História Nós no tempo parado - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Abo, Chanbaek, Hunhan, Kahsoo, Kaisoo, Ko Ko Bob, Kyungsoo, Mpreg, Ruivo, Sardas
Visualizações 161
Palavras 4.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Desculpem a demora, mas aqui estou eu novamente.
Grata por essa fic ter desflopado. Tudo graças a vocês! Obrigada por tudo <3
Espero não decepcionar ninguém.
O título é pra homenagear o comeback do Monsta X, mas há outro motivo...
Leiam as notas finais.

Boa leitura ;)

Capítulo 9 - Dramarama


Fanfic / Fanfiction Nós no tempo parado - Capítulo 9 - Dramarama

  Ele teria levantado imediatamente, mas viu que Joona seguiu o filho e Kyungsoo não queria saber o que ela iria dizer, só tinha vontade de xingar o alfa e confrontá-lo sozinho. Também não queria deixar os amigos, visto que era o único dono da casa no quarto no momento, então permaneceu lá.

- Kim Jongin! – Joona chamou o filho ao vê-lo entrar no quarto com intenção de trancar-se lá.

- Omma, agora não... – Ele começou por dizer.

- Eu não te perguntei nada. Me deixe entrar. – Ela olhou seriamente para o filho. – Agora, garoto! - Ordenou sem dar chances para discussão e o moreno suspirou, afastando-se da porta, dando espaço para que ela pudesse entrar. – O que você pensa que está fazendo?

- Omma, eu só saí um pouco. Só queria... Usar o banheiro. – Ele deu a primeira desculpa esfarrapada que conseguiu pensar.

- Eu troquei suas fraldas, Kim Jongin. Acha que vai conseguir me enganar? Acha que vou mesmo cair nessa? Você é um idiota, – Ela seguiu sem lhe dar chance de resposta. – nem sabe o que está acontecendo e já se acha no direito de ficar com raiva do seu ômega. O que é? Não se garante? Você pensa o que nessa sua mente ciumenta? Cabeça oca de alfa! Que ele vai trocar o pai do filho dele por outro ômega que conhece desde criança? Para pra pensar.

- Omma, eu não pensei isso, eu só me... – Ele tentou se justificar, porém Joona estava implacável.

- Eu te deixei falar? Não te dei permissão. Você me respeite, seu moleque! – Disse ela juntando as sobrancelhas numa expressão de desagrado e mostrando a mão, como se fosse lhe dar um tapa.

- Desculpe, omma. – Ele abaixou a cabeça e se sentou na cama, suspirando cansadamente. O que menos queria naquele momento era ouvir um sermão de sua omma.

  Ela percebeu que o jovem também não estava em seu melhor estado, ainda que estivesse errado, por isso decidiu mudar de tática. Não queria acabar piorando as coisas ou até magoar o próprio filho.

- Jongin, você não pode sair por aí tirando conclusões precipitadas por nada. Está achando estranho o seu ômega estar tão próximo ao irmão, certo?

- Eles não são irmãos. – O moreno falou entre os dentes.

- Eu estou tentando falar com você, mas se for ficar com essas palhaçadas de alfa, vou te dar uma surra ao invés de falar. – Ela ameaçou, mas de fato nunca bateu no filho e jamais o faria. – O Kyungsoo não tem culpa dos sentimentos dele. – Viu Jongin olhar pra ela em desespero. – Calma, não é isso não. Eu não quero dizer que ele gosta assim do Baekhyun. O que eu quero dizer é que os ômegas sempre se apegam a alguém além do alfa durante a gravidez. Isso é completamente normal, mas vai passar. Quando eu estava grávida de você, tive a sorte de me aproximar mais da sua avó, porque era a representação de amor que eu tinha mais perto de mim, além do seu pai. Mas eu me lembro de que a nossa antiga vizinha se aproximou de um primo e isso fez o marido dela ficar enfurecido, quase acontece uma desgraça. – Ela sentiu seus pelos arrepiarem só de lembrar. – Não é questão de escolha. Os ômegas simplesmente se sentem melhor na presença de certo alguém e de seu alfa. Se os dois estiverem juntos no mesmo ambiente, a felicidade é ainda maior. O Kyungsoo não tem uma mãe que o proteja e quem esteve sempre por perto foi o Baekhyun. Você entrou na vida dele recentemente e por mais que seja seu alfa, ele precisa de mais alguém. Alguém que conheça desde sempre e que ele não tenha ressalvas quando essa pessoa estiver perto. – Respirou um instante ao ver uma pequena mudança no semblante do filho alfa. - Não quero dizer que ele se sinta retraído com você, mas um relacionamento amoroso é diferente de um relacionamento fraternal. Ele ama Baekhyun como se fosse realmente seu irmão. Não há nada que você possa temer, meu filho. – Ela segurou com força a mão de Jongin.

