História Northern Lights - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias NU'EST
Personagens Aron, Baekho, Jr, Minhyun, Personagens Originais, Ren
Tags Amor, Boys Love, Choi Minki, Gay, Jren, Junior Royal, Kim Jonghyun, Mingi, Minki, Nu'est, Ren, Yaoi
Visualizações 301
Palavras 2.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Northern Lights (Capítulo 2)


Minki encostou-se no sofá, ficando extremamente tenso. Teria que se submeter àquilo, ou então poderia ficar muito tempo procurando emprego, isso se conseguisse algum para evitar que seus pais e ele mesmo fossem viver na rua. Não tinha escolha, e ainda nem se quer conhecia o homem que iria o usar daquela forma. Provavelmente era um homem problemático, que se acha dono de tudo e de todos. Começou a chorar, teria que aceitar aquele serviço, só ficaria por um tempo, até receber dinheiro suficiente para pagar o tratamento de seu pai, para que ele voltasse a trabalhar e tudo voltasse a ser como antes. Não sentiam a menor falta de conforto, mas de uns dias para cá estavam passando dificuldades para comprar comida, e passar fome era algo que ele não poderia aceitar para sua família.

Após ler o documento, assinou, deixando além da marca de caneta, algumas lágrimas caídas na folha. Ele teria agora que servir ao Sr. Kim sexualmente, além de auxiliar os outros mordomos nas tarefas que for chamado a fazer, como um volante.

 

-Sr. Choi, já fez sua decisão? –Hyuna entrou na sala-

-Sim.

 

A moça pegou os papeis, notando que ele havia aceitado a proposta.

-Que bom que você aceitou. Saiba que essa foi a sua melhor decisão. Será ótimo trabalhar com você.

-Vamos, eu vou te mostrar a casa e o seu quarto.- continuou a moça

-Eu não quero conhecer esta casa. Só me mostre meu quarto, por favor.

-Ah, tudo bem. Afinal você terá tempo de conhecer a casa.

 

-É aqui. Você pode ficar à vontade, entre. Agora essa é sua casa também, então relaxe um pouco. –Dizia adentrando o quarto junto a Minki- Dentro deste armário tem roupas, cosméticos, enfim, tudo o que vai precisar.

-Mas, espera. Eu não vou poder então ir para casa pegar minhas coisas, me despedir, nem nada?

-Tudo que você precisa de agora em diante está aqui. A partir do momento que você assinou aquele contrato, você não pode mais sair daqui em horário que não seja o estipulado pelo mesmo documento. Aqui está sua cópia, aliás. Além disso, você pode usar aquele notebook ali, que contém um documento muito maior, chamado manual do mordomo, e um especialmente feito pra você, com as regras que você deve seguir na sua função. Quanto as exceções, é com o Sr. Kim que você deve falar.

-Srtª Hyuna, por favor! Eu preciso falar com meus pais.

-Claro...aqui. Com este celular você poderá fazer seus telefonemas. Lembrando que é grampeado, então não tente fazer ou falar nada que poderá colocar em risco seu emprego. Aproveite. –Sorriu, virando-se para ir embora-

 

O garoto pegou o celular e começou a teclar o número de casa.

 

-Alô, mãe.

-Oi filho, que demora. Onde você está?

-Estou numa casa, mãe. Desculpe não ter te dito antes, mas vou trabalhar como mordomo e precisarei morar aqui por um tempo.

-O que? Filho como você pôde decidir isso assim sozinho sem ter me dito nada!

-Não posso mais assistir nossa situação sem fazer nada, mãe eu ficarei bem. – Tentava não chorar- eu vou receber um bom salário e vou ajudar meu pai a pagar o tratamento dele.

A Omma começou a chorar.

-filho eu vou morrer de saudades de você. Quando é que você vem nos visitar?

-Tenho um dia de 6 trabalhados que poderei ir até aí ver vocês, então fique tranquila, tá bom?

-Tudo bem...

-E meu pai, como ele está?

-Tá daquele jeito, só deitado Minki. Tô tendo que fazer tudo por ele.

-Prometo que vai valer a pena esses dias que estou trabalhando aqui.

-Ok filho. Mas me diga que tipo de trabalho é esse?

 

Minki engoliu seco

 

-Eu serei como se fosse um volante, aqui tem a equipe da cozinha, rh, administração, limpeza. Eu ajudarei no que eles precisarem.

