História Non Dulce - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Abo, Alfa, Beta, Chanbaek, Drama, Kaisoo, Kristao, Mpreg, Ômega, Romance, Sulay, Xiuchen
Visualizações 239
Palavras 3.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoal, desculpem a demora.. mas acho que vou postar só de domingo mesmo porque agora com a faculdade ficou difícil de atualizar com frequência maior.
ESPECIAL DE +100 FAVORITOS!!! <33 OBRIGADA AMORES, AMO VOCÊS... NEM ACREDITO QUE CONQUISTAMOS TANTO, OBRIGADA DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO!
Boa leitura

Capítulo 7 - Veneno dos Covardes


Fanfic / Fanfiction Non Dulce - Capítulo 7 - Veneno dos Covardes

Capítulo 7 - Veneno dos Covardes

 

Sigo pela casa dos Park’s evitando me encontrar com o filho mais novo do casal, afinal, ele tinha me perseguido a algumas semanas atrás. O motivo eu não sabia, mas descobriria quando possível, porém não posso culpar ele em razão de que eu era novo na família e seria meio errado sair culpando os outros sem provas concretas.

 

Tinha conversado brevemente com o casal, quando Chanyeol desceu as escadas me encarando por alguns segundo antes de nos acompanhar no chá. Se eu soubesse que a vida seria tão difícil, não teria pensado em nascer, mas já que estou aqui vou seguir em frente.


 

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Dakho Pov’s

 

Meu appa é um homem rico e poderoso, mas do que adianta todo esse poder se continua insistindo em ficar nesse país e viver no meio de um monte de magnatas ridículos? Eu fui uma criança muito feliz, até meu irmão nascer, depois disso minha vida virou de cabeça para baixo. Todos diziam que era uma fase de negação por não ser mais o centro das atenções dos meus pais, mas eles se enganaram, não era uma fase prosseguindo até minha vida adulta.

 

Era sempre ele o ser perfeito, que todos amavam, cheio de qualidade e um bom coração, nunca eu, o terrível irmãos mais velho que vestia preto. Um dia quando estava andando pelo corredor de casa, ouço meu appa conversando no telefone, não sou xereta mas foi inevitável ouvir o meu nome no meio da fala de meu appa “Dakho? Não, ele não serve para gerenciar uma empresa, o Chanyeol tem mais capacidade” Aquela frase acabou totalmente com a minha vida. Eu sou totalmente capacitado, tiro notas boas e mesmo assim não sou suficiente para eles, nunca fui.

 

Os filhos mais velhos que comandavam o negócio da família, mas eu não podia por ser um incapacitado. Sempre seria assim, eu sempre seria o segundo plano para qualquer coisa.

 

“Vamos é o aniversário do seu irmão, fizemos uma festa…” ; “Seu irmão tem um bom faro para pessoas ruins…”; “Yah, cuide do seu irmão”; “É sua responsabilidade cuidar do seu irmão”.

 

Tudo era, Dakho faça isso, Dakho faça aquilo, nunca era Dakho você nos orgulha. Queria poder entender onde errava tanto, será que era pelas minhas roupas? Isso passou a não importar mais, nada que fazia surtiria efeito pelo incrível Paek Chanyeol, o popular e conhecido alfa da casa dos Park’s. Esquecendo-se de Park Dakho, o escuro e tenebroso da família Park. O nome Darkho significa, lago profundo, o que dá sentido para a pessoa que me tornei, pelo menos uma vez na vida essa família acertou em algo. Meu nome é minha marca, e ela será deixada profundamente nas memórias dos Park’s.

 

Se ao menos soubessem o quanto sofro quando começam a mandar e desmandar em mim, não o fariam, principalmente agora que estou despreocupado de toda essa relação familiar. Ainda teria toda a fortuna da família e comandaria a empresa para outro rumo, o rumo que eu queria e todos teriam que me respeitar, já que nesse mundo tudo que importa são as aparências e o poder aquisitivo que a pessoa possui.