- E-eu não sabia... – Ele gaguejou sem saber o que dizer.

- É, não sabia, mas foi idiota o suficiente pra julgá-lo sem ao menos conversar. – Ela acusou prontamente.

- Ok, omma, eu fui um babaca, mas ele contou pro Baekhyun o nome do bebê. Você não acha que ele devia ter contato pra mim?

- É, essa foi pesada... – Joona se endireitou ao lado do filho, onde se sentara enquanto falava.

- Então... Eu não sei mais o que pensar.  Será que isso da aproximação não pode ter feito o Kyunggie se sentir mais confortável em contar pro irmão? – Indagou na esperança de que aquele fato tivesse outra explicação que não fosse a mera vontade de Kyungsoo, que para ele era muito importante.

- Talvez. Mas o que você tem que fazer agora mesmo é ir lá e pedir desculpas pra ele. Vocês precisam conversar.

- Omma, O Kyung não sabe de nada, então eu não queria contar pra ele que...

- O que? – Ela interrompeu, perdendo um pouco mais de sua paciência. - Que você foi um idiota ao desconfiar dele? Ah, isso ele já sabe. Acredite em mim. Seu ômega não é burro e do jeito que você saiu de lá, com certeza ele percebeu alguma coisa.

- Mas e se ele-

- Ficar com raiva? Está no direito dele.

- Omma! De que lado você está? – Ele questionou como um irmão que acaba de perder seu brinquedo favorito para o outro e vê a omma dar razão ao ladrãozinho.

- Do lado de um ômega grávido, que não tem uma omma que presta e foi achar de amar logo um alfa desmiolado e ciumento demais. – Ela riu um pouco e acariciou os cabelos brancos dele. – É melhor você falar a verdade. Tenho certeza que ele deve ter percebido, e tentar fingir que nada aconteceu só vai piorar as coisas. Acredite.

- Tudo bem, omma, vou falar com ele. – Jongin deu um beijo na testa de Joona e sorriu para ela. – Obrigado por ser minha omma. Você é maravilhosa.

- De nada, querido. É uma honra pra você, eu sei. – Ela devolveu um sorriso doce após a brincadeira, mas que mudou logo para um semblante sério. – Agora vai.

  Kyungsoo estava parado ao lado da porta, com as costas apoiadas na parede e os braços cruzados. Ele parecia bravo, mas sua barriga de grávido, a estatura e a boquinha rosada formando um pequeno e decorativo coração em seu rosto, só o faziam ficar extremamente fofo. Jongin teria achado engraçada a cena que encontrou do lado de fora, se o semblante de Kyungsoo não lhe dissesse exatamente o que temia: o ruivo havia percebido tudo.

  Ele se aproximou do ômega.

- Soo, eu-

- Não me vem com essa de Soo, Kim Jongin! Você é um idiota! – O menor cutucava o peito do alfa com a ponta do dedo indicador quando o teve sob seu alcance e o olhava furiosamente nos olhos. – Como você pôde sentir isso? Eu senti pela marca! Você estava com ciúmes de Baekhyun? – Questionou apenas por causa de uma mínima dúvida. Na verdade, era quase uma redundância.