 

A mãe não insistiu para que ele desistisse daquilo, sabia que realmente precisavam desse dinheiro.

 

-Entendi filho.

 

Um moço alto, bonito e bem arrumado adentrou o quarto. Ele tinha pele bem clara, olhos puxados e um cabelo castanho claro liso. Era o mordomo Minhyun, seria responsável por cuidar de Minki, mais como um objeto a ser preparado do que como uma pessoa.

 

Vendo o moço entrar, Minki se despediu da mãe e desligou o celular.

-Olá, Sr. Choi. Meu nome é Minhyun.

-Oi.

-hmm, vejo que você não se trocou ainda. Bom, vou te passar algumas instruções, caso você ainda não tenha lido o documento no notebook.

-Não, eu não li.

-Certo. Olhe, esses são os horários que você precisa estar esperando o Sr. Kim no quarto dele, e aqui está o mapa que você pode usar para encontra-lo. Posso te levar lá depois. Mas primeiro escute, você precisa estar impecável pra ele.

-ahahahah- riu irônico-

-O que foi?

-Esse velho é muito abusado mesmo.

-Ahm, que velho?

-O Sr. Kim.

-Ah sim...-o moço não quis comentar muito sobre a idade do homem- Sabe eu realmente sei o que está passando, e sinto muito por isso. Soube que não está aqui por vontade própria e sim por que precisa do dinheiro.

-É.

-Eu entendo. Bom, embora eu fique realmente mexido com a sua situação, eu preciso orientá-lo da melhor forma possível, para seguir as regras estipuladas.

 

O moço alto e magro entrou mais fundo no quarto, abrindo o guarda-roupa e tirando o uniforme que ele deveria usar.

 

-Aqui está, este é seu uniforme.

-É igual ao que vocês usam. Ainda bem.

-Imaginou que fosse algo diferente?

-Lógico, considerando a função que ele quer que eu assuma.

-hahah. Entendi. –entregou-lhe as roupas- vá se trocar, vamos ver se serve.

 

Minki pegou as roupas sem a menor vontade e se dirigiu ao banheiro, onde trocou de roupa e se viu diante de um espelho enorme.  Destrancou a porta e deixou com que o mordomo o visse.

 

-Ficou ótimo. –começou a tatear a roupa do mais novo, para ver se estava tudo ok- Não será necessário uma troca, o tamanho está correto.

-...

-Sugiro que prove as outras roupas também, e escolha suas preferidas. Precisa começar a se acostumar com esse lugar.

-Eu vou ter que fazer alguma coisa hoje,...?

-Não, hoje você pode só conhecer a casa e se familiarizar com o quarto. Amanhã a rotina começa.

 

-Eu vou indo então, sinta-se à-vontade. Ah, e seja muito bem-vindo.

 

Minki não respondeu, vendo o moço sair do quarto. Colocou sua própria roupa de volta e resolveu que ficaria um pouco naquela cama, que parecia muito confortável aliás. Deitou-se sentindo-se um pouco reconfortado. Ali ficou, chorou um tempo e caiu no sono.

 

 ~~

Sala de estar~

 

-Eu tive que vir aqui para ter certeza. Não é possível que você tenha feito isso mesmo, Jonghyun. A senhora parecia irritadíssima-

-O que? Qual o problema em ajudar alguém que tanto precisa de dinheiro? Você acha melhor que ele vá morar na rua?

-Se você só quisesse ajudar ele, ofertaria um emprego no qual ele não se sentisse obrigado a se submeter.

-Lógico que estou pensando em mim mesmo também, Sara. Mas qual o problema...

-Não consegue ver que isso vai machucar o garoto? Não consegue se pôr no lugar dele?

-Não, eu não consigo. Eu realmente não ligo, nem sequer o conheço.

-Como não Jonghyun! Isso é um abuso!!

-Por favor Sara, pare de agir como se fosse minha mãe. Ela já me deixou aqui e eu não gostaria de ter as implicâncias dela de novo, mas vindas de você.

-...

-Não foi a senhora mesma que me disse que eu precisava de alguém? Que eu devia parar de ficar trocando e trocando de parceiros ou parceiras e me fixar com uma pessoa? Então, é isso que estou fazendo. Agora ele vai ser meu namorado fixo, eu posso me satisfazer com ele a qualquer hora, sem precisar sair de casa. Vou ter até mais tempo para o trabalho.

-Isso não é a vida real Jonghyun. Você sempre quer controlar tudo, mas não pode fazer isso.

