História Noiva de Fachada - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Bisca Connell, Cana Alberona, Charlie, Chelia Blendy, Erza Scarlet, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandeeney, Gray Fullbuster, Happy, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Jackal, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jude Heartfilia, Jura Neekis, Juvia Lockser, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Meredy, Mest, Metalicana, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Sherry Blendy, Virgo, Wendy Marvell, Zeref
Tags Comedia, Hentai, Nalu, Noivado
Exibições 429
Palavras 4.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Felicidades a todos!!
Hoje é dias das crianças, ehhh
Presentes para todo mundo.
Como prometido, quarta feira tem capitulo novo, com um Nalu de arrasar.
Mas minha alegria é que todo capitulo sempre tem dez favoritos, ver se pode um negocio desses, calma se não vou sair me gabando pra todo mundo.

Admito, eu sou demais. ( Mentira )
Saudades de vocês tá seus lindos e lindas.
Estou super feliz, e agradecida, tanto pelos comentários quanto os favoritos, temos muita coisa ainda pra frente e eu sinto dizer, mas sou totalmente dependente de vocês então me apoiem até onde acharem que eu mereço.

Beijos.

Capítulo 9 - O segredo por trás da Família Azul.


Fanfic / Fanfiction Noiva de Fachada - Capítulo 9 - O segredo por trás da Família Azul.

Rapidamente correu até seu quarto pegou a  carteira e mais algumas coisas, tentará de toda forma esconder o rosto e as madeixas loira para não ser reconhecida na rua, mais depois de duas tentativas desistirá e saiu da mansão ao seu estilo próprio.  Dessa vez teria um bom motivo, e motivo maior para explicar a falta de um segurança. Jellal havia saído para pegar  o restante das suas coisas e fechar sua contratação com o antigo chefe: Gray.

Não pode evitar em ficar olhando para trás o tempo todo, parecia que para onde andava as pessoas a reconheciam, mais seria mais do que bom se  achasse logo a sua adolescente rebelde. Os óculos escuros pareciam  estarem funcionando e as pessoas caminhavam tão apresadas de um lado para o outro que nem tinham tempo para notarem. A duas quadras atrás Loke estacionou a moto com as ordens de espera-la.

Olhando para cada vitrine das lojas ela imaginou que jamais acharia a pequena azulada. Uma criança usando um uniforme azul com preto esbarrou nela e logo depois se desculpou voltando a correr em direção a um parque que havia  logo em frente. Decidida a dar um olhada os seguiu. Animais, pessoas, crianças e até famílias pareciam dividir o mesmo local, e qual não foi sua surpresa ao ver a azulada sentada em um banco logo abaixo de uma frondosa arvore, a mesma ainda chorava.

— Você esta bem?! — Foi a primeira pergunta que veio a sua mente. Wendy simplesmente olhou para a loira e logo desviou o olhar ficando silenciosa. Não queria ver a noiva de seu primo, uma loira bonita e de....grandes peitos. Era frustrante.

— Pareço estar bem pra você?! — Perguntou áspera. Lucy a olhou desconcertada, como mesmo falaria com ela? Palavras de apoio seriam a ultima coisa que ela iria querer ouvir naquele momento. Wendy se afastou um pouco no banco. — Pode sentar.

 Prontamente ela aceitou.

— Obrigada. — Um longo silencio se estendeu, Lucy estava determinada a iniciar um dialogo mais não precisou de muito já que a própria Wendy  começou ainda olhando para frente em uma área de brinquedos onde diversas crianças faziam uma euforia.

— Esta feliz por descobrir que a família onde vai se meter é uma confusão?! A verdade é que nem tudo parece ser o que realmente é. Como por exemplo, Levy não é minha irmã dialógica. — Lucy estreitou os olhos. — Minha mãe se casou com um cara que possuía uma filha e era viúvo, quando ele morreu ela foi obrigada a cuidar de Levy contra vontade. Anos mais tarde ela se casou novamente, com meu pai.  E quando descobriu que ele a traia com outras e que supostamente só estava atrás do dinheiro e mordomia que ela oferecia ficara irada e se separou. Meu pai não quis arca com a responsabilidade de criar dois filhos menores, e em sua primeira oportunidade nos jogou para cima da minha mãe. Levy é acuada e raramente mantem uma conversa conosco, ela simplesmente faz o que minha mãe manda, isso tudo por uma pura e desgraçada gratidão por não a terem jogado em um orfanato. — Contou com a voz enraivecida, havia ódio e magoa enrolados ali.— Tudo por que tio Igneel não deixou mamãe  jogar Levy em um orfanato.