- Sim... Me desculpe. – Admitiu. Jongin já não podia olhar naqueles olhos irados, portanto passou a mirar o chão escuro do corredor. - Eu não sabia que os ômegas se apegavam a uma pessoa especial durante a gravidez. A minha mãe acabou de me explicar isso, sei que você não tem escolha e que isso é normal, e eu queria te pedir descul-

- Uma droga! Nada de desculpas pra você! – O baixinho ficou de lado, encarando o corredor e se apoiou na parede. – Eu também não sabia dessa coisa de se apegar, - O tom de voz do menor diminuiu um pouco. - mas você não tinha o direito de ficar desconfiando de mim!

- Eu tive motivos. – Jongin respondeu quase friamente e Kyungsoo estreitou seus grandes olhos puxados e o olhou incrédulo.

- Que porra de motivos você poderia ter, Kim Jongin? Que motivo pode ser possível entre mim e Baekhyun? Ele é meu irmão! Você é idiota ou o que? – O ruivo estava realmente abalado com aquela falta de confiança.

  Jongin estava cansado de ser chamado de idiota tantas vezes numa noite só, além de que nunca vira Kyungsoo xingar, então isso era uma novidade ruim para ele. Significava que o baixinho estava de fato muito nervoso e isso não era bom para ele e nem para o bebê.

- Se acalma... O bebê. – Ele tentou se aproximar, porém viu Kyungsoo levantar uma mão, impedindo que o fizesse e em seguida fechar os olhos e respirar. Sabendo que o outro precisava de sua justificativa, prosseguiu meio sem querer. De repente sentia-se ridículo por desconfiar, entretanto teria que demonstrar que tinha alguma razão nisso. – Eu ouvi você conversar com o Baekhyun e... – Agora o ômega o observava perdido no que ele poderia ter escutado de tão grave.

- Continua, Jongin. Eu quero saber qual vai ser a bizarrice que vai dizer.

  O outro franziu as sobrancelhas. Não gostava de parecer ridículo, principalmente em frente ao próprio ômega.

- Vocês estavam falando sobre o nome do bebê. – Ele viu Kyungsoo enrijecer a postura. – Eu não queria ouvir a conversa, mas escutei que você já tinha escolhido o nome e fiquei curioso, talvez você fosse dar alguma dica, dizer como foi que escolheu, se tinha algum significado especial e eu queria saber como foi, mas achei bem pior descobrir que... – Ele titubeou e olhou novamente para baixo, apertando as extremidades dos próprios dedos na tentativa de diminuir o nervosismo, entretanto não pôde evitar olhar de volta para o ômega, este que sentiu o peito apertar ao ver o semblante tristonho do namorado. Ele estava sofrendo e Kyungsoo não podia afastar a amargura que o invadira através da marca, quando Jongin voltou a falar. – eu achei pior quando percebi que você tinha contado pro Baekhyun o nome do nosso bebê! Não foi pra mim que você contou. Olha, tudo bem, eu entendo sua aproximação com ele e eu prometo que esse meu... Sentimento com relação a ele vai passar. Eu só quero que me diga uma coisa, só uma e eu prometo que deixo você em paz pra fazer as coisas como achar melhor. – Ele fungou, apesar de não estar chorando, sentia como se o pranto estivesse vindo. – Contou pra ele porque ele é mais importante do que eu sou pra você? Foi por causa dessa força que te faz ficar perto dele ou porque ele é realmente mais amado por você? – Finalmente uma lágrima solitária escorreu e o Kim tratou de limpá-la rapidamente, na tentativa falha de esconder sua fragilidade.

  Kyungsoo sentia raiva de si mesmo por entender Kim Jongin. Era pra estar com raiva daquele idiota por ter pensado mal dele, ainda que não fosse no sentido inicial em que pensou. Kyungsoo começava a entender. Jongin não imaginava que ele o estivesse traindo, mas sim que sentisse algo mais forte pelo outro do que sentia por ele. Sentia como se estivesse sendo deixado de lado. O ruivo sabia que se sentiria da mesma forma caso Jongin escolhesse o nome do filho deles e contasse para outra pessoa primeiro.