 

Nessa manhã meu appa tinha me mandado entregar alguns documentos para um clínica filial da nossa empresa, então segui até o endereço escrito no papel. Chegando lá encontrei uma clínica psiquiátrica, onde entrei e disse para a secretária sobre os documentos e logo fui liberado para entrar na sala de uma das psicólogas que não atendiam a essa hora.

 

A sala bem iluminada transparência calma para qualquer um que entrasse ali, seguia com os olhos por todos os detalhes percebendo só depois que a psicóloga me encarava curiosa. Ela era uma ômega muito bonita, devo admitir que perdi as falas por alguns segundos antes desta começar a falar.

 

- Olá, posso ajudar? - guardava uma papelada dentro da gaveta, voltando a me olhar logo em seguida. Seu cheiro era viciante porém não doce, o que era uma novidade.


 

- A-ah olá, vim entregar alguns documentos que meu pai mandou lhe entregar - repouso os papéis na mesa de vidro - prazer sou Dakho - reverencio em respeito.

 

- Já te conheço, seu pai falou me sobre você - lia as folhas dentro do envelope que lhe entreguei compenetrada no assunto - bem.. seu appa me falou que estava com alguns problemas pessoais, devemos começar com a sessão? - questiona olhando-me. Não acredito que ele me enganou para começar a ir em um psicólogo, eu já sou adulto exijo ser tratado como tal. Olho enfurecido para a psicóloga, mesmo sabendo que ela não foi a culpada de nada que acontecia, todavia, eu simplesmente não conseguia conter o meu ódio por aquele homem - Tudo b-bem? - aproximou-se de mim tentando conter minha raíva repentina.

 

- Não, estou bem tenho que ir - saio da sala xingando baixinho todas as gerações daquela família - você me paga filho da mãe - entro enfurecido no carro, correndo até chegar em casa.

 

Entrando na garagem vejo minha omma conversando com alguma de suas visitas, porém não me importei. Estacionei o carro na garagem saindo apressado afim de conversar com aquele maldito. Pego minhas coisas de forma desajeitada, entrando pela porta que dava acesso para a sala de casa, encontrando aquele meu appa conversando com sei lá quem. Na hora não me importei, caminhando até ele começando a discutir.

 

Como você pode fazer isso! - gritei irritado, vendo os olhos dele revirarem sem paciência - eu deveria ir embora dessa maldita casa - resmunguei chegando bem perto do rosto dele me segurando para não voar para cima daquele imprestável.

-Baixe o seu tom! Vamos conversar sobre isso depois - virou as costas andando para longe. Ele sempre fazia isso, sempre deixava os assuntos inacabados como se ele não tivesse feito poha nenhuma. Jogo minha bolsa para o outro lado da sala dando um outro grito frustrado.

-Você sempre fala do depois, mas nunca conversa de verdade! - continuei insistindo em manter aquela conversa, pois sabia que não haveria o “conversamos depois”, era um truque fajuto que não cairia mais.

-Calado! Estamos com visita, por favor se comporte pois eu lhe eduquei direito - apontou para a mesa, onde vejo um pequeno ômega sentado do lado de meu irmão repugnante. Ele aparentava ser doce, mas isso não acalmou meus nervos, apenas causou mais dúvidas, afinal mamãe não tinha amigos tão novos quanto aquele ele - este é Baekhyun, ele é pretendente do seu irmão - apresentou o mais baixo. Então ele era o novo queridinho do meu irmão e iriam se casar? Há! Isso não vai acontecer como você quer senhor Park, não mesmo, não deixarei que fique em paz com sua vida dando certo enquanto a minha vira um caos total. Esse ômega vai desistir de você Chanyeol e quando isso acontecer estaremos quites.