Lucy simplesmente sorriu e lhe entregou um lenço para enxugar as lagrimas da menina. Wendy enxugou as lagrimas, no entanto,  pareciam que as mesma não queria cessar e antes de perceber já chorava de novo.

— Acho que isso acontece nas piores famílias. Meu pai por exemplo, ficou  deprimido com a morte de minha mãe e eu era a copia perfeita dela, demorou um tempo  e então percebi que isso só trazia dor a ele. — Lucy suspirou. — Fiz a única coisa que poderia fazer, aos meus dezessete anos lhe pedi para vir ao Japão, ele negou tantas vezes que eu já não sabia mais o que ele pensava.

— Então você fugiu?

— Ah não. Minha avó deixou que eu viesse. Mais vendo minha situação agora penso se foi a melhor escolha que fiz. — Murmurou. Wendy não entendera e nem ao menos teve tempo de perguntar, quando se deu conta a loira já arrastava para uma loja de vinte e quarto horas. Olhou curiosa ao ver que a mesma pegara uma latinha  de refrigerante e outra de cerveja, dando-se contar só quando ambas voltaram para o mesmo banco do parque.

 — O que e isso? — Perguntou confusa ao ver a mesma lhe oferecer a garrafa de cerveja em vez da de refrigerante.

— Cerveja. Não pense que por ser mais velha eu não imagino ou não saiba que você já bebeu, não é tão difícil assim imaginar uma adolescente usando uma identidade falsa para compra bebidas em festas proibidas para menores. — Comentou abrindo a de Coca-Cola. Wendy abriu a sua ainda atônica. — Mas é só dessa vez, e será um segredo.

— Tudo bem. —E deu um gole no liquido.

— E então vai me contar porque estava ao berros com a sua mãe, tudo bem que eu sei que ela não é a melhor pessoa do mundo por que eu também não sou, mas por ver ambas as duas gritando furiosas, deve ser algo..... terrível?!

A pequena azulada apertou a latinha que tinha em mãos.

—Terminei com meu namorado. — Murmurou a azulada. Lucy a olhou questionadora . —Terminei com meu namorado, droga. —Gritou Wendy  a fazendo rir. — Não tem graça sabia, isso é um assunto muuuuuito serio. — Fez bico.

— Tudo bem. Namorado hã? Realmente eles são um saco.

— Você tem esse problema com o meu primo?!

— Pra falar a verdade não. — Fez uma careta e colocou a língua pra fora. —Tudo bem, há dias que eu solto os cachorros em cima do coitado, mais ele também procura por isso, aquele idiota não faz a menor ideia de como se tratar uma mulher.

Wendy gargalhou.

— Vindo de você,  isso me surpreende. - Confessou.

— Porque?!  - Não entendeu.

— Oras, você foi a única em que ele levou realmente a serio. Vão se casar e provavelmente formar uma família, eu queria fazer isso um dia, namorar e conhecer uma pessoa legal, compra uma casa grande, ter dois filho e tem que ser um menino e uma menina, ah e não esquecer de um cachorro.

— Cachorro?!

— É, um cachorro.

— Não dá pra mim. — Lucy fez bico. — Sou alérgica a pelos. — Ambas as duas gargalharam e Wendy aproveitou para jogar a latinha no lixo.

— Mamãe era modelo. — Comentou a pequena. — Mais depois que eu nasci ela parou primeiro porque precisava cuidar de mim, eu nasci doente, tinha ataques de asmas a todo momento, a maioria me deixavam inconsciente no hospital por dias. Então quando cresci e isso parou, e então Happy nasceu. — Lucy sentiu como se estivesse se abrindo com a azulada, isso seria bom?!  — Fiz um teste contra a minha vontade para ser modelo e funcionou, minha mãe ficou suuuuper feliz e depois dai não parou mais, quase não tinha tempo pra mim e pra onde eu ia as pessoas me reconhecia, em pouco tempo perdi  tudo, minha vida, meus sonhos e minha privacidade.— Explicou enquanto gesticulava com as mãos.

— Pensei que gostava de ser modelo? — Lucy a questionou duvidosa.

