — Gargalhou e beijou o rosto da amiga. — É impressão minha ou esse ano tem mais crianças pela casa? — Perguntou enquanto olhava o jardim com os brinquedos infláveis, os pintores de rosto e outras coisas.

— Zera adora fazer amigos. Como foi que fugiu da mansão?! — Não havia notado o rosado.

— Me comportei bem esses dias. — Lucy abriu os braços para receber sua – não tão – pequena criança nos braços, esta que sorriu enquanto chamava pela loira. Natsu olhou aquilo de uma maneira sensível.

— Tia cadê meu presente?! — Perguntou animada ao ser posta no chão. Lucy gargalhou alto chamando a atenção de todos. Aquela criança não passava de uma interesseira. Aos olhos de Natsu parecia até normal.

— Esta aqui. — Mostrou. — Mas só vou te dar se descobrir qual a cor deste ano. —Um silencio tomou conta do Lugar e todos olhavam aquela cena calmamente, alguns sorriam e chegavam a comentar qual seria a cor.  Natsu parou para observa bem, nem parecia a bagunça de segundos atrás.

Zera levou as mãos até o queixo e o segurou pensativa , de uma maneira fofa.

— É vermelho Zera, seu tio aposta que é vermelho. —Alguém gritou.

— Ora seu velho, eu digo é um salmão. — Alguém do fundo gritou.

— Aposto duzentas pratas que  é Azul. — E logo já começava as apostas para ver qual era a cor do bichinho de pelúcia desse ano. Lucy sorriu vitoriosa.

— Continuem apostando alto seus malucos, porque esse ano eu garanto que nem Zera poderia descobrir a cor. Eu fiz uma lista e enumerei tudo. Ninguém acertara, porque sou invencível, e a grana de vocês será minha, então preparem as carteiras. — Lucy jogou a cabeça pra trás rindo como uma maluca enquanto dizia. Cana chegou a apostar quinhentas “ pratas “ que seria uma cor exótica vinda de um violeta.

— Poderia ser, Laranja?! — Perguntou para a tia depois de muito pensar.

Lucy sorriu e Natsu pode ver a esperança nos olhos da criança. Ele só se sentia mal por quem havia apostado em cores, todos teriam perdido e o dinheiro no final seria de Lucy. Zera abriu o pacote de presente e todos ficaram atentos fazendo um resmungo de indignação ao ver  a cor a qual não  apostaram. Lucy estendeu as mãos e antes de perceberem o dinheiro já estava sendo dado em suas mãos, terminou virando um bolo de dinheiro a qual ela guardou com gosto na blusa.

— Não foi dessa vez. — Zera agarrou o bichinho nos braços. —Mas obrigada tia Lucy, gostei muito. — Lucy se abaixou até a altura de Zera e mostrou sua bochecha  a qual foi beijada com animação.

— Por que não vai coloca-lo na estante meu amor, daqui a pouco sirvo a salada de Fruta. — Cana acariciou a cabeça da filha e esta saiu logo depois em direção ao quarto. — Se todo ano você der uma cor diferente para ela, vou ter que mandar aumentar aquela prateleira. — Respondeu se virando para Lucy.

— Já lotou? — Lucy riu. — Gosto de ver Zera sorrindo. Ah, e eu espero que não se importe mais trouxe o Natsu comigo, ele precisava de novos ares. — Mostrou o rapaz que sorriu para Cana.

— Ah, o mafioso. Seja bem vindo a minha casa Sr. Não- sou- o -Mafioso. — Brincou. Natsu a cumprimentou  —Bom estão servindo comida por ai, e na mesa do homens tem bebida, pode ficar a vontade, se é amigo da Lucy, também é meu amigo.

— Obrigado Cana. — Ele teve duvidas sobre isso.

 

 

  — Será que eles não cansam?! — Natsu  perguntou depois de um tempo. Estava sentado com Lucy, Cana, e mais um casal de amigos da loira quase a beira da piscina que tinha ali. A horas observava varias crianças correndo de um lado para o outro, pulando e saindo da piscina, comendo ou gritando.

  —São crianças Natsu, se não tiver energia pra gastar não podem ser chamadas assim. — Cana lhe estendeu um suco e ele aceitou de bom grado. — Você tem primos mais novos, eles não são assim?! — Questionou.

 — Bom se são eu não sei. — Respondeu animado.

 — Não. Eles não são. Sem ofensa mais aquelas crianças aprendem coisa que nunca vão usar na vida. Outro dia vi o coitado do Romeo tentando aprender piano. Ele não estava com a mínima vontade. — Comentou.

 — Ouvir dizer que Tia Flaer convenceu o pai dele de deixar. —Respondeu Natsu em duvida. Não que ele conhecesse os primos, muito pelo contrario, havia crescido com todos eles, porem, estava tão ocupado esses dias....

  — Tio Natsu olha. —Zera chamou atenção do rosado. Pulou completamente encolhida dentro da piscina deixando respingos caírem pra tudo quanto é lado. Natsu sorriu e acenou para ela depois que a mesma emergiu.

  — Muito bom, continue assim. — Gritou.