- Prazer - falou baixo, todo acanhado para logo reverenciar. Ele não saberia que fazia parte do meu plano de arruinar aquela família, mas estava totalmente dentro do esquema que comecei a arquitetar na cabeça, matutando sobre o que deveria ser feito ou desfeito naquela correlação que se iniciava nos vínculos entre nossas famílias. Sorrio com a idéia que se formava, dando as costas para as pessoas confusas que ficavam para trás.

Quando encaro o medo na face alheia sinto um sentimento de vitória, porque dizia sem ser de forma explícita que não continham certeza de nada que vinha de mim, muitos evitam, mas eu aprecio. As pessoas possuem medo daquilo que não compreendem e isso é bom de certa forma, já que agora não me interessavam as relações afetivas, por isso não sofro por ser ignorado ou esquecido, pelo menos não mais.

Parei de pensar nas consequências de meus atos e somente prolonguei aquele ápice de idéias que alavancaram ainda mais minha vontade de vingança. Quando tudo que se ama é roubado de você, a única coisa que se resta é a vingança, mesmo que seja repugnante.

 

--

 

Estava no carro andando normalmente pelas ruas daquela vizinhança pobre. Tinha decidido que seguiria o ômega do meu irmão para afugentá-lo para bem longe, impedindo que ele se casasse com Chanyeol. Encontrei o endereço de seu colégio entre alguns documentos no escritório de meu pai, onde estava assinado o acordo cheio de informações do mais novo, mais tarde vou precisar dessas informações se nada der certo vou pegar essa folha e ameaçá-lo de contar alguns de seus segredos que aposto que appa não leu direito.. como sempre.

Me aglomero perto de outros carros dos pais dos alunos que frequentavam a instituição, procurando atentamente por um baixinho de cabelos claros. Sem demora vejo este saindo sorridente perto de outros alunos, nesse momento optei por esperar até que se distanciasse da rua movimentada, contudo parecia que ele não queria colaborar comigo.

Acompanhei ele lentamente, esperando em alguns sinais vermelhos, desejando que não percebesse que lhe seguia, porém o plano não deu muito certo. Aquela parecia a melhor idéia a ser tomada, até que ele percebeu e induzido por seu medo correu até um loja de esquina. Estacionei do outro lado da rua esperando por si, mas passaram se meia hora e ele continuava lá dentro.

Um garoto baixinho e outro mais alto entraram lá dentro demorando pouco para sair junto do loirinho, eles andavam me ignorando, mas sabia que eles tinham se safado de mim, afinal o mais alto era alfa e eu não queria briga com mais ninguém e foi assim que voltei para casa com as mãos abanando por não ter conseguido muito.


 

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BaekHyun Pov’s

 

É assustador pensar que teria que morar debaixo do mesmo teto que esse garoto, porém não faria nada já que seriam poucos dias junto da família de Chanyeol. O apartamento não ficava muito longe daqui, porém possuía segurança automatizada de última geração, por esse motivo me permitia respirar aliviado por pensar que estaria seguro.

 

Chanyeol parecia melhor hoje, me alegrando de certa maneira. Ele sorria algumas vezes, talvez feliz por finalmente tudo estar dando certo nesse tempo que dividimos e admito que também encontrava-me da mesma forma afobada.

 

Meu celular vibrava sem parar no meu bolso, impedindo que continuasse com qualquer conversa com senhora Park. Olho para a tela encontrando um monte de mensagem do grupo denominado “Trivago.com” por nenhuma razão.

 

Celular On

Comecei a ler as mensagens de forma despreocupada, escolhendo não dizer nada por enquanto.

 

Kyung: O que vcs estão fazendo?

 

JONJON: to te olhando hyung

 

Kyung: Jongin eu tô do teu lado, não precisa falar o óbvio

 

Luh: Eu tô jogando video game, mais precisamente The Sims..

 

Chen(dino): Nossa vc ainda tá com esse casalzinho fictício no The Sims?

 

Luh: Sim.. e daí? Me deixa.. e vc tá fazendo o que?

