História Nos seus olhos - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Jazmin, Luna Valente, Matteo, Nina
Tags Amizade, Drama, Gastina, Gastteo, Jaztón, Lunática, Luston, Lutteo, Romance
Visualizações 214
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amores, acharam que eu não viria? Kkkkkk chegueiii
Prontos para saberem decisão do Matteo?
Boa leitura!

Capítulo 7 - Entre uvas


Era um vestido roxo que brilhava intensamente. Matteo se perguntou como Luna conseguiu deixar aquele vestido daquela maneira, brilhando muito mais do que se é normal em uma roupa, ou considerável possível. Pareciam serem luzes, mais isso seria ainda mais improvável.

Entretanto, nada se comparava aos cabelos presos em uma presilha pequena de uva, que combinava com o colar. Era até discreto se não fosse pelo vestido que era impossível não reparar, já que tinha as alças imitando um caixo de uva, novamente. Porém, era incrível o quanto Luna Valente estava linda naquela noite.

Ele engoliu em seco sem saber muito bem o que dizer. Faltava palavras para dizer o que queria. Nem mesmo os olhos implorando respostas o tirava do transe onde se encontrava.

- Matteo... meus pais querem falar com você. Sabe, eles não deixam eu sair de noite, só deixaram porque disse que era apenas uma gravação para um peça chamadas "As frutas"... - Ela comentou abrindo espaço para que Matteo entrasse na cozinha da mansão Benson. - Conta a história triste de duas mulheres que possuem nomes de frutas. Elas lutam pelo amor do mesmo homem, no caso você, o pera. Eu sou a uva e a Jim a calabresa.

- Calabresa não é fruta, Luna... - Matteo disse vendo ela arquear uma sobrancelha antes de assentir. Se permitiu dar atenção a mais uma loucura da namorada, afinal, sua decisão estava tomada e deveria ser um bom namorado naquela noite, por Luna. Mas antes que ele perguntasse o motivo de ser Jim a " calabresa" e o final da história, Mônica e Miguel se aproximaram.

- Mãe... pai... esse é o meu amigo, o pera, Matteo. - Balsano nunca conheceu os pais de alguma namorada em sua vida amorosa, embora Luna não o tenha apresentado-o como tal, sentia-se coagido pelo olhar avaliativo do pai da garota. Afinal, não é como se a desculpa de Luna fosse uma das melhores.

Depois de sair da casa de Gastón decidido resolver a sua situação com a morena, Matteo enviou uma mensagem a ela dizendo que ele queria sair naquela noite, leva-la em um lugar importante para si. Ainda que Valente encontrasse dificuldades em aceitar por achar que seus pais não permitiram, prometou dar um jeito de ir sabendo que pela seriedade do namorado, algo a esperava.

- É um prazer conhece-los... - Matteo tentou ser o mais gentil possível e conseguiu arrancar sorrisos gentis do casal. 
-

Eu fico feliz que Luna tenha feito amizades e agora até participa de uma peça tão... diferente. - Mônica falou tentando conter o riso. Porém ao olhar para a filha, percebeu que o "tenha feito amizades" não a agradou. - Mas enfim, não queremos que se atrasem. Podem ir.

E não foi tão ruim quanto Matteo havia pensando, embora Miguel não tenha trocado nem uma palavra com ele, achava que não teria motivos para o fazer já que, tecnicamente, Balsano era apenas alguém que se dispôs a levar Luna para o ensaio extra naquela noite.

- Como eles acreditaram naquela história? Afinal, porque mentiu? - Matteo perguntou assim que eles entraram no carro. Luna o olhou de relance e sorriu lindamente o respondendo.

- Oras Matteo, eles acharam estranho e nunca deixariam eu sair com você. - Deu de ombros. - E sobre a mentira, bem, eu nunca menti. Então não havia motivos para duvidar, até porque a história foi muito boa. Mas então, você me fez mentir para os meus pais por algo muito importante. Espero que seja mesmo!

- É muito importante Luna. - Matteo deu uma resposta simples e direta, antes de se concentrar na estrada. A palavra decisão rodava a sua mente com certa insistência. Porém, ele não voltaria atrás.

Luna merecia o namorado perfeito naquela noite, queria ser mais do que seu primeiro beijo ou relação sexual, queria ser o seu primeiro amor verdadeiramente bonito, queria que aquela noite provasse a Luna que ela nunca foi qualquer uma, tão pouco que em algum momento ele a quis fazer sofrer.

Valente olhava com atenção o caminho para onde Matteo seguia, até que percebeu que eles entraram em um bairro rico da cidade, ainda mais de onde ficava localizado a mansão Benson. Com um olhar confuso, ela encarou Matteo que estava mais concentrado em entrar pelos grandes portões de uma grande casa com cor neutra. 