  — Ela gostou de você. — Comentou o ouro homem. — Zera é uma criança especial, um dia mudara o mundo a sua maneira.  Aquela ali é nossa filha, Cocô, tão enérgica quanto a prima. — Apontou para uma  menina pequena  comparada a Zera. Esta não parava de correr.

   — Ele é muito fofa. — Comentou assim que viu a menina acenar sorridente. — Nossa família tem uma rede de orfanatos e maioria deles são dedicados a meninas como Cocô e Zera. Todas são um amor de crianças. — Havia carinho tanto em sua fala como em seu rosto.

  — Sei disso. — Cana disparou a  fala logo depois de retirar a cerveja que bebia da boca. — Fiz uma matéria recentemente a pedido da Erza. Conhecia cada uma delas, deu até vontade de adotar. Sua família é muito boa Natsu, espero que as doações continuem como sempre. — Olhou para ele.

  — Não. Vou manter aquele lugar. — Natsu viu Zera empurrar a prima pra dentro da agua.

  — Erza esta te usando muito bem Cana. — A loira tentou provoca a amiga.

  — Por mim, ela pode continuar assim. — Cana riu. — Graças aquela ruiva de gelo eu ganhei muita credibilidade dentro da empresa. Todos os telefonemas que Erza ou Mira, aquela albina chata , fazem são sempre destinados a mim. — O sorriso da morena aumentou ainda mais. — Virei a repórter particular da família Dragnnel, tem que ser apenas eu e mais ninguém. Meu chefe ficou louco querendo saber como. Não me importo é apenas questão de tempo até eu receber uma promoção. — Disso sonhadora.

   — Fico feliz por você....eu acho. — Lucy não soube se aquilo era certo ou errado.

   — Tio Natsu, vem logo. — Zera gritou pelo rosado. — Vamos brincar.

    — Espere um pouco Zera, estou cansado. — O homem na mesa riu alto.

    — Se você não estivesse eu não saberia dizer se você é humano. Deve gostar demais dela pra continuar insistindo que vai correr pela casa com ela. Ano passado foi o coitado do Jet. Ele não sobreviveu. — Natsu sentiu um frio na espinha.

   — Pensam em ter filhos, vocês dois? — Aquela pergunta foi um choque.  Lucy olhou para a amiga completamente vermelha e Natsu desconcertado pousou as mãos atrás da cabeça, que tipo de pergunta era aquela? Cana se controlou para não rir.

   — Nos...nos não paramos para....pensar nisso ainda. —As palavras  pareciam rasgar a garganta de Lucy enquanto tentava ter coragem para encarar Natsu.

    — Sabe, acho que vou....vou brincar um pouco com as crianças. — Fugiu da cadeira deixando Lucy  pra trás  completamente aturdida. Aquilo não estava acontecendo estava?

  — Natsu volte aqui, não me abandone. — Gritou quando todos da mesa riram. Naquele momento Cana lembrou-se da ligação que teve mais cedo de Erza, queria que fizesse uma matéria sobre os dois amigos da morena. — Cana...Cana, você está ouvindo?! — Lucy a chamou.

    — O que foi Lucy?!

    — Eu ainda não vim o Bachus, ele não vem pra festa da Zera?! — Perguntou preocupada. Lucy não era chegada ao homem, muito pelo contrario, sentia um mal estar nas poucas vezes que se permitiu ficar perto dele, mas ao que Cana dizia, ele adorava a filha e fazia todas as vontades da menina. Esperava que ao menos na festa da filha ele aparecesse.

    — Banchus... precisou fazer uma viagem semana passada, disse que voltaria a tempo da festa mais....como pode ver, ele não pode vir. — Responde contraída levando uma das mãos até o braço esquerdo. Lucy viu o olhar de Cana vacilar uma vez para a direta, o que significava que estava mentindo. Se Cana não falaria, não iria força-la a falar.

   — Entendo. — Simplesmente respondeu. Notou então que o casal de amigos  havia se retirado atrás de Cocô, minutos  depois voltando com ela sonolenta. Cana então chegou a conclusão que estava na hora de cantarem os parabéns. A procura de Natsu viu o mesmo jogando bola, com uma Zera sobre seus ombros e varias ouras crianças atrás de si.

    — Ei.....hahaa...Ele é meu tio. — Gritava Zera enquanto se alternava entre rir e falar. Lucy se levantou da cadeira seguindo até a criança mais velha sorrindo animada. Zera gostava de fazer amigos facilmente, e com Natsu não fora diferente.

      — Ei meninada. — Chamou a atenção de todos. — Esta na hora dos parabéns. —Contou ouvindo gritos de alegria e um grupo de crianças entrarem pela porta correndo. Natsu pôs Zera no chão que saiu correndo junto as outras.  — Você esta horrível Natsu.

      — É,  eu sei. — Respondeu. Lucy ajeitou de leve os cabelos do noivo e desemaçou a camisa branca que ele vestia, a parte de cima do terno estava no carro.—  Depois dos parabéns todos vão embora, mas eu vou precisar ajudar Cana a limpar isso aqui, se importa em me espera?! — Perguntou.