  O grande ‘porém’ nisso tudo é que Kyungsoo não contou o nome do bebê para ninguém. Na verdade, ele tinha escolhido e pretendia questionar o alfa sobre isso no momento adequado, que logo chegaria.

- Você é mesmo um idiota, Jongin. – O menor viu o alfa suspirar. – Nem adianta suspirar. Vou continuar a te chamar assim, e cada vez mais se continuar tirando conclusões precipitadas. Quer saber o que eu disse ao Baekkie?

  Jongin olhou estranho, e não respondeu, mas Kyungsoo prosseguiu, lhe contando sobre uma das visitas do irmão em casa.

 

Flashback

  Kyungsoo estava ansioso pela chegada de Baekhyun. Tanto que mal pôde vê-lo dar um passo para dentro da sala e já foi puxando o amigo para sentar-se consigo no sofá.

- Baekkie, eu escolhi o nome! Eu escolhi! – O ruivo parecia uma criança feliz.

- Do bebê? – Ou outro quis saber confuso.

- Claro, Baekhyun! De quem mais seria? – Revirou os olhos grandes.

- Sei lá... – O mais velho deu de ombros. – E qual vai ser?

- Uh? Não, eu não posso dizer. Vou ter que perguntar pro Nini se ele concorda. – Um sorriso travesso brotou em seus lábios.

- Hum... Acho que alguém vai aprontar algo pra convencer o alfa. – Baekhyun acusou.

- Imagina, eu sou um anjo. – Respondeu irônico, deu uma risadinha sapeca e o irmão riu junto com ele. – Mas ele vai aceitar e o nome vai ser muito lindo.

- Não sei não, hein! Você nunca teve bom gosto pra essas coisas.

- Ei! – O sardento deu um tapa no ombro do Byun.

- Ué, que culpa eu tenho se você colocava os piores nomes nos nossos bonecos e bonecas? – Deu de ombros e Kyungsoo revirou os olhos.

– Esquece isso! Foi há anos! Eu disse que vai ser um lindo nome, então confia em mim, ok?

- Tudo bem, se você diz, então eu acredito. Será um lindo nome. - Ele repetiu teatralmente, separando as mãos diante si como se idealizasse uma faixa com o nome do bebê escrito.

Flashback off

 

  Kyungsoo ocultou apenas a parte em que Baekhyun o acusou de “armar” alguma coisa para convencer o alfa a aceitar o nome escolhido.

- E sobre a conversa que você me viu ter com ele mais cedo, se você tivesse ido escutar como uma velha fofoqueira atrás da porta um pouco antes, me ouviria dizer o quanto você cuida bem de mim e do bebê, além de ser divertido morar contigo e o quanto eu te amo. Depois nós só brincamos um pouco sobre a outra conversa, mas ele realmente não sabe o nome que eu quero.

  Jongin pareceu pensar um pouco, mas logo suspirou e se viu obrigado a pedir perdão.

- Me desculpe, Kyungsoo. Eu realmente achei que tinha dito a ele e isso me magoou muito. Eu sei que fui precipitado, mas... Eu nem conseguia pensar direito. – Ele falava rápido, com pressa em se justificar. - Sabe, você é o meu ômega e carrega meu filho. Não foi fácil ouvir as coisas daquela forma. Não pude evitar as conclusões que tirei injustamente. Só me perdoe por não ter conversado contigo antes de... Enfim, você sabe.

- Antes de desconfiar, não é? – O ômega entendia, mas odiava isso. Podia sentir por meio da marca o quanto Jongin estava arrependido. – Quer saber, vem cá.

  Kyungsoo saiu puxando o alfa pela mão e voltou a entrar no quarto de ambos. Ele abriu sua parte no armário e em meio às roupas grossas de frio, começou a puxar uma grande faixa de tecido branco.