— Isso era um sonho da minha mãe, ser uma modelo famosa. Mais eu arruinei com isso, então eu meio que por um tempo achei que deveria tomar o sonho dela para mim e compensar o que eu a fiz passar. — Respondeu. — Mas as coisa meio que desandaram, a alguns anos conheci um garoto. —Lucy estreitou os olhos.

A pequena estava completamente ruborizada, seus braços pareciam não parar e as mãos da mesma parecia ter aumentado a uma temperatura lastimável. Wendy desviou o olhar para o chão.

— Meu namorado, quer dizer, meu ex- namorado. Minha mãe arruinou com isso. Ele é um garoto pobre que ganhou uma bolsa de estudo na minha escola, e ele era o único que não se ajoelhava aos meus pés. Com o tempo me irritei com isso, ele negava todos os meus pedidos. Um dia na hora do intervalo fui tirar satisfações no meio do pátio.

— E....?

— Ele disse que gostava de mim, mas não das minha atitudes. Tratar as pessoas como se fossem lixo, ordenando, exigindo e manipulando, era uma pessoa terrível. Mais eu me senti diferente quando ele disse que me amava, mais que jamais se ajoelharia aos meu pés. Ele havia sido verdadeiro e me encarou de frente. — Sorriu pequeno.

Lucy gargalhou.

— Isso parece novela mexicana.

— Não ria Lucy. Foi inevitável. Quando percebi havia mudado, e as pessoas começaram a me ignorar, elas me odiavam de verdade, foi preciso só uma pra mim ver isso. havia perdido tudo. Mas mesmo assim não tirava da minha cabeça as palavras dele, quando me dei conta o estava perseguindo.

— Deixa eu adivinhar o resto, você se apaixonou e disse isso a ele. Agora estava ambos namorando, mas por algum motivo sua mãe não gostou nada dessa historia. — Comentou.

— Sim. Eu mantive nossa relação em segredo da mídia. Ia ser um caos. Mais minha mãe continuava a pressionar a mim, e quando não funcionou passou pra ele. Colocou minhocas na cabeça dele, e,  hoje pela manhã tivemos uma briga, ele disse que seria melhor se eu não falasse mais com ele. Mest terminou comigo por causa da minha mãe e eu não fiz nada pra impedir isso. — Wendy voltou a chorar, Lucy fez a única coisa que podia fazer naquele momento.

A abraçou.

                                                                                       .....

— Entrevista?! — Lucy repetiu confusa. Se encontrava sentada pela primeira vez na sala de  Erza, Natsu estava ao seu lado e um pouco mais serio, mais já se notava as diferenças de duas semanas sem vê-lo. O cabelo estava maior, o corpo levemente acostumado a cadeira e o modo sou chefão se iniciava ali.

— Por que isso agora Erza?! — Natsu inclinou o corpo sobre a mesa.

 — Lucy tem fugido muito ultimamente. — Respondeu calmamente a  ruiva. Lucy se ajeitou desconfortável na cadeira e Natsu riu. — Mas em parte essas fugas são minha culpa.  — Suspirou. — A mantenho presa aqui dentro toda hora.

— Isso Erza, você finalmente percebeu. — Lucy comemorou.

—Toda via, tudo isso é acima de tudo um meio de fuga dos repórteres lá no portão. Eles ficam ali a cada três horas, quando penso que não estão ele simplesmente brotam do chão. Não posso manter Lucy presa aqui, ela também tem uma vida pessoal, mas também não posso mantê-la exposta. — Relatou.

— Então no caso a entrevista é para que eles  consigam o que querem e nos deixem em paz. — Deduziu a loira já séria. — Se vai mesmo fazer isso, onde vai acontecer e quando?! — Perguntou desconfiada, nada que vinha de Erza era bom.

— Ainda não decidi. Por enquanto peguem isso. — Estendeu duas folhas a cada um. Lucy arqueou a sobrancelha. — São uma lista de supostas perguntas feitas por eles, devemos estar preparados e vocês ainda mais, leiam e se conheçam, é só. — Terminou. Lucy leu as cinco primeiras perguntas  sentindo vontade de rir. Sabia tudo sobre Natsu, por que iria aprender mais sobre ele?

               

— Lucy espere. — Natsu a segurou pelo braço a fazendo se virar pra ele assim que os dois se viam longe da sala da ruiva no corredor.