A confusão não poderia estar mais presente em Luna, principalmente quando Matteo estacionou na garagem da mansão. Ela tinha uma resposta, por mais ilógica que fosse, ela tinha uma resposta. 

- Essa é a casa do meu pai... - Matteo mordeu o lábio antes de olhar diretamente para Luna. - Eu quero ficar com você, amor. E essa é a minha decisão.

Os olhos de Luna se abriram em surpresa para logo depois um sorriso gigante surgir em seus lábios lentamente. As palavras faziam sentido para Luna, o prazo de um mês estava longe de acabar, mas visivelmente Matteo resolveu a surpreender lhe dando uma resposta ainda mais linda do que apenas um "eu escolho ficar com você!" Ou talvez não, talvez sua euforia fosse logo retirada de si.

- Seu pai está ai? - Ela perguntou receosa. Sabia das limitações do namorado e não seria agora que acreditaria que ele simplesmente resolveu mudar sua opinião, na verdade, era exatamente o que estava achando, no entanto isso era porque Luna Valente é uma completa esquisita iludida.

- Sim, meu pai, minha madrasta e meus avós. Bem, acho que já passou da hora de apresentar a minha namorada pra minha família. - Matteo suspirou após aquelas palavras. Estava nervoso e quase desistindo de vez, mas só a idéia de perder Luna o assustava demais para que ele mudasse de idéia. Estava disposto a assumir seu namoro com a morena, por isso começaria com o mais simples e importante: sua família.

- Mas Matteo... porque não me falou? Eu poderia ter te apresentado para a minha, não estou entendo... o que quer dizer? Você... - Balsano a silenciou com um breve tocar dos seus lábios aos dela. Luna ainda o encarava nervosa e curisosa quando ele tocou em sua cintura e a abraçou delicadamente.

- Luna, eu sei que errei esses meses todos, hoje o Gastón jogou isso na minha cara... - Ele sorriu ao lembrar das palavras do amigo, afinal, se não fosse ele a abrir os olhos de Matteo, certamente nada disso estaria acontecendo. Balsano ainda estaria tentando esconder que não sabia sobre o que estava causando a Luna. - Eu percebi que não importa... nada deve importar. O que realmente tem valor é o que sinto por você. Eu te amo e vou te provar isso, nunca o fiz, mas dessa vez as coisas vão ser diferentes. Errei por muito tempo e quero reparar isso. Me desculpa!

- Ahhh não acredito, Matteo... que bobinho. Você não precisa me pedir desculpas. Eu entendo perfeitamente. - Ela sorriu praticamente gritando e retirou o cinto na intensão de se aproximar do namorado. - Eu amo você Matteo, e sempre soube que seria difícil, mas entendi que se era pra ser... tudo se resolveria.. Ah eu vou desmaiar.

- O que? Não... - Matteo viu a namorada se abanar com as próprias mãos e respirar pesadamente, antes de dar um grito agudo e intusiasmado.

- Mauricinho, você é muito fofo. Eu vou chorar, não, vou vomitar de alegria, não, eu vou... - Matteo riu antes de, novamente, a calar com um beijo. Luna impulsionou seu corpo e se sentou no colo dele abrindo sua boca e permitindo que Matteo aprofundasse o beijo. Suas mãos passeram pelos braços do namoro enquanto as dele apertavam a sua perna, subindo pelo vestido lentamente. - Depois amor...

Ele riu se afastado e assentindo. Bem, não era como se também estivesse disposto a transar no carro. Ainda pior, com sua família o esperando para o jantar. A visita surpresa certamente surpreenderia todos se Luna abrisse a sua boca, e considerando que ela não conseguia ficar calada, estava ainda mais nervoso, porém, era um primeiro passo necessário para o seu futuro.

Seus avós não estavam no plano, na verdade, primeiramente havia pensando em apresentar Luna para sua mãe e o namorado mais novo, poucos anos mais velho que Matteo, contudo, embora amasse a mulher seu novo relacionamento não o agradava e a situação não seria justa para a namorada, até porque seu pai já sabia sobre ela, o que poderia facilitar as coisas. Mas tudo se complicou quando, um pouco antes de sair para buscar a Valente, seus avós apareceram de surpresa.

Matteo pensou em desmarcar com Luna, mas também sabia que depois do esforço para vir, isso a magoaria profundamente. Era algo que ele não queria mais causar nela, por isso, decidiu que deixaria seu pai avisar o casal mais velho que não cometesse nenhuma imprudência em relação a Luna, até porque sabia que ambos, em especial a Dona Márcia, eram pessoas difíceis de se lidar.

- Olha, eu vou te apresentar eles... mas os meus avós são um pouco...