- Me ajuda. – O ômega pediu e Jongin o ajudou a desenrolar o tecido. Conforme o moreno foi abrindo aquele adereço, as lágrimas foram caindo de seu rosto, ao passo que um sorriso se alargou no de Kyungsoo. O menor viu o moreno parado, olhando fixamente aquele pano como se fosse a mais bela obra de arte. – Então eu acho que você aprova, afinal... – Disse o ômega esperançoso e sorriu complacente.

- E-eu... Ah, Kyunggie... – Jongin caiu de joelhos, apertando com força a faixa onde se podia ler:

SEJA BEM VINDO, KIM TAE OH!

  Era a linda letra de Kyungsoo.

  O ruivo não pôde segurar a lágrima que insistia em escapar de seus olhos escuros ao ver seu alfa tão emocionado. Decidiu se juntar a ele, então se ajoelhou e acariciou seus cabelos.

- Eu te amo tanto quanto amo o nosso filho. Vocês são as pessoas mais importantes pra mim, junto com a família Byun. Foram eles que me criaram e agora eu tenho minha própria família e eu acho que você sabe o quanto isso é importante pra mim. – Jongin o olhava, os olhos já avermelhados pelo choro. – Estou muito feliz, Jongin. Isso tudo não cabe em mim e eu só sinto vontade de abraçar vocês e dar carinho o tempo todo pra expressar o que está dentro de mim.

  Rapidamente o menor sentiu os braços de Jongin o envolverem. Era quente e a pele do moreno era macia. Kyungsoo ajeitou o rosto de encontro ao pescoço do alfa e permaneceu assim, sendo abraçado e recebendo carinhos do maior, aproveitando a aura de amor que pairava sobre eles.

- Eu te amo muito, Soo. – Jongin fungou, deixou beijinhos sobre a marca do ômega e se afastou um pouco para poder vê-lo. Kyungsoo sorriu. Seu sorriso alcançava os olhos, ele não podia conter. – E eu também já amo muito o nosso pequeno TaeOh.

  Kyungsoo abriu um pouco mais os olhos em surpresa e riu um pouco, pulando em cima do namorado enquanto o enlaçava os braços em volta do pescoço dele. Eles caíram pelo tapete e ali ficaram, deitados de lado sobre o chão e de frente para o outro, trocando beijos carinhosos, sentindo como os lábios do outro eram macios. As mãos pequenas de Kyungsoo passeavam pelo rosto de Jongin.

- Jagi? – O alfa chamou.

- Hum? – Kyungsoo respondeu.

- Eu quero muito viajar com você. – Comentou.

- O que? – Kyungsoo parecia mais atento com o assunto repentino.

- Eu vi que você gostou da ideia, quando meus pais estavam conversando lá em casa. Eu não sei, mas acho que você não viajou muito e eu gostaria de mudar isso. Vamos visitar muitos lugares. Todos os que você quiser ver. – O moreno aprecia muito feliz e seus olhos demonstravam o quanto ele sonhava com o futuro.

- Eu quero fazer muitas coisas com você, Nini! – Mais uma vez o mais velho beijou Jongin. – Obrigado. Tenho certeza que o nosso TaeOh vai ter muito orgulho do Appa dele.

- E da omma também. – Jongin respondeu e sorriu, dedicando ao outro um beijo carinhoso, na qual sua língua não brigava por espaço, apenas fazia carinho na de Kyungsoo, que correspondia da mesma forma, sentindo-se perdido com as sensações de paz e amor que a marca espalhava por seu corpo.

  Em dado momento puderam escutar uma batida na porta. Entreolharam-se e só então se deram conta de que a festinha para o bebê ainda estava acontecendo,no entanto os dois estavam ali, parados em seu mundo particular.

- Vamos voltar, acho que eles já estão querendo ir embora. – Sugeriu Kyungsoo.

  Encontraram Baekhyun do lado de fora do quarto, esperando que alguém saísse.

- Tudo bem? Você está bem, Kyunggie? – Questionou visivelmente preocupado.