— O-O que?! — Perguntou nervosa, fazia semanas que não o via, e agora ele parecia mais maduro, o que Erza havia feito com ele? Estremeceu sobre os olhos dele. Por Deus o que ele havia feito com ela. Se afastou tanto  dela durante semanas que ela estava implorando para que ele a perturbasse mais vezes naquela casa enorme e sem amigos, tudo bem que havia Jellal, mas ele estava preocupado demais tentando conquistar Erza, Levy parecia não desgrudar  mais do celular, parecia incorporar Wendy que como conselho dado pela loira durante a volta de ambas estava dando um tempo ao tempo. Shelia se preocupava muito com sua carreira de bailarina e precisou  viajar durante alguns dias da semana.

— Você aceita sair comigo? — Tudo bem, que pergunta foi aquela e direta?!

— Como?! — Perguntou confusa.

— Digo, Erza disse que você sempre foge e...sabe...achei legal que saímos e assim nos conheceríamos melhor. Também preciso dar um tempo da papelada e as insinuações nada discretas daqueles velhos gagas. — Comentou e Lucy gargalhou.

— Tudo bem, me dê meia hora. — E saiu do corredor, nunca que em sua vida perderia essa chance, fugir da mansão com autorização.

 

 

— Lucy o que tanto procurar em?! — Levy entrou no quarto da loira e podendo ver o acumulo  de roupas espalhadas pelo chão, a coitada de Virgo tentava de todos  os modos  recolher as roupas.

— Ah Levy estou tão desesperada. — Comentou se jogando no chão. — Desculpa Virgo, te chamei aqui e olha só o que eu fiz você fazer, prometo te recompensar com algo. — Olhou a rosada.

— Ah não senhorita Lucy, é meu trabalho ajuda-la. — Confortou a rosada.

— Não é verdade, Mais deixa vai, no final não conseguimos nada, todas as roupas que eu escolhi você disse que não eram boas o suficientes. — Reclamou. — Faço como sempre, pego a primeira que eu vejo e pronto.

— Ah não senhorita Lucy, assim não vai sair. Eu não deixo. — Reclamou Virgo.

— Stop!! — Gritou a azulada. — Do que estão falando?!

— Natsu – sama a  convidou para um encontro. — Disse Virgo. — Mas como pode ver , não achamos uma roupa adequada para ela sair, tipo uma roupa especial que marque o momento. — Virgo suspirou se sentando ao lado da loira que estava deitada na cama. Virgo ignorou completamente todas as regras básicas de uma empregada e quem disse que Lucy se importou?!

— Bom talvez eu posso ajudar. — Sorriu Levy guardando o celular.

— A não, não precisa, vai falar com teu namorado roqueiro. Me abandonou por um simples garoto esfarrapado que viu apenas uma vez na vida, já está ai, suspirando de emoção. — Lamentou fazendo Levy ficar vermelha de vergonha.

— N-não é verdade. — Gritou. — E depois, Gajeel é seu amigo.

— Olha já chama ele até pelo primeiro nome. — Zombou.

— Lucy,  vai ou não vai querer minha ajuda? — Lucy pensou. Só tinha quinze minutos.

— Tudo bem, pode me ajudar. — Ficou modo índio.

— Ótimo. — Logo o quarto estava uma bagunça que só, Wendy havia entrado na brincadeira e posteriormente arrastado tanto o primo quando o irmão menor, eles eram o jurados e decidiriam se a roupa estava boa ou não. Depois de vestir e tirar varias peças a loira começou a se questionar pra que tanto alvoroço para uma simples saída.

 Mais aquilo seria uma encontro certo?!

 — É  essa Lucy. Acertamos em cheio. — Wendy comemorou. Era uma Blusa branca  de mangas curtas, no centro um desenho de um coração rosa, junto a ela um macacão curto  de alças longas e finas. O cabelo estava preço a um rabo de cavalo baixo segurado por uma xuxinha  em formato de flor, duas mechas estavam soltas a frente. A conselho de Virgo não fizeram maquiagem na loira apenas um gloss rosa estava ótimo.

  A loira deu uma voltinha e todos aplaudiram.

 — Lucy?! — A porta foi aberta com certa brutalidade, de lá estava Sherry completamente emburrada.  A rosada olhou o quarto  e olhou com desaprovação a bagunça. — Natsu esta te chamando lá em baixo. — Avisou.