 

Chen (dino): Jogado no sofá esperando minha morte

 

Luh: Nossa que depressivo, o que aconteceu?

 

Kyung: Aposto que ele teve uma desilusão amorosa com o Xiumin..

 

JONJON: Kyung pare de ser tão frio..

 

Kyung: Eu acertei?!? Você é uma anta mesmo pra não me contar Jongin!

 

Chen (dino): Yah! Eu to bem tá legal? Nada aconteceu

 

Luh: E é por isso que você tá triste né?

 

Chen (dino): Sim.. :(

 

Kyung: Não fica triste… mas falando em desilusão amorosa.. cadê o Baekhyun?

 

Baek: Tô aqui, será que dá pra vcs pararem de encher o chat?

 

Kyung: Você tava aí o tempo todo e não falo nada? Affes

 

Luh: Tá fazendo o que Baek?

 

Baek: Na casa do Chanyeol conversando com a mãe dele

 

JONJON: Nossa tá sério mesmo esse casamento…

 

Baek: Sim tá muito sério, nosso apartamento logo fica pronto.. SOCORRO

 

Chen (dino): KKKKKKKKKK não queria estar rindo, mas tô..

 

Baek: Affes, vocês são ótimos amigos em.. :(

 

Kyung: Baek não fica assim não, vai dar tudo certo entre vocês

 

Baek: Espero que sim, preciso ir, depois nos falamos.. tchau.

 

Celular Off


 

Guardei o celular no bolso traseiro da calça jeans que usava naquela tarde. O tempo estava úmido o que me irritava demasiadamente, por conta disso o mau humor se instalou durante dois dias seguidos. Não me levem a mal eu sinceramente gosto do cheiro de chuva de manhã, porém quando o tempo se exacerba durante tanto tempo, isso se torna irritante, como se sempr estivesse melado. Omma dizia que era frescura minha, mas isso não importava, mesmo que ela talvez tivesse certa razão no que falava eu não poderia fazer nada para mudar esse velho hábito de odiar tempo chuvoso. A real ironia do destino é que moro na coréia do sul e aqui chove com frequência.

 

A janela embaçada pela troca de temperatura entre o ambiente interno e externo, aglomeravam pequenas gotículas de água que juntas decaem pelo vidro, deixando o rastro desenhado atrás de si, perdendo sua massa e potencialidade até chegar no limite do vidro. Aquele simples pensamento simbólico que retrata algo tão cotidiano, poderia ser observada como exagero ou até mesmo uma forma de lidar com tudo sem perder a pouca sanidade mental que ainda lhe restava.

 

Os passos no assoalho de madeira era uma novidade já que não esperava alguma companhia. Tinha me afastado da sala sentando nos bancos do lado de fora para que continuasse conversando com os meus amigos, quando me perdi nos pensamentos sobre assuntos inacabados que viviam dentro de mim. A insistente vontade de findar aquele lapso de pensamento apenas para olhar para o lado e ver ele novamente, mesmo sabendo quem se postava no banco ao lado.

 

O cheiro característico dissolvia todo o ódio que um dia já fui capaz de sentir por si. Perto dele podia ter a doce sensação de aconchego, mesmo que não nos tocássemos, aquilo era o suficiente por enquanto, até que algum dos lados cedesse a essa necessidade gritante de nos tocarmos na forma mais pura da palavra. Sentir sobre as pontas dos dedos sua pele macia e quente, apoiar meu rosto rente ao seu, sentir que nunca perderia essa oportunidade de demonstrar tão claramente o que sinto, seria um privilégio se nós não estivéssemos agora sentados lado a lado sem saber qual o próximo passo a se seguir, como crianças que não sabiam o significado preciso das coisas. Manifestar-me rente ao declínio que se tornou nosso mundo seria no mínimo desconfortável, visto que ele ainda não me olhava, não da forma que queria.