    — Não, eu espero. E depois Zera não iria gostar de me ver indo embora agora. — Sorriu se permitindo abraçar a cintura da loira de uma maneira carinhosa, seu nariz alcançou até a nunca da mesma a fazendo se arrepiar quando ele aspirou o cheiro dela. — Já disse que prefiro seus cabelos soltos. — Sussurrou.

    — Já.  Essa manhã. — Sua voz morreu ali, estava tão acostumada com ele fazendo isso no meio da noite  enquanto dormia  que fazia parecer que Natsu havia se viciado no seu cheiro. Não podia negar que aquilo era bom, mas estava ficando mal acostumada. — Vamos entrar se não, não dará tempo. — Desconversou.

 

     Os parabéns de Zera foram altos e animados como deveria ser em uma festa para crianças. Zera não continha seu sorriso e fez questão em tirar fotos com todos, incluindo algumas sozinha com Lucy, outras com Natsu ou com ambos os dois juntos. Naquele final de tarde o rosado pôs a menina deitada em sua cama completamente cansada e apagada, não pode conter seu sorriso ao ver as diversas prateleiras disponibilizadas para os ursos de nariz estranho. No lado de fora, Cana e Lucy se empenhavam em arrumar a bagunça antes que escurecesse.

      —Mas um plano bem elaborado com sucesso. — Cana disse animada.

      — Quando é que dar errado Cana? — Lucy balançou a cabeça.

      — Nunca, porque sou Cana Alberon  e se depender de mim, aquela criança crescera feliz e saudável todos os dias pelo resto de minha vida. — Se sentou em uma das cadeiras que estavam ali. — E então, como vai o relacionamento de vocês?!

        — O que quer dizer?! — Perguntou desconfiada.

       —  Como assim? Lucy vocês praticamente dormem juntos, vão se casar e ele é rico. Isso todo mundo sabe, mas e a verdade?  Como vocês estão? Esta divertido? Normal? Ruim? Esta cansada? Ou......

       — Tudo bem eu já entendi Cana. — Fez a morena parar. — Esta bom. Satisfeita? Natsu é uma pessoa completamente diferente do que eu pensava, aquele cara suporta qualquer coisa, deve ter coisas que eu nem presenciei, mas o que me mata é como ele age. — Cana prestou atenção.

          — Age?!

         — É, ele....como posso dizer, ele.... não sei explicar , mas há uma certa indiferença com a família dele, mas comigo é diferente, é mais cauteloso com o que diz, ou faz. Ai do nada ele muda pra uma pessoa que não se importa com o mundo e se prende a mim. É estranho.

           — Então é isso?! — Cana a olhou.

           —Isso o que Cana? — Disse já com raiva.

        — Lucy sabe como Natsu reagiu quando o pai dele morreu?! — Perguntou seria e a loira parou. Nunca havia tocado nesse assunto com ele e nem pretendia perguntar, tratar da perda de alguém era doloroso, ela conhecia isso muito bem. — Natsu sumiu durante duas semanas, os tios não se preocuparam com o sumiço dele ou até mesmo com a dor. Você pode achar que Igneel foi a pessoa mais canalha do mundo....

           — E ele foi Cana. — Interrompeu.

          — ....Mas era o pai dele. Natsu pode ter visto varias faces do próprio pai, mas havia uma em especifica que só ele conhecia, e mesmo que o mundo esteja contra, com toda certeza Natsu vai defender o pai. — Aconselhou ignorando o fato de Lucy a ter interrompido. — É a mesma coisa com você. — Lucy a olhou. — Todos conhecem um Natsu, você viu varias faces dele ao decorrer desse mês, mas há uma em especifica que só você viu e faria de tudo pra proteger não importando  o quanto Natsu fosse a pior pessoa do mundo. Se você ver essa face única, não acha que pensaria duas vezes antes de dizer algo contra?!  — A loira analisou as palavras.

           — Talvez você esteja certa. —Comentou em um misto de tristeza e melancolia.

           — Viu só. — Cana sorriu. — Agora me ajude aqui senhorita futura Dragneel.

         — Não vou me casar com ele Cana, nos separaremos semanas antes do casamento.—Comentou lembrando do contrato e como ele dizia sobre como tudo terminaria. —Prepare sua matéria porque vou ser uma de noiva revoltada. — Gargalhou.

            — Posso ajudar meninas?! — Natsu apareceu na porta de correr.

           — Claro amor, Cana vai adorar sua ajuda. — Brincou pondo a língua para fora da  boca, logo depois rindo. Natsu balançou a cabeça divertido e tratou de ajudar ambas a arrumar a bagunça da garotada. Lucy conseguia o fazer sorrir de uma maneira extravagante.

          — A proposito, Zera tem fetiche por narizes de cenoura?! — Perguntou divertido e Lucy lhe mostrou uma careta. Definitivamente quando tudo aquilo acabasse, ela esperava não sentir mais rancor da família Dragneel, e que continuasse sendo amiga daquele rosado crianção. Afinal, sentia um forte desejo de tê-lo sempre por perto, e isso chegava  a ser bom.

                                               Continua....

    


Notas Finais


O que vocês acham em meu povo?!
Você em dona Lucy, um sei não?


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