— Tudo bem. Obrigada pessoal. — Pegou  uma bolsa. — Nos vemos mais tarde. — E saiu correndo do quarto passando por Sherry que a olhou intrigada.

— Não esqueça de dizer como foi. — Gritou Levy.

— O que foi?! Pra onde a loira vai?!

Wendy sorriu maldosa.

 — A um encontro com o Natsu. — Wendy viu a prima espremer o rosto com desgosto e saiu dali pisando fundo com raiva, todos não evitaram em rir e Virgo se perguntou se estava certo rir de – teoricamente – sua patroa.

                                                                                        .....

— Onde vamos?! — Perguntou mais uma vez desde que entrara no carro, e como sempre Natsu sorriu abertamente para a loira fazendo suspense.

— É segredo Loira. — Sorriu.

— No final você continua o mesmo chato....

— E atraente de sempre. — Completou o rosado. Lucy inflou as bochechas. — Não se preocupe, eu prometo que vai ser bem calmo e nada de malicioso, você vai gostar, afinal, você ama lugares abertos certo?!

 Lucy concordou.

Minutos depois Natsu parou em um local completamente diferente, a área era mais aberta e cercada por arvores de diversas espécies. Natsu saiu do carro e abriu a porta para a loira sorridente retirando uma cesta de piquenique do banco de trás.

 — Aqui não vai ter problema, ninguém vai poder nos seguir.

 — Quer dizer, privacidade o dia todo?

 — Isso. — Ele estendeu a mão a loira e ambos seguiram mata a dentro por uma trilha de pedras coloridas ao chão, Lucy olhava tudo com alegria, era grama para todos os lados e arvores  de varias corres, no caminho teve total  liberdade de ver outras pessoas reunidas com animais e crianças.

— A onde estamos indo exatamente?!

— Mais pra dentro, bem ao centro mesmo há arvores de cerejeiras.

— Natsu elas cressem só na primavera estamos quase no inverno. — Respondeu.

— É ai que esta, os cuidadores fazem um monte de coisa ou sei lá o que, eu acho que é macumba, mais acontece que essas arvores ficam o ano todo muito bem conservadas nesse parque. O problema é que só sobrevivem aqui.   — Explicou calmamente. Lucy girou seu corpo e se pôs a andar de costas encarando o rosado, ele sabia de muita coisa, e explicava com uma paciência.

 — Que estranho. — Murmurou, mais ele ouviu.

 — Na verdade há uma lenda sobre esse lugar. — Lucy levantou uma das sobrancelhas. — Há muito tempo atrás, diziam os mais velhos, que nosso mundo era governado por magos, tudo se apoderava de magia, o vento, a terra, animais e plantas.

  — Magia?! - Não acreditou.

  — Sim, e nesse mesmo lugar havia uma arvore antiga de cerejeiras, bem no centro do parque, e em uma época especifica do ano essa arvore florescia, mais a folhas não eram de cerejeiras, elas eram coloridas. É por isso que o governo mantem esse lugar, a lenda atrai muitos turistas.

 —  Ehhhh. — Sorriu, era uma ótima lenda. — Você vem muito aqui?! — Questionou para ele.

— Vim poucas vezes, você é a primeira garota que eu trago. — Lucy parou. — Minha mãe me trazia aqui quando eu era pequeno, corria por todos os lados o dia todo, mais depois de um tempo tivemos que parar de vir. Eu parei de vir. — O semblante dele mudou.

— Isso então é bom. — Ele a olhou a vendo caminhar normalmente. — Ver? Você veio aqui comigo, e esta se abrindo, isso não estava no contrato.  Talvez só um pouco, mas bem pouquinho você não seja aquele cara que eu pensei que fosse. — Confessou.

— Você acha?! — Perguntou divertido. Lucy riu e o bateu de leve no ombro.

 — Não abuse da sorte. — Ambos riram.

Natsu em um determinado momento segurou nas mãos dela, e a guiou até uma parte onde não havia a mesma quantidade de pessoas que se via no caminho que passaram, afinal para fazer o que tinham de fazer precisariam de muita privacidade e silencio. Natsu sugeriu que comecem algo leve antes de começarem, da cesta de piquenique retirou duas fatias de melancias frias, sentou ao lado de Lucy em um banco que havia ali e comeram um sorrindo para o outro, em meio tempo ambos conversavam de coisas banais, e Natsu notou que Lucy possuía muitos amigos e que vários deles pareciam se preocupar com ela, já que maioria das histórias contadas por ela envolvia um ou dois amigos.