- Tudo bem, Baekkie. Só estávamos conversando um pouco. – O ruivo explicou e ao ver o constrangimento de Jongin, segurou sua mão e acariciou na tentativa bem sucedida de lhe transmitir alguma calma e segurança.

- Vamos voltar pro quarto? – Questionou o moreno e os ômegas confirmaram. – Ah, espera! – Ele voltou correndo até o quarto do casal e na volta trouxe com ele a faixa. – Acho que você preparou isso pra hoje, não foi, Soo?

- Foi sim, Nini. – Confirmou o ômega sorridente, recebendo um leve beijo e seguindo para o quarto do bebê na companhia do alfa e de Baekhyun.

  Com todo o orgulho que lhe preenchia o peito, Jongin subiu numa cadeira e pendurou a faixa nas portas do armário. Depois conseguiria um lugar melhor para colocar, assim ela estaria ali quando o bebê finalmente chegasse.

- Wow! Vai ser TaeOh? – Luhan olhava para as letras, surpreso como todo mundo.

- Sim! – Jongin respondeu com um sorriso. – Kim Taeoh. – Ele repetiu o que estava escrito para que todos ouvissem.

  Houve uma comoção entre vários “parabéns”, “que nome lindo” e diversos abraços.

- Tomara que ele se pareça com o Kai porque você é muito desengonçado! – Brincou Baekhyun.

  Kyungsoo olhou revoltado.

- Você é meu irmão, seu miserável! Devia torcer por mim! – Reclamou o ruivo.

- Pois eu prefiro que se pareça com o Soo, ele é mais fofo. – Jongin defendia o ômega e Kyungsoo o olhava nos olhos, em busca de algum sinal de hostilidade com relação ao Byun, porém o moreno permanecia calmo e veio em sua direção, o abraçando por trás, apoiando a testa em sua cabeça e escondendo o rosto entre seus cabelos.

- Eu não sou fofo. Que mania vocês têm de dizer isso! – O menor revirou os olhos, mas pousou suas mãos sobre as de Jongin, que se encontravam enlaçadas sobre seu peito.

- Querido, quanto mais você diz que não, só piora. Eles não vão largar do seu pé. – Disse a senhora Byun e Kyungsoo suspirou desistente, mas riu.

- Minha omma Byun está convivendo muito com a sua. – Comentou o ruivo para Jongin.

  O mais velho só queria que o filho fosse bonito, forte e carinhoso como Jongin, enquanto Jongin desejava que o bebê fosse pequeno e fofo como seu ômega; e logo eles iriam descobrir como seria Kim Taeoh.

**

  Era feriado e uma quinta feira, o que culminaria num belo descanso para o casal de futuros appas, afinal a sexta feira seria dada como ponto facultativo.

  Jongin acordara com o vento que entrava pela porta da sacada. Recriminou-se por não ter se certificado de trancá-la antes de dormir. Não queria que Kyungsoo pegasse um resfriado. Tudo o que menos queria era que o ômega ficasse doente quando a data do parto estava tão perto.

  Nem parecia que tinham se passado nove meses. Um ano desde que ele e Kyungsoo se reencontraram e se apaixonaram. Ele queria comemorar. Seria um belo encontro e ele pretendia ser muito romântico, ainda que procurasse ser assim todos os dias, não apenas em datas especiais como aquela.

  A presença de Kyungsoo ao seu lado era tão natural, tão confortável que ele quase se esqueceu de que o pequeno estava ali. Quase.

  O Do se tornara um pedaço de si. Se o ruivo sentisse dor, cansaço ou qualquer incomodo, o moreno sentia também. Naquele momento desejava que Kyungsoo pudesse sentir o amor que não lhe cabia no peito e transbordava em cachoeiras em seu ser.