 

O suspiro audível era a prova de que desejava inicial algum assunto, mesmo que fosse um chulo, parecia importante para si alguns momentos como este.

 

- Baek.. passe a noite aqui - encara com os olhos bem abertos, sua feição parecia sincera, não escondendo nenhum sentimento ao segurar minhas mãos com as suas frias - eu acho que isso vai ser bom tanto pra mim, quanto para você - olhava para baixo esperando alguma resposta por minha parte. Essa foi a primeira vez que vi Chanyeol tão frágil e de certa forma esse fato me tocou, talvez por ser incomum de ver alfas tão submissos em frente a ômegas.

 

- Tá legal, vou falar para meus pais trazerem roupas - respondo de bom grado, ainda meio desconcertado com aquele clima que pairava em torno de nós. Chanyeol sorriu sem mostrar os lindos dentes que possuía, contudo, era sincero ao fazê-lo tão calmo e sem qualquer drama, era simples, como tudo que demonstrava em segredo. Depois de todos os acontecimentos percebi que comecei a ver coisas e ações do maior que não via antes, era tudo uma novidade, algo novo que passei a apreciar quando analisava-o com outro olhar, próximo de quando colocamos uma lente nova na câmera e tudo fica mais belo e brilhante.

 

Sem que percebemos, entrelaçamos nossos dedos das mãos, passando calma para ambos os dois que tinham sentimentos tão expostos sob a pele. Era estranho retribuir esse sentimento inconscientemente, como se fosse um instinto que predomina todas as células do meu corpo tornando-os loucos.

 

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A mala que sustentava nos braços não era muito pesada, permitindo que caminhasse sem dificuldades pelas escadas do segundo andar. Senhor e Senhora Park tinham um jantar de gala hoje, Chanyeol teria que ir junto só que como vou passar a noite aqui os pais dele deixaram que ele ficasse junto comigo. Talvez ele tenha pedido para ficar hoje aqui só para que não fosse nesse tal jantar. Bufei irritado ao chegar no último maldito degrau, agradeceu aos deuses por não ter caido dali.

 

Fui para o quarto de hóspedes tão bem conhecido por mim, jogando a mala de qualquer jeito.

 

- O que está fazendo? - pergunta segurando o riso ao me ver ofegante.

 

- Guardando a mala - viro de costas a si seguindo até a cama centralizada no quarto.

 

- Mas você não vai dormir aí - deu uma risada nasalada - vem eu te ajudo, vou passar alguns filmes antes de dormir - segurou a alça da mala levando ela como se não fosse nada. Ele bem que podia ter aparecido antes pra me ajudar não é mesmo?.

 

- T-tá… mas - paro no meio do caminho olhando ao redor a procura de alguma pessoa - e seu irmão? - pergunto preocupado por só parar para pensar agora que aquele maldito estaria ali.

 

- Ele não mora aqui, ele na verdade tem um apartamento - suspiro aliviado, chamando a atenção de Chanyeol que me encarava estranhando meu alívio - por que Baekhyun? Aconteceu alguma coisa? - olho para todos os lado, tentando não transparecer meus medos e incertezas.

 

- Não aconteceu n-nada - por impulso gaguejei deixando mais claro ainda que não se tratava de uma verdade.

 

- Pode me contar.. - vem segura minha mão arrastando-me por todo o caminho até seu quarto. Ao abrir a porta desta encontro um quarto muito bonito e arrumado, com tons neutros de azul e cinza. Tinha uma televisão no centro do quarto com leds enfeitando por detrás de todos os móveis com seus luzes bonitas - pode começar a falar, está tudo bem, pode confiar.. - falou calmo sentando-me no estofado da cama - ele sempre faz merda, mas pode me falar.. - continuava calmo e isso me fez pensar que não seria algo tão ruim.