De algum modo, depois do lanche Natsu se viu correndo atrás de Lucy que soltava gargalhadas gostosas enquanto tentava de todos os modos fugir dele.

Suas mãos grandes agarrou a cintura dela, e a mesma soltou um sorriso surpreso enquanto tentava fugir dos braços grandes do rapaz. Quem os via por  ali jurava que ambos eram um casal apaixonado apenas se divertindo sem compromissos.

 

 — Estou cansada. — Comentou a loira se sentando na grama, as mãos apoiaram seu corpo e ela pendurou a cabeça para trás, respirava ofegante e por sua testa saia um pequena quantidade de suor. — Natsu, que horas sãos?!

 — Acho que umas três á quatro horas da tarde. — Ele se deitou na grama sentindo os raios de sol tocando sua pele, não estava tão quente assim e a camisa vermelha era fresca. — Poxa Luce você corre muito. — Comentou também ofegante. Retirou então de seu bolso um lenço e estendeu a ela para que a mesma secasse o suor que tinha no rosto. Ele adorou ver as bochechas dela avermelhadas. — Ao menos gostou do passeio?!

  — Muito, nunca me senti tão livre.  

  — Ótimo, agora vamos ao assunto serio. — Mudou o tom de voz. — Vamos ver o questionário que Erza nos mandou. — Tomou impulso e  seguiu até a pequena cesta e abriu atrás das folhas que a ruiva havia lhe dado, só então havia percebido uma coisa. — Oh, eu não tinha visto. — Comentou surpreso.

    — O que não havia visto. — Lucy inclinou o corpo o vendo se levantar.

   — Isso. — Sorriu abertamente ao mostrar para a loira a toalha quadriculada que tinha ali dentro. — Spetto deve ter colocado quando não percebi. — Murmurou. — Tive uma ideia bem legal, né Lucy você me ajuda?! — Sorriu abertamente e ela apenas confirmou com a cabeça tão confusa.

 

 

  — Então... Essa era sua ideia. — Questionou o rosado que agora estava deitado confortavelmente sobre suas pernas. Estavam ambos sentados sobre a sombra de uma arvore, abaixo da toalha que Natsu havia achado. Ao lado da loira estava a cesta com agora só os refrescos, Lucy pegou a folha de questionários nas mãos

    — Sim, sempre quis fazer isso. — Virou uma das folhas. — Minha mãe fazia muito com meu pai quando ele vinha com a gente, isso me fazia pensar “ Poxa será que um dia eu faria isso ? “, e cá estamos nos. — Ele fez uma careta ao ler uma das perguntas. — Que parte do corpo eu mais gosto em você?!

      — Que pergunta é essa?! — Disse a loira assustada. Natsu riu.

      — Os seios, eles são grandes, gostaria de saber como é toca-los. — Lucy bateu nele  com as folhas completamente ruborizada, o que o fez gargalhar mais uma vez.

      —Seu pervertido. — Comentou ainda vermelhas. As copas das arvores balançaram e o vento acariciou a pele de cada um, os fios rosados de Natsu fizeram um leve balança em uma dança gostosa o fazendo fechar os olhos de uma maneira a proveitosa. — Aqui é muito bom, seria um ótimo lugar para um primeiro encontro.

       — Então, se nos perguntarem como foi nosso primeiro encontro diga que foi aqui. — Lucy abaixou o olhar sobre ele. — Afinal, é a primeira vez a qual  saímos juntos para um passeio, não concorda?! — Sorriu abertamente.

       — Então é assim..... — Murmurou.

     — Luce... — Natsu a chamou e a loira levou levemente as mãos aos cabelos do rosado notando o quão macios eram, com cuidado se permitiu acaricia-los de uma maneira envolvente. — Eu vou....

      Lucy inclinou o próprio corpo, levando devagar sua cabeça junto aos lábios aos dele. Natsu soltou as folhas na mesma hora e tomou posse do rosto de sua noiva a puxando ainda mais para si, suas mãos dançaram pelo cabelo preso dela e soltou as madeixas loiras fazendo que as mesma voassem com o vento em uma mistura interessante com as pétalas de cerejeiras.