  O ômega dormia numa das poucas posições que conseguia tendo uma barriga tão grande. Estava voltado para Jongin, a cabeça apoiada sobre as mãos juntas, como se fizesse uma oração enquanto dormia. Seus traços eram tão harmoniosos e graciosos. Jongin se perdia admirando as costeletas fininhas, as sobrancelhas grossas, os olhos que mesmo fechados ainda eram proeminentes, o nariz longo e que tinha uma espécie de bolinha na ponta, as bochechas arredondadas e de pele suave. A cor nas maças do rosto lhe concedia um aspecto saudável e a posição das mãos conferia um ar angelical. Vez ou outra o menor mudava de posição e assumia uma mais desleixada, fazendo Jongin rir do jeito ainda infantil do seu companheiro. Sabia que poderia acordar dessa forma todos os dias do resto de sua vida e ver aquela cena num loop eterno, pois ainda assim o acharia adorável como ninguém jamais seria.

  Ao notar que o namorado acordaria, Jongin decidiu adiantar esse processo, agindo como um adulto que era. Talvez fosse bom acordá-lo com um beijo, um abraço romântico ou algo assim, mas era ele, Kim Jongin, o cara que possuía uma maturidade inigualável ao lado de Kyungsoo.

- Ai, Jonginnie! Não! Ai, socorro! – Kyungsoo gritava e gargalhava enquanto sentia as cócegas que o mais novo fazia. – Para! Ai meu deus, eu não aguento! – E mais gargalhadas. O baixinho dava tapas no outro, mas ria e quando via o sorriso enorme de Jongin, não podia evitar a felicidade e a sensação de calor no peito. – Estou com falta de ar! – Ele gritou e imediatamente o mais alto parou.

- Desculpe, amor, eu não consegui me segurar. – O Kim rolava na cama e ria, enquanto Kyungsoo fingia estar chateado, sentando-se na cama.

- Você quase mata seu filho de tanto rir. Seu idiota! – Reclamou.

- O TaeOh vai ser muito forte, Soo. Ele não vai morrer por causa de um pouco de cócegas. – Disse ele convicto.

- Sei... Diz isso porque não foi você que acordou assim. – Ele comentou, ainda sentado de costas pro outro, que engatinhou manhoso sobre a cama e aproximou o nariz do pescoço do menor, cheirando a área e dando beijinhos. – Isso é golpe baixo, Nini... – Kyungsoo balbuciou quase gemendo e fechando os olhos para sentir o toque.

  Estava difícil ter o alfa por perto e não poder tocá-lo... Pelo menos não como desejava. O médico recomendou que eles parassem de fazer sexo naquela última semana. O parto estava marcado para a semana seguinte, mas Kyungsoo, mesmo tentando esconder, não sabia se suportaria esperar até depois do resguardo para ter o namorado em seus braços novamente.

- Estou com saudades, Soo. – O moreno externou os seus pensamentos de Kyungsoo.

  Jongin deixava algumas mordidas no ombro do menor e cheirava sua pele, atiçando a marca.

- Nini, não podemos... Ah... – Kyungsoo suspirou gemido.

- Eu sei, mas... Você me enlouquece. – Jongin respirou fundo e procurou se acalmar. Não queria prejudicar o nascimento do filho.

  Eles tomaram banho juntos, como de costume, e desceram para tomar o café da manhã. Logo Luhan chegou, pois prometera acompanhar o casal numa ida à floricultura.

  Kyungsoo queria algumas flores de cores diferentes para enfeitar a casa. Queria que tudo estivesse muito alegre para a chegada de Taeoh. Jongin jamais se separava dele após o oitavo mês, então era óbvio que não deixaria os dois ômegas sozinhos, então arrumaram o que era preciso e saíram.

  Andando entre as pessoas, tudo parecia bem. O lugar era tranquilo e as ruas cobertas de pequenos blocos quadrados de pedra, que traziam um ar provinciano ao lugar. O caminho era repleto de lojas exotéricas, floriculturas, lojas de presentes personalizados e sex shops. A rua não tinha saída e no fim, todo o lugar cheirava a incensos de mirra e rosas brancas.

  Kyungsoo estava feliz, de mãos dadas com seu alfa, vendo-o sorrir vez ou outra em sua direção, enquanto Luhan o acompanhava, pousando a mão em seu ombro grande parte do tempo, para que não se distanciassem muito.