- Matteo, não se preocupe. Eu quero muito conhecer toda a sua família independente deles gostarem de mim ou não, mas claro, eu sou legal... quem não gostaria de mim? - Luna apontou para si mesma fazendo ele rir. - Bem, o pessoal do colégio só não entende o meu estilo, mas posso me comportar... juro que vou me esforçar para parecer o mais normal possível. Ate vou tirar essa presilha de fruta e colocar o casaco pra esconder a alça do...

Matteo ouviu risadas da namorada, porém não a acompanhou. Simplesmente porque viu mais sinceridade do que gostaria nos olhos dela. Balsano não ficou confortável ao ver isso, tão pouco de entender que ela ainda não tinha entendido o que ele realmente queria.

- Você é normal Luna. - Ela ergueu o olhar duvidosa. - Bem, talvez um pouco louquinha, mas já disse que gosto disso e vou aprender a deixar que as pessoas saibam. Porque você é especial, você ilumina tudo, você é aquele tipo de pessoa que qualquer um deveria ter ao seu lado e não importa mais qual seja a opinião da minha familia, dos meus amigos ou... qualquer um, eu sei quem é você, sei o quanto é maravilhosa e sei o que sinto. Então não quero apresentar uma personagem como namorada, eu quero você. Aja naturalmente, não se esforce pra ser o que não é. E você tá linda, não tire nada. Quero que se sinta confortável e não vai o fazer se não agir como você.

- Mas Matteo... - Luna se calou, ela não conseguia dizer algo racional naquele momento. As palavras dele foram tudo o que ela sempre buscou ouvir durante a sua vida e a sensação de ter a pessoa que amava a dizendo era tão surreal quanto emocionante. Sua boca abria a fechava na tentativa de falar qualquer coisa, porém, não conseguia. 

A verdade era que enquanto terminava de se arrumar, pensou no que poderia fazer para agradar o namorado. Pensou realmente que poderia se conter mais, usar roupas menos extravagante sem deixar de ser ela. Foi ai que um vestido coberto de pedras coloridas, se transformou em uma simples roupa feita por ela mesmo com um tecido brilhante ao extremo. Não era algo difícil de se encontrar nas mulheres, mas talvez para um jantar de família não seja o ideal.

No entanto, ele não queria que ela escondesse nada daquilo, nem a presilha típica, nem que Luna fizesse uma maquiagem leve, já que só estava com uma sombra roxa fraca. Nada. Ele queria que ela fosse ela mesma.

- E se eles me acharem ridícula? - De onde venho aquele medo? Luna não sabia. Nunca se sentiu assim, nunca se preocupou com a opinião dos outros, porém, era a família do namorado e só naquele momento ela percebeu o quão sério aquilo siginificava.

- Ai a gente volta na sua casa e você coloca aquele vestido lindo que usava quando nos falamos pela primeira vez... ah, aquilo sim é uma obra de arte. - Luna riu mais calma. - Eles vai te achar diferente apenas, até porque não é todo dia que vão ver uma baixinha linda vestida de uva.

- Eu não estou vestida de uva... - Ela fez beicinho e deitou a cabeça no ombro do namorado. - Estou apenas homenagiando...

- As uvas..  - Matteo completou sorrindo. Contudo, antes que Luna pudesse o responder. A porta da garagem que dava acesso a mansão, se abriu e logo a luz foi acessa. A morena saiu do colo do namorado enquanto ele abria a porta. Antes mesmo de sair, Valente pode ouvir ouvir os passos marcados por saltos barulhentos, se aproximarem.

- Ah meu filho... achamos que haviam se perdido na garagem, já que vimos quando chegaram. - Luna apenas respirou fundo decidindo se sairia ou não. Contou até dez esperando algum sinal positivo do namorado, algo que não venho porque Matteo estava surpreso demais para o fazer.

- Mãe? O que faz aqui? - Tentou ser o menos rude possível. Sus pais, sua madrasta, seus avós, o namorado da sua mãe e Luna no mesmo ambiente, não era algo visivelmente agradável de pensar.

- Como assim o que estou fazendo aqui? Sério que você pensou que eu... Sua mãe, conheceria a namorada do meu bebê depois do traste do seu pai? Não, claro que não. - Luna não pareceu escutar o que mãe e filho falavam, afinal, estava concentrada demais em decidir se saía ou não, até que resolveu o fazer, porém, antes mesmo de abrir a porta, Matteo o fez.


Notas Finais


Luna e suas frutas hahaha
E... parece que o Matteo decidiu assumir a Luna e começou a levando para conhecer a sua família. O que esperar desse jantar?
Porém, não se enganem kkkkk tem muita coisa pra rolar.
Até breve pessoal!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...