      — Você é um mentiroso, disse que os paparazzi e repórteres não nos seguiriam até aqui, teríamos privacidade. — Resmungou ao se soltar dos lábios dele ficando a  milímetros dos lábios dele mantendo um olhar indescritível. — Como aquele cara nos encontrou aqui?!

      — Vai saber. — Natsu rui, e discreto desviou seu olhara até uma arvore um pouco longe de ambos onde um homem baixo usava uma câmera com lentes grandes, roupas completamente discretas acompanhadas de uma óculos escuro e  um chapéu de pescador. — Esses caras são irritantes.

      — Seria melhor irmos logo, Erza deve esta preocupada e Jellal também. — Respondeu calmamente retirando a cabeça dele de cima de suas pernas. Natsu suspirou, estava tão bom aquilo, era relaxante e a mistura do pôr do sol com varias cores diferentes o fazia lembrar de Lucy, cada uma das personalidades e  caras da loira.

     — Vamos logo então. — Estendeu a mão a loira que recolhia as coisas e saíram do parque de mãos dadas com o maldito fotografo em seu encalço. Em uma maneira protetora Natsu se arriscou em colocar seu braço envolto do pescoço da loira e puxa-la mais para si. 

                                                                                         .......

       Ambos os dois entraram rindo pela porta da frente a qual foi aberta por um mordomo. Natsu havia contado a loira coisas de sua adolescência, na maioria ele sempre aprontava alguma coisa e nas outras eram vergonhosas ao ponto de fazer a loira rir. De certo modo isso fora bom, já que impedira de que ambos voltassem para casa em um silencio constrangedor.

       — Então como foi o passeio?! — Sherry perguntou com os braços cruzados fazendo os dois pararem de rirem na mesma hora, a rosada estava na sala junto aos tios de Natsu, estes os olharam curiosos. Anna encarou a loira mais uma vez como se a analisasse. Lucy notava que ela fazia muito isso com ela quando estavam no mesmo ambiente.

      — Foi divertido. — Lucy abraçou a cintura de Natsu encostando a cabeça no peito do rapaz, este segurava a cesta na mão direita, e com a esquerda fizera o mesmo que a loira. — Natsu me fez rir mais do que deveria. — Completou.

    — Não foi tão bom assim. — Respondeu com raiva. Natsu colocou a cesta sobre a mesinha de centro, qualquer empregada pegaria aquilo depois. — Um fotografo ficou tirando fotos nossas depois de um tempo que a gente chegou, me senti desconfortável, não pude beijar Lucy com liberdade. — Resmungou deixando a loira vermelha. Mas eles não haviam se beijado?!

      — Esse é o peso por carregar um nome Natsu. — Anna contou ao sobrinho e mais uma vez estreitou os olhos até a loira, esta engoliu em seco, havia notado que Anna  era observadora e tinha quase certeza que ela desconfiava desse casório repentino de seu sobrinho.

       — Depois de um tempo eles esquecem. — Gildarts respondeu.

       — Natsu, que bom que chegou. — Levy o chamou das escadas, esta se pendurou no corrimão, Lucy franziu o cenho, ela estava sorrindo demais para uma garota que era tímida, ali tinha. — Erza está te chamando lá na biblioteca, disse que você havia curtido seu dia. mas deveria voltar ao papeis.

       — Mais essa. — Suspirou. Lucy soltou a cintura do rosado e este segurou em suas mão a olhando profundamente. — Luce eu preciso ir, não esqueça, quando eu volta continuaremos o que começamos no parque. — Se referia ao questionário. E subiu.

       É, mais pelo visto a família do rapaz havia entendido de outra forma. Lucy ficou vermelha quando notou o duplo sentido na frase e amaldiçoou Natsu por isso, agora tinha que lhe dar com os olhares das tias dele, uma Sherry enraivecida e as malicias de Gildarts. Decidiu não ficar ali para esperar perguntas e subiu pelas mesma escadas que Natsu arrastando Levy com sigo, essa ria aos montes.

 

                                                                                                              Continua....

 

               

 


Notas Finais


Foi isso?!
Natsu e seu duplo sentido, seu safado.
Até domingo pessoal, não esqueçam de sair pra rua e brincar com a garota, por que não importa a idade, seremos eternamente crianças,seja em mente, ou pras nossas mães.
kkkkkkkkkkk
A minha acha que eu tenho cinco anos, e a de voces?!


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