  A loja de flores era maravilhosa. Um dos lugares favoritos de Kyungsoo. Jongin pretendia levá-lo a um lugar onde se cultivava muitas flores, quando fossem colocar os planos da viagem em prática.

  O ruivo soltou a mão de seu alfa e Jongin sentiu um incomodo nisso. Sabia que o outro queria explorar a loja de flores sozinho, andar por ali e sentir cada perfume, cada textura, olhar cada cor, entretanto o alfa preferia que fizesse isso tendo seu toque junto ao dele.

  Jongin estava mais possessivo e territorial a cada dia em que a gravidez avançava. Sequer sabia como Kyungsoo o suportava, mas desconfiava que o menor aprendera a lidar, além de finalmente admitir que gostava muito da presença do alfa.

  A gentil senhora que cuidava dali, regava as plantas com extremo cuidado, vigiando para que a força da água não fosse muita, visto que isso podia descobrir as raízes, então as queridas plantinhas morreriam.

  O jovem ômega sardento sentia-se pleno. Podia dar inúmeros giros no ar, tendo seus braços abertos a explorar aquele ambiente. Sentia-se uma criança numa loja de brinquedos. Era tudo tão colorido, tão vivo e perfumado, mas ao mesmo tempo tão calmo, que ele se deixou levar e apenas escolhia suas flores favoritas, ouvindo as sugestões de Luhan, que pedia apenas para que o amigo prestasse atenção para não furar os dedos em alguns galhinhos malvados, que insistiam em ter pontas afiadas.

  Jongin ainda os seguia de perto. Muito, muito perto. O ruivo sentia o hálito do outro em seu pescoço vez ou outra, mas agia com naturalidade, continuando a andar entre os cinco pequenos corredores no meio das flores no chão, além daquelas que ficavam mais bonitas penduradas no alto, derramando suas folhas verdinhas galho abaixo.

- Jagi, eu acho que é o suficiente. – Kai avisou ao notar que carregava uma variedade de três flores, assim como Luhan e Kyungsoo por sua vez tinha mais dois tipos da planta.

- Acho que precisamos mudar o nosso jardim. Podíamos colocar uma variedade maior de flores. – Disse ele sem concordar diretamente com o namorado, mas já saía de um corredor para o outro que levava até o caixa.

  Ao ver o conhecido semblante amável de Kyungsoo se aproximar do caixa, a gentil senhora parou de regar as plantas, desligou a torneira e pousou a mangueira no chão, precipitando-se até o caixa, para então receber o jovem ômega grávido da melhor forma, já pronta para atendê-lo. Todavia, ainda existia água nas voltas da mangueira, então ao ser colocado no chão, o longo tubo de plástico verde deixou o líquido escorrer pelo chão, formando rapidamente uma pequena poça próxima ao caixa.

  O Do sorria para a mulher, então Jongin pediu para segurar uma das duas plantas que o outro carregava e pediu que Luhan pegasse o outro, pois assim seria mais fácil para o ômega pegar o dinheiro em sua bolsa pendurada na lateral do corpo diminuto. No entanto, na passada seguinte, o grávido, seguindo seguramente o seu caminho, pisou com segurança demais, sem esperar que o local estivesse escorregadio e acabou se desequilibrando.

  Kyungsoo ainda conseguiu sentir seus pés perderem contato com o chão e o corpo emitir o som de um baque, além de ouvir os barulhos dos cacos caindo no chão. Depois disso, as vozes passaram a ficar exaltadas, mas lhe pareciam muito distantes. Tudo parecia acontecer em câmera lenta, porém decidiram parar de vez quando ele sentiu uma dor excruciante na bacia.

  Algo havia se rompido ali, O Do tinha certeza, mas já não podia ver nada.


Notas Finais


O título é pra homenagear o comeback do Monsta X, mas... Sou autora de drama! ><
Sorry! :P
Espero vocês nos comentários.
PS.: Ainda é proibido matar a autora u_u

Bjos e até breve!


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