 

- B-bem..quando eu saio do colégio sempre ando pela mesma avenida por ser movimentada pois vou sozinho.. - encho meu pulmão de ar para continuar a confessar o ocorrido - há algumas semanas nesse mesmo caminho encontrei um carro vermelho que começou a meio que.. me seguir, lento quando andava devagar e rápido quando aumentava os passos - olho para si encontrando ele atento a cada palavra minha - eu fiquei tão desesperado que saí correndo até uma loja de conveniência que tinha ali por perto. Diferente do que eu pensava o carro estacionou do outro lado da rua.. foi aí que eu liguei para o Kyungsoo e o Jongin que por estudarem por perto poderiam me resgatar daquele carro.. - ele troca o olhar para outro lugar como quem pensasse nos fatos apresentados - q-quando eu vim pra cá eu meio q-que encontrei o mesmo carro - recebo novamente sua atenção atenta - s-seu irmão saiu do carro.. e era o mesmo carro do dia que fui perseguido..então acho que foi ele - termino suspirando desgostoso por tudo que relembrei, torcendo para que ele acreditasse em mim.

 

- Está dizendo que meu irmão perseguiu você? - olha ao redor voltando logo em seguida para mim. Acenei que sim, afirmando que acreditava veementemente que sim - ele.. ele fez de novo, não acredito - bagunça seus cabelos frustrado.

 

- Como assim de novo? - confuso pergunto, segurando as mãos dele para que parasse de puxar os fios ruivos com tanta violência.

- Ele já fez isso antes Baek, ele sempre me perturba - segurando meus ombros - fique longe dele, ele é um desequilibrado por isso appa quer dar a empresa pra mim e não ao mais velho dos Park’s - suspirou cansado - vou te proteger dessa peste, não se preocupe nada de ruim vai acontecer com você eu prometo..

 

- Chanyeol - interrompo segurando seu rosto entre minhas mãos - vai ficar tudo bem, eu tô aqui - sorrio tentando acalmá-lo.

 

- Amanhã vou conversar com o appa sobre ele - coloca a mão sobre a minha - por enquanto você vai ficar comigo até que meu irmão esqueça essa palhaçada toda, tudo bem? - levanta da cama pegando o controle remoto emcima da mesa da televisão, ligando-a.

 

- Como assim ficar aqui?.. - estava confuso sobre sua proposta.

 

- Ficando uai - fala simplório.

 

- Tipo.. todo o dia?

 

- Toda a hora - adiciona rindo da minha cara frustrada.

 

- Tá brincando né?

 

- Não.. agora escolha um filme - resmungo escolhendo qualquer merda pra assistir perdido nos meus pensamentos. Ele queria aproximação e entendia isso, mas assustava pensar que vamos nos tornar tão próximos ao ponto de dividir todos os momentos. É muito cedo pra isso.

 

Assistimos um filme qualquer e logo após jogamos algumas partidas de video-game, que em seguida descobri que dividimos os mesmo interesses de jogos, rindo ao ganhar uma partida de si.

 

Foi uma noite realmente divertida visto a tensão que tivemos no passado, mas é aquela frase “o que aconteceu no passado, ficou no passado”. O sono estava presente e junto dele toda a moleza e falta de coordenação motora. Andando meio torto vou até a cama de casal me jogando ali, não ligando se o mais alto reclamaria, muito menos se recusaria a deitar do meu lado, eu só queria dormir então o fiz.


Antes a inconsciência me pegasse de vez, um pensamento ainda atormentava a paz de tudo. O irmão de Chanyeol tinha seus motivos para fazer o que fez, talvez por vingança quem sabe. Se eu pudesse dizer algo sobre isso tudo diria que, o ódio é a vingança do covarde, demonstrando sempre a fraqueza da alma que não é capaz de suportar as injúrias alheias a suas vontades, ignorando as singularidades...


Notas Finais


Sei que esperavam mais treta.. desculpa pessoas, eu tenho problemas... vo fazer melhor no próximo capitulo
Comentem!!! OBRIGADA POR TUDO SUAS LINDA <3


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