A senhora não tinha mais paciência para discutir. Era sempre tudo do jeito dele, não importava o resto do mundo. Estava com o coração partido de pensar na situação do garoto. Queria poder ajuda-lo de alguma forma. Ela havia acompanhado todo o processo. O sr. Kim contratou detetives que pudessem encontrar garotos que se submeteriam àquilo, e Choi Minki foi o que mais o agradou. Sabia de quase toda a vida dele a partir dessas investigações, mas Sara não imaginou que ele chegaria mesmo a este ponto.

 

--

Quarto de Minki~

 

Minki espreguiçou-se, havia cochilado por algumas horas. Quando acordou, notou não estar em casa, aquilo não tinha sido apenas um pesadelo. Voltou a chorar, estava tentando ser forte. Resolveu então ir até o banheiro e tomar um banho. Foi até o guarda-roupa e viu todas aquelas peças nos cabides, algumas dobradas e outras nas gavetas. Realmente tinha toda a roupa que ele precisaria e mais um pouco. Ali havia um pijama, o qual pegou e colocou em cima da cama, para usar depois. No banheiro havia uma pia enorme com alguns produtos cosméticos, como hidratante labial e corporal, perfumes, produtos para o cabelo, entre outros. Nem saberia usar tudo aquilo. Resolveu se vestir com o uniforme que havia provado a pouco.

Ouviu uma batida na porta.

-Sr. Choi. Seu jantar.

 

Abriu a porta, se deparando com uma mulher de uniforme da cozinha, trazendo um carrinho com alguns pratos e deixando dentro do quarto.

 

-O sr. pode comer na sala de jantar com os outros empregados, se quiser.

-Acho que hoje comerei aqui, obrigado.

 

A mulher se retirou e ele foi até os pratos verificar o que tinha para comer. Tinha muita opção de salada, arroz, feijão, massas de alguns tipos, além de sucos naturais e alguns tipos de sobremesa. Ele simplesmente atacou aquilo tudo. Estava com muita fome e nunca havia visto tanta comida em sua frente. Depois de comer, ligou a tv e começou a assistir, mal sabendo como mexer no controle. A tv que tinha em casa não possuía controle, só funcionando pelos botões e apenas dois canais. Ele se sentia péssimo, por estar adorando tanta novidade, e aí seus pensamentos o levavam novamente à sua função, deixando-o sem vontade de fazer nada. Estava bastante ansioso de um modo ruim, queria conhecer aquele homem logo, queria ver o rosto dele e fazer o que teria que fazer dali em diante de uma vez, para começar a se acostumar.

Saiu do quarto, procurando encontrar algum mordomo com quem pudesse conversar. Pegou o mapinha que foi deixado em seu quarto e caminhou rumo a conhecer aquela casa sozinho. Todos os mordomos que encontrava pelo caminho o olhavam com certa preocupação, sabendo quem ele era e o que teria que fazer.

Passou pelo corredor, onde haviam os outros quartos dos outros empregados, sala de jantar, sala de estar, todas as peças bastante vazias, com apenas alguns mordomos passando rapidamente, com alguma tarefa para cumprir. Ele começou a ficar angustiado, não tinha nada que pudesse fazer para tirar aquela sensação horrível de ansiedade e tristeza.

Teve uma ideia, foi até a enfermaria.

-Olá...srtªa –checou sua identificação no crachá- Annie.

-Ahh, você! Você não é o novo mordomo daqui?

-Sim...hoje é meu primeiro dia.

-Ahh, que ótimoo!! Vem cáa –deu um abraço- seja bem vindo fofoo –

 

Uma outra moça a puxou de lado, cochichando algo em seu ouvido. O rosto de Annie ficou de repente um pouco pálido e sério. A moça lembrou a Annie qual seria a função do garoto, e em que circunstancias ele teve de aceitar a proposta.

 

-Oh meu deus.  Como você está? -perguntou tocando o rosto do menino-

-Eu não estou bem. Estou me sentindo muito triste e não consigo dormir, você teria algum remédio?

-Sim tenho. –foi em busca de um remédio forte sedativo- Tó, abre a boca.

Minki abriu e Annie pingou algumas gotas ali.

 

-Vai direto pra cama, antes que faça efeito e você caia por aí. –deu um beijo em seu rosto-

-Ok, muito obrigada, mesmo, mesmo.- sorriu para ela, indo até seu quarto-

 

Lá vestiu o pijama, e deitou.

 

